19 de fevereiro de 2017

Fazendo História: primeira turma de mulheres ingressa na escola de cadetes do Exército

MOMENTO HISTÓRICO
Após 76 anos, mulheres ingressam na EsPCEx
Pela primeira vez na história, mulheres entraram no Exército Brasileiro (EB) para poder servir como oficiais na linha bélica. Elas já podem prestar concursos na Força Armada há 25 anos em áreas administrativas e de saúde, mas ingresso para vir a ser oficiais combatentes só partir deste sábado (18), quando foram matriculadas na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas. Devido à importância do fato histórico, a cerimônia contou com a presença do general de Exército, infante Eduardo Dias da Costa Villas Bôas – atual comandante do EB.
“O ingresso das mulheres é algo extremamente natural e muito bem-vindo porque em todas as áreas em que elas já participaram, trouxeram um enriquecimento muito grande, tanto do ponto de vista humano quanto técnico. E a nossa expectativa é muito grande, muito positiva. Tenho certeza que será um sucesso”, declara o general.
Coincidentemente, a turma do general se formou há 50 anos na Preparatória. Por isso, a solenidade contou com 106 dos 372 alunos de 1967. Dos 372, 202 se formaram, 36 já morreram e oito se tornaram generais. E, dos oito, apenas Villas Bôas veio a comandar o EB.
“Essa coincidência é uma tremenda motivação para essa turma de 2017 saber que um deles, daqui a 50 anos, pode vir a ser o comandante do Exército”, afirma o coronel de infantaria Gustavo Henrique Dutra de Menezes, diretor da EsPCEx. A escola tem 76 anos e é a porta de entrada obrigatória para todos que desejam entrar na Força Armada como oficiais (soldados com curso superior em Ciências Militares).
A Preparatória é o primeiro ano da faculdade militar e é responsável pela seleção e preparação do aluno em Campinas, que, ao chegar à Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ), recebe o título de cadete. Na Aman, o universitário cursa mais quatro anos, se forma, começa a subir de patente e pode chegar ao topo da carreira, que é ser general.
Na academia, o cadete já escolhe uma entre as sete 'especializações' que pretende seguir: infantaria (militar combatente por excelência, a pé), cavalaria (soldados em veículos, como tanques), artilharia (canhões, foguetes, mísseis), engenharia (para transposição de obstáculos no front) e comunicações (equipamentos que permitem a troca de mensagens entre os soldados), intendência (suprimentos, como recursos, alimentos e farda) e material bélico (mecânicos de viaturas).
No caso das mulheres, elas poderão escolher, por enquanto, entre intendência e material bélico. “O ingresso das mulheres na área bélica tem ainda um caráter experimental, para nós irmos ajustando (o processo)”, afirma Villas Bôas.
Igualdade
Em relação ao tratamento, a aluna Emily de Souza Bráz, de 16, conta que tudo é igual (para homens e mulheres). “Não tem diferença. Somos todos vistos como alunos”, diz a pioneira.
O coronel Dutra declara que a única diferença é que elas usam coque. “A gente não faz nenhuma diferenciação de cor, sexo, classe social. Cada um aqui vai ter o seu esforço recompensado de acordo com a meritocracia”.
Há mais de 50 anos é assim, atesta o arquiteto George Agnew, que se formou na Preparatória na turma de 1967, mas acabou optando por arquitetura em detrimento à carreira militar.
Desde aquela época, “não interessava cor, religião ou classe social. Todos fomos tratados como iguais e, assim, as amizades mais fortes e os grupos de amigos nasceram apenas da identificação de ideais e da compatibilidade dos integrantes, sem nenhum outro interesse. Lá, criamos e cultivamos amizades muito sólidas que permanecem até hoje muito intensas”.
Agnew conta que o que aprendeu na EsPCEx extrapolou o âmbito estudantil. “Aprendemos coisas que atualmente não são muito valorizadas como disciplina, honestidade, companheirismo e amor à pátria. As provas eram feitas sem fiscalização. O professor as distribuía, saia da sala e só voltava ao final do tempo para recolhê-las. Ninguém colava. A punição para a cola era o desligamento sumário da escola. Era um regime rígido de estudos, educação física e treinamento militar que transformou completamente o modo que encaramos a vida”.

Concorrido e árduo
Durante a solenidade de Abertura dos Portões, a entrega da boina é o momento em que o até então candidato passa a ser aluno da EsPCEx, marcando a consagração de um processo seletivo acirrado.
O vestibular é mais concorrido do que todos os cursos de engenharia da USP, e, no caso específico das mulheres, mais do que o de medicina daquela universidade. Em 2016 se inscreveram na Preparatória 29.771 vestibulandos, que competiram por 440 vagas (a relação candidato-vaga foi de 55 homens para 400 vagas destinadas a eles, e de 193 mulheres para 40 destinadas a elas).

Consagração do sonho emociona aluna da EsPCEx
Para a maioria dos alunos, entretanto, o mais difícil é o impacto da rotina civil para a militar. “A rotina é bem mais puxada. E o cansaço em si causado por esse choque é a maior dificuldade que a gente tem. Todos que estão aqui se esforçaram muito. E nós continuamos dando o nosso máximo. Cada etapa que a gente vence é uma conquista, mais um passo na realização desse sonho”, afirma o aluno Victor Hugo Alves de Araújo Lima, de 19 anos, de Recife (PE).
“É atividade o dia inteiro. A rotina é muito cansativa. Mas, a gente ergue a cabeça e segue. E o que mais nos ajuda é o companheirismo, que é muito forte. Todo mundo segue junto. Sempre que alguém precisa, todo mundo ajuda, dá aquela força, aumenta o moral nos momentos difíceis”, complementa a aluna Emily, que, por ser a mais nova da turma, abriu o portão da escola na cerimônia.
Essa solidariedade, que já é ensinada desde o começo, é necessária não apenas no dia a dia militar, como também nas guerras, onde a sobrevivência de um soldado depende muitas vezes do companheiro de farda.

Festa
A celebração começou com a entrada da Turma Marechal Mariano da Silva Rondon, que comemorou a passagem pelos mesmos portões há 50 anos. Em seguida, entrou a turma de 2017, que recebeu a boina azul-ferrete. O acessório é colocado nos novatos por padrinhos. Depois, houve a aula inaugural do exercício deste ano, ministrada pelo coronel Dutra. Para os alunos e para os familiares dos novatos foi oferecido um almoço; já para a elite do Exército, um coquetel.
CORREIO POPULAR/montedo.com

'Outras instâncias do Estado também devem fazer sua parte', diz Jungmann sobre as Forças Armadas nas ruas

As Forças Armadas nas ruas
"As Forças Armadas darão sua contribuição, mas as outras instâncias do Estado também devem fazer sua parte." (Raul Jungmann)

Raul Jungmann
O emprego de militares não deve ser banalizado, e muito menos se destina a corrigir crises sistêmicas e problemas estruturais de segurança pública
A crise na segurança pública do Rio de Janeiro e do Espírito Santo traz à tona o papel das Forças Armadas em resposta à crescente demanda da sociedade por segurança.
A Constituição (artigo 142) consagra como funções das Forças Armadas, além da defesa da pátria e da garantia dos poderes, a manutenção da lei e da ordem (GLO). O emprego das Forças Armadas na GLO está regulamentado pelo Decreto nº 3.897, de 24/8/2001, com vistas à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, sempre que os instrumentos à disposição das autoridades locais tenham-se esgotado, ou seus meios estejam indisponíveis, inexistentes ou insuficientes. O emprego das Forças Armadas deverá ser episódico, em área definida e ter a menor duração possível.
Desde outubro de 2008, foram autorizadas 42 GLOs, sendo sete delas em nove meses de minha gestão. As Forças Armadas garantiram a segurança em eleições municipais e nacionais, em visitas de autoridades estrangeiras e nos grandes eventos, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, sempre com avaliação positiva pela população.
Os militares estiveram presentes no processo de pacificação de comunidades do Rio de Janeiro. No Complexo da Maré, as Forças Armadas restabeleceram condições de cidadania para cerca de 140 mil pessoas.
Em Natal, com a operação Potiguar (2016 e 2017), os militares atuaram frente à onda de violência que assolou a cidade. No Recife, a operação Pernambuco devolveu a normalidade aos cidadãos. Com a operação Varredura, as Forças Armadas atuaram nas dependências de estabelecimentos prisionais a fim de detectar materiais ilícitos ou proibidos.
Em que pese a eficácia das ações de GLO e o alívio trazido às populações angustiadas com a violência, é necessário deixar clara a natureza da participação das Forças Armadas na segurança pública. O emprego de militares não deve ser banalizado, e muito menos se destina a corrigir crises sistêmicas e problemas estruturais de segurança pública. É necessário que todas as entidades assumam seu papel, no âmbito de suas respectivas competências e responsabilidades constitucionais. Não podem os militares assumir, de forma continuada, funções que os distanciam de suas finalidades em substituição a instituições que detêm responsabilidade primária na matéria.
A Constituição ressalta que a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos (Artigo 144). As Forças Armadas, com seu patriotismo e sua ética resumida na expressão “missão dada, missão cumprida”, desempenharão com eficácia seu papel, mas a solução da profunda crise de segurança vai muito além de seu emprego. Ela passa pela refundação do contrato social brasileiro, com o fortalecimento do pacto federativo, a responsabilidade fiscal e a renegociação das dívidas dos estados, o investimento em educação, saúde, infraestrutura social e segurança pública, o apoio do Congresso e do Judiciário e, vale insistir, a ética na política.
As Forças Armadas darão sua contribuição, mas as outras instâncias do Estado também devem fazer sua parte.
*Ministro da Defesa
O Globo/Edição: montedo.com

18 de fevereiro de 2017

Brigadeiro é acusado de ordenar assassinato de empresário para encobrir esquema de corrupção na Camargo Corrêa

Publicação original: 18/2 (08:17)
Edgard foi promovido a Brigadeiro em março de 2008 (Imagem: FAB)
A revista Isto É desta semana trás na capa uma denúncia bombástica: em depoimento, o empresário Davincci Lourenço de Almeida, ex-sócio de acionista da Camargo Corrêa, confirmou as inúmeras suspeitas dos investigadores da corrupção, ao afirmar que Lula recebeu propina de empreiteiras. "Levei uma mala de dólares para Lula", garante.
Davinnci vai além: ex-sócio de Fernando de Arruda Botelho, acionista da Camargo Corrêa morto em acidente aéreo há cinco anos, ele diz ter certeza que Botelho foi, na verdade, assassinado com o objetivo de encobrir o esquema de corrupção na empresa, a mando do brigadeiro Edgar de Oliveira Júnior, assessor da Camargo e um dos gestores das propriedades da empreiteira. 

'Aplique', bate-boca e socos na mesa
Conforme o depoimento, convencido de que o brigadeiro havia lhe dado um aplique, depois de promover uma auditoria interna, Botelho o demitiu na manhã do acidente durante uma tensa reunião, regada a gritos, socos na mesa e bate-bocas ferozes, testemunhada por diretores da Camargo. “O Fernando foi assassinado e o crime tramado pelo brigadeiro Edgar. O avião foi sabotado”, afirmou Davinnci.

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Estranhos acontecimentos e o sequestro do GPS
Uma sucessão de estranhos acontecimentos que cercaram a tragédia chamou a atenção do Ministério Público. Por exemplo: o caminhão de bombeiros comprado por Botelho exatamente para atender a eventuais emergências no aeródromo de sua propriedade estava trancado no hangar. “Tive que jogar meu carro contra a porta para estourar os cadeados. Peguei o caminhão e fui para o local. Ao chegar lá, as chamas estavam tão altas que não pude chegar muito perto”, afirmou Davincci. Mas o então sócio de Arruda Botelho se aproximou o suficiente para conseguir resgatar o GPS, que havia se descolado da parte externa da aeronave. Porém, o aparelho, essencial para municiar as investigações com informações sobre o voo, não pôde ser conhecido pelas autoridades, segundo Davincci, a pedido do brigadeiro Edgar. “Ele tomou o aparelho das minhas mãos, dizendo que poderia ficar ruim para a família se entregássemos à investigação, e ainda me obrigou a mentir num primeiro depoimento à delegacia”. Com a morte de Fernando de Arruda Botelho, o brigadeiro acabou não tendo seu desligamento da empreiteira oficializado. Já o ex-sócio, desde então, enfrenta um calvário. “Sofri 11 ameaças de morte”, contou.
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Mais do que um acidente?
Motivado pelos depoimentos de Davincci, o caso que havia sido arquivado pela promotora Fernanda Amada Segato em março de 2013 foi reaberto em setembro do ano passado por ordem da promotora Fábia Caroline do Nascimento. As novas investigações estão a cargo do delegado José Francisco Minelli. “Estou na fase da oitiva das testemunhas”, disse à ISTOÉ o delegado. Dois dos quatro irmãos de Fernando de Arruda Botelho, Eduardo e José Augusto, suspeitam de que pode ter havido mais do que um acidente. “Vou ajudar a descobrir a verdade sobre o que aconteceu. Mas um conhecido ligado ao Exército procurou meu irmão (José Augusto) para dizer que estavam convencidos que não foi acidente”, disse Eduardo Botelho em mensagem, ao qual ISTOÉ teve acesso, enviada em janeiro para Davincci.
ISTO É/DIÁRIO do PODER/montedo.com

Exército flagra drones sobrevoando área do Comando Militar do Oeste

Informações poderiam estar sendo levantadas

Wendy Tonhati
O CMO (Comando Militar do Oeste) flagrou o sobrevoo de drones na área do Exército Brasileiro, na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande. As aeronaves poderiam estar realizando o levantamento de informações sigilosas dos batalhões da unidade.

Por meio de nota, foi informado:
O Comando Militar do Oeste informa que Organizações Militares localizadas em sua área de responsabilidade têm relatado o sobrevoo de veículos aéreos não tripulados, conhecidos também como “drones”, sobre áreas sob jurisdição militar, fato que constitui em crimes previstos no Código Penal Militar.
Conforme o CMO, o sobrevoo de drones em área militar constituem crimes previstos no Código Penal Militar com previsão de prisão.

Decreto-Lei no 1.001, de 21 de outubro de 1969Estando os responsáveis por tais veículos, mesmo civis, sujeitos às penas previstas neste instrumento.
Art. 147. Fazer desenho ou levantar plano ou planta de fortificação, quartel, fábrica, arsenal, hangar ou aeródromo, ou de navio, aeronave ou engenho de guerra motomecanizado, utilizados ou em construção sob administração ou fiscalização militar, ou fotografá-los ou filmá-los:
Pena - reclusão, até quatro anos, se o fato não constitui crime mais grave.
Art. 148. Sobrevoar local declarado interdito Pena - reclusão, até três anos.
midiamax/montedo.com

Engenharia do Exército asfalta ruas em Campo Grande



Nota do editor:
Surpreendentemente, que faz a - Boa! - cobertura jornalística é um soldado, certamente com formação na área de Comunicação Social. Há pouco tempo, isso seria inadmissível. Sinal dos tempos. Parabéns,  CMO!

17 de fevereiro de 2017

Brothers in Arms!

Espírito Santo anuncia indiciamento de 1.151 policiais militares por motim

FABRÍCIO LOBEL
ENVIADO ESPECIAL A VITÓRIA
A Polícia Militar do Espírito Santo ampliou para 1.151 o número de policiais indiciados pelo crime de motim e revolta, durante a crise de segurança que atinge o Estado. Ao todo, o Espírito Santo tem 10 mil PMs em seus quadros.
Desde o dia 4, os portões do batalhões da PM estão bloqueados por acampamentos de familiares de policiais. As mulheres buscam impedir que os PMs saiam das unidades para trabalhar nas ruas. Elas reivindicam melhores condições de trabalho e reposição salarial.
PMs ouvidos pela Folha são céticos quanto a capacidade do governo Estadual em processar mais de mil inquéritos em 60 dias, limite para a conclusão do Inquérito Policial Militar. Para eles, no entanto, a divulgação dos números serve para pressionar a volta ao trabalho dos militares. Caso sejam julgados e condenados, os militares podem pegar de 8 a 20 anos de prisão.
Inicialmente, o governo do Estado havia anunciado o inquérito de 703 policiais, mas o número agora aumentou devido a identificação de mais militares no motim.
Dos 1.151 PMs indiciados, 151 também responderão a processos administrativos, o que pode agilizar suas expulsões da corporação. Entre os que passarão por processo administrativo estão oficiais que defenderam o movimento de parentes de PMs que acampam diante dos portões dos batalhões.
Dos 10 mil PMs no Estado, cerca de 2.400 estariam atuando nas ruas, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública.

PROTESTO
Um grupo de policiais militares protestou na manhã desta sexta retirando parte de suas fardas e a lançaram dentro da cova em que foi sepultado o soldado André dos Santos, 22, que morreu em uma tentativa de assalto no município de Serra, vizinho à capital Vitória e o mais violento do Espírito Santo.
A cerimônia de sepultamento do soldado ocorreu com honras militares, incluindo salvas de tiros e a execução do "toque de silêncio" na corneta.
Após as homenagens tradicionais, porém, os militares que participavam das honras ao soldado retiraram a parte superior de suas fardas (que se usa sobre as camisetas) e as jogaram na cova ainda aberta para que fossem sepultadas junto com o corpo.
O cemitério em que Santos foi sepultado é o maior do município de Serra, cidade de 494 mil habitantes e que reúne a maior parte das mortes durante a paralisação do policiamento no Estado.
Com a onda de violência, o cemitério contratou uma retroescavadeira para acelerar a abertura de covas.
Segundo dados oficiais, só entre os dias 4 e 13 de fevereiro, 143 pessoas morreram vítimas de homicídios no Estado. Os números, no entanto, não contabilizam a morte de Santos, que morreu na última quarta-feira.
UOL/montedo.com

Militares no regime de Previdência 'descaracteriza e inviabiliza a profissão', diz Comandante do Exército

“Somos um país que está à deriva”
Em entrevista à jornalista Monica Gugliano, do jornal Valor Econômico, o General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, Comandante do Exército, manifestou-se sobre diversos assuntos. Abaixo, você tem um resumo das principais ideias expostas pelo general. A entrevista completa você confere no site do Valor.

Segurança Pública
A segurança pública é de responsabilidade dos Estados e eles estão extremamente carentes. A ação das Forças Armadas, entende o Comandante, se destina a criar condições para que outros setores do governo adotem medidas de caráter econômico-social que alterem essa realidade.

Emprego das Forças Armadas
O general não deseja que o uso das Forças Armadas interfira na vida do país e reclama do desgaste e risco enormes que isso acarreta, em função da insegurança jurídica. 'Se formos atacados e reagirmos - afirmou - isso sempre será um crime doloso e seremos julgados pelo tribunal do júri."

Crise na política
O processo que o Brasil vem enfrentando atingiu a essência e a identidade do País, entende Villas Bôas. Até as décadas de 70 e 80, o país tinha identidade forte, sentido de projeto, ideologia de desenvolvimento, e isso se perdeu. O País está à deriva, não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser. Por isso, o interesse público, a sociedade está tão dividida e tem Estado subordinado a interesses setoriais.

Lava-Jato
"O que pode acontecer se a Lava-Jato atingir a todos indiscriminadamente? Que seja! Esse é o preço que tem que se pagar."

Intervenção Militar
Na opinião do General, a  sociedade de hoje dispensa tutelas e tem que aprender por si. As Forças Armadas jamais serão causadoras de alguma instabilidade, conclui.

Reforma da Previdência
"O Estado deve entender que, se pretende contar com instituições a qualquer momento, em qualquer horário, de qualquer maneira, essa instituição tem que ter características especiais. Nosso contrato social nos dá prerrogativas para que possamos cumprir esse papel diferenciado. Não temos direito à sindicalização, à greve.
Ninguém aqui quer pressionar o governo, mas, se somos colocados no regime da previdência, abriremos margem para que os militares reivindiquem oito horas de trabalho. Isso vai descaracterizar e inviabilizar a profissão militar. Nós, militares, abrimos mão de alguns direitos como o FGTS, por exemplo, e, em contrapartida, a União assume as despesas com nossa inatividade. Temos estudos mostrando que se tivéssemos esse direito, a União anualmente teria que dispender R$ 24,7 bilhões.
Nosso regime previdenciário não tem sistema de proteção social. Contribuímos com 7,5% para nossa pensão e com 3,5% com saúde e assistência social. Isso corrobora que não temos regime de previdência e pressupõe planos de benefício e de custeio. Na inatividade, não temos plano de custeio e continuamos aportando. A União não nos dá nada. No caso dos demais servidores, a parcela da União pode chegar a 22%. Mas é feito um jogo de informações. Devemos tratar o assunto sem paixões. As despesas dos militares inativos estão no orçamento fiscal. Não impactam as contas da previdência. Até 2015, estavam no orçamento da Seguridade Social."
Com informações do Jornal Valor Econômico



Bombeiro do RJ é punido com prisão disciplinar após postar vídeo em apoio ao movimento dos familiares de PMs por aumento de salário

Volta Redonda (RJ) - Um sargento do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro foi punido com trinta dias de prisão disciplinar, por fatos envolvendo o movimento reivindicatório promovido pelos familiares dos policiais militares do RJ.

Vídeo
O primeiro sargento Gledson Araújo divulgou nas redes sociais um vídeo em apoio ao movimento, com críticas ao governo do Estado. Detalhe: o vídeo foi gravado dentro de uma viatura do Corpo de Bombeiros do RJ. 

Sirene
Como chefe da viatura, o sargento permitiu que a sirene de seu caminhão fosse acionada em frente ao batalhão da PM em Volta Redonda, local que foi ocupado por parentes dos policiais militares na noite de 9 de fevereiro.





Leia também:
Prepara, Exército! Parentes de policiais militares ocupam entrada do batalhão de Volta Redonda


Corda Tronco

Histórias de Quartel
Corda Tronco
Ruben Barcellos de Mello
Há um ritual na caserna: os mais modernos são escalados pra apresentar felicitações ou saudações a quem chega na Unidade. Mas as piores "missões" são as que incluem as partidas. Fui escalado, uma vez, pra uma dessas, para meu amigo Dourado:
Poucas coisas são mais doloridas do que uma despedida – achar o cargueiro pastando tranquilamente nas baias, com os arreios pendurados na barriga, talvez.
Mas servir na Cavalaria, tem suas vantagens - os cavalarianos sabem que podem encostar a cabeça num monte de alfafa e dormir como um beiçudo com cólica – em pé!
Quando o clarim tocar amanhã cedo, teus olhos vão procurar o relógio que te despertou tantas vezes, para pagar a forragem. Mas a forragem não será paga por ti - não precisas mais entrar na baia com receio de um coice, nem chamar o cavalariça que sumiu bem na hora do milho. E estas obrigações que foram o teu praguejar, meu amigo, serão tua saudade.
Quando alguém te pedir teu equipamento de volta, vão te pedir um pedaço da tua alma e vais ter que entregar.
Quando alguém te disser “boa viagem”, tu verás a estrada se estreitando e apertando teu coração. Porque tuas melhores lembranças ficarão cobertas pela poeira do tempo que nunca se repete. Vais sentir a boca seca e as mãos molhadas. Vais querer ficar um pouco mais, reter o dia, retardar a hora.
Sem tempo para ficar e sem forças pra resistir, Deus não te dará a certeza da vitória, Ele só te diz – que são horas de ir!
O dia D te encontrará mais fragilizado, porque tu já entregaste tua sela, os estribos e a barbela cheirando a Brasso. A manta de pano alvadio, entremeada de pelos, perdeu o negrume da mocidade, como teus cabelos. O nobre amigo vem quando lhe dizes “olá”, conhecendo tua voz. Tu chegas, acaricia suas ganachas, ele arregaça as ventas e vocês dois – que foram um só na hora do pega – serão saudade que não passa.
Se lembra? dizes, decorei o número do teu casco enquanto memorizavas meu cheiro e o som dos meus passos.
Eis que chega o dia de cruzar os loros e polir esporas.
É hora de limpar as ranilhas e ripar a cola. Parece que o tempo voou, maluqueceu de vez e enferrujou nossas lanças.
Chegou a hora de desamarrar a corda tronco e libertar nossos corcéis.

16 de fevereiro de 2017

Missão cumprida! Exército conclui ponte em rodovia do RS

Finalizada montagem da ponte móvel na RSC-287
Taiara Soldi
O Exército finalizou a montagem da ponte móvel no km 153, em Novo Cabrais, da RSC-287. O tráfego será liberado assim que os testes de concordância e de carga de peso - e a sinalização - forem concluídos.
“Estamos trabalhando para a liberação do fluxo no menor tempo possível, preservando a segurança dos usuários, que é o mais importante”, destaca o presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Nelson Lidio Nunes. O dirigente ressaltou, ainda, o esforço e agilidade do Exército que, mesmo em condições de tempo adversas, concluiu a montagem da ponte: “O Exército mostrou-se, mais uma vez, uma instituição extremamente confiável e eficiente, a quem agradeço na pessoa do comandante do 3º Batalhão de Engenharia e Combate de Cachoeira do Sul, tenente-coronel Guilherme Hossmann”.
A estrutura, que tem 34m de extensão, permitirá a passagem de carros de passeio e de carga que tenham até 4 eixos e 30 toneladas. Veículos que excedam estas características devem continuar utilizando as rotas alternativas, como as BRs 392, 471,153 e 290.
Como o fluxo será em uma via, intercalado, com utilização de semáforo, é esperada lentidão no local. A velocidade na estrutura é limitada a 20km/h. O trecho está interrompido, por motivos de segurança, após ser constatada a desestabilização das galerias. A ponte móvel foi instalada pelo Exército com os custos de logística da operação arcados pela EGR.

Leia também:
Exército monta ponte provisória e libera rodovia no RS

Pontilhão definitivo
A execução da obra do pontilhão definitivo já foi contratada com a empresa DW Engenharia Limitada, em caráter emergencial, e deverá levar em torno de 90 dias após seu início. Primeiramente, um lado será construído, com a manutenção da ponte móvel no ponto onde está. Uma vez pronta, a primeira parte será liberada para o tráfego e a ponte do Exército desmontada. A obra continua então na construção da segunda parte.
“Vamos adotar todas as providências necessárias para que o cronograma de obras seja abreviado o máximo possível, desde que preservadas a segurança e a qualidade necessárias”, afirmou o presidente da EGR.
PORTAL ARAUTO (Rádio Geração)/montedo.com

Veja: Temer quer cuidado redobrado na tratativa com os militares

Onde a previdência militar pode estourar na segurança pública
Negociações andaram pouqíssimo
Gabriel Mascarenhas
Michel Temer vem acompanhando as tentativas de sua equipe para desarmar uma bomba: as negociações para a formulação das novas regras da previdência dos militares. A categoria não entrou na reforma que tramita no Congresso.
O avanço das conversas entre o governo e a caserna foram mínimos, próximos do zero. As normas que valerão para as forças armadas podem descer em cascata, servindo para nortear a previdência da turma da farda nos estados, leia-se polícias militares e bombeiros. Aí é onde mora o perigo.
Depois dos assassinatos em massa no Espírito Santo, Temer quer um cuidado redobrado nas tratativas com os militares, hoje, extremamente irritados com a postura dos negociadores escalados pelo Palácio do Planalto.
O presidente tem ideia do que pode ocorrer caso chegue aos PMs e Bombeiros de todo o país que o governo federal prepara um pacote de arroxo previdenciário considerado por eles acima do aceitável.
O temor maior, óbvio, é que as forças de segurança nos estados cruzem os braços, inaugurando um novo capítulo de barbáries.
Veja (Radar On-line)/montedo.com

Especialistas discordam do emprego das Forças Armadas no policiamento do Rio

Para eles, situação do estado não justifica emprego da força, embora concordem que há efeito na sensação de segurança
RENAN RODRIGUES
RIO - A morte de um suspeito de ter roubado uma motocicleta ontem na Avenida Brasil, baleado por militares, acendeu a discussão sobre o uso das Forças Armadas no patrulhamento ostensivo das ruas da cidade. Especialistas em Segurança Pública ouvidos pelo GLOBO discordam do emprego das Forças Armadas no patrulhamento do Rio de Janeiro. Para eles, a atual situação do estado não justifica o emprego da força, embora concordem que a demonstração de força possui efeito na sensação de segurança.
Pesquisador do Núcleo de Estudos de Cidadania, Conflito e Violência Urbana da UFRJ (Necvu), Michel Misse justifica essa visão baseada no preparo dos militares. Segundo ele, o foco desses agentes está no confronto.
— As Forças Armadas não são preparadas para o trabalho de policiamento ostensivo. Elas são preparadas para a guerra, o combate. Não são para administrar alguma situação, prevenir conflitos. Os problemas que têm sido apontados na (atuação da) Polícia Militar, que está na sua formação militarista, são agravados nas Forças Armadas, cuja formação não é para o policiamento — afirma Misse, que questiona o contexto do uso das Forças Armadas: — O Rio viveu algumas situações excepcionais. Essa situação pode ser tratada como excepcional, mas é prosaica.
Já o consultor em segurança Vinícius Cavalcante defende que as tropas militares estão preparadas, entre outras funções, para o policiamento ostensivo. Ele discorda, entretanto, da finalidade do atual uso do efetivo no Rio. Ele concorda com Misse sobre a ausência de uma situação que justifique o emprego deste efetivo.
— Não me agrada empregar esse efetivo em missões de segurança. Fala-se na possibilidade de militares atuarem no controle de distúrbio na Alerj. Nada pode ser pior. Know-how pra controle de distúrbio eles têm, mas é uma função muito espinhosa. Nós não estamos falando de um quebra-quebra generalizado. Não é 2013, que em certos aspectos justificaria o emprego das forças armadas. O protesto advém de uma má gestão política, uma reivindicação de setores da sociedade. Aí você usa as Forças Armadas, o último recurso, para defender o parlamento de uma má gestão — critica Vinícius.

DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA INIBE A VIOLÊNCIA
Na terça-feira, durante o anúncio do emprego de Forças Armadas no Rio de Janeiro até o dia 22, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que a presença das Forças Armadas no Rio é “preventiva”. Vinícius Cavalcante observa que a presença das Forças Armadas é uma demonstração de força e que, um dos efeitos, é a sensação de segurança:
— Nós estamos vendendo para as pessoas uma sensação de segurança. Essa sensação, claro, é importante para o comércio, para o funcionamento da cidade. Não é o motivo principal (a sensação de segurança), mas há um efeito. Os soldados estão em condição de agir caso seja necessário. Ninguém vai brincar com um fuzileiro, porque, se o soldado não conseguir resolver, vai tomar uns tiros.
Michel Misse analisa que, além da sensação de segurança, a presença das tropas federais também reduz o peso dos protestos de familiares de PMs, que ocorrem desde a última sexta-feira.
— A presença dos militares inibe e diminui os protestos dos familiares de policiais militares. O papel é também simbólico. É pra dizer: “agora a coisa é diferente”. Não deixa de ser importante, para diminuir a possibilidade de aumento na violência.
O Globo/montedo.com

Exército recebe denúncias na operação carro-pipa e intensifica fiscalização

O Exército Brasileiro intensificou as fiscalizações na operação carro-pipa em municípios do Piauí, após receber denúncias de irregularidades.
O comandante do Exército no Piauí, coronel Nixon Lopes Frota, informou ao Cidadeverde.com que tem recebido denúncias de que pipeiros estão seguindo rotas diferentes ao determinado pelo contrato. Além de não cumprir com o roteiro, os motoristas contratados teriam dois empregos o que inviabiliza o cumprimento do acordo.
“Ano passado tivemos dois casos graves de acidentes e envolvem situações semelhantes às denunciadas”, ressaltou o comandante.
O coronel informou ainda que há queixas de que pipeiros não estão seguindo o percurso contratado. “A informação que temos é que motoristas estão deixando de pegar água potável, que é mais longe, para irem para uma rota mais perto, porém coletando água de baixa qualidade”.
No Estado, mais de 40 municípios estão em situação de emergência, devido à seca. O número já chegou a mais de 100 cidades, mas devido às chuvas os números foram reduzidos.
O Exército realiza operação carro-pipa em 61 municípios do Piauí. O comandante do Exército informou ainda que estuda a possibilidade de rever a distribuição de água em municípios.
“Não é uma decisão do Exército de reduzir os munícipios beneficiados, mas das prefeituras e conselhos da Defesa Civil. Vamos fazer visitas e entregar os relatórios para as medidas cabíveis”.
Cerca de 200 mil pessoas são beneficiadas com a operação carro-pipa. São 5.800 postos de abastecimentos e 573 pipeiros contratados.
Zona urbana excluída
Uma duplicidade de recebimento de recursos levou a cancelamento de recursos para prefeituras abastecer a zona urbana.
“Tivemos cidades excluídas de abastecimento da zona urbana em seis municípios porque os municípios recebiam recursos dobrados, da Defesa Civil (Estado) e do Exército (governo federal)”.
pontoNET/montedo.com

Previdência: mudanças nas regras para os militares entrarão na pauta somente no segundo semestre, diz Eliseu Padilha


Aposentadoria de militares será debatida após reforma da Previdência
O projeto deve mudar as regras para Forças Armadas, PMs e bombeiros. Resistência dos militares tem adiado o debate
Estadão Conteúdo
A discussão sobre a aposentadoria dos militares só ocorrerá depois da aprovação da reforma da Previdência, que já está em tramitação no Congresso Nacional, afirmou nesta quarta-feira (15/2) o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Se tudo ocorrer conforme a previsão do governo, o projeto que mudará as regras para Forças Armadas, PMs e bombeiros será enviado ao Legislativo somente no segundo semestre. Mas o jogo duro prometido pela oposição pode adiar ainda mais o prazo.
O relator da reforma, deputado Arthur Maia (PPS-BA), previu que o período até junho será suficiente apenas para aprovar o texto que trata das regras gerais no plenário da Câmara, sem incluir o Senado como projeta o Palácio do Planalto. O governo chegou a prometer o envio do texto sobre os militares até o fim de março, quando o debate sobre a reforma mais ampla ainda estará em curso na comissão especial.
“Não vai haver essa discussão concomitantemente. Estamos trabalhando para termos a reforma que vai se dirigir aos militares, ela sendo cunhada neste primeiro semestre. Portanto, vamos cuidar para que não haja congestionamento”, disse Padilha, após participar da primeira audiência pública da comissão especial da reforma.
A mudança nas regras de aposentadoria para as Forças Armadas têm sido um dos principais focos de resistência. Os militares questionam números que o Executivo apresenta sobre o déficit desses servidores, que fechou em R$ 34 bilhões em 2016, de acordo com o Tesouro Nacional. Segundo técnicos, o debate com a categoria ainda está na fase de buscar conciliação em torno desse número — que o Ministério da Defesa diz ser bem menor ao excluir reservistas.
Padilha destacou que o objetivo do governo é colocar servidores, parlamentares e demais setores sob as mesmas premissas do regime geral. “A grande verdade que estamos buscando é fazer com que todos os brasileiros tenham as mesmas regras para a Previdência Social”.
O discurso de Padilha na audiência pública durou cerca de 20 minutos e focou nos efeitos positivos que a reforma terá sobre a confiança e sobre os índices econômicos. Lembrou que a confiança já está sendo retomada e que mudanças que apontam para a sustentabilidade do sistema previdenciário poderão inclusive contribuir para que o país recupere o grau de investimento, selo de bom pagador conferido por agências de risco.
METRÓPOLES/montedo.com

Presidência 2018: pesquisa aponta liderança de Lula e crescimento de Bolsonaro

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgou nesta quarta-feira (15) a 133ª Pesquisa CNT/MDA. O levantamento mostra a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na intenção de voto para a Eleição Presidencial de 2018, tanto na intenção espontânea quanto na intenção de voto estimulada, em todos os cenários. A pesquisa apontou, ainda, aumento nos percentuais para votos em Jair Bolsonaro (PSC).
Conforme análise da CNT/MDA, o levantamento mostra que o cenário eleitoral em 2018 ainda permanece indefinido, com elevado percentual de eleitores indecisos ou que votariam em branco ou nulo, o que favorece o surgimento de novas lideranças políticas e de propostas.

Intenção de voto espontânea

  • Lula: 16,6%
  • Jair Bolsonaro: 6,5%
  • Aécio Neves: 2,2%
  • Marina Silva: 1,8%
  • Michel Temer: 1,1%
  • Dilma Rousseff: 0,9%
  • Geraldo Alckmin: 0,7%
  • Ciro Gomes: 0,4%
  • Outros: 2,0%
  • Branco/Nulo: 10,7%
  • Indecisos: 57,1%

Pesquisa com cartela de possíveis candidatos 

Aécio Neves (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSC), Josué Alencar (PMDB), Lula (PT), Marina Silva (Rede) e Michel Temer (PMDB).

Cenário 1

  • Lula (PT):  30,5%
  • Marina Silva (Rede): 11,8%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 11,3%
  • Aécio Neves (PSDB): 10,1%
  • Ciro Gomes (PDT): 5%
  • Michel Temer (PMDB): 3,7%
  • Brancos e nulos: 16,3%
  • Indecisos: 11,3%

Cenário 2

  • Lula (PT): 31,8%
  • Marina Silva (Rede): 12,1%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 11,7%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 9,1%
  • Ciro Gomes (PDT): 5,3%
  • Josué Alencar (PMDB), 1%
  • Brancos e nulos: 17,1%
  • Indecisos: 11,9%

Cenário 3

  • Lula (PT): 32,8%
  • Marina Silva (Rede): 13,9%
  • Aécio Neves (PSDB): 12,1%
  • Jair Bolsonaro (PSC): 12%
  • Brancos e nulos: 18,6%
  • Indecisos: 10,6%
A pesquisa CNT/MDA foi realizada entre os dias 7 e 11 de fevereiro. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 138 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do Brasil. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.Leia a notícia completa.
Plantão RS (edição: montedo.com)

Você consegue encontrar os 12 soldados escondidos nesta foto na selva?

Publicação original: 14/2 (18:05)
Redação/RedeTV!
Essa imagem intrigante vai deixar uma pulga atrás da sua orelha. O Facebook do exército britânico divulgou esta imagem que parece comum, mas não é. O registro tem doze soldados escondidos no meio da mata, e o desafio é encontrá-los.

O clique foi feito com a unidade Household Cavalry, um dos esquadrões de elite da corporação e a unidade responsável por proteger pessoalmente a rainha da Inglaterra, Elizabeth II. Os soldados estavam camuflados em uma floresta em Brunei como parte de um exercício de reconhecimento de alvos. "O esquadrão realiza treinamentos essenciais na selva de Brunei que podem salvar vidas no futuro", escreveu a corporação na postagem.


Imagem do dia

Forças Armadas no RJ

15 de fevereiro de 2017

Instabilidade é a maior desde a Segunda Guerra, afirma Conferência de Munique

Ordem liberal internacional está sendo atacada nos seus fundamentos, e mundo pode estar à beira de uma era pós-ocidental, afirma relatório lançado às vésperas do evento sobre segurança.
O organizador da Conferência de Segurança de Munique, Wolfgang Ischinger, afirmou nesta segunda-feira (13/02) que a situação mundial atual é a de maior instabilidade desde a Segunda Guerra Mundial.
No relatório Post-Truth, Post-West, Post-Order? (Pós-verdade, pós-Ocidente, pós-ordem?), Ischinger acentuou as ameaças à ordem internacional, desde um vácuo de poder causado pela possível saída dos Estados Unidos da cena mundial até a elevação dos riscos de uma escalada militar.
"O ambiente de segurança internacional é indiscutivelmente mais volátil hoje do que em qualquer outro momento desde a Segunda Guerra Mundial. Alguns dos pilares mais fundamentais do Ocidente e da ordem liberal internacional estão se enfraquecendo", afirmou Ischinger, definindo o momento atual como iliberal.
Ele afirmou, ainda, que "podemos, então, estar à beira de uma era pós-ocidental, na qual atores não ocidentais estão moldando as relações internacionais, muitas vezes em paralelo ou mesmo em detrimento precisamente dessas instâncias multilaterais que formaram a base da ordem liberal internacional desde 1945". "Estamos entrando num mundo pós-ordem?", questiona Ischinger.
O relatório, lançado às vésperas da Conferência de Segurança de Munique, que ocorre no próximo fim de semana, destaca ainda que a ascendência da retórica populista mudou fundamentalmente o discurso da democracia liberal e os princípios que a acompanham.

Trump: reequilíbrio significativo da ordem global
Se o referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) foi o catalisador de uma revisão das relações internacionais, a eleição do republicano Donald Trump marcou seu avanço definitivo.
Em seu discurso de posse, Trump professou uma mudança histórica nas relações dos EUA com outros países, prometendo que suas políticas – tanto domésticas quanto internacionais – vão priorizar os interesses americanos. "A partir desse momento será os Estados Unidos em primeiro lugar", afirmou.
Como lembra o relatório, Trump não mencionou os conceitos democracia, liberdade e direitos humanos em seu discurso de posse, em nítido contraste com seus antecessores. "Isso não é um bom presságio para os valores liberais em todo o mundo", afirma o relatório.
Desde então, a administração de Trump tem promovido um reequilíbrio significativo da ordem global por meio de uma miríade de manobras políticas, incluindo ignorar tradições diplomáticas de longa data, fazer críticas fortes a aliados tradicionais dos EUA e proibir a entrada no país de cidadãos de sete nações de maioria muçulmana.

"Nada é verdade e tudo é possível"
Apesar de terem avançado na Europa Ocidental depois da anexação ilegal da Crimeia pela Rússia, as "notícias falsas" alcançaram seu pico durante a campanha eleitoral que deu a vitória à Trump, em novembro.
A desinformação e sua capacidade de influenciar as estruturas políticas e minar as narrativas dos meios de comunicação tradicionais provaram ser um fenômeno pós-verdade de um ambiente político criado por uma base interconectada de eleitores. Essa situação tem claras repercussões sobre a segurança. "A principal ameaça é que a confiança dos cidadãos na mídia e nos políticos pode continuar se deteriorando, criando um círculo vicioso que ameaça a democracia liberal", diz o relatório.
"É verdade que eles [os Estados] não podem proibir as 'notícias falsas' ou introduzir 'agências da verdade' sob o preço de se tornarem eles mesmos iliberais. Impedir que haja um mundo 'pós-verdade', no qual 'nada é verdadeiro e tudo é possível', é uma tarefa para a sociedade como um todo", acrescenta o documento.

Síria: sem fim à vista
Desde o início do conflito na Síria, em 2011, mais de 300 mil pessoas foram mortas e metade da população do país foi deslocada, de acordo com dados da ONU.
Apesar das numerosas tentativas de garantir um cessar-fogo e impedir o aumento das hostilidades, o governo sírio iniciou em 2016 uma campanha brutal, apoiada pela Rússia, para recuperar a cidade de Aleppo. Como resultado, milhares de pessoas morreram.
"Os principais atores ocidentais ficaram de braços cruzados quando Aleppo caiu, observando o que um porta-voz da ONU descreveu como um 'colapso total da humanidade'", afirma o relatório.
O que começou com protestos pedindo a saída do presidente Bashar al-Assad se transformou num longo conflito, envolvendo atores domésticos, grupos militantes, países vizinhos e potências mundiais, como Estados Unidos, Rússia, Irã e Arábia Saudita.
"Como numerosos atores estão interferindo em crises na Síria e região, enquanto o Ocidente tenta de alguma forma superar o problema, a era pós-Ocidental do Oriente Médio pode já ter começado", diz o relatório.

O futuro do terrorismo
No ano passado, problemas de segurança criados pelo conflito sírio se espalharam pela região e pelo mundo, principalmente com a proliferação de ataques terroristas inspirados no "Estado Islâmico" em nações ocidentais.
Do estado de emergência na França até operações policiais na Alemanha, a resposta a atentados como os de Berlim, Nice e Bruxelas foi desigual nos países da União Europeia, já que os Estados-membros desenvolveram formas próprias de melhorar as medidas de segurança.
De acordo com o relatório, é necessário que a União Europeia aja como um bloco diante dos desafios apresentados pela ameaça de radicalização e terrorismo. "Apenas com um reforço maior da cooperação e competências antiterroristas da União Europeia, os Estados europeus serão capazes de enfrentar o que provavelmente será um desafio jihadista de longo prazo", afirma o relatório.
defesanet/montedo.com

MS: revista do Exército flagra mais de mil itens proibidos em presídio de Campo Grande

'Batida' do Exército flagrou mais de mil itens proibidos com presos em MS
Além de expressiva quantidade de droga

Clayton Neves
Balanço parcial da vistoria realizada nesta quarta-feira (15), na Penitenciária de Segurança Máxima, em Campo Grande, já apreendeu mais de 1.100 itens proibidos que estavam na cela usada pelos detentos. A ação conta com 800 homens do Exército, do Batalhão de Choque e da Polícia Militar.
Dados preliminares divulgados pela assessoria de comunicação do Comando Militar do Oeste apontam que até às 16 horas, além de “expressiva quantidade de entorpecentes”, foram encontradas 35 armas brancas, 313 punhais artesanais, 58 aparelhos de celular, 69 carregadores, 34 chips, 34 tesouras de diversos tamanhos, 143 fios elétricos de diversos tamanhos, 9 recipientes com líquido inflamável, 243 acendedores e 176 ferramentas diversas.
Na ação foram utilizados cães farejadores e equipamentos tecnológicos. A intenção é fortalecer a segurança no presídio, além de apreender materiais ilícitos. Os militares do Batalhão de Choque fazem a contenção dos presos para que os soldados façam a vistoria, e outras equipes da polícia militar atuam na segurança fora da Máxima. O Exército conta com equipamentos como detectores de metais e cães farejadores.
midiamax/montedo.com

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