19 de fevereiro de 2010

GENERAL BRASILEIRO FERIDO É BARRADO PELA PF NO AEROPORTO

Ferido de guerra

General da ONU, o brasileiro Paulo Ney foi ferido em Bagdá e chegou ontem(4ªf,17) ao Rio, no voo 442 da Air France. No desembarque, o supervisor da PF do Tom Jobim, acredite, queria que ele ficasse na fila de 400 pessoas para entrar no país.
O comandante mostrou seus ferimentos, contou que havia saído de uma cirurgia de oito horas e que, por isso, não estava fardado.
Ancelmo Gois - O Globo

18 de fevereiro de 2010

MORRE O GENERAL IVAN DE SOUZA MENDES, ÚLTIMO CHEFE DO SNI

O General Ivan de Souza Mendes, último chefe do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), faleceu esta manhã, no Rio de Janeiro.
O militar, de 88 anos, estava internado desde o início da semana e morreu de infecção generalizada.
Ivan de Soua Mendes foi inteventor da Prefeitura de Brasília, após o golde de 1964. Ligado a Ernesto Geisel, serviu no Gabinete Militar sob suas ordens e o acompanhou quando o mesmo presidiu a Petrobrás, no início dos anos 70.
Como general, ocupou varios cargos até ser nomeado ministro-chefe do SNI por José Sarney, em 1985, permanecendo no posto até a extinçção do órgão, em 1990, no governo de Fernando Collor.
O corpo será cremado no sábado.

O QUE FOI O SNI

História — O que foi o SNI
Criado em junho de 1964 com o objetivo coordenar as atividades de informações e contra-informações em todo o território nacional. Possuía secretarias específicas para acompanhar as atividades dos sindicatos, da Igreja e dos vários grupos políticos clandestinos que atuavam no país. Vigiava, também negócios realizados no exterior por empresas privadas e controlava as atividades parlamentares e partidárias em todo o país. Sob a coordenação do SNI operava a Escola Nacional de Informações (ESNI), responsável pela formação de pessoal especializado em informações. Entre os seus diretores, estiveram os ex-presidentes da República Emílio Garrastazu Médici e João Baptista Figueiredo, além dos generais Golbery do Couto e Silva, Octávio Aguiar de Medeiros, Newton Cruz e Ivan de Souza Mendes. O SNI foi extinto em 1990 por decisão de Fernando Collor de Mello. As atividades de inteligência ficaram a cargo de secretarias e subsecretarias da antiga Casa Militar — que se valiam dos levantamentos feitos pelos serviços secretos dos ministérios militares, herdeiros do acervo do antigo organismo. Em 1999, o presidente Fernando Henrique Cardoso criou a Abin — Agência Brasileira de Inteligência — que reagrupou remanescentes do antigo SNI e contratou novos funcionários.

GENERAL IVAN DE SOUZA MENDES FALA SOBRE 64, SNI, COLLOR, LULA

 Em 24 de outubro de 2006, o site Consultor Jurídico publicou uma entrevista com o General Ivan de Souza Mendes. Confira.
Ex-Chefe do SNI diz que governo Lula surpreendeu
Por Márcio Chaer e Robson Pereira
Ivan Mendes - por SpaccaA diferença entre a enxurrada de escândalos que faz a fama do governo Lula e o que aconteceu em governos anteriores é que as tantas negociatas e trapalhadas do passado não chegavam ao conhecimento público. Agora, saem na imprensa. E como saem.
A opinião não é de um petista, nem mesmo de um eleitor de Lula. É do último chefe vivo do antigo e poderosíssimo Serviço Nacional de Informações, o SNI — o general Ivan de Souza Mendes, militar que participou ativamente do regime instalado no país em 1964.
O ex-chefe do Serviço não se espanta com o noticiário das traquinagens petistas. “São coisas terríveis, mas elas sempre existiram”, garante. O que espanta é a apreciação que ele faz da gestão petista. “Lula surpreendeu e fez um bom governo”, afirma. Com uma ressalva: “Não que eu esperasse muita coisa, mas é inegável que o país não degringolou em suas mãos”. Souza Mendes votou em Lula, no segundo turno, em 2002. Mas no próximo domingo, dia 29, anuncia que votará em Geraldo Alckmin.
Como especialista em inteligência, o general observa que Lula descuidou dos serviços de informações — o que poderia poupá-lo de situações ridículas, como a do dossiê Vedoin. “Em vez de profissionais corretos, preocupados com o Estado, o presidente parece ter-se cercado de gente ordinária: mais atrapalham que ajudam.”
Embora note que o ambiente mudou, Souza Mendes, chama a atenção para o fato de que os protagonistas da vida política continuam os mesmos. “O Congresso sempre foi isso que está aí — e é impossível governar sem fazer barganhas”, diz, ressalvando que “a questão está em administrar o grau dessas barganhas”. No caso do mensalão, por exemplo, o que aconteceu “passou longe do que se pode considerar tolerável”.
Ao tempo em que serviu o governo José Sarney no Planalto, de março de 1985 a março de 1990, o general era implacável no papel de olhos e ouvidos do presidente. Nesse período, ele mesmo admite hoje, foi preciso enfrentar e bloquear encrencas parecidas com as do governo Lula. Indagado se chegou a impedir aproximações ou nomeações de pessoas com passado duvidoso ou comprometedor, disse que isso fazia parte da rotina. Lembra que teve “vários casos desses” em mãos, mas que a decisão sempre era de Sarney. “Decidir certo ou errado é prerrogativa do presidente. O que ele não pode é dizer depois que não sabia.”
O último homem forte da comunidade de informações no Brasil não aceita o argumento de que Lula só tenha tomado conhecimento das operações de compra de apoio parlamentar — o mensalão — envolvendo integrantes do seu partido e do governo pelos jornais. “Isso não é possível”, afirmou, sem preocupação de disfarçar o sorriso.
Aos 84 anos de idade, o general Ivan vive com sua mulher, Maria Stella, em um apartamento de três quartos, próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Sua alegria são os oito netos e netas que lhe foram presenteadas por suas filhas Leila, Sônia e Márcia e suas duas bisnetas, os xodós da vez.
A entrevista que se segue foi feita em duas rodadas. Da primeira participou o jornalista Robson Pereira, no Rio de Janeiro. A segunda parte foi complementada no último final de semana, por telefone.
A seguir, os principais pontos da entrevista
ConJur — Como o senhor avalia o governo Lula?
General Ivan —
Ele superou minhas expectativas. Mas é preciso dizer que elas não eram tão grandes assim (risos).
ConJur — Como assim?
General Ivan —
 Esperava-se um desastre. E não foi. Estou admirado como ele conseguiu dar uma certa respeitabilidade ao governo. O começo foi muito difícil e as perspectivas eram as piores possíveis. Mas depois deu para perceber que era um governo sério. O que faltava ao Lula, basicamente, era competência. Faltava-lhe estofo. O curioso é que ele falhou na ética, onde era bom e acertou na economia, onde era mal.
ConJur — Por que o senhor acha que ocorreu isso?
General Ivan — É simples: ele acertou com os conselheiros econômicos e errou com os conselheiros políticos. É preciso reconhecer que ele é inteligente. Para a pouca cultura que tem, mostrou-se competente. Conseguiu prestígio internacional e respeito dos chefes de Estado do mundo todo. Notou que o Hugo Chaves era um bobalhão e retraiu-se, o que foi bom. No aspecto eleitoral, soube cuidar do rebanho para garantir a reeleição. E já se pode considerar reeleito.
ConJur — O senhor se surpreende com tantas denúncias de corrupção?
General Ivan — Nem um pouco....
ConJur — Mas são tantos escândalos...
General Ivan — Essas coisas que estão ocorrendo aí são terríveis, mas elas sempre existiram. Políticos envolvidos com dinheiro sempre houve... É quase a mesma coisa que havia lá atrás, por baixo dos panos. Acho que agora aparece mais, mas o Congresso sempre foi mais ou menos assim....
ConJur — Por que isso ocorre?
General Ivan — 
 O político é sempre imediatista. A preocupação do político é sobreviver politicamente. Então, paga o preço que for preciso. Não me surpreendo com isso, nem me surpreendem essas coisas. São coerentes com o comportamento dos políticos.
ConJur — O senhor acha possível que episódios como o mensalão não tenham chegado antes ao conhecimento do presidente Lula?
General Ivan — 
 Não é possível não. A maioria das coisas o presidente deveria saber. Os instrumentos para ele saber existem, mas o político gosta muito de ajeitar as coisas. O presidente deve cercar-se de profissionais. Pessoas corretas. Comprometidas com o Estado, não com facções.
ConJur — O senhor é otimista em relação ao futuro do país?
General Ivan —
 É lógico que sim. Apesar de tudo, estamos caminhando para frente. Devagar e às vezes até dando alguns passos para trás, mas estamos avançando.
ConJur — Como o senhor vê o festival de indenizações para pessoas que dizem ter sido vítimas de perseguição política e já garantiram cerca de R$ 3 bilhões do governo sem precisar ir à Justiça?
General Ivan — Não se pode fazer pouco caso da dor alheia e é preciso respeitar direitos. Mas o que estamos testemunhando, na maior parte dos casos, é marmelada. Uma coisa vergonhosa. Gente de má-fé aproveitando para tirar o pé da lama. Beira o estelionato. É indecente.
ConJur — Como o senhor chegou ao SNI?
General Ivan —
 Fui convidado pelo Tancredo Neves. Acho que foi coisa do Leônidas [Pires Gonçalves, ministro do Exército], que tinha mais intimidade com ele. Depois, quando o Tancredo morreu fui ao Sarney e disse que o cargo estava em suas mãos. Para ele ficar à vontade... Mas ele insistiu que eu ficasse e fiquei até o fim do seu mandato. Não recebi de bom grado o cargo de chefe do SNI, mas era uma missão.
ConJur — Como era o seu relacionamento com o presidente José Sarney?
General Ivan — Sarney era muito político. Inteligente e experiente em matéria de política e estava numa função importante. Eu já encontrei no SNI uma rotina, implementada pelo Octavio [Medeiros]. O chefe do SNI falava com o presidente quatro vezes por dia . De manhã, quando ele chegava; depois quando ele saia para almoçar, quando voltava do almoço e quando ia embora. Eu tinha contato com o Sarney constante. Transmitia para ele certas coisas e respondia o que ele queria saber. Nunca tive maiores problemas nesse relacionamento.
ConJur — Naquela época o senhor chegou a impedir a nomeação de alguém com passado duvidoso ou comprometedor?
General Ivan — Eu falava abertamente o que sabia e transmitia as informações ao presidente sempre de forma direta e objetiva. Tive vários casos desses. Eu falava: presidente, não posso nem quero vetar ninguém, mas não posso deixar de dizer ou mostrar certas coisas. O Sarney não era famoso pela firmeza, mas nunca tive problemas com ele. Eu dizia “isso não deve ser feito”, mas respeitava, evidentemente, a decisão dele. E como ele também respeitava o que eu dizia, passou a ter confiança em mim, tanto que fiquei com ele durante todo o governo. Acho que ajudei muito naquela transição. Eu não tinha intenção de fazer política. Fiz apenas o que achava que deveria ser feito.
ConJur — O senhor acompanha a política atual?
General Ivan —
 Leio os jornais todos os dias. Leio tudo, do começo ao fim.
ConJur — Em quem o senhor votou nas eleições passadas?
General Ivan —
 Votei no Lula, no segundo turno. Só votaria de novo se fosse para impedir a vitória de um pilantra qualquer. Mas como Geraldo Alckmin é um bom candidato, uma pessoa preparada que fez um bom governo em São Paulo, vou votar nele.
ConJur — O senhor chegou a participar de um encontro com o então candidato Lula na campanha de 2002, em um almoço no Rio, junto com outros generais quatro-estrelas...
General Ivan — Estivemos com ele, mas não houve nada relevante neste encontro. Ele levou tudo escrito. Leu a maior parte do tempo e foi muito ponderado. Bobo ele não é. Tanto é assim que virou presidente e o país não pegou fogo.
ConJur — O senhor conheceu o José Genoino?
General Ivan — Bem mais tarde. E tenho respeito por ele. Foi guerrilheiro e arriscou a própria pele.
ConJur — O senhor guarda documentos daquela época?
General Ivan —
 Nenhum. Quando terminou o governo entreguei todos os documentos à agência central do SNI. Cheguei lá e disse: a documentação em meu poder é esta aqui. Não fiquei com nada, apenas o que estava na minha cabeça. Podia ter ficado com muita coisa, mas não fiquei. Leia mais.

VESTIBULAR: ALUNOS DO CMPA DÃO SHOW NA PROVA DA UFRGS

O aluno Ricardo Dahmer Tiecher obteve o primeiro lugar geral em todo o concurso, com média 798,98 - a mais alta em Medicina nos últimos oito anos - superando todos os mais de 30 mil canditatos. 
Outros três alunos do CMPA foram primeiros colocados
Após serem tabulados todos os dados sobre o vestibular 2010 da UFRGS, foi possível verificar que o Colégio Militar de Porto Alegre novamente mostrou o vigor de sua proposta e método educacional, aprovando mais da metade de seus alunos formados em 2009.
Dos 141 alunos que prestaram o concurso, 81 obtiveram sucesso, o que representa um expressivo percentual de 57,45% de aprovações para a melhor universidade gaúcha. É importante considerar que esse percentual poderá aumentar após os novos chamamentos que ocorrerão neste mês e em julho.
Além disso, o aluno Ricardo Dahmer Tiecher obteve o primeiro lugar geral em todo o concurso, com média 798,98 - a mais alta em Medicina nos últimos oito anos - superando todos os mais de 30 mil canditatos.
Embora a aprovação já seja um importante destaque, merecem referência os seguintes ex-alunos, pelas excelentes classificações obtidas:

Otávio de Macedo Menezes - Matemática Bacharelado - 1º lugar
Carolina Graciolli Siqueira - Matemática  Licenciatura  Diurno - 1º lugar
Guilherme Veber Moisés da Silva - Engenharia Civil - 1º Lugar
Vanessa Milost Gonzalez - Ciências Econômicas - 2º lugar
Rafael Souza Barbosa - Letras Licenciatura - 2º lugar
Francyne Bochi do Amarante - Geologia - 2º lugar
Raquel Gewehr de Mello - Geologia - 3º lugar
Gustavo Daniel Castiglione da Silva - Ciências Contábeis - 5º lugar
Letícia Alberto Francisco - Ciências Biológicas - 5º lugar
Marina Nogueira De Almeida - Direito Noturno - 5º lugar
Aprovados por curso:
Direito (13), Engenharia Civil (7), Engenharia Química (6), Engenharia Mecânica (5), Ciências Econômicas (5), Medicina (4), Ciência da Computação (4), Matemática (3), Ciências Contábeis (3), Relações Internacionais (2), Letras(2), História (2), Geologia (2), Farmácia (2), Engenharia de Controle e Automação (2), Publicidade e Propaganda(2), Jornalismo (2), Ciências Biológicas (2), Biotecnologia(2), Administração (2), Serviço Social (1), Psicologia (1), Odontologia (1), Medicina Veterinária (1), Engenharia Metalúrgica (1), Engenharia Elétrica (1), Engenharia Ambiental (1) e Biomedicina(1).
TOTAL: OITENTA E UM ALUNOS APROVADOS.

Além disso, outros dezenove alunos do 1º e 2º anos, que fizeram a prova apenas como teste, também foram aprovados.

DILMA E OS GARIS

SPONHOLZ

HOMOSSEXUALISMO NAS FORÇAS ARMADAS: DEBATE NA GLOBO NEWS

Participam o psicanalista do Instituto de Psicanálise Lacaniana, Jorge Forbes, a coordenadora do curso de Direito da OAB, Maria Cristina Reali Espósito e o diretor do Portal Mix Brasil, André Fischer.
Não convidaram nenhum militar! Sintomático, muito sintomático!
A patrulha é muito eficiente.

HOMOSSEXUALISMO NAS FORÇAS ARMADAS: A VALIOSA SINCERIDADE DO GENERAL

Francisco César Pinheiro Rodrigues *
Tendo em vista a repercussão, na mídia, contra uma opinião manifestada pelo general de exército Raymundo Nonato de Cerqueira Filho — em depoimento no Senado — só nos cabe concluir que, em nosso país, a honestidade mental corre crescente perigo. Quem quiser ocupar posições de maior relevo, assumindo novas responsabilidades deve — é a triste realidade —, evitar, a todo custo, a sinceridade. É preciso treinar, em casa, antes da audiência, a técnica de mentir, agir como um ator. “Curvar-se à direção dos ventos”. Do contrário, será “boicotado” em suas legítimas aspirações. Deve responder às perguntas, não conforme sua opinião sincera — no caso acertada ou, no mínimo, muito sensata —, mas de acordo com o “politicamente correto”. Essa expressão, todos sabem, significa o oposto da verdadeira opinião.
Tudo isso vem a propósito da audiência, no Senado, em que o referido general foi sabatinado, como é de rigor, antes de ocupar uma vaga no STM – Superior Tribunal Militar.
Qual o suposto “absurdo”, proferido pelo referido general que talvez o impeça de ocupar um cargo no STM? Disse apenas que os homossexuais só deveriam ser aceitos pelas Forças Armadas “se mantivessem a opção sexual em segredo”. Vejam bem: ele não veta o ingresso, nas Forças Armadas, daquele homossexual discreto, que considera sua opção matéria de foro íntimo, não precisando ser espalhada. Não propõe que os interessados em servir na área das armas sejam obrigados a se submeter a um detector de mentiras para que não mintam sobre suas preferências sexuais. Nem pretende que, constatado que um militar é homossexual, seja ele expulso da corporação, só por isso. O ilustre oficial manifestou-se contrário à presença de homossexuais declarados nas Forças Armadas porque, como tais, não conseguirão comandar — subtende-se com a mesma aceitação —, a tropa. Essa é, porém, sua opinião, provavelmente compartilhada por grande número de experientes militares e mesmo por civis. Apenas um dado da realidade social. Na controvertida declaração o ilustre general está preocupado é com a disciplina nos quartéis; não “ataca” os homossexuais por serem tais.
Realisticamente, é preciso lembrar que o nível cultural da tropa não é elevado. O preconceito popular ainda existe, é muito forte, e não anulável em curto espaço de tempo. A baixa escolaridade prepondera entre os soldados. É previsível um certo desrespeito do soldado, principalmente se iniciante, com relação ao superior que, todos sabem, sente atração pelo mesmo sexo. Isso não estimula a disciplina. Principalmente se o homossexual revela, com trejeitos, sua orientação sexual. Se, constatada uma infração disciplinar, o oficial gay deixou de punir um ou dois subordinados, com quem mantém relações especialmente cordiais, outros praças dirão — talvez injustamente —, que a benevolência explica-se pelos laços afetivos íntimos que dificultam a punição dos “queridinhos”. Leia o artigo completo.
*Advogado, desembargador aposentado e escritor. É membro do IASP Instituto dos Advogados de São Paulo.

SÍMBOLO DO ACORDO COM MILITAR, SUBMARINO FRANCÊS NÃO SUBMERGE EM SEGURANÇA


Compradora de modelo francês adquirido pelo Brasil reclama de problemas para fazer Scorpène submergir

IGOR GIELOW

O Scorpène, submarino que simboliza o bilionário acordo militar Brasil-França, está passando por apuros no Oriente. O governo da Malásia, um dos raros compradores do modelo, afirmou que não consegue fazê-lo submergir em segurança.

Desde dezembro a Marinha local luta contra defeitos no barco, como uma falha no seu sistema de resfriamento. "O submarino ainda pode submergir, mas nós fomos alertados de que ele não deve fazer isso", disse na semana passada o ministro Ahmad Zahid Hamidi (Defesa), citado pela agência France Presse.
Ele afirmou que fará nova tentativa no mar no dia 18. A Malásia comprou dois Scorpène em 2002 por US$ 960 milhões, e a segunda unidade está com sua entrega atrasada em quase seis meses.
Apesar de problemas na incorporação de novos sistemas militares não serem incomuns, o fato de o governo vir a público falar delas é sinal de sua gravidade.
O contrato foi alvo de polêmica, com denúncias de que um assessor do então ministro da Defesa ganhou propina da França para fechar o contrato. Hoje, o ministro é o premiê do país. Todas as partes envolvidas negam ter havido quaisquer irregularidades.

Acordo
O Scorpène será o novo modelo de submarino convencional do Brasil. No acordo assinado com a França em 2009, a parte referente à aquisição de quatro submarinos e seu apoio logístico é de R$ 5 bilhões no câmbio de sexta-feira passada.
O custo não é comparável ao modelo asiático porque o barco brasileiro tem características próprias, sendo, por exemplo, maior no comprimento.


O total do negócio chega a R$ 17 bilhões, por incluir a construção de base, estaleiro e do futuro modelo de propulsão nuclear brasileiro -fora a logística e os armamentos.
A Marinha do Brasil hoje usa modelos diesel-elétricos alemães, líderes do mercado mundial, e a mudança de padrão foi criticada como antieconômica.
Quatro são da classe Tupi, uma nacionalização do chamado Tipo-209, e um é da mais avançada classe Tikuna.
A justificativa apresentada pela preferência do francês foi que o pacote incluía a tecnologia para fazer o modelo nuclear, o que os alemães não possuem.
O Brasil domina o ciclo do combustível nuclear, em programa controlado pela Marinha, mas não a tecnologia para integrar casco, reator e sistema de propulsão.
Causou estranheza a observadores também o fato de o estaleiro francês DCNS ter subcontratado, sem licitação ou consulta oficial ao Brasil, a empreiteira Odebrecht para a construção das novas instalações no país.
Essa parte consome R$ 4,75 bilhões do acordo. O governo brasileiro afirma que os franceses ofereceram um pacote, e que a escolha da empreiteira já estava embutida nele
Hoje só há dois Scorpène ativos no mundo, no Chile. Além dos modelos da Malásia, estão previstos seis feitos sob licença na Índia e os quatro brasileiros.
FOLHA DE SÃO PAULO

17 de fevereiro de 2010

HAITI: SARGENTOS RELATAM TRABALHO NO HOSPITAL DA AERONÁUTICA

Os sargentos do Hospital da Aeronáutica de Canoas (Haco), Andrei Strattmann e Cléber Peixoto, escreveram ao + Canoas e enviaram imagens para contar o que estão vivendo durante a missão humanitária no Haiti. A equipe canoense embarcou na sexta-feira e deve permanecer em Porto Príncipe por 30 dias.
“Aqui está tudo bem conosco, apesar do calor, que em média é de 45º durante o dia. Hoje, dia 15 de fevereiro, fizemos 223 atendimentos, entre clínica médica, ortopedia, ginecologia e pediatria, que é a maioria, com 97 consultas. Só nesta segunda-feira, foram confirmados 12 casos de malária. O exame é feito aqui mesmo no HCAMP (Hospital de Campanha do Brasil), na hora. Todos eles são encaminhados ao Hospital da Paz, pois não temos estrutura para mantê-los em isolamento.
Atendemos também as crianças de uma ONG, chamada Children’s Village, a maioria delas com fraturas no braço. Estamos recebendo muitos casos de diarréia, pois a água potável é escassa, inclusive para nós mesmos. O racionamento é constante.
Para ajudar nas traduções contamos com alguns garotos haitianos, os chamamos de “Bombagai”, que na língua local significa Sangue Bom. São garotos entre 13 e 20 anos que aprenderam o português com os primeiros militares brasileiros que vieram para as missões de paz da ONU.” Sgt Strattmann
“Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo. No decorrer das horas de trabalho diários, junto ao povo haitiano, posso perceber o quanto foram afetados por esta catástrofe. Outro fato interessante é a participação de vários países na ajuda humanitária.
Nos últimos dois dias, pude trocar informações com japoneses, paquistaneses, jordanianos e hoje, por exemplo, com militares do exército americano. Trabalhamos em um sistema de ajuda mútua, todos em prol das inúmeras vítimas.
Há muitos órfãos, muitas crianças separadas dos pais, pois os mesmos estão internados em hospitais diferentes.
Agradeço a Deus por estar trabalhando para amenizar tamanha dor e sofrimento.”
Sgt Cléber Peixoto
Texto e fotos enviados do Haiti por Cléber Peixoto e Andrei Strattmann

FAZ DE CONTA: COMPRA DOS RAFALE, UM NEGÓCIO MUITO MAL EXPLICADO

Agora que o Carnaval passou, é hora de esclarecer um grande negócio muito mal explicado

AUGUSTO NUNES
Nos quatro primeiros parágrafos do discurso de posse, Nelson Jobim tratou de justificar a fama de gaúcho sabido com a evocação de episódios protagonizados por Dom Pedro II, Zacharias de Goes e Vasconcellos, Benjamin Constant e outras placas de ruas, praças ou avenidas. No quinto, o novo ministro da Defesa encerrou a aula de História com uma frase de Benjamin Disraeli, duas vezes primeiro-ministro do império britânico no fim do século 19. “Never complain, never explain, never apologise”, falou bonito o novo ministro da Defesa.
Caridoso com os muitos monoglotas presentes, traduziu a citação: “Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe”. Fez então uma pausa, armou a carranca no rosto de glutão sem remorso e rugiu:  “Aja ou saia, faça ou vá embora!”. Como quem age faz alguma coisa, como quem sai vai embora, uma das duas frases já estaria de bom tamanho. Jobim deve ter embarcado na  redundância para mostrar que não estava para brincadeiras. Estava lá para liquidar o apagão aéreo que acabara de festejar o primeiro aniversário. Os culpados que se cuidassem.
A ameaça causaria forte impressão mesmo se gaguejada por um vereador de grotão. Produzida pela figura com mais de 100 quilos esparramados por quase 2 metros, a trovoada no  coração do poder ultrapassou os limites do Palácio do Planalto. Andorinhas voaram de costas, urubus ficaram brancos de medo, aviões de carreira enveredaram por loopings involuntários, helicópteros flutuaram na estratosfera. Não demoraram a descobrir que o ultimato não passaria do falatório.
Jobim não agiu, mas não saiu. Não fez, mas não foi embora. Fez que conta que esqueceu o grande momento do discurso de posse. Até que o  apagão morreu de morte natural e o ministro resolveu começar a agir. Acabou demonstrando que a lição de Disraeli nem sempre dá certo. Por ter feito tudo errado, o que fez causou mais estragos que o que deixou de fazer. A última do Jobim foi convencer o presidente Lula de que a compra dos 36 caças franceses Rafale é um grande negócio para o Brasil.
Antes do Aerolula, a milhagem aérea do Primeiro Passageiro era inferior à de uma abelha. Jobim só aprendeu, em viagens internacionais, que não cabe na poltrona. Pois os dois se acharam qualificados para decidir qual fábrica seria contemplada com uma fabulosa bolada extraída dos bolsos dos pagadores de impostos. Acabaram por desmoralizar os chefes da Aeronáutica e os técnicos incumbidos de produzir o relatório que classificou os três concorrentes.
O documento recomendou a escolha dos caças suecos Gripen, que custariam US$ 4,5 bilhões. A segunda opção foi o americano F-18, fabricado pela Boeing (US$ 5,7 bilhões). Para desconforto dos especialistas, e para alegria dos acionistas da Dassault, Lula e Jobim preferiram o lanterninha Rafale. Os brasileiros vão desembolsar US$ 6,2 bilhões (ou R$ 11,4 bilhões) para que os pilotos da FAB voem nos caças que não desejaram. A justificativa para o injustificável foi uma misteriosa  “parceria estratégica” com a França.
Agora que o Carnaval passou, os responsáveis pela escolha precisam deixar de conversa fiada e buscarem explicações mais convincentes para a transação bilionária. O país que presta está exausto de eufemismos espertos. A novilíngua da Era Lula já transformou ladroagem em “recursos não-contabilizados” e fez dinheiro sujo virar “caixa 2″. Os dois truques tentaram camuflar negociações suspeitíssimas entre os partidos que hoje compõem a base parlamentar do Planalto. Para quem enxerga, é uma base alugada. Para o governo, é uma parceria estratégica.

16 de fevereiro de 2010

HAITI: GENERAL PAUL CRUZ ASSUME O COMANDO EM ABRIL

Após tremor e briga, ONU troca brasileiro no comando da missão de paz no Haiti

 A Organização das Nações Unidas vai trocar o general brasileiro que comanda os mais de 12 mil soldados de todo o mundo que integram a missão de paz no Haiti (Minustah).
O cargo de Force-Commander (Comandante da Força), atualmente ocupado pelo general Floriano Peixoto Vieira Neto, será assumido em abril pelo também general brasileiro Luiz Guilherme Paul Cruz, hoje à frente da 5º Brigada de Cavalaria Blindada de Ponta Grossa, no Paraná.
Peixoto comanda as tropas internacionais no Haiti desde abril de 2009 e chefiou a pronta-resposta da ONU ao terremoto de 7º graus que sacudiu o Haiti em janeiro, deixando mais de 270 mil mortos.
O Departamento de Missões de Paz (DPKO) já previa neste ano a seleção  de um oficial para a função, mas o mandato de Peixoto poderia ser renovado, caso fosse de desejo da organização. Isso aconteceu em 2008, quando o general gaúcho Carlos Alberto dos Santos Cruz permaneceu por dois anos e três meses como comandante da missão de paz.
Contudo, a imagem de Floriano foi desgastada quando os Estados Unidos enviaram mais de 12 mil homens para apoiar a ajuda às vítimas do terremoto.  O general foi questionado pela comunidade internacional por estar subordinando os capacetes azuis ao Exército norte-americano e, em uma distribuição de comida na capital, afirmou que ele é quem estava no “comando”.
Desde que a Minustah foi criada em 2004, após um conflito civil derrubar o presidente Jean Bertran-Aristides, todos os comandantes militares da Minustah foram brasileiros. A cada renovação do cargo há uma expectativa de se o Brasil continuará mantendo sua posição.
A pedido da ONU, em janeiro, o Exército indicou três candidatos para o cargo: além do escolhido Paul Cruz, foram entrevistados os também general-de-brigada Paulo Humberto César de Oliveira, que comandou a Brigada de Operações Especiais, a tropa de elite do Brasil, e Edson Leal Pujol, chefe da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman).
Paul Cruz se diferenciou pelo inglês. Ele também comandou em 2008 as tropas do Brasil na Minustah e foi instrutor da Academia Militar de West Point, dos EUA.
DIÁRIO DE SÃO PAULO

O CARNAVAL EM QUE O PADROEIRO DOS PECADORES VESTIU A FANTASIA DE INIMIGO DOS CORRUPTOS


AUGUSTO NUNES
Durante o Carnaval, os brasileiros estão autorizados a vestir a fantasia que quiserem. Todos podem transformar-se em arlequim, pirata, pierrô, demônio, anjo, lorde inglês ou Nelson Jobim. Qualquer um tem o direito de fazer de conta que é o que nunca foi e jamais será. Lula, por exemplo, irrompeu em Goiás na sexta-feira fantasiado de Guardião da Moral e do Dinheiro Público em Luta contra os Corruptos Inimigos da Pátria. No País do Carnaval, talvez ganhe algum troféu na categoria Originalidade.  Num Brasil menos cafajeste, o concorrente seria desqualificado por obscenidade.
A fantasia se inspira numa fantasia mais antiga: nos últimos sete anos, Lula não enxergou nenhum caso de corrupção, não viu nenhum corrupto. Descobriu só agora que existem bandidagens por perto,  contou na espantosa entrevista concedida a emissoras de rádio goianas. “Obviamente que fico chocado quando vejo a denúncia de corrupção nesse país”, disse sem ficar ruborizado o presidente que, desde julho de 2005, preside um escândalo por mês. “Fico chocado quando vejo aquele vídeo do Arruda recebendo o dinheiro”, continuou a figura que, confrontada há dois meses com a performance da  Turma do Panetone, ensinou que “imagens não falam por si”.
“É uma coisa absurda a gente imaginar que em pleno século 21 isso acontece neste país”, prosseguiu sem gaguejar. O que há com o Brasil, estaria perguntando Nelson Rodrigues, que não interrompe aos gritos o falatório, para berrar que muito mais absurdo é ouvir uma coisa dessas declamada pelo Padroeiro dos Pecadores Companheiros? Como os repórteres nem miaram, a discurseira seguiu seu curso: “Espero que o que aconteceu com o Arruda sirva de exemplo para que isso não possa mais se repetir em lugar nenhum. Por isso mandei para o Congresso projeto de lei transformando o crime de corrupção em crime hediondo porque precisamos ser mais duros com a corrupção e com os corruptos”. O que há com o Brasil, estaria rugindo Nelson Rodrigues, que não reage com uma gargalhada nacional ao espetáculo do cinismo?
Como pode falar em combate à corrupção quem finge não saber das bandalheiras em que se meteram mensaleiros, sanguessugas, aloprados, os compadres Roberto Teixeira e Paulo Okamotto, o “nosso Delúbio” e seus quadrilheiros? Como pode posar de defensor dos usos e costumes o presidente que se despediu com cartinhas meigas do estuprador de contas bancárias Antônio Palocci e de José Dirceu, capitão do time do Planalto e general da  organização criminosa em julgamento no Supremo? Como pode apresentar-se como guardião da moral e da ética o companheiro que convive fraternalmente com Fernando Collor, Renan Calheiros e Romero Jucá, e promoveu José Sarney a homem incomum?
Há pouco, entre uma e outra pedra fundamental, Lula inaugurou a tese de que o mensalão não passou de uma trama forjada por inimigos da pátria inconformados com a performance incomparável do operário que virou presidente. Tudo somado, esse histórico informa que a promessa de combater duramente a corrupção é mais que uma fantasia de Carnaval. É também a prova de que o Brasil é governado por um presidente que, em vez de cérebro, tem na cabeça um palanque.
Lula fez a opção preferencial pela amoralidade e incorporou a mentira ao estilo de governo. É compreensível que tenha visto em Dilma Rousseff a sucessora ideal.

O MILITAR E A POLÍTICA

Luiz Jorge Saliba
É um erro acreditar que o militar, por sê-lo, seja capaz de, sendo presidente, mudar alguma coisa. O Brasil não é um quartel e o povo não é tropa a ser comandada. É preciso ser mais escorregadio que sabão e sabemos que, nós, militares, não temos esta qualidade que orna os vis em geral e os mais inteligentes, em particular.
Além do mais, estamos vivendo uma era de degeneração em todos os campos, desde o político, até às peladas de rua. Era de degeneração bastante condizente com os tempos, com o rumo e com o fim (como fim e como meta). Nós, militares, fomos formados para sermos como que arautos da disciplina, da ordem, da justiça e do bem. Infelizmente, somos arautos do que já está ultrapassado, encarquilhado, antigo, preconceituoso e presunçoso.
Somos dados à opinião e simplesmente não aceitamos determinadas coisas que estão na ordem do dia e que, sem a menor dúvida, são desejadas pela maioria. Apegamo-nos a uma ideologia que é, sobretudo, antagônica à outra e, neste modo de ser, encruamos. Mas não evoluímos como força armada, como política de pessoal, política educacional, enfim, como política de modo geral. Só partimos para o confronto, nunca para a associação justa com o poder que discriminamos.
As qualidades dos militares foram excluídas do primeiro escalão exatamente por este modo de ser. E, sinceramente - já disse isto algumas vezes - perdeu muito mais o governo ao se deixar assessorar por gente que não entende nada de Forças Armadas e que, também, está encarquilhado em uma visão do militar como um sujeito bronco, fácil de levar, é só dar um grito e todos se micham (ou se mijam).
Como aspirar um General (ou um militar) presidente? Algum deles poderia reverter o descalabro em que nos encontramos como nação? Alguém quer esta bomba para si mesmo? Só se for louco!
Deixemos que os civis continuem a fazer o que estão fazendo. A derrocada (ou algo mais positivo) pode ser o futuro de todos nós, civis e militares se, e somente se, não houver caráter nos homens públicos como existem nos militares de todas as patentes, postos e graduações, um caráter forte e positivo, justo e bom.
Como tal General governaria o País? Emitiria um novo AI-5? E ainda diria que é para o bem da nação!
O bem da nação é o que acontece agora, neste exato instante. É como é. Temos muito a aprender. A derrocada é e sempre será o maior mestre para todo brasileiro.
Devemos saber com toda a força de nossa alma que a corrupção e os corruptos podem governar o País, podem imaginar que o fazem avançar, mas a realidade é uma só: eles o desgraçam a longo prazo!
Luiz Jorge Saliba é Coronel da Reserva do EB.
ALERTA TOTAL 

GENERAL SANTA ROSA, LÍDER DOS MILITARES?

Siga o seu líder

A maioria dos militares concorda que o general Santa Rosa, exonerado pelo ministro Nelson Jobim (Defesa) “feriu o regulamento” criticando a “Comissão da Verdade”, mas acredita que o episódio “reforçou sua liderança” no Exército. Cogitam lançá-lo à presidência do Clube Militar.
CLÁUDIO HUMBERTO
Comento: se tal atitude tivesse partido do General Heleno, certamente este seria hoje uma liderança consolidada entre os milicos. Mas Santa Rosa implantou no Exército uma política de movimentações que gerou grande insegurança entre os militares e não tem o perfil do líder nato. Contudo, como a turma do Clube Militar é formada pelos altos coturnos de pijama, que não sofreram o efeito Santa Rosa, ele até poderá ser seu presidente. Daí a ser líder do Exército vai uma distância enorme.

15 de fevereiro de 2010

HAITI EXCLUSIVO: FOTO DE ANGELINA JOLIE E MILITAR BRASILEIRO

Nem só de trabalho duro vivem os brasileiros no Haiti. O Coronel Ajax, comandante do BRABATT, não consegue disfarçar a expressão de felicidade ao posar ao lado de Angelina Jolie, que pernoitou na base brasileira.

CARNAVAL EM BRASÍLIA: ARRUDA NA FOLIA!

14 de fevereiro de 2010

CARNAVAL EM RECIFE

 
Foto: Chico Ludermir

HAITI: BRASILEIROS EMBARCADOS NO PORTA-AVIÕES ITALIANOS FALAM SOBRE A MISSÃO






http://www.mar.mil.br/menu_h/noticias/haiti/haiti_depoimentos_brasileiros/Imagem.jpg
Foto: Marinha do Brasil
O Integrantes da equipe médica brasileira que embarcaram no Navio-Aeródromo (NAe) “Cavour”, com destino ao Haiti para auxílio humanitário àquele País prestaram depoimentos sobre as suas  participações nessa missão tão importante.
A ida do navio faz parte de um acordo para a realização de uma operação conjunta em caráter de Ajuda Humanitária ao Haiti. Atendendo a oferecimento do Ministério da Defesa italiano, a Marinha do Brasil embarcou médicos e helicópteros naquele navio.

Cavour em Fortaleza, foto gentilmente enviada por Vinna  (blog Hangar do Vinna)

A equipe de saúde brasileira é composta por seis médicos e oito enfermeiros da Marinha, além de cinco médicos e seis enfermeiros civis, designados pelo Ministério da Saúde, em um total de 26 pessoas, todos voluntários.
Abaixo, alguns depoimentos do pessoal da Saude embarcado no NAe “Cavour”
Sermos voluntárias para auxiliarmos os cidadãos do Haiti nos trouxe a oportunidade de convivermos com a Marinha brasileira. Expondo isto, tenho a certeza que é oportunidade única em nossas vidas e a nossa missão será exitosa. Vamos conseguir contribuir com o povo haitiano com aquilo que sabemos fazer, enquanto profissionais de saúde”.
Fátima Ali – Enfermeira do Grupo Conceição de Porto Alegre/RS

A Missão conjunta entre militares brasileiros da Marinha do Brasil – Corpo de Saúde da Marinha e Destacamento Aéreo – e profissionais do Ministério da Saúde em conjunto com as Forças Armadas italianas, a bordo da Nave ‘Cavour’, tem ocorrido em clima de grande cordialidade e de grande expectativa pela ajuda à população do Haiti. Estamos todos preparados para fazermos o melhor nesta importante e árdua missão”
CT (Md) Romero José de Carvalho Júnior

“Nestas poucas linhas quero agradecer por estar nesta missão; isto só faz aumentar o meu carinho por esta casa chamada Marinha do Brasil”
(3º SG-EF 95.0361.13 Alex Sandro Barreira Rocha)

“Sinto que há muito a ser feito mas, no momento, estamos fazendo o melhor que nos é possibilitado. Estamos em uma estrada em que as pedras se moldam a cada dia. Nessa estrada, paciência é a virtude que nos mantém caminhando”
Gabriel Messerschimidt – Enfermeiro do Grupo Conceição de Porto Alegre/RS

“Estamos tendo a oportunidade de trabalhar a bordo do ‘Cavour’. Está sendo uma experiência muito rica, em que o espírito humanitário nos unifica, civis e militares da Marinha”
Lúcia Helena de Albuquerque e Souza – Médica do Grupo Conceição de Porto Alegre/RS
Quando decidi ser voluntária no Haiti, meu principal sentimento foi de compaixão com uma nação em sofrimento. Hoje, sigo com esta mesma vontade, e com muito mais entusiasmo”
Sue Helen Barreto Marques – Enfermeira do Grupo Conceição de Porto Alegre/RS
Estamos contribuindo gradativamente nos cuidados prestados na enfermaria. Estamos aprendendo a nos comunicar em diversos dialetos que por vezes se misturam, mas tudo muito enriquecedor a todos. Acredito que já não somos mais os mesmos”
Eloisa Nonnenmacher – Enfermeira do Grupo Conceição de Porto Alegre/RS
“Nosso apoio nesta missão se iniciou de forma discreta e tem se intensificado cada vez mais. Na medida em que pacientes estão sendo trazidos à Enfermaria do ‘Cavour,’ nossa equipe tem desenvolvido seu trabalho da melhor maneira possível. Através da dor expressa pela vitimas por nós atendidas e pelo relato de dois de nossos companheiros de equipe que estiveram em terra, podemos imaginar o sofrimento daquela nação e nos sentir orgulhosos da nossa ajuda”.
2º SG-EF 87.1944.06 Alexssandro Pereira Maldonado, 2º SG-EF 86.9659.72 Marcelo da Silveira Pereira e 3º SG-EF Vanderson Rocha Rodrigues
“Conviver diuturnamente alimenta nossa capacidade de ser feliz e de também entender os sofrimentos. Por este cotidiano faria novamente”
Maria da Garça Falkembach -  Médica do Grupo Conceição de Porto Alegre/RS

“Estar engajado numa missão naval binacional, em prol do povo do Haiti, podendo conhecer a realidade e atender pacientes haitianos, faz-me sentir ativo e ter orgulho de meu país” Luiz Mário Bretanha de Moraes – Médico do Grupo Conceição de Porto Alegre/RS.

SAÍDA DO GENERAL SANTA ROSA GERA ALÍVIO NA TROPA



Força Militar: Saída de Santa Rosa


POR MARCO AURÉLIO REIS
Rio - A exoneração do general Maynard Marques de Santa Rosa da chefia do Departamento-Geral de Pessoal do Exército foi bem recebida nos quartéis do Rio, não só pelo fato de a punição por transgressão disciplinar atingir um oficial general. É que a saída de Santa Rosa suspende, pelo menos temporariamente, política de transferências que vem tirando o sono de praças e oficiais do Exército servindo por muito tempo em um mesmo estado e com mulher e filhos com renda consolidada, que se perde com a mudança do militar de região.
“A política de pessoal empreendida pelo general previa movimentar para qualquer lugar do Brasil oficiais com mais de 10 anos e praças com mais de 20 anos de serviço na mesma guarnição, municipal ou estadual, independentemente de solicitação”, conta amigo da coluna.
Havia direito a escolha: 10 opções de cidades, mas com grandes chances de todas serem concentradas nos estados de São Paulo e Paraná, áreas onde o custo de vida elevado e a pouca oferta de empregos para familiares representam queda bruta de renda. “Depois da notícia da exoneração, quem estava na alça de mira, com 10 e 20 anos, chorou de emoção”, revela o amigo.
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