10 de abril de 2010

FORÇAS ARMADAS VÃO AUXILIAR NO SOCORRO ÀS VÍTIMAS DO RJ

Equipes do Exército, Marinha e Aeronáutica trabalharão nas buscas no Morro do Bumba, em Niterói, e em hospitais militares
As Forças Armadas vão ajudar no resgate de corpos no Morro do Bumba, em Niterói, onde uma avalanche pode ter soterrado cerca de 200 pessoas na quarta-feira. Até as 21h de ontem, 26 corpos haviam sido encontrados. No Estado, são 200 mortos.
O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, foi quem pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o apoio de equipes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Soldados do Corpo de Bombeiros têm trabalhado dia e noite, mas como a avalanche foi muito grande precisam de ajuda.
Além do Morro do Bumba, os militares vão trabalhar no atendimento aos feridos. Cabral disse que dois hospitais de campanha serão montados na cidade de São Gonçalo porque os de Niterói estão sobrecarregados. As autoridades temem um surto de doenças como leptospirose.
Leia mais.

COMO SOBREVIVER NA SELVA (NA DE VERDADE, CLARO. NA DE PEDRA É MUITO MAIS DIFÍCIL)

Vale a pena conferir esta interessante reportagem da Record News sobre o CIGS e as técnicas de sobrevivência na selva.

EXPOSIÇÃO DO EXÉRCITO NESTE FINAL DE SEMANA EM PORTO ALEGRE

Uma exposição miilitar ocorre hoje e amanhã no Parque da Redenção, em Porto Alegre, próximo ao monumento ao Expedicionário.
A exposição dá início às comemorações da Semana do Exército e terá estande de vinte unidades do RS, além de apresentações musicais, demonstrações de tropa e de cães de guerra, além de prestação de serviços ao público visitante e um parque de brincadeiras exclusivas para a criançada.
O Parque do Recrutinha terá pista de orientação, tiro de torre do blindado, passeio a cavalo, pista de paintball, pista de cordas, passeio de bote e pista do equilíbrio.
Informações e fotos: ZERO HORA

9 de abril de 2010

VANNUCHI: "COMISSÃO DA VERDADE É A FAVOR DAS FORÇAAS ARMADAS!" AHHHH, BOM! ENTÃO, TÁ!

O Congresso deve receber até o fim de abril projeto de lei do governo sugerindo a criação da Comissão Nacional da Verdade, estrutura composta por representantes do governo e da sociedade civil que ficará encarregada de apurar violações aos direitos humanos durante o regime militar. A informação foi prestada pelo ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em audiência promovida nesta quinta-feira (8) por seis comissões do Senado.

O debate foi organizado para que o ministro prestasse esclarecimentos sobre o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), editado por decreto no ano passado e que inclui entre os seus pontos mais polêmicos a criação da Comissão da Verdade, a ser agora destacada como projeto legislativo. Na audiência, Vannuchi afirmou que a comissão "não é revanchista e é a favor das Forças Armadas".

- Não é justo que as Forças Armadas brasileiras sigam carregando o peso por violências que foram executadas por algumas dúzias de torturadores - declarou.

Na avaliação do ministro, a comissão não é contrária à Lei da Anistia e sua instalação deve completar o que considerou ser uma caminhada desde o governo Fernando Henrique, quando foi criada a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e a Comissão de Anistia.

Na diretriz definida como Direito à Memória e à Verdade, o PNDH-3 trata da questão dos mortos e desaparecidos políticos do período ditatorial e da criação da Comissão da Verdade. Na redação original, a comissão é apontada como um "passo importante" na busca de esclarecimento público das violações de direitos humanos "por agentes do Estado na repressão aos opositores".

Diante das reações nas Forças Armadas e do próprio ministro da Defesa, Nelson Jobim, o decreto foi alterado e passou a considerar também como alvo das apurações violações cometidas por integrantes dos grupos armados clandestinos que confrontaram o regime militar. Mas outras propostas ainda incomodam a área militar, como a ideia de identificar e tornar públicas as estruturas clandestinas onde ocorriam violências contra presos políticos.

Na audiência, Vannuchi disse que a mídia repercutiu com muita intensidade as rações negativas à criação da Comissão da Verdade, sem registrar com o mesmo relevo os apoios recebidos. Ele chegou a citar um grupo de personalidades que defendem a iniciativa, como o cantor e compositor Chico Buarque e o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns.

De acordo com o ministro, existem em todo o mundo cerca de 30 comissões atuando na apuração de violações aos direitos humanos cometidos por regimes ditatoriais. Aqui mesmo na América do Sul, observou Vannuchi, muitos países já examinaram o passado para apurar os crimes cometidos contra opositores das ditaduras.
AGÊNCIA SENADO
AMARILDO (A GAZETA-ES)

EX-MILITARES QUE FORJARAM ROUBO PARA ENCOBRIR FESTA SÃO INDICIADOS EM SC

Eles forjaram o roubo de um carro do Parque Nacional Serra do Itajaí em janeiro deste ano
Os quatro militares que forjaram um assalto para acobertar um acidente com carro oficial e a perda de uma arma no Parque Nacional Serra do Itajaí, dia 2 de janeiro, vão responder pelo crime na Justiça Militar. O inquérito policial militar feito pelo 23º Batalhão de Infantaria indiciou os quatro suspeitos. O documento não detalha quais delitos teriam sido cometidos pelos três soldados e um cabo.
A 5ª Região Militar, em Curitiba, encaminhou nesta quinta-feira à tarde o inquérito para a 5ª Circunscrição Judiciária Militar, também no Paraná. O relatório será encaminhado ao Ministério Público Militar, que aguarda a documentação para continuar o processo. A partir do recebimento do relatório, a promotoria tem 15 dias para se manifestar.
- O inquérito foi concluído no prazo previsto, com o indiciamento dos militares. Agora cabe à Justiça Militar dar continuidade ao caso - disse o comandante do 23º BI, coronel José Henrique de Cássio Ruffo. Leia mais.
DIÁRIO CATARINENSE

A notícia no blog: 

FLORIANO PEIXOTO: "O HAITI NUNCA FOI TÃO ABALADO"

Marcelo Min
DE VOLTA AOS TEMPOS DE QUARTEL 
Floriano Peixoto voltou a morar no quartel após o terremoto de 12 de janeiro

Na sua despedida do comando das Forças de Paz das Nações Unidas, o general brasileiro Floriano Peixoto afirma que não há prazo para a ONU deixar o país 
 
LEANDRO LOYOLA
Como todos os comandantes da Missão de Paz das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), até janeiro o general de brigada Floriano Peixoto Vieira Neto morava e trabalhava no bairro nobre de Petionvile, nas montanhas que circundam Porto Príncipe, a capital do país. Desde janeiro, no entanto, Peixoto voltou aos tempos de quartel. Como a maioria dos soldados brasileiros em missão no país, Peixoto passou a morar no Brabatt, a sede do batalhão brasileiro, do outro lado da cidade. Seu local de trabalho, o hotel Christopher desabou no terremoto de 12 de janeiro, matando muitos de seus colegas de trabalho, um de seus ajudantes e sua secretária. O hotel Montana, onde morava, também foi condenado. Peixoto é um veterano no Haiti. Em 2004, Peixoto foi chefe de operações do primeiro contingente de soldados brasileiros que chegou ao país. Aquele foi o período mais perigoso e violento, quando as forças de paz das Nações Unidas entravam em favelas dentro de blindados Urutu para enfrentar gangues envolvidas com tráfico de drogas e distúrbios políticos. Em 2009, Peixoto voltou ao país como comandante da Minustah. O Haiti estava pacificado e sua economia voltava a andar. Mas o trabalho dos últimos seis anos foi sepultado pelo terremoto, que matou cerca de 200 mil pessoas e deixou o paupérrimo Haiti em frangalhos. “O Haiti nunca foi tão abalado”, diz Peixoto. Aos 55 anos, pai de dois filhos, Peixoto encerra sua segunda passagem pelo Haiti nesta sexta-feira (9), quando passa o comando da Força de Paz ao sucessor, general Paul Cruz.
ÉPOCA – Após o terremoto de janeiro, os Estados Unidos, que não fazem parte da Força de Paz, assumiram funções no Haiti – inclusive o controle aéreo no aeroporto de Porto Príncipe. Houve estranhamento entre forças brasileiras e americanas?
Floriano Peixoto –
A imprensa tentou valorizar muito isso num quadro que, na realidade, não ocorreu. Os Estados Unidos chegaram aqui com uma capacidade muito grande, porque têm muito dinheiro e recursos. O governo do Haiti solicitou oficialmente aos Estados Unidos que eles ajudassem na operação das suas duas estruturas: o aeroporto e o porto. Foi uma solicitação oficial do Haiti aos Estados Unidos. Então, não foi ocupação, não foi ingerência, não foi nada disso. Isso durou até o dia 19 de fevereiro. A partir de 19 de fevereiro, o aeroporto voltou ao controle do Haiti. O controle do porto não voltou antes porque os americanos estão consertando. Eu desconheço qualquer tipo de problema que tenha havido em relação a isso com o Brasil. Muito pelo contrário: nós tivemos aqui, quando informado com antecedência, o tratamento bastante facilitado em razão do número de aeronaves brasileiras que estavam deslocando para o Haiti para ajuda humanitária.

ÉPOCA – O senhor estava fora do Haiti no dia do terremoto. É verdade que os americanos o ajudaram a voltar?
Peixoto –
Eu estava em Miami. O terremoto aconteceu às 16 e pouco e às 17 horas ligaram para mim, da nossa missão permanente em Nova Iorque. O brigadeiro Diegues me avisou e, a partir disso, eu comecei a esclarecer a situação. E havia só um telefone funcionando aqui no Haiti, na missão do Brabatt. Eu liguei pra cá e procurei me informar. Então, liguei para o Comando Sul dos Estados Unidos. E o Comando Sul dos Estados Unidos, na manhã de terça-feira, me trouxe de jato até Guantánamo, em Cuba. De Cuba até o Haiti eu vim num helicóptero deles. Eu retornei ao Haiti graças à ajuda do Comando Sul, que prontamente me apoiou em transporte. Ou seja, em 12 horas mais ou menos, eu estava de volta ao Haiti.

ÉPOCA – O terremoto fez o Haiti regredir em relação ao que havia sido conquistado após seis anos de presença da ONU?
Peixoto –
O Haiti hoje, embora esteja numa situação melhor do que quando chegamos, se encontra numa situação muito difícil. Essa foi a maior tragédia da história do Haiti. Nem o tsunami matou tanta gente no Haiti: foram cerca de 250 mil pessoas, 1,3 milhão de desabrigados, 600 mil deslocados, 40 mil amputados. Em nenhum momento da sua história, o Haiti foi tão abalado. Porto Príncipe, Leogane e Jacmel parecem que foram bombardeadas, parecem que sofreram uma ação de guerra. E o Haiti nunca experimentou isso durante sua história. Houve um retrocesso enorme na infraestrutura, no funcionamento do Estado, na educação, no sistema de prisões, na parte hospitalar. Tudo isso vem sendo recuperado – lentamente, mas vem sendo. Muito disso por conta da cooperação internacional, da rede internacional e do papel que a ONU desempenha.

ÉPOCA – O governo haitiano tem condição de comandar a reconstrução do país?
Peixoto –
O governo do Haiti tem, desde que faça parcerias. Ele foi muito afetado em sua capacidade administrativa. Mas aí é que entra o papel das Nações Unidas e da comunidade internacional. Agora, tudo o que é oferecido cabe ao governo haitiano estabelecer as suas prioridades. A decisão das prioridades e a gerência, a liderança dessas iniciativas, é atribuição do governo haitiano.

ÉPOCA – Antes do terremoto, estava prevista para 2011 uma reavaliação da missão. Ela começaria a ser reduzida, seria o começo da saída da ONU do Haiti.
Peixoto –
É verdade. Agora, fica difícil estabelecer isso. A cada ano o mandato da ONU é renovado. Em outubro o mandato vai ser renovado. Hoje já não há como definir o período que se possa estabelecer que a ONU vai sair do Haiti. Isso é impossível de se prever. Muito pelo contrário: a percepção da comunidade internacional é que as Nações Unidas ainda permaneçam um bom tempo no Haiti.

ÉPOCA – Como é que está a situação de segurança hoje?
Peixoto –
Desde 2008 o país estava completamente pacificado. E a situação de segurança não se modificou. A natureza dos poucos eventos que temos aqui não é segurança, é crime – porque roubam, estupram, sequestram. Isso não é segurança, é crime. Os poucos crimes que temos são os mesmos de antes do terremoto. A situação de segurança está absolutamente sob controle. As estradas estão funcionando, os poderes estão funcionando – com restrições, mas estão funcionando. As instituições bancárias estão funcionando, o porto e o aeroporto estão funcionando. O cidadão tem o direito de ir e vir, de sair do país e voltar. Isso é segurança.

ÉPOCA – Mas houve fuga de presos com o terremoto.
Peixoto –
É interessante falar que dos 4 mil presos que fugiram, 15% verdadeiramente eram condenados. Os demais estavam presos para averiguação. Nós já conseguimos prender mais de 260 fugitivos. Nós intensificamos enormemente as nossas ações para não dar liberdade, para asfixiar esses fugitivos. Nós desenvolvemos um sistema de segurança, de patrulhamento, de presença, muito mais intenso do que era antes. Eles não estão tendo liberdade para atuar. A população está nos ajudando muito. (Recapturá-los) é uma questão de tempo. A situação está absolutamente sob controle.

ÉPOCA – Entre 2004 e 2008, os soldados brasileiros enfrentavam gangues nas ruas. Após a fuga dos presos, os soldados brasileiros voltaram a ter de enfrentar bandidos nas favelas?
Peixoto –
Não, não tivemos enfrentamentos. Eles (os criminosos) se enfrentaram em disputas entre gangues. Mas nós, de imediato, desfocamos essa disputa e hoje a situação está absolutamente tranquila em qualquer bairro de Porto Príncipe. Não há troca de tiros, a parte dos sequestros está praticamente nula. Isso porque nós estimulamos, intensificamos a nossa presença nessas áreas de risco como Cité Soleil, Bel Air, Mart Saint, Carrefour e outras, Cité Militaire, e outras cidades.

ÉPOCA – Após seis anos, valeu a pena para o Exército brasileiro estar no Haiti?
Peixoto –
O Haiti é o campo de prova para confirmar a elevada capacitação do militar brasileiro. Isso é o primeiro aspecto interessante. Segundo, é que tem servido também para uma verificação da nossa doutrina militar. Terceiro, para o exercício enorme de logística. Porque essa logística que foi aplicada aqui no Haiti, pelo Brasil, depois do terremoto, foi uma logística de guerra. Assemelha-se muito a aquilo que é proporcionado durante uma operação bélica, com movimento de aeronaves, deslocamento de tropas, movimento de navios. Isso é um exercício enorme de logística. O Brasil, aqui no Haiti, é símbolo, é lastro, é marca de qualidade. O soldado brasileiro pacificou as regiões de Porto Príncipe mais perigosas: Cité Soleil, Cité Militaire, Bel Air, aéreas perigosíssimas até então. Antes de chegarmos aqui, essas áreas estavam sob domínio de gangues. Então, o soldado brasileiro é também um lastro de eficiência operacional.

ÉPOCA – Como o senhor escapou do terremoto?
Peixoto –
Eu estava em Miami de folga, ia voltar na segunda-feira, dia do terremoto. (Mas) Minha mulher e minha filha pediram para eu ficar uns dias a mais. Aí, eu liguei pra minha secretária, que também morreu, e ela adiou o ticket para quarta-feira. Fiquei lá por causa disso. Foi o que me salvou dessa tragédia. 

MORRE UM DOS ÚLTIMOS MILITARES QUE LANÇARAM A BOMBA SOBRE HIROSHIMA

 O especialista em armas Morris "Dick" Jeppson morreu no último dia 30 em Las Vegas, aos 87 anos, poucos meses antes dos 65 anos do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima que ajudou a preparar, noticia hoje o diário "Los Angeles Times".
Em 6 de agosto de 1945, Jeppson foi um dos dois soldados a bordo do B-29 Enola Gay responsáveis por armar o projétil para lançá-lo sobre a cidade de Hiroshima, num ataque que matou mais de 100 mil pessoas.
Jeppson tinha 23 anos e era tenente do Exército dos EUA na época do bombardeio, que, segundo os historiadores, contribuiu de maneira decisiva para forçar a rendição do Japão e pôr fim à Segunda Guerra Mundial.
Segundo sua mulher, Molly, Jeppson morreu em 30 de março, num hospital de Las Vegas (Nevada), devido a complicações de saúde relativas à idade.
Jeppson não gostava de falar publicamente da bomba e anos depois se limitou a dizer: "Quando você tem um trabalho a fazer, simplesmente o faz".
O oficial de navegação Theodore "Dutch" Van Kirk, de 89 anos, é atualmente o único dos 12 tripulantes do Enola Gay ainda vivo. 
EFE

JORNAL ESPANHOL CHAMA BRASIL DE "ANÃO MILITAR"

O Brasil não quer apenas se tornar uma das maiores economias do mundo, quer também incrementar o seu arsenal e deixar de ser visto como um "anão político-militar", segundo o diário espanhol El Mundo na sua edição desta quinta-feira.
"O Brasil tem todos os ingredientes para ultrapassar todos os membros da União Europeia e se converter em uma das cinco maiores economias do mundo no segundo quarto do século 21", afirma o jornal.
"Mas o gigante sul-americano não quer limitar sua imensidão a uma questão de dinheiro, e para evitar ser visto como um anão político-militar, embarcou em uma estratégia de rearmamento destinada a 'reduzir sua vulnerabilidade' diante das novas e velhas potências."
O jornal comenta uma entrevista coletiva dada pelo ministro para Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, para a imprensa estrangeira no Rio de Janeiro.
Segundo o jornal, o ministro explicou o plano de rearmamento das Forças Armadas "com uma inequívoca declaração de intenções: 'Um país não é verdadeiramente soberano se não pode se defender. Como disse o presidente, só é respeitado quem se faz respeitar.'".
O El Mundo diz que "para o governo Lula, minimizar esta suposta debilidade diante do exterior inclui defender uma posição própria em crises internacionais - como ocorreu em Honduras e no Irã -, materializar a velha aspiração brasileira de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, reabilitar a indústria de defesa nacional e aumentar o arsenal".
A reportagem ainda comenta recentes investimentos feitos pelo governo para reforçar a defesa do Brasil, entre eles a compra de armamentos e as encomendas feitas à França "potência que nos últimos anos se converteu em sócio prioritário para o Brasil neste campo".
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

8 de abril de 2010

EXÉRCITO E MARINHA SOCORREM VÍTIMAS DA TRAGÉDIA DO RJ

Homens do Exército e da Marinha entraram no bairro de Itaúna para buscar pessoas em situações especiais. Iara Rodrigues, de 59 anos, não pode andar devido a problemas nas pernas e saiu no caminhão das Forças Armadas. A mesma viagem levou seu filho, Alexandre Paulo, de 35 anos, que tem problemas mentais. Eles tentaram flutuar em uma banheira de fibra, mas não foi possível. Então, aguardaram mais de 24h no escuro, pois toda a comunidade está sem energia elétrica.
- Ele é excepcional e eu não tenho forças pra arrastar nós dois. Não conseguiria sair sem a ajuda dos vizinhos e do caminhão - agradeceu Iara.

FAZ DE CONTA: JOBIM APRESENTA ESCOLHA DO MINISTÉRIO À LULA SEMANA QUE VEM

O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quarta-feira que apresentará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana que vem, a escolha do ministério quanto ao modelo de caça que deve ser comprado pelo governo. Jobim participou por quatro horas de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara. Ele não adiantou qual será a opção do ministério, mas deixou claro que a preferência será pelo preço das aeronaves, mas pela transferência de tecnologia ao Brasil.
Jobim disse que encaminhará a Lula uma exposição de motivos embasando a escolha do modelo de caça e definindo também parâmetros de negociação para serem observados pela comissão encarregada de realizar a compra das aeronaves. Segundo o ministro, o presidente vai submeter à exposição de motivos ao Conselho de Defesa Nacional. O ministro afirmou que o Brasil "não é um comprador de aviões" e que o país está interessado no pacote tecnológico que vem junto com a aquisição. Ele deixou claro que a decisão cabe ao governo e não às Forças Armadas.
- É uma opção política, não é para as Forças Armadas. É para o governo - disse Jobim, lançando a seguinte questão aos deputados: - Interessa o preço X com capacitação nacional ou o preço X menos um, sem a capacitação nacional.
Três modelos estão na disputa aberta pelo governo brasileiro para a compra de 36 aviões militares supersônicos: o sueco Gripen, da Saab; o norte-americano F-18, da Boeing; e o Rafale, da francesa Dassault.
O modelo francês, porém, já foi apontado por Lula e pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, como a "opção política" do governo, mas enfrenta resistências da Aeronáutica. Relatório da Força Aérea Brasileira apontou preferência pelo modelo sueco pelo custo mais baixo.
Jobim acompanhará o presidente Lula em viagem a Washington (EUA) onde na próxima segunda-feira assinará um acordo militar com os Estados Unidos . Segundo Jobim, o acordo é genérico e semelhante ao que o Brasil já mantém com a Argentina. Jobim afirmou que não está prevista a instalação de nenhuma base militar americana em território brasileiro. 
Comento:
" É uma opção política, não é para as Forças Armadas. É para o governo. " 
E eu,  pensando que fosse para o País. Santa ingenuidade.

JOBIM DESCARTA INVESTIGAÇÃO UNILATERAL ÀS FORÇAS ARMADAS

De Brasília - Vinícius Tavares

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, que participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, criticou duramente o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, que prevê que as denúncias de tortura e mortes provocadas durante a Ditadura Militar entre 1964 e 1985 serão investigadas pela Comissão Nacional da Verdade, a ser criada pelo plano.
“O Ministério da Defesa e as Forças Armadas são contrários à investigação unilateral. O Plano Nacional extrapolou o conceito de direitos humanos”, declarou.
Jobim informou que o projeto que cria essa comissão está sendo finalizado pelo grupo de trabalho responsável pela sua elaboração. "Se a comissão for criada da forma como o plano determinava originalmente, estaremos revendo a Lei da Anistia. Se o acordo foi bem feito ou mal feito, isso não está em discussão. A questão é que temos de olhar para a frente, não para trás", argumentou Jobim.
Leia mais.

SOLDADO DO EXÉRCITO ENFORCA-SE COM A PRÓPRIA FARDA

O Soldado Ricardo Doroteu Prado, do 4º Batalhão de Engenharia de Construção, de Barreiras-BA, suicidou-se por enforcamento ontem(7), utilizando para isso o prórpio fardamento.

O militar vivia no Lar de Emmanuel, instituição que acolhe 52 crianças e jovens, além de manter uma escola com 740 alunos.
Com informações do Jornal Nova Fronteira (Barreiras)

7 de abril de 2010

SEGURANÇA NACIONAL, O FILME: NESTE, OS MILICOS SÃO OS MOCINHOS!


Thiago Lacerda em cena do filme 'Segurança nacional'/Divulgação
  É Nelson Jobim, ministro da defesa do Brasil, quem apresenta com uma mensagem em vídeo o trailer do longa "Segurança nacional" a um grupo de jornalistas reunidos na Base Aérea de Guarulhos, em São Paulo. A mensagem elogiosa de Jobim, celebrando o filme do diretor Roberto Carminatti como "um cinema que olha para a frente", ecoa nos discursos dos comandantes e oficiais das Forças Armadas, também presentes ao evento que apresentou elenco e equipe de produção do filme dentro de um hangar, tendo como pano de fundo diversas aeronaves da Força Aérea Brasileira.
Cenário e personagens inusitados para o lançamento de um filme, não fosse "Segurança nacional" uma obra realizada com a participação direta e indireta das Forças Armadas, que prestaram consultoria e forneceram aeronaves, veículos e condições para que muitas das cenas fossem realizadas durante missões militares de treinamento.
O filme, que retrata militares brasileiros como heróis capazes de impedir com inteligência e tecnologia os mais ardilosos inimigos, apresenta as Forças Armadas de forma positiva, sem aludir ao passado recente do país, entre 1964 e 1985, tempo que durou a ditadura militar brasileira.
- Sou de uma geração que não viveu a ditadura. Prefiro olhar para a frente. Os militares para mim tem a ver com os desfiles que via quando criança, o patriotismo, a visita que faziam uma vez por semana a minha escola. Devemos aprender com o passado e olhar para o futuro. A possibilidade de [uma ditadura ou golpe militar] acontecer novamente é muito pequena. É a sociedade civil quem vai dizer como quer que as Forças Armadas atuem - diz Carminatti, que tem 33 anos, nasceu nos Estados Unidos e se formou em cinema em Boston, mas viveu a maior parte de sua vida em Criciúma, Santa Catarina - Se não fosse cineasta, provavelmente estaria fardado - completa o diretor, justificando seu interesse por temas militares.
O protagonista do longa, o ator Thiago Lacerda, conta que aceitou viver o agente secreto da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) Marcos Rocha porque queria trabalhar em um filme de ação. Thiago torce para que o cinema brasileiro seja capaz de se dedicar a uma ampla gama de gêneros, incluindo thrillers e filmes policiais.
- A grande carência do cinema brasileiro está nos roteiros, diferente do que acontece atualmente com o cinema argentino, por exemplo. Para mim, o que falta em "Segurança nacional" é exatamente isso. Mas abracei o projeto, por acreditar que há lugar para tudo, inclusive para essa história. [A ditadura militar] é uma ferida não cicatrizada, mas é importante ter a medida das coisas, saber que o Brasil tem o melhor exército de floresta do mundo, conhecer a seriedade e a dedicação dos soldados. O cinema é um instrumento de ufanismo no bom sentido, de orgulho nacional. Temos que contar essa história para nós mesmos - diz Thiago, que acredita que se o diretor americano James Cameron ("Avatar", "Titanic") visse como "Segurança nacional" foi feito e o resultado final, "ele não acreditaria e se espantaria com a capacidade do brasileiro de tirar leite de pedra".
Milton Gonçalves interpreta o presidente da República que lida com a ameça de invasão e atentados de narcotraficantes. O ator lembra que o convite foi feito anos antes de Barack Obama, hoje o primeiro presidente negro dos EUA, ser uma possibilidade. O roteiro de "Segurança nacional" foi escrito há cinco anos e o filme, com orçamento de R$ 5 milhões, levou três anos para ficar pronto, principalmente por ter de acompanhar o cronograma das missões de treinamento das Forças Armadas para poupar recursos, captados via lei de incentivo fiscal.
- Foi um susto ser convidado para interpretar o presidente. Mas percebi que o personagem me ajudaria a vencer alguns fantasmas. O racismo tem que ser combatido de forma inteligente - disse Gonçalves, orgulhoso em "ser um presidente negro em um filme em que o bem e o bom senso vencem".
O filme estreia no Brasil com 150 cópias e o produtor executivo, Diogo Boni, acredita que o público de "Segurança nacional" deve superar a marca de 2 milhões de espectadores.

PARTICIPAÇÃO DOS MILITARES BRASILEIROS NO RESGATE DOS REFÉNS DAS FARC FOI "IMPECÁVEL", DIZ CRUZ VERMELHA

Renata Giraldi
Da Agência Brasil
Em Brasília

A perícia, o profissionalismo e a discrição dos militares brasileiros na operação de resgate dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) concluída ontem (1º) chamou a atenção da Cruz Vermelha Internacional. O representante da entidade – nas áreas de Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai –, Felipe Donoso, definiu à Agência Brasil a participação dos brasileiros como “impecável”.
“A participação dos militares brasileiros foi impecável. Eles foram muito discretos, pacientes e profissionais. É impressionante a capacidade deles”, disse Felipe Donoso, que desde o ano passado acompanha as negociações para a libertar os reféns e o treinamento na selva dos militares brasileiros responsáveis, que envolve entre outros aspectos, pilotar os helicópteros do Exército do Brasil.
Depois de um ano de planejamento, a operação foi encerrada com a libertação do soldado profissional Josué Daniel Calvo Sánchez, no cativeiro há 11 meses, e do sargento Pablo Emilio Moncayo, sob poder dos guerrilheiros há 12 anos. Também foram entregues os restos mortais do major da polícia Julián Guevara, morto em 2006 quando estava sob controle das Farc.
Cerca de 20 militares brasileiros estiveram diretamente envolvidos no processo de resgate dos reféns. As negociações políticas, do lado brasileiro, foram articuladas pelo assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. Para Garcia, o objetivo é buscar uma solução pacífica capaz de pôr um fim na agonia dos reféns sob poder dos guerrilheiros.
Estimativas do governo do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, indicam que há pelo menos 22 militares mantidos em cativeiro pelas Farc. Para a operação de resgate encerrada ontem, Uribe teve de se submeter a uma série de exigências dos guerrilheiros, como suspender as atividades do Exército no Sul do país onde ocorreriam as ações – em Florencia Villavicenzo.
Uribe, entretanto, demonstra restrições para aceitar mais imposições dos guerrilheiros. Na última declaração sobre o assunto, foi incisivo. “Não é possível ignorar a relação de firmeza e persistência que temos mantido para tentar derrotar [o esquema mantido pelas Farc] de sequestro em nosso país. Convido a todos os colombianos a manter a firmeza”, disse ele.
Em seguida, o presidente colombiano reconheceu a atuação brasileira no episódio. “Quero apresentar nossa gratidão ao governo do Brasil, ao Comitê da Cruz Vermelha Internacional, à Igreja Católica e ao Alto Comissariado.”
Para o governo da Colômbia, a organização das Farc é terrorista. O Departamento de Estado norte-americano atribui aos guerrilheiros a produção, o refino e o controle da maior parte da cocaína comercializada em território colombiano. Recentemente uma polêmica envolvendo o assunto virou tema de discussões na América Latina.
Colombianos e norte-americanos firmaram acordo para a instalação de bases militares na região com o objetivo de conter o tráfico de drogas. Para vários países da América do Sul, a iniciativa foi interpretada como intervenção dos Estados Unidos.
Criada em 1964, as Farc se estabeleceu como um movimento armado que se diz defensor dos direitos dos camponeses à terra e à educação de qualidade para seus filhos. Não há um número exato de quantos homens e mulheres participariam do movimento. Os cálculos vão de 6 mil a 18 mil.
Os integrantes das Farc são comandados por uma cúpula formada por nove líderes. Em março de 2008, foi morto o chamado número 2 da organização, Luís Edgar Silva ou Raul Reys, como era conhecido.

FAZ DE CONTA: MPF ABRE INQUÉRITO PARA INVESTIGAR COMPRA DE CAÇAS

Por Nelia Marquez e Tânia Monteiro, da Agência Estado:
O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília instaurou no dia 30 de março inquérito civil público para apurar as negociações em torno da compra dos 36 caças pelo governo brasileiro. A investigação foi pedida pelo procurador José Alfredo de Paula Silva com base em representação do cidadão Vinícius Vasconcelos.

Embora a operação de compra ainda não tenha sido formalizada pelo governo brasileiro, a portaria que instaurou o inquérito considera que a escolha pelos caças franceses já é uma decisão do governo brasileiro “por critério de política externa”.

De acordo com a portaria do MPF, o objeto da investigação é a preferência do governo brasileiro em “escolher o caça francês Rafale, desprezando as concorrentes Gripen (sueco) e super Hornet (norte-americano), cujas propostas tinham preços menores”. Conforme o texto, ao decidir pelos caças franceses, o governo desprezou o “princípio da economicidade”.



A compra dos caças ainda terá de ser submetida ao Conselho de Defesa Nacional, cuja reunião ainda não foi convocada. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, terá de apresentar ao colegiado uma exposição de motivos para explicar a opção do governo brasileiro. A apuração do MPF, porém, ainda não foi iniciada porque o procurador que pediu a investigação está em férias.

6 de abril de 2010

CRM-DF JULGARÁ ATUAÇÃO DOS MÉDICOS MILITARES NO CASO DOS SARGENTOS HOMOSSEXUAIS

Luiza Seixas
O julgamento de 18 médicos pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) será acompanhado de perto pelos dois principais personagens que se dizem vítimas de perseguição dos profissionais de saúde. O sargento Laci Marinho de Araújo e o ex-militar Fernando Alcântara de Figueiredo comemoraram a decisão do CRM-DF em avaliar o comportamento de neurologistas, psiquiatras, ortopedistas e clínicos-gerais acusados de crimes éticos. O ato teria ocorrido durante o tratamento de Laci, que ficou conhecido em maio de 2008 depois de ter assumido relacionamento homossexual com Fernando.
Aconselhado por seus advogados a não falar com a imprensa, pois ainda faz parte do Exército e precisa evitar qualquer outro tipo de discriminação, Laci, por meio de seu companheiro, afirmou que essa é uma vitória não só para ele, mas para toda a sociedade. "Eu e Laci acreditamos que o nosso caso é mais do que uma luta pelos direitos dos homossexuais, é um caso de direitos humanos mesmo. E a sociedade tem uma visão deturpada a respeito da atuação dos CRMs, pois eles, dificilmente, ficam contra os médicos, a não ser que envolva morte. E durante reunião do conselho, todos os membros votaram por acatar a denúncia. Isso é inédito", disse Fernando.
Ele denunciou que por muito tempo os médicos do Exército forjaram laudos, várias vezes sem a presença de Laci, dizendo que ele tinha capacidade plena para continuar na atividade, sendo que médicos civis apontavam para uma possibilidade de ele ter esclerose múltipla."Os militares inventavam que ele tinha depressão por acreditar que estava sendo perseguido. Mas a gente descobriu que havia uma ordem superior lá dentro mandando dar alta médica. Eu não conseguia entender como uma pessoa que não tinha condições nem de levantar da cama podia ter alta. Descobrimos, depois, que ele tem uma doença rara, esclerose do lobo temporal", disse. Quando os militares descobriram a relação de mais 10 anos, a perseguição aumentou, segundo Fernando. Leia mais.

Comento: 
Nessa balada, esses dois rapazes ainda irão receber o Bolsa-Ditadura.

MORRO DA PROVIDÊNCIA: ADVOGADOS DO TENENTE PEDEM SUA LIBERTAÇÃO

Advogados de tenente do Exército acusado de entregar jovens a traficantes recorrem ao STF Vinicius Ghidetti de Moraes Andrade é acusado de ter dado ordem para que soldados do Exército, que haviam capturado três jovens moradores do Morro da Providência, os entregassem a traficantes de uma facção rival
 
Agência Brasil

Os advogados de defesa do segundo-tenente de Infantaria do Exército Vinicius Ghidetti de Moraes Andrade, de 25 anos, recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar obter a libertação de seu cliente, preso no 1º Batalhão de Polícia do Exército, no Rio de Janeiro, em caráter preventivo, desde 14 de junho de 2008.
Andrade é acusado de ter dado ordem para que soldados do Exército que haviam capturado três jovens moradores do Morro da Providência que retornavam de um baile funk os entregassem a traficantes do Morro da Mineira, dominado por uma facção criminosa rival à que comanda o Morro da Providência.
Em depoimento à Justiça Militar, prestado em junho de 2008, o segundo-tenente alegou que tinha a intenção de “dar um susto” nos rapazes, mas que não imaginava que Wellington Gonzaga Ferreira, 19; David Wilson da Silva, 24; e Marcos Paulo Campos, 17, acabariam sendo mortos pelos traficantes.
No habeas corpus com pedido de liminar que protocolaram hoje (5), no STF, os advogados Itamar Teixeira Barcellos e Luiz Carlos Cavalcanti Azenha alegam que os quase dois anos em que Andrade permanece detido estão se constituindo em uma “pena antecipada” para ele.
Os advogados sustentam que o segundo-tenente é réu primário, possui bons antecedentes criminais e não representa uma ameaça às testemunhas de acusação - que já foram ouvidas pela Justiça. E pedem que o STF ignore a Súmula 691 e aprecie o pedido. A súmula impede que o tribunal julgue qualquer habeas corpus que contrarie decisão liminar de um tribunal superior, no caso, o Superior Tribunal Militar (STM), que já negou um pedido para que Andrade fosse solto.
Os advogados de Andrade defendem que ele jamais pensou em fugir, pois isso seria interpretado como crime de deserção e, nas palavras de Barcellos e Azenha, o segundo-tenente “jamais deixaria as funções conquistadas com muito estudo e sacríficio”.
Comento:
É óbvio que o episódio foi uma grande trapalhada que resultou em tragédia, cuja repercussão foi multiplicada  à exaustão pela mídia, o que sempre ocorre quando um fato depõe contra a imagem das Forças Armadas.
Porém, alguns questionamentos continuam sem resposta:
- Como um jovem tenente, saído da AMAN a apenas um ano e meio, é colocado em posição de comando em meio à uma conflagração como a guerra de facções nas favelas do Rio de Janeiro?

- Como, a comando desse oficial, estavam três terceiros-sargentos, todos "pica-fumos"?
- Como quatro profissionais militares (mesmo com pouca experiência) aceitam a "sugestão" de um soldado para entregar três pessoas a uma facção rival dos "rapazes" presos?
-O capitão que mandou liberar os detidos não tinha autoridade sobre os subordinados, tanto que foi desobedecido?
- Por quê os mortos continuam a ser tratados pela mídia como  "rapazes", quando tinham envolvimento comprovado com traficantes?
- Como o Exército se presta à participar de uma ação polítca-demagógica-eleitoreira dessa natureza, onde a Instituição só tem a perder e os políticos, só a ganhar?

5 de abril de 2010

O GLOBO PUBLICA REPORTAGEM SOBRE A BRIGADA PARAQUEDISTA

Foto: Marizilda Crupe (O Globo)
O vexame é grande, mas já foi pior. O museu da unidade guarda a forca onde os voluntários eram obrigados a botar a cabeça e anunciar a desistência. Agora, tempos mais amenos, basta subir ao pedestal, expor o rosto na pequena abertura que dá para o campo de instrução e tocar um sino. Menos um. Não há quem desça de lá de cabeça erguida. Ainda assim, todos querem correr o risco. Parece o treinamento de "Tropa de elite", só que sem o Capitão Nascimento.
O sonho de todos é fazer parte da Brigada de Infantaria Paraquedista, a mais famosa tropa especial das Forças Armadas, e marchar com os lendários coturnos marrons, projeto de vida que não perde o encanto para jovens das periferias do Rio de Janeiro.
Somente naquele dia, foram 13 badaladas. As desistências, agravadas pelo calor severo, chegariam na primeira etapa (testes físicos) a 30% do total de voluntários do curso básico para oficiais e sargentos. Entre os que ficam, alguns recorrem ao direito a um atendimento médico durante a etapa para deixar o campo de instruções sem ter de subir ao pedestal. Um deles passa mancando por um oficial, que ironiza:
- Isso parece pé-pretismo. É uma alusão pejorativa ao soldado comum, que usa botas pretas e não tem o status do paraquedista.
- Para ser paraquedista, o voluntário não pode ter medo do solo ou pena do corpo - emenda o oficial.
Quem superar as provações, incluindo a terrível ginástica com toros, peça cilíndrica de ferro puro, erguida dezenas de vezes nos exercícios, chegará aos quatro saltos exigidos para receber o brevê e ao privilégio de usar as botas marrons e ostentar no peito o distintivo das asas de prata.
Mas a turma que se forma agora pode ser uma das últimas a festejar a formatura na Vila Militar do Rio. O projeto Braço Forte, lançado pelo Exército com as diretrizes para a reorganização da força, prevê a transferência da brigada para o Planalto Central, junto com os aviões de transporte da Força Aérea. 
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SARGENTOS-ATLETAS DO EXÉRCITO FAZEM DOBRADINHA NA "TRAVESSIA DOS FORTES"

 Foto: divulgação.
Os sargentos-atletas do Exército, Luiz Rogério Arapiraca e Poliana Okimoto venceram a a prova de natação Travessia dos Fortes, ontem, no Rio de Janeiro.
Luiz Rogério venceu a prova masculina com o tempo de 38min10seg superando o favorito Allan do Carmo (38min11seg), segundo colocado. Samuel de Bona, do Rio Grande do Sul, ficou com o terceiro lugar (38min15seg). 
No feminino, Poliana Okimoto confirmou o favoritismo e tornou-se tricampeã da travessia, vencendo com o tempo de 39min25seg, seguida da baiana Ana Marcela Cunha (39min38seg) e da gaúcha Betina Martins (42min24seg).

DILMA FALA SOBRE ARQUIVOS DA DITADURA E FORÇAS ARMADAS

O País ficou 21 anos sob ditadura e, há 25 anos, não tem direito oficialmente à memória dos tempos do regime militar. A senhora já disse que não aceita o revanchismo. Há condições para abrir os arquivos militares?
Não tem revanchismo em relação à memória. Fizemos todas as tratativas na Casa Civil, quando mandamos ofícios a todos os órgãos arquivistas existentes na República. Pedimos que entregassem os arquivos. Foi dito que tinham sido queimados. Então, que se apresentassem as provas. A Aeronáutica entregou a parte do arquivo. As demais Forças disseram que não existem arquivos. O que pudemos fazer, nós fizemos.

Se a senhora for presidente, vai abrir o arquivo do CIEx, órgão de inteligência do Exército?
O Brasil está bastante aberto. Depende do que vai ocorrer daqui para frente. O aperfeiçoamento da democracia não é uma coisa que se faz de uma vez por todas. Faz a cada dia. É um processo de consulta a pessoas.

Há clima favorável ao fechamento de um ciclo, à abertura do arquivo?
Acho que esse ciclo está consolidado, bastante consolidado.

Qual a proposta da senhora para as Forças Armadas?
O Plano de Defesa que fizemos foi uma das melhores coisas do governo Lula. Um país deste tamanho tem de aparelhar e valorizar as suas Forças Armadas, tem de ter uma estratégia de defesa. É preciso estar presente na nossa imensa costa, até porque temos a questão do pré-sal, e daí a importância dos submarinos.
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TENENTE-CORONEL DO EXÉRCITO MORRE EM PROVA DE NATAÇÃO

O tenente-coronel do de Infantaria Sérgio Correia Portela, de 48 anos, morreu neste domingo (4), após sofrer um mal súbito durante a prova de natação Travessia dos Fortes, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio.
De acordo com o Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros (Copacabana), ele chegou a se afogar no mar e foi socorrido pelos salva-vidas, que o colocaram numa lancha de emergência e levaram para o posto médico. Os médicos e bombeiros tentaram reanimá-lo durante 45 minutos, mas o militar não resistiu e teve uma parada cardiorrespiratória.
Segundo amigos do tenente-coronel, ele veio de Curitiba com a esposa e a filha para participar da travessia. A família estava hospedada em um hotel na orla de Copacabana.
G1

4 de abril de 2010

EMOÇÃO NO SEPULTAMENTO DO CORPO DO PILOTO DA ESQUADRILHA DA FUMAÇA EM FORTALEZA


"Mãe, não se preocupe, porque eu estou no ar"
Familiares, amigos e companheiros de farda acompanharam em Fortaleza o velório e o sepultamento do capitão aviador Anderson Amaro Fernandes, da Esquadrilha da Fumaça. Ele morreu em acidente na sexta-feira

Larissa Lima
larissalima@opovo.com.br

As acrobacias da Esquadrilha da Fumaça levantam os olhos de multidões por todo o País. Emoção, adrenalina, trilhas de fumaça que se formam da coragem e da técnica de pilotos de elite da Aeronáutica. Maria Júlia Amaro Fernandes, 54, natural de Umirim, a 109 quilômetros de Fortaleza, tinha um filho entre eles. “Ele me dizia: mãe, eu amo aviação. Porque, se um dia acontecer qualquer coisa comigo, eu vou ficar no ar. A senhora não se preocupe, porque eu estou no ar, a senhora não vai poder pegar em mim. Se acostume”, lembra.
Os conselhos eram do capitão-aviador cearense Anderson Amaro Fernandes, morto durante acidente em apresentação na última sexta-feira em Lages, cidade a 200 km de Florianópolis (SC). Ele tinha 33 anos. Na tarde de sábado, os restos mortais do piloto chegaram à Base Aérea de Fortaleza diretamente de Pirassununga (SP), onde ele morava com a mulher e a filha, de quatro anos. O velório foi realizado na sala de embarque da base. De lá, um cortejo seguiu ao Cemitério Parque da Paz para o sepultamento, com honras militares e salva de tiros.
“O sofrimento é muito profundo, a dor é muito grande. Mas eu sei que estou sepultando ele como herói. Ele morreu em pleno exercício da profissão dele, que era a coisa que ele mais gostava. Voar estava no sangue dele”, conta o pai do piloto, Luciano Pinto Fernandes, 58. Ele diz que, no início, ficava apreensivo com os riscos da atividade do filho. Mas, mesmo depois do acidente, o que guarda é o orgulho do aviador e as lembranças de como Anderson viveu com alegria e espontaneidade o sonho de voar. “Demorei um pouco a me acostumar, mas depois eu achava era bonito, eu me orgulhava quando ele estava fazendo aquelas acrobacias. Eu já estava vibrando tanto com aquilo ali que quando ele estava no solo, narrando, eu não gostava. Gostava de quando ele estava no ar”.

E MAIS
- O sanfoneiro Waldonys fez homenagem ao amigo Anderson Amaro Fernandes com sobrevoo ao cemitério Parque da Paz, onde o capitão foi sepultado. Waldonys também é piloto privado e próximo aos integrantes da Esquadrilha da Fumaça, com quem já gravou um videoclipe.
- O capitão Anderson nasceu no município de Crateús, mas foi registrado em Umirim, cidade natal dos pais dele. No entanto, viveu a maior parte da vida em Fortaleza. Ele era o mais velho dos três filhos do casal.
- O capitão Anderson Amaro Fernandes pilotava um Tucano número sete quando colidiu contra o solo durante as festividades dos 69 anos do Aeroclube de Lages (SC).
- Essa não é a primeira vez que pilotos da Esquadrilha da Fumaça morrem em acidentes aéreos em Santa Catarina. O capitão Gonçalves Gamba morreu em 1995, durante apresentação no município de Rio Negrinho, após não ter conseguido fazer uma manobra. Outro acidente fatal ocorreu em 1961, no Centro de Florianópolis. Durante uma solenidade militar, dois aviões bateram no ar e o piloto Durval Pinto teve morte instantânea. 

ESQUADRILHA VOLTARÁ "O QUANTO ANTES", DIZ COMANDANTE.

 (foto:Alvarélio Korussu - ZH)
A Esquadrilha da Fumaça pretende voltar o quanto antes ao calendário de apresentações. A garantia é do comandante-líder do grupo, tenente-coronel José Aguinaldo de Moura.
— É isso que a população brasileira espera de nós — enfatizou.
O depoimento foi dado um pouco antes de o grupo deixar Lages, às 7h25min de sábado, em direção à Academia da Força Aérea Brasileira (FAB) em Pirassununga (SP), onde fica a sede da Esquadrilha, local do velório do corpo do capitão Anderson Amaro Fernandes, de 33 anos.
O capitão morreu na queda de uma aeronave do grupo às 17h25min de sexta-feira, durante apresentação no Aeroporto Federal de Lages para um público de cerca de 15 mil pessoas. Em um caixão lacrado, um avião levou o corpo de Anderson para Pirassununga, à 1h30min de sábado.
Á tarde, o corpo do piloto foi levado para Fortaleza, no Ceará, terra natal do piloto. O sepultamento ocorreu num cemitério da cidade. Fernandes deixou a mulher e a filha.

Investigação
A queda já começou a ser investigada pela Aeronáutica. Ainda na noite de sexta, chegaram à cidade catarinense, vindos de Brasília, peritos do Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa), órgão ligado à FAB.
Os primeiros levantamentos foram feitos logo após a tragédia pelos membros da Esquadrilha. Assim que eles deixaram Lages, os peritos do Cenipa, com o auxílio do Exército, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, iniciaram os seus trabalhos.
Eles fizeram medições, coletaram peças, anotaram dados, produziram fotografias e filmagens do local, dos destroços do avião e de detalhes que possam ajudar a apontar as causas do acidente.
 
Conversa por rádio
Como estes aviões não têm caixa preta, será fundamental ouvir os outros seis pilotos que participavam da apresentação para saber se Fernandes fez algum comentário por rádio. Imagens feitas e cedidas por pessoas que acompanhavam o show também serão analisadas.
— As investigações não terão o objetivo de apontar um culpado para a tragédia, mas saber qual foi o problema e trabalhar na sua solução para evitar novos acidentes — explica o major Henrique Rubens Balta de Oliveira, do Cenipa.
Os destroços do avião seriam encaminhados ainda no sábado à base aérea de Florianópolis. O Cenipa tem um prazo de 30 dias para emitir um relatório inicial, mas todo o processo de investigação pode levar até um ano para ser concluído.

Apresentações suspensas
Enquanto isso, a Esquadrilha da Fumaça está com as atividades temporariamente suspensas, segundo o comandante-líder.
Os dois shows que estavam previstos para o fim de semana, nas cidades paranaenses de São José dos Pinhais e Londrina, foram cancelados.
Desde 1982, quando a Esquadrilha passou a utilizar os aviões T-27, o acidente em Lages foi o segundo fatal. Por uma trágica coincidência, o primeiro havia sido também em Santa Catarina, no dia 1º de maio de 1995, em Rio Negrinho, no Planalto Norte, com a morte do capitão Cláudio Gonçalves Gamba, de 31 anos.

QUE CAGADA!

FORÇA MILITAR: MARINHA QUER SABER

Boletim interno da Marinha, conhecido como Bono, está gerando polêmica dentro da unidades da Força Naval, desde que foi divulgado, no dia 18 de março. Ele determina abertamente que os comandantes das unidades militares apontem os nomes de seus subordinados de farda e servidores civis envolvidos em Inquéritos Policiais Militares ou que movam ações na Justiça Federal civil . A determinação é do Centro de Inteligência da Marinha e abrange ações judiciais movidas contra a própria Força Naval, contra o Ministério da Defesa ou a própria União.
A orientação cita normas do Plano de Inteligência da Marinha e da Diretoria Geral de Pessoal Militar (DGPM-315). Vem no momento em que cresce o número de militares e servidores civis das Forças Armadas que recorrem ao Judiciário para reivindicar diferenças salariais, contestar abusos de superiores e questões de ordem administrativa, como o caso do desconto de empréstimo consignado superar a margem de 30% do salário. Advogados ouvidos pela Coluna falam que a determinação pode intimidar o pessoal de Marinha a mover ações na Justiça. E lembram que magistrados dos tribunais superiores têm se manifestado rotineiramente contra todas as ações que inibam o acesso a Justiça.

VIVA A SUBVERSÃO E O TERRORISMO!

Por Valmir Fonseca

Repercutem as palavras muito bem postas e oportunas proferidas pelo Gen. Heleno por ocasião da passagem de função, do Gen. Vilela para o Gen. Facioli, no dia 30 de março, no QGEx, em Brasília.
Foram breves e definitivas para os que conhecem a verdadeira história da subversão no Brasil, e para aqueles que acompanham, minimamente, o tema.
“... hoje, fora do contexto, é fácil falar sobre abusos na luta contra a subversão. Como deveriam ter agido as forças legais?
Na Colômbia, “coincidentemente”, a guerra subversiva se iniciou à mesma época da que aqui eclodiu.
Quando surgiram os primeiros focos de guerrilha, o estado colombiano vacilou em tomar decisões duras. O resultado são mais de 40 anos de guerra civil, quase 50.000 mortos, quase 200 vezes mais do que aqui.
Saibam os que nos condenam, muitos deles ex-terroristas e ex-guerrilheiros, hoje ocupando altos postos da república, e que jamais defenderam ideais democráticos, que nossa paz teve um preço. Ela é um legado daqueles que cumpriram sua missão e não fugiram ao dever, nem à luta. “
Contudo, para os demais que vivem em berço esplêndido é como postarem - se diante de uma enigmática esfinge. Por ignorância, inocência ou conivência não dar- se - ão ao luxo de emitir qualquer reflexão, quanto mais uma fugaz opinião.
Desnecessário ou não, vamos relembrá - los que há mais de quarenta anos, no Brasil e na Colômbia, grupelhos impregnados pelo verme do comunismo professavam seus ideários com o emprego das armas. Assaltavam, seqüestravam, aterrorizavam em prol de sua ideologia, “a tomada do poder pelas armas”. De fato , lutavam, subvertiam a lei e a ordem em nome de princípios não cristãos, apregoavam a submissão das massas sob o tacão de uma cúpula de mando, de uma “nomenclatura”, a ser composta... por eles.
Lá como aqui, eles se dividiram, e no meio urbano ou no rural intentaram implantar o comunismo. Aqui, fracassaram.
No Brasil, graças às ações do Governo Federal, que empregando com parcimoniosa e justiça seus agentes de repressão que lutaram bravamente contra aqueles facínoras, o mal foi debelado... provisoriamente.
Por aqui, tanto nas cidades como no campo, a luta foi atroz, pois levada a termo contra diversas quadrilhas de terroristas, era traiçoeira e perigosamente mortal para os agentes da lei, muitos mortos durante luta. O reconhecimento e os lamentos pela sua morte, certamente lhes foram prestados pelos pais, esposas e filhos. Quanto ao Estado, nada, só o esquecimento e o abandono, quando não o repúdio.
Quanto aos agentes da subversão, copiosas indenizações e altíssimos cargos no atual e, certamente, no futuro governo.
Na Colômbia, a guerrilha urbana germinou na ineficiência e na incúria governamental. E a subversão cresceu. No campo, conforme o previsto, os guerrilheiros espalharam - se e criaram uma “zona liberada”. Instalaram um quisto no território nacional e expandiram - se levando a morte e o terror a toda a nação. Mais tarde, com a queda do comunismo internacional financiado pela URSS, pela China e com o apoio de Cuba, sem recursos tornaram - se aquilo que são hoje, traficantes de drogas. São os famigerados “narco – guerrilheiros”.
Lá, a anacrônica guerrilha cresceu, já imolou milhares de inocentes e prossegue matando, assaltando e seqüestrando.
Cabe uma reflexão. Facilmente, não fossem os nossos heróis que lutaram contra os ideólogos da conquista do poder pela luta armada, poderíamos tal qual a Colômbia estar às voltas com um bando de facínoras internados pelos sertões do País, levando a desordem e o caos à sociedade brasileira.
No entanto, brincamos com o perigo e acalentamos terroristas, poltrões e muito mais.
Altas figuras e eminências do desgoverno e o MST não nos deixam mentir.
Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General de Brigada Reformado.
ALERTA TOTAL

ESSA TEM "AQUILO" ROXO!!!

Discurso indignado da deputada Cidinha Campos na AL-RJ, protestando contra a candidatura do deputado José Nader Filho ao TCE fluminense.

FAZ DE CONTA: CONDIÇÃO IMPERDÍVEL!

E o céu também
Para concretizar a compra dos caças Rafale, só falta oferecer a primeira-dama Carla Bruni pilotando: além da transferência total de tecnologia, o governo francês toparia comprar dez bimotores KC390, da Embraer, participando de seu desenvolvimento, revelou a revista L’Express.
CLÁUDIO HUMBERTO

3 de abril de 2010

APÓS TRAGÉDIA, FAB SUSPENDE ATIVIDADES DA ESQUADRILHA DA FUMAÇA

Após a morte do piloto Anderson Amaro Fernandes (foto ao lado) na tarde desta sexta-feira, em Lages, na Serra catarinense, a Aeronáutica decidiu suspender a Esquadrilha da Fumaça por tempo indeterminado. A informação partiu de um militar integrante do Centro de Comunicação Social da instituição.
O corpo de Anderson Amaro Fernandes foi levado de Lages para Pirassununga à 1h30min em um avião Bandeirante. A cidade no interior de São Paulo é sede da Esquadrilha da Fumaça. Lá, estarão a mulher e a filha estarão esperando pelo piloto para iniciar o velório, que deve iniciar por volta das 7h deste sábado. De Pirassununga, o corpo partirá para Fortaleza, cidade natal dos pais do piloto, onde será enterrado.
Na noite desta sexta-feira, investigadores do Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes (CNIPA) chegaram a Lages para iniciar as investigações sobre o acidente. O prazo para esclarecimentos é de 30 dias. Como há muitos vídeos na internet e em posse dos espectadores do evento no Aeroclube de Lages, estas imagens ajudarão os peritos e constarão nos autos. Leia mais.
ZERO HORA

LEÔNIDAS RESSURGE DAS CINZAS! E DIZ: DELATOR COMUNISTA ENTREGOU COMPANHEIROS!

Eis que ressurge das cinzas o Ministro do Exército de Tancredo/Sarney, General Leônidas Pires Gonçalves. Descontada a arrogância de sempre,vale conferir algumas verdades ditas a Geneton Moraes Neto.

PILOTO DA ESQUADRILHA DA FUMAÇA MORRE EM QUEDA DE AVIÃO.

Um avião da Esquadrilha da Fumaça caiu, matando o piloto, Capitão Anderson Amaro Fernandes, durante apresentação realizada na tarde desta sexta-feira, 2, no aeroporto municipal de Lages, a 200 quilômetros de Florianópolis, em Santa Catarina.
O aeroporto estava lotado, pois a apresentação fazia parte da comemoração de 50 anos do Aeroclube da cidade, mas como o avião caiu em campo aberto não causou outras vítimas além do piloto.
De acordo com a Defesa Civil do município, o acidente aconteceu por volta das 17h20, poucos minutos depois do início das apresentações feitas por sete aviões.
Leia na íntegra a nota oficial divulgada pelo Comando da Aeronáutica:
O Comando da Aeronáutica lamenta informar que, no dia de hoje (2), por volta das 17h, uma aeronave T-27, do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) da Força Aérea Brasileira - mais conhecido como Esquadrilha da Fumaça - sofreu um acidente durante apresentação na cidade de Lajes (SC). O piloto da aeronave, Capitão Anderson Amaro Fernandes, faleceu no acidente. O Comando da Aeronáutica já iniciou as investigações para identificar os fatores que contribuíram para o acidente.
Yahoo. 
Confira a queda neste vídeo amador, com o áudio das pessoas espantadas comentando a tragédia.

28,86% : GARANTIDOS, PERO NO MUCHO! (II)


O governo  Lula está disposto a pagar a dívida dos 28,86% com os militares das Forças Armadas e seus familiares. Será de forma parcelada mesmo para quem não moveu ação na Justiça pedindo o direito, já reconhecido nos tribunais em ações isoladas. Deve garantir ainda incorporação no contracheque.  Mas ao contrário do que se espera nos quartéis, o dinheiro não  virá em abril, maio e junho. Motivo: o comandante do Exército Gen Enzo  Peri vetou o pagamento e incorporação para o início de abril alegando que haveria quebra de hierarquia;  imediatamente o MD  suspendeu  o cumprimento da medida por parte da Marinha e Aeronáutica.
Devido a essa  papagaiada do Gen Enzo, o pagamento da dívida  com os militares deve mesmo ficar para depois do reajuste dos  soldos previsto para julho (efeitos financeiros em agosto).
AUTOR: BLOG DO SILVA

2 de abril de 2010

31 DE MARÇO: SÓ O GENERAL HELENO TEVE "PEITO" PARA LEMBRAR!


Alguns leitores do blog ficam bravos, até mesmo indignados, quando critico a cúpula das Forças Armadas, a quem classifico como omissa e servil em excesso em diversos momentos da história recente.
O maior exemplo disso ocorreu no episódio do motim dos sargentos controladores de vôo, quando o Brigadeiro Saito submeteu-se à ridicularia patrocinada pelo governo Lula, permitindo que um ministro de plantão negociasse com os militares amotinados como se estes fossem sindicalistas. Saito não pediu o boné, ao contrário, submeteu-se e segue firme no cargo até hoje.
Pois bem, procurei nas páginas oficiais das três Forças alguma referência ao movimento de 31 de março de 1964. Silêncio total. Nada. Nem uma linha. Conclusão: os chefes militares consideram esse assunto altamente indesejável. Entregaram os pontos para a esquerdalha desvairada, que conseguiu finalmente reescrever a história sob sua ótica torta e torpe.
No blog PONTO DE VISTA, encontrei a manifestação do General Heleno, único quatro estrelas com "peito" suficiente para falar publicamente sobre o assunto. Aleluia! Confira:
Palavras do Gen Ex HELENO, por ocasião da passagem de função, do Gen. VILELA para o Gen. FACIOLI, no dia 30 de março, no QGEx, em Brasília.
"Antes de cumprir o script gostaria de aproveitar o momento e a data para reverenciar os companheiros que ajudaram a derrotar a luta armada e impediram que o brasil seguisse o exemplo de Cuba, da Coréia do Norte, de Angola, da Albânia e da União Soviética.
Hoje, fora do contexto, é fácil falar sobre abusos na luta contra a subversão.Como deveriam ter agido as forças legais ?
Na colômbia, "coincidentemente", a guerra subversiva se iniciou à mesma época da que aqui eclodiu. Quando surgiram os primeiros focos de guerilha, o estado colombiano vacilou em tomar decisões duras. O resultado são mais de 40 anos de guerra civil, quase 50.000 mortos, quase 200 vezes mais do que aqui.
Saibam, os que nos condenam, muitos deles ex-terroristas e ex-guerrilheiros, hoje ocupando altos postos da república, e que jamais defenderam ideais democráticos, que nossa paz teve um preço. Ela é um legado daqueles que cumpriram sua missão e não fugiram ao dever, nem à luta. "

MILITARES ANGOLANOS VISITAM O CIGS

No dia 23 de março, o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) recebeu a visita da Delegação do Exército Angolano. Na ocasião, a comitiva, chefiada pelo General Nguto, assistiu a uma palestra do Comandante e participou de uma exposição com degustação de alimentos de origem vegetal típicos da região amazônica.
Fotos: Sgt Claúdio José
EXÉRCITO

O MUNDO SEM RADARES!

O primeiro Radar foi construído em 1904, por Christian Hülsmeyer na Alemanha. Naquela época não houve utilidade prática para o dispositivo, de baixa precisão, construção difícil, e sistema de detecção de eco ineficiente.
Em 1934, Pierre David, revisando teoria eletromagnética, encontrou o estudo realizado pelo alemão, iniciou então, experiências para o desenvolvimento de um sistema de detecção por ondas de rádio de alta frequência, eficiente para a localização de aviões. Simultaneamente, Henri Gutton e Maurice Ponte, conseguiram criar um dispositivo de detecção que funcionou com grande precisão.
Em 1935, foi instalado o primeiro sistema de Radiotelemetria no navio Normandie com o objetivo de localizar e prevenir a aproximação de obstáculos.
No início da Segunda Guerra Mundial (1939), Watson Watt, melhorou e desenvolveu novas tecnologias, utilizando o sistema de telemetria fixa e rotatória.
Os radares foram muito importantes na previsão de ataques inimigos, pois os ingleses sabiam com precisão a distância, velocidade e direção do ataque, tendo tempo de dar o alarme para a população se proteger, diminuindo imensamente as baixas civis, apesar do bombardeio constante efetuado pelos alemães.
As Potências do Eixo, também estavam a desenvolver sistema similar, porém seu uso era diferente; os radares alemães eram para aumentar a precisão de tiro, facilitando o direcionamento dos projéteis ao alvo.

Porém, até chegar aos modernos radares, os militares se viravam como podiam. Confira.

1 de abril de 2010

DE HERÓIS À VILÕES: CÃES SÃO BANIDOS DO EXÉRCITO AMERICANO

Por Giovanna Chinellato (da Redação)
Os cães da raça pit bull e o exército americano têm uma longa história juntos. Nos pôsters de propaganda para as Primeira e Segunda Guerras, os Estados Unidos foi representado por um American Pit Bull Terrier, com slogans como “Neutro, mas sem medo de nenhum deles” e “Não estamos procurando problemas, mas estamos pronto para eles.”

Pôster com pit bull durante Guerras Mundiais (Imagem: Animal Change)
Sergeant Stubby é um pit bull conhecido como o cão militar mais condecorado que já serviu nos Estados Unidos. Na Primeira Guerra Mundial, ele avisava as tropas de ataques iminentes. Capturou um espião alemão sozinho, sem ajuda.
Hoje, parece que os serviços de Stubby ao seu país foram esquecidos, já que pit bulls viraram alvo de uma nova política e foram tirados das áreas militares.
No começo do ano, o Pentágono aprovou uma política que baniu pit bulls, rottweilers, dobermans e huskies das áreas militares. A Marinha e Força Aérea também seguiram a nova política.
Em outono do ano passado, a Marinha começou um programa de banimento de raças. Em teoria, de acordo com a nova política, alguns desses cães, que já vivem nas bases militares, poderiam continuar ali. Mas na prática, os cães estão sendo abandonados por oficiais locais assim que suas famílias se mudam.
Como quase todas as políticas e leis baseadas em raças, essa aparenta ser uma reação errada aos ataques de cães que tem acontecido em bases militares. Assim como em situações que envolvem civis, os ataques de cães são raros e resultado da irresponsabilidade humana, não de uma raça em particular.
Devido à ineficiência de legislações de controle de reprodução de raças específicas, a American Veterinary Association, o American Kennel Club, a ASPCA, a Humane Society dos Estados Unidos e várias outras organizações se manifestaram contra esses banimentos de raças.
Abandonar animais de família não é bom para a moral da tropas. A administração Obama precisa revisar essa política, para manter famílias unidas e restaurar a posição de honra desses cães, que sempre a fizeram por merecer.
Com informações de Animals Change
ANDA

HAITI: DEPUTADOS IRÃO ACOMPANHAR CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS MILITARES

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou nesta quarta-feira a criação de uma comissão externa para acompanhar a ação das Forças Armadas do Brasil no Haiti, que chefiam a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país. O requerimento foi encaminhado à Secretaria-Geral da Mesa DiretoraA Mesa Diretora é a responsável pela direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos da Câmara. Ela é composta pelo presidente da Casa, por dois vice-presidentes e por quatro secretários, além dos suplentes de secretários. Cada secretário tem atribuições específicas, como a administração do pessoal da Câmara (1º secretário), providenciar passaportes diplomáticos para os deputados (2º), controlar o fornecimento de passagens aéreas (3º) e administrar os imóveis funcionais (4º). para análise.
Os autores do requerimento, deputados Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Francisco Rodrigues (DEM-RR), argumentam que, após o terremoto que atingiu o Haiti em janeiro e destruiu a capital Porto Príncipe e parte do interior do país, o Brasil, que já chefiava a missão de paz com cerca de 1,3 mil militares, enviou reforços para ajudar na reconstrução.
Os parlamentares ainda recordam que o envio dos militares foi autorizado pelo Congresso Nacional por meio de decreto legislativo, que aprovou a ida de 900 soldados e formação de reserva de 400, para deslocamento assim que necessário. “O Haiti está passando por um momento de extrema dificuldade, por isso é importante conhecermos as condições de trabalho dos militares brasileiros no país.”
Da Redação/SR
AGÊNCIA BRASIL

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