4 de outubro de 2012

Militares do batalhão de Joinville são liberados

SC: liberados militares aquartelados desde o dia 25 após furto
Militares saíram pela rua Duque de Caxias, em Joinville - Salmo Duarte / Agencia RBS
Foram liberados, na manhã desta quarta-feira, praticamente todos os militares do 62º Batalhão de Infantaria de Joinville (SC), que estavam aquartelados na instituição desde o último dia 25. A decisão pelo aquartelamento decorreu do sumiço de 47 armas enviadas ao batalhão para destruição.
De acordo com o chefe do Estado-Maior do Exército, coronel Pedro Osvaldo Andrade Carolo, as armas foram destinadas ao batalhão pelos órgãos de Segurança Pública para serem inutilizadas no quartel, e depois derretidas em uma siderúrgica de Joinville. O sumiço foi percebido no último dia 25, quando determinado o aquartelamento dos 592 militares pertencentes à unidade.
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"Era necessário apurar os fatos. Dentro das normas vigentes e apoiado pela Justiça Militar, o comandante do batalhão tomou essa decisão", esclareceu Carolo. Ele explicou que o procedimento está previsto nas normas militares e que pode ocorrer em casos como esse. "É normal que afete a rotina das pessoas. Devido a uma questão extraordinária, houve uma alteração no cotidiano dos militares que ali trabalham, inclusive no âmbito familiar", informou.
Ainda segundo o coronel, a rotina dentro do batalhão não foi alterada, os militares apenas não podiam deixar o quartel enquanto apuravam os fatos e tentavam recuperar as armas furtadas. "Desde o comandante até o soldado ficaram na mesma situação", esclareceu Carolo.
Dois suspeitos, um cabo e um soldado estão aguardando definição do pedido de prisão solicitado à Justiça Militar de Curitiba, tendo em vista as provas apuradas. Eles estão prestando esclarecimentos na unidade e colaboram com as investigações.
Terra/montedo.com

Imagens: Forças Armadas na Favela do Muquiço


Militarem ocupam favela no Rio para eleições
Soldados do Exército brasileiro reforçam a segurança na Favela do Muquiço, zona norte do Rio de Janeiro, na segunda-feira. Três mil homens do Exército e da Marinha começam a entrar nas favelas da zona oeste do Rio e também do Complexo da Maré para dar apoio às equipes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) na retirada de propaganda eleitoral irregular. O presidente do tribunal desembargador Luiz Zveiter, disse que o objetivo é manter a ordem e combater a propaganda eleitoral irregular nesses lugares.
Militarem ocupam favela no Rio para as eleiçõesMilitarem ocupam favela no Rio para as eleições


Militarem ocupam favela no Rio para as eleiçõesMilitarem ocupam favela no Rio para as eleições
Imagens: Estadão, via Yahoo Notícias/montedo.com

Mandado de Segurança quer impedir que placa por morte de cadete seja colocada na AMAN

Mandado de segurança pede anulação de acordo entre Brasil e OEA sobre morte de cadete

Chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) Mandado de Segurança (MS 31629) para que seja considerado nulo o Acordo de Solução Amistosa firmado entre o Brasil e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) referente à morte do cadete Márcio Lapoente da Silveira em treinamento na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ).
Em 9 de outubro de 1990, Lapoente faleceu depois de passar mal durante uma corrida no Curso de Formação de Oficiais. Num primeiro atendimento, no Hospital Escolar da Aman, ainda em vida, ele foi diagnosticado com meningite. Depois foi removido para o Hospital Central do Exército no Rio de Janeiro, onde deu entrada morto. A autópsia revelou que a causa do óbito foi choque térmico seguido de infarto agudo do miocárdio durante a realização do exercício.
De acordo com o MS, o Superior Tribunal Militar (STM) chegou a condenar o oficial responsável pelo treinamento a três meses de prisão, com sursis (suspensão condicional da pena) de dois anos, pelo crime de “violência contra o subordinado”. Ainda conforme os autos, uma vez que não foram encontradas mais evidências sobre o caso, o STM determinou o arquivamento de novas investigações.
Leia mais:
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Em 2008, a CIDH acatou petição dos pais de Lapoente pedindo providências, pois estes avaliam que o filho morreu devido a tortura. Em janeiro deste ano, o governo brasileiro assinou o Acordo de Solução Amistosa no qual reconhece “sua responsabilidade pela violação dos direitos à vida e da segurança da pessoa” em relação a Lapoente e a “demora excessiva” da tramitação da ação judicial na qual os pais do cadete pedem indenização à União pela morte do filho.
Entre outros compromissos, o Brasil se comprometeu a realizar estudos para aprimorar as Justiças Militar e Comum, a ampliar o ensino de direitos humanos no currículo de formação militar, e a enviar relatórios semestrais à CIDH sobre o cumprimento do acordo.
Para o autor do MS, o acordo consiste em "afronta à soberania nacional". Ele requer a concessão de medida cautelar para suspender sua eficácia e, ao final, no mérito, pede a anulação do entendimento e a proclamação da inocência da União e dos agentes envolvidos no caso.
O relator é o ministro Celso de Mello.
Processos relacionados: MS 31629
STF/montedo.com

Nota do editor:
O Mandado de Segurança foi impetrado pelo Coronel R/1 José Gobbo Ferreira.
A íntegra do 'Acordo de Solução Amistosa' pode ser lida aqui.

ONU: Brasil defende estratégia integrada para consolidação da Minustah

Brasil defende estratégia integrada para consolidação da Minustah
Em reunião no Conselho de Segurança sobre o Haiti, embaixadora diz que todo o sistema ONU deve apoiar o fortalecimento do Estado; brasileiros estão retirando um de seus batalhões da ilha caribenha.

Leda Letra
Maria Luiza Ribeiro Viotti
O Conselho de Segurança discutiu nesta quarta-feira um plano sobre a consolidação da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, Minustah.
Segundo o representante especial da ONU para o país, Mariano Fernández, entre as medidas está a redução das tropas militares e da representação civil da Missão.

Responsabilidades
A embaixadora do Brasil na ONU também falou durante o encontro. Maria Luiza Ribeiro Viotti defendeu que a Polícia Nacional do Haiti deve assumir mais responsabilidades a partir da diminuição da presença militar da Minustah.
Falando em inglês, Viotti disse que o Brasil deverá retirar da ilha caribenha um dos dois batalhões extras que foram enviados após o terremoto de 2010. A embaixadora informou que o processo está sendo coordenado com o Departamento de Operações de Paz da ONU.

Prioridades
Ela disse ainda que a decisão expressa a confiança do Brasil no fortalecimento da polícia haitiana. A Minustah é comandada pelo general brasileiro Fernando Goulart.
Segundo a embaixadora, uma presença menor da missão na ilha deve estar entre as prioridades do governo. Ribeiro Viotti pediu o apoio de todo o sistema ONU, em prol do desenvolvimento socioeconômico.
O Conselho de Segurança avaliou também o último relatório do Secretário-Geral, Ban Ki-moon, sobre o Haiti. No documento, Ban destaca que o processo político no país continua vulnerável. Ele pede ainda ao governo que redobre os esforços para combater o desemprego e a pobreza.
RÁDIO ONU/montedo.com

3 de outubro de 2012

Eleições: trabalho de fiscalização é 'enxugar gelo', diz fiscal do TRE

TRE e Exército atuam na Zona Oeste ao som de carros eleitorais
No 2º dia de ocupação, marasmo de tropas, apreensões menores e questionamentos de moradores

Henrique de Almeida
Soldados reclamando do marasmo nas comunidades ocupadas por um dia, fiscais do Tribunal Regional Eleitoral(TRE) questionando a efetividade de sua fiscalização e moradores sem saber o que acontecerá após as 10 horas de presença do Exército e da Marinha. Tudo isso ao som de insistentes carros eleitorais com os candidatos da região.
O efetivo utilizado nas operações desta terça-feira (02) no bairro de Cosmos e Vila Vintém, em Realengo, foi de aproximadamente 600 homens da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, que apoiaram a fiscalização eleitoral realizada por 45 homens do TRE. Além dessas duas comunidades, foram ocupadas as comunidades Vila Sapê, em Curicica; Piraquê, em Guaratiba; e a favela do Timbau, no Complexo da Maré. O horário de atuação do Exército nos locais é das 8 às 18h.
Neste segundo dia de ocupação pelas tropas federais para garantir a segurança nas eleições municipais, na zona oeste e no Complexo da Maré, houve alguns aspectos interessantes.

"É que nem enxugar gelo", diz fiscal do TRE
Em Cosmos, a apreensão de material irregular foi bem menor do que a do dia anterior em três favelas do Rio. O juiz responsável pela fiscalização do TRE no Muquiço na segunda-feira, André Ricardo Ramos, que esteve nesta terça-feira (02) em Cosmos, explicou o por quê dessa situação:
"Com os 250 kg apreendidos ontem no Muquiço, o efeito cascata é natural. As pessoas vão sendo avisadas e se livrando das propagandas. Isso é bom, muito bom", comemorou Ramos.
Sem se identificar, um dos fiscais do TRE, no entanto, deu uma declaração curiosa. Ele disse que quando eles saírem da comunidade, as placas e propagandas irregulares voltarão a ser colocadas nos mesmos locais. Segundo ele, a fiscalização é como "enxugar gelo".
Lucimar, comerciante na comunidade e morador do local há 35 anos, agradeceu a presença do Exército pela segurança proporcionada. Porém, ele fez uma ressalva:
"Aqui está muito tranquilo. O trabalho do Exército não precisava ser feito, o TRE bastaria", avaliou o comerciante.O General Sarmento, comandante do Exército no local, disse que preferiu não se arriscar e destacou a recepção dos moradores:
" É melhor prevenir do que remediar em uma comunidade como essa. A relação entre as comunidades e o exército é muito boa, vide as nossas ocupações no Alemão", lembrou o general. Soldados presentes no local comentaram que as coisas estavam muito tranquilas, " até demais", segundo um deles. Um chegou a declarar que estava até " com sono" devido ao marasmo da operação.

Vila Vintém ao som de carros eleitorais
Em Vila Vintém, a movimentação tranquila foi alvo de surpresa do comandante do Exército no local, Coronel Marcos:
" Devido às características dessa favela, esperávamos algum confronto, ou pelo menos maiores problemas. Mas foi tudo tranquilo, sem nada de extraordinário", contou o coronel.
Segundo ele, os maiores problemas são esperados em Antares, no bairro de Santa Cruz, na quinta-feira (04); e na favela da Coréia, em Senador Camará, na sexta-feira (05).
Maria, de 65 anos, mora na comunidade há 30 anos e estava muito feliz com a presença do Exército na favela Vila Vintém. No entanto ao saber que as Forças Armadas permaneceriam apenas por um dia no local, ela fez uma pergunta crucial:
" E depois, como vai ser? Como vai ficar? A presença deles aqui é muito boa, dá muita segurança", apoiou a moradora.
Enquanto o TRE exercia a fiscalização dentro da favela, carros de som faziam a festa pelas ruas do bairro. Um deles chamava a atenção pela insistência em deixar o som incrivelmente alto, tocando um jingle eleitoral com melodia inspirada em um antigo hit de axé. O mesmo candidato festejado no jingle possuía farta propaganda eleitoral nas imediações da Vila Vintém.
Ao ser indagado sobre a situação das propagandas irregulares na Vila Vintém, o juiz Paulo Roberto Fragoso foi monossilábico em sua avaliação:"Foi muito bom, foi proveitoso", limitou-se Fragoso, antes de entrar em uma viatura do Exército e deixar a comunidade.

Prisão em Curicica
Segundo informações do site do TRE, os fiscais do TRE-RJ fecharam uma associação de moradores que seria vinculada ao vereador e candidato à reeleição Marcelo Piui (PHS). O presidente da associação, que se apresentou como responsável pelo local, foi preso e levado para a Polícia Federal, na Praça Mauá. Foram apreendidos vários panfletos, placas e folders que atribuíam a Marcelo Piui o asfaltamento de ruas na comunidade.
Na quarta-feira (03), as tropas do Exército irão para as regiões do Terreirão, Rio das Pedras, Vila Kennedy e Barbante; na quinta-feira (04), para Anil, Tirol, Antares, Minha Deusa; sexta (05), para Muzema, Jardim Maravilha, Coreia e Carobinha; e sábado (06), para a Covanca, Caxangá, Sapo e Fumacê.
Já os soldados da Marinha ocuparão, na terça (02), o Morro do Timbau; na quarta-feira (03) a Baixa do Sapateiro; na quinta (04), a Nova Holanda; na sexta-feira (05) o Parque União; e sábado (06), a Vila do João. Durante esta semana, a operação das tropas será contra a propaganda ilegal.
No dia das eleições, domingo (07), as Forças Armadas ficarão dispostas no entorno dos locais de votação para combater a boca de urna. O esquema de segurança vai abranger as cidades de Campos dos Goytacazes e Macaé, no Norte Fluminense, Magé, na Baixada Fluminense, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana, Cabo Frio, na Região dos Lagos, e Rio das Ostras, na Região das Baixadas Litorâneas.

Jornal do Brasil/montedo.com

É mole? TSE manda tropas do Exército para 111 municípios do Rio Grande do Norte

TSE aprova envio de tropas federais para 111 municípios potiguares
Militares do Exército irão reforçar segurança na véspera e no dia da eleição.
Juízes eleitorais do RN alegaram 'déficit flagrante de efetivo policial'.

Ricardo Araújo
Às vésperas das Eleições Municipais 2012, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o envio de tropas federais para 111 municípios do Rio Grande do Norte. O número corresponde a 66,4% do total de cidades que formam o estado potiguar. A lista, porém, poderá aumentar. Mais sete cidades potiguares solicitaram apoio de tropas, foram elas: Touros, São Miguel do Gostoso, Santana do Matos, Bodó, Taipu, Galinhos e Caiçara do Norte. Os pedidos estão sob análise do TSE e a decisão deverá ser publicada até esta quinta-feira (4).
Independente do deferimento ou não destes últimos pedidos, o Rio Grande do Norte será a unidade federativa que mais receberá soldados do Exército para garantir a segurança e ordem pública nas cidades cujos juízes eleitorais requisitaram ajuda da União, alegando 'déficit de efetivo policial'.
De acordo com o major Gelson de Souza, oficial de operações da 7ª brigada de Infantaria Motorizada, o Exército disponibilizará um efetivo de 1.600 soldados para garantir a segurança nos 111 municípios. Para isto, porém, contará com o apoio de tropas dos Exércitos da Paraíba e de Pernambuco. Visto que, o efetivo de militares no Rio Grande do Norte para operações com o este perfil não seria suficiente. Além dos soldados que estarão nas ruas, mais 300 militares atuarão na parte administrativa, logística e organizacional do processo.
"Nós iremos seguir todas as solicitações do Tribunal Regional Eleitoral e contribuiremos para que a eleição ocorra de forma tranquila e que todos os cidadãos tenham direito ao exercício da cidadania atravé do voto", afirmou o major. Os coordenadores da operação já realizaram visitas aos municípios para reconhecimento da área. Os militares começaram a chegar às cidades a partir da sexta-feira (5) e ficarão alojados em prédios públicos.
Além do Exército Brasileiro, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte também atuará na segurança dos municípios durante a véspera e dia da votação. "Nós iremos realizar a guarda das urnas eletrônicas nos 1.582 locais de votação", confirmou o comandante geral da Policia Militar do RN, coronel Francisco Araújo. Os soldados do Exército, conforme esclarecimento do Sgt. Wendell, terão poder de Polícia. Entretanto, só atuarão como policiais em casos de extrema necessidade. O patrulhamento das cidades pelo Exército começará ao entardecer do sábado (6) e se estenderá até o final da apuração do pleito eleitoral no domingo (7).
A decisão do Plenário do Tribunal Superior Eleitoral foi aprovada na noite desta terça-feira (2), após a presidenta do TSE, ministra Cármem Lúcia Antunes Rocha, requerer informações ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte sobre a real necessidade do envio dos militares. A ministra, inclusive, acompanhou na sessão desta terça-feira, o voto da relatora Laurita Vaz, que foi favorável ao pleito do Tribunal Eleitoral potiguar.
“Chegou-me da Presidência do TRE do Rio Grande do Norte a explicitação das condições, alegando-se quadro de insegurança preocupante, flagrante déficit de efetivo policial, para cumprir exatamente as necessidades, e a descrição pormenorizada [da situação]”, disse a ministra Cármen Lúcia ao votar a favor do pedido, durante sessão do TSE.
Com o deferimento, o Rio Grande do Norte será o estado brasileiro com o maior número de cidades atendidas por tropas federais nas Eleições 2012. Até esta terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral havia aprovado o envio de tropas federais para 268 municípios em 10 estados brasileiros - Amazonas, Amapá, Alagoas, Maranhão, Pará, Paraíba, Tocantins, Sergipe, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. As cidades potiguares representam 41,4% deste total. O encaminhamento das tropas federais foi aprovado pela governadora Rosalba Ciarlini.

Pedidos negados
De acordo com informações da assessoria de imprensa do TSE, o Plenário do Tribunal rejeitou o envio de forças federais para 143 municípios do Piauí. O número corresponde a 63,84% das cidades que formam o Estado. O pleno acompanhou o voto do ministro Marco Aurélio, relator do pedido feito pelo TRE-PI, que negou a solicitação.
Os ministros negaram também a ida de forças federais para os municípios de Penedo, Coruripe, Taquarana, Campo Grande, Marimbondo e União dos Palmares, em Alagoas, já que o governador assegurou ter condições de garantir a paz pública nas localidades no dia da eleição.
Também rejeitaram a remessa de força federal para Jequiá da Praia-AL, porque o pedido apenas mencionou a possibilidade de corrupção eleitoral e de atos de animosidade entre coligações no dia do pleito, sem trazer qualquer fato concreto que sustentasse sua aprovação.
Finalidade do envio de tropas federais
O envio de tropas federais tem como finalidade garantir a segurança pública e a normalidade da votação nas eleições. O Tribunal Superior Eleitoral analisa os pedidos de requisição de força federal com base nas informações encaminhadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais sobre a necessidade do auxílio de tropas federais em determinadas localidades para assegurar a ordem pública.
Todos os pedidos são submetidos à manifestação prévia do governador do Estado, que deve informar se concorda ou não com o envio das forças federais. Com base nesse conjunto de dados, o Tribunal decide.

Municípios potiguares que receberão tropas federais
Acari, Afonso Bezerra, Alexandria, Almino Afonso, Alto do Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Arez, Assu, Baía Formosa, Baraúna, Barcelona, Boa Saúde, Bom Jesus, Brejinho, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo Grande, Campo Redondo, Canguaretama, Caraúbas, Carnaubais, Ceará-Mirim, Cerro-Corá, Coronel Ezequiel, Currais Novos, Espírito Santo, Extremoz, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Frutuoso Gomes, Goianinha, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Itajá, Itaú, Jaçanã, Janduís, Japi, Jardim de Piranhas, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Jundiá, Lagoa D'Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa de Velhos, Lagoa Nova, Lagoa Salgada, Lajes, Lajes Pintadas, Lucrécia, Luís Gomes, Macaíba, 
Macau, Marcelino Vieira, Montanhas, Monte Alegre, Monte das Gameleiras, Mossoró (nas duas zonas eleitorais), Nova Cruz, Olho D'Água dos Borges, Paraú, Parnamirim, Passagem, Pau dos Ferros, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pendências, Pilões, Poço Branco, Porto do Mangue, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Maria, Santo Antônio, São Bento do Trairi, São Fernando, São Francisco do Oeste, São José de Mipibu, São José de Campestre, São Miguel, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Tomé, Senador Georgino Avelino, Serra Caiada, Serra de São Bento, Serra do Mel, Serrinha dos Pintos, Serrinha, Severiano Melo, Sítio Novo, Tangará, Tenente Ananias, Tibau, Tibau do Sul, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal, Várzea, Venha Ver, Vila Flor.
G1 RN/montedo.com

Justiça Eleitoral quer Exército em mais cidades de Alagoas

TRE quer o Exército em mais cidades

Depois de ter de recorrer ao governador Teotonio Vilela Filho para o TSE reavaliar e aprovar ontem os pedidos de reforço federal na segurança das eleições nos municípios de Batalha, Chã Preta e Minador do Negrão, o TRE decidiu ontem encaminhar novos pedidos pela presença de reforço federal na segurança em mais quatro municípios alagoanos: Traipu, Água Branca, Igaci e Monteirópolis.
Em decisões unânimes, o TRE demonstrou estar disposto a convencer o TSE a recuar da decisão de exigir que a Justiça Eleitoral de Alagoas peça ao governador que admita a incapacidade da polícia em garantir a segurança das eleições, desprezando a avaliação dos juízes e desembargadores.
Nos pedidos por tropas aprovados ontem, foram incluídas resoluções anteriores do próprio TSE que diz que a manifestação prévia do governador não é vinculativa para efeito de pedido de tropas federais para as eleições, “em respeito ao princípio federativo”.
Gazeta de Alagoas/montedo.com

Os catarinenses no Haiti

Primeira reportagem da Série Missão Haiti. Durante dias a equipe da BAND SC esteve em Porto Príncipe junto com o Exército acompanhando os trabalhos da missão de paz da ONU

Frase lapidar!

Sponholz
SPONHOLZ (Cláudio Humberto)/montedo.com

Auxílio moradia. Boas notícias?

Segundo infiormações que recebemos, estão em curso no Ministério da Defesa estudos visando a concessão de uma gratificação que vise cobrir os gastos com moradia do pessoal militar não contemplado com PNR. A intenção é a elaboração de um projeto de lei a ser enviado ao congresso nacional, os valores serão escalonados a partir do valor máximo de R$ 2.185,00.
Nas informações que a revista Sociedade Militar recebeu de colaborador, o Ministério da Defesa solicita por ofício ao Comando da Marinha que indique um representante para auxiliar na elaboração do projeto sobre o auxílio moradia. O estudo já em andamento leva em consideração os valores médios pagos na locação de imóveis nas principais cidades do país. Leva também em consideração os valores gastos pelo governo na manutenção dos imóveis funcionais e a necessidade de PNR para atender a todos os militares da ativa.
Essas medidas indicam passos acertados do Ministério da Defesa e comandos militares, caso esse estudo realmente tenha como consequencia uma lei, os militares realmente serão aliviados de um dos maiores pesos no seu orçamento, o pagamento de aluguel.
Extrato da nota técnica em anexo ao ofício:
Sociedade Militar/montedo.com

Alunos de jornalismo realizam estágio na EsAO

Alunos do curso de jornalismo da UEPG fazem treinamento no Exército

Maira Zimermann
Nesta semana os acadêmicos do curso de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) realizam um estágio para Correspondentes de Assuntos Militares (ECAM), na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais – EsAO. Essa é a sexta edição do treinamento e a segunda com a participação de Ponta Grossa.
Os 17 estudantes de jornalismo terão três dias para conhecer as táticas de confronto e estratégia, como agir em situação de risco e as noções básicas sobre o exército e ainda atividades relacionadas à área.
A coordenadora dos estudantes, a professora Irvana Chemin Branco, esse tipo de troca de experiência é importante para formação dos profissionais. “Com o estágio os estudantes encontram a possibilidade de debater assuntos específicos ligados à atuação do Exército na preservação da segurança nacional e também têm a possibilidade de vivenciar na prática estratégias de segurança na atuação profissional durante um conflito”, destacou a professora.
No começo desta semana os estudantes foram recebidos pelo Tenente Coronel Othon Gomes Melo, que mostrou como funciona o ECAM, com destaque para o papel da mídia e do Exército Brasileiro. “Nós temos um país enorme e precisamos garantir a segurança do país. A possibilidade de discutir e debater assuntos que são importantes para o Exército com os futuros profissionais do jornalismo contribui para melhorar a atuação e diálogo entre os dois segmentos”, ressaltou o Tenente Coronel Othon.
Portal Ponta Grossa/montedo.com

STF confirma: crime de deserção não prescreve

2ª Turma afasta prescrição em caso de militar que desertou com menos de 21 anos

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou Habeas Corpus (HC 112511) impetrado pela Defensoria Pública da União em favor do ex-soldado do Exército J.V.L. condenado a seis meses de detenção por deserção (crime previsto no artigo 187 do Código Penal Militar). O soldado abandonou o 14º Batalhão de Infantaria Motorizada onde servia, em Joboatão dos Guararapes (PE), em dezembro de 2008, mas retornou dois anos depois, quando foi reincluído ao Exército.
Condenado por deserção, o soldado alegou que o crime já estaria prescrito, tendo em vista que, de acordo com o Código Penal Militar, a pena igual ou inferior a um ano prescreve em dois anos e, como ele tinha menos de 21 anos à época dos fatos, sua pena já estaria prescrita. No HC, a Defensoria Pública alegou que entre a ocorrência do fato (em 11/12/2008) e o recebimento da denúncia (13/10/2010) decorreu mais de um ano, portanto, a punibilidade deveria ser extinta com base no artigo 125, inciso VII, do Código Penal Militar, contando-se pela metade o prazo de dois anos ali previsto, em decorrência da idade do soldado.
Relator do HC, o ministro Ricardo Lewandowski rejeitou o argumento da Defensoria Pública e aplicou ao caso a jurisprudência do STF no sentido de que a deserção é um crime permanente, que se prolonga no tempo, cessando somente quando o desertor se apresenta voluntariamente à unidade militar na qual servia ou quando é capturado. O relator assinalou que, quando o soldado se apresentou ao Batalhão, tinha mais de 21 anos, portanto não há que se cogitar de prescrição.
Ele foi absolvido em primeira instância por ausência de culpabilidade. Embora soubesse que sua ausência do Batalhão por mais de oito dias implicaria deserção, ele afirmou que não poderia deixar a avó desamparada após uma crise de diabetes. Contou que para cuidar da avó, teve de se mudar para São Paulo, onde trabalhou para manutenção da casa. Os motivos que o soldado apresentou para se afastar do Batalhão justificariam, segundo a sentença, sua absolvição. Julgando recurso de apelação interposto pelo Ministério Público Militar, o Superior Tribunal Militar reformou a sentença para condenar o ex-soldado, o que levou a Defensoria Pública da União a impetrar HC no Supremo.
STF/montedo.com

Onze armas são recuperadas em Joinville. Militares do 62º BI estão retidos no quartel há seis dias

Batalhão de Infantaria de Joinville recupera onze armas
Soldados do 62º BI estão desde quinta-feira sem poder ir para casa
Imagem: Fotolog Bruno
As investigações para apurar o sumiço de 47 armas do 62º Batalhão de Infantaria de Joinville continuam. Até esta segunda-feira, 11 revólveres foram recuperados. As Polícias Civil e Militar também participam das investigações, comandada pelo Exército.
Segundo o comandante Ronaldo França Navarro, as armas que sumiram são provenientes de apreensões feitas pelas polícias de Joinville e região, e seriam destruídas. Todo o armamento era de baixo calibre.
Leia também:
47 armas recolhidas somem de Batalhão do Exército
Os cerca de 800 soldados que atuam no batalhão joinvilense também não podem deixar o local, por tempo indeterminado. Todos eles foram chamados para apoiar os trabalhos de busca e apreensões. Mas as visitas ocorrem normalmente.
A NOTÍCIA/montedo.com

Exército confirma 18 mil militares na Copa do Mundo de 2014

O número foi divulgado pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, General José Carlos De Nardi
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Haroldo Abrantes/SECOM
Os planos de segurança nos eventos serão coordenados pelo Ministério da Defesa, por decisão da presidente Dilma Rousseff
Brasília - O Exército brasileiro confirmou nesta terça-feira que utilizará aproximadamente 18 mil militares para reforçar a segurança nas 12 cidades que serão sedes da Copa do Mundo de 2014, segundo informações do o Ministério da Defesa.
O número foi divulgado pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, General José Carlos De Nardi, durante uma reunião de dois dias que foi encerrada nesta terça em Brasília, na qual participaram oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que cuidarão da segurança nas cidades.
No encontro, foi apresentado o plano que o Governo elaborou para garantir a segurança durante a Copa de 2014, e também dos outros eventos que o país organizará nos próximos anos.
Os eventos são a Copa das Confederações, em 2013, a Jornada Mundial da Juventude, com o papa Bento XVI, também no ano que vem, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
Os planos de segurança nos eventos serão coordenados pelo Ministério da Defesa, por decisão da presidente Dilma Rousseff.
O general afirmou que o plano prevê a necessidade de ter pelo menos 1,5 mil militares em cada uma das 12 sedes da Copa do Mundo, com um total de 18 mil uniformizados.
O comandante do Estado-Maior disse que o Governo investirá R$ 709 milhões nas necessidades do Ministério da Defesa para iniciar os planos de segurança. A maior parte desses recursos (R$ 490 milhões), será desembolsada no ano que vem, de acordo com o oficial.
De Nardi acrescentou que o Governo se comprometeu a realizar todos os esforços necessários para que as Forças Armadas possam dispor dos recursos necessários para colocar em prática os planos de segurança.
O general Adriano Pereira Júnior, que foi chefe do Comando Militar do Leste, com sede no Rio de Janeiro, afirmou que o Exército utilizará a experiência que adquiriu como responsável pela segurança nos Jogos Mundiais Militares em 2011 e a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que reuniu neste ano mais de 100 chefes de Estado e de Governo na capital fluminense.
Segundo Pereira Júnior, que atualmente é chefe de Logística do Ministério da Defesa, o plano de segurança prevê a montagem de centros de comando e controle em cada uma das sedes do Mundial, assim como medidas para garantir a Defesa.
Também participaram da reunião convocada pelo Ministério da Defesa representantes da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, vinculada ao Ministério da Justiça, e da Gerência Geral de Segurança do Comitê Organizador Local do Mundial (COL).
Exame/montedo.com

2 de outubro de 2012

Tropas do Exército atuam em pontos estratégicos de Jacarepaguá, no Rio

Forças Armadas atuam para garantir segurança durantes as eleições.
Cidade receberá reforço do Exército, das 8h às 18h, até domingo (8).

Paraquedistas patrulham em Jacarepaguá - reprodução RJTV
Os militares do Exército passaram a manhã desta terça-feira (2) em pontos estratégicos de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, como mostrou o RJTV. A presença das Forças Armadas é para garantir a segurança de representantes da Justiça Eleitoral durante as eleições deste ano. O reforço dos militares na segurança, principalmente em áreas ocupadas por traficantes e milicianos, será de 8h às 18h, até domingo (8), dia das eleições.
Na Rua André Rocha, na Taquara, paraquedistas estão de prontidão para qualquer solicitação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Nesta terça, os fiscais vão percorrer ruas da comunidade Vila Sapê, em Curicica. As tropas ficarão posicionadas nos principais acessos à favela.
Dois mil homens do Exército vão patrulhar comunidades não pacificadas da Zona Oeste e mil militares da Marinha estarão no Conjunto de Favelas da Maré, no subúrbio da cidade. Até sábado, sete comunidades de Jacarepaguá vão receber reforço dos militares.
Na segunda (1º), as forças militares estiveram na Gardênia Azul. A favela era reduto do ex-vereador Cristiano Girão, preso em 2009, acusado de chefiar milícias que atuavam na região.
Também na segunda-feira, 300 fuzileiros navais fizeram patrulhamento no Conjunto de Favelas da Maré. Fiscais do TRE apreenderam material de propaganda política irregular.
Nesta terça, o patrulhamento da Marinha será feito na Favela do Timbau, dentro do Conjunto de Favelas da Maré.

Centro de controle e proibição de celular
Durante a reunião do presidente do TRE, Luiz Zveiter, com representantes da Secretaria de Segurança Pública (Seseg), polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária Federal, além da Marinha e do Exército, realizada no domingo (30), o desembargador Zveiter informou que a partir de sexta-feira (5), será inaugurado no prédio do TRE um centro de controle, que funcionará durante 24 horas até o término das eleições, no domingo (7).
Uma sala de comando também foi montada no quartel da Marinha, em Duque de Caxias, onde são definidas as estratégias de policiamento. Durante a operação, as tropas da Marinha são monitoradas. As equipes tem um sistema de localização por satélite que permite o controle de cada deslocamento.
"Aqui é um centro de operações de combate, onde nós executamos o planejamento das operações. E, no momento efetivo da aplicação do poder militar, nós fazemos o controle das ações em curso", explicou o comandante da Marinha, almirante Paulo Zuccaro.
Zveiter explicou ainda que o uso do celular será proibido nas cabines. "Existe uma lei antiga que proibia, mas ela não tinha consequência. O indicativo que nós temos é que algumas pessoas são influenciadas para votar. O Tribunal resolveu, com base nessa lei, que aquele que tentar descumprir, pode ser preso pelo crime de desobediência, concluiu o presidente.

Sete municípios recebem tropas no domingo
Em outros sete municípios do estado - São Gonçalo, Cabo Frio, Itaboraí, Campos, Magé, Rio das Ostras e Macaé - as tropas atuarão apenas no domingo das eleições. A decisão do envio das tropas foi tomada na quinta-feira (27), em Brasília, e foi aceita na sexta-feira. Segundo o presidente do TRE-RJ, o acordo para atuação das tropas federais foi fechado, no fim da tarde desta sexta-feira, com o general Antonio Miotto, do Comando Militar do Leste (CML).
O horário de atuação das forças federais na capital do Rio de Janeiro integrou o conjunto de medidas aprovadas em sessão do TSE na quinta-feira (27). De acordo com o plano do TSE e do Ministério da Defesa, a presença das tropas das 8h às 18h visa garantir a normalidade do andamento das campanhas eleitorais e não se estenderá a ações de pacificação.
G1/montedo.com

Eleições 2012: primeiras imagens do Exército na favela do Muquiço




Foto Notícias BOL/montedo.com

A Miss e o General

Quem diria...


A gaúcha Gabriela Markus, eleita nova Miss Brasil 2012, é contraparente da falecida d. Lucy, mulher do general Ernesto Geisel, sisudo luterano que governou o Brasil com mão de ferro.

Cláudio Humberto/montedo.com

Eleições 2012: Fuzileiros ocupam favela 'Fogo Cruzado', na Maré (RJ)

Fuzileiros ocupam favela do Complexo da Maré para garantir segurança nas eleições
As principais ruas e vielas da Favela Fogo Cruzado, no Complexo da Maré, na zona norte da cidade, começaram a receber no início da tarde de hoje (1º) militares do 1º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais.

Nielmar de Oliveira
As principais ruas e vielas da Favela Fogo Cruzado, no Complexo da Maré, na zona norte da cidade, começaram a receber ontem à tarde militares do 1º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais. Cerca de 300 homens vão garantir a segurança das eleições na comunidade.
Tão logo a tropa ocupou a favela, 20 fiscais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) deram início ao trabalho de retirada de placas e galhardetes de candidatos colocados irregularmente. A ação contou com as presenças do presidente do TRE-RJ, desembargador Luiz Zveiter, e do almirante Paulo Zuccaro, comandante da tropa de reforço da Marinha. De acordo com o presidente do TRE-RJ, a orientação é para que os fiscais reprimam tudo caracteriza propaganda irregular.
“A orientação é clara, reprimir a propaganda irregular e sair arrancando tudo que estiver irregular, esteja ela [a propaganda] onde estiver. Presa em poste, casas, muros, bares ou biroscas”, disse Zveiter.
Apesar da presença dos fuzileiros e dos fiscais do TRE-RJ, os moradores da Favela Fogo Cruzado não mudaram a sua rotina: bares, lanchonetes e biroscas continuaram funcionando normalmente. Nos cerca de 30 minutos em que a reportagem da Agência Brasil esteve no interior da favela, os fiscais retiraram grande quantidade de placas, galhardetes e cartazes colados a postes, casas e estabelecimentos comerciais de becos e vielas.
O almirante Paulo Zuccaro disse que a presença dos fuzileiros na comunidade obedece diretriz ministerial traçada em atendimento à solicitação do TRE. “Esta diretriz nos determina atuar inicialmente das 8h às 18h. Dentro deste período, segundo as necessidades do tribunal, são determinados períodos e locais para o apoio da tropa ao trabalho dos fiscais”, disse. A Marinha colocou à disposição da Justiça Eleitoral cerca de mil homens.
A ação das Forças Armadas e dos fiscais do TRE contou com o apoio de policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que deslocou dois blindados para o local. Amanhã (2), os fuzileiros serão deslocados para a comunidade do Timbau, também no Complexo da Maré, e em seguida para a Baixa do Sapateiro, Vila São João e Parque União. "É um conjunto de ações que foram analisadas e coordenadas de modo a que nós tenhamos a exata noção da força adequada para cada situação”, declarou Zuccaro.
A ação das Forças Armadas no combate à propaganda irregular e na garantia da segurança do eleitor e da fiscalização eleitoral começou esta manhã na Gardênia Azul, na zona oeste, comunidade controlada por milicianos. Na mesma região, a Favela do Muquiço também recebeu a presença de fuzileiros navais.
Ao longo da semana, as Forças Armadas estarão ocupando um total de seis áreas distintas nas cidades de São Gonçalo e Itaboraí, no Grande Rio; Campos e Macaé, no norte fluminense; e Cabo Frio e Rio das Ostras, na Região dos Lagos.
Segundo o almirante Zuccaro, a escolha obedeceu a “um critério básico determinado pelo TRE, que indicou localidades onde a situação do ponto de vista da irregularidade eleitoral estava mais caracterizada”.
Agência Brasil/montedo.com

1 de outubro de 2012

Exército não teme confrontos com bandidos às vésperas das eleições no Rio, diz general

Marinha vai reforçar o patrulhamento no Complexo da Maré
Tropas se reuniram em Deodoro antes de seguirem para comunidades Foto: Sérgio Ramoz / AE
Evelyn Moraes, do R7
O chefe do CML (Comando Militar do Leste), general Francisco Carlos Modesto, disse nesta segunda-feira (1º) que o Exército não teme confrontos com traficantes das comunidades do Rio de Janeiro na semana das eleições. Nesta segunda, 2.000 militares do Exército e 1.000 da Marinha começam a reforçar a segurança durante o processo eleitoral em comunidades da capital fluminense dominadas pelo tráfico de drogas e por grupos de milicianos.
Nesta manhã, tropas do 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista seguiram para a comunidade Gardênia Azul, em Jacarepaguá, e homens do 31º Batalhão de Infantaria Motorizado foram para a favela do Muquiço, em Guadalupe. A Marinha vai reforçar o patrulhamento no Complexo da Maré, na zona norte da cidade.
O general Modesto se mostrou otimista em relação aos trabalhos antes e durante as eleições no Estado do Rio.
- Temos, dentro da nossa missão, que acompanhar a parte de inteligência, mas não há confrontos e nem possibilidade disso, tendo em vista a politização do Estado do Rio de Janeiro.
Questionado sobre a possibilidade de ataques criminosos, o general disse que os militares são preparados e sabem as regras que devem ser cumpridas.
- Nós temos as nossas regras de engajamento muito bem estabelecidas e elas dizem exatamente o que cada soldado deve cumprir dentro da lei.
R7/montedo.com

Eleições 2012: Forças Armadas começam a ocupar comunidades cariocas

Homens do Exército ocupam favelas do Rio
Militares vão atuar no estado para garantir a segurança nas eleições
Dois mil homens do Exército vão patrulhar comunidades da Zona Oeste.

Janaína Carvalho
Militares entram nos carros para seguir em direção as comunidades (Foto: Foto: Janaina Carvalho/G1)
Militares entram nos carros para seguir em direção às comunidades (Foto: Foto: Janaina Carvalho/G1)
A comunidade Gardênia Azul, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, foi a primeira a receber as tropas do Exército. O local recebeu os militares porque é uma das áreas que têm registro da atuação de milícias, conforme informou o RJ TV 1ª Edição desta segunda-feira (1º).
Moradores esperam agora que a presença das tropas traga tranquilidade para o dia da votação. O exército vai circular na região para garantir que fiscais e juízes eleitorais fiscalizem a propaganda irregular e evitar que milicianos influenciem na escolha dos moradores.
A Gardênia Azul era considerada reduto eleitoral do ex-vereador Cristiano Girão. Ele foi preso em 2009, dentro da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, acusado de chefiar a milícia que atuava em comunidades da Zona Oeste.
A medida do TRE é para evitar a influência do tráfico de drogas e das milícias na escolha dos moradores. Fiscais e juízes eleitorais vão percorrer as comunidades para reprimir propagandas irregulares

Saída das tropas
Por volta das 11h30 desta segunda-feira (1°), blindados e militares do Exército saíram da Vila Militar em direção as comunidades de Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio, e na favela do Muquiço. Nesta última comunidade, as tropas chegaram às 12h20. De acordo com o exército, o primeiro momento é de isolamento da área. Após essa fase, acontece a entrada efetiva dos militares na comunidade.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Luiz Zveiter, acompanhou a saída das tropas. "O Exército e a Marinha não estão vindo para ocupar o espaço da Segurança Púbica do estado. O objetivo é exclusivamente focado na área do Tribunal Regional Eleitoral. Já o combate à criminalidade será feito sendo feito pela Policia Militar e pela Polícia Civil, até com um resultado positivo para o Rio de Janeiro", explicou o desembargador Zveiter.
Dois mil homens do Exército vão patrulhar comunidades não pacificadas da Zona Oeste e mil militares da Marinha estarão no Conjunto de Favelas da Maré, no subúrbio da cidade,também não tem unidades de polícia pacificadora. As tropas vão atuar das 8h até as 18h.
Cães vão ajudar  militares (Foto: GUTO MAIA/BRAZIL PHOTO PRESS/AE)
Cães ajudam os militares no patrulhamento
(Foto:Guto Maia/BrazilPhotoPrres/AE)
O patrulhamento na Zona Oeste começou pela Gardênia Azul e Muquiço, na segunda-feira (1º). Na terça (2), seguirá para Piraquê, Vila Sapê, Vila Vintém e Vila Cosmos; na quarta (3), é a vez do Terreirão, Rio das Pedras, Vila Kennedy e Barbante; na quinta (4), Anil, Tirol, Antares, Minha Deusa; na sexta (5), Muzema, Jardim Maravilha, Coreia e Carobinha; e sábado (6), Covanca, Caxangá, Sapo e Fumacê.
No Conjunto de Favelas da Maré, a segurança será feita nas comunidades Fogo Cruzado, na segunda-feira (1º). Na terça (2), seguirá para o Morro do Timbau; na quarta (3), Baixa do Sapateiro; na quinta (4), Nova Holanda; na sexta (5); Parque União; e sábado (6), Vila do João.
Várias tanques deixaram o quartel no final da manhã desta segunda-feira (01)  (Foto: Foto: Janaina Carvalho/G1)
Várias viaturas deixaram o quartel no final da manhã desta segunda-feira. (Foto: Foto: Janaina Carvalho/G1)
Centro de controle e proibição de celular
Durante a reunião do do Presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Luiz Zveiter, com representantes da Secretaria de Segurança Pública (Seseg), polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária Federal, além da Marinha e do Exército, realizada no domingo (30), o desembargador Zveiter informou que a partir de sexta-feira (5), será inaugurado no prédio do TRE um centro de controle, que funcionará durante 24 horas até o término das eleições, no domingo (7).
"Este centro será controlado e monitorado pelas Forças Armadas e pelas corporações para garantir maior amplitude na segurança da cidade. Serão usados telões e também GPS para saber a localização dos carros. É um grande aparato", disse Luiz Zveiter, que explicou ainda que o uso do celular será proibido nas cabines:
"Existe uma lei antiga que proibia, mas ela não tinha consequência. O indicativo que nós temos é que algumas pessoas são influenciadas para votar. O Tribunal resolveu, com base nessa lei, que aquele que tentar descumprir, pode ser preso pelo crime de desobediência, concluiu o presidente.
O blindado urutu do Exército chegou à Favela do Muquiço por volta das 12h20 desta segunda (01) (Foto: Foto: Janaina Carvalho/G1)
O blindado urutu do Exército chegou à Favela do Muquiço por volta das 12h20(Foto: Janaina Carvalho/G1)
Em outros sete municípios do estado - São Gonçalo, Cabo Frio, Itaboraí, Campos, Magé, Rio das Ostras e Macaé - as tropas atuarão apenas no domingo das eleições. A decisão do envio das tropas foi tomada na quinta-feira (27), em Brasília, e foi aceita na sexta-feira. Segundo o presidente do TRE-RJ, o acordo para atuação das tropas federais foi fechado, no fim da tarde desta sexta-feira, com o general Antonio Miotto, do Comando Militar do Leste (CML).
O horário de atuação das forças federais na capital do Rio de Janeiro integrou o conjunto de medidas aprovadas em sessão do TSE nesta quinta-feira (27). De acordo com o plano do TSE e do Ministério da Defesa, a presença das tropas das 8h às 18h visa garantir a normalidade do andamento das campanhas eleitorais e não se estenderá a ações de pacificação.
G1/montedo.com

STM condena oficiais e sargento por morte de recruta em quartel do Rio

Um capitão, um tenente e um sargento do Exército foram condenados a um ano de detenção, cada um, pela morte de um soldado recruta, que foi submetido a uma série de exercícios físicos excessivos impostos pelos acusados, em março de 2007, em instrução militar realizada no 31º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC), no Rio de Janeiro.
O soldado recruta, recém-incorporado, foi acometido de rabdomiólise, uma doença advinda da fadiga e do esgotamento muscular por excesso de atividade física. A doença provocou a falência dos rins e a morte da vítima horas depois de dar entrada na emergência do hospital do Exército situado na Vila Militar, em Deodoro.

A denúncia
Conforme a denúncia do Ministério Público Militar (MPM), os dois oficiais e o sargento contribuíram de forma direta, por negligência e imprudência, para a morte (homicídio culposo) do soldado.
A instrução militar do dia 9 de março de 2007 começou cedo nas dependências do 31º GAC. Os recrutas participaram, primeiramente, de uma aula teórica de higiene e primeiros-socorros e, em seguida, participaram de uma instrução prática de lutas, no campo de futebol, e de uma aula de técnicas especiais, em um bosque próximo.
Ainda de acordo com os autos, a instrução de lutas terminou com uma competição entre os dois pelotões, uma atividade proibida pelo comando do quartel e não prevista no Quadro de Trabalho Semanal (QTS) — documento do Exército que normatiza as instruções. Depois da seção de lutas, os recrutas foram levados, em passo acelerado, aos alojamentos, sem permissão para o consumo de água. Do alojamento, os militares foram deslocados para ficar em movimentação, o que gerou mais desgaste físico.
Para os promotores, testemunhas confirmaram que o tenente D.M.M a tudo assistiu sem fazer qualquer interferência. Ainda de acordo com a Promotoria, ao meio-dia e meio, o terceiro acusado, capitão A.S.P, comandante da Bateria de Comando do 31º GAC à época, percebeu que dois dos soldados estavam passando mal e perguntou a um sargento auxiliar de saúde sobre a situação dos militares. O sargento teria informado ao oficial que ambos estavam com dores de cabeça, cansaço e apresentavam quadro de insolação. O capitão, segundo os autos, determinou que os dois militares se levantassem e voltassem para as atividades.
Os três militares foram denunciados pelo Ministério Público Militar, em dezembro de 2007, com incurso no artigo 206 do Código Penal Militar (homicídio culposo). Ao serem julgados na primeira instância da Justiça Militar, na 1ª Auditoria do Rio de Janeiro, em fevereiro de 2011, os três militares foram absolvidos, entre outras razões, por não haver provas suficientes.

O recurso
O MPM recorreu ao STM para condenar os acusados. Ao julgar a apelação, o ministro-relator da apelação, Artur Vidigal, entendeu que não havia como negar a culpabilidade dos três acusados, em virtude da relação de casualidade entre o evento morte da vítima e os exercícios físicos abusivos. “Os esforços físicos excessivos, com a vítima exposta ao sol, com alta temperatura e sem consumo de água foram determinantes para que a vítima desenvolvesse um quadro de rabdomiólise. Não houve o dolo concreto de produção do resultado, mas os acusados agiram com negligência e imprudência”, afirmou o ministro.
A maioria dos integrantes do plenário do STM seguiu o relator, e condenou os três militares pelo crime de homicídio culposo, com o benefício da suspensão condicional da pena pelo prazo por dois anos e o direito de recorrer em liberdade. No entendimento do Tribunal, os acusados negligenciaram normas de segurança ao desprezarem as condições climáticas, ao não propiciaram aos recrutas o consumo de água para reidratação e ao executaram imprudentemente atividades físicas excessivas.
Jornal do Brasil/montedo.com

Milicos ianques no São Francisco: ao estilo Lula, general Enzo diz que não sabia de nada.

Congresso questiona Dilma sobre contrato com Exército dos EUA
G1 divulgou que Brasil pagará para engenheiros estudarem São Francisco.
Comissão de Defesa vê risco a dados secretos; Planalto analisa o caso.

codevasf usace (Foto: Codevasf/Divulgação)
Engenheiros civis do Exército dos EUA analisam o 
Rio São Francisco (Foto: Codevasf/Divulgação)
Tahiane Stochero
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Congresso enviou um requerimento à Presidência manifestando preocupação em relação à soberania nacional no contrato firmado entre o governo e o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos (Usace) e pedindo a intervenção de Dilma Rousseff no caso.
Em julho, o G1 divulgou que a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão subordinado ao Ministério da Integração, contratou engenheiros civis do Exército dos EUA para estudar formas de tornar o Rio São Francisco navegável.
A parceria entre a Usace e a Codevasf, de R$ 7,8 milhões (US$ 3,84 milhões), foi assinada em dezembro de 2011 e, em março de 2012, os primeiros engenheiros do Exército norte-americano chegaram ao país.
No requerimento enviado a Dilma na quinta-feira (27), a presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, deputada Perpétua Almeida, afirma ver riscos de vazamento de informações estratégicas para o país, por entender que militares americanos poderão ter acesso dados secretos, como localização das riquezas minerais e reservas de urânio.
Trata de uma tropa estrangeira em território nacional sem o consentimento do governo ou autorização do Congresso e, o mais preocupante, os militares norte-americanos poderão ter acesso a informações estratégicas sobre as riquezas minerais do país
Perpétua, presidente da Comissão de Defesa
Ela pede a que as Forças Armadas brasileiras e as universidades acompanhem o trabalho dos engenheiros norte-americanos, "de forma a resguardar e salvaguardar as informações de segurança nacional".
“Além do requerimento enviado a Dilma, estou enviando também ofícios solicitando maiores informações aos ministérios de Relações Exteriores, Defesa e Integração sobre o caso, avisando da preocupação dos parlamentares com o fato. Quero saber por que eles não interferiram na questão", afirma Perpétua.
"Se temos tropas brasileiras que podem fazer este projeto, por que contratar militares dos Estados Unidos?”, questiona ela.
Procurada, a assessoria da Presidência respondeu que recebeu o ofício e que o caso será analisado e o questionamento repassado ao Ministério da Integração. O Ministério de Relações Exteriores confirmou que também recebeu o requerimento e que analisa a situação. O Ministério da Defesa disse que não recebeu o documento e o da Integração, não se posicionou.
A missão dos engenheiros do Exército dos EUA no Brasil é apresentar projetos de dragagem, geotecnia e controle de erosão e estabilização das margens do São Francisco. O rio atravessa os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e serve de divisa natural entre Sergipe e Alagoas até desaguar no Oceano Atlântico. Um projeto do Ministério da Integração busca transpor parte das águas do rio para aproveitá-lo também para irrigação no Ceará e Rio Grande do Norte, servindo de eixo de ligação do Sudeste e do Centro-Oeste com o Nordeste do país.
Leia também:
Brasil contrata Exército dos EUA para planejar hidrovia no São Francisco
Gélio Fregapani: União e desunião, A Desindustrialização, e Notícias diversas
No mínimo, curioso, para não dizer estranho...
Deputada questiona presença de militares americanos no Rio São Francisco

Parceria com universidades
A deputada Perpétua Almeida diz ter encontrado, na semana passada, o comandante do Exército, Enzo Martins Peri, que lhe afirmou que não tinha dados sobre a atuação dos militares norte-americanos no Brasil. "Ele falou que não sabe, não foi consultado, e que as únicas coisas que sabia, tinha lido na imprensa", afirma Perpétua.
À Presidência, a parlamentar lembrou que o ingresso da força militar no país ocorreu "sem consentimento do governo federal ou autorização do Congresso" e que isso "não foi discutido com o Exército Brasileiro, apesar da excelência dos seus batalhões de Engenharia para prestar o mesmo tipo de trabalho".
O texto da Comissão de Relações Exteriores e Defesa enviado a Dilma lembra ainda que "instituições militares, como o Instituto Militar de Engenharia (IME) e o Instituto de Pesquisas da Marinha, além de universidades federais, possuem profissionais aptos a elaborar os mesmos projetos e dar a consultoria necessária à Codevasf com economia de recursos e controle das informações estratégicas no Brasil, afastando eventuais riscos à Segurança Nacional".

Exército sabia, diz Codevasf
Em julho, o gerente de projetos da Codevasf, Roberto Strazer, disse ao G1 não ver riscos à segurança nacional em trabalhar com o Exército norte-americano.
O órgão informou que o Exército brasileiro tinha conhecimento do acordo desde que as negociações começaram, em 2008, e que houve reuniões com a presença de representantes da Diretoria de Obras e Cooperação do Exército para tratar da questão. A Codevasf diz que, em dezembro de 2011, enviou um ofício ao general que comandava a diretoria comunicando do acordo com o Exército dos EUA. Em junho deste ano, um relatório das atividades foi enviado ao Estado-Maior Conjunto do Ministério da Defesa.
Por meio da assessoria de imprensa, o Exército confirmou que militares brasileiros já visitaram a sede do Usace, nos EUA, e que engenheiros militares brasileiros estão próximos à área onde os americanos estão trabalhando no São Francisco.
Em junho, o Exército afirmou ao G1 que não vislumbrava riscos no caso. A Força não confirmou o encontro do general Enzo com Perpétua.
G1/montedo.com

Alemães encontram ossadas e objetos de soldados da 2ª Guerra

Pertences foram achados por associação alemã em Klessin, leste do país.
Cerca de 200 soldados que lutaram na região estão desaparecidos até hoje.
capacete usado em batalha na Segunda Guerra (Foto: MAURIZIO GAMBARINI/AFP)
Capacete descoberto foi usado em batalha na Segunda Guerra Mundial (Foto: Maurizio Gambarini/AFP)
Restos mortais de soldados alemães que lutaram na Segunda Guerra, capacetes e outros pertences pessoais foram encontrados esta semana perto da cidade alemã de Klessin, no leste do país.
O trabalho foi realizado por membros de uma associação que busca recuperar a memória de soldados que lutaram entre 1939 e 1945.
Homem encontra crânio em escavção no Leste da Alemanha (Foto: MAURIZIO GAMBARINI/AFP)
Homem encontra crânio em escavação no leste da Alemanha (Foto: Maurizio Gambarini/AFP)
A área em torno Klessin foi o local de uma batalha entre forças alemãs e soviéticas, entre fevereiro e março de 1945. Cerca de 200 soldados que participaram da missão estão desaparecidos até hoje.
Pertences encontrados nesta semana na Alemanha (Foto: MAURIZIO GAMBARINI/AFP)
Pertences de soldados foram encontrados esta semana na Alemanha (Foto: Maurizio Gambarini/AFP)
G1 (AFP)/montedo.com

Forças Armadas alemãs prometem aventura para atrair novos recrutas

Após suspensão do serviço militar obrigatório, Bundeswehr quer atrair novos soldados com campanhas prometendo muito esporte e emoção aos adolescentes. 
Críticos acusam militares de omitirem perigos da profissão.


Julia Mahncke / Revisão: Soraia Vilela

As Forças Armadas da Alemanha (Bundeswehr) são criativas quando se trata de publicidade em causa própria. E não é por acaso. A obrigatoriedade do serviço militar foi suspensa em julho do ano passado e, na prática, totalmente abolida. Automaticamente, ninguém mais precisa prestar serviço militar se não quiser. "A Bundeswehr é hoje uma entre tantas opções dentro do mercado de trabalho, e faz parte da economia de mercado que cada empregador faça sua divulgação", justifica Michael Wolffsohn, historiador e professor na Universidade da Bundeswehr, em Munique.
Por isso que, entre outros eventos, existe há anos a "BW Olympics", em que escolares competem uns contra os outros em vários esportes e conhecem as Forças Armadas. Outra campanha inclui o uso de dez caminhões reluzentes nas cores azul e amarelo, que percorrem diversas cidades alemãs. Grupos de escolares visitam quartéis e oficiais vão dar palestras em salas de aula. Em toda a Alemanha, cerca de 500 soldados e outros funcionários da entidade estão ocupados em atrair recrutas para as carreiras militares.
Com suspensão do serviço militar obrigatório, Bundeswehr tem que intensificar propaganda entre jovens
A mais recente campanha, no entanto, causou um acalorado debate público. Em cooperação com a revista dirigida ao público adolescente Bravo, a Bundeswehr convidou jovens entre 16 e 21 anos para os "Bw-Adventure Camps" nos Alpes e na Sardenha. Neles, 30 sorteados participam de uma viagem totalmente gratuita com muita aventura e informação.
"Reagimos à campanha de forma um tanto indignada", admite Martina Schmerr, responsável pelo departamento escolar do sindicato alemão GEW, representante dos funcionários nos setores de educação e ciência, em entrevista à Deutsche Welle. "Temos observado há algum tempo, e com grande preocupação, a forma com que a Bundeswehr tem entrado em todas as esferas da vida dos jovens, tentando fazer publicidade para seu próprio benefício." Críticos acusam essas iniciativas de oferecer diversão em primeiro plano, omitindo possíveis consequências de uma carreira militar, como experiências traumatizantes ou a possível morte durante uma missão.

Entre propaganda e recrutamento
O professor universitário Wolffsohn também vê como problemática a linha tênue que separa a publicidade do recrutamento – este último, regulamentado por lei na Alemanha. "A profissão de soldado não é um trabalho qualquer", pondera, em entrevista à Deutsche Welle. Ele considera uma "questão de decência, justiça e humanidade jogar abertamente, com todas as cartas na mesa".
"Só assim, os jovens virão à Bundeswehr", acredita. Muitos dos novos recrutas são originários de regiões economicamente mais fracas do Leste da Alemanha. Mesmo assim, o incentivo financeiro não é decisivo para a escolha do emprego. Ao conversar com jovens oficiais, a justificativa mais frequente que Wolffsohn ouve é esta: "Quero garantir o caráter democrático da Alemanha. Esta é a minha contribuição para a segurança".
Atualmente, uma aliança entre a GEW e organizações estudantis faz campanha contra a presença da Bundeswehr em escolas e faculdades. Martina Schmerr critica que os militares já descobriram alunos de escolas primárias como público-alvo, fazendo com que estes desenhem anjos da guarda para enviá-los aos soldados alemães no Afeganistão. "Aí a situação fica muito delicada. Abaixo de uma certa idade, isso não é admissível", completa.
Nos eventos da Bundeswehr, soldados apresentam a carreira militar aos adolescentes
Ela afirma que não tem nada contra o recrutamento de jovens. Mas Schmerr deseja, no entanto, que haja um contrapeso. Ela defende também que seja incentivada entre os alunos uma conscientização pela paz. Por outro lado, Schmerr diz desejar mais discrição por parte da Bundeswehr. Uma retomada das ofertas de entrevista voluntária com profissionais especializados em orientação vocacional seria, segundo ela, um primeiro passo neste sentido.

Expectativas realistas
Mas ninguém que realmente queira seguir carreira militar deixa de passar por uma orientação vocacional. Mesmo para os jovens que conhecem as Forças Armadas através de férias na praia, é necessário mais tarde obter uma orientação sobre as diversas possibilidades da profissão. "A diversão é apenas um meio de chegarmos aos jovens", avisa o capitão de fragata Steffen Stoll, que chefia o escritório de publicidade para recrutamento da Bundeswehr. Ele ressalta que os eventos servem para que os jovens entrem em contato com os soldados. Segundo Stoll, a estratégia de maior sucesso no recrutamento é o contato pessoal e uma visita ao quartel mais próximo.
Martina Schmerr é a favor de que esse tipo de iniciativa dos militares também aborde o fato de que nem todas as operações das Forças Armadas alemãs são bem aceitas pela população, como é o caso da missão no Afeganistão. "Este também é um tema que debatemos", rebate Stoll, acrescentando que a realidade da vida como soldado não deve ser omitida.
Soldados que prestem serviços temporários para as tropas, assim como especialistas em TI ou enfermeiros estão entre as posições com maior carência de pessoal na Bundeswehr. "Mas não há uma crise de novos recrutas", garante Stoll. O número de pessoas que se alistam voluntariamente, segundo ele, está aumentando. Somente as mudanças demográficas podem começar a criar uma situação "curiosa", diz ele. "Mas até agora o número de candidatos é suficiente, permitindo ainda uma seleção dos melhores."
DeutcheWelle/montedo.com

30 de setembro de 2012

Leitores do blog já sabiam: pagamento dos 28,86% vai custar R$ 5,9 bi

Pagamento da dívida dos 28,86% aos militares vai custar R$ 5,9 bilhões

MARCO AURELIO REIS
Foto: Arte: O DiaO Ministério do Planejamento trata com cautela e sigilo a proposta de pagamento da dívida dos 28,86% aos militares das Forças Armadas. O pedido de quitação das diferenças para praças e oficiais até o posto de capitão de corveta/major, feito pelos Comandos Militares, tramitou semana passada, e parou na Assessoria da Secretaria Executiva do Planejamento. Mas qualquer informação do pagamento só tem saído mesmo de forma extraoficial.
O esqueleto é da ordem de R$ 5,9 bilhões, dinheiro necessário para pagar percentuais não creditados entre 1º de janeiro de 1993 e 29 de dezembro de 2000. Nesse período quem servia como soldado tem direito a valores entre 20,80% a 10,18% dos vencimentos recebido à época. Sargentos a suboficiais, a percentuais entre 4,88% a 5,03%. Já dos tenentes a majores, os valores vão de 0,46% a 2,27% (confira ao lado o percentual por posto e graduação).
O principal entrave é como pagar quem era militar temporário, como cabos, entre 1993 e 2000. Obstáculo superado é como quitar a dívida de quem recebeu promoção nesse período. A saída será aplicar percentuais diferentes, um para cada posto ou graduação, no período previsto. Definida está a correção dos atrasados. Será pela antiga URV (de 93 a 94) e pelo índice oficial de inflação, o IPCA, entre 1994 e 2000.
Quem já recebeu parte da dívida, por meio de ação judicial, será incluído no pagamento, mas o valor já pago será descontado da dívida após atualização. Com isso, muitos terão valores baixos a receber.

PALAVRA OFICIAL
O valor elevado da dívida faz o governo pisar em ovos quando o assunto é a dívida dos 28,86%. Abordado pela Coluna, o Planejamento sublinhou o que vem dizendo a quem o procura pelo Sistema Acesso à Informação (SAI).
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SÓ PARA ALGUNS
O SAI da Controladoria Geral da União vem informando que a decisão do Supremo Tribunal, que reconhece a possibilidade de pagamento de diferenças dos 28,86%, “produz efeitos apenas em relação às partes (litigantes) do processo.”

SEM DATA PARA PAGAR
A resposta evasiva se completa com a informação segundo a qual “não há, no momento, previsão de quando haverá uma definição sobre a extensão do percentual aos militares que não participaram da ação judicial”.
O Dia Online/montedo.com

Comento:
O Dia amplia informação já publicada pelo blog. No dia 17/9, fiz referência ao impacto financeiro de R$5,9 bilhões e postei aqui a cópia da documentação sobre o pagamento da diferença do reajuste de 28,86%. O arquivo no slideshare  já atingiu quase 12.000 visualizações.

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