26 de setembro de 2012

Mas como aconteceu?

*Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Seguidamente, recebemos mensagens indagando sobre a pretensa (?) subalternidade que grassa nas Instituições Militares.
Algumas indignadas alegam que mais do que o sepulcral silêncio, assombra a subserviência e mesmo a passiva convivência, mesmo diante de atitudes e medidas do desgoverno que ferem profundamente o que seria a dignidade militar.
Outras mais veementes fazem alusões à passividade pelo expurgo de datas significativas para o Estamento Militar que foram sumariamente execradas do seu calendário, como a Intentona Comunista de 1935 e a histórica Contrarrevolução de 31 de Março de 1964.
Cala fundo a falta de amparo aos militares que cumpriam missão à época nos Órgãos de Repressão, seja como simples agentes seja como chefes ou responsáveis pelas medidas contra a subversão. O Cel. Ustra e outros são os exemplos vergonhosos do descaso e do abandono.
Diante de tanta leniência, muitos perguntam, mas como aconteceu?
Especulando, podemos responder que a submissão não foi repentina, ela foi construindo - se imediatamente após o término dos governos militares. E os governos não eram do PT, eram de outros partidos de triste memória.
À época, sob a batuta dos radicais da esquerda, os então Ministros Militares, e logo alguns Comandantes Militares, numa demonstração de extremada benevolência, talvez envergonhados pela vigência dos governos militares, diante das mais estapafúrdias solicitações ou determinações daqueles governichos, acediam sem qualquer muxoxo.
Assim, na medida em que o tempo passava, novas imposições e escabrosas restrições foram sendo acumuladas e assimiladas, de forma a colocar as Instituições Militares como a quinta roda da carroça, como dizia a nossa saudosa avozinha, e o pior, com o traseiro à mostra.
A desmoralização foi num crescendo e atingiu o seu auge sob os auspícios e ferrenho empenho da esquerda petista.
Acompanhamos o “tsunami” do revanchismo. Foram prédios “batizados” em nome da luta subversiva, foram homenageados “heróis” terroristas de nomeada, foram construídos monumentos ao “embuste”, foram patrocinados livros que atacavam os defensores da democracia e enalteciam os ignóbeis subversivos.
E foi “parido” o Ministério da Defesa sob a batuta de alguns abomináveis ministros civis, cidadãos de questionáveis qualidades para o honroso cargo.
Viva Marighela, viva Dirceu e tantos outros e outras bem conhecidas.
Mas não era o suficiente, era preciso que a sociedade brasileira sofresse na carne o seu apoio à contrarrevolução. E no bolso, também.
E ser subversivo, sequestrador, assaltante mostrou - se lucrativo, pois mais de 04 bilhões de reais foram pagos aos patifes. E não apenas em nível federal, pois alguns Estados, como o desgoverno federal, também aquinhoaram os heróicos terroristas com benesses financeiras.
Hoje, quando alguém pergunta, mas como aconteceu? A resposta é uma só, o descalabro foi construído paulatinamente na boa vontade, na esperança de preservar a democracia, no receio de antigos chefes militares que temeram que a sua justa reação pudesse soar como uma tentativa ou esboço de uma nova contrarrevolução.
A sua benevolência ou fraqueza foi a motivação para que o solerte inimigo se agigantasse, e hoje chegássemos ao cúmulo de aguentar uma execrável Comissão da Verdade.
Que os futuros chefes aprendam a lição de que a dignidade, os decantados Valores Militares repousam na excelência de suas Virtudes, e que não “dar as costas” para o inimigo reconhecidamente traiçoeiro, se não é uma Virtude, pelo menos não é uma retumbante idiotice.
* General de Brigada Rfm 

EsSA divulga número de inscritos para o concurso 2012. Ou 'tenha cuidado com o que você repassa'

Da série 'tenha cuidado com o que você repassa': a EsSA acaba de divulgar o total de inscritos para o concurso de 2012. O número passa dos 60.000. Embora a procura tenha caído pela metade em relação há alguns anos atrás, é muito maior do que o suposto número de 9.000 inscritos que foi amplamente veiculado na web nos últimos trinta dias.
Página da EsSA anuncia número de inscritos

Major do Exército é condenado a quatro meses de prisão por dar soco em sargento

STM condena a quatro meses de prisão major que socou sargento

O Superior Tribunal Militar (STM) reformou sentença da primeira instância e, por unanimidade, a quatro meses de prisão um major do Exército que desferiu um soco num sargento. O crime ocorreu em 2010, dentro de um quartel do Exército, na cidade do Recife (PE).
De acordo com a denúncia do Ministério Público Militar (MPM), o major V.B.C convocou uma reunião com subordinados para tratar de assuntos como cumprimento de horário, controle de material e sequência de obras do pelotão.
A reunião, no 14º Batalhão Logístico, começou tensa. O oficial demonstrou insatisfação com um de seus sargentos, que teria descumprido sua ordem de não esvaziar um depósito de material. Ao reclamar com o subordinado, foi interrompido pelo sargento, que tentava justificar, informando que não tinha recebido as chaves do local.
O major, nervoso, mandou o sargento calar-se, pois depois lhe daria a palavra. Ao continuar a reclamação, o sargento novamente interrompeu a fala do chefe, dizendo que não iria se calar, iniciando-se então uma discussão.
Ainda conforme o MPM, o sargento estava na posição de “descansar”, com as mãos para trás, quando o major deu um soco. Uma caneta que estava na mão do acusado também atingiu a vítima, vindo a causar um corte em seu rosto. Laudo traumatológico emitido pela seção de saúde do quartel confirmou que houve lesão à integridade corporal e à saúde do sargento.
O oficial foi enquadrado pela Promotoria nos crimes previsto nos artigos 175 (violência contra inferior) e 209 (lesão corporal) do Código Penal Militar.
Os promotores denunciaram o acusado à Justiça Militar em 27 de abril de 2011. Em outubro do mesmo ano, os juízes da Auditoria de Recife absolveram o réu do crime de violência contra inferior, e o condenaram, por lesão leve, à pena de três meses de prisão, com o beneficio da suspensão condicional da pena, pelo prazo de dois anos, e o direito de responder em liberdade.

Recurso ao STM
Insatisfeito com o desfecho do processo, o MPM recorreu ao STM na parte em que o réu foi absolvido, argumentando ser inegável que o acusado, ao desferir o golpe contra o sargento, tinha praticado também o crime de agressão a inferior, que resultou na lesão corporal.
No julgamento da apelação, o ministro Marcos Vinicius dos Santos (relator) considerou comprovado que o major agrediu o sargento, não tendo optado pela maneira mais adequada, ao ver sua autoridade atingida no auge da discussão. “Ele tinha ciência que o sargento era seu subordinado e que por isso a agressão se enquadra na descrição típica do artigo 175, confirmada por testemunhas”, afirmou.
Ainda segundo o relator, não era possível dissociar a agressão com o soco da lesão no rosto sofrida pela vítima. Por isso, o ministro resolveu reformar a sentença de primeira instância e também condenar o major pelo crime de violência, no que foi seguido pela maioria dos ministros da Corte.

Jornal do Brasil/montedo.com

Extinção de tribunais militares em tempo de paz é tendência internacional, diz Ministro do STF

STF decide pela retirada de processo de ré civil da Justiça Militar

Decisão monocrática, em caráter liminar, de autoria do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida no último dia 13, suspendeu processo no Superior Tribunal Militar (STM) alegando incompetência da Justiça Militar em julgar civil acusado de estelionato previdenciário..
C.L.C.A. foi condenada por supostamente ter movimentado a conta de sua falecida avó, beneficiária de pensão de militar. A assistida foi denunciada em crime do Código Penal Militar, que normalmente é mais rígido do que o Código Penal comum. A chamada Justiça castrense tem tribunais próprios, com juízes pertencentes às Forças Armadas e um Código de Processo Penal específico.
Segundo a defensora responsável pelo caso no STM, Tatiana Siqueira Lemos, "a decisão inaugurou novo entendimento do Supremo sobre o assunto, que antes interpretava o estelionato previdenciário envolvendo membros das Forças Armadas como crime militar".
Para Tatiana Lemos, a decisão é um avanço. A seu ver, civis não podem ser processados pela Justiça Militar, que deveria ser exclusiva para quem segue carreira nas Forças Armadas. No entanto, a defensora informa que ainda existem vários casos em que pessoas que poderiam ser julgadas pela Justiça comum acabam indo para a Justiça castrense.
Sobre o caso de C.L.C.A., Tatiana Lemos argumentou em seu pedido de liminar que "não há que se falar em crime militar, uma vez que não houve prejuízo para o patrimônio da Organização Militar, pois a suposta vantagem indevida teria sido obtida contra a Fazenda Nacional -o cofre violado não é o da Organização Militar".

Tendência internacional
O ministro Luiz Fux informou em sua decisão que a tendência em vários países é a extinção pura e simples de tribunais militares em tempo de paz ou a exclusão de civis da jurisdição penal militar. Ele citou o exemplo de países como Portugal, Argentina, Colômbia, Paraguai, México e Uruguai.
Fux argumentou na liminar que "o delito militar praticado por civil, em tempo de paz, tem caráter excepcional. A Justiça Militar somente terá competência para julgar condutas de civis quando ofenderem os bens jurídicos tipicamente associados à função castrense, tais como a defesa da Pátria e a garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem".
DPU/montedo.com

S-o-l-e-t-r-a-n-d-o

Do Facebbok

'Descontentamento é enorme', afirmam oficiais da reserva

Grupo da reserva discorda de otimismo da Defesa

Junia Gama (junia.gama@bsb.oglobo.com.br)

BRASÍLIA - As últimas conquistas das Forças Armadas, como o reajuste salarial e orçamentos maiores para execução de projetos de Defesa Nacional, não têm se refletido em otimismo entre os militares da reserva, aqueles que, justamente por já estarem aposentados, são livres para pontuar o sentimento de segmentos da caserna em relação a temas políticos e sociais.
Após a entrevista ao GLOBO em que o ministro da Defesa, Celso Amorim, destacou o crescimento do orçamento para a Defesa nos últimos anos e a "atenção especial" com que os militares foram tratados pelo governo nas negociações salariais - 30% para eles, contra 15% para os civis -, dezenas de militares da reserva se manifestaram, inclusive com críticas ao ministro.
- O aumento foi decepcionante. Depois de tanto tempo, nossa defasagem em relação a outras carreiras de Estado continua a mesma. A perda vem há mais de 10 anos e, mesmo com esses 30% divididos em três anos, não chegamos nem ao nível da Administração Direta - aponta o porta-voz do Clube Militar, general da reserva Clóvis Bandeira.
Ele ressalta que, com a divisão do aumento em três anos, a partir de março de 2013, a inflação nos próximos três meses deverá impactar negativamente no reajuste:
- Por que não dar o aumento a partir de agora, se já foi anunciado? Foi contado como algo já concedido para que o governo federal colha dividendos políticos nas eleições. Na realidade, para boa parte da carreira os salários são tão baixos, que esse reajuste vai significar R$ 100 ou R$ 200 a mais - afirma Bandeira.
Leia também:
Assim, vou acabar acreditando!Militares festejam reajuste e mais verbas


'Descontentamento é enorme'
Os oficiais da reserva dizem que, também por isso, a carreira tem se tornado cada vez menos atrativa.
- O descontentamento é enorme, as Forças Armadas estão envelhecendo, os jovens, na primeira oportunidade buscam sair imediatamente. Os militares sofrem com o descaso das autoridades que praticam nítida retaliação aos abusos da ditadura, como se os culpados fossem os militares atuais - afirma o oficial da reserva Ricardo Assumpção Ribeiro.
Yahoo Notícias (Agência O Globo)/montedo.com

De olho no FAM: esposa é acusada de encomendar morte de capitão do Exército em Niterói

Soldado do Exército que retornou de missão no Haiti morre de AIDS no Pará

Militar morre de Aids após missão no Haiti

Cinco meses depois de chegar da missão de paz ao Haiti, o o soldado Raimundo Nonato da Silva Junior, do 23º Esquadrão de Cavalaria de Selva de Tucuruí, morreu na manhã desta segunda-feira (24), na UTI do Hospital Regional de Tucuruí, após contrair o vírus da Aids.
O militar de 26 anos- há seis como soldado - esteve no Haiti de agosto de 2011 até abril de 2012. Raimundo deixou esposa e um casal de filhos. Segundo o que consta na Declaração de Óbito expedida pelo Hospital Regional de Tucuruí - HRT, o diagnóstico da causa morte foi à falência de múltiplos órgãos, em função da doença.
No mês de julho de 2011, 54 militares do 23º Esquadrão de Cavalaria de Selva de Tucuruí, seguiram para o Haiti compondo o 15º contingente da Companhia de Engenharia de Força de Paz no Haiti – BRAENGCOY.
Todos os militares passaram por baterias de exames no município de Marabá antes de embarcarem. Após a chegada todos os militares refizeram seus exames médicos. Raimundo Júnior, foi alertado para a realização de uma nova bateria de exames, devido a um problema identificado no primeiro exame.
No segundo exame, foi identificado o contágio viral no militar. O Exército orientou o militar a ter um acompanhamento no Centro de Testagem e Aconselhamento de Tucuruí – CTA, mas ele só compareceu ao local uma única vez, no dia 5 de setembro.
No Domingo (16), ele deu entrada no Pronto Socorro, com princípio de parada cardiorrespiratória, sendo encaminhado a Unidade de Tratamento Intensivo – UTI, onde a equipe realizou com sucesso sua reanimação, mas na manhã do dia 17, foi constatada a morte encefálica do paciente.
O soldado recebeu todas as homenagens militares em seu velório e sepultamento com a presença do pavilhão nacional, salva de tiros e silêncio em honra aos serviços prestados no Exército.
Diário do Pará/montedo.com

Recruta do Exército fere colega com tiro acidental em MG

Soldado atira em colega do Exército ao manusear arma em Uberlândia
Vítima foi encaminhada ao hospital e não corre risco de morrer.
Autor disse que o tiro foi acidental e responderá Inquérito Policial Militar.

Felipe Santos
Um soldado de 19 anos, do 36º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi vítima de um disparo no abdome na noite de segunda-feira (24). O autor foi um soldado do mesmo batalhão, de 18 anos, que manuseava um revólver calibre 38, quando ocorreu o disparo. A vítima foi encaminhada ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), onde permanece internada.
Segundo a assessoria de comunicação do 36º Batalhão, os dois foram incorporados ao Exército em março deste ano e prestam Serviço Militar Inicial, que tem duração de um ano. Os militares estavam na casa do autor, no Bairro Tibery.
O tiro acertou o abdome do soldado, que foi socorrido ao HC-UFU, onde passou por cirurgia. Segundo a assessoria do hospital, o estado de saúde dele é estável e não corre risco de morrer. O autor foi encaminhado à delegacia pela Polícia Militar (PM) para prestar depoimento, onde disse que o disparo foi acidental.
Ele vai responder na justiça comum por posse ilegal de arma e o revólver calibre 38 foi apreendido. Segundo a assessoria de imprensa do Exército, os dois soldados podem usar armas de fogo apenas dentro do quartel e durante serviço. Os militares vão responder um Inquérito Policial Militar (IPM).

Três recrutas do Exército são presos por assaltos em Porto Alegre

Militares são presos por suspeita de assaltos a lotações e ônibus na Capital
No grupo de cinco pessoas, três são soldados do Exército
Militares são presos por suspeita de assaltos a lotações e ônibus na Capital Bruno Alencastro/Agencia RBS
ovens foram encontrados na Zona LesteFoto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
Cinco rapazes foram presos pela Brigada Militar (BM) na madrugada desta terça-feira por suspeita de cometerem pelo menos três assaltos em sequência em linhas de transporte coletivo de Porto Alegre na noite de segunda. Três deles são soldados do Exército, conforme a Polícia Civil.
De acordo com a delegada Liliane Pasternak Kramm, da 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), o grupo em um Gol branco com placas de São Paulo assaltou duas lotações e um ônibus que fazem trajetos para a Zona Sul, em sequência, por volta das 23h30min.
Depois de realizar buscas, a BM encontrou os cinco suspeitos dentro do veículo na Rua Albion, na Zona Leste, por volta da 1h. Os cinco foram presos por roubo e formação de quadrilha e encaminhados à 2ª DPPA. Um deles portava arma de fogo e também foi autuado por porte ilegal.
Conforme a delegada, três dos suspeitos apresentaram documentação de soldados rasos do Exército e foram encaminhados à Polícia do Exército (PE). Os outros dois serão levados ao Presídio Central. Todos têm em torno de 18 anos, nenhum com antecedentes.
A investigação ficará por conta da 13ª Delegacia de Polícia (DP). Imagens das câmeras de segurança dos veículos devem ser utilizadas no inquérito.
Zero Hora/montedo.com

General Elito teme fim da ABIN se houver "megavazamento"

Governo teme que espião seja ligado ao WikiLeaks
A área da inteligência do governo federal entrou em pânico com a descoberta do roubo de dados supostamente confidencias realizado pelo ex-agente William (o sobrenome é omitido por segurança), que entrou na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) há dois meses e passou a copiar papéis. O temor do governo é que o ex-araponga seja ligado ou pretendesse se ligar ao site WikiLeakes, de Julian Assange.

Vazou, acabou
O general Elito Siqueira, do Gabinete de Segurança Institucional, e a alta arapongagem temem “o fim da Abin” se houver “megavazamento”.

Volta à ativa
Aumentaram as preocupações do governo: o STF anulou a demissão do agente Nery Kluwe, suspeito de “vazar informações à imprensa”.
Cláudio Humberto/montedo.com

Operação Amazônia aprimora integração entre as Forças Armadas

Megaoperação treina Forças Armadas para atuação conjunta na Amazônia
Operação Amazônia acontece de 17 a 28 de setembro. Cinco mil homens participam do exercício no Amazonas, Pará, Rondônia e Acre.

Redação - jornalismo@portalamazonia.com

Pelotão com cerca de 30 militares treinam o deslocamento da região de Aiapuá até a Base Aérea de Manaus. Foto: Divulgação/Forças Armadas
Pelotão com cerca de 30 militares treinam o deslocamento da região
de Aiapuá até a Base Aérea de Manaus. Foto: Divulgação/Forças Armadas
MANAUS - A Amazônia Brasileira é palco, até o próximo dia 28, de uma ação de aprimoramento do trabalho integrado da Marinha, Exército e Aeronáutica. As três Forças buscam uma atuação mais eficaz em casos de conflitos no ambiente ribeirinho e de selva. Cinco mil homens participam do exercício militar nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia e Acre.
Militares simulam a 'retomada' de território de posse do inimigo. Foto: Divulgação/Forças Armadas
Militares simulam a ‘retomada’ de território de posse
do inimigo. Foto: Divulgação/Forças Armadas
 
De acordo com o Ministério da Defesa, uma das etapas feitas na Operação é o ‘desembarque ribeirinho’. A ação simula a reconquista de um território por fuzileiros navais, que, por meio de Lanchas de Ação Rápida, são transportados até as margens dos rios, onde fazem a ‘retomada” da área de posse do inimigo. A ação ocorrerá nesta quarta-feira (26), conjuntamente com as três Forças em Paricatuba, e com a presença do Ministro da Defesa, Embaixador Celso Amorim.
Os soldados da Força Conjunta de Operações Especiais receberam o equipamento solicitado no local determinado e no horário previsto. Foto: Divulgação/Forças Armadas
Os soldados recebem o equipamento solicitado no local determinado
e no horário previsto. Foto: Divulgação/Forças Armadas
De acordo com o comandante da Força Naval Componente, vice-almirante Antonio Carlos Frade Carneiro, o exercício conjunto será o de maior integração da Operação. 
“Recebemos um Batalhão de Infantaria de Selva, do Exército Brasileiro (EB), que fará a substituição dos Fuzileiros Navais após o desembarque e retomada do território. A atuação se reveste de uma característica que entende completamente a atuação conjunta. Estaremos trabalhando com a Marinha e com o apoio aéreo da Força Aérea. Esse será o elemento mais complexo de coordenação de uma Operação Conjunta”, explicou o Almirante.
Reabastecimento em voo. Foto: Agência Força Aérea/SGT Batista
Reabastecimento em voo. Foto: Agência Força Aérea/SGT Batista
No dia 20, a Força Conjunta de Operações Especiais, subordinada ao Comando do Teatro de Operações, realizou uma atividade que requer treinamento e acerto de procedimentos por parte de integrantes do Exército e da Força Aérea. O lançamento de carga, por meio de aeronave, exige coordenação e precisão, para que o suprimento não caia em mãos erradas. A carga precisa estar no lugar combinado e no prazo pré-estabelecido. Para que nada dê errado, é necessário perfeito entendimento entre a tribulação e os responsáveis pelo procedimento de lançamento da carga.
Outro treinamento foi o reabastecimento em voo. Esta é a única situação em que o avião entra em contato com outro durante o voo. As aeronaves reabastecedoras decolaram do Rio de Janeiro e de Porto Velho, em Rondônia, para missões de treinamento nas proximidades de Tefé, no Amazonas. Do Rio de Janeiro decolaram caças A-1 do Esquadrão Adelphi, e sua aeronave reabastecedora, um KC-137 do Esquadrão Corsário. De Porto Velho, decolaram aviões F-5, do Esquadrão Pacau e um KC-130 do Esquadrão Gordo.
Além de exercícios militares, serão feitas ações de apoio médico e odontológico às populações isoladas localizadas ao longo dos rios Solimões, Purus e Juruá. A expectativa do governo é que pelo menos 3 mil pessoas sejam atendidas.
A Operação Amazônia 2012 é o décimo exercício desse porte feito na região desde 2002. Até dezembro deste ano, estão programadas ainda ações conjuntas no Centro-Oeste e em áreas de fronteira nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste, além de uma operação nas águas das regiões Sudeste e Sul.
Leia também:
Forças Armadas mobilizam 5 mil militares para a Operação Amazônia 2012

Ambiente de treinamento
Cigs. Foto: Divulgação/Forças Armadas
Cigs. Foto: Divulgação/Forças Armadas
Desde 1967, o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) é responsável pelo planejamento e condução do Curso de Operações na Selva. A atividade, que se divide em três fases, permite que o militar aprenda a combater neste ambiente operacional.
Na primeira fase são ministradas técnicas de sobrevivência na selva, que é o básico para nela atuar, permanecer e resistir. Na segunda, inicia-se a fase técnica de operações militares, onde são realizados, dentro da selva, tiro, orientação, navegação, emprego aeromóvel, dentre outras atividades. Por fim, na terceira fase, os alunos realizam patrulhas e exercícios, nas diversas áreas de instrução do CIGS, para atuar na defesa territorial brasileira, como em operações de combate convencionais e de resistência.
Dentro desse contexto, o Centro conta com uma Divisão de Ensino, que está subdivida em Seção de Operações na Selva, responsável por montar as atividades e o quadro de trabalho do Curso, e a Seção Técnica de Ensino, que dá o suporte pedagógico, baseado nas diretrizes do Departamento de Educação e Cultura do Exército.
O CIGS possui, ainda, um zoológico, que teve sua criação idealizada para familiarizar a instrução dos militares com a fauna da região e tornou-se, hoje, o segundo ponto turístico mais visitado de Manaus. Em números, este zoológico possui mais de 200 animais, divididos em 60 espécies, oriundos somente da fauna da Amazônia e recebe cerca de 6000 visitantes diariamente. Destaca-se, também, pelo seu centro veterinário, que passou a ser referência na Região Norte.
A Operação Amazônia 2012, que acontece de 17 a 28 de setembro, tem como objetivo treinar de forma conjunta as Forças Armadas na Região Amazônica.
Portal Amazônia/montedo.com

Em meio a tensão com japoneses, China põe em operação seu primeiro porta-aviões

Em meio a tensão com Japão, entra em operação 1º porta-aviões chinês
O Ministério da Defesa chinês anunciou nesta terça-feira que o primeiro porta-aviões das Forças Armadas do país, o Liaoning, começou a operar, em um momento de tensão pelo conflito marítimo com o Japão pela soberania das ilhas Diaoyu/Senkaku. Na imagem, a tripulação da embarcação participa da cerimônia de inauguração  Foto: AP
O Ministério da Defesa chinês anunciou nesta terça-feira que o primeiro porta-aviões das Forças Armadas do país, o Liaoning, começou a operar, em um momento de tensão pelo conflito marítimo com o Japão pela soberania das ilhas Diaoyu/Senkaku. Na imagem, a tripulação da embarcação participa da cerimônia de inauguração
Foto: AP
O Ministério da Defesa chinês anunciou nesta terça-feira que o primeiro porta-aviões das Forças Armadas do país, o "Liaoning", começou a operar, em um momento de tensão pelo conflito marítimo com o Japão pela soberania das ilhas Diaoyu/Senkaku.
Após um ano de testes, o Exército de Libertação Popular (ELP) celebrou hoje a cerimônia de inauguração da embarcação com a presença de altos funcionários do governo comunista, informou a agência oficial Xinhua.
O "Liaoning" foi construído em 1985 pela União Soviética, mas após a queda do regime comunista neste país o porta-aviões, na época chamado "Varyag", passou a ser propriedade ucraniana e China o adquiriu há 13 anos.
Após anos de remodelações, a primeira viagem de teste do porta-aviões chinês aconteceu em 10 de agosto de 2011, embora até 11 de setembro não se sabia com que nome a embarcação seria batizado. A imprensa especulou nomes como "Mar Amarelo", "Pequim" ou até "Mao Tsé-tung".
No entanto, segundo as normas do exército chinês, os grandes navios devem receber nomes de províncias do país, enquanto as fragatas podem ser batizadas com nomes de cidades grandes ou médias.
O "Liaoning" está equipado para lançar ataques antimísseis contra aviões e outros navios, embora as autoridades militares chinesas afirmem que seu principal uso será para treinamento.
A inauguração do porta-aviões ocorre em um momento de forte tensão diplomática entre China e o Japão, gerada quando Tóquio adquiriu de um empresário japonês três ilhas do arquipélago Diaoyu/Senkaku, controlado de fato pela administração japonesa mas que Pequim reivindica há décadas.
O Liaoning foi construído em 1985 pela União Soviética, mas após a queda do regime comunista neste país o porta-aviões, na época chamado Varyag, passou a ser propriedade ucraniana e China o adquiriu há 13 anos  Foto: AP
O Liaoning foi construído em 1985 pela União Soviética, mas após a queda do regime comunista neste país o porta-aviões, na época chamado Varyag, passou a ser propriedade ucraniana e China o adquiriu há 13 anos
Foto: AP
A China adquiriu no passado outros antigos porta-aviões soviéticos, embora eles tenham se tornado museus ou atrações turísticas. Ter seu próprio porta-aviões era um velho desejo do governo chinês, que já pensava em adquirir esta embarcação, considerado o auge tecnológico de uma marinha moderna, nos anos 40, antes inclusive da instauração do regime comunista.
O gigante asiático era o único membro permanente do Conselho de Segurança da ONU que não contava com este tipo de navio, e o tema inquietava Pequim, que considerava este fato inadmissível levando em conta o tamanho de seu exército (dois milhões de soldados).
Até agora, os únicos países da Ásia que contavam com este tipo de navio eram a Índia e a Tailândia.
Terra (EFE)/montedo.com

25 de setembro de 2012

Imagem do dia: Sul-coreanos treinam artes marciais para aniversário das Forças Armadas

Sul-coreanos treinam artes marciais para aniversário das Forças Armadas
Forças Armadas da Coreia do Sul irão comemorar 64 anos
Soldados ensaiam exibição de artes marciais para a festa de 64 anos do Dia das Forças Armadas da Coreia do Sul, que será realizada na próxima segunda-feira (1º). Evento também promete desfiles militares, exibições de paraquedistas e manobras aéreas. (Foto: Ahn Young-joon / AP Photo)
Soldados ensaiam exibição de artes marciais para a festa de 64 anos do Dia das Forças Armadas da Coreia do Sul, que será realizada na próxima segunda-feira (1º). Evento também promete desfiles militares, exibições de paraquedistas e manobras aéreas. (Foto: Ahn Young-joon / AP Photo)

Militares se destacam no ensino e estão no topo do ranking do Ideb

Colégios mantidos pelo Exército ficam à frente de 99,8% das escolas públicas

DEMÉTRIO WEBER
AMANDA ALMEIDA
Disciplina rígida e estudo. No Colégio Militar de Brasília, os estudantes Francisco Grigore e Louise Sicca exibem a medalha de ouro obtida pela colega Manoella Guerra este ano na Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas Foto: Ailton de Freitas
Disciplina rígida e estudo. No Colégio Militar de Brasília, os estudantes
Francisco Grigore e Louise Sicca exibem a medalha de ouro obtida pela
colega Manoella Guerra este ano na Olimpíada de Matemática
das Escolas Públicas - 
Ailton de Freitas

BRASÍLIA e BELO HORIZONTE - Os 12 colégios militares mantidos pelo Exército estão no topo do ranking do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado no mês passado. Num universo de 30.842 escolas públicas, eles ficaram entre a 6ª e a 70ª posição. O ranking considera o desempenho dos alunos das séries finais do ensino fundamental.
Calculado pelo Ministério da Educação, o Ideb é o principal indicador de qualidade do ensino brasileiro. Dentre os 12 colégios militares, os de Belo Horizonte e Salvador alcançaram o melhor resultado — 7,2, na escala até 10 —, o que lhes rendeu um empate na sexta colocação nacional. O do Rio, com 6,4, ficou na 37ª posição, o penúltimo entre os estabelecimentos militares. O de Manaus (6,2) foi o 70º , lanterna do grupo.
Considerados em conjunto, os colégios militares integram a elite acadêmica da educação pública. Estão à frente de 99,8% das escolas, conforme o Ideb de 2011 dos anos finais do fundamental. Seus alunos também se destacam em sucessivas edições da Olimpíada de Matemática e, no último sábado, três deles disputaram a final do quadro Soletrando, no programa “Caldeirão do Huck”, da TV Globo, vencido pela aluna do Colégio Militar de Porto Alegre Yasmin Bohm Lewis Esswein.
Disciplina, aulas de recuperação e um variado leque de atividades extraclasse fazem parte da rotina. Além, é claro, de sapatos engraxados e uniformes impecáveis. O código de conduta é rigoroso: quem for apanhado colando pode ser expulso.
Para o Exército, a rede de escolas cumpre um papel assistencial: atender filhos de militares em suas constantes mudanças de cidade. Mas a excelência acadêmica fez desses colégios o sonho de muitas famílias brasileiras. Enquanto filhos de militares têm preferência na matrícula, um batalhão de crianças e jovens sem vínculo com a caserna só entra se passar em concurso, os chamados vestibulinhos, com mais de 30 candidatos por vaga.
Os colégios militares atendem 14,6 mil estudantes, em turmas do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do médio. Todos seguem os mesmos currículo e calendário, definidos por uma diretoria do Exército. O ano letivo é programado em detalhes com antecedência. Além das aulas, os alunos praticam esportes, tocam na banda, encenam peças de teatro ou debatem temas internacionais numa simulação de assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU). Visitas a museus, comunidades quilombolas e órgãos públicos complementam o aprendizado.
Tamanha estrutura custa caro. De acordo com o Exército, o gasto por aluno/ano chega a R$ 11.170, quatro vezes mais do que as escolas estaduais e municipais do Rio recebem do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), no segundo ciclo do ensino fundamental. A distância é ainda maior em estados com menor arrecadação, como Pernambuco e Amazonas, onde o gasto por aluno nos respectivos colégios militares é quase cinco vezes maior do que o repasse do Fundeb.
O Exército ressalva que o cálculo abrange todo tipo de despesa, até mesmo com os pelotões de soldados instalados em cada escola. Os pais de alunos pagam mensalidade de R$ 160 a R$ 178, a título de ajuda de custos.
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Professores são civis e militares
Professores civis e militares formam o corpo docente. Os civis pertencem à carreira federal do magistério, mais bem remunerada do que as estaduais e municipais. Segundo o Ministério do Planejamento, os vencimentos variam de R$ 2,7 mil a R$ 11,8 mil, conforme a titulação.
Professora de Matemática há 13 anos no colégio de Belo Horizonte, a capitão Pollyanna Lara Milanezi encarna o espírito da instituição:
— Nada me deixa mais orgulhosa do que dizer que sou professora do Colégio Militar.
A unidade de Belo Horizonte é, segundo o Exército, a que tem mais alunos selecionados via concurso: 45% do total, mais do que o triplo registrado no Distrito Federal (14%). O subdiretor do Colégio Militar de Brasília, coronel Samuel Horn Pureza, diz que é comum receber alunos com defasagem de conhecimentos, o que exige esforço redobrado. Cerca de 40% dos professores têm mestrado e doutorado.
Segundo Samuel, o segredo do sucesso é a boa gestão:
— O Brasil é diversificado. Vêm alunos para cá com muita carência. É uma luta.
O chefe da Seção de Supervisão Escolar, coronel Adelino Bandeira, acrescenta outra virtude:
— O cumprimento fiel do programa curricular e das metas estabelecidas.
Filha de um capitão da Marinha, a estudante Louise Sicca, de 15 anos, é a primeira da turma entre cerca de 500 colegas do 1º ano do ensino médio em Brasília.
— Estudamos muito, o colégio incentiva. Aqui não se deixa acumular matéria.
O Globo/montedo.com

Da série 'morro e não vejo tudo': recrutas russos desfilam cantando sucesso de Lady Gaga

Recrutas do Exército russo cantando "Bad Romance", hit de Lady Gaga

Embraer inaugura fábricas em Portugal

Embraer em Portugal
A linha de aviões Legacy terá componentes fabricados em Portugal
Com o investimento de quase duzentos milhões de euros, foram inauguradas em Portugal, no último fim da semana, duas fábricas da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), a terceira maior produtora mundial de jatos civis, depois da Airbus e Boeing.
A cerimônia ocorreu na cidade de Évora, onde foram edificadas as duas unidades fabris, e teve a presença do Presidente de Portugal, Cavaco Silva, do embaixador brasileiro em Lisboa, Mário Vilalva e também do Chefe do Estado Maior da Força Aérea portuguesa.
Ali serão fabricados em Portugal componentes metálicas para fuselagem e asas, e outras, de materiais compostos, para dois aviões executivos da linha Legacy e para um avião militar, projeto desenvolvido por brasileiros em colaboração com portugueses.
Ao falar com jornalistas presentes, o presidente português sublinhou a importância deste acontecimento, para o potencial existente nas relações luso-brasileiras:
”A inauguração destas duas fábricas reflete o potencial das relações econômicas entre Portugal e o Brasil. Isto deve ser sublinhado em particular no ano em que se celebra Portugal no Brasil e o Brasil em Portugal. Por isso hoje é um dia de alegria para Évora, um dia de alegria para Portugal e, eu penso, que será também um dia alegria para essa grande empresa brasileira, empresa internacional que é a Embraer”.
O diretor-presidente da Embraer Frederico Curado, informou que a inauguração destas unidades de produção da Embraer faz parte da estratégia da empresa avançar para mercados internacionais. A Embraer, com sede no estado de São Paulo, mantém escritórios, instalações industriais e oficinas de serviços na China, Estados Unidos, França, Cingapura e agora em Portugal.
Com informações da rádio Voz da Rússia

Vermelho/montedo.com

Militares dos EUA filmados urinando em corpos no Afeganistão serão julgados

Dois marines que urinaram em corpos de afegãos são indiciados  YouTube,Reprodução/AFP
Imagem captada no YouTube gerou indignação no AfeganistãoFoto: YouTube,Reprodução / AFP
O Pentágono informou nesta segunda-feira que dois militares da Marinha americana filmados urinando sobre corpos de integrantes do Talebã no Afeganistão irão a julgamento.
Joseph Chamblin e Edward Deptola também são acusados de falhar em relatar ou interromper o mau comportamento de subordinados, que também aparecem na gravação.
O vídeo foi publicado na Internet em janeiro deste ano.
Os outros três militares, que não tiveram suas identidades reveladas, já foram condenados a sanções internas.
Na gravação, pode-se ouvir a voz de um deles dizendo: "Tenha um bom dia, camarada" no momento em que urina sobre o corpo de uma das vítimas.
BBC/montedo.com

FX-2: decisão sobre compra dos caças só em 2013. Crescem as chances da Boeing

Brasil adia decisão sobre caças para 2013; Boeing tem mais chances

A presidente Dilma Rousseff decidiu esperar até meados de 2013 para tomar uma decisão sobre a compra de novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), num contrato de bilhões de dólares, no qual a Boeing passou a ter mais chances por causa das suas recentes parcerias com a Embraer, disseram duas fontes oficiais à Reuters.
O Brasil pretende gastar pelo menos US$ 4 bilhões na aquisição de 36 novos caças, numa das transações de defesa mais observadas nos últimos anos nos países emergentes. Os finalistas são a americana Boeing, a francesa Dassault Aviation e a sueca Saab.
Dilma pretende avisar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o adiamento durante um possível encontro dos dois nesta semana em Nova York, em meio à reunião anual da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), disseram as fontes, pedindo anonimato.
A própria Dilma tomará a decisão sobre a empresa fornecedora dos jatos, numa compra que será crucial durante décadas para moldar as alianças estratégicas e militares do Brasil, que busca se firmar como uma grande potência global.
A concorrência está suspensa em parte por razões orçamentárias, segundo um dos funcionários. Dilma acaba de travar uma dura disputa com funcionários públicos por aumentos salariais, e seria politicamente difícil aprovar um gasto de bilhões de dólares para equipamentos militares tão pouco tempo depois de alegar restrições financeiras para elevar salários.
"As conversas (internas) se tornaram mais específicas e mais focadas, e acho que estamos chegando perto de uma decisão", disse uma das fontes. "Mas isso não será anunciado em 2012".
A disputa já dura mais de uma década, passando por três governos, e apontar o ganhador se tornou algo como apostar no vencedor em um jogo de futebol que nunca acontece. Mesmo assim, as notícias sobre as deliberações de Dilma são acompanhadas atentamente, e às vezes influem nas cotações das ações mercantis dos finalistas, em parte devido à falta de outros grandes contratos militares na Europa e EUA.
A Reuters noticiou em fevereiro que Dilma estava inclinada pelo caça Rafale, da Dassault. Mas, depois disso, surgiram novas preocupações sobre o custo elevado do avião francês e especialmente sobre os termos da partilha de tecnologia, algo que Dilma considera crucial para definir o vencedor, segundo as autoridades.
Enquanto isso, a Boeing ganhou pontos ao anunciar uma série de parcerias com a Embraer, que está agressivamente ampliando suas operações de defesa. Em julho, a Embraer disse que a Boeing irá fornecer sistemas de armas para o caça Super Tucano, e a empresa dos EUA também está ajudando no desenvolvimento do KC-390, um jato de reabastecimento em voo e transporte militar da Embraer.
Também em fevereiro, a Reuters informou que a Boeing havia congelado o preço da sua oferta desde 2009, uma situação incomum, que parece ter beneficiado a relação custo-benefício do seu caça F-18 em comparação ao Rafale. O custo unitário dos jatos não foi divulgado. "A Boeing está definitivamente aparecendo melhor nos últimos meses", disse um segundo funcionário.
Ambas as fontes disseram que a Saab, que disputa com o caça Gripen NG, está num distante terceiro lugar na disputa. Funcionários de Defesa dizem que Dilma precisa tomar a decisão logo, porque a frota atual da FAB está se tornando cada vez mais obsoleta e cara de manter. Além disso, o Brasil está sob pressão para melhorar sua capacidade defensiva como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Terra (Reuters)/montedo.com

Fuzileiros uruguaios são condenados por abuso a haitiano

Justiça uruguaia processa fuzileiros por abuso a haitiano

A Justiça criminal do Uruguai condenou à prisão nesta segunda-feira quatro fuzileiros navais membros das missões de paz pelo crime de "violência privada" contra o haitiano Jhony Jean, que teria sido violentado há um ano em uma base militar em Port Salut.
O juiz da causa, Alejandro Guido, descartou por falta de provas o crime de abuso sexual, como sustentava a defesa de Jean, disse à Reuters o porta-voz do Poder Judiciário, Raúl Oxandabarat. Também rejeitou a teoria de que se tratava simplesmente de uma piada, como alegavam os soldados uruguaios.
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A lei uruguaia estabelece como crime de "violência privada" o uso da "violência ou ameaça para obrigar alguém a fazer, tolerar ou deixar de fazer alguma coisa."
O caso ganhou repercussão quando um vídeo filmado pelos próprios fuzileiros vazou. Jean, de 19 anos, aparecia nu e deitado de bruços sobre um colchão em um quarto da base militar, enquanto os agressores riam e se aproximavam da vítima nus.
O processo prevê uma pena de entre três meses e três anos de prisão, o que será determinado pelo juiz na sentença.
Os quatro fuzileiros, de entre 22 e 29 anos, eram integrantes da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) e já haviam sido condenados à prisão no ano passado pela justiça militar uruguaia.
Terra/montedo.com

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