13 de julho de 2014

Maria Elizabeth Rocha: "Não há dispositivo que impeça um militar de ser homossexual"

Com a Palavra
Mineira é a primeira mulher a atuar no Superior Tribunal Militar
Maria Elizabeth Rocha: "Não há dispositivo que impeça um militar de ser homossexual" José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz / Agência Brasil
Léo Gerchmann
Aos 54 anos, a mineira Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha foi indicada presidente do Superior Tribunal Militar (STM). Ao assumir, em 16 de junho, surpreendeu o Brasil não apenas por simbolizar mais uma quebra de tabu de gênero, no comando de uma corte que julga forças predominantemente masculinas. Cercou-se de mulheres e acentuou o discurso em defesa dos homossexuais, depois de ter votado a favor de causas gays desde que tomou posse como ministra, indicada pelo "quinto constitucional" reservado a advogados, em 27 de março de 2007.
O STM é a mais antiga corte judicial brasileira, criada tão logo o então príncipe regente português dom João VI, cercado de militares, pôs os pés no Brasil, escapando das tropas de Napoleão Bonaparte. Casada com o general Romeu Costa Ribeiro Bastos e doutora em Direito Constitucional — título conquistado mediante uma nota "10 com louvor" da qual não esconde o orgulho —, a presidente falou com ZH por telefone, durante uma hora, no último dia 3. Não economizou palavras para falar de suas convicções liberalizantes, mas também explicou por que considera importantes a hierarquia e a disciplina no meio militar.

Como se deu o pioneirismo no STM?
Sou a primeira ministra, a única e a primeira presidente, porque o cargo de presidente é rotativo. Foi muito emocionante, porque o Superior Tribunal Militar, a Justiça Militar da União, é a primeira corte de Justiça do Brasil, pode-se dizer. Ela foi criada por dom João VI em 1808 e chegou com a armada portuguesa, criando a corte militar. Nos seus 206 anos de existência, não teve nenhuma mulher.

Como a senhora conseguiu ser a protagonista desse pioneirismo?
As regras são as mesmas que segue o Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro é indicado pelo presidente da República, sabatinado pela comissão de Constituição de Justiça do Senado e depois tem o nome aprovado pelo plenário do Senado. Nenhum presidente havia tido, até então, a sensibilidade de indicar uma mulher numa corte que nunca teve nenhuma e num serviço notadamente masculino, que são as Forças Armadas, apesar de estarmos vinculados ao Poder Judiciário desde a Constituição de 1934, de ser uma corte especializada, como as Justiças do Trabalho e Eleitoral. Mas é um tribunal que julga crimes militares e em que têm assento também 10 militares que são os generais do último posto de patente. Então, era um ambiente nitidamente masculino, e foi uma grande emoção para mim, porque é um grande desafio trazer uma visão feminina, um novo olhar sobre questões que não são repensadas ou que são vistas só por uma ótica masculina. Então, é muito bacana.

Qual foi o presidente que a indicou?
O presidente Lula, em 2007. A publicação do decreto de indicação ocorreu no Dia Internacional da Mulher.

O que pode ser feito de prático no STM a partir da sua sensibilidade feminina?
Acho que, desde o primeiro momento, a diferenciação dos votos. Quando uma mulher julga, ela o faz sem querer desmerecer os homens, de uma forma mais holística. A gente não julga apenas com a razão, com a subsunção (baseado no fato gerador) do direito. A gente julga também com certo sentimento, porque a inteligência emocional é uma das características que marcam a atuação feminina. Costumo dizer que, quando julgo, julgo com paixão, com misericórdia, porque, apesar de o réu ter falhado, ter cometido um delito, ele é a parte mais frágil da relação processual, e, em última análise, a lei não é para os anjos, é para homens que falham. Então, eles têm também de ser avaliados com comiseração, porque não é fácil julgar um ato de seu semelhante. Os homens são mais objetivos, são mais racionais. Meu voto, minha visão de julgadora, é bastante diferenciada da visão masculina.

Sua visão é mais maternal?
Não sei se mais maternal. Eu diria que é mais misericordiosa. Procuro julgar olhando também a fragilidade do ser humano e da condição humana.

É mais fácil errar em uma estrutura rígida como a militar?
Sim, é uma estrutura muito rígida, e as pessoas falham. Falham na sociedade civil e também no ambiente militar. E a lei, quando essas falhas se revelam fatos criminosos, a lei é para aqueles que realmente falharam. Então, você tem de aplicar a lei com proporcionalidade, com moderação. O direito militar é muito rigoroso, a Justiça militar é uma Justiça muito rigorosa. Ao contrário do que algumas pessoas dizem, que é uma Justiça corporativa, é o contrário, é extremamente rígida. Na minha visão feminina e de constitucionalista, procuro atenuar um pouco esse rigor, com penas mais brandas, invocando certas garantias que nosso código não tem, porque é um código anterior à Constituição de 1988. Então, tenho toda uma visão de mundo, com meu olhar feminino, que é diferente do dos homens. Uma questão muito importante, também, é a que diz respeito à violência contra a mulher. Aqui, a gente não pode julgar de acordo com a Lei Maria da Penha. A gente só pode julgar os crimes militares de acordo com os tipos que estão elencados no Código Penal Militar. Meu limite de atuação é o Código Penal Militar. Não posso aplicar as leis penais extravagantes. E isso gera uma injustiça muito grande, porque a mulher militar que é agredida por um marido militar ou por um companheiro militar, porque aí é só militar contra militar que eu posso apreciar, ela muitas vezes fica desprotegida, não pode ser abarcada pelas medidas protetivas que a Lei Maria da Pena contempla. A gente só pode julgar como lesão corporal, não como violência de gênero. Então, tem circunstâncias em que a legislação infelizmente não acompanhou a evolução social, porque o Congresso, quando promove modificação no Código Penal, esquece-se de que existe um Código Penal Militar. Então, temos de fazer um trabalho exaustivo de interpretação da norma para poder, de alguma maneira, adaptar essa nossa legislação, anterior à Constituição de 1988, à nova realidade.

O código é de 1969. Foi aprovado logo após o AI-5. Isso pesou?
Por incrível que pareça, te digo que, para uma legislação militar, o Código Penal Militar até foi muito vanguardista ao seu tempo. Qualquer lei, de 1969 a 2014, que nunca foi reformulada, que permanece intacta, como é o caso, ela fica desatualizada, e isso a torna anacrônica em muitos pontos.

Mas temos uma Constituição, que está acima de todas as outras leis e que estabelece a igualdade entre todos. A senhora não pode fazer analogias para aplicar leis que estejam fora das previstas no Código Penal Militar?
Fazemos, sim. Mas há dois pontos aqui que precisam ser explicados. Primeiro, o Direito Militar é um direito especial, regido por um código especial. Então, já temos decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) dizendo que não se pode ficar pinçando a la carte, de um código ou de outro, aquilo que é mais benéfico ao réu militar. Você não pode pegar da legislação penal comum aquilo que é mais benéfico e aplicar dentro da Justiça Militar da União e manter, dentro dessa Justiça, os dispositivos do código militar naquilo que também pode beneficiar o réu. Então, a gente tem de aplicar a legislação militar como um todo, porque é uma legislação especial. Em segundo lugar, os militares, até por disposição constitucional, sofrem aquilo que chamamos de relações especiais de sujeição. São submetidos àquilo que são relações especiais de sujeição. Ou seja, os direitos individuais, as garantias civis dos militares, são muito mais compactadas do que as do cidadão civil. E dou exemplos: o militar não pode fazer greve, não pode estar filiado a um partido político, pode ser preso disciplinarmente por até 30 dias sem uma ordem do juiz e não cabe habeas corpus para prisão disciplinar. Há uma série de restrições aos direitos e garantias individuais que, por disposição constitucional, não se aplica ao militar, porque ele se submete a uma cadeia de comando, pode portar armas. Uma sociedade armada tem de ser rigidamente controlada. É muito difícil para nós, como intérpretes do direito, como julgadores, fazermos essa adequação da norma ao fato dentro do processo em uma legislação que é desatualizada.

O que se faz para mudar isso?
Isso tem sido uma das reivindicações maiores que a Justiça Militar da União tem feito junto ao Congresso, para que promova essas atualizações jurídicas, para que possamos prestar a jurisdição com mais eficiência em sintonia com o que dispõe a Constituição.

A senhora já tomou uma decisão que provocou muita polêmica aí dentro?
Várias decisões. Na verdade, sou a voz dissidente deste tribunal. Mas sou respeitada na minha divergência, que é o que quero. Já defendi os direitos dos homossexuais aqui no tribunal. Já defendi, e nisso fui apoiada pelos meus colegas, que haja um dispositivo no Código Penal Militar, que fala que o silêncio do réu pode ser interpretado em seu desfavor. Declarei a revogação desse dispositivo dizendo que ele era inconstitucional, porque, pela Carta de 1988, o silêncio do réu não pode ser interpretado contra ele mesmo. O réu tem o direito de se manter em silêncio. Ninguém é obrigado a produzir prova contra si próprio.

E isso já está sendo adotado?
Como a arguição de inconstitucionalidade, neste caso, não foi em abstrato, porque só o STF pode declarar a inconstitucionalidade abstratamente (que valha para todo mundo), em cada caso em que esse caso surge eu arguo a inconstitucionalidade. Já temos, então, o precedente. Outra questão que vou levar a discussão é que os conselhos de justificação, aqueles conselhos que vão apreciar se o oficial é ou não compatível com o oficialato, se não fere o decoro da classe, se pode continuar vestindo a farda, é um conselho se o oficial vai ser reformado ou expulso, dependendo daquilo que praticou, a decisão desse conselho é tomada em julgamento secreto, e isso é algo também contra o que sempre levantei minha voz, porque é incompatível com o estado democrático. Há uma série de dispositivos do Código Penal Militar à qual me contraponho. Às vezes, sou acompanhada por colegas. Mas temos de fazer um trabalho hermenêutico exaustivo para tentar atualizar os conteúdos normativos do Código Penal Militar, que está defasado em alguns pontos que, para mim, são sensíveis por lidarem diretamente com o Estado democrático, o processo legal, a dignidade da pessoa humana, que não podem ser postergados.

Já houve casos concretos de homossexualidade que a senhora apreciou?
Não tem, na realidade, qualquer dispositivo no Código Penal Militar que impeça um militar de ser homossexual. A orientação sexual de alguém é direito personalíssimo que integra a individualidade e que o Estado não pode, em absoluto, questionar. Mas o fato é que ainda é um tabu a homossexualidade nas Forças Armadas, como de resto em toda a sociedade brasileira, que tem discriminação de gênero, pela orientação sexual, pela etnia. É uma realidade nas sociedades civilizadas, não só na brasileira. A luta das minorias é uma luta permanente.

Mas como é que a senhora enfrenta isso no tribunal?
O que é que acontece aqui nas Forças Armadas? É uma questão complicada. Não há nenhum dispositivo, a vedação não é explícita, não é expressa, mas há uma discriminação. É inegável, todos sabemos disso. Eu procuro, nos meus votos, defender a possibilidade de a orientação sexual não influir nas decisões de eventuais conselhos de justificação, que é quando eles podem ser submetidos por incompatibilidade com o oficialato e dizer que isso integra um direito personalíssimo, que o Estado não tem que ficar investigando nem questionando qual a orientação sexual de alguém. Então, nos meus votos, defendo com ardor o direito à austeridade, individualidade e tolerância da sociedade em relação àqueles que ela considera diferente.

Não há dispositivo explícito por uma negação?
Existe um artigo no código que proíbe a prática de ato libidinoso dentro do quartel. Está, entre vírgulas, "homossexual ou não". Ali, há uma explicitação de preconceito, e a cabeça do artigo se chama "pederastia". Há um sugestivo preconceito na letra da lei.

O que a senhora faz contra isso?
Isso tem de ser revogado. E já tem projeto de lei, que está parado, deve até ter sido arquivado, para suprimir a cabeça desse artigo e tirar esse "ato homossexual ou não". Tem de ser proibido ato libidinoso dentro do quartel. E ponto. Realmente, quartel não é motel. Não se deve fazer sexo ali, mas não precisaria ter referência a homossexuais e a referência à pederastia. É uma discriminação patente do legislador. Mas a única forma de suprimir isso é por uma reforma legislativa, pelo Legislativo. Já foram enviados projetos, mas o Congresso acabou os arquivando por inação.

Isso pode ser reapresentado?
Ah, pode. Inclusive, foi constituída uma comissão para a reforma do Código Penal Militar, e eu a presidi.

A senhora pode falar de casos específicos envolvendo homossexuais?
Já aconteceu, com um capelão militar. Foi complicado, porque o caso ocorreu fora do quartel, e eu pedi sua absolvição no conselho de justificação, que é um tipo de processo administrativo disciplinar. Também houve o caso de um coronel. Julguei os dois. Foram submetidos ao conselho por serem incompatíveis com o decoro da classe.

Eles praticaram algum ato ou simplesmente eram homossexuais?
Na verdade, o capelão era um ninfomaníaco. Mas era fora do quartel. Ninguém tem nada com isso. A Igreja que tomasse suas providências, se fosse o caso. Não sei como ficou a história do capelão. Nenhum dos dois foi expulso. Em outros tempos, eles perderiam o posto e a patente. Hoje em dia, o que se faz é reformá-los. Em linguagem civil, aposentá-los. Hoje, quando o militar é homossexual e chega a ser submetido ao conselho de justificação, ele não é expulso, mas pode ser reformado.

Qual a orientação que vigora nas Forças Armadas brasileiras?
É aquela política americana do "não pergunte e não responda", o don't ask, don't tell, dos Estados Unidos, que o (presidente Barack) Obama ralou para conseguir alterar. Era uma promessa de campanha dele, mas foi duro aprovar no Congresso. Aqui, então, o oficial ou suboficial pode ser homossexual, mas, se não explicitar sua orientação sexual, acaba sendo aceito. A dificuldade que eu vejo que a sociedade tem como um todo é essa explicitação, é deixar o militar se assumir como tal, assumir sua identidade e ter a tolerância e o respeito à diferença.

E o coronel, como ficou?
Ele foi reformado. Fui voto vencido. Mas um civil me acompanhou e um almirante também. Somos 15 ministros no pleno. Onze votaram contra. Mas acho que consegui uma vitória. Dois homens me acompanharam, e um deles era um almirante. E outra: normalmente, declara-se a perda do posto e da patente. E eles não declararam, simplesmente reformaram o oficial. Meus argumentos influenciaram os colegas.

Sua visão feminina está influenciando os colegas?
Espero que sim, me esforço para isso. Qual o sentido de ter uma mulher em um tribunal notadamente masculino? Qual o sentido de se trazer uma pessoa diferente para julgar com outra visão de mundo se ela não é ouvida? Mudar a austeridade militar é difícil, mas, algumas vezes, consigo. Houve um episódio divertido. Um sargento estava com ciúme da namorada, que era aquela que dava bola para todo mundo, e estava dando bola para um soldado. Então o sargento, fora do quartel, sem estar fardado, num café, pegou o celular da namorada, viu que o soldado havia mandado uma mensagem de texto. Ficou enfurecido de ciúme e deu uma cabeçada no soldado. O Ministério Público denunciou como lesão corporal uma simples cabeçada e também como violência de superior contra inferior. Eu era revisora do processo, e havia uma condenação. Fiz meu voto absolvendo, argumentando que não era um ato tão grave, que a lesão corporal foi levíssima. Depois de toda a argumentação jurídica, olhei e, como último argumento, disse que todo homem, em algum momento da vida, tem direito de perder a cabeça perder a cabeça por uma mulher. E levei. Absolveram.

A senhora acha que tem uma missão?
Todos os magistrados têm uma missão, porque julgar o semelhante não é uma tarefa fácil. O Judiciário é o último recurso do cidadão. A ideia da ampliação do espaço público da mulher, essa conquista gradativa, tem de ter um significado. Quando defendo as minorias, defendo as mulheres, os homossexuais, os afrodescendentes. Graças a Deus, nunca tivemos um caso de racismo.

Como se reflete essa sua atuação dentro da sua família?
Sou casada com um general. Mas, independentemente disso, o fato de ele ser militar não teve influência na minha indicação pelo presidente Lula. Eu trabalhava na Casa Civil, eu era procuradora federal concursada durante 23 anos quando fui indicada para cá. Ocupei a vaga indicada aos advogados, no quinto constitucional para o STM. Mas o fato de eu ter convivido com militares me ajudou a entender a hierarquia e a disciplina, que é difícil de ser atendida.

A senhora acha importante essa hierarquia?
Apesar de eu ser uma liberal, de absolver muito, acho fundamental. Homens armados têm de ser rigorosamente controlados. Em certas situações, eu condeno com rigor. Não se pode permitir que o cidadão que porta uma arma aja de determinada maneira. Um exemplo é o das drogas. O consumo de drogas dentro do quartel se tornou um ato corriqueiro, e a gente pune, porque já tive caso de sentinela com fuzil na mão que encosta o fuzil na parede para fumar um cigarro de maconha. Isso é um perigo. Da mesma forma, a greve dos controladores de voo, quando o Brasil parou. Teve até gente que não pôde ser transplantada. Quando os controladores militares fizeram greve, foram punidos e denunciados por motim. Militar não faz greve, faz motim.

A senhora concorda com isso?
Sim, porque a sociedade civil é vulnerável, é desarmada. Quando a sociedade civil se vê ameaçada por homens desorganizados, que não obedecem a uma cadeia de comando e que portam armas, isso coloca em risco o Estado democrático de direito.

E seu marido, ele tem sido influenciado por sua atuação?
Meu marido não é um militar típico. É um engenheiro, a vida toda dele no Exército foi de professor. Eu o conheci dentro da faculdade, em Ipanema, no Rio. É um militar com cabeça de civil. Até a promoção dele ao generalato, nossa vida era no Rio, e nossos amigos eram civis. Vamos fazer 25 anos de casados neste ano, faremos bodas de prata.

O STM se tornou mais feminino nos sete anos em que a senhora é ministra?
Acho que sim, espero que sim. Trouxe comigo muitas mulheres para me assessorar na presidência, porque acho que a prática tem de ser coerente com o discurso. Se defendo o empoderamento feminino e a ascensão das mulheres no mercado de trabalho, tenho de dar o exemplo. São mulheres capacitadas e competentes.
ZERO HORA/montedo.com

Forças de segurança fazem treinamento integrado para a final da Copa

Treinamento das atividades relativas à segurança da presidenta Dilma Rousseff e demais chefes de estado que estarão no Rio para assistirem a partida final da Copa do Mundo, no Maracanã (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Treinamento das atividades relativas à segurança da presidenta Dilma Rousseff e demais chefes de estado que estarão no Rio para a final da Copa do Mundo, no Maracanã Tomaz Silva/Agência Brasil
Alana Gandra
Sob comando do Centro de Coordenação de Defesa de Área do Rio de Janeiro (CCDA-RJ), cerca de 200 homens das Forças Armadas e integrantes das forças de segurança pública efetuaram treinamento hoje (12) para garantir a segurança da presidenta Dilma Rousseff e dos chefes de Estado e de Governo estrangeiros que assistirão, neste domingo (13), no Maracanã, à partida final da Copa do Mundo entre Alemanha e Argentina.
Carros oficiais, ônibus fretados, além de veículos das forças integradas de segurança, precedidos de batedores da Polícia do Exército e da Polícia Militar do Rio de Janeiro, participaram do simulado. Segundo informou o porta-voz do CCDA-RJ, major Marco Ferreira, o objetivo foi aperfeiçoar a operação de segurança que já vinha sendo feita para o Mundial e treinar as rotas que serão percorridas pelos comboios amanhã.
Foi simulada a chegada da presidenta Dilma ao Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, em Laranjeiras, zona sul da cidade, proveniente do 3º Comando Aéreo Regional (Comar), no centro, e também o deslocamento dos chefes de Estado e de governo. Um pelotão do 1º Batalhão de Guardas (1ºBG) reforçou a segurança no entorno do palácio, enquanto um helicóptero sobrevoou as imediações. Após o almoço que a presidenta da República oferecerá aos dignatários estrangeiros, ocorrerá o deslocamento dos comboios na rota previamente estabelecida, que levará as comitivas do Palácio Guanabara até o portão E1 do estádio. Ainda não foi definido o horário de saída de Dilma da sede do governo do Rio após o almoço, disse o major.
Marco Ferreira esclareceu que todas as rotas percorridas no treinamento já foram reconhecidas por homens do Gabinete Institucional da Presidência da República. “Hoje, foi o exercício no terreno”, explicou. O major assegurou que as forças de segurança estão preparadas para enfrentar quaisquer situações que possam significar risco às comitivas. “Nós temos uma avaliação de risco das diversas situações. Não há uma situação específica para que se faça o treinamento. Estamos preparados para qualquer situação”, disse ele, e informou que o helicóptero que participou do simulado leva uma equipe tática pronta para agir em qualquer eventualidade, incluindo manifestações contrárias à Copa.
A previsão, segundo Ferreira, é que compareçam ao almoço com a presidenta Dilma e, depois, ao jogo no Maracanã, cerca de dez dignatários. O deslocamento deles, amanhã, envolverá comboios individualizados. “Cada chefe de Estado tem o seu comboio, e a nossa equipe fará a escolta deles”, relatou o major. De acordo com a assessoria do Ministério da Defesa, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, também confirmou presença no evento. Todos os veículos que serão usados pelos mandatários estrangeiros, e também o da presidenta Dilma Rousseff, passarão por varredura prévia.
De acordo com Marco Ferreira, 9,3 mil homens das Forças Armadas reforçam as forças de segurança integradas por 16 mil policiais militares, policiais rodoviários federais, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros na operação da final da Copa do Mundo de Futebol. “O trabalho que a segurança pública tem feito está excelente. Amanhã, tudo vai dar certo”, manifestou.
A pedido das forças de segurança, a Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, será interditada ao tráfego amanhã, nos dois sentidos, a partir das 10h, prevendo-se a sua reabertura às 14h30. Toda a área será monitorada pelo Centro de Operações Rio.
Segundo informou a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, a chegada da presidenta Dilma ao Aeroporto Santos Dumont está prevista para as 11h30 deste domingo. O almoço em homenagem aos chefes de Estado e de Governo, participantes do encerramento da Copa, começará às 12h30. Dilma retorna às 19h de amanhã para Brasília, onde receberá o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na segunda-feira (14). 
Agência Brasil/montedo.com

12 de julho de 2014

Cabo do Exército é preso sob suspeita de repassar informação a traficantes

Prisão aconteceu durante a operação que prendeu mais sete pessoas.
Cabo foi encaminhado para o 2º BEC e responderá processo administrativo.
Delegados da Delegacia de Entorpecentes de Teresina (Foto: Patrícia Andrade/G1)
Delegados da Delegacia de Entorpecentes de Teresina (Foto: Patrícia Andrade/G1)
Patrícia Andrade
Do G1 PI
Teresina (PI) - Um cabo do Exército Brasileiro foi preso temporariamente nesta sexta-feira (11) suspeito de repassar informações privilegiadas para traficantes da Zona Norte de Teresina. De acordo com o delegado Kleydson Ferreira, da Delegacia de Entorpecentes e Repressão ao Tráfico, o cabo é filho de um policial militar. A prisão do suspeito ocorreu dentro da Operação Boreas, que prendeu mais sete pessoas por tráfico de drogas.
"O pai dele (cabo) é policial militar e comentava com os filhos quando as operações iriam acontecer na Zona Norte, daí ele repassava essas informações aos traficantes. Não sabemos ainda se o pai falava de forma intencional", disse o delegado.
O cabo foi encaminhado para o 2º Batalhão de Engenharia de Combate (BEC) [2º Batalhão de Engenharia de Construção (BEC)] e responderá a processo administrativo e poderá ser expulso da corporação. Ainda segundo o delegado, a polícia conseguiu chegar aos criminosos após a prisão de um traficante com 100 quilos de drogas, na cidade de Timon, no Maranhão, no ano passado.
Na casa dos dois irmãos que comandavam a venda de entorpecentes no bairro Poti Velho a polícia encontrou documentos falsos e um avançado sistema de monitoramento. "Câmeras e uma televisão de 42 polegadas foram apreendidas na residência. Com estes equipamentos eles tinham a visão de todos os ângulos de fora da casa para identificar a presença de policiais", revelou a delegada Daniela Barros.
Cerca de 70 agentes da Delegacia de Entorpecentes e Repressão ao Tráfico e Delegacia de Homicídios participaram da operação. Um mandado de prisão ainda será cumprido. (R. A.)
G1/montedo.com

10 de julho de 2014

28, 86%: se o Governo não quiser, nada feito.

O vídeo de Ivone Luzardo é longo, mas didático.

General candidato a vice governador do RJ responde as críticas recebidas no blog

General Abreu



Recebi do General Abreu, na área de comentários da postagem:

Marcelo Crivella terá general como candidato a vice em sua campanha para governador do RJ


Gen Div R1 JOSÉ ALBERTO DA COSTA ABREU disse...
Caro Montedo
Sou leitor assíduo de seu blog,pois me preocupo com a opinião de nosso público interno, apesar de que não tive publicadas duas mensagens minhas explicando a necessidade de ser feita a severa modificação no Clube dos ST e Sgt da Vila Militar, eivado de irregularidades, para transformá-lo na melhor Área de Lazer de ST e Sgt do Brasil, limpa, bonita, saneada e legítimo ponto de encontro de nossos praças na cidade do Rio de Janeiro. Vc precisa conhecer e, quem sabe, fazer uma reportagem sobre a mesma, em seu blog que tem grande aceitação do público interno.
Eu tenho a certeza de que o militar honesto, sério, responsável e comprometido com a Instituição aprova o meu comando na Vila Militar, pois tive como único interesse melhorar as condições de vida de nosso pessoal, agindo sobre a manutenção dos quartéis, PNR e arruamentos, criando vários residenciais fechados e com segurança, para oficiais e praças (veja como ficou o Residencial Sgt Max Wolff, na Rua São Pedro de Alcântara), a transformação do antigo Colégio Duplar em Colégio de Aplicação São José, sob administração do Grupo dono do Colégio Realengo, modelo de escola privada, mas a um valor de mensalidade bastante acessível. Cito ainda a preocupação com o meio ambiente, com o plantio de mais de 50.000 mudas de árvores da mata atlântica, em toda a Vila Militar.
Enfim, tive orgulho de comandar a 1 Divisão de Exército e poder fazer a diferença em benefício de nossos militares e seus familiares, sem contar o êxito alcançado na coordenação de defesa dos grandes eventos no Rio de Janeiro (Rio mais 20, Copa das Confederações e Jornada Mundial da Juventude).
Eu não me omito e tenho coragem para mudar o que penso estar errado.
Sei que não é possível agradar a todos e, quando se mexe em interesses individuais, corrigindo-se as coisas erradas, a reação dos atingidos, dos aproveitadores e dos maus militares (que sabemos existir) é incessante, insidiosa e, quase sempre, anônima e injusta.
Sou filho de um então cabo do Regimento Sampaio e herói de Monte Castelo, que chegou a major, após a guerra, por seu esforço próprio. Fiz o serviço militar inicial no NPOR do extinto 3 BI, em São Gonçalo, onde nasci, indo depois para a AMAN. Minha vida profissional sempre foi ligada à tropa e ao ensino militar (fui instrutor da AMAN, ECEME e CIPQDT e comandei a EsAO) e cheguei ao posto de general-de-divisão com a ajuda de Deus e por esforço próprio. Nunca compactuei com ilícitos, com a corrupção, com a desonra e sempre procurei melhorar o ambiente físico por onde passei. Isso inclui a limpeza e a manutenção das instalações, ou como queiram, a faxina, que eu também já fiz, nos meus tempos de aluno do NPOR, cadete e jovem oficial, graças a Deus, e que não vejo qualquer demérito nisso.
Quero levar essa faxina à política de meu estado, melhorar as condições de vida de nossos militares e suas famílias, como fiz na Vila Militar, a custa de muito aborrecimento e de trabalho. Conto com vocês, militares que querem mudar o nosso país.
Não pedi para entrar na política, mas como militar corajoso, não fujo aos desafios e acredito na vitória.
Montedo, peço-lhe que publique este comentário e procure conhecer o trabalho e a atenção que sempre tive com a nossa Vila Militar e com a família militar. Obrigado.
Brasil, acima de tudo! Vamos em frente.
Gen Div R1 José Alberto da Costa Abreu-candidato a vice-governador com o Senador Crivella

9 de julho de 2014

RJ: Forças Armadas poderão permanecer mais tempo na Maré

Permanência de militares na Maré após julho não está definida, diz Pezão
Luiz Fernando Pezão. Foto: Antonio Cruz/ ABr
Vinícius Lisboa
O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse ontem (8) que ainda não está definido se pedirá à presidenta Dilma Rousseff para que as forças armadas permaneçam no Complexo da Maré, onde estão desde 5 de abril. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem que determinou a ida dos militares para a região da zona norte do Rio termina no dia 31 de julho.
“Estamos vendo. Ainda vou conversar com a presidenta Dilma. Até o dia 31 de julho eles estarão lá”, disse Pezão. Desde a entrada das forças de segurança no complexo, que tem 129 mil habitantes, a previsão do governo é de que a Unidade de Polícia Pacificadora seja instalada neste semestre.
Junto com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e o comandante militar do Leste, general Francisco Carlos Modesto, Pezão se reuniu hoje com lideranças do complexo para ouvir demandas dos moradores. Beltrame e as autoridades militares presentes saíram mais cedo, sem falar com a imprensa. O prefeito afirmou que a Maré, comparada a outras favelas, é um complexo com mais infraestrutura e até a chamou de “bairro popular”.
“Maré não é uma favela, é um bairro popular. Boa parte dela está totalmente urbanizada e com grande quantidade de serviços públicos se comparada a outras comunidades”, disse Eduardo Paes. Leia mais.
Agência Brasil/montedo.com

7 de julho de 2014

Frio? Fala sério!

The Year in Pictures (61 pics)
Formatura matinal de um regimento do exército chinês, na província de Heilongjiang. Temperatura: 30º negativos
(Imagem: AcidCow)

6 de julho de 2014

Aprovação do pagamento dos 28,86% avança na Câmara dos Deputados

FAB imita Exército e mantém medalhas de mensaleiros

2004: Dirceu recebendo a OMA de Lula
AERONÁUTICA MANTÉM MEDALHAS DE MENSALEIROS

Assim como o comandante do Exército, general Enzo Peri, que foge como o diabo da cruz da obrigação de cassar a Medalha do Pacificador de José Genoino, o Comando da Aeronáutica se finge de morto e ignora o decreto 3446/2000, que prevê a exclusão de agraciados com a Ordem do Mérito Aeronáutico, condenados por crime contra o erário, como José Dirceu e Genoino, ou contra as instituições e a sociedade.

HONRARIA?
José Dirceu recebeu a honraria da Aeronáutica durante o governo Lula, e José Genoino já era réu do mensalão quando foi condecorado.

2011: Jobim condecora Genoíno
ESTÁ NO DECRETO
O Conselho da Ordem do Mérito Aeronáutico já deveria ter cassado as condecorações quando os mensaleiros perderam os direitos políticos.

QUEM CALA…
O Comando da Aeronáutica imitou o do Exército e preferiu silenciar sobre a própria atitude de manter a honraria a corruptos condenados.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Dilma usa aviões da FAB em campanha


Jorge Oliveira
Rio – Se o Evo Morales, o cocaleiro boliviano, acordasse irritado na madrugada de quinta-feira e, num surto de grandeza, tentasse invadir o Brasil, certamente teria êxito na sua investida, a exemplo do que fez quando encampou a refinaria da Petrobrás. Naquele dia, Dilma ocupou boa parte dos aviões da Força Aérea para distribuir casas em vários locais do país. A presidente cometeu ilegalidades e por elas deve ser punida se a oposição entrar com ação exigindo ressarcimento aos cofres públicos dos gastos pelo uso indevido da frota da FAB em campanha eleitoral. Dilma distribuiu as aeronaves da Força Aérea para vários ministros que cruzaram os céus do Brasil para entregar imóveis do programa Minha Casa Minha Vida, enquanto ela coordenava as ações on-line por um telão em Brasília.
O constrangimento entre os auxiliares da presidente ficou evidente nas palavras do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celio Campolina Diniz, que viajou 741 quilômetros de Brasília a Betim para entregar 462 unidades habitacionais: “É a primeira vez que participo de uma solenidade dessas. Sou membro do governo e, portanto, o governo distribui as funções, as tarefas”. Dilma deve responder por crime eleitoral por ter usado as aeronaves para terceirizar solenidades do seu governo usando a logística e desperdiçando o dinheiro público nesses deslocamentos pelo país.
A presidente não usou os auxiliares para distribuir apenas casas nos aviões da FAB. Ela também escalou sua fiel escudeira Ideli Salvati, conhecida por usar o patrimônio público em benefício próprio, para entregar computadores, carros e equipamentos a 124 conselhos tutelares em Três Corações (MG) e Vila Velha (ES) na condição de Secretaria de Direitos Humanos. De quebra, desviou a rota do avião da FAB para entregar 320 casas em Joinville, em Santa Catarina, seu reduto político.
Os aviões da Força Aérea viajaram intensamente de Norte a Sul do Brasil em dois dias. A Ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Política para Mulheres, e o Ministro da Secretaria de Portos, Cesar Borges, também fizeram passeios nas tardes ensolaradas da quinta-feira. Ela foi a Governador Valadares (MG) para entregar 653 casas e ele a Jequiá (BA), sua terra natal, onde inaugurou outras 600 unidades.
Outro ministro, Miguel Rosseto, do Desenvolvimento Agrário, cumpriu bonitinho as ordens da chefe. Entregou 713 habitações do Minha Casa Minha Vida em Juazeiro do Norte (CE). Rosseto passou 12 horas dentro de um avião da FAB, entre segunda e quinta-feira, para cumprir as tarefas da presidente em atividades que nada tem a ver com a sua função no Ministério do Desenvolviemnto Agrário.
Até os Ministros da Saúde, Arthur Choro, e da Educação, Henrique Paim, cumpriram pauta fora das suas atividades. O da Educação passou quarta e quinta-feira em solenidades. Esteve no Espírito Santo com a Dilma entregando às pressas 496 casas inacabadas. Na quinta, em Curitiba, mais 480 unidades. É assim que o governo do PT age: burlando a lei eleitoral e utilizando o dinheiro público para fazer campanha pelo país. Mais uma vez a FAB é obrigada a desviar suas aeronaves para fins não muito nobres. Essas atitudes constrangem os militares da Força Aérea Brasileira que trabalham fora de suas funções para atender pedidos que contrariam o regulamento do Ministério da Defesa.
Agora responda: o Brasil é ou não é um país anárquico? O viaduto de Belo Horizonte, que desabou imprensando carros e matando as pessoas, não é um exemplo disso? É, na verdade, um país que faz tudo no improviso passando por cima da lei.
DIÁRIO do PODER/montedo.

Haitianos assistem à vitória do Brasil na Copa com militares brasileiros

Batalhão instalou TVs em campo de deslocados por terremoto de 2010.
Muitos haitianos estavam vestidos com as cores do Brasil.
Muitos haitianos estavam vestidos com as cores do Brasil  (Foto: Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABAT)/Divulgação)
Do G1, em São Paulo
Dezenas de haitianos acompanharam o jogo entre Brasil e Colômbia pelas quartas de final da Copa do Mundo nesta sexta-feira (5) junto com militares brasileiros.
O Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABAT) na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti instalou televisores e telões em um dos campos para os deslocados pelo terremoto de 2010, no bairro de Cité Soleil, em Porto Príncipe.
Muitos haitianos estavam vestidos com as cores do Brasil.
O Brasil venceu o jogo por 2x1 e enfrentará a Alemanha na semifinal.
Haitianos assistem jogo do Brasil na Copa do Mundo com TVs instaladas por batalhão brasileiro (Foto: Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABAT)/Divulgação)
Haitianos assistem jogo do Brasil na Copa do Mundo com TVs instaladas por batalhão brasileiro (Foto: Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABAT)/Divulgação)
G1/montedo.com

O resgate de Entebe: uma das melhores operações de Comandos da História

O resgaste de Entebe: 36 anos de um feito épico
" O resgate em Entebe foi uma missão planejada detalhadamente, treinada tantas vezes quanto possível dentro do pouco tempo que tínhamos e cuja execução foi tão semelhante ao nosso plano que não exigiu nenhum ato heróico para superar os problemas surgidos. Todos cumpriram com o mesmo empenho o seu dever de soldados”.

AirBus A 300 da Air France
Há 36 anos, no dia 4 de julho de 1976, o exército e a força aérea de Israel completaram uma de suas mais ousadas e bem sucedidas missões: Numa extraordinária operação militar, Israel resgatou 256 tripulantes de um vôo da Air France, mantidos reféns por terroristas Palestinos no aeroporto de Entebbe, em Uganda. Os tripulantes, inclusive os pilotos franceses, foram mantidos em cativeiro durante oito dias. A operação foi liderada por Yonatan Netanyahu – irmão do ex-primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu – que foi o único soldado Israelense morto durante o resgate. Ironicamente, as Nações Unidas condenaram Israel por ter violado a soberania de Uganda! A fantástica missão de resgate dos reféns israelenses e de judeus de diferentes nacionalidades, em Uganda, surpreendeu o mundo e provou que até o impossível pode ser feito no combate ao terrorismo.
Kulam lishkvav! Todos no chão. Somos do exército Israelense”. Com estas palavras, o soldado Amos Goren anunciava às 103 pessoas mantidas como reféns por um grupo de terroristas, no Aeroporto Internacional de Entebe, que a história de seu trágico sequestro, iniciado no dia 27 de junho de 1976, poderia ter um final feliz.
Inicialmente denominada “Operação Thunderball”, tornou-se internacionalmente conhecida como “Operação Yonathan” e foi tema de inúmeros filmes e livros. O nome da missão foi modificado em homenagem ao comandante da força-tarefa, o tenente coronel Yonathan Netanyahu (irmão do ex-Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu), único militar israelense morto durante a ação. Essa foi a missão mais famosa da unidade Sayeret Mat'kal.
O drama dos reféns começou com o seqüestro do Airbus A 300 da Air France durante o vôo AF 139, Tel Aviv-Paris, com escala em Atenas, na Grécia, com 258 pessoas a bordo. Oito minutos após a decolagem, a aeronave foi dominada por quatro terroristas, dois dos quais possuíam passaportes de países Árabes, um do Peru com o nome de A. Garcia e uma mulher do Equador de nome Ortega. Posteriormente, descobriu-se que os dois últimos eram membros da organização terrorista Alemã Baader-Meinhof (Wilfried Bõse "Garcia" e Gabriele Krõcher-Tiedemann "Ortega" ). O avião foi desviado para Entebe após aterrissar em Bengazi, na Líbia, para reabastecimento e chegou a Uganda na madrugada do dia 28.
Os quatro terroristas haviam vindo do Kuwait pelo vôo 763 da Singapore Airlines e iam com destino a Bahrein. Entretanto, ao desembarcar em trânsito, os quatro dirigiram-se ao check-in do vôo AF 139 da Air France. Pilotado pelo comandante Michel Bacos, o avião francês decolou do aeroporto Ben-Gurion às 8h59, chegando em Atenas às 11h30. Desembarcaram 38 passageiros e embarcaram 58, entre os quais, os quatro sequestradores. O total a bordo era então de 246 pessoas, mais a tripulação.
Símbolos do FPLP e do RAF
12h20, a aeronave já cruza os céus novamente rumo ao seu destino final: Paris. Oito minutos após a decolagem, enquanto as aeromoças preparam-se para servir o almoço, os terroristas assumem o controle do avião. As autoridades aeroportuárias em Israel e a estação de controle da Air France percebem que perderam contato com o vôo AF 139, alguns minutos após a decolagem em Atenas. Os ministros de Transporte e da Defesa, que participam da reunião semanal do gabinete com o primeiro-ministro Yitzhak Rabin, são imediatamente informados. Apesar de não saber ainda o que acontecia a bordo, o setor de Operações das Forças de Defesa de Israel (FDI) prepara-se para um eventual pouso da aeronave em Lod.
14h00, o Airbus comunica-se com a torre de controle do aeroporto de Bengazi, Líbia, solicitando combustível suficiente para mais quatro horas de vôo, além de pedir que o representante local da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) seja encaminhado ao local. Descobriu-se então que a FPLP estava a frente do sequestro.
14h59, o aparelho desce em Bengazi e apenas uma mulher é libertada. Ela consegue convencer os terroristas e um médico líbio que está grávida e sob risco de aborto. Na verdade, está indo para o enterro de sua mãe em Manchester, Inglaterra. Após algumas horas, parte para seu destino.
Gabriele Tiedemann e Wilfred Bose
Em Israel, terminada a reunião, Rabin convoca ao seu gabinete alguns ministros – Peres, da Defesa; Yigal Allon, das Relações Exteriores; Gad Yaakobi, dos Transportes; e Zamir Zadok, da Justiça. Fosse qual fosse o desfecho da história, esses homens teriam que tomar decisões e estavam-se preparando para isso, pois já sabiam que dentre os passageiros havia 77 com passaporte Israelense. Rígida censura é imposta aos meios de comunicação para que não divulguem listas de passageiros e para impedir a veiculação de informações que possam, de alguma maneira, ajudar os sequestradores. Iniciam-se, também, contatos com os familiares dos viajantes.
Em Bengazi o avião permanece seis horas e meia, durante as quais é reabastecido - "por preocupação humanitária do governo líbio para com os passageiros", segundo o coronel Kadafi.
21h50, o Airbus parte de Bengazi, voando à noite em direção ao sul, sobre o Saara líbio e o Sudão, afastando-se cada vez mais do Oriente Médio.
03h15, horário local em Uganda, 28 de junho, o avião aterrissa no aeroporto de Entebe. Em Israel, as unidades da FDI, em alerta no aeroporto, recebem ordens para retornar às suas bases. O que aconteceria dali em diante não exigiria medidas especiais em território israelense.
Ao amanhecer, paira em Israel e no mundo um clima cheio de dúvidas. Uganda seria o destino final dos seqüestradores ou apenas uma escala para abastecimento? Como estaria reagindo o governo de Idi Amin Dada diante dos acontecimentos – seriam anfitriões hostis ou parceiros no seqüestro? Afinal, desde 1972, as relações entre Israel e Uganda não eram amigáveis, pois o governo israelense havia-se recusado a fornecer jatos Phantom ao país, sabendo que Uganda pretendia usá-los para bombardear o Quênia e a Tanzânia. Idi Amin havia, então, expulsado todos os israelenses do país.
Oficialmente, o ditador de Uganda adotou uma atitude neutra em relação aos sequestradores, mas na realidade eles eram bem-vindos. Líderes palestinos encontravam-se no aeroporto para receber o avião, bem como unidades do Exército de Uganda. Os reféns foram conduzidos para o prédio do antigo terminal do aeroporto.
Na terça-feira, dia 29, uma mensagem vinda de Paris, que primeiramente foi divulgada pela rádio de Uganda, revela os objetivos dos seqüestradores: a libertação até às 14h do dia 1 de julho de 53 terroristas – 13 detidos em prisões da França, Alemanha Ocidental, Suíça e Quênia, e 40 em Israel. Caso suas reivindicações não fossem atendidas explodiriam o avião com todos os passageiros.
Israel, a nação mais afetada, havia sempre deixado claro que nunca negociaria com o terrorismo e que estava preparado para derramar o sangue de seus cidadãos a fim de se ater a seus princípios. Em maio de 1974, por exemplo, terroristas tinham seqüestrado os alunos de uma escola de Maalot, na Galiléia; as Forças de Defesa de Israel (FDI) invadiram o edifício e fuzilaram os pistoleiros, mas à custa de 22 crianças mortas. Em Entebbe, entretanto, parecia impossível que Israel reagisse, pois apenas 105 reféns eram judeus - e o governo israelense seria criticado pela opinião pública mundial se pusesse em risco a vida dos outros.
Pára-quedista israelense da unidade de reconhecimento de 
elite Sayeret Tzanhanim. Ele está usando um uniforme padrão
das FDI, com o novo modelo de capacete, que teve sua 
estréia em Entebbe. Ele está armado com o novo fuzil-automático 
Galil de 5,56mm introduzido recentemente nas FDI. Ele carrega 
granadas de rifle HE do Galil nas costas e luzes de emergencia 
para serem usadas na pista de pouso.
Na quarta-feira, 30, França e Alemanha afirmam que não soltariam os terroristas, posição que se supunha seria a mesma de Israel. A França, no entanto, revela uma certa flexibilidade ao anunciar que seguiria a posição do governo israelense que, até então, mantinha-se em compasso de espera, aguardando o desenrolar dos acontecimentos.
Curiosamente, na mesma quarta-feira,foram os próprios terroristas que desperdiçaram sua maior vantagem. Sem atinar para as implicações de seu ato, separaram os reféns não-judeus e, aparentemente num gesto de consideração para com os outros países, permitiram que 47 reféns, – exceto israelenses ou judeus – retomassem sua viagem para a França. O capitão Bacos e sua tripulação recusam-se a acompanhar o grupo, afirmando que não abandonariam os demais passageiros. Uma freira francesa também insiste em ficar, mas é impedida pelos terroristas e pelos soldados ugandenses.
A libertação de alguns reféns e a evidência cada vez maior de que o principal alvo dos terroristas era pressionar Israel, aumentam a tensão em Israel e a pressão dos familiares para que o país atenda às exigências dos sequestradores. Nos círculos militares e altos escalões do governo, reuniões e mais reuniões são realizadas, além do levantamento de informações feito pela Inteligência em busca de dados que possam ser úteis a uma eventual ação de resgate. Novos nomes integram-se às reuniões entre as FDI e os ministros, entre os quais, o general brigadeiro Dan-Shomron, 48 anos, chefe dos pára-quedistas e oficial de infantaria; o general Benni Peled; e Ehud Barak, vice-diretor do Serviço de Inteligência das FDI.
Agentes secretos Israelenses do Mossad, interrogaram os reféns liberados a respeito dos sequestradores; número, nacionalidades, armamento, idioma, vestuário, rotina, e sobre as forças ugandenses no local e tudo que tivessem algum valor para uma possível missão de resgate em Entebbe. Uma fonte muito importante foi um passageiro Francês de origem judaica que havia sido erroneamente libertado com os reféns não judeus. O homem tinha treinamento militar e "uma memória fenomenal" segundo Muki Betzer, permitindo a coleta da inteligencia sobre o número de armas e dos sequestradores, entre outras informações úteis.
A confirmação dada pelos reféns soltos, meticulosamente entrevistados pelos serviços secretos da França e de Israel, de que o governo de Idi Amin estava apoiando os terroristas foi fundamental para as medidas que seriam tomadas por Israel a partir de 1 de julho, quinta-feira, quando, 90 minutos antes de expirar o prazo dado pelos sequestradores, o gabinete se reúne e aprova o início de negociações com os terroristas. Estes, por sua vez, afirmam não estar interessados em negociações e sim no atendimento de suas reivindicações, estendendo o prazo até às 14h do dia 4 de julho. Esta prorrogação de prazo iria se revelar crucial para permitir que as forças Israelenses tivessem tempo suficiente para chegar a Entebbe.
É nesse 1 de julho que o Serviço de Inteligência descobre que o aeroporto de Entebe fora construído por uma empresa israelense – Solel Boneh, o que possibilita o acesso às plantas originais do local. Cada vez mais, após intensos encontros com oficiais do exército, Peres convence-se de que a opção militar é possível e que é apenas uma questão de tempo para que todas as peças do quebra-cabeça se encaixem. Tempo, no entanto, é algo que Israel não tem.
A opção militar desponta como caminho viável. A principio os israelenses trabalham com três opções:
a) Um lançamentos de pára-quedistas no Lago Victoria e um silencioso desembarque em Entebbe usando barcos de borracha;
b) Um cruzamento em grande escala do Lago Victoria, partindo da margem queniana - usando barcos que poderiam ser alugados, emprestados ou simplesmente roubados;
c) Um pouso direto em Entebbe, seguido de um assalto rápido e uma remoção imediata dos reféns por ar por forças especiais da unidade Sayeret Mat'kal.
Nos dois primeiros planos, após libertar os reféns, os israelenses iriam depender da ajudar de Idi Amin ou da intervenção da ONU para sair de Uganda. Porém nas próximas horas, as duas primeiras opções seriam descartadas por razões militares e porque os dados colhidos em Paris confirmavam que Idi Amin estavam apoiando os terroristas. Sendo assim o assalto direto a Entebbe seria a opção adotada.
O General-Brigadeiro Dan Shomron é nomeado comandante da missão em terra e Yoni Netanyahu, comandante da unidade Sayeret Mat'kal, comandante da força-tarefa que a executará. Uma réplica do antigo terminal de Entebe é construída para simulação da operação, com base nas plantas obtidas junto à Solel Boneh e em fotografias aéreas, e os comandos começam a treinar. Enquanto isso, um grupo de 101 reféns – excluindo-se israelenses e judeus de outras nacionalidades – chega a Paris. Trazem duas informações essenciais para Israel: a primeira, de que haveria menos pessoas para resgatar; a segunda, de que apenas judeus estavam sendo mantidos como reféns, além da tripulação, o que, para o governo, significava que os seqüestradores possivelmente acabariam matando a todos, mesmo que suas exigências fossem atendidas.
12h do dia 2 de julho, sexta-feira, os chefes dos comandos da missão, então denominada “Thunderball”, apresentam os planos detalhadamente para Shomron. Duas horas depois, Yoni reúne-se com os oficiais para as ordens finais, antes de mais uma simulação na réplica do aeroporto, incluindo o pouso dos aviões nas pistas sem iluminação de Entebe. O ensaio levou 55 minutos, do momento em que o avião aterrissou até a sua decolagem. A preocupação maior entre todos os envolvidos é obter o máximo do “elemento-supresa”.
O ponto fundamental do plano de Shomron era fazer aterrissar em Entebbe, no meio da noite, quatro aviões Hércules C-130 de transporte, que descarregariam tropas da unidade Sayeret Mat'kal e veículos. Para evitar que os aviões fossem detectados, o primeiro Hércules seguiria imediatamente atrás de um avião de carga inglês cujo vôo regular era esperado no aeroporto de Entebbe.
Pára-quedista israelense da unidade de reconhecimento de elite Sayeret Tzanhanim. Ele está usando um uniforme padrão das FDI, com o novo modelo de capacete, que teve sua estréia em Entebbe. Ele está armado com o novo fuzil-automático Galil de 5,56mm introduzido recentemente nas FDI. Ele carrega granadas de rifle HE do Galil nas costas e luzes de emergencia para serem usadas na pista de pouso.
As tropas que realizariam a ação em terra estavam divididas em cinco grupos de assalto:
Grupo de Assalto 1: se encarregaria da segurança da pista e dos aviões (era formado por 33 médicos que também eram soldados);
Grupo de Assalto 2: tomar o edifício do antigo terminal e libertar os reféns;
Grupo de Assalto 3: tomar o edifício do novo terminal;
Grupo de Assalto 4: impedir a ação das unidades blindadas de Idi Amin (estacionadas em Kampala, a 30 km de distância) e destruir os aviões de combate ugandenses Mig 17 e Mig 21 estacionados no aeroporto, para impedir uma possível perseguição. Este grupo também iria cobrir a estrada de acesso ao aeroporto, pois sabia-se que o Exército ugandense tinha tanques T-54 soviéticos e carros blindados OT-64 tchecos para transporte de tropas a aproximadamente 32 km da Capital Kampala;
Grupo de Assalto 5: evacuar os reféns, conduzindo-os para o Hércules que estaria à espera e seria reabastecido no local ou em Nairóbi, no vizinho Quênia - um dos poucos países africanos amigos de Israel.
Levando em conta que haveria inúmeras baixas, um Boeing 707, transformado em avião-hospital, voaria diretamente para Nairóbi durante o ataque. Ao mesmo tempo, outro 707 sobrevoaria Entebbe transmitindo informações ao quartel-general em Israel.
Na medida do possível, tudo foi feito para eliminar os riscos. Sabia-se, por exemplo, que Amin uma vez chegara a Entebbe num Mercedes preto escoltado por um Land Rover, e veículos como esses foram embarcados no Hércules que iria à frente, com o objetivo de confundir os ugandenses nos vitais primeiros minutos.
1h da madrugada do dia 3 de julho, sábado, Motta Gur telefona para Peres e o informa que os homens estão preparados e que a operação pode ser executada.
13h20 do dia 3 de julho de 1976, sábado, o tenente coronel Joshua Shani inicia a decolagem do primeiro dos quatro aviões Hércules C-130, do Aeroporto Internacional Ben-Gurion, em Lod, com destino a Entebe. Poucos segundos depois, cada um dos outros aparelhos também parte, porém em direções diferentes. Afinal, a passagem de quatro Hippos (“hipopótamos”), como são descontraidamente chamados por suas tripulações, em horários semelhantes, não passaria desapercebida sobre os ensolarados céus de Tel Aviv, durante um verão que prometia ser tão quente quanto os anteriores. E o que menos se pretendia, naquele dia, era chamar a atenção e provocar especulações.
A bordo dos Hippos, a força-tarefa especial comandada por Shomron e Yoni tinha um objetivo bem definido: libertar os reféns em Entebe. Apesar de a missão de resgate não haver sido, ainda, aprovada pelo gabinete israelense, a partida dos aviões fora autorizada pessoalmente por Rabin, senão não haveria tempo hábil para sua execução. A permissão fora dada a Motta Gur.
Mota Gur (esq) e Dan Shomron
Enquanto os ministros se reúnem para analisar as possíveis alternativas para a situação, incluindo a possibilidade de o país atender às exigências dos terroristas, os aviões aterrissam em Sharm el-Sheik, na região do deserto do Sinai, para abastecer e partem novamente rumo a Uganda, voando a baixa altitude sobre o Mar Vermelho para não serem detectados por sistemas de radares.
O ponto fundamental no plano de Shomron consistia em fazer aterrissar o primeiro Hércules imediatamente atrás do avião de carga inglês que estava sendo esperado em terra, pois este não apenas absorveria a atenção dos operadores de radar ugandenses como também encobriria o ruído feito pêlos aviões israelenses. A precisão tinha de ser absoluta - e foi. Sete horas depois da decolagem, a força israelense aproximava-se de Entebbe, num céu carregado de chuva, sempre na escuta do comandante inglês, que recebia as instruções da torre de controle. O C-130 de Shomron colocou-se exatamente atrás do cargueiro.
Eram 23h e o tenente coronel Shani desce silenciosamente o seu Hippo em Entebe depois de sete horas e meia de vôo e a distância de quatro mil quilômetros desde a decolagem em Israel. A lendária capacidade de precisão de aterrissagem do Hércules foi bem explorada. O pessoal que deveria cuidar da segurança da pista desceu rapidamente. Os operadores de radar não perceberam o intruso e nenhum alarme foi dado. Por esse erro, seriam logo depois mortos pelo enraivecido e humilhado Idi Amin.
O Hércules seguiu para uma área mais escura da pista e, enquanto o cargueiro inglês taxiava, o Mercedes e dois Land Rover desceram a rampa, transportando o grupo que iria assaltar o velho terminal. O Hércules seguiu para uma área mais escura da pista e, enquanto o cargueiro inglês taxiava, dez membros da brigada de infantaria Golani saltam do avião e espalham sinais para orientar a aterrissagem das outras três aeronaves, que se aproximam rapidamente. A rampa de carga é aberta e por esta desliza um Mercedes preto, artifício considerado fundamental para a missão, dois Land Rover e 35 membros da força-tarefa, entre eles Netanyahu. Os militares que iam no Mercedes estavam vestidos com uniformes ugandenses.
Mas os ugandenses logo perceberam a farsa e a 100 m do terminal duas sentinelas, com metralhadoras apontadas, ordenaram ao carro que parasse. Netanyahu e outro oficial abriram fogo com pistolas dotadas de silenciador, atingindo um dos homens, e o grupo seguiu em frente até uns 50 m do edifício, A partir daí, os israelenses foram a pé. Os reféns estavam todos deitados no salão principal e muitos dormiam. Quatro terroristas haviam sido deixados montando guarda, um à direita, dois à esquerda e um no fundo do salão. Todos estavam de pé e puderam ser identificados .por causa das armas que portavam. Apanhados de surpresa, foram mortos imediatamente, e o grupo de assalto subiu pelas escadas. Os reféns advertiram que havia mais terroristas e soldados ugandenses no andar de cima. As ordens eram para tratar os ugandenses como inimigo armado, se abrissem fogo; caso contrário, seriam poupados. Mas para os terroristas não haveria misericórdia. Diversos deles foram eliminados à queima-roupa enquanto dormiam. Ao todo, morreram 35 ugandenses e treze terroristas - entre os quais Bõse e Krôcher-Tiedemann. Cerca de sessenta soldados ugandenses fugiram do edifício. A ação no terminal antigo durou três minutos.
Sete minutos depois que o primeiro Hércules aterrissou, o segundo pousava, seguido pelo terceiro e pelo quarto. Logo que as rampas eram baixadas, jipes e veículos de transporte saíam em disparada, atravessando a pista. O grupo comandado pelo coronel Matan Vilnai assaltou o edifício do novo terminal, que havia sido apressadamente abandonado pêlos ugandenses. As tropas de Amin pareciam totalmente confusas e incapazes de esboçar uma reação coerente. A única resistência determinada vinha da torre de controle, de onde partiu a rajada que feriu mortalmente Netanyahu, postado do lado de fora do velho terminal. Mas a unidade de Vilnai eliminou esse núcleo de oposição graças ao fogo concentrado de metralhadoras e lança-granadas.
O grupo do coronel Uri Orr encarregou-se do embarque dos reféns no avião que os aguardava. A equipe que tinha ordens de eliminar os Migs 21 e 17 ugandenses levou poucos minutos para transformar onze deles em bolas de fogo com rajadas de metralhadoras. O último dos quatro Hippos, com Shomron a bordo, parte de Entebe às 00h30 do dia 4 de julho – 90 minutos depois de o primeiro ter aterrissado.
Após uma breve escala em Nairobi, para reabastecimento e a transferência dos feridos para um Boeing com um hospital a bordo. Apesar de todos os esforços dos médicos – então chefiados pelo coronel Ephraim Sneh, Yoni não resiste aos ferimentos e falece. O saldo total de mortos da Operação Yonatan: 4 –Yoni e três reféns – dois mortos no fogo cruzado com os terroristas e uma senhora de idade, Dora Bloch, que havia sido transferida para um hospital de Uganda e que posteriormente foi assassinada por ordem de Idi Amin. Depois de reabastecer, os israelenses tomaram o caminho de volta, às 4h08.
Nas primeiras horas da manhã do dia 4 de julho, o Hippo pilotado por Shani sobrevoa Eilat e desce em uma base da Força Aérea de Israel (FAI) na região central do país. Enquanto os reféns são atendidos pelas equipes de terra, as unidades de combate descarregam seus equipamentos. Em seguida, retornam às suas bases e retomam suas funções de rotina, afastados da euforia que tomava conta de Israel e da admiração e respeito que haviam conquistado em todo o mundo pelo que haviam feito naquela noite. Para eles, mais uma missão fora cumprida... Era o seu dever, para o qual são treinados.
Ainda no dia 4, aproximadamente ao meio-dia, um Hércules da FAI aterrissa no Aeroporto Internacional Ben-Gurion. De suas portas traseiras, 102 pessoas - homens, mulheres e crianças - correm em segurança para se reunir a seus familiares e amigos. A Operação Entebbe permanecerá para sempre como um feito extraordinário na história da aviação, embora a sorte tenha sido um fator essencial. Mas esse resgate nem mesmo seria cogitado se, para executá-lo, não existissem homens motivados e treinados em um nível verdadeiramente fantástico.
Nota: Segundo algumas informações, o Coronel Ulrich Wegener comandante da unidade antiterrorista alemã GSG 9, estava entre os comandos israelenses durante a operação, possivelmente devido à presença dos dois terroristas alemães. Em 1977, esta unidade realizaria uma grande operação de resgate também na África em Mogadíscio na Somália, quando Boeing 737 da Lufthansa foi sequestrado.
Em 2001, Dan-Shomron, relembrou os fatos do resgate em Entebbe com naturalidade e não gostou muito de mencionar a palavra heroísmo quando falava da missão. Em uma entrevista publicada pela revista do The Jerusalem Post, no mês de junho de 2001, Shomron – que foi chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de 1987 a 1991 – afirma que vários fatores contribuíram para o êxito da missão.
O resgate foi planejado nos seus mínimos detalhes, considerando-se o tempo necessário para todas as etapas, incluindo as baixas que poderiam ocorrer. Segundo o ex-chefe das Forças Armadas, Entebe não foi uma missão suicida. Além dos dados precisos, o grupo era formado por cerca de 200 soldados escolhidos entre os melhores do país, dos mais altos escalões em cada unidade das FDI.
Reféns chegam a Israel
Shomron relembra que os estrategistas já sabiam que o aeroporto de Entebe fora construído por uma empresa israelense – o que permitiu o acesso às plantas do local; informações importantes também foram obtidas junto a diplomatas e empresários israelenses que, até 1972, viajavam freqüentemente a Uganda, além da própria FAI, que, em função das boas relações diplomáticas entre Israel e Uganda no passado, conhecia bem as instalações. Reféns soltos pelos terroristas antes do dia 3 de julho também forneceram detalhes essenciais sobre o número de seqüestradores e sobre o local no qual haviam sido mantidos presos, Um dos reféns libertados posteriormente foi o rabino Raphael Shamah, na época estudante de uma Yeshivá em Israel.
“Nós sabíamos que havia grandes probabilidades de o aeroporto ter passado por algumas modificações desde a sua construção. Mas estes dados também poderiam ser obtidos de alguma maneira. O elemento mais importante com o qual contávamos, no entanto, era a surpresa. Ninguém poderia imaginar que Israel tentaria realizar uma missão de resgate a quatro mil quilômetros de distância de suas fronteiras, sobrevoando o espaço aéreo de países hostis. Este elemento não poderia ser desperdiçado. Nós sabíamos que, se conseguíssemos chegar ao local sem ser descobertos, qualquer ação após o pouso em Entebe teria que ser muito rápida e deveria ser efetuada antes que os terroristas ou os soldados ugandenses que os apoiavam pudessem perceber o que estava acontecendo”, relembra Shomron. E acrescenta:
“O fato de não ser plausível era um ponto essencial para o sucesso”. Mais um fator contribuiu para o êxito da missão. Dos 13 terroristas envolvidos no sequestro, apenas oito estavam no local. Segundo Shomron, aparentemente os demais estavam fora do aeroporto. Os soldados Ugandenses também foram rapidamente dominados pelos comandos Israelenses.
Quando perguntado como via a missão 25 anos depois, respondeu: “Combater o terrorismo exige, antes de mais nada, vontade política. Não há dúvidas de que o resgate provocou um impacto muito grande em Israel e no mundo, pois mostrou que é possível enfrentar o terror onde quer que este se manifeste. Desde então, vários países criaram unidades de combate ao terrorismo e aumentou o intercâmbio entre os vários Serviços de Inteligência”. Mas ele faz uma ressalva:
O resgaste de Entebe 36 anos de um feito épico“O êxito criou a ilusão de que Israel sabe tudo e pode fazer tudo, em qualquer circunstância, o que não é verdade. Há situações em que se sabe muito e pode-se planejar quase tudo com exatidão. Em outras, não se sabe nada e, portanto, não se pode fazer nada. Por isso, quando me perguntaram qual dos participantes da ação poderia ser condecorado por heroísmo, respondi “nenhum”. Pois o resgate em Entebe foi uma missão planejada detalhadamente, treinada tantas vezes quanto possível dentro do pouco tempo que tínhamos e cuja execução foi tão semelhante ao nosso plano que não exigiu nenhum ato heróico para superar os problemas surgidos. Todos cumpriram com o mesmo empenho o seu dever de soldados”.
Reféns chegam a Israel
PassItOn/montedo.com

Exército dos EUA usa caminhões autônomos para evitar bombas

Um caminhão militar autônomo está sendo usado pelo exército dos EUA em áreas de conflito. Ele serve para evitar que comboios com soldados sejam pegos por minas terrestres.
O kit reúne um caminhão M-ATV da Oshkosh Defense, com outro pequeno veículo de 12 rodas acoplado. Este veículo é responsável por detonar qualquer explosivo enterrado.
O último pedaço do “kit” é a tecnologia TerraMax, também da Oshkosh, que dá autonomia aos veículos. O TerraMax usa um conjunto de radar, LIDAR (radar por laser que analisa todo o entorno—os carros do Google usam a mesma tecnologia) e imagens de satélite para a navegação.
O sistema foi criado em 2004 para a competição de tecnologia da DARPA, a divisão de pesquisas de defesa, ligada ao Departamento de Defesa, dos EUA.
EXAMEinfo/montedo.com

É Roupa Nova! É show!

Pout-pourri do Roupa Nova, pela banda do 17º Batalhão de Fronteira (Corumbá-MS).

(Via FB Músicos do Exército Brasileiro)

5 de julho de 2014

Militares ajudam população atingida por enchentes no Sul do País

Foram mobilizados cerca de 200 homens do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Enchente é a maior em 30 anos
Viaturas do Exército no socorro aos desabrigados em Itaqui, fronteira com a Argentia (Imagem: FB Fanzine Itaqui Oeste)
O Ministério da Defesa, por meio do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), está coordenando as ações de apoio aos desabrigados e vítimas das enchentes que tem atingido a região Sul do País. O apoio ocorre por meio do Exército Brasileiro, que está auxiliando a Defesa Civil no resgate e socorro da população ribeirinha de áreas alagadas.
Foram mobilizados cerca de 200 homens de unidades militares dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Além disso, a Força Terrestre está empregando viaturas de tração, caminhões e botes para retirar moradores isolados. Os militares ainda apoiam na triagem de donativos e distribuição de alimentos e gêneros de primeira necessidade.
A ajuda do Exército no Rio Grande do Sul acontece no norte e noroeste do estado, nas cidades de Porto Mauá, Porto Xavier, Porto Vera Cruz, São Borja, Frederico Westphalen e Iraí. Em Santa Catarina, os militares estão presentes nas cidades de Porto União, Mafra e Lajes. E no Paraná, o apoio está sendo prestado em União da Vitória, São Mateus do Sul, São João do Triunfo, Rio Negro e região metropolitana de Curitiba.
As fortes chuvas na Região Sul elevaram consideravelmente o leito de rios que compõem a bacia do Uruguai em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. A enchente que atinge o Rio Grande do Sul e o oeste catarinense é a maior em 30 anos.
Fonte: Ministéro da Defesa.
Portal Brasil/montedo.com

Faxinão mudou de nome: 'Severinos' fazem 'recuperação ambiental' em praia de SC

Soldados do 62º Batalhão de Infantaria fazem recuperação ambiental em praia de Barra do Sul. Ação ocorreu nesta quarta-feira(2)

Leia a notícia completa: Notícias do Dia.

Marcelo Crivella terá general como candidato a vice em sua campanha para governador do RJ

Crivella lança general Costa Abreu como vice ao governo do Rio
Chapa do PRB ainda conta com o diplomata Sebastião Neves ao Senado
PRB lança general José Alberto da Costa Abreu como vice da chapa de Marcelo Crivella, candidato ao governoDivulgação
O candidato do PRB (Partido Republicano Brasileiro) ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, lançou, na manhã desta sexta-feira (4), o nome do general José Alberto da Costa Abreu como seu vice na chapa que concorrerá nas eleições de outubro.
General Abreu
General Abreu foi para a reserva em maio de 2014 (Foto: Sangue Verde-Oliva+)
O evento, que terminou por volta das 11h, ocorreu em um hotel na região central da capital carioca e contou com a presença de militantes, simpatizantes e filiados ao partido. Leia mais.
R7/montedo.com

4 de julho de 2014

Setenta anos depois: câmera de soldado morto guardava imagens inéditas de batalha da Segunda Guerra.

A câmera de um soldado morto em 1944 foi achada. Veja só o que tinha nela

O capitão Mark D. Anderson, da Marinha dos Estados Unidos, e o historiador Jean Muller estavam à procura de artefatos de "A Batalha das Ardenas" nas montanhas de Luxemburgo quando o detector de metais os alertou para algo sob seus pés.

Abaixo de Anderson e Muller estava uma trincheira que foi escavada durante a fundamental batalha da Segunda Guerra Mundial, e nele encontraram os pertences do soldado americano Louis J. Archambeau. Entre as coisas que Archambeau, que morreu na batalha, deixou para trás estava uma câmera com um filme não revelado. Anderson Muller revelou o filme e, depois de passar 70 anos em uma trincheira, as fotografias de um soldado morto finalmente foram trazidas à vida.

A Batalha das Ardenas resultou em mais vítimas americanas do que em qualquer outra batalha na Segunda Guerra Mundial. Ocorreu entre 16 de dezembro de 1944 a 25 de janeiro de 1945. Cerca de 19 mil soldados norte-americanos perderam a vida. No entanto, a batalha foi um golpe ainda maior para os alemães, que perderam grande parte de seus recursos de guerra.



VIRALNOVA, via blogblux/montedo.com

3 de julho de 2014

Imagem do dia, imagem de um dia...

2014: Viatura do EB resgata o nobre amigo da enchente do rio Uruguai no Itaqui ,
na fronteira do RS com a Argentina  (Imagem: FB Itaqui Fanzine Oeste)
1979: Cabo 1079  Montedo e equipe auxiliando uma família atingida
 pela enchente do rio Uruguai no Itaqui , na fronteira do RS com a Argentina
(Imagem: Cabo Mozart 'Nove Dedos" - 1º R C Mec)

Jogo político: governo cria versão politicamente correta para saída de general do DNIT

DNIT
GOVERNO DIZ QUE FRAXE DEIXA O DNIT POR “RAZÕES PESSOAIS”
Ex-diretor-geral do DNIT, Jorge Fraxe. Foto: Agência Brasil
Brasília - O Ministério dos Transportes divulgou nota oficial nesta quarta-feira, 2, informando que a saída do presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Fraxe, ocorre por “por razões estritamente pessoais”. O cargo é alvo de cobiça do PR, que tem pressionado o Planalto por mais cargos. O ministério diz que ainda “não está tratando da substituição” de Fraxe.
O PR começou exigindo a saída do ministro dos Transportes, César Borges, que foi substituído por Paulo Sérgio Passos na quinta-feira da semana passada. Em troca ao pedido de mais espaço no governo, o partido oferece o tempo de um minuto e oito segundos na propaganda eleitoral para a campanha à reeleição de Dilma Rousseff. segundo o presidente do PR, senador Alfredo Nascimento, o problema é que Passos não foi uma escolha do partido, mas da presidente. Diante disso, o PR continuou pressionando para obter o Dnit e outros cargos. Segundo o Ministério do Transportes, o pedido de afastamento do general Fraxe já havia sido apresentado ao ex-ministro César Borges.
Leia também:
Tudo pela reeleição: PR pede e Dilma deve demitir general do DNIT
Ontem, ao ser perguntada se iria trocar o presidente do Dnit, a presidente negou, respondendo que “você só pergunta coisa que não acontece”. Dilma esperava resolver o problema com o PR com a saída de Borges, que foi realocado na Secretaria de Portos. Só que essa manobra não foi suficiente. O PR continuou exigindo mais cargos na área de transportes, não apenas no Dnit, mas também na Valec, que deixaram de ser do partido depois da “faxina” feita por Dilma no primeiro ano de seu governo.
Apesar de resistir há tempos às pressões, recentemente o discurso do Planalto em relação à permanência de Fraxe no Dnit começava a mudar. Passou-se a dizer que há meses ele já havia pedido para deixar o cargo e, quase que “por coincidência”, o seu pedido poderia ser atendido agora.
Nota do blog em 25 de junho:
Segundo informa o jornalista Cláudio Humberto em sua coluna Diário do Poder de hoje (25), o Partido da República exigiu a demissão do general Jorge Fraxe da direção do DNIT. Dilma topou. A cabeça do general será oferecida ao PR juntamente com a do atual ministro dos Transportes, César Borges, em troca do apoio do partido a reeleição da presidente. O general está no cargo desde setembro de 2011.
Ainda assim, no PR há quem brigue pela indicação do ex-superintendente do Dnit de Goiás Anderson Cabral Ribeiro para substituir o general Fraxe. O Planalto tenta compensar o PR, oferecendo duas das quatro superintendências criadas no órgão recentemente e que ainda estão livres: no Distrito Federal e no Acre. (Tânia Monteiro/Agência Estado)
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Marinha dos EUA promove primeira mulher a almirante de 4 estrelas

Michelle Howard foi promovida como chefe adjunta de operações navais.
Ela vai ocupar o segundo maior posto da corporação.
Michelle Howard, de 54 anos, recebe a condecoração da Marinha dos EUA (Foto: MCC Peter D. Lawlor/US Navy/AFP)
Da France Presse
A Marinha dos Estados Unidos promoveu uma mulher à patente de almirante quatro estrelas pela primeira vez em seus 238 anos de história, um passo importante para o reconhecimento do papel das mulheres nas Forças Armadas do país.
Após uma cerimônia nesta terça-feira (2) no cemitério nacional de Arlington, nos arredores de Washington, Michelle Howard foi promovida como chefe adjunta de operações navais, o que corresponde ao número dois da Marinha americana.
Howard, de 54 anos, é conhecida por ter dirigido em 2009 uma unidade especial no golfo de Aden para resgatar o comandante de um barco que transportava mercadorias, o capitão Richard Phillips, interpretado recentemente por Tom Hanks no filme 'Capitão Phillips'.
'Quando pedi ombreiras de quatro estrelas para mulheres, me disseram que não existiam', contou Howard durante a cerimônia.
O secretário da Marinha americana, Ray Mabus, declarou, por sua vez, que Howard tem uma brilhante carreira naval, comemorando esta estreia histórica.
"Ela suportará a carga de ser um modelo e está disposta a exercê-lo muito bem", disse o chefe de Operações Navais da Marinha, almirante Jonathan Greenert.
Diplomada pela Academia Naval em 1982, Howard também foi a primeira mulher negra a controlar um barco militar americano em 1998, o "USS Rushmore".
O Exército e a Força Aérea dos Estados Unidos já tinham oficiais quatro estrelas mulheres.
A promoção de Howard segue a recente decisão de abrir os submarinos às mulheres oficiais e permitir a elas cumprir certas missões de combate em terra que até agora estavam proibidas.
Desde 1993, as mulheres estão autorizadas a servir ao seu país em navios de guerra e a pilotar aviões de combate. (R. A.)
G1/montedo.com

Justiça concede habeas-corpus a oficiais do Exército do caso Riocentro

Puma destruído com vítima do atentado ao Riocentro, em 1981 (Crédito: Arquivo / Agência O Globo)
Puma destruído com vítima do atentado ao Riocentro, em 1981
(Crédito: Arquivo / Agência O Globo)
(R. A.)
CBN/montedo.com

Exército encontra dois homens mortos em região de conflito de terras na Bahia

Exército encontra dois homens mortos em fazenda em Ilhéus
Propriedade fica situada na região de Santaninha, área de conflito de terra.
Vítimas seriam um pequeno agricultor e um indígena; polícia investiga caso.

Do G1 BA
Dois homens foram encontrados mortos em uma fazenda na zona rural de Ilhéus, sul da Bahia, na região de conflitos entre índios e fazendeiros por causa de terras.
Os corpos foram encontrados por homens do Exército e da Força Nacional na terça-feira (1°), na Fazenda Senhor do Bonfim, que fica na região de Santaninha.
Segundo moradores, uma das vítimas seria um pequeno agricultor e a outra seria cadastrada como indígena. A perícia é feita pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). O G1 ainda não conseguiu contato com a delegacia da Polícia Federal (PF) da cidade. (R. A.)
G1/montedo.com

Conflito separatista: duzentos militares ucranianos foram mortos desde abril

O PAÍS ENFRENTA CONFRONTOS COM SEPARATISTAS NO LESTE DA UCRÂNIA
Os confrontos com separatistas na Ucrânia estão ocorrendo desde abril deste ano
Pelo menos 200 militares ucranianos foram mortes no leste da Ucrânia desde abril deste ano, quando foram iniciados os confrontos com os separatistas pró-Rússia.
As informações foram divulgadas pelo porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia, Andri Lisenko, que também afirmou que pelo menos 619 militares ficaram feridos no mesmo período.
Só nas últimas 24 horas, pelo menos cinco soldados ucranianos morreram e 21 ficaram feridos em confrontos com os separatistas no leste da Ucrânia.
O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, é “pessoalmente responsável pelas novas vítimas do conflito em curso no leste da Ucrânia”, já que o mandatário resolveu não prolongar o cessar-fogo que terminou na segunda-feira, 30.
“Colocando um fim na trégua, o presidente Poroshenko cometeu um erro fatal. E que trará novas vítimas. E ele é pessoalmente responsável por isso”, escreveu Medvedev em sua conta no Facebook. (ANSA)
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Militares russos recebem treinamento para comandar porta-helicópteros comprados da França

Militares russos aprendem a comandar porta-helicópteros francês
França construirá quatro embarcações do tipo para a Rússia
Porta-helicópteros custaram entre 400 e 500 milhões de euros cada ((Imagem: Reuters, via Poder Naval
A Agência de Notícias France Presse informou na segunda-feira, 30, que militares da Marinha da Rússia estão no porto francês de Saint-Nazaire para aprender a comandar o navio porta-helicópteros Mistral. Os 400 marinheiros russos, que formarão a tripulação da embarcação, deixaram seu país a bordo do navio escola Smolny, da frota do Mar Báltico. Eles saíram da base de Kronstadt na quarta-feira, 18 de junho, e chegaram ao terminal marítimo da França, uma semana depois, na quarta-feira, 25.
Rússia e França firmaram, em 2011, um contrato de construção de quatro navios porta-helicópteros Mistral. Dois serão feitos no estaleiro de Saint-Nazaire e dois em São Petersburgo, com assistência de engenheiros e técnicos franceses. A primeira embarcação será entregue no outono deste ano, e a segunda, no outono de 2015.
Ao chegar à Rússia, os navios serão “batizados” com os nomes Vladivostok e Sebastopol. Os marinheiros russos deverão passar alguns meses em treinamento na França até se familiarizarem com a utilização do Mistral.
DIÁRIO da RÚSSIA/montedo.com

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