4 de fevereiro de 2012

Centro Tecnológico do Exército: 30 anos delineando o Exército do futuro

Rafael Sayão
O nascimento de um gigante da pesquisa no Brasil
Em 1762, quando o Vice-Rei Gomes Freire de Andrade, o Conde Bobadela, fundou a Casa do Trem de Artilharia, no Rio de Janeiro, com o objetivo de suprir as necessidades de defesa do Brasil, não podia imaginar que um dos mais respeitados centros de pesquisa do setor seria instalado, no mesmo estado, 217 anos depois. Criado por meio do Decreto nº 84.095, de 16 de outubro de 1979, o CTEx tem sua origem idealizada bem antes disso. Na década de 40, com a vinda de missões militares dos Estados Unidos ao Brasil e a chegada de equipamentos militares oriundos daquele país. O Ministro da Guerra buscando dar nova forma aos setores de pesquisa e desenvolvimento de materiais de interesse do Exército, e capacitar a indústria nacional de defesa para produção de material similar ao americano, criou organizações militares que proporcionariam ao Exército um grande crescimento tecno-científico.
Foram criados o Instituto Militar de Tecnologia (IMT), o Serviço de Tecnologia (ST), o Arsenal da Urca e várias fábricas militares. O IMT buscava reunir em um só estabelecimento os diversos laboratórios de ensaios e pesquisa e, em 1959, ao se fundir com a Escola Técnica do Exército (EsTE) deu origem ao IME. O Serviço de Tecnologia (ST) era o órgão do Exército responsável por centralizar todos os assuntos relativos a estudos técnicos, científicos e industriais. No ano de 1980, sob a designação de Diretoria de Pesquisa e Ensino Técnico, foi transferido para o CTEx.
O Arsenal da Urca é resultado do trabalho das oficinas da Escola de Artilharia de Costa na reparação de materiais e já foi responsável pela usinagem de foguetes e fabricação de suas plataformas lançadoras (108R e 81E), sendo extinto e incorporado ao Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento em 1973.
Até a criação do CTEx, a pesquisa tecnológica e desenvolvimento de matérias no Exército era feita de forma dispersa em Arsenais de Guerra e fábricas militares espalhadas pelo Brasil. A centralização destas atividades surge como fator preponderante para o desenvolvimento da pesquisa e do desenvolvimento tecno-científico no Exército. Para o estabelecimento deste centro, foi criada a Comissão Executiva de Implantação do Cento Tecnológico do Exército (CEICTEx) que teve como missão inicial encontrar uma área de no mínimo 20 quilômetros quadrados, localizada entre Rio, São Paulo ou Minas Gerais e que tivesse facilidade de obtenção de água e energia elétrica. A área escolhida, em Guaratiba (RJ), era inicialmente da Marinha do Brasil, sendo transferida para a 1ª Região Militar em 1979. A proximidade com o Campo de Provas da Marambaia tornava o local ainda mais apropriado, já que o desenvolvimento de foguetes estava nas principais pranchetas de pesquisa do Exército.
Era o início da maior organização militar do Brasil voltada para a pesquisa e desenvolvimento de material de emprego militar.

O Centro Tecnológico do Exército
O CTEx é uma organização militar integrante do Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército, subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia, desde 2005, que tem a missão de realizar pesquisa científica, desenvolvimento experimental, assessoramento científico-tecnológico e aplicação do conhecimento visando a obtenção de produtos de defesa de interesse do Exército.
Ocupando uma área de 25.667.715,54 m², no bairro de Guaratiba, no Rio de Janeiro, o CTEX abriga técnicos e engenheiros civis e militares no cumprimento de sua missão, de desenvolver projetos e avanços tecnológicos que venham a garantir o poder dissuasório e a operacionalidade a força terrestre.
Os projetos desenvolvidos hoje no Centro Tecnológico do Exército abrangem diversas áreas do conhecimento e se caracterizam por sua multidisciplinaridade assim como pelas parcerias com agências de fomento, universidades, instituições de ciência e tecnologia e empresas da iniciativa privada.
As linhas de pesquisa desenvolvida nos diversos laboratórios do CTEx atendem as demandas dos projetos em cursos. Atualmente, o Centro Tecnológico do Exército possui 16 laboratórios com certificação internacional: Laboratório de análises químicas; laboratório de química militar; laboratório de defesa química; laboratório de processamento de alimentos; laboratório de materiais; laboratório de optrônicos e sensores; laboratório de medidas eletromagnéticas; laboratório de irradiação de materiais; laboratório biológico nível P2; laboratório de radiometria; laboratório de cromatografia, infra-vermelho e análise elementar; laboratório de simulação computacional; laboratório de reometria; laboratório de análises térmicas; e laboratório de análises físico-químicas. O objetivo futuro do CTEx é que todos estes laboratórios sejam certificados pelo Inmetro de forma que possam ser utilizados por universidades de todo o Brasil, afirmando mais uma vez a vocação do CTEx como referência no desenvolvimento de pesquisa de ponta no Brasil.
Uma das unidades mais críticas e importantes do centro, a Divisão de Defesa Química, Biológica e Nuclear do CTEx, trabalha na pesquisa e no desenvolvimento de materiais, serviços e informações científicas e tecnológicas referentes à DQBN. Suas missões incluem o assessoramento tecno-científico em defesa química, biológica e nuclear, sensoriamento, proteção e descontaminação química, biológica e nuclear e irradiação de material. Órgãos públicos e privados buscam assessoramento e formação nos cursos e treinamentos oferecidos no Centro Tecnológico do Exército. Com a proximidade de grandes eventos esportivos no país, já iniciando com os Jogos Mundiais Militares este ano, os conhecimentos desenvolvidos e transmitidos pela Seção de Defesa Nuclear, serão úteis na segurança geral da população e das delegações envolvidas nos eventos.
Consciente de ocupar uma área de imensa riqueza natural e composta por ecossistema de mangue, o CTEx luta bravamente para manter a área livre de invasões e ocupação desordenada. Ao se caminhar pelo vasto território do centro é possível o contato com espécies de aves raras de se ver em uma cidade como o Rio de Janeiro.
Em uma das lagoas perto do mangue, militares juram morar pelo menos meia dúzia de jacarés. Na vasta área de mangue, uma das mais preservadas do estado, é possível encontrar várias espécies de caranguejos que caminham livremente sem medo de serem caçados. Promovendo o replantio das mudas de espécies nativas, o Exército prova que é possível um convívio harmonioso entre o desenvolvimento da tecnologia e a natureza.

Os projetos do CTEx
Atualmente o CTEx trabalha concomitantemente em diversas áreas de pesquisa e desenvolvimento: Armamentos e munições; engenharia de materiais; automação e robótica; mísseis e foguetes; propelentes, explosivos e pirotécnicos; veículos militares; veículos aéreos não tripulados (VANT); sistemas de comando e controle; sistemas de guerra eletrônica; ótica e optrônica; defesa química, biológica e nuclear; e tecnologia de telecomunicações e de informações. Nos últimos anos, importantes resultados e produtos vêm sendo obtidos das pesquisas desenvolvidas.
O Radar SABER M60, desenvolvido pelo CTEX e totalmente produzido no Brasil, possui a mais moderna tecnologia entre os equipamentos de sua classe existentes no mercado internacional. O radar destina-se a integrar um sistema de defesa antiaérea de baixa altura visando à proteção de pontos e áreas sensíveis, como indústrias, usinas e instalações governamentais. É integrável a sistemas de armas baseados em mísseis ou canhões antiaéreos e pode integrar-se ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA). Com baixo peso e elevada mobilidade, pode suportar todas as condições climáticas do continente sul-americano, o que o torna extremamente interessante também para possíveis compradores na América do Sul. Existem estudos no CTEX para a construção do Saber M200, um projeto já iniciado, que ainda encontra-se em fase de concepção e que pode ser adaptado para a utilização das três forças armadas.
Outros dois projetos desenvolvidos pelo centro no campo das comunicações são o MAGE-COM Veicular e o Módulo de Telemática Operacional (MTO). O MAGE-COM consiste em um sistema tático destinado a realizar missões de Medidas de Apoio à Guerra Eletrônica (MAGE) através da instalação de equipamentos de radiomonitoragem em viaturas militares de ¾ Ton. A integração física e logística dos equipamentos é feito sob rigorosos requisitos doutrinários de emprego da Guerra Eletrônica, que conferem ao MAGE-COM elevado grau de mobilidade e excelente desempenho na aquisição e localização eletrônica de sinais de radiofreqüência. Já o Módulo de Telemática Operacional (MTO) permite a comunicação de dados, voz e imagens no campo de batalha. Foi construído de modo a ser operado remotamente ou embarcado em uma viatura de comando e controle (VCC), possibilitando às comunicações militares via radio, integração á rede pública de telefonia fixa ou celular, transmissão de vídeos a dezenas de quilômetros, acesso a internet a até 100 km de distância da base de operações, emprego de tecnologia VoIPe integração a qualquer cenário remoto através de sistemas de comunicação via satélite. Projetos que são aliados de peso para o soldado do futuro.
Equipamentos para serem utilizados no combate propriamente dito também são desenvolvidos pelo CTEX. Nos últimos anos, pesquisas do centro neste campo permitiram o desenvolvimento de reparos de metralhadora, morteiros, armas leves anticarro e sistemas de mísseis.
Buscando promover uma nova dimensão à Força Terrestre e à defesa nacional, principalmente em missões de garantia da lei e da ordem e em combates urbanos de baixa intensidade, o centro desenvolveu o protótipo do REMAX, um reparo de metralhadora automatizado, único do tipo no Hemisfério Sul, projetado para ser utilizado em viaturas blindadas sobre rodas ou sobre lagartas, como os M113 e o Urutu. Pode suportar metralhadora calibre 7,62 mm ou .50’ e permite a observação da região de combate em 360º, reconhecimento e identificação dos alvos durante o dia e a noite, realizando o tiro com campo vertical de -20° a 60°, inclusive em movimento.
Os comandos são realizados pelo atirador no interior da viatura, através do sistema de gerenciamento de missão, constituído de câmera, monitor, punho e botões de comando eletrônicos. Para o soldado infante, um dos maiores temores no campo de batalha é o encontro com um blindado do inimigo. Atenta a esta demanda da força, os armamentos anticarros também estão no inventário de produtos desenvolvidos pelo Centro Tecnológico do Exército, através do ALAC e do MSS 1.2 AC.

O ALAC, desenvolvido em parceria com a Imbel e conhecido oficialmente como canhão sem recuo descartável de 84 mm, é uma arma leve anticarro projetada para uso individual, no combate anticarro aproximado. Com alça de mira retrátil e operada a partir do ombro do atirador, o ALAC possui mecanismo de disparo totalmente mecânico. Com um alcance útil bem superior ao ALAC, o Sistema MSS 1.2 AC tem como objetivo atender as características do combate moderno, onde é necessária grande mobilidade, elevada potência de fogo e capacidade de engajar diferentes tipos de alvos. O MSS 1.2 AC também pode ser empregado contra casamatas, pequenas construções, embarcações e helicópteros em voo pairado à baixa altura. O míssil é dotado de cabeça de guerra do tipo carga oca e sistema propulsivo de dois estágios. Seu guiamento em direção ao alvo é realizado por um feixe laser projetado no espaço pela unidade de tiro. Para tanto, esta unidade possui dois sistemas ópticos independentes e colimados: a óptica de apontamento, através da qual o atirador realiza a mira e cuja configuração é semelhante à de um periscópio, e a óptica do feixe laser, cuja função é projetar no espaço um feixe laser modulado, que guia o Míssil ao longo de toda sua trajetória.
Atento a necessidade de apoio de fogo para as forças de ação rápida em qualquer teatro de operações em que se estiver operando, o CTEX desenvolveu três tipos de morteiros: o morteiro pesado 120mm M2 Raiado; o morteiro médio antecarga 81mm e o morteiro leve antecarga 60mm. O 120mm M2 raiado, possui grande potência de fogo e pode ser transportado por viatura ¾ ton, avião, helicóptero ou lançado de pára-quedas, o que garante mobilidade e flexibilidade ao emprego do armamento. Os morteiros leves antecarga de 60mm e 81mm (padrão OTAN), produzidos em parceria com o Arsenal de Guerra do Rio (AGR), tem como características a rusticidade, o baixo peso, a alta precisão e a facilidade de manejo, garantindo a possibilidade da manutenção de um elevado regime de tiro e efetivo apoio de foto aproximado aos pelotões de combate.
No campo das viaturas militares, o CTEx possui dois produtos que prometem entrar com força no mercado a que se destinam: o Gaúcho e o VEsPA. A viatura leve de emprego geral e aerotransportável Gaúcho é resultado do intercâmbio científico-tecnológico entre os Exércitos Brasileiro e Argentino. Com uma suspensão independente de grande curso nas 4 rodas e tração 4×4 aliada ao um potente motor, a viatura foi desenvolvida para atender às necessidades das Brigadas Paraquedistas de ambos os exércitos. Na Argentina, o veículo está sendo produzido no Batalhão 601, no Comando se Arsenales, em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI) e a Universidade Nacional de La Plata. O VLEGA Gaúcho está apto a cumprir missões de comando, transporte de carga, transporte de feridos, comunicações e reconhecimento. Sua robustez permite ainda o seu lançamento de pára-quedas através de aeronaves C-130 que podem transportar até 5 viaturas do tipo.
Outro projeto do CTEx no campo dos veículos militares, a Viatura Especial de Patrulhamento, VEsPA, foi desenvolvida especialmente para atender às necessidades doutrinárias das forças de segurança pública do estado do Rio de Janeiro. O projeto que levou em conta fatores como mobilidade, segurança, baixo custo e manutenção, foi apresentado ao Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame em 09 de outubro de 2008. O VEsPA-01, utiliza um chassi Agrale modelo MA 6.0, motor 7 eletrônico MWM-International 4.07 TCE de 140cv e possui capacidade para transportar cinco policiais na frente e até seis presos na parte traseira, o veículo estreito, leve e ágil, permite manobras e incursões em locais de difícil acesso comuns nas comunidades do Rio e o patrulhamento ostensivo nas vias expressas da cidade. O modelo ficou a disposição da Secretaria de Segurança para testes em unidades como o BOPE e o Batalhão de Policiamento de Vias Especiais (BPVE), que preencheram questionários técnicos solicitados pelo CTEx e ofereceram todo o feedback necessário para o desenvolvimento do VEsPA-02 apresentado durante a LAAD 2011.

Responsável pela pesquisa e desenvolvimento de um VANT que atenda às necessidades operacionais da Força Terrestre, o centro trabalha no desenvolvimento de um veículo nacional que proporcionará menor dependência externa e baixo custo de manutenção. Com tantas opções de VANT no mercado, alguns inclusive em operação na Força Aérea Brasileira, questiona-se o desenvolvimento de um veículo pelo Exército Brasileiro. Contudo não podemos deixar de lado que um projeto como este pode impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional de componentes eletrônicos, de softwares e de materiais correlatos, proporcionando um futuro domínio destas tecnologias. Objetivando a criação de um VANT que atenda a uma Divisão de Exército (DE) e os requisitos operacionais e técnicos estabelecidos pelo Estado Maior do Exército, o CTEx buscou a realização de etapas intermediárias de sistemas que possam servir de demonstradores de tecnologia rumo ao VANT almejado. Desse modo, surgiram as concepções do VANT VT 15, VANT VT 30 e VANT VT 70, com alcances de 15 km, 30 km e 70 km, respectivamente. 
O CTEx em parceria com a Flight Solutions, já desenvolveu o VT-15 que será empregado em aplicações de artilharia, em operações de garantia da lei e da ordem (GLO), operações psicológicas, reconhecimento tático e vigilância do terreno a uma distância de até 15 km e uma autonomia de duas horas de vôo. Em novembro de 2010, durante o Exercício Agulhas Negras, o Exército realizou o primeiro teste do VANT VT 15 em um treinamento real sobrevoando os céus de Pirassununga realizando reconhecimento do terreno e localizando tropas inimigas.
Revista Operacional/montedo.com

Bahia: problema vai ser resolvido em pouco tempo, diz General.

General do Exército explica atuação de soldados para restaurar a ordem
'Se precisar de mais gente, nós vamos colocar', disse G. Dias.
Atuação da frota do Exército é semelhante à que ocorre através da PM.

Homens da Polícia do Exército circulam pelas ruas de Salvador nesta sexta-feira (3)
(Foto: Divulgação/Adenilson Nunes/Secom)

"A cidade tem e deve funcionar normalmente. Saíam as ruas, vivam a vida normal. Se precisar, eu estarei junto com a população para dar atendimento. Nós vamos fazer isso", recomenda o general da 6ª região, Gonçalves Dias, que coordena o reforço da segurança e o combate à violência na Bahia.
A sensação de instabilidade na rotina da capital e do interior é abalada há quatro dias, após parte dos policiais militares do estado decretaram greve por tempo indeterminado, para pressionar cumprimento de pagamento de gratificações, periculosidade, entre outros.
"Se precisar de mais gente, nós vamos colocar. Existe ordem do comandante geral do Exército para fazer isso, com o aval da presidente da República. Um dos itens do decreto que a presidente assinou é que nossa estada aqui é temporal, até que este problema seja resolvido e vai ser em pouco tempo", afirma.
Uma das metas, segundo o general, é restabelecer a segurança para o carnaval, que será iniciado no dia 16 de fevereiro. "Não podemos perder a nossa festa do carnaval, que é maravilhosa e a melhor do Brasil", diz. A atuação da frota do Exército é semelhante à que ocorre através da Polícia Militar, diz o general Dias. "O básico é o patrulhamento da área. Você verá sempre uma 'patrulhinha', um caminhão carregando, um oficial, um sargento, um soldado fardado", afirma.
Ainda de acordo com o general, os soldados da Brigada Paraquedista já trabalharam em ação de controle de ordem no Haiti e no Complexo Alemão, favela da cidade fluminense. "A experiência é longa. Isso é uma operação de integração da lei e da ordem. As ações são de polícia. O mapa de Salvador foi dividido em várias áreas de atuação, litorânea, interiorana. Para cada área dessa foi colocada um batalhão de infantaria", revela.

Homens da Polícia do Exército circulam pelas ruas do Pelourinho, em Salvador, nesta sexta-feira (3) (Foto: Lúcio Távora/Agência A Tarde/AE)

Reforço militar
Mais 144 soldados do Exército, deslocados de Recife (PE), desembarcaram no fim da tarde desta sexta-feira (3) no Aeroporto Internacional de Salvador para reforçar a segurança da capital baiana em meio à greve de parte dos policiais militares. Do aeroporto, eles seguem para realizar patrulhamento nas regiões da Paralela e Iguatemi, abarcando a Avenida ACM. Ao total, são 144 soldados do 4° Batalhão do Exército de Recife, diz o governo do estado.
A atuação do reforço ao policiamento na capital foi definida durante reunião ocorrida nesta tarde entre comandantes e chefes de segurança pública, com representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, além da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), informou o tenente-comandante Cunha, oficial de comunicação da Região Militar.
"A reunião foi feita no sentido de integrarmos as ações das diversas forças em áreas de Salvador. O objetivo é garantir a seguraça e integridade das pessoas e do patrimônio, além do direito de ir e vir do cidadão", afirma o tenente.
Atualmente, 800 militares do Exército brasileiro, além de 150 oficiais da Força de Segurança Nacional, estão na capital baiana. A previsão é de que mais 1.500 soldados do Exército cheguem em Salvador ainda nesta noite.
"Tem uma tropa da Brigada Paraquedista do Rio de Janeiro, com experiência no combate no Haiti e Complexo do Alemão [favela fluminense]. Eles vão atuar na orla, no trecho compreendido entre a Barra e a Pituba", diz o tenente Cunha.
Militares de Aracaju, Recife, Garanhuns, João Pessoa e Maceió também estão a caminho de Salvador. "Os oficiais de Aracaju vão atuar na região do Comércio e Sete Portas, a equipe do 2° Distrito Naval ficará responsável pela área de portos; e a Força de Segurança Nacional próxima ao aeroporto", relata.

Presença de ministro
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deve viajar para Salvador no sábado (4) para participar das definições estratégicas para combater a violência e insegurança decorrentes da greve parcial dos policiais militares no estado, segundo a assessoria do governo da Bahia.
A previsão é que o ministro desembarque na Base Aérea da capital, às 10h, em companhia do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, e da secretária Nacional da Segurança Pública (Senasp), Regina Miki. A comitiva nacional será recebida pelo governador Jaques Wagner, pelo comandante da 6ª Região Militar, general G. Dias, além do secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa.
A greve de parte dos PMs foi decretada na noite de terça-feira (31). A Secretaria de Segurança Pública estima que 1/3 do efetivo total, de 31 mil, esteja parado. Os policiais grevistas são vinculados à Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra), que organiza a mobilização, e desobedecem ordem judicial que determina retomada às atividades.

Pronunciamento do governador
O governador da Bahia, Jaques Wagner, tentou tranquilizar a população do estado em cerca de três minutos de pronunciamento oficial, transmitido pelas emissoras de rádio e TV por volta das 20h15 desta sexta-feira (3). “A democracia é o império da lei. Não podemos conviver com esse movimento já considerado ilegal pela Justiça baiana, além dos 12 mandados de prisão que já foram emitidos”, diz. "Não aceito que um pequeno grupo, de forma irresponsável, cometa atos de desordem para assustar a nossa população", relata.
Ele reafirmou a “intranquilidade” vivida nos últimos quatro dias, que tem resultado no fechamento antecipado do comércio, violência na rotina do trânsito e contra a população. “Estamos tomando providências para conter ações de um grupo de polícia usando métodos condenáveis e difundindo o medo na população, causando desordem”, afirma.
Em seguida, Jaques Wagner citou a presença dos soldados das Força Nacional e do Exército para reforço de segurança estadual. Ao todo, já estão presentes 2.350 soldados do Exército, Marinha e Aeronáutica e, no sábado (4), mais 600 devem ser acrescentados ao efetivo. O governador também ressalvou que pratica o diálogo constante para melhorias das condições de trabalho das polícias e agredeceu a presidente Dilma Rousseff por apoiar o deslocamento do contingente militar.
G1 BA/montedo.com

Bombeiros controlam princípio de incêndio em quartel do Exército

Corpo de Bombeiros contém princípio de incêndio no 47º BI em Coxim
Foto: do Idest, Bruno Crippa
Um princípio de incêndio mobilizou o Corpo de Bombeiros para atender o 47º Batalhão de Infantaria de Coxim, por volta das 14 horas desta sexta-feira (03).
De acordo com a assessoria de imprensa a causa foi um curto circuito de um ventilador de parede na sala da 1ª sessão, de recursos humanos do exército.
Além da parede em torno do ventilador que ficou queimada, a parte superior de uma estante próxima ficou chamuscada.
O oficial Tenente Guia que estava de serviço conteve o fogo com extintor de pó químico e logo acionaram o Corpo de Bombeiros.
Ninguém estava na sala no momento, e nenhum tipo de documento foi danificado.
iDEST/montedo.com

3 de fevereiro de 2012

Ditadura cubana diz "no" para Yoani Sánchez. Pela décima nona vez.



Yoani Sánchez 
 No hay sorpresas. Me vuelven a negar el permiso de salida. Es la ocasion # 19 en que me violan el derecho a entrar y salir de mi p ...

Exército vai às ruas e comércio volta a funcionar na BA

Policiais do Exército fazem patrulha na Pituba e Pelourinho - A Tarde

Tropas do Exército começaram a chegar às ruas do centro de Salvador e de Feira de Santana no meio da manhã desta sexta-feira, 3, para fortalecer a segurança nos locais, comprometida desde ontem por causa da paralisação parcial da Polícia Militar na Bahia. Com o reforço dos militares, os comerciantes, que hesitavam em abrir as portas em algumas áreas da capital e em todo o centro de Feira de Santana, passaram a trabalhar normalmente. "Agora está mais tranquilo, policiado, antes a gente estava tenso", relata a gerente de loja Claudia Rocha Santos. O estabelecimento que ela comanda, filial de uma rede de eletrodomésticos no bairro da Liberdade, um dos mais importantes no comércio soteropolitano, havia aberto apenas uma das quatro portas de ferro até as 10h30, quando passou o primeiro caminhão, com cerca de 30 militares a bordo. Depois, com o Exército já circulando pela área, a loja foi totalmente aberta.
A tensão foi causada pelas ameaças de arrastão e pelos arrombamentos e saques, durante a madrugada, de pelo menos dez grandes lojas da região, entre supermercados, lojas de eletroeletrônicos e joalheria. Na última, oito homens usaram um carro roubado para destruir a porta metálica, invadir o estabelecimento e levar dezenas de produtos. Os assaltantes fugiram a pé e toda a ação foi filmada pelo sistema de segurança da loja.
O movimento de vendedores ambulantes e de compradores na região central tanto de Salvador quanto de Feira de Santana, porém, é bem menor que o normal. Vendedores da capital estimam redução de entre 70% e 80% no número de clientes. Cerca de metade dos ambulantes não montaram barracas hoje. Dois mil militares do Exército e 650 integrantes da Força Nacional de Segurança vão fortalecer o policiamento ostensivo no Estado enquanto houver parte da Polícia Militar paralisada. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, pelo menos dois terços dos 32 mil PMs da ativa na Bahia estão trabalhando.
O movimento grevista foi iniciado por uma das nove associações que representam a categoria no Estado, a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra). Integrantes do grupo ocupam, desde terça-feira, a entrada da Assembleia Legislativa e promovem manifestações em Salvador. A Aspra, que tem cerca de 2 mil filiados, cobra do governo a incorporação de gratificações aos salários, além de regulamentação para o pagamento de adicionais, como de periculosidade e acidente. O comando-geral da PM diz não reconhecer a Aspra como entidade de classe.As outras associações de classe não aderiram à paralisação. As lideranças delas tiveram uma reunião com a cúpula da Segurança Pública do Estado, no fim da manhã, para debater a situação e cobrar do governo melhorias nas condições de trabalho.

Projeto de lei quer definir regras para ingresso no Exército

Proposta define regras para ingresso nas carreiras do Exército

A Câmara analisa o Projeto de Lei 2844/11, do Executivo, que busca incorporar à legislação quais devem ser os requisitos para ingresso nos cursos de formação de oficiais e sargentos de carreira do Exército, após aprovação em concurso público.
“As normas hoje em vigor são, em muitos casos, mera delegação para atos normativos inferiores. Assim, o ingresso nos quadros permanentes do Exército encontra-se em situação de insegurança jurídica”, explica o ministro da Defesa, Celso Amorim, que assina a proposta.
O texto aborda pontos como limites de idade, idoneidade moral e bons antecedentes, cumprimento das obrigações eleitorais e do serviço militar, condições psicofísicas e limites máximo e mínimo de altura.

Exigências
Conforme a proposta, para ingresso nos cursos de formação de oficiais, o candidato deve ser brasileiro nato. Já os cursos de formação de praças destinam-se tanto a brasileiro nato quanto a naturalizado que tenha concluído o ensino médio.
A matrícula nos cursos de preparação de cadetes e de formação de oficiais e sargentos caracteriza o momento de ingresso no Exército.
Os requisitos de ingresso incluem também aprovação em exame de conhecimentos gerais ou específicos, conforme o caso; em inspeção de saúde, em teste de aptidão física e em avaliação psicológica, além de cumprimento das obrigações do serviço militar e da Justiça Eleitoral.

Idades e alturas
A altura mínima exigida é de 1,60 metro para homens e 1,55 metro para mulheres. Os limites de idade variam de 16 a 36 anos, conforme a carreira pretendida. Por exemplo, para admissão no curso preparatório de cadetes, a idade exigida varia de 16 a 21 anos. Já os candidatos a oficiais médicos, dentistas, farmacêuticos e do quadro complementar poderão ter no máximo 36 anos de idade. Segundo o ministro, os limites de idade e altura e os testes de aptidão física e psicológica buscam responder às exigências das atividades típicas da carreira militar.
Celso Amorim justifica também a exigência de que os candidatos tenham idoneidade moral e bons antecedentes. “Não se pode permitir que pessoas envolvidas com drogas ou outros atos ilícitos ingressem em instituição na qual terão contato com armas e equipamentos que podem representar riscos para a sociedade”, explica o ministro.
O candidato também não poderá possuir tatuagem alusiva a ideologia terrorista ou extremista, violência, criminalidade, ideia ou ato libidinoso, discriminação ou preconceito de raça, credo, sexo ou origem ou ainda ideia ofensiva às Forças Armadas.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

-Íntegra da proposta:
PL-2844/2011
Agência Câmara/montedo.com

Forças Armadas usarão 2.600 homens para policiar a Bahia durante greve da PM

Policiais militares grevistas estão concentrados na frente da Assembleia Legislativa da Bahia
Foto: Raul Spinasse/Agência A Tarde

O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), órgão do Ministério da Defesa, anunciou que irá dobrar, a partir desta sexta-feira, o número de militares mobilizados para apoiar o governo da Bahia na greve. Na noite de ontem, 1.250 homens já haviam sido enviados a Salvador. Hoje, outros 1.350 militares devem se juntar à ação.
A maior parte dos efetivos mobilizados está ligada ao Comando Militar do Nordeste, que reúne tropas de diferentes estados da região. Somente na Bahia, estão a serviço da operação 600 homens do 19º Batalhão de Caçadores (BC) de Salvador e outros 600 do 35º Batalhão de Infantaria (BI) de Feira de Santana, unidades ligadas ao Exército Brasileiro.
Além disso, 250 fuzileiros navais da Marinha foram acionados para garantir a segurança de portos e terminais de embarque. A Força Aérea Brasileira (FAB), por sua vez, designou cerca de 400 militares para cuidar do funcionamento regular dos aeroportos públicos em todo o Estado. Uma reserva de 4 mil homens da 10ª Região Militar, em Fortaleza (CE), ainda pode ser acionada para reforçar a segurança na Bahia.
Terra/montedo.com

Haiti: militares ingleses realizam intercâmbio com tropa brasileira

Exército inglês realiza intercâmbio no BRABAT 1
O 1º Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABAT 1) está realizando um intercâmbio de conhecimentos e experiências sobre as atividades de Cooperação Civil-Militar (CIMIC) com o Exército inglês.
O intercâmbio, com término previsto para 04 de fevereiro, tem como objetivo a troca de conhecimentos em atividades CIMIC, por meio de palestras e participação em atividades de campo, além de estreitar os laços de amizade com o Exército Britânico.
O Major Mark Howard Kearton Bulmer e o Sergeant Major Simon Richard Peakock são oriundos do Grupo de Apoio à Estabilização Militar do Exército e estão realizando o intercâmbio de informações junto ao Contingente Brasileiro e às outras unidades da MINUSTAH.
EB/montedo.com

2 de fevereiro de 2012

Greve da PM na Bahia: 450 homens do Exército seguem para Salvador nas próximas horas

FAB transporta policiais da Força Nacional e militares do Exército para Salvador

Dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) irão transportar para Salvador, nas próximas 24 horas, 600 homens da Força Nacional (150) e do Exército (450). Os policiais e militares irão apoiar o governo da Bahia em razão da greve de policiais no Estado.
No total, serão quatro voos, partindo de Rio de Janeiro, com escala em Recife e Brasília, para Salvador. Outros voos devem ser programados porque há uma estimativa de transportar para a Bahia cerca de 1.400 militares e policiais.
O primeiro voo do KC-137 (Boeing 707) da FAB parte de Brasília hoje (2/2), por volta das 22h, com destino a Salvador, levando a bordo 150 policiais da Força Nacional. O segundo avião decola amanhã, às 8h, da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, transportando 150 militares da Brigada Paraquedista do Exército.
Ao longo do dia, os dois aviões farão o transporte de mais 300 militares do Exército, de Recife para Salvador, com previsão de decolagem para 11h e 17h, horário de Brasília. Os demais voos serão confirmados ao longo do dia.
FAB/montedo.com

MP denuncia Major do Exército por exploração sexual de aluna do Colégio Militar de Juiz de Fora

Major do Exército é denunciado pelo Ministério Público
Militar, de 41 anos, é suspeito de exploração sexual contra aluna de 14 anos que estudava na instituição em que ele estava lotado

Daniela Arbex
O Ministério Público ofereceu denúncia contra um major do Exército por crime de exploração sexual e por divulgação e armazenamento de fotografia, vídeo ou outro registro de cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. O oficial de 41 anos, que trabalhava no setor administrativo de uma instituição militar de Juiz de Fora, é suspeito de envolver-se sexualmente com uma estudante de 14 anos que estudava no local onde ele estava lotado. Indiciado pela Polícia Civil, ele agora é réu na Justiça comum, em processo que tramita na 1ª Vara Criminal no município. O fato ocorreu em 2010, quando o major, com mais de 20 anos na corporação, teria levado a menina para motéis da cidade em três ocasiões. O pai da adolescente registrou boletim de ocorrência ao encontrar, no celular da filha, mensagens românticas supostamente enviadas pelo major. Após o episódio vir à tona, o militar, que é casado, foi transferido para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, embora o Exército negue qualquer relação entre o caso e a saída do oficial de Juiz de Fora. Ele poderá ser chamado a responder pelos crimes 218-B do Código Penal e 242-A e B do Estatuto da Criança e do Adolescente, que preveem pena de até dez anos em caso de condenação.
Procurado pela Tribuna, o 1º promotor de justiça, Marcelo Coutinho, disse que não poderia fornecer nenhum tipo de informação a respeito do processo, alegando que a ação tramita em segredo de Justiça. No entanto, no boletim de ocorrência registrado contra o major, no ano passado, o pai da adolescente revelou ter sido alertado sobre o envolvimento da filha com o militar por meio de uma amiga da estudante. De acordo com o histórico da ocorrência, o pai telefonou para o número registrado no aparelho celular da filha, e o major teria atendido à chamada, dirigindo-se à aluna de maneira íntima. Questionada pelos familiares, a garota confirmou aos pais que o relacionamento teria se iniciado em julho de 2010. Ainda de acordo com a informação dada por ela, as conversas entre eles teriam começado pela internet. Porém, após um dia de aula, o major teria beijado a menina. A aluna ainda relata que foi levada pelo major a motéis da cidade. O relacionamento teria sido mantido por cerca de cinco meses. Conduzida ao HPS, onde ela foi examinada, uma perícia médica constatou que a adolescente já havia mantido relações sexuais.
O Exército afirmou, ontem, que ainda não foi notificado da denúncia. No entanto, o relações públicas da 4ª Brigada de Infantaria Motorizada, tenente-coronel Carlos Henrique da Mota Couto, disse que, somente após a conclusão do processo, é que a instituição poderá agir. "Se o major for condenado em período superior a dois anos e a aplicação da pena for a restritiva de liberdade, o comando instaura um processo que poderá resultar na perda do posto e da patente. Mas isso só pode ser feito após a conclusão do processo na Justiça", explicou.
Tribuna de Minas/montedo.com

Conterrâneos na Força de Pacificação são motivo de orgulho em Itu

Regimento Deodoro: Soldado de Itu em missão de pacificação no Rio de Janeiro fala ao JP
Pablo Augusto da Silva é um dos 80 militares do Regimento Deodoro que participam da Missão de Pacificação no Complexo do Alemão
Soldado Pablo está entre os militares no Rio de Janeiro. Foto: Divulgação
A cidade aniversaria nesta quinta-feira (2) e coleciona inúmeros motivos para festejar e se orgulhar. Um deles diz respeito à presença de oitenta militares, representantes do Regimento Deodoro, integrantes da Missão de Pacificação de comunidades na cidade do Rio de Janeiro. A reportagem do Periscópio conversou com um desses militares, nessa semana, pelo telefone.
Pablo Augusto da Silva tem 19 anos e integra pela primeira vez uma missão de paz, vestindo a farda camuflada do Exército Brasileiro. O jovem chegou ao Rio de Janeiro há três semanas e desde então passa por um treinamento específico em um quartel local. Na tarde da terça-feira, Pablo conversou com o Periscópio, diretamente do Complexo do Alemão. “O dia começou com um patrulhamento pelas ruas da comunidade. O povo foi muito receptivo com a tropa”, disse o jovem.
Esse foi o primeiro dia de Pablo vivenciando a missão com a população da comunidade. “A maior dificuldade até o momento (terça-feira) é o calor”, afirmou. A saudade da família e da namorada Laís também é forte, mas integrar essa missão é um sonho realizado. “Nunca vou me esquecer desses momentos aqui (Rio). É uma boa motivação para minha carreira militar, aprendo na prática e me sinto feliz”, declarou.

Aniversário

Pablo deve retornar a Itu na próxima semana. E certamente será recebido com festa pela família. “Sinto muita falta de todos de casa. Todos eles me apóiam e assim me sinto seguro”, disse. Mas além da celebração de sua volta, todos comemorarão juntos o aniversário da senhora Maria Aparecida, mãe de Pablo. “Essa é a primeira vez que passo a data longe dela. Quero lhe desejar tudo o que há de melhor. Te amo muito, mãe!”, desejou o jovem, aproveitando e desejando a Itu mais progresso, dizendo ainda ser um orgulho poder representar a cidade nessa missão.

Família do Soldado Pablo está orgulhosa dos 
feitos do ituano.  Foto: Sarah Vasconcellos
Família
A reportagem do Periscópio esteve na casa de Pablo e foi recebida pela mãe dele, além do padrasto, dos irmãos, avó, tia e primos. “O Pablo sempre quis pertencer ao Exército e isso é um orgulho para todos nós”, disse a mãe, no início da entrevista. “Desde o alistamento, ele já tinha o interesse em participar de uma missão e hoje ele realiza um sonho, um orgulho!”, completou.
“Nessa quinta-feira é meu aniversário e meu maior presente é saber que meu filho defende o nosso povo em uma missão de paz. Logo mais ele volta e nós comemoraremos juntos essa data”, finalizou a mãe.
Periscópio/montedo.com

Cabo do Exército morre em acidente de moto na Via Dutra

Cabo do 6° Batalhão de Infantaria Leve morre em acidente na via Dutra
Um motociclista morreu na manhã de terça-feira (31), depois de se envolver em um acidente no km 145, trecho de São José dos Campos, na via Dutra.De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o rapaz era cabo do 6° Batalhão de Infantaria Leve de Caçapava.
Por causa desse acidente a manhã se tornou complicada na região de São José dos Campos. De acordo com a concessionária que administra a rodovia, no Vale, o tráfego é livre nos dois sentidos.

Filho de general é cotado para o DNIT do MS

A indicação ocorre à revelia da bancada federal que havia proposto a nomeação do engenheiro Carlos Antônio Marcos Pascoal


DANÚBIA BUREMA E ADILSON TRINDADE
Foto: Divulgação
Senador Delcidio do Amaral vai 
pedir explicações em Brasília
O engenheiro civil José Luiz Vianna Ferreira, filho de general, é o mais cotado pelo diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, para assumir a Superintendência do órgão em Mato Grosso do Sul. A indicação ocorre à revelia da bancada federal que havia proposto a nomeação do engenheiro Carlos Antônio Marcos Pascoal para o comando do órgão. Ontem, Pascoal foi nomeado para a Ouvidoria do Dnit.
A substituição do indicado da bancada por engenheiro desconhecido dos parlamentares motivou críticas do senador Delcídio do Amaral (PT), que pedirá satisfações em Brasília (DF). "Houve uma indicação oficial que foi a do Pascoal", lembrou. O problema é que logo após a bancada endossar o nome do engenheiro Pascoal, vieram à tona irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em contratos supervisionados por ele no período em que atuava no Dnit dos estados do Pará e Amapá.
Correio do Estado/montedo.com
Comento:
Pelo jeito, o general Fraxe está mesmo disposto a fazer uma limpa no DNIT. Só que, para isso, está comprando briga com caciques de alta linhagem. Agora, bateu de frente com o PT do MS. Vamos ver no que vai dar.

Sumido por trinta dias, soldado que desertou do Exército volta para casa

Soldado desaparecido volta para casa em São José dos Campos
Ele estava em uma casa no Parque Meia Lua em Jacareí
Depois de 31 dias, uma boa notícia para uma família de São José dos Campos. Um soldado do exército de Caçapava, que estava desaparecido, voltou para casa. Ele fez contato com os pais, após uma reportagem exibida na noite de terça-feira (31), no Vanguarda TV.
Foi um telefonema que devolveu a paz para a família. Alan era quem estava do outro lado da linha, avisando que voltaria para casa.
“Muito, muito, muito aliviada, pareceu que eu tirei o exército das minhas costas”, diz a mãe do soldado Jocelícia Santos.
O jovem é soldado do quartel de Caçapava. Ele saiu de casa no dia 30 de dezembro dizendo que ia trabalhar e não voltou mais. O caso foi mostrado na terça-feira (31) no Vanguarda TV.
Alan estava morando na casa de uma jovem, em Jacareí. Ela teria se assustado ao ver a foto e o nome dele divulgados na televisão como desaparecido. Segundo o rapaz, foi só por causa disso que ele decidiu reaparecer para a família.
O que todos querem saber, agora, é por que ele fez isso.
“Eu não dormia. Eu não dormia direito. Eu só ficava pensando todo dia no meu pai, sonhava com meu pai, com a minha mãe e não dormia direito não. Não sei /porque não quis entrar em contato/. Foi decisão minha”, diz o soldado Alan Cosme Santos.
Os pais dizem que o filho está até agora transtornado.
“Eu só não quero.. Quero só resolver o que tem que resolver e sair do quartel. Sempre todo mundo respeitou, sempre respeitei todo mundo. Eu só não quero mais estar lá”, conta o soldado Alan Cosme dos Santos.
O novo drama da família é descobrir o que aconteceu para ele decidir se esconder da família.
“A gente espera que não tenha acontecido nada grave com ele e toca a vida pra frente”, diz o pai do soldado Ailton dos Santos
“Seu eu soubesse que a gente ia passar por tudo isso, eu jamais deixaria que ele servisse, eu jamais ia deixar que isso acontecesse. Isso é triste, só quem sente a falta de um filho. Só quem passa o que eu passei é que sabe o que é”, diz a mãe de Alan Jocelícia Santos.
Segundo o comando do exército, o soldado Alan Cosme precisa se apresentar na delegacia de São José dos Campos ou no quartel de Caçapava ainda nesta quarta-feira (1). Ele deve responder por deserção, na Justiça Militar. A pena varia de seis meses a dois anos de prisão.
Enquanto a situação não for resolvida, ele perde todos os direitos civis e fica proibido de, por exemplo, prestar concurso público ou tirar passaporte.
VNews/montedo.com

FX-2: Após vender Rafale para a India, franceses esperam fechar negócio com o Brasil

Após negociar com Índia, França espera vender caça ao Brasil

O ministro da Defesa francês, Gérard Longuet, afirmou nesta quarta-feira que tem esperanças de vender o avião de combate Rafale ao Brasil, após ter conseguido negociações exclusivas com a Índia para 126 unidades. "Com o Brasil há esperanças e com a Índia estou confiante", indicou Longuet em entrevista concedida à emissora de televisão francesa Canal Plus, ao ser questionado sobre as possibilidades de exportar o Rafale, que até agora só equipa o Exército francês.
O ministro explicou que as autoridades brasileiras decidiram recuar em um potencial contrato de compra dos caças de fabricação da Dassault Aviation porque optaram por dar prioridade à aquisição de quatro submarinos franceses. "Os brasileiros preferiram comprar primeiro o que lhes fazia mais falta, ou seja, quatro submarinos da França", declarou, acrescentando que a decisão sobre a licitação para os caças segue pendente e que os franceses "estão na frente" de outros concorrentes. Para o eventual êxito da operação, Longuet considerou que a decisão indiana "será muito útil".
O Rafale concorre no Brasil com os Super Hornet F/A-18, da americana Boeing, e os Gripen NG, da sueca Saab, e a decisão sobre a compra foi deixada em suspenso no ano passado pelo governo da presidente Dilma Rousseff devido aos cortes orçamentários realizados. O ministro francês também afirmou que tem "uma forte esperança" que o Rafale possa ser exportado aos Emirados Árabes Unidos.
A Índia anunciou na terça-feira negociações exclusivas com a Dassault para a aquisição de 126 caças Rafale por um custo superior a US$ 10,4 bilhões, o que significa deixar de lado a oferta do consórcio europeu EADS e seu Eurofighter. Para Longuet, essa decisão "é uma grande promessa para toda a indústria aeronáutica e de defesa francesa".
Além disso, apontou que a transferência de tecnologia com o esperado contrato com a Índia "não é apenas inevitável, mas desejável", visto que a França precisa de parceiros para poder continuar vendendo as aeronaves. O titular de Defesa confirmou que o Exército francês poderia abrir mão de integrar algum dos 11 Rafale que por enquanto são fabricados todos os anos em sua frota para poder entregá-lo aos eventuais países compradores.
A fabricação desse caça gera cerca de 10 mil postos de trabalho diretos na França em uma centena de empresas envolvidas em sua produção.
EFE/montedo.com

Haiti: Dilma anuncia redução do contingente brasileiro

Dilma anuncia redução no contingente de militares brasileiros no Haiti
Tropas do país na força de paz da ONU devem ser reduzidas de 2,2mil para 1,9 mil
Dilma se reuniu com militares brasileiros no país caribenho
Foto: Thony Belizaire / AFP
Em visita ao Haiti, a presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira a redução do contingente de militares brasileiros no país de 2,2 mil para 1,9 mil homens. O Brasil comanda a Missão da Organização das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, conhecida como Minustah, criada em 2004.
A tropa brasileira foi reforçada após o terremoto que devastou o Haiti em janeiro de 2010. Com a redução, o contingente voltar a ter o número de militares que tinha antes da tragédia.
A mudança, segundo Dilma, faz parte de uma nova estratégia de segurança para o Haiti, que inclui a redução gradual da presença militar no país.
— Temos que pensar a longo prazo e, por isso, uma comissão vai ser instalada para avaliar a segurança na medida que haja sistemática redução das tropas da Minustah — disse a presidente em declaração à imprensa no palácio presidencial haitiano, em Porto Príncipe.

Presidente comenta questão da imigração de haitianos para o Brasil
Dilma também falou sobre a imigração de haitianos para o Brasil, condenou a ação de coiotes (pessoas que ganham dinheiro facilitando a saída de imigrantes do país) e reforçou as medidas adotadas recentemente pelo governo brasileiro para concessão de vistos e repressão ao tráfico de pessoas vindas do Haiti.
A presidente afirmou que o Brasil está aberto para receber o povo haitiano, mas que é preciso combater os coiotes que agem no recrutamento e no transporte ilegal de imigrantes para o Brasil.

Festa na recepção a Dilma
A presidente Dilma Rousseff chegou ao Haiti na manhã desta quarta-feira, dando início a sua primeira visita ao país mais pobre da América Latina.
Na pequena base diplomática do governo haitiano no aeroporto internacional Toussaint Louverture, faixas com a foto da presidente e os dizeres "Bem-vinda, Dilma, essa é sua casa" em português e francês.
Ao longo do caminho até o Palácio Nacional - praticamente destruído no terremoto de 2010 — as mesmas faixas, além de bandeiras do Brasil e do Haiti, enfeitavam as ruas.
A imigração haitiana para o Brasil será um dos temas centrais da conversa entre os dois presidentes. Apesar das críticas no Brasil, a medida foi bem recebida no Haiti, que a viu como uma possibilidade de diminuir a rede ilegal de transporte para o Brasil via Equador e Peru.
Outros temas que deverão entrar na pauta são a cooperação em saúde - o Brasil financia a maior parte da reestruturação da área no país e levou médicos brasileiros para trabalhar com os cubanos nas medidas de implantação de um sistema comunitário de atendimento. O Brasil também ofereceu aos haitianos 100 vagas para treinamento de policiais pela Polícia Federal. A intenção é preparar a polícia haitiana para a gradual retirada das tropas da Minustah, que começa em março.
A presidente retornou ao Brasil ainda na quarta-feira.
ZH/montedo.com

AGÊNCIA BRASIL E AE

Stalingrado, a mãe de todas as batalhas

Batalha de Stalingrado
A Batalha de Stalingrado foi uma operação militar conduzida pelos alemães e seus aliados contra as forças russas pela posse da cidade de Stalingrado (atual Volgogrado), às margens do rio Volga, na antiga União Soviética, entre 17 de julho de 1942 e 2 de fevereiro de 1943, durante a Segunda Guerra Mundial. A batalha foi o ponto de virada na frente leste da guerra, marcando o limite da expansão alemã no território soviético e é considerada a maior e mais sangrenta batalha de toda a História, causando a morte e ferimentos em cerca de dois milhões de soldados e civis.
  • Forças
  • Russos
  • 1.143.500 soldados russos
  • Eixo
  •  700 mil soldados do (incluindo 400 mil alemães)
  • Baixas
  • Russos
  • 1.129.619 (mortos, feridos ou desaparecidos), com cerca de 40 mil civis
  • Eixo
  • 750 mil soldados (mortos, feridos ou desaparecidos)
  • 91 mil prisioneiros
Marcada por sua extrema brutalidade e desrespeito às perdas militares e civis de ambos os lados, a ofensiva alemã sobre a cidade de Stalingrado, a batalha dentro da cidade e a contra-ofensiva soviética que cercou e destruiu todo o 6º Exército alemão e outras forças do Eixo, foi a segunda derrota em larga escala da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial e a mais decisiva; a partir daí, a ofensiva passou totalmente para as mãos dos soviéticos até a vitória final contra o Terceiro Reich, em 8 de maio de 1945.
Até 1925, "Stalingrado" ou "Estalinegrado", chamava-se "Tsaritsyn", e desde 1961 tem o nome de Volgogrado.
Com a mudança de nome, a nomenclatura do memorial dedicado aos defensores da cidade também mudou, mas em 2004, o presidente Vladimir Putin autorizou a mudança da nomenclatura, que hoje encontra-se novamente como Stalingrado.


1 de fevereiro de 2012

Soldos & soldinho

Para comparar:

Força de Pacificação: três militares do Exército ficam feridos em acidente na Vila Cruzeiro

Militares da Força de Pacificação se ferem em acidente na Vila Cruzeiro

LUARLINDO ERNESTO
Rio - Três militares da Força de Pacificação ficaram feridos numa colisão entre um caminhão de campanha e um ônibus na Vila Cruzeiro, na Penha, na Zona Norte do Rio, na manhã desta quarta-feira. As informações foram confirmadas pela sala de polícia do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, para onde as vítimas foram levadas.
Segundo a polícia, os militares estavam no caminhão de campanha e o acidente aconteceu na esquina entre as ruas Cajá e Gaudiléia.
Ainda segundo a PM, uma vítima segue hospitalizada com hemorragia interna e passa por cirurgia. Já os outros dois militares sofreram apenas contusões e devem ser liberados ainda nesta quarta.
O soldado Natanael de Moura, 21 anos, sofreu contusão no ombro direito, o cabo Alex Damião, 30 anos, apenas escoriações na face e o soldado Mateus Paes, 22 anos, fraturou uma costela e ainda tem ferimentos leves na cabeça. Nenhum corre risco de morte.
O Dia Online/montedo.com

Polícia Federal desmantela quadrilha liderada por sargento da FAB

Atualização: 09h50:
PF desarticula quadrilha que era liderada por "militar-pastor"

IANE CHAVES
Luxo. O pastor Carlos Henrique teria acumulado um patrimônio significativo; ele teria cerca de 20 imóveis de alto padrão em Lagoa Santa - FOTO: CRISTIANO TRAD
A Polícia Federal desarticulou ontem uma organização que cometia crimes financeiros contra a administração pública, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal em Minas e em outros 22 Estados, causando um prejuízo de pelo menos R$ 10 milhões. Os crimes eram cometidos por meio da empresa Filadélphia Empréstimos Consignados Ltda, com matriz em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Durante a operação Gizé (em alusão às pirâmides do Egito), os policiais prenderam sete pessoas em Belo Horizonte e Lagoa Santa, entre elas o sargento da reserva da Aeronáutica Carlos Henrique Vieira. O militar é o presidente da Filadélphia, pastor da igreja evangélica Pentecostal do Evangelho Pleno e pré-candidato a prefeito da cidade da região metropolitana.
Além dele, outras seis pessoas foram presas: dois vice-presidentes da empresa, um deles da Aeronáutica, uma contadora e o chefe de segurança da Filadélphia - este último por porte ilegal de armas e de quatro granadas, que foram encontradas em sua casa. Fecham a lista de suspeitos dois gerentes de uma agência da Caixa Econômica Federal, que seriam pagos para liberar financiamentos irregulares. Nenhum representante do banco quis falar sobre o caso. Ninguém da empresa foi encontrado para comentar as denúncias.
Se comprovada a responsabilidade dos envolvidos no esquema, eles podem pegar até 90 anos de prisão pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, falsidade documental, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
O esquema. Segundo informações do chefe da Delegacia de Repreensão a Crimes Financeiros, Mário Veloso, as investigações começaram no início de 2011, depois de denúncias. A maioria dos clientes era militar da Aeronáutica - a polícia não sabe precisar o tamanho da cartela de clientes, mas calcula que haja milhares de prejudicados.
O policial afirma que foram cumpridos 84 mandados e encontrados indícios de que eles praticavam o esquema da pirâmide - os suspeitos se apropriavam do dinheiro dos clientes e os remuneravam com juros acima dos praticados no mercado, de 2,5% a 5%; o máximo encontrado em empresas especializadas é de 2%. Eles também estariam emprestando dinheiro e cobrando juros, contratando financiamentos ilegais e atuando no ramo de seguros sem autorização do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Além disso, eles teriam cometido sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
A igreja pentecostal seria usada para pagar funcionários, conseguir novos clientes e eleitores e para lavar o dinheiro do esquema.
O delegado informou que vai levantar o patrimônio dos envolvidos para tentar minimizar o prejuízo dos clientes lesados. "A Polícia Federal vai fazer uma investigação patrimonial de toda a organização para minorar os prejuízos desses milhares de clientes", disse.

Ação
Mandados
A operação cumpriu 84 mandados, sendo seis de prisão temporária, 18 de busca
e apreensão, 20 de sequestro de imóveis e 40 de veículos, além do bloqueio de contas da e apreensão de documentos.

VÍTIMAS
Investidores vão entrar na Justiça
Moradora de Lagoa Santa, na região metropolitana, Tereza (nome fictício) foi uma das vítimas do golpe da pirâmide. Ela investiu R$ 40 mil na Filadélphia com promessa de rendimentos de 3,5% ao mês, mas só recebeu os benefícios durante três meses. "Eu via que a empresa estava crescendo muito na cidade e não imaginava que era fruto de roubo. Investi tudo que tinha. Agora quero meu dinheiro de volta", afirmou.
Um parente dela também caiu no golpe. Ao ver que Tereza ganhava dinheiro, investiu R$ 25 mil, mas nunca teve retorno. Os dois vão entrar na Justiça.
Desde que fundou a Filadélphia, em 2006, o patrimônio do pastor e militar Carlos Vieira cresceu. Hoje, conforme a polícia, ele tem cerca de 20 imóveis em Lagoa Santa; são escritórios, escola, casa de festas, livraria, cafeteria, imobiliária, empreiteira. Segundo moradores da cidade, ele já teria dito, em algumas ocasiões, que teria conquistado seu patrimônio "com muito suor". (Joana Suarez)

Esquema igual ao de Thales Maioline

Apontado como o principal crime cometido pela quadrilha, o esquema da pirâmide é muito semelhante ao cometido por Thales Maioline, que está preso há mais de um ano por ter causado um prejuízo estimado em R$ 100 milhões.
O caso veio a público em 2010, quando a Polícia Civil e o Ministério Público revelaram crimes que ele cometeu por meio de seu clube de investimentos - 2.000 pessoas teriam sido lesadas. Além de Thales, seus sócios na Firv Consultoria, Iany Maioline e Oséias Ventura, também são réus no processo, mas aguardam em liberdade. 
(Rafael Rocha)


Príncipe William cumpre missão nas Falklands/Malvinas

Em meio a tensão, Príncipe William viaja às ilhas Malvinas

Príncipe William viajará às Malvinas junto da RAF
Foto: AP
O príncipe William, neto da rainha Elizabeth II da Inglaterra, faz nesta quarta-feira uma viagem às Malvinas em meio a tensão entre o Reino Unido e a Argentina pela soberania dessas ilhas do Atlântico Sul.
Como revela hoje o jornal The Times, o duque de Cambridge, 29 anos, viaja em um avião da Real Força Aérea (RAF), que levará 18h para chegar às ilhas após uma breve escala na ilha britânica de Ascensão, no Atlântico.
Segundo na linha de sucessão ao trono britânico, o príncipe vai desembarcar na base aérea de Mount Pleasant e começar imediatamente a trabalhar em um dos dois helicópteros de resgate disponíveis às 24h para tarefas de resgate.
Sobre a presença do príncipe nas ilhas, um porta-voz do Ministério de Defesa britânico disse à Agência Efe que o duque é tratado como qualquer outro membro das Forças Armadas, por isso não podia divulgar detalhes da viagem.
Leia também:Falklands/Malvinas: cresce a tensão entre ingleses e argentinos sobre a posse das ilhas
Está previsto que o governo britânico divulgue uma fotografia do príncipe dias após a chegada às Malvinas. A presença de William é vista pela Argentina como um ato de provocação, por acontecer meses antes de completar os 30 anos da Guerra das Malvinas, que começou depois que militares argentinos ocupassem as ilhas em 2 de abril de 1982 e terminou em 14 de junho do mesmo ano com a rendição argentina.
O Reino Unido anunciou nesta terça-feira que enviará nos próximos meses às Malvinas um de seus navios de guerra mais modernos, o destróier HMS Dauntless, Tipo 45, apesar de ter deixado claro que o desdobramento estava planejado há um ano.
Apesar de tudo, o envio da embarcação - equipada com mísseis antiaéreos de alta tecnologia Sea Viper - coincide com o "aumento do tom" da retórica de Londres e Buenos Aires pela soberania das Malvinas, reivindicada pela Argentina desde janeiro de 1833.
Um porta-voz do Ministério de Defesa britânico definiu como "pura coincidência" o fato de destróier ser enviado neste momento e ressaltou que a Royal Navy (Marinha) sempre teve uma presença no Atlântico Sul. O HMS Dauntless substituirá a fragata britânica HMS Montrose.
As relações anglo-argentinas passam por um momento de forte tensão, especialmente porque vários países latino-americanos decidiram bloquear a entrada em seus portos de navios com bandeira das ilhas do Atlântico Sul.
Em uma cúpula em dezembro em Montevidéu, os países do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - acordaram impedir o acesso destes navios.
Há duas semanas, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, informou ao Parlamento que havia convocado o Conselho Nacional de Segurança de seu país para abordar a situação no Atlântico Sul e acusou a Argentina de "colonialismo" por reivindicar a soberania.
Em resposta a esta afirmação, o governo argentino considerou "ofensiva" a declaração de Cameron, quem insiste em respeitar a vontade dos ilhéus de manter a soberania britânica.
EFE/montedo.com

Haiti: Dilma visita tropa brasileira hoje

Dilma visita tropas brasileiras no Haiti
Presidente chega ao país caribenho hoje e deve discutir questão migratória

A presidente Dilma Rousseff desembarca nesta quarta-feira (1º) no Haiti, onde terá uma reunião com o presidente do país, Michel Martelly, e visitará as tropas que integram a Minustah (Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti).
O encontra da presidente com o exército será organizado porque o Brasil lidera o grupo desde que começou a atuar no país caribenho, em 2004. Mais de 2.000 soldados brasileiros integram o Minustah, que ao todo conta com 11,6 mil militares.
A agenda da presidente inclui também discussões sobre a migração de haitianos que estão viajando para o Brasil em busca de melhores condições de vida. Os estrangeiros chegam ao país por meio da fronteira no Amazonas e no Acre.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, “durante o encontro, os presidentes examinarão a agenda bilateral, com ênfase nos aspectos relativos ao processo de reconstrução e desenvolvimento econômico e social do Haiti”.
Há dois anos, um forte terremoto devastou grande parte do país, que é o mais pobre das Américas, e deixou mais de 300 mil mortos.
O Itamaraty informou ainda que a migração haitiana para o Brasil também fará parte da agenda. Neste mês, o governo federal anunciou que regularizaria a situação de 4.000 haitianos que vivem no Brasil. Os vistos concedidos permitirão a permanência mínima de cinco anos no Brasil. Depois disso, será necessário solicitar o visto definitivo.
A diplomacia brasileira também passará a conceder cem vistos por mês para haitianos que queiram vir ao país. Com isso, quem cruzar a fronteira sem permissão poderá ser deportado de volta para o Haiti. Dilma viaja ao Haiti após uma visita a Cuba. É sua primeira viagem internacional do ano.
R7/montedo.com

Franceses vendem 126 caças Rafale para a India

Venda de caças Rafale para Índia levanta moral da economia francesa

O caça francês Rafale. ©Reuters
O governo francês confirmou nesta terça-feira a abertura de negociações exclusivas com a Índia para a compra de 126 caças fabricados pelo grupo Dassault. Será a primeira vez que o Rafale será comercializado fora da França. Governo e oposição consideram a transação uma excelente notícia para a economia do país.
O presidente Nicolas Sarkozy, que fez da venda dos caças Rafale para o exterior um dos grandes desafios do seu governo, declarou que o negócio é um sinal de confiança para toda a economia francesa.
O presidente da Assembleia Nacional e deputado do partido UMP, Bernard Accoyer, afirmou que a perspectiva de concluir a venda é uma boa nova para a indústria francesa e para as atividades da Dassault, assim como para o emprego no grupo. "É o nosso savoir faire que é valorizado, pois o Rafale reúne várias tecnologias altamente sofisticadas", disse Accoyer.
Do lado socialista, Jean-Michel Baylet, copresidente do conselho político do candidato às presidenciais François Hollande, não escondeu seu entusiasmo: " Esse sucesso do grupo de defesa Dassault é uma bela vitória para a indústria francesa em um momento em que todo mundo pede a reindustrialização da França".

O anúncio
“O Rafale foi selecionado graças à competitividade de seu custo global em relação à duração de vida do aparelho, após uma pré-seleção em abril de 2011 devido às suas qualidades operacionais de primeiro plano”, afirmou o Palácio do Eliseu, em comunicado. As negociações do contrato vão ter início “em breve” com o “apoio total” das autoridades francesas, afirmou a presidência francesa no documento, garantindo que o contrato prevê uma importante transferência de tecnologia garantida pelo estado.
O anúncio da venda dos caças Rafale ao governo indiano foi feito nesta terça-feira, 31, pelo secretário francês de Comércio Exterior, Pierre Lellouche. Ele, no entanto, afirmou que as negociações ainda estavam sendo finalizadas antes da assinatura do contrato.
“Nós ganhamos o contrato” de venda do Rafale à Índia, mas “ ainda falta concluir certos detalhes”, disse o secretário. “ Nessa altura, quero ser prudente; estamos em uma fase de negociação exclusiva”, disse Lellouch à rádio francesa BFM, após a revelação de algumas autoridades indianas de que o grupo Dassault, fabricante do Rafale, tinha feito a melhor oferta na licitação para a compra de 126 caças pelo governo da Índia, um negócio estimado em 11 bilhões de dólares.
“É uma boa notícia e a França precisa de boas notícias neste momento...É uma boa notícia para a nossa indústria aeroespacial, para nossa indústria de defesa que está entre as melhores do mundo”, disse Lellouch sem divulgar os valores da oferta feita pelo fabricante francês.
O anúncio da venda de 126 caças Rafale para o governo da Índia foi feito após divulgada a informação de que a oferta do grupo francês era a mais baixa em comparação à de seu concorrente. Além do caça Rafale, o Typhoon, do consórcio Eurofighter, composto pela grupo EADS, BAE Systems e Finmeccanica, foi anunciado como finalista da licitação do governo indiano para equipar sua força aérea.

Contrato não firmado
As negociações para a compra dos caças Rafale pelo governo indiano entraram em uma fase decisiva mas nenhum contrato ainda foi assinado, de acordo com uma fonte francesa que acompanha o processo de licitação.
“Nenhum contrato foi assinado. Uma etapa suplementar foi atingida na comercialização no âmbito da assinatura do contrato”, declarou a fonte para a agência de notícias Reuters. Outra fonte do ministério francês da Economia também se recusou a confirmar a informação de que o contrato com o governo indiano já tinha sido firmado.
Outras fontes confirmaram que novas negociações foram realizadas com a empresa Dassault antes da assinatura de um acordo. Na terça-feira, o ministro indiano da Defesa declarou que o governo não iria se pronunciar sobre o resultado da licitação antes do fim de março.
Com o anúncio as ações do grupo francês Dassault subiram mais de 20% no início da tarde desta terça-feira, atingindo 774,94 euros. No encerramento do pregão da Bolsa de Valores, as ações estavam valendo 725 euros, uma alta de 18,46%.

"Grande alegria"
O presidente do conselho de vigilância do grupo Dassault , Olivier Dassault, expressou “uma grande alegria”, após os avanços registrados na venda dos 126 caças Rafale à Índia.
“Cabe à Índia anunciar”, disse ele na saída de uma reunião de parlamentares do partido UMP, do presidente Nicolas Sarkozy, no Palácio Eliseu, em Paris.
"É uma muito, muito boa notícia, não apenas para a empresa Dassault mas para o conjunto da indústria aeronáutica francesa”, declarou. “É um programa no qual participam mais de 500 empresas, é uma vitória para todas as pequenas e médias empresas de alta tencologia que participam na construção do mais belo avião do mundo”, afirmou .

Perspectivas
“Espero que esse contrato possa, enfim, abrir novas perspectivas”, declarou o secretário francês de Comércio Exterior em relação à venda do Rafale para outros países. “As pressões políticas exercidas pelos nossos concorrentes não são fáceis”, afirmou.
Caso seja confirmada a venda dos 126 caças para a Índia, será a primeira vez que o caça francês será comercializado fora da França.
Atualmente o fabricante Dassault tenta vender o modelo Rafale aos Emirados Árabes Unidos e ao Brasil. Segundo o ministro francês da Defesa, Gérard Longuet, o Catar também se mostrou interessado no caça francês.
No mês de novembro, a Suíça escolheu o caça Grippen, da sueca SAAB, para renovar sua frota, preterindo o Rafale.
rfi/montedo.com

Cúpula da Polícia Civil paraense agradece apoio do Exército no treinamento de policiais

Encontro estreita laços existentes entre Polícia Civil e Exército Brasileiro
Visita à 8ª Região Militar

Estiveram em visita de cortesia ontem ao Comando da 8ª Região Militar, do Exército Brasileiro, em Belém, o delegado-geral da Polícia Civil, Nilton Atayde; o delegado-geral adjunto, Rilmar Firmino; o diretor de Polícia do Interior, Silvio Maués, e o assessor policial, José Carlos Pereira. Eles foram recebidos pelo general Carlos Roberto Peixoto, comandante da 8ª RM. O objetivo do encontro foi estreitar os laços já existentes entre as instituições - Polícia Civil e Exército Brasileiro.
O delegado-geral levou pessoalmente ao comandante da 8ª RM os agradecimentos pelo apoio incondicional que o Exército tem dispensado à Policia Civil por meio das Unidades Militares sediadas no Estado visando não só o ensino dos policiais civis como também para apoio às operações policiais. Em especial, o delegado-geral adjunto destaca treinamentos oferecidos para policiais civis nas Unidades de Marabá, Tucuruí e Santarém, no ano passado. Rilmar Firmino mencionou ainda a Unidade da 8ª RM em Nova Timboteua.
Polícia Civil-PA/montedo.com

Duro de matar: militar é declarado morto quatro vezes

Militar veterano é dado como morto quatro vezes por órgão dos EUA
'Eles já me mataram quatro vezes', disse Jerry Miller.
Por causa da confusão, ele teve pensão suspensa pelo governo.
Jerry Miller já foi dado como morto pela Administração de 
Veteranos quatro vezes. (Foto: Reprodução/Wesh)
Veterano do exército americano, Jerry Miller já foi dado como morto pela Administração de Veteranos quatro vezes. No entanto o ex-sargento vive tranquilamente em Palm Bay, no estado da Flórida (EUA), segundo a emissora de TV "Wesh".
"Eu estou vivo. Estou muito vivo", disse Miller. "Eles já me mataram quatro vezes", acrescentou ele, que serviu dez anos o Exército dos EUA e recebe uma pensão do governo e da seguridade social.
A confusão começou em julho de 2010, quando uma carta foi enviada para sua casa informando que os benefícios tinham sido suspensos por conta de sua morte. Miller disse que comunicou o órgão que ainda estava vivo, e a pensão foi restituída.
No entanto, segundo ele, as cartas continuaram sendo enviadas, o que implicou na suspensão do pagamento dos benefícios.
Ele contou que neste mês recebeu uma carta pedindo um reembolso de mais de US$ 94 mil. A correspondência trazia, inclusive, instruções de como deveria ser feita a devolução do dinheiro.
Miller disse que ele não tem ideia por que foi declarado como morto.
G1/montedo.com

Exército recebe o último lote dos blindados Leopard 1A5

Último lote de blindados do Exército chega nesta quarta-feira, em Santa Maria
Sétimo e último lote de Leopard alemães esá previsto para chegar às 14h30min
A 3ª Divisão de Exército (3ªDE), sediada em Santa Maria, recebe na tarde desta quarta-feira, o sétimo e último lote das viaturas integrantes do Projeto Leopard, entre eles os blindados 1A5 que dão nome à ação. O recebimento conclui a entrega de todas as viaturas e equipamentos previstos no projeto.
Os veículos tem previsão de chegada às 14h30min, no Parque Regional de Manutenção, no bairro Passo d'Areia.
No total, foram adquiridas 220 Leopard 1A5, sete Viaturas Blindadas Especializadas Socorro, quatro Viaturas Blindadas Especializadas Lança-Pontes, quatro Viaturas Blindadas de Combate de Engenharia e quatro Viaturas Blindadas Escola de Motorista.
Com informações da assessoria de comunicação da 3ª DE.

Exército apresenta caso de sucesso com uso de Software Livre


O tenente-coronel do Exército Paulo Fernando Lamellas apresentou no Fisl 12 a experiência da instituição militar com o Software Livre. Lamellas explica que o projeto nasceu há 10 anos dentro da corporação e que com o tempo foi ganhando forma, espaço e conquistando bons resultados. As atividades são orientadas pelas diretrizes do Plano de Migração para Software Livre do Exército, documento que é revisado a cada três anos.
Atualmente, ele comemora que a 4ª edição do Plano, implantado no fim de 2010, já está em conformidade com os padrões da arquitetura e-Ping. O diferencial desta versão e a previsão da migração dos desktops para Ubuntu. O tenente-coronel explica que a escolha do Ubuntu deve-se as seguintes características: "o Ubuntu é a distribuição mais fácil para o usuário utilizar e também proporciona maior facilidade de customização, o que permitiu adaptar a nossa distribuição ao usuário final", detalha Lamellas.
De acordo com o militar, mais de 67% do parque tecnológico, composto por cerca de 60 mil máquinas, já está operando com o novo sistema operacional. Questionado a respeito da aceitação dos militares, ele afirma que "a customização é uma excepcional ferramenta para convecer o usuário, porque na hora que ele vê na distribuição Linux os símbolos do Exército, o linguajar da corporação, isso faz com que ele se aproprie daquilo", analisa.

A distribuição do Exército brasileiro foi baseada no Ubuntu 8.04 e depois migrou para a 10.04, entre as principais customizações destaca-se o uso da engineer do Gnome, o desenvolvimento de uma barra de menu global, que mostra para o usuário que ele está utilizando, e atalhos para as aplicações mais utilizadas na instituição. Confira o vídeo da TV Serpro com Lamellas.

SoftwareLivre.org, via Comunidade Geek/montedo.com

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