12 de julho de 2017

Laudo inconclusivo revolta esposa de sargento do Exército morto em treinamento

Apesar de causa ter sido definida como indeterminada, o corpo do militar apresentava graves queimaduras
Laudo inconclusivo revolta esposa de sargento do EB morto em treinamento
Luciana Marschall
O que era a esperança dos familiares do 3º sargento do Exército Brasileiro, Daniel Dedablio Poczwardowski, de 29 anos, que morreu em maio deste ano durante treinamento em Marabá, virou mais uma decepção nesta segunda-feira (10). Em “live” no próprio perfil do Facebook, a viúva Irla Oliveira falou sobre o resultado do laudo cadavérico que apontou a causa da morte como indeterminada.
“Hoje (segunda) faz 55 dias que o Daniel morreu. Fui à tarde ao Instituto Médico Legal (IML), no (Centro de Perícias Científicas) Renato Chaves, na esperança de buscar o laudo com a causa da morte do Daniel. O IML me entregou um laudo apontando que a causa da morte não foi definida. Causa indeterminada. Me desculpem, mas meu marido estava em um treinamento dentro do 52º Batalhão de Infantaria de Selva de Marabá, estava no chão, com a roupa de caçador, num sol de quase 40 graus”, desabafou.
De acordo com ela, o laudo afirma que o marido não tinha se alimentado naquela manhã. “Ele não tomou café da manhã, não foi fiscalizado se ele tomou café da manhã. De acordo com o IML, não tinha nada no estômago dele na hora da necropsia. Estava jogado no chão, num calor de 40 graus, morto há mais de três horas e o IML teve a coragem de me dizer que não tem a causa da morte dele. O inquérito instaurado (pelo Exército Brasileiro) ainda não foi finalizado, foi prorrogado”, afirma.
A mulher questiona a perícia cadavérica realizada. “Eu não sou perita, mas não consigo acreditar que o único local em que eu teria a esperança de ter a causa da morte dele, que era o IML, me deu uma resposta dessas. Três médicos fizeram perícia, fizeram exame histopatológico, toxicológico, de todos os possíveis, e não tem causa. Alguém me explica se isso é possível porque eu não estou conseguindo acreditar”.
Irla destaca que Daniel tinha 29 anos de idade e nunca havia apresentado doença grave. “Nunca teve doença, problema cardíaco, nada, e o IML tem a coragem de me dizer que não sabe se enfartou, se teve rabdomiólise. Cinco militares passaram mal, o Daniel foi achado morto e o sargento Costa até hoje está internado em Belém se recuperando”.

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RELEMBRE
O sargento Daniel foi encontrado morto no dia 15 de maio, durante o Estágio de Caçador Militar. O 2º sargento Sidney Ribeiro Costa, que também passou mal, foi socorrido e acabou transferido para a UTI do Hospital Geral de Belém, do Exército Brasileiro, na madrugada seguinte. Ele já deixou a unidade de terapia intensiva (UTI), mas de acordo com Irla segue internado. Além dos dois, tiveram que receber socorro médico o 3º Sargento Paulo de Freitas, o 3º Sargento Rafael Camargo Ochi e o 3º Sargento Octávio Duarte Rocha, todos participando da mesma atividade.
Conforme Irla, o laudo aponta que o marido teve hemorragia generalizada e que não havia no organismo nenhum sinal de droga ou veneno. “Apresentou um nível de álcool baixíssimo que não contribuiu em nada na morte dele e simplesmente não tem causa, simplesmente não tem nada”, afirma, acrescentando que esperava encontrar na resposta do IML um pouco de paz.
“Eu estou revoltada, eu estou cansada e eu não aguento mais esperar. Não mereço isso, ninguém merece uma coisa dessas. Preciso de resposta. Agora vou ter que contratar médico, pedir outros exames e vão ser mais 50 dias, 60 dias, um ano de espera. Não durmo desde o dia 15 de maio. Quer dizer que não vou dormir por mais um ano? Isso é um absurdo e eu não estou recebendo nenhum tipo de resposta”.
Segundo ela, o resultado pode atrapalhar, inclusive, questões burocráticas decorrentes do falecimento do marido. “Por causa desse laudo a minha sogra não consegue receber o seguro de vida dele e eu não consigo quitar a nossa casa. Vou ter que continuar pagando a nossa casa sendo que meu marido pagou um seguro para que se caso essa fatalidade viesse a acontecer, a casa fosse quitada. O banco do quartel não quita a casa porque não tem causa. Eu não vou fazer a exumação do corpo do meu marido porque ele não merece isso, que fique claro que eu não vou fazer isso, o mínimo que ele merece é respeito, já que eu não estou sendo respeitada”.
Por fim, Irla Oliveira afirma que não está recebendo apoio algum da 23ª Brigada de Infantaria de Selva. “Nunca recebi uma ligação do quartel perguntando se preciso de alguma coisa. Estou em Marabá, onde tem quatro ou cinco quartéis, tem uma Brigada e Hospital de Guarnição. A única vez que procurei o psicólogo do HGuMba (Hospital de Guarnição de Marabá), num sábado, não me atendeu. Está no meu celular que ele só poderia me atender na terça-feira, entre 8 e 10 horas. Era o horário que ele poderia me atender, como se eu tivesse horário para sofrer”.

QUEIMADURAS
O advogo da viúva, Odilon Vieira, destacou que a declaração de óbito trouxe um elemento novo e importante para a família, apontando que o militar apresentava queimaduras de 2º e 3º graus em 40% da perna direita. “Ficamos surpreso com este fato, somado a isso a investigação secreta realizada pelo Exército e a surpresa maior foi a perícia ter apontado para causa indeterminada da morte, mesmo diante das queimaduras, cansaço físico e o fato de outros quatro militares terem passado mal”.
Ele ressaltou, ainda, as declarações do Exército Brasileiro feitas à época para a Imprensa, afirmando que o sargento recebeu primeiros socorros no local e que teria sido levado com vida para o Hospital Militar. “Estas afirmações foram provadas inverídicas pelo boletim de atendimento do hospital, que confirma o estado de rigidez cadavérica ao adentrar na casa de saúde”, diz ele.
A partir disso, diz, a defesa decidiu que irá representar ao Ministério Público Federal para que sejam investigadas as queimaduras encontradas no corpo de Daniel e para que se apure se houve tortura. “Também decidimos que iremos representar ao Ministério dos Direitos Humanos, diante da grave violação desse direito fundamental”.
O Correio de Carajás entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da 23ª Brigada de Infantaria de Selva questionando informações acerca do andamento do inquérito que investiga o caso, mas até o momento não houve retorno. O diretor do CPC Renato Chaves, Augusto Andrade, se comprometeu a atender ainda hoje a Reportagem para tratar do assunto. Ao longo do dia estas informações serão atualizadas.
CORREIODECARAJÁS/montedo.com

11 de julho de 2017

Comandante do Exército desmente 'bizu' de aumento no Twitter



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MPF denuncia general por superfaturamento na Diretoria de Saúde do Exército

Publicação original: 10/7 (23:10)

MPF aciona Justiça contra ex-diretor do Exército por superfaturamento na Saúde
Enquanto diretor na área de Saúde, militar agiu para beneficiar empresa em licitações para dois hospitais da corporação, diz MPF. Prejuízo é avaliado em R$ 702,52 mil.
Monumentos em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília (Foto: Wikimedia/Reprodução)
Monumentos em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília (Foto: Wikimedia/Reprodução)
Por Gabriel Luiz, G1 DF
O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça contra o general do Exército Francisco Távora, que atuou como diretor de Saúde, e os empresários Joel de Lima Pinel e Temistocles Neto alegando que eles superfaturaram compras de equipamentos em dois hospitais da corporação. Foram ao menos duas aquisições, que ocorreram de forma desnecessária, o que teria causado prejuízo avaliado em R$ 702,52 mil.
Até a última atualização desta reportagem, o G1 não havia conseguido localizar o advogado de defesa do general e dos empresários. O exército informou que só se posicionaria nesta terça (11).
No entendimento do MPF, o ex-diretor agiu de forma a favorecer a empresa Microview – pertecente aos empresários que também são investigados –, direcionando as licitações dos hospitais de Curitiba e de Belém para que a fornecedora de material hospitalar vencesse. As licitações foram feitas sem pesquisa de preço e outras medidas necessárias, conforme determina a lei.
Para o MPF, por mais que as compras tenham sido tocadas por subordinados, a culpa cai apenas sobre o ex-diretor. Os demais agiram apenas conforme manda a hierarquia, argumentam os procuradores. O ex-diretor de Saúde era responsável pela gestão dos recursos em todo o país e detinha o controle do orçamento. Ele atuou à frente da área entre novembro de 2008 e abril de 2011.
“Ademais, não houve a descrição dos equipamentos médicos de forma precisa, suficiente e clara, e tampouco, Termo de Referência contendo as especificações/quantificações dos bens a serem adquiridos pelo setor interessado, o que dificultou os trabalhos de auditoria.”

Trecho de denúncia que detalha fraude em licitação no Hospital Geral de Curitiba (Foto: Reprodução) 
Segundo a ação judicial, além do general, a empresa e os sócios também devem ser punidos porque tiveram a “resolução repetida e sistemática de fornecer os bens extremamente superfaturados à Administração Pública em várias capitais diferentes”.
Os procuradores também citam que a empresa alvo do processo esteve "no centro de uma fraude milionária descoberta pela Controladoria-Geral da União no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro". Na unidade, foi identificado pela CGU superfaturamento de R$ 5,6 milhões.
À 21ª Vara Federal Cível de Brasília, o MPF pede o ressarcimento dos danos, pagamento de multa. Também solicita que o militar deixe a função pública (o que já ocorreu, pois ele não é mais diretor de Saúde do Exército) e impeça a empresa de manter contrato com o governo ou de receber benefício do poder público.
G1/montedo.com

Missão cumprida: Exército desativa hospital de campanha no interior de Pernambuco

Imagem: EB
Rio Formoso (PE) – O Hospital de Campanha do Exército encerrou suas atividades no interior de Pernambuco  no último dia 4 de julho. 
O Hospital foi instalado em 2 d junho, a pedido do governo do Estado, em função das consequências desastrosas das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata pernambucana no final do mês de maio. Nesse período, foram prestados mais de três mil atendimentos, entre consultas médicas, exames de laborátorio e remoções.
Com informações do Noticiário do Exército

A Operação ‘Rolling Thunder’ na Guerra do Vietnã

F105 Thunderchief lançam bombas no Vietnã do Norte
A Operação Rolling Thunder foi uma campanha de bombardeio aéreo gradual e sustentada, conduzida pela 2nd Air Division dos EUA (mais tarde, a Seventh Air Force), pela Marinha dos EUA (US Navy) e Força Aérea da República do Vietnã (VNAF) contra a República Democrática do Vietnã (sigla DRV em inglês, ou Vietnã do Norte). A operação foi realizada de 2 de março de 1965 até 2 de novembro de 1968, durante a Guerra do Vietnã.
Os quatro objetivos da operação (que evoluíram ao longo do tempo) foram impulsionar o moral flutuante do regime de Saigon na República do Vietnã, para persuadir o Vietnã do Norte a cessar seu apoio à insurgência comunista no Vietnã do Sul sem realmente precisar levar forças terrestres ao Vietnã do Norte comunista. A operação também visava destruir o sistema de transporte do Vietnã do Norte, sua base industrial e defesas aéreas, e interromper o fluxo de homens e materiais para o Vietnã do Sul.
A realização desses objetivos foi dificultada tanto pelas restrições impostas aos EUA e seus aliados pelas exigências da Guerra Fria e pela ajuda militar e assistência recebida pelo Vietnã do Norte de seus aliados comunistas, a União Soviética, a República Popular da China (PRC) e Coreia do Norte.
A operação tornou-se a batalha aérea/terrestre mais intensa travada durante o período da Guerra Fria; foi a campanha mais difícil travada pela Força Aérea dos EUA desde o bombardeio aéreo da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Com o apoio de aliados comunistas, o Vietnã do Norte colocou uma potente mistura de armas ar-ar e superfície-ar sofisticadas que criaram uma das defesas aéreas mais eficazes já enfrentadas pelos aviadores militares americanos.
KC-135A reabastece F-105Ds sobre o Vietnã em 1965
Antecedentes
Em resposta à revogação do presidente Ngo Dinh Diem das eleições de reunificação de 1956 e à supressão dos comunistas no final da década de 1950, Hanoi começou a enviar armas e material às guerrilhas da Frente Nacional para a Libertação do Vietnã do Sul (NLF), que estavam se insurgindo para derrubar o governo de Saigon apoiado pelos Estados Unidos. Para combater a NLF e fortalecer o governo no sul, os EUA inicialmente forneceram ajuda monetária, conselheiros militares e suprimentos. Entre 1957 e 1963, os Estados Unidos estavam comprometidos, através da aceitação da política de contenção e a crença na “teoria dominó”, de defender o Vietnã do Sul do que se via como uma agressão comunista expansiva.
A política dos EUA foi por um tempo ditada por sua percepção de melhoria no governo de Saigon. Nenhum outro compromisso dos americanos ocorreria sem uma prova tangível da sobrevivência do regime. Os eventos no Vietnã, no entanto, ultrapassaram esta política. No início de 1965, acreditava-se que, sem mais ação americana, o governo de Saigon não poderia sobreviver. No entanto, até o dia 8 de fevereiro, em um telegrama ao embaixador dos EUA no Vietnã do Sul Maxwell Taylor, o Presidente dos EUA Lyndon B. Johnson enfatizou que o objetivo primordial de uma campanha de bombardeio seria impulsionar o moral de Saigon, não influenciar Hanoi, expressando a esperança de “que a construção de um governo mínimo se beneficiaria se os americanos demonstrassem a intenção de continuar a agir”.
Então, surgiram questões entre a administração dos EUA e a liderança militar quanto ao melhor método pelo qual Hanoi (o lugar percebido da insurgência) poderia ser dissuadido de seu curso de ação. A resposta parecia estar na aplicação do Poder Aéreo. Em 1964, a maioria dos civis que cercavam o presidente Lyndon B. Johnson compartilhavam a fé coletiva dos Chefes de Estado-Maior na eficácia de bombardeios estratégicos em um grau ou outro. Eles argumentavam que uma pequena nação como o Vietnã do Norte, com uma pequena base industrial que estava apenas emergindo após a Primeira Guerra da Indochina, seria relutante em arriscar sua nova viabilidade econômica para apoiar a insurgência no sul. Constantemente afetando esse processo de tomada de decisão era o receio de possíveis contra-movimentos ou intervenção direta da União Soviética, da República Popular da China ou de ambos. No entanto, os civis e os militares estavam divididos sobre a maneira de afetar a vontade de Hanoi de apoiar a insurgência no sul. Os civis pensavam em mudar o comportamento do regime, enquanto os militares estavam mais preocupados com a quebra da vontade.
Em agosto de 1964, como resultado do Incidente do Golfo de Tonkin, no qual navios de guerra dos EUA alegaram ter sido atacados por barcos patrulha do Vietnã do Norte, o presidente Johnson ordenou ataques de retaliação (Operação Pierce Arrow) contra o norte. Isto não satisfez, contudo, os chefes militares, que exigiram uma campanha mais ampla e agressiva.
Um A-4 Skyhwak da U.S. Navy ataca um trem no Vietnã do Norte com um foguete Zuni

Implementação
Em março de 1964, o Commander In Chief (CinC) Pacific começou a desenvolver planos para uma campanha aérea sustentada de oito semanas, projetada para escalar em três estágios. Inicialmente incluía uma “lista de 94 alvos”: pontes, estações ferroviárias, docas, quartéis e depósitos de abastecimento.
O objetivo era reduzir o apoio norte-vietnamita às operações comunistas no Laos e no Vietnã do Sul e limitar as capacidades do Vietnã do Norte de tomar medidas diretas contra o Laos e o Vietnã do Sul e, finalmente, prejudicar a capacidade dos norte-vietnamitas de continuar como um estado industrialmente viável.
Havia no entanto uma grande preocupação de que uma campanha aérea pudesse levar a um conflito mais amplo envolvendo os chineses ou os soviéticos. Havia “um medo quase paranóico de confrontação nuclear com a União Soviética” e uma “fobia” de que os chineses poderiam invadir.
Por um tempo, nenhuma ação aberta foi tomada, e os planos continuaram a evoluir. Um novo refinamento do plano foi desenvolvido em 29 de novembro de 1964, com uma lista de alvos mais moderada, contra a qual os Joint Chiefs se opuseram. Nenhuma ação foi tomada enquanto estes e outros planos eram considerados.
Mas a situação mudou com o ataque contra Camp Holloway em 7 de fevereiro de 1965, que exigiu ação imediata e resultou em um ataque de represália conhecido como Operation Flaming Dart. Uma incursão contra soldados americanos em Qui Nhon no dia 10 levou à Flaming Dart II. Estas operações em pequena escala foram lançadas contra áreas na região sul do país, onde a maior parte das forças terrestres do Vietnã do Norte e os depósitos de abastecimento estavam localizados.
Essas ações levaram à reconsideração dos planos para uma campanha aérea sustentada. Em 13 de fevereiro, foi aprovado um novo plano, fundindo alvos e prioridades, e batizado de Rolling Thunder.
Embora alguns dentro da administração americana acreditassem que a campanha seria dispendiosa e que talvez não funcionasse, eles argumentavam que era “um risco aceitável, especialmente quando considerado contra a alternativa de introduzir tropas de combate americanas”. A Rolling Thunder seria uma campanha aérea de oito semanas consistente com as restrições que Johnson e o secretário de defesa Robert S. McNamara haviam imposto a ela. Se a insurgência continuasse “com o apoio do Vietnã do Norte, os ataques contra os norte-vietnamitas seriam estendidos com esforços intensificados contra alvos ao norte do paralelo 19º”.
Acreditava-se que a pressão seletiva, controlada por Washington, combinada com as propostas diplomáticas, prevaleceria e obrigaria Hanoi a parar com sua agressão. Os militares ainda não estavam satisfeitos, uma vez que, por enquanto, a campanha de bombardeio deveria limitar-se aos alvos abaixo do paralelo 19º, cada um dos quais teria que ser esclarecido individualmente pelo Presidente e McNamara.
A primeira missão da nova operação foi lançada em 2 de março contra uma área de armazenamento de munições perto de Xom Bang. No mesmo dia, 19 aeronaves A-1 Skyraiders da VNAF atingiram a Base Naval de Quang Khe. Os americanos ficaram chocados quando seis de seus aviões foram derrubados durante a missão. Cinco dos tripulantes derrubados foram resgatados, mas era um sinal das coisas que estavam por vir.
A-1 Skyraiders da VNAF
Início da Operação
De acordo com a doutrina do “gradualismo”, em que a ameaça de destruição serviria como um sinal mais influente da determinação americana do que a própria destruição, era melhor manter alvos importantes “reféns” enquanto se bombardeavam alvos triviais. Desde o início do Rolling Thunder, Washington determinou quais alvos, o dia e a hora do ataque, o número e tipos de aeronaves e as tonelagens e tipos de munição utilizados, e às vezes até a direção do ataque. Os ataques aéreos foram estritamente proibidos dentro de 30 milhas náuticas (60 km) de Hanoi e dentro de dez milhas náuticas (19 km) do porto de Haiphong. Uma zona tampão de trinta milhas também se estendeu ao longo da fronteira chinesa. De acordo com o historiador da USAF Earl Tilford:
A seleção de alvos tinha pouca semelhança com a realidade, na medida em que a sequência de ataques não estava coordenada e os alvos foram aprovados aleatoriamente — até mesmo de forma ilógica. Os aeródromos do Norte, que, de acordo com qualquer política de alvos racional, deveriam ter sido atingidos primeiro na campanha, também estavam fora de limites.
Embora algumas dessas restrições fossem afrouxadas ou eliminadas, o Presidente Johnson (com o apoio de McNamara) manteve um estreito controle da campanha, o que enfureceu continuamente os comandantes militares norte-americanos, os membros de direita do Congresso e até alguns dentro da própria administração. Um dos principais objetivos da operação, pelo menos para os militares, deveria ter sido o bloqueio de Haiphong e outros portos por minagem aérea, diminuindo ou interrompendo o fluxo de abastecimentos marítimos que entravam no norte. O presidente Johnson se recusou a tomar uma ação tão provocativa, no entanto, e essa operação não foi implementada até 1972. Houve também poucas consultas entre Johnson e os chefes militares durante o processo de seleção de alvos. Mesmo o chefe dos Joint Chiefs, General Earl G. Wheeler, não estava presente na maioria das discussões críticas de 1965 e participou apenas de vez em quando.
A maioria dos ataques durante a Rolling Thunder foi lançada a partir de quatro bases aéreas na Tailândia: Korat, Takhli, Udon Thani e Ubon. As aeronaves eram reabastecidas por aviões tanque sobre o Laos antes de passar para seus alvos no Vietnã do Norte. Depois de atacar seus alvos (geralmente por bombardeio de mergulho), as forças de ataque voariam diretamente de volta para a Tailândia ou sairiam sobre as águas relativamente seguras do Golfo de Tonkin. Foi decidido rapidamente que, para limitar os conflitos de espaço aéreo entre a Força Aérea e as forças de ataque navais, o Vietnã do Norte foi dividido em seis regiões-alvo chamadas “pacotes de rotas”, cada uma das quais foi atribuída à Força Aérea ou à Marinha e na qual a outra Força estava proibida de se intrometer.
F-105s atacam ponte no Vietnã do Norte, em 1966
Os ataques da Marinha foram lançados a partir dos porta-aviões da Task Force 77, cruzando a costa norte-vietnamita na estação Yankee. As aeronaves navais, que tinham alcances mais curtos (e carregavam cargas de bombas mais leves) do que suas contra partes da Força Aérea, aproximavam-se de seus alvos pelo mar com a maioria de seus ataques contra alvos costeiros.
Em 3 de abril, os Joint Chiefs persuadiram McNamara e Johnson a lançar um ataque de quatro semanas nas linhas de comunicação do Vietnã do Norte, o que isolaria essa nação de suas fontes terrestres de abastecimento na China e na União Soviética. Cerca de um terço das importações do Norte vinham pela ferrovia do nordeste da China, enquanto os dois terços restantes vinham pelo mar através de Haiphong e outros portos. Pela primeira vez na campanha, os alvos deveriam ser escolhidos pelo seu significado militar, e não psicológico. Durante as quatro semanas, 26 pontes e sete ferrovias foram destruídas. Outros alvos incluíram o extenso sistema de radar norte-vietnamita, quartéis e depósitos de munições.
Os ataques ao sul do Vietnã do Norte, no entanto, permaneceram o foco principal das operações e as saídas totais voadas, subiram de 3.600 em abril para 4.000 em maio. Lentamente se afastando da destruição de alvos fixos, foram realizadas missões de “reconhecimento armado”, em que foram autorizadas pequenas formações de aeronaves que patrulhavam rodovias, estradas de ferro e rios, buscando alvos de oportunidade.
Essas missões aumentaram de duas para 200 saídas por semana até o final de 1965. Eventualmente, as missões de reconhecimento armado constituíram 75 por cento do esforço total de bombardeio, em parte porque o sistema através do qual os alvos fixos eram solicitados, selecionados e autorizados era muito complicado e difícil.
F-105s decolam para mais uma missão no Vietnã, durante a Operação Rolling Thunder
Mudança de prioridades
Se a Rolling Thunder deveria “enviar sinais” a Hanoi para desistir de suas ações, não parecia estar funcionando. Em 8 de abril, respondendo aos pedidos de negociações de paz, o primeiro-ministro do Vietnã do Norte, Pham Van Dong, afirmou que só poderiam começar quando: o bombardeio fosse interrompido; os EUA retirassem todas as tropas do sul; o governo de Saigon reconhecesse as exigências da NLF (Frente Nacional para a Libertação do Vietnã do Sul); e fosse acordado que a reunificação do Vietnã seria resolvida pelos próprios vietnamitas.
Como parte de um grande ataque na Ponte Thanh Hóa em 3 de abril, a Vietnam People’s Air Force (VPAF) apareceu pela primeira vez com dois grupos de quatro MiG-17 lançados a partir da base aérea de Noi Bai e derrubaram um F-8 Crusader pelo custo de um deles, que aterrissou em um rio depois de ficar sem combustível. Uma repetição no dia seguinte resultou em uma luta clássica com F-100 Super Sabers e F-105 contra mais MiG-17s. No total, a USAF perdeu onze aeronaves (inclusive por fogo antiaéreo), enquanto a VPAF perdeu três de seus caças.
Toda o aspecto do esforço americano foi alterado em 8 de março de 1965, quando 3.500 soldados dos EUA desembarcaram na praia em Da Nang, ostensivamente para defender os aeródromos do sul comprometidos com os ataques Rolling Thunder. A missão das forças terrestres foi expandida para combater as operações e, a partir desse momento, a campanha aérea tornou-se uma operação secundária, subjugada pelos desdobramentos de tropas e a escalada das operações terrestres no Vietnã do Sul. Até a terceira semana de abril, a Rolling Thunder gozava de um status pelo menos igual com missões aéreas realizadas no sul. Após esse período, ataques que interfeririam com os requisitos para o campo de batalha do sul foram adiados ou cancelados.
Até 24 de dezembro de 1965, 170 aeronaves americanas haviam sido perdidas durante a campanha (85 da USAF, 94 da USN e uma do USMC). Oito aviões da VNAF também haviam sido perdidos. As tripulações da USAF haviam voado 25.971 surtidas e lançado 32.063 toneladas de bombas. Os aviadores navais haviam voado 28.168 saídas e lançado 11.144 toneladas. A VNAF contribuiu com 682 missões, lançando uma quantidade não registrada de armas.
PODER AÉREO/montedo.com

10 de julho de 2017

Sargento do Exército é assassinado em favela da baixada fluminense

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Um militar do Exército foi assassinado na manhã de ontem (9), na favela do Barro Vermelho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ele estava com a namorada quando deparou-se com uma barreira formada por bandidos. Não há informações se o militar reagiu ou tentou fugir, mas o fato é que o carro que dirigia foi atingido por vários disparos. Ferida no pulmão, a namorada foi hospitalizada e seu estado é estável. Já o militar não resistiu e deu entrada sem vida na UPA de Saracuruna, para onde foi levado.
A imagem pode conter: carro e atividades ao ar livre
A vítima foi identificada como o terceiro sargento Manuel Vítor, que servia no 26º Batalhão de Infantaria Paraquedista.
Com informações e imagens da página Rio de Nojeira (Facebook)

Respeito!

7 de julho de 2017

Procuram-se inimigos para o Exército Brasileiro

Forças Armadas estão se tornando uma força policial, e sem agilidade para proteger os recursos naturais do País
The Economist
Poucos lugares evidenciam tão bem o papel desempenhado atualmente pelo Exército brasileiro como Tabatinga, cidade de 62 mil habitantes situada na fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Protegida pela Floresta Amazônica, a região nunca foi alvo de disputas militares e permanece em paz desde que, no século 18, os colonizadores portugueses ergueram ali um forte, hoje em ruínas. Mas o comandante local, Júlio Nagy, tem outros tipos de ameaças com que se preocupar. Em fevereiro e março, suas tropas interceptaram 3,7 toneladas de maconha. No ano passado, destruíram uma pista de pouso construída por mineradores ilegais de ouro. No interior de um pequeno zoo administrado pelo Exército, vez por outra se ouvem os gritos de araras capturadas nas mãos de traficantes.
A última vez que se teve uma grande cidade brasileira atacada foi em 1711, quando o Rio permaneceu alguns dias sob o domínio de um corsário francês. Um documento oficial do Exército afirma que, “no momento, o Brasil não tem inimigos”. Na ausência de vizinhos beligerantes ou insurreições armadas, e sem cultivar ambições no exterior, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, admite que as Forças Armadas do País “não exibem os atributos militares clássicos”.
Os estrategistas brasileiros dizem que a falta de adversários militares não é justificativa para economizar nos gastos de Defesa. Muitas vezes, falta poder de fogo às polícias estaduais para enfrentar as quadrilhas criminosas que operam em áreas de fronteira. Além disso, o Brasil quer dispor no futuro de poderio militar suficientemente dissuasório para afugentar estrangeiros que cobicem seus recursos naturais. Não é barato manter o controle sobre uma vasta área de fronteira, que se estende por diversos tipos de terreno. Apesar disso, novas ameaças exigem novas respostas. E a alta hierarquia militar diz que, nas condições atuais — com uma tropa de baixa qualificação, mal equipada, executando com frequência cada vez maior funções de policiamento de rotina — as Forças Armadas brasileiras não têm como cumprir os objetivos que lhes são atribuídos pelas autoridades civis.
Com 334 mil homens a sua disposição, o governo brasileiro precisou encontrar formas de ocupá-los. O Brasil lidera, por exemplo, a missão da ONU no Haiti, para a qual contribui com 1.277 “capacetes azuis”. Mas isso é apenas pouco mais do que o número de soldados enviados pelo vizinho Uruguai, cuja população é menor que a de nove cidades brasileiras.
Os militares têm competência legal para atuar preventiva e repressivamente numa faixa de 150 km das fronteiras terrestres. Quadrilhas internacionais há muito atuam nessas áreas: estacionado junto ao zoo de Tabatinga, há um avião cargueiro que se diz ter pertencido ao traficante Pablo Escobar.
O Exército também é responsável por operações mais especificamente voltadas para a “Garantia da Lei e da Ordem”, e com frequência se faz presente em eventos como eleições ou a Olimpíada de 2016. A questão é que os militares estão se envolvendo cada vez mais com atividades policiais de rotina. Ainda que menos de 20% dos pedidos de envios de tropas federais sejam atendidos, esse tipo de operação representa fatia crescente na carga de trabalho do Exército. No ano passado, os soldados brasileiros passaram 100 dias patrulhando as ruas de algumas cidades do País — o dobro do tempo em que haviam feito isso ao longo dos nove anos anteriores.
A maioria dos brasileiros não parece se incomodar com a tendência. Só que os militares desejam para si papel muito diverso. Versão preliminar de um documento do Exército fala muito pouco em “ameaças” específicas, mas se estende longamente sobre “capacidades” desejáveis. O Brasil precisa fundamentalmente proteger suas riquezas naturais, propõe o texto.
Reorganizar as Forças Armadas com base nessa prioridade é uma tarefa formidável. Antes de mais nada, o País terá de fortalecer sua capacidade de policiamento. Jungmann propõe a criação de uma guarda nacional permanente, com um contingente inicial de 7 mil homens. O presidente Michel Temer apoia a ideia.
Mas isso é só um primeiro passo: dois terços das forças terrestres brasileiras têm contratos de trabalho limitados a oito anos de duração, restringindo sua profissionalização. Três quartos do orçamento militar são consumidos com o pagamento de salários e aposentadorias, deixando uma quantia irrisória para equipamentos e manutenção. Nos Estados Unidos, a proporção é inversa.
Em 2015, os brasileiros abandonaram iniciativa conjunta com a Ucrânia para a construção de um veículo de lançamento de satélites. O submarino nuclear que o País começou a construir em 2012, a um custo de R$ 32 bilhões, está longe de ser concluído. O único porta-aviões de que a Marinha brasileira dispunha, que vivia no estaleiro, foi aposentado de vez em fevereiro.
Em períodos de austeridade, até operações rotineiras sofrem com a escassez de recursos. Uma unidade militar de fronteira, em Roraima, recebe suprimentos apenas uma vez por mês, enviados por um avião da FAB. Em razão disso, seu comandante, o general Gustavo Dutra, é obrigado a contar com os serviços de uma transportadora aérea privada, cuja hora de voo custa R$ 2 mil. Em janeiro, o Exército foi acionado para debelar um motim em uma penitenciária do Estado. Com as finanças estaduais em petição de miséria, o general Dutra teme que seus homens tenham de entrar em ação novamente em breve. / TRADUZIDO POR ALEXANDRE HUBNER
O TEXTO ORIGINAL EM INGLÊS ESTÁ EM WWW.ECONOMIST.COM.
ESTADÃO/montedo.com

Rir faz bem!

6 de julho de 2017

Do leitor: para marcar ecocardiograma no HCE, só passando a noite na fila

Resultado de imagem para hce hospital central do exercito
De um leitor do Blog:
"Esta semana fui marcar exame de Ecocardiograma no HCE e me foi informado que seriam fornecidas 40 senhas para atendimento. Essas senhas somente são distribuídas uma vez ao mês (todo segundo dia útil). 
Como sabia que seriam poucos números, me desloquei de madrugada para tentar uma vaga. De nada adiantou pois a grande maioria que conseguiu número dormiu no HCE sentada nos bancos. Dentre as pessoas que madrugaram e não conseguiram número estavam vários idosos que saíram frustados por não conseguirem vaga. 
É inadmissível o paciente ter que sair de madrugada de sua residência muitas vezes a quilômetros de distância para sofrer esse constrangimento de não conseguir vaga e ter que voltar no próximo mês. Será que não existe outra forma mais humana de se marcar um exame nesse Hospital?"

Comandante do Exército defende tratamento diferenciado e fala sobre reajuste salarial dos militares

Comandante do Exército defende tratamento diferenciado para militares na reforma da Previdência
Projetos estratégicos da Defesa estão com os cronogramas atrasados, segundo o general Eduardo Villas Bôas. Comandante do Exército também disse que Forças Armadas não se sentem confortáveis em atuar na segurança pública
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Antonio Vital/Newton Araújo
O Sistema de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) envolve 17 empresas e desenvolve conteúdos com 70% de tecnologia nacional, de acordo com o comandante do Exército
Em audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, defendeu um tratamento diferenciado para as Forças Armadas na Reforma da Previdência. Ele também pediu ajuda aos deputados para um reajuste salarial dos militares, que, segundo ele, recebem menos que os integrantes das demais carreiras de Estado.
Os militares ficaram de fora do projeto de reforma da Previdência aprovado em maio por comissão especial da Câmara, mas o governo ficou de apresentar uma proposta específica para a categoria, o que ainda não ocorreu.
Villas Bôas disse que as Forças Armadas vão participar do esforço para equilibrar os gastos com a Previdência, mas apontou diferenças funcionais entre os militares e civis das demais categorias.
"Hora extra, adicional de periculosidade, FGTS, sindicalização, nós não queremos essas prerrogativas. Por que elas descaracterizam a Força Armada, que deixam de se constituir uma ferramenta que o governo e o Estado tem para emprego imediato, a qualquer momento, em qualquer local, em qualquer condição e por um tempo indefinido. Se formos jogados no regime comum da Previdência, a instituição perde essas características”, disse o general.
Um dos deputados que pediu a audiência pública, Pedro Fernandes (PTB-MA), manifestou apoio à proposta. "O papel das Forças Armadas é realmente diferenciado e precisamos fazer com que esta Casa entenda isso", disse.

Orçamento
Durante três horas e meia, o comandante do Exército expôs aos deputados os projetos estratégicos do Exército, entre os quais o Sistema de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), um sistema de lançamento de mísseis chamado Astro e a produção e aquisição dos blindados terrestres Guarani.
Villas Bôas disse considerar estes projetos fundamentais para a defesa nacional, bem como para a economia do País. O Sisfron, por exemplo, envolve 17 empresas e desenvolve conteúdos com 70% de tecnologia nacional. O projeto Guarani envolve 50 empresas e o Astros outras 60 – com conteúdo nacional respectivamente de 90% e 80%. “Projetos do Exército estão produzindo 22 mil empregos direto. E os das Forças Armadas 60 mil. Sem contar 250 mil empregos indiretos”, disse.
Mas o general apresentou dados e cronogramas sobre o andamento de cada um desses projetos que preocuparam os deputados da comissão, principalmente em relação ao orçamento das Forças Armadas.
O projeto Sisfron, por exemplo, que vai monitorar 17 mil km de fronteiras, teve início há seis anos e está apenas 6% implantado. Outro, o Guarani, começou em 2012 e até agora adquiriu apenas 232 dos 3,2 mil blindados previstos até 2040.

Tetos de gastos
O deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), vice-presidente da comissão, se disse preocupado com os efeitos da emenda constitucional (EC 95/16) aprovada no ano passado, que congela os gastos públicos por 20 anos, o que, segundo ele, compromete os projetos estratégicos de defesa.
“Hoje temos um investimento de quase 1,4 % do PIB na Defesa, e a meta é chegar a 2% do PIB, mas a perspectiva, com essa medida, é que o percentual de investimento na área vai cair para 1,09% em 2026 e vai chegar a 0,85% em 2036”, disse.
O deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG) manifestou preocupação parecida. “Os gastos com Defesa não estavam previstos na emenda do corte do orçamento e foram incluídos aqui no Congresso, o que inviabiliza os reajustes salariais e os projetos estratégicos”, disse.
Ainda em relação a gastos, o comandante do Exército reforçou a necessidade de investimentos em defesa cibernética, área que, segundo ele, está se transformando na maior vulnerabilidade dos países.

Segurança pública
Na audiência, o general Eduardo Villas Bôas disse ainda que as Forças Armadas não se sentem confortáveis em atuar na segurança pública, por meio das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Foram 115 operações desse tipo nos últimos 30 anos, inclusive a que aconteceu em maio, em Brasília, durante manifestação contra o governo que terminou com ministérios depredados.
Villas Bôas disse que as Forças Armadas estão prontas para atuar quando for preciso, mas questionou a eficácia dessas operações, que, segundo ele, são inócuas. E deu como exemplo a ocupação de 14 meses na favela da Maré, no Rio de Janeiro.
“Esse tipo de emprego é inócuo e constrangedor. Passamos lá 14 meses e, quando saímos, todo o status quo anterior voltou. Só a presença militar não é suficiente”, disse.
A presidente da comissão, deputada Bruna Furlan (PSDB-SP), comemorou o resultado da audiência. “Com o general Villas Bôas, concluímos um ciclo, ouvindo todos os comandantes das Forças Armadas e o ministro da Defesa, Raul Jungmann”, disse. As prioridades da Marinha e da Aeronáutica foram discutidas em maio. Já o ministro Jungmann esteve na comissão em junho.
Agência Câmara/montedo.com


Cabo do Exército se deita no asfalto por meia hora para socorrer jovem atropelada

Militar se deita no asfalto por meia hora para socorrer jovem atropelada
Militar orientou a jovem atingida por uma motocicleta a se deitar e segurou sua cabeça e seu pescoço para que ela não lesionasse a coluna
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Brasília (DF) - Um cabo do Exército deitou-se no asfalto e segurou o pescoço e cabeça de uma jovem vítima de atropelamento por quase meia hora para evitar que ela tivesse alguma lesão na coluna cervical. A ação aconteceu na noite da terça-feira (4/7) na EPNB.
Romário Rogério Rodrigues de Carvalho conta que voltava para casa, no Riacho Fundo, quando notou o acidente. A vítima, Gabriela, 17 anos, tinha sido atingida por uma motocicleta e estava com o rosto sangrando.

Treinamento
Ele não teve dúvidas em ajudar a jovem. "Como militar, tive treinamento no quartel. Eles pregam muito isso, de ajudar no atendimento em caso de acidente", conta Carvalho.
O cabo relata que aguardou por quase 30 minutos a chegada do socorro. Nesse tempo, instruiu a vítima a deitar no chão, pois acreditava que ela poderia desmaiar. Além disso, verificou a condição das pernas e braços de Gabriela e estabilizou sua cervical, para evitar danos à coluna. "Também conversei para mantê-la acordada", conta.
O condutor da moto que atropelou a jovem também esperou no local a chegada do resgate. A vítima foi levada pelos Bombeiros para o Hospital de Base.
CORREIO BRAZILIENSE/montedo.com

Bah!

Tapejara, o último guasca
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5 de julho de 2017

SP: soldado do Exército recebe homenagem por ato de bravura

São Paulo (SP) – No dia 28 de junho, a Associação Comercial de São Paulo promoveu uma cerimônia para exaltar militares que se destacaram em suas ações. Diante disso, o Soldado David dos Santos Oliveira, do 21º Depósito de Suprimentos (21º D Sup), foi um dos homenageados e recebeu o troféu “Marco da Paz”, por materializar um dos valores morais e cívicos cultuados pelo Exército: a Coragem.
A solenidade contou com a presença de representantes da Associação Comercial de São Paulo e do “Marco da Paz”; além de integrantes das Polícias Federal, Civil e Militar; da Guarda Civil Metropolitana e da Companhia de Tráfego de São Paulo, bem como de militares do Exército Brasileiro.

A atitude do Soldado David
No dia 20 de janeiro, o Soldado David estava saindo de casa durante uma forte chuva, no bairro de Perdizes, na cidade de São Paulo, quando observou pontos de alagamentos e enxurrada. O militar acabou sendo levado pela correnteza, mas conseguiu escapar da situação. Momentos depois, percebeu que havia uma pessoa presa debaixo de um veículo, correndo risco de morrer. Sem hesitar, e mesmo com a chuva bastante forte, David colocou sua vida em risco, para conseguir resgatar a vítima. Sua atitude ressalta a “Coragem” necessária ao Soldado do Exército Brasileiro.

A Coragem como “valor militar”
Segundo o Manual "O Exército Brasileiro" (EB 20-MF-10.101):
“A coragem é o senso moral intenso diante dos riscos ou do perigo, onde o militar demonstra bravura e intrepidez. É a capacidade de decidir e a iniciativa de implementar a decisão, mesmo com o risco de vida ou o sacrifício de interesses pessoais, no intuito de cumprir o dever, assumindo a responsabilidade por sua atitude.”
A “coragem” é, então, um fator motivador do militar para o bom cumprimento da missão, fazendo-o enfrentar desafios com confiança, sem preocupar-se com os riscos.
EB/montedo.com

RJ: soldado do exército é baleado durante confronto entre traficantes na Maré

Militar chegava em casa quando foi baleado na perna. Ele foi levado para o hospital, mas passa bem. Noite de segunda-feira (3) foi de confrontos na comunidade.

Imagem relacionadaG1 Rio
Um soldado do exército foi vítima de uma bala perdida na noite da última segunda-feira (3), na comunidade de Nova Holanda, na Maré, Zona Norte do Rio.
O militar estava chegando em casa, quando foi atingido de raspão por uma bala perdida na coxa esquerda. Ele foi levado para o Hospital Federal de Bonsucesso, passou por exames e teve alta por volta das 3h desta terça (4).
A Nova Holanda foi palco de um intenso tiroteio na noite de segunda-feira. Em redes sociais, moradores relataram clima de guerra. A polícia informou que o confronto foi entre traficantes e que atuou no entorno da favela e na Linha Vermelha.
G1/montedo.com

Ministro da Defesa reforça que FAB combata aviões suspeitos: 'vai levar tiro'

Durante visita a RO, Jungmann enfatizou que todo o espaço aéreo da fronteira está sendo monitorado. No domingo, Fantástico mostrou caça atirando em avião suspeito.
Eliete Marques, G1 Vilhena e Cone Sul
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, ressaltou nesta quarta-feira (5) que a Força Áérea Brasileira (FAB) vai combater qualquer avião suspeito que invadir o espaço aéreo brasileiro. “Nós não admitimos criminosos que queiram trazer drogas e armas às famílias brasileiras. Se não obedecer as ordens da defesa aérea, vai levar tiro de detenção”, frisou Jungmann durante visita em Vilhena (RO).
No último domingo (2), o programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou imagens de um caça da FAB atirando contra um avião suspeito na região de fronteira.
Imagens exclusivas mostram caça da FAB atirando contra avião suspeito
A visita a Rondônia foi feita para ressaltar a Operação Ostium, que foi deflagrada no último mês de março e segue por todo o ano com o objetivo de reforçar a vigilância aérea sobre a região de fronteira e combater voos irregulares.
Segundo o ministro, a operação cobre toda a fronteira brasileira, que vai do Rio Grande do Sul (RS) até o Amapá (AP). Foi observado, através de dados, que a fronteira entre Bolívia e Paraguai é onde mais acontecem voos desconhecidos.
Raul Jungmann fala sobre combate de crimes na fronteira (Foto: Eliete Marques/G1) Raul Jungmann fala sobre combate de crimes na fronteira (Foto: Eliete Marques/G1)
Raul Jungmann fala sobre combate de crimes na fronteira (Foto: Eliete Marques/G1)
“Nós temos a maior operação da Força Aérea Brasileira desde a Segunda Guerra Mundial. Só nas fronteiras com Bolívia e Paraguai nós temos um efetivo de 800 homens e mulheres mobilizados e temos mais de 30 aeronaves. Entre a fronteira da Bolívia e do Paraguai, desde que a Ostium começou, houve uma queda de 80% dos voos desconhecidos”, enfatizou.
Conforme Jungmann, durante a operação já foram realizadas três apreensões em aviões, entre elas, os mais de 600 quilos de cocaína em Jussara (GO).
“A nossa determinação é de que o criminoso identificado cumpra as ordens e aterrisse. Se não, nós não vamos vacilar e vamos disparar o tiro de detenção”, salienta.

Abordagem de aeronaves
O ministro explica que os radares estabelecem corredores, que é uma espécie de uma via aérea. Se a aeronave não passa pela via, um Super Tucano sobe imediatamente e entra em contato, mandando que ela desça em um aeroporto pré-determinado.
Caso o piloto não obedeça, é disparado um tiro de advertência para que ele obedeça e siga o Super Tucano.
“Se mesmo assim ele recusar todas as ordens da defesa aérea, e permanecer, ele vai levar tiro de detenção, porque é isso que manda a Lei do Abate, e isso que nós vamos cumprir sem vacilação. Nós não vamos dar mole com criminoso”, conclui.
G1/montedo.com

Justiça condena União a pagar R$ 500 mil por morte de cabo do Exército na Maré

Justiça de Campinas condena União a pagar R$ 500 mil por morte de militar em ação no Rio
Michel Augusto Mikami, de 21 anos, era natural de Vinhedo (SP) e foi morto durante ação de patrulhamento no Conjunto de Favelas da Maré, em 2014.
Por G1 Campinas e região
A Justiça de Campinas (SP) condenou a União Federal a pagar R$ 500 mil de indenização por danos morais aos familiares do cabo do Exército Michel Augusto Mikami, de 21 anos, de Vinhedo (SP), morto durante ação de patrulhamento no Conjunto de Favelas da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 28 de novembro de 2014.
O juiz Walter Antoniassi Macarron, da 4ª Vara da Justiça Federal em Campinas (SP), julgou o pedido parcialmente procedente e determinou que a União pague indenização no valor de R$ 500 mil. A família considerou o valor pequeno e vai recorrer da decisão.
Advogado da família Mikami, Fausto Luz Lima explicou que a decisão de recorrer ocorre por entender que alguns pedidos julgados improcedentes pelo magistrado precisam ser reanalisados.
"É um caso inédito. Desde a Constituição de 1988 hão havia registro de morte de militar em missão de pacificação em solo brasileiro. O Michel morreu em uma missão determinada pela presidente da República. O Exército dava o suporte à Polícia Militar do Rio, que não estava conseguindo cumprir a contenção, e fazia o patrulhamento com uma arma não-letal. Ele foi atingido por um tiro de fuzil", enfatizou Lima.
O advogado defende ainda que a promoção post mortem, que promoveu o cabo a 3º sargento, deveria ser para um posto de Oficial do Exército. Nesse caso, a verda indenizatória ao qual a família teria direito seria maior.
A Advocacia-Geral da União (AGU) foi procurada para comentar a decisão, mas não havia retornado até a publicação desta matéria.

Relembre o caso
Michel Augusto Mikami tinha 21 anos e foi baleado na cabeça enquanto fazia um patrulhamento no Conjunto de Favelas da Maré, no dia 28 de novembro de 2014. O cabo foi socorrido por médicos e militares logo após o ataque, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Na ocasião, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, lamentou a morte do militar de Vinhedo (SP). "Minha solidariedade à família do militar, que perdeu a vida na defesa da paz. Vamos perseguir até o fim a pacificação na Maré e em outas comunidades do Rio. Nada nos fará recuar", disse.
A presidente da República Dilma Rousseff tambhém emitiu uma nota sobre o ocorrido, e ressaltou que o militar "morreu no cumprimento do dever, na missão de pacificação empreendida pelo Exército Brasileiro". "Quero expressar minha dor e minha solidariedade à família e aos amigos de Michel", disse a presidente.
G1/montedo.com

Leia mais sobre a morte do Cabo Mikami

Exército destrói quase mil armas apreendidas com criminosos no PI

As armas apreendidas pelas Polícias Militar, Civil e Federal são semidestruídas no 25º BC, em Teresina, e depois levadas para o derretimento em Fortaleza
A sede do 25º Batalhão de Caçadores iniciou na manhã desta terça-feira (4) a destruição de 967 armas provenientes de apreensões pela Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Federal de todo o Piauí. Armas de diversos tamanhos e calibres passarão pelo processo de desmonte durante todo o dia e, posteriormente, serão conduzidas para o derretimento em Fortaleza, no Ceará.
De acordo com o capitão Leonardo Muller, da Polícia Militar do Piauí, as armas que são apreendidas pela Polícia são encaminhadas para o Poder Judiciário atreladas a processos judiciais que, individualmente, relacionam tais objetos a algum crime. “Após o processo ser concluído, o Poder Judiciário envia essas armas ao Exército para serem destruídas e não retornarem às ruas”, explicou o capitão.
Ao chegar ao 25ºBC, cada processo é analisado para verificar numerações e calibres. Em seguida, as armas são semidestruídas, inutilizadas através do amassamento dos canos e armazenadas em um depósito seguro e vigiado.
“Essas armas semidestruídas são enviadas para Fortaleza, porque o Exército tem parceria com uma grande empresa nacional do ramo metalúrgico que derrete esse armamento em um alto-forno e o transforma em uma liga metálica”, contou o tenente Rosil, do 25º BC.
As armas curtas, como pistolas e revólveres, formam o perfil mais comum nos lotes recebidos pelo Exército, mas também são recebidas espingardas e outros tipos. Segundo o tenente Rosil, já houve lotes de até três mil armas enviadas pelo Tribunal de Justiça do Piauí.
“A última destruição aconteceu há, aproximadamente, 30 dias. Levamos duas mil armas para Fortaleza provenientes do Tribunal de Justiça e já estamos negociando a próxima para destruição no final do mês de agosto”, completou.
Jornal Luzilândia/montedo.com

Pyongyang cruza linha para testar Trump, e guerra fica mais próxima

ANÁLISE

IGOR GIELOW
DE SÃO PAULO
The intercontinental ballistic missile Hwasong-14 is seen during its test launch in this undated photo released by North Korea's Korean Central News Agency (KCNA) in Pyongyang, July, 4 2017. KCNA/via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. REUTERS IS UNABLE TO INDEPENDENTLY VERIFY THIS IMAGE. NO THIRD PARTY SALES. SOUTH KOREA OUT. ORG XMIT: GDY104
Pyongyang fez o que todo mundo temia. Anunciou ao mundo que testou um míssil intercontinental logo na Coreia do Norte afirma ter testado míssil intercontinental com sucesso, logo na sequência da mais recente explosão de ameaças norte-americanas contra a Coreia do Norte e seu programa de armas nucleares e foguetes. Desde que o presidente Donald Trump assumiu, a escalada militar em torno da península coreana por parte dos EUA serviu para dar alguns recados claros. Primeiro, que Washington está disposta a usar a força se nada mais funcionar para evitar que a dinastia comunista norte-coreana tenha uma arma capaz de, um dia, pulverizar uma cidade americana. Segundo, quis pressionar também a China, Estado que protege Pyongyang porque lhe é conveniente ter uma zona tampão entre seu território e o contingente americano de 30 mil soldados estacionados na Coreia do Sul desde o cessar-fogo da guerra inconclusa em 1953. O movimento foi inteligente, algo pouco associado às ações da gestão Trump, mas só à primeira vista. Como mais de 90% do petróleo consumido na Coreia do Norte vem do vizinho comunista, se Pequim fechasse as torneiras o torniquete no pescoço do regime de Kim Jong-un apertaria muito. Mas não foi isso que aconteceu, apesar dos puxões de orelha retóricos dados na ditadura ao sul da fronteira. Agora, é Pyongyang que toma a iniciativa. O faz com uma força marítima poderosa circundando suas águas e com Trump repetindo as palavras que antes foram de militares e de seu secretário de Estado: a paciência estratégica dos Estados Unidos acabou. Kim ouviu o recado e decidiu dobrar a aposta, já que todos os analistas ocidentais consideravam um teste de míssil com capacidades intercontinentais a famosa "linha vermelha" a ser cruzada.
Outro ponto é o que tal arma carregaria. Recentemente, o ditador nortecoreano posou ao lado do que seria uma arma nuclear miniaturizada o suficiente para ser colocada na ogiva de um míssil. Mas foto é uma coisa, realidade é outra: um foguete balístico intercontinental quase deixa a atmosfera para reentrar em direção ao alvo, um processo violento de variação de temperatura e com turbulência violenta. Não é tecnologia que se adquire do dia para a noite, e muito pouco se sabe das reais capacidades nortecoreanas. Essa incerteza é o maior problema, porque Pyongyang pode clamar qualquer coisa, deixando a dúvida sobre o blefe com os EUA. E Trump elevou de tal forma a capacidade ofensiva em torno do país asiático que talvez lhe restem poucas alternativas senão atacar. A admissão por Washington de que o míssil de fato tinha alcance intercontinental eleva a dramaticidade do cenário. Ele faria isso? Há problemas sérios, a começar pela aliada Coreia do Sul, que sofreria a maior parte dos danos no caso de um conflito. O norte tem apontada toda sua artilharia e foguetes convencionais para a região que vai da fronteira até Seul, e estima-se que a metade da população sul-coreana que mora por ali estaria sujeita a algum grau de bombardeio. Mesmo que os EUA atacassem primariamente essa força, teria de enfrentar uma defesa antiaérea capaz antes de anular as chances de um bom estrago ser feito ao sul.
Isso sem contar o imponderável: se Kim tiver uma arma nuclear pronta para ser usada em algum dos seus eficazes mísseis de pequeno ou médio alcance, que não passam pelo processo traumático de trajetória de um modelo intercontinental. Aí falar de linha vermelha se torna ocioso. Por isso, o novo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, tem insistido na diplomacia. Há a questão chinesa, mas pelos relatos Trump já deu um ultimato a Pequim. Os japoneses, por sua vez, parecem interessados na guerra, já que o atual arsenal norte-coreano pode atingi-los. Por fim, o presidente americano já provou o gosto da popularidade que a violência militar dá, em ataques pontuais na Síria e Afeganistão. A Coreia do Norte é outro assunto, como Kim sabe ao dar suas cartas. Até aqui, ele tem levado os EUA ao limite. O risco de confronto militar, uma inevitabilidade no longo prazo, cresceu bastante nesta terça (4). 
O CONFLITO NA COREIAVeja as capacidades dos adversários 
FOLHA DE SÃO PAULO/montedo.com

4 de julho de 2017

Militares tietando o 'Galinho' na ECEME

Avião particular fretado pelo Exército cai no interior de RR. Quatro mortos e um sobrevivente

Segundo a Defesa Civil, aeronave caiu logo após decolar e pegou fogo. Um sobrevivente está internado em estado grave.
Avião particular fretado pelo Exército cai no interior de RR e quatro morrem, diz Defesa Civil
Inaê Brandão e Emily Costa, G1 RR
Um avião da Paramazônia Táxi Aéreo fretado pelo Exército Brasileiro caiu no Cantá, no Norte de Roraima, na manhã desta segunda-feira (3). Quatro pessoas morreram e uma sobreviveu, informou a Defesa Civil do estado. As causas do acidente estão sendo investigadas.
A empresa dona do avião é mesma que fez um resgate frustrado do piloto Elcides Rodrigues Pereira, de 64 anos, o 'Peninha, dia 14 de junho. Na ocasião, Peninha havia feito um pouso forçado em um rio na selva amazônica, mas morreu quando o dono da Paramazônia tentou resgatá-lo.
Segundo o chefe da Defesa Civil, coronel Doriedson Ribeiro, tinham cinco pessoas na aeronave. Uma foi resgatada com vida logo após o acidente pela própria empresa dona do avião e levada ao Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista.
Conforme o coronel, os quatro corpos seguem no local do acidente aguardando a perícia.
Entre os mortos está o piloto Marcos Costa Jardim, o comandante Jardim, conforme informou em nota a empresa dona da aeronave. As outras vítimas e o sobrevivente ainda não tiveram os nomes divulgados.
Ao G1, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou que a pessoa resgatada após a queda está internada em estado grave na unidade.
Ainda segundo Doriedson Ribeiro, a aeronave caiu em uma região de mata no fim da pista de pouso da Paramazônia e pegou fogo. O acidente ocorreu logo após a decolagem.
Avião modelo PR-FMR Cessna 2010 caiu logo após decolar (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)
Avião modelo PR-FMR Cessna 2010 caiu logo após decolar (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)
Um funcionário da empresa disse que a aeronave envolvida no acidente é o monomotor modelo PR-MFR Cessna 2010.
Equipes do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 7) estão se desolcando o local e devem iniciar o processo de investigação do acidente.
Por meio de nota, o diretor da Paramazônia Táxi Aéreo, Arthur Neto, lamentou o acidente e disse que a aeronave estava com todas as suas revisões, itens de segurança e manutenções em dia. (Leia a íntegra da nota no final da reportagem).

Aeronave fretada pelo Exército
O Exército informou por meio de nota que a aeronave foi locada para transporte de pessoal a uma área onde é realizada a operação Curare VIII, que visa combater atos ilícitos em toda extensão da fronteira e crimes ambientais em Roraima.
"As informações sobre as circustâncias do acidente e envolvidos no sinistro estão a cargo da empresa contratada", informa a nota, acrescentando que ainda tem não mais detalhes sobre o acidente.
'Ouvi pedido de socorro', diz testemunha
Clério Alves, que mora em uma casa vizinha à pista de pouso, contou ao G1 que por volta das 11h15 (12h15 de Brasília) ouviu o bararulho da aeronave decolando, seguido pelo som de árvores se quebrando e o estrondo da queda da aeronave.
"Depois de ouvir o barulho, saí correndo, vi o fogo e ouvi uma pessoa gritando por socorro. Ajudamos ele, e o rapaz que é funcionário da Paramazônia levou ele [sobrevivente] para o hospital dentro de um carro", contou.
Ele relatou que o sobrevivente da queda estava todo ensaguentado e com as roupas queimadas.
Avião caiu em região de mata no final da pista de pouso (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)
Avião caiu em região de mata no final da pista de pouso (Foto: Inaê Brandão/G1 RR) 
Íntegra da nota da Paramazônia Táxi Aéreo

NOTA OFICIAL
A direção da Paramazônia Táxi Aéreo Ltda lamenta comunicar que, nesta data, por volta das 11h, a aeronave modelo Cessna, prefixo PR-MFR, após decolar de sua pista de pouso, localizada no município do Cantá-RR, caiu a cerca de 100 metros da cabeceira da pista.
A aeronave decolou rumo a localidade de Wiakás e transportava além do piloto Marcos Costa Jardim – comandante Jardim – mais quatro passageiros, dos quais apenas um sobreviveu.
A empresa informa que a aeronave estava com todas as suas revisões, itens de segurança e manutenções em dia, e o piloto com suas habilitações e todos os treinamentos em ordem.
A empresa informa também que estão sendo tomadas todas as providências necessárias para que as causas do acidente sejam investigadas pelos órgãos competentes da Aeronáutica.
A direção da Paramazônia Táxi Aéreo, ainda perplexa, lastima a perda irreparável de seu piloto e externa seus sentimentos de solidariedade e dor, a família das vítimas desta lamentável tragédia.
G1/montedo.com

Imagens exclusivas mostram A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira atirando contra avião suspeito


Imagens obtida com exclusividade pelo programa Fantástico, gravada pela câmera a bordo de um caça da Força Aérea Brasileira (FAB), mostra um caça brasileiro atirando contra outro avião em defesa do espaço aéreo. O caça da FAB intercepta um avião que vinha do Paraguai e entrou no espaço aéreo do Brasil sem autorização. O piloto desobedeceu todas as ordens para pousar e sofreu as consequências.
É o que a FAB chama de “tiro de detenção”. O objetivo é avariar o avião suspeito para que ele não consiga mais voar e pouse no aeroporto mais próximo. Nesse caso, que aconteceu em 2015, o avião conseguiu escapar e voltou para o espaço aéreo paraguaio, e a FAB teve que interromper a perseguição.
No dia seguinte, no aerodromo de Paranavaí, perto da fronteira com o Paraguai, a polícia encontrou o monomotor, crivado de balas. O avião só tinha o banco do piloto. De acordo com a polícia, para liberar espaço para o transporte de drogas. Veja tudo na reportagem acima.
G1, via Poder Aéreo/montedo.com

3 de julho de 2017

General Tomás, preste atenção, por favor!

Publicação original: 2/7 (22:08)
Comandante do Exército dá um 'pito' bem-humorado em seu chefe de gabinete, general Tomás.

Geringonça em órbita: bilionário, satélite de Defesa e Comunicação não funciona

TELEBRÁS GARANTE: SATÉLITE BILIONÁRIO VAI FUNCIONAR
O presidente da Telebrás, Antônio Loss, admite que se mantém inativo do SGDC, Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação, mas promete “medidas administrativas”. Por enquanto, o satélite que custou R$ 2,8 bilhões é só uma geringonça em órbita porque antenas gigantes ainda não foram instaladas em cinco capitais brasileiras, para transmitir dados. Contratada para fornecê-las, a empresa Gilat do Brasil falhou.

RELAÇÕES AMISTOSAS
Israelense, a Gilat do Brasil tem relações tão amistosas com o diretor técnico da Telebrás, Jarbas Valente, que nem sequer sofreu punição.

PREJUÍZO CERTO
Sem as antenas instaladas, a internet banda larga mais rápida e barata fica comprometida e gera prejuízo de R$200 milhões por mês.

DEFESA
Cerca de 30% da capacidade de transmissão do SGDC será utilizada exclusivamente para a comunicação de Defesa das Forças Armadas.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

2 de julho de 2017

Virou moda: mulher invade Palácio do Jaburu e é detida por militares do Exército

Mulher pula cerca e invade Palácio do Jaburu; Temer estava no local com família
Uma mulher "aparentemente embriagada" pulou a cerca de proteção e invadiu a área externa do Palácio do Jaburu na madrugada deste sábado (1) em Brasília. O palácio é a residência oficial da vice-presidência da República, mas é lá que o presidente Michel Temer vive com a família na capital federal.
De acordo com o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), a mulher pulou a cerca por volta das 3h com sinais de embriaguez. Militares que fazem a segurança do local atiraram para o alto e depois detiveram a invasora no estacionamento interno do Jaburu, que não teria ficado ferida.
Temer estava com a família no Jaburu na hora do incidente. Na manhã deste sábado, o presidente viajou a São Paulo para encontrar-se com seu advogado e amigo, Antonio Mariz. O objetivo é discutir a estratégia da defesa de Temer no Congresso e no STF.
Segundo o GSI, ela foi identificada, levada para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, assinou um Termo Circunstanciado e foi liberada.
É a segunda invasão a uma das residências oficiais do governo federal em menos de uma semana. Na noite de quarta-feira (28), um adolescente de 15 anos pegou o carro dos pais escondido derrubou o portão de acesso e invadiu o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República em Brasília.
Os soldados do Exército que fazem a segurança do local chegaram a atirar contra o veículo, que só parou dentro do palácio após quebrar uma vidraça. O jovem fugiu do veículo e foi localizado pelos seguranças no terceiro pavimento do local. Ele não ficou ferido e foi liberado após assinar um Termo Circunstanciado na delegacia.
No fim de fevereiro, Temer e a família chegaram a se mudar para o Alvorada, mas ficaram pouco mais de uma semana no palácio e decidiram voltar para o Jaburu. Na época, um assessor presidencial disse que Temer "não se adaptou ao local".
O GSI não informou se haverá mudança no protocolo de segurança do local após os incidentes.
UOL/montedo.com

Qual cisne branco, que em noite de lua...

Leitura de domingo: A Temer o que é de Temer

Estamos sentados num barril de pólvora, sem forças para levantar nem ter para onde correr

Resultado de imagem para barril de polvoraOPINIÃO (O Estado de São Paulo)

Bolívar Lamounier*
Se vivesse nesta era feminista em que vivemos, Calpúrnia, a mulher de Caio Júlio César, com certeza inverteria a antiga recomendação machista: diria que também a César não basta ser casto, ele precisa manter as aparências da castidade. Essa inversão parece-me captar o cerne do imbróglio político e jurídico que se formou desde 17 de março, data da tristemente famosa gravação mediante a qual Joesley Batista começou a pôr em prática sua obscura trama contra o presidente Michel Temer.
Joesley, claro está, não é flor que se cheire, muito menos que se receba na residência oficial do presidente às 11 horas da noite e sem registro na portaria. É uma figura de destaque entre aquelas supostas sumidades empresariais que Lula e Dilma Rousseff escolheram para se abarrotarem com dinheiro do BNDES – ou, para ser mais exato, para posarem de “campeões empresariais” à custa do meu, do seu, do nosso.
Em seus pronunciamentos sobre o caso, Michel Temer tem esbravejado, com razão, que a conduta do procurador- geral, Rodrigo Janot, e do ministro Edson Fachin ressabe a critérios não estritamente jurídicos. Que, em relação a ele, os dois magistrados se têm comportado com uma parcialidade deveras notável. Mas sua reação, por mais contundente e acertada que seja, não conserta o erro que deu origem a todo esse angu: não ter dado ouvidos à advertência calpurniana referente ao que deveria ser o comportamento de César.
Joesley, claro está, não é flor que se cheire, muito menos
 que se receba na residência oficial do presidente às 
11 horas da noite e sem registro na portaria.
A questão, seja como for, é que agora o imbróglio (evito a palavra crise) está armado. Em cerca de três semanas a Câmara dos Deputados se manifestará sobre a acusação de corrupção passiva formulada pelo procurador-geral e a ela remetida pelo ministro Fachin. Tudo faz crer que a rejeitará, uma vez que para isso bastam 172 votos, marca que os aliados de Temer devem atingir com certa folga. O presidente não ter nem isso, ou ter só um pouquinho mais que isso, será um sinal de péssimo agouro. Será uma medida de seu desgaste no seu principal reduto, que é, evidentemente, o Congresso Nacional, e um alerta sobre a capacidade do presidente de resistir a uma segunda investida do sr. Janot, esperada para agosto. Aí, sim, as dúvidas acerca da recuperação econômica se multiplicariam e o espectro da crise institucional voltaria a rondar Brasília.
A antevisão desse cenário negativo tem levado perspicazes observadores da cena política – à frente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – a cogitar de saídas para um eventual impasse, até mesmo o encurtamento em um ano do mandato de Michel Temer. Apresso-me, porém, a distinguir a posição dele da de Lula, que dia sim e outro também invoca o santo nome em vão, tentando ressuscitar o mote das “diretas já”. O discurso de Lula e do PT é a velhacaria de sempre: oportunismo eleitoreiro de uma agremiação que sempre timbrou por não compartilhar responsabilidades. Não as compartilhou em 1988, quando se recusou a homologar a nova Constituição; tampouco em 1992, no pós-impeachment de Fernando Collor, quando vetou a participação de petistas no governo Itamar; menos ainda em 1994, quando preferiu bater de frente com o Plano Real a compartilhar os ônus políticos inerentes ao controle da inflação.
O discurso de Lula e do PT é a velhacaria de sempre: 
oportunismo eleitoreiro de uma agremiação que
sempre timbrou por não compartilhar responsabilidades.
Fernando Henrique Cardoso é o oposto disso. Ele ter arcado com o ônus de apresentar publicamente uma proposta de tão difícil execução dá bem a medida de suas preocupações quanto aos desdobramentos da presente situação. Sua sugestão foi de que o presidente tomasse a iniciativa de encurtar seu mandato em um ano, abrindo espaço para a eleição direta de seu sucessor ainda no segundo semestre deste ano. A pedra de toque da sugestão de Fernando Henrique – é escusado dizê-lo – é a anuência do presidente Temer. Este, caso esteja percebendo da mesma forma os riscos políticos e econômicos que ora pairam sobre o País, com alto potencial de aumentar o sofrimento das camadas mais carentes, incluídos os decorrentes de uma debilitação mais aguda do poder presidencial, deveria tomar a iniciativa de desatar os nós.
Qual mancha de óleo que se espalha, a corrupção corroeu 
a alma dos três Poderes e, hoje, salta aos olhos que
em cada um deles há gente poderosa se articulando
 para cercear a Operação Lava Jato.
Por motivos óbvios, a proposta foi mal recebida por Temer e seus aliados no Congresso; mesmo que tivesse sido aceita, é inegável que sua implementação não seria fácil. No ponto a que chegamos, a eleição, só por ser direta, não necessariamente garantiria uma substancial recuperação da legitimidade presidencial. Cada partido lançaria seu “presidenciável” – ou seja, o candidato que já tem à mão – e assim iríamos às urnas para votar em nomes que, em maior ou menor grau, estão também expostos ao sol e ao sereno, sofrendo os efeitos do mesmo prolongado desgaste que a todos acomete.
Estamos, pois, sentados num barril de pólvora, sem forças para nos levantarmos e sem termos para onde correr. A aprovação das reformas trabalhista e previdenciária e a paulatina recuperação da economia dificilmente dispersarão as espessas nuvens que se formaram sobre o nosso sistema político. Qual mancha de óleo que se espalha, a corrupção corroeu a alma dos três Poderes e, hoje, salta aos olhos que em cada um deles há gente poderosa se articulando para cercear a Operação Lava Jato. Caso realmente se efetivem, tais movimentos só servirão para aumentar o desgaste das cúpulas institucionais e a descrença da sociedade.
Não dispondo da flexibilidade própria dos regimes parlamentaristas e não havendo da parte de Michel Temer disposição para encurtar voluntariamente seu mandato, só nos restará esperar.
A prevalecer tal cenário, os 16 meses que nos separam da eleição presidencial serão um feijão com arroz político, fazendo aqui uma analogia com o feijão com arroz econômico que Maílson da Nóbrega, à época ministro da Fazenda, pacientemente conduziu na fase terminal do governo Sarney.
*Cientista político, sócio-diretor da Augurium Consultoria, é membro das academias Paulista de Letras e Brasileira de Ciências. Seu último livro é ‘Liberais e Antiliberais: a luta ideológica de nosso tempo’ (Companhia das Letras, 2016)

Lembrai-vos dos jacobinos!

“À sociedade (...) importa a preservação do interesse primário, a higidez das instituições democráticas, a respeitabilidade à Constituição, e não a feitura da justiça a ferro e fogo, a tomada da providência extrema, o justiçamento”
Marco Aurélio Mello, ministro do STF

Enquanto isso, em todos os quartéis do Brasil...

Nunca deixará de me arrepiar... BRASIL!!!

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