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17 de abril de 2018

Arma russa teria interceptado na Síria 71 dos 103 mísseis dos EUA

BATERIAS ANTIAÉREAS DERRUBAM ATÉ 24 MÍSSEIS DE CRUZEIRO
PARA INTERCEPTAR MÍSSEIS LANÇADOS PELOS EUA NO ATAQUE DE SEXTA, OS SÍRIOS USARAM BATERIAS ANTIAÉREAS PANTSIR 51, COMO ESTA.
O governo da Síria garanter haver interceptado 71 dos 103 mísseis lançados contra o país, na sexta-feira (13), numa retaliação dos Estados Unidos e seus aliados Reino Unido e França ao suposto uso, pelas forças do ditador Bashar al-Assad, de armas químicas contra civis na cidade síria de Douma, matando cerca de 40 pessoas.
Para interceptar os mísseis, os sírios usaram o novo sistema de mísseis Buk-M2, adquirido à Rússia, capaz de atacar simultaneamente quatro alvos diferentes. Cada divisão é capaz de derrubar até 24 mísseis de cruzeiro ou até 40 mísseis.
A Síria adquiriu ainda o sistema Pantsir-S1 – o mesmo que o diplomata Celso Amorim tentou, incansavelmente, comprar enquanto era ministro da Defesa. De acordo com informações do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, o negócio era estimado em US$1 bilhão, R$3,2 bilhões em valores atualizados. Pelo equipamento ser incompatível com o sistema militar brasileiro, as Forças Armadas eram contra a aquisição.
Apesar de não possuir uma antena muito elevada, o Pantsir-S1 tem um tempo de reação curto, conseguindo neutralizar um míssil de cruzeiro a curta distância. Os sistemas russos S-300 e S-400 teriam ainda detectado os mísseis lançados pelos EUA, recolhendo informações para análise.
Os Estados Unidos negaram as interceptações por parte da Síria. O Pentágono afirmou que os três alvos principais foram atingidos: um suposto centro de pesquisa e produção de armas químicas e biológicas em Damasco, um armazém e uma base de armas químicas, na cidade de Homs.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

6 de março de 2018

Armas russas de Amorim custariam 3 vezes mais

ARMAS RUSSAS QUE AMORIM TENTOU IMPOR AO BRASIL CUSTARIAM O TRIPLO DAS RECOMENDADAS POR MILITARES
Cláudio Humberto
Além de livrar-se de comprar baterias antiaéreas russas incompatíveis com o sistema nacional, o Brasil também deixou de tomar um tombo. O autor da proposta cretina, ex-ministro da Defesa Celso Amorim, chegou a assinar um compromisso de compra da geringonça rejeitada pelos militares brasileiros, no valor de US$1 bilhão (R$3,2 bilhões). Mas o Iraque pagou um quarto do valor pelo mesmo equipamento, em 2011.

ESQUEMÃO
As baterias russas Pantsir-S1 custariam ao Brasil o triplo daquelas recomendadas pelo Exército, após estudar trinta opções mundo afora.

NÃO PODIA DAR CERTO
Amorim mandou, em 2014, o sargento músico Jeferson Silva à Rússia avaliar as baterias antiaéreas. Qualificação: é marido de Ideli Salvatti.

RUSSOS NA COLA
O compromisso assinado por Celso Amorim foi levado ao pé da letra dos russos, que até hoje insistem em vender a inutilidade ao Brasil.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

5 de março de 2018

Amorim deu 'piti', mas Brasil rejeitou armas russas

Resultado de imagem para celso amorim e militar russo
MD (Divulgação)
Cláudio Humberto
O então ministro da Defesa Celso Amorim tentou fazer o Brasil comprar baterias antiaéreas russas Pantsir-S1, no valor de US$1 bilhão (R$3,2 bilhões), contra a recomendação dos militares brasileiros. Na viagem da ex-presidente Dilma a Moscou, em 2012, Amorim deu chilique em pleno saguão do hotel, quando soube que o negócio não constava do comunicado conjunto a ser assinado pelos presidentes. Ficou histérico.

CHILIQUE ESQUISITO
“Se as baterias antiaéreas não aparecerem no comunicado conjunto, a presidenta Dilma (sic) não assina!", gritou Amorim para os assessores.

BATERIAS ERRADAS
As Forças Armadas há anos pediam a compra de baterias antiaéreas, mas as russas não atendiam a qualquer das especificações brasileiras.

ESPECIFICAÇÕES
As baterias deveriam “falar” com radares brasileiros, caber em aviões de carga da FAB e ser equipadas de mísseis com alcance de 30km.

MONSTRENGO RUSSO
A insistência de Celso Amorim levantou suspeitas no meio militar brasileiro. Um certo respeito inicial que ele inspirava virou decepção.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

4 de março de 2018

Amorim quis impor arma antiaérea russa ao Brasil

Se for escolhido candidato a presidente pelo PT em lugar de Lula, como sua turma espalha, o diplomata Celso Amorim terá de dar muitas explicações sobre sua incansável insistência, quando foi ministro da Defesa, para que o Brasil comprasse baterias antiaéreas russas Pantsir-S1, um negócio estimado em US$1 bilhão (R$3,2 bilhões em valores atualizados), contra a vontade das Forças Armadas.

SISTEMA INCOMPATÍVEL
Por serem incompatíveis com o sistema militar brasileiro, as baterias foram rejeitadas pelos militares. Mas Amorim não parou de insistir.

RUSSOS INSISTEM
As Pantsir-S1 que fazia Celso Amorim revirar os olhos custariam mais que o programa de modernização do sistema brasileiro, R$2,3 bilhões.

PROMESSA VÃ
Até hoje militares brasileiros fogem de eventos internacionais com os russos. Não agüentam mais a ladainha: “Mr. Amorim prometeu...”.

COISA MAIS ESQUISITA
Nunca ficou claro para generais brasileiros se o negócio das baterias antiaéreas eram interesse de Celso Amorim ou do esquema Lula-PT.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

3 de fevereiro de 2017

Mais caro e inferior aos concorrentes: Brasil abandona projeto de compra de defesa antiaérea da Rússia

Brasil abandona projeto de compra de defesa antiaérea da Rússia
Mais caro, inferior aos concorrentes, o equipamento de 1 bilhão de dólares, quase foi comprado no governo Dilma Rousseff
Da Redação
O governo brasileiro colocou um ponto final em uma negociação que já se arrastava há quase cinco anos. Os comandantes militares foram informados que o Brasil não fechará a aquisição de sistemas de defesa antiaérea de fabricação russa.
Orçados em mais de 1 bilhão de dólares, os sistemas Pantsir-S1 eram criticados pelos militares que preferiam modelos mais baratos e eficientes produzidos por outros países.
O Ministério da Defesa já havia sinalizado para os russos que não daria sequência na negociação, que tinha entre os participantes a Odebrecht Defesa como uma das partes interessadas.
Leia o que já foi publicado no Blog sobre a compra do Pantsir-S1
Pepino russo
Apesar de considerada “inviável”, por parte do Brasil, a venda era trada pelos russos como algo possível. Chegaram inclusive a ameaçar colocar barreiras para entrada da carne brasileira, caso o negócio não fosse fechado.
Na semana passada, os Russos foram avisados que o programa foi cancelado e que o Pantsir-S1 não faz mais parte das intenções de compra do Ministério da Defesa por ser caro demais e fora dos padrões exigidos pelas Forças Armadas do Brasil.
No futuro, quando houver orçamento para uma nova concorrência internacional, o Pantsir-S1 não será considerado como uma das opções de compra.
Em 2012 os militares distribuíram a trinta fabricantes estrangeiros um relatório com as especificações desejadas para o equipamento. Entre outras exigências, as baterias deveriam ser compatíveis com os radares usados no país, caber nos aviões de carga da Força Aérea Brasileira (FAB) e ser equipadas de mísseis com alcance de 30 quilômetros. Pantsir-S1 não atende a esses requisitos.
Veja/montedo.com

13 de setembro de 2015

Pepino russo: Temer vai a Moscou 'empurrar com a barriga' compra de sistema de artilharia antiaérea


Um pepino russo na viagem diplomática de Michel Temer

Lauro Jardim
Não será muito ameno o ambiente diplomático que Michel Temer vai encontrar na Rússia, para onde embarca nos próximos dias.
Os russos estão pressionando o Brasil a honrar o protocolo de intenções que o próprio Temer, representando Dilma, assinou em 2013 com Dmitri Medvedev para comprar o sistema de artilharia antiaérea Pantsir-S1.
Não bastasse a falta de dinheiro, há um impasse entre Exército, Marinha e Aeronáutica sobre a compra. As duas primeiras Forças são contra, alegando que a tecnologia é cara e obsoleta, mas a Aeronáutica bate o pé que vale mais a pena o Brasil ter este sistema antiaéreo do que o atual, em frangalhos e que praticamente não protege o país.
Radar On-line (Veja)/montedo.com

Leia também
Artilharia antiaérea: armamento russo é bom negócio para quem, mesmo?

Mais sobre a compra do Pantsir-S1

15 de fevereiro de 2015

Brasil, potência bélica.

Pantsir-S1  8x8 Truck KAMAZ-6560 (Wikipédia)
Potência bélica

Ricardo Boechat
Definitivamente, o Brasil está equipando na área militar. Além dos caças já encomendados à Suécia, outras compras estão em gestação nas Forças Armadas. Na lista, oito aviões C292, cargueiro de fabricação espanhola, dez aviões C98 Caravan, americanos, para transporte de tropas e 36 unidades antiaéreas Pant-SIR, de fabricação russa. Exército, Marinha e Aeronáutica dividirão entre si os brinquedinhos. A conta passará dos R$ 10 bilhões.
Isto É/montedo.com

28 de agosto de 2014

Artilharia antiaérea: armamento russo é bom negócio para quem, mesmo?

Defesa envia comitiva à Rússia para avaliar sistema de artilharia antiaérea de média altura
Uma comitiva composta por nove oficiais militares do Ministério da Defesa embarcou nesta terça-feira (26) com destino a Moscou, na Rússia, com o objetivo de realizar avaliações complementares do sistema de artilharia antiaérea de média altura Pantsir-S1. O grupo brasileiro participará de um exercício de campo das forças armadas russas, quando poderão verificar in loco requisitos considerados essenciais para que o processo de aquisição, iniciado em 2013, tenha prosseguimento e possa entrar em sua fase contratual.
Comitiva foi designada no DOU de 31 de julho
O brigadeiro Gérson Machado, responsável pela Chefia de Logística do Ministério da Defesa, será o comandante da comitiva – que terá integrantes da Marinha, do Exército e da Força Aérea. Os militares brasileiros irão à cidade de Tula, a 200km de Moscou, para ver o sistema Pantsir-S1 em ação num campo de provas.
“Temos de fazer a verificação de requisitos operacionais num campo de provas, onde todos os procedimentos são controlados e podem ser analisados com precisão. Teremos acesso aos dados e à telemetria”, explicou o brigadeiro. Segundo Machado, os militares russos adaptaram o exercício em conformidade com a demanda brasileira. “O cenário foi montado de acordo com o que foi pedido”, disse.
Serão nove dias de análises que deverão subsidiar relatório essencial para que o processo de aquisição de três sistemas Pantsir-S1 entre na fase contratual. O cuidado com as observações, segundo o brigadeiro, deve-se ao fato de que o acordo prevê a transferência irrestrita de tecnologia. “São muitas as variáveis a serem levadas em conta. Não se consegue analisar tudo em apenas um único teste”, ressaltou Machado, em alusão às provas realizadas em campo de tiro no início do ano.
Leia também:
Brasil vai comprar da Rússia sistemas de defesa antiaérea. Um péssimo negócio

Forças Armadas querem baterias de mísseis antiaéreos russos

Subtenente músico, marido de Ideli Salvatti passou duas semanas na Rússia avaliando sistema de defesa antiaérea

Figueiredo, o sargento que interpreta Ideli e os russos


Média altura
O processo para a aquisição dos sistemas Pantsir-S1 tem o objetivo de atender a demanda das Forças Armadas para contar com um sistema de defesa antiaérea de média altura – para abater alvos que transitam a partir de 10 mil metros. Cada uma das três Forças singulares, caso o negócio seja concretizado, ficará responsável por um dos sistemas, que deverá proteger, prioritariamente, estruturas estratégicas militares e civis, como usinas hidrelétricas e instalações nucleares. A doutrina para emprego das baterias antiaéreas será de responsabilidade do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra).
As tratativas entre Brasil e Rússia na área de Defesa iniciaram-se em 2008, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnico-Militar entre os dois países. Em dezembro de 2012, a relação entre os dois países passou a ser regida pelo Plano de Ação da Parceira Estratégica, que prevê cooperação a longo prazo, fundamentada no interesse mútuo, nas parceiras industrias e na transferência de tecnologia.
O procedimento para a aquisição dos sistemas de artilharia antiaérea Pantsir-S1 foi iniciado concretamente a partir de fevereiro de 2013, quando os dois países assinaram uma Declaração de Intenções. O documento estipulou que o processo de compra pautaria-se pela transferência efetiva de tecnologia, sem restrições; pelo desenvolvimento conjunto de novos produtos; e pela sustentabilidade logística integrada.
De acordo com o brigadeiro Machado, é objetivo do Brasil ter, no médio prazo, capacidade tecnológica e industrial para o desenvolvimento de suas próprias baterias de artilharia antiaérea. “É por isso que o nosso processo de aquisição tem de ser meticuloso. Não vamos apenas comprar um produto. Queremos ser parceiros no desenvolvimento”, explicou.
O processo de aquisição já passou pelas fases diagnóstica e exploratória. Agora, encontra-se na parte final da fase de negociação. Após a visita dos militares brasileiros à Rússia, caso todos os requisitos sejam aprovados, as autoridades brasileiras entrarão na fase contratual com a empresa estatal russa Rosoboronexport – responsável por intermediar a venda de produtos de Defesa do país.
Além dos três sistemas de artilharia antiaérea de média altura Pantsir-S1, o Brasil também deverá reforçar a defesa do seu espaço aérea com a aquisição dois sistemas de artilharia de baixa altura Igla – também de origem russa –, e o desenvolvimento, pela indústria nacional, de um subsistema de controle e alerta de média altura, composto por três sensores e três centros de operações de artilharia antiaérea.
Fotos: Rosoboronexport/Ascom-MD
DEFESA/montedo.com

Reproduzo matéria da Veja, publicada no blog em novembro passado:
Brasil vai comprar da Rússia sistemas de defesa antiaérea. Um péssimo negócioPara equilibrar a balança comercial com o país de Vladimir Putin, o Brasil vai comprar dos russos uma tecnologia cara e que desagrada aos militares brasileiros
Leonardo Coutinho
A carne atormenta as relações comerciais entre Brasil e Rússia. Volta e meia, esse país, que é o segundo maior comprador de carne bovina, suína e de frango do Brasil, impõe limites à importação desses produtos por meio do embargo a frigoríficos que não estariam dentro dos padrões sanitários. Pode-se até criticar o excesso de zelo com a carne brasileira, mas não dá para negar a eficiência do governo russo em defender os interesses de seu país, ainda que os argumentos técnicos sirvam apenas como forma de pressão comercial. O mesmo não se pode dizer do governo brasileiro. No mês passado, o ministro da Defesa, Celso Amorim, assinou, com o seu equivalente russo, um compromisso para uma compra de armas que, em pelo menos dois aspectos, é um péssimo negócio. Pelo acordo, a Rússia vai vender ao Brasil três sistemas de defesa antiaérea do modelo Pantsir-S1, cada um com quatro ou seis veículos lançadores de mísseis terra-ar, ao custo de 1 bilhão de dólares. O Ministério da Defesa garante que o preço ainda pode ser reduzido, mas a negociação já começou mal: no mês passado, o Iraque comprou o mesmo tipo de equipamento por um quarto do valor unitário que o Brasil está disposto a pagar.
Além de desperdiçar o dinheiro do contribuinte, o governo brasileiro conseguiu desagradar até a caserna com a escolha dos Pantsir-S1. Há pelo menos cinco anos as Forças Armadas pleiteiam um bom conjunto de baterias antiaéreas. Depois de muito estudo, em 2012 os militares distribuíram a trinta fabricantes estrangeiros um relatório com as especificações desejadas para o equipamento. Entre outras exigências, as baterias deveriam ser compatíveis com os radares usados no país, caber nos aviões de carga da Força Aérea Brasileira (FAB) e ser equipadas de mísseis com alcance de 30 quilômetros. Pois o Pantsir-S1 não atende a esses requisitos. “Pagaremos um preço aviltante por um equipamento que nem sequer poderá ser integrado ao nosso sistema de comunicação militar”, diz um oficial do Exército que participou das discussões sobre as necessidades da artilharia antiaérea. Não faltam modelos da concorrência que, além de mais baratos, cumprem com as exigências. Assinante lê mais aqui. (R. A.) (Veja)
Realmente, trata-se de um bom negócio. Para os russos, bem entendido.

20 de julho de 2014

Militares brasileiros assistirão na Rússia teste de sistema antiaéreo que pode ser usado na Olimpíada

Brasil marca teste na Rússia para comprar arma capaz de abater aviões
Governo vai pagar R$ 2,5 bi por artilharia capaz de atingir alvo até 20 km.
Similar ao que teria abatido avião na Ucrânia pode chegar para Olimpíadas.
Pantsir S-1 (Foto: Anton Denisov/Ria Novosti/AFP)
Pantsir S-1, que o Brasil comprará, é usado pela Rússia e na guerra na Síria para derrubar aviões a até 20 km de altitude (Foto: Anton Denisov/Ria Novosti/AFP)
Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo
O Brasil fará na Rússia, em agosto, um teste do sistema de artilharia antiaérea de médio alcance Pantsir-S1, capaz de abater alvos entre 200 metros e 20 km de distância entre 5 km e 15km de altitude. Segundo o ministério da Defesa, o pedido para um novo teste foi feito pelo governo durante a visita ao país nesta semana do presidente russo, Vladimir Putin.
Pelo acordo, uma comitiva de militares viajará a Moscou para acompanhar um teste real das Forças Armadas russas do uso da artilharia antiaérea durante um exercício. O objetivo é identificar quais são as necessidades do Brasil neste equipamento e também como a indústria nacional irá aprender a integra-los a outros sitemas de combate e proteção aérea já usados no país.
A falta de uma artilharia de média altura é uma lacuna na defesa brasileira, que começou a tratar com a Rússia em 2012 a aquisição do Pantsir. Para se ter a ideia da importância do equipamento, é o mesmo usado pela Síria na guerra civil com o objetivo de impedir a entrada em seu espaço aéreo de caças invasores.
Nenhum país da América Latina possui esta capacidade atualmente, que é obrigatória a todos os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Foi um sistema russo semelhante a este, chamado de Buk, que teria sido usado para derrubar o Boeing da Malaysia Airlines com 295 pessoas a bordo na Ucrânia na quinta-feira (17).

Negociações
Sistema que o Brasil vai comprar é semelhante ao 
Buk (foto acima), usado na Rússia e na Ucrânia e
que teria sido usado por rebeldes para derrubar o
Boeing da Malaysia Airlines
(Foto: Dmitry Lovetsky/AP)
As negociações avançaram após um compromisso bilateral assinado por Putin e a presidente Dilma Rousseff durante o encontro dos Brics (que engloba ainda Índia, China e África do Sul) em Fortaleza (CE). O texto prevê um trabalho conjunto para que empresas brasileiras tenham conhecimento da tecnologia e desenvolvam sistemas de integração para a artilharia de média altura, além de também um novo teste de campo em agosto, na Rússia, durante um exercício das Forças Armadas em que haverá uso real do sistema Panstir.
O governo brasileiro pretende pagar no máximo R$ 2,562 bilhões por um conjunto de cinco baterias antiaéreas: três do modelo Pantsir, ao custo total de R$ 1,82 bilhão, uma para a Aeronáutica, outra para a Marinha e outra para o Exército; e duas do modelo Igla, de baixa baixa altura (atingem alvos a até 3km), que os militares já possuem e que serão renovados, ao custo de negociação máximo de R$ 42 milhões.
O acordo prevê ainda transferência de tecnologia irrestrita e também a aquisição de três sistemas de controle e alerta de média altura, por R$ 700 milhões, que serão fabricados no Brasil.
Olimpíadas
O objetivo do governo era ter o material a tempo para as Olimpíadas mas, segundo a Defesa, é praticamente “improvável” que a artilharia de média altura esteja em operação em dois anos. A fase de negociação está em fase final para ajustes de detalhes técnicos e especificações de requisitos que o Brasil precisará para utilizar o equipamento.
A partir do novo teste na Rússia e na definição das especificações e que será assinado o contrato. A expectativa é que isso ocorra até o fim do ano.
“A possibilidade de pelo menos parte dos equipamentos chegar para as Olimpíadas existe. Vai depender de como as negociações vão evoluir até o final deste ano. Seria antecipado bater o martelo agora a esse respeito”, afirma o general José Carlos de Nardi, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, e que está à frente do processo.
“Não há exigência do Comitê Olímpico Internacional nesse sentido (de se ter artilharia de média altura para os jogos). A aquisição de novos sistemas de defesa antiaérea visa atender a uma necessidade identificada pelo Ministério da Defesa brasileiro”, explica o general.
Militares já haviam feito um teste do equipamento em 2013, quando uma portaria do ministro Celso Amorim autorizou as tratativas. A dispensa de licitação para a compra foi "baseada no comprometimento da segurança nacional”, segundo portaria assinada por Amorim.
A aquisição vai reforçar a proteção do território do território nacional, mas ainda não há informações sobre onde as baterias deverão ser instaladas. O Brasil possui cinco grupos de artilharia antiaérea posicionados no Rio de Janeiro, em Praia Grande (SP), em Caxias do Sul (RS), em Sete Lagoas (MG) e em Brasília, para defender o Planalto. Eles contam com mísseis Igla-S, com alcance de até 3 km de altitude.
G1/montedo.com

29 de março de 2014

Figueiredo, o sargento que interpreta Ideli e os russos

FELIPE PATURY
Flautista, o sargento Jeferson Figueiredo é conhecido no Exército por duas conquistas: a ministra das Relações Instituticionais, Ideli Salvatti, com quem se casou, e o fato de ter aprendido russo por conta própria. Tornou-se fluente na língua, teve sua proficiência reconhecida pelo Ministério da Educação russo e chegou a estudar na Universidade de Samara, no Sul daquele país. Esse currículo abriu as portas para que o sargento Figueiredo, um suboficial, fosse convocado para integrar a comitiva do ministro da Defesa, Celso Amorim, que foi a Moscou no fim de janeiro para negociar a compra de sistemas de defesa antiaérea de curto e médio alcance (Igla e Pantsir-S1). Figueiredo atuou como intérprete de Amorim e da comitiva na negociação desses equipamentos, que serão usados nas Olimpíadas de 2016, no Rio.
ÉPOCA/montedo.com

18 de março de 2014

Após caças, Saab agora vende mísseis ao Brasil

Roberto Godoy | Agência Estado
Míssil RBS 70 (Foto: SAAB)
O Comando do Exército comprou um lote de mísseis antiaéreos RBS70, suecos, fabricados pela Saab. É o mesmo grupo empresarial que fornecerá, a partir de 2018, 36 caças Gripen NG para a Força Aérea Brasileira, um negócio de US$ 4,5 bilhões.
O contrato dos mísseis é menor, vale R$ 29,5 milhões e inclui lançadores portáteis, suporte logístico, simuladores, equipamentos de visão noturna, ferramental, treinamento de manutenção e cursos de operação, além, claro, do próprio míssil, do tipo Mk2.
Ao mesmo tempo, prossegue a operação entre o Ministério da Defesa e o governo da Rússia para aquisição dos Igla-S9K38, versão recente do míssil leve de porte pessoal, disparado por só um artilheiro - a rigor, um produto da mesma classe do RBS70. Dirigido por laser, tem capacidade entre 250 m e 8 km.
A negociação com o fornecedor russo é uma determinação direta da presidente Dilma Rousseff, depois de reunião pessoal em Moscou com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev e o presidente Vladimir Putin, em dezembro de 2012. Em nota oficial, o Exército destaca que "não há relação direta entre os temas".
A acomodação dos modelos de mísseis na Força foi obtida pela dotação do Igla-S9K38, russo, para a Brigada de Infantaria Paraquedista. Já o RBS70/Mk2, sueco, será encaminhado para uso nos grupos da 1.ª Brigada de Artilharia Antiaérea e das Brigadas de Infantaria Mecanizada.
Pacote. Essa transação faz parte de um pacote maior, envolvendo três baterias (16 veículos semiblindados) do sistema de médio alcance Pantsir S1, destinado a cobrir alvos aéreos a 15 km de altura e 20 km de distância. É uma engenhosa combinação de mísseis e canhões duplos de 30 milímetros. A discussão abrange dois conjuntos do Igla e eventualmente uma joint venture para produzir a arma no País. Uma cláusula de transferência de tecnologia protege o acesso brasileiro ao conhecimento dos dois modelos. O investimento exige acima de US$ 1 bilhão.
O Ministério da Defesa enviará a Moscou nas próximas semanas um grupo que fará os ajustes finais na transação. Além dos militares, integram o grupo empresas como Odebrecht Defesa e Tecnologia, Embraer Defesa e Segurança, Avibrás Aeroespacial, Mectron e Logitech. Pelo governo, participaram analistas do Ministério do Desenvolvimento, do BNDES e da Agência de Desenvolvimento da Indústria.
A rigor, as empresas agregadas à missão que esteve na Rússia poderão receber incumbências de produção de partes e componentes. A fabricação local do Igla-S9K38 pode ficar a cargo da Odebrecht Defesa e Tecnologia, por meio da associada Mectron. Os radares caberiam à Bradar, da Embraer Defesa e Segurança, e propulsão e a fuselagem ficariam por conta da Avibras. Nenhuma das empresas comenta a informação.
A aquisição do sistema RBS70 segue o Projeto Estratégico de Defesa Antiaérea. A arma será integrada às facilidades de comand0 e controle desenvolvidas pelo Exército e fabricado pela Bradar.
A TARDE/montedo.com

3 de dezembro de 2013

Grupo de trabalho do Brasil visitará a Rússia para avaliar sistema de defesa antiérea

Militares brasileiros preparam visita à Rússia
Comitiva do Brasil avaliará sistemas de defesa antiaérea
Pantsir-S1 russo deve ser comprado pelo Brasil (Imagem: Forças Terrestres)
Um grupo de trabalho composto por militares do Brasil viajará à Rússia em janeiro de 2014 para avaliar o sistema de defesa antiaérea Pantsir-S1. A visita, anunciada pelo Ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, terá dez integrantes, incluindo um general de brigada do Exército e dois oficiais do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha.
Leia também:
Brasil vai comprar da Rússia sistemas de defesa antiaérea. Um péssimo negócio
A expectativa é que o grupo de trabalho permaneça na Rússia entre os dias 28 de janeiro e 10 de fevereiro. De acordo com a portaria publicada Diário Oficial da União na semana passada, todas as despesas serão cobertas pelo Ministério da Defesa do Brasil.
IGLA também será avaliado (Imagem: Wikipédia)
Além do sistema Pantsir-S1, os militares brasileiros também deverão conhecer a capacidade operacional de outro sistema de defesa antiaérea, Igla.
Diário da Rússia/montedo.com

26 de novembro de 2013

Brasil não terá artilharia antiaérea de médio alcance na Copa, diz general

Segundo José Carlos de Nardi, sistema de defesa não é 'exigência' da Fifa.
País negocia com a Rússia compra de equipamento com alcance de 15 km.

Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo
Pantsir S-1 (Foto: Anton Denisov/Ria Novosti/AFP)O Brasil não terá um sistema de artilharia antiaérea de média altura – com alcance de 15 km de altitude – na Copa do Mundo de 2014. O general José Carlos de Nardi, coordenador das Forças Armadas, afirmou ao G1 que esse tipo de equipamento não é uma exigência da Fifa, contrariando o que afirmou em 2012 o general Marcio Roland Heise, comandante do setor de artilharia à época.
"Esta informação da média altura não procede, não teve nada da Fifa neste ponto específico", disse José Carlos de Nardi. "É uma necessidade nossa que foi percebida antes mesmo da Copa, está sendo tratada como uma demanda emergencial do governo. Claro que ajudaria na defesa do espaço aéreo se chegasse [até o Mundial]".
Procurado pelo G1, o general Marcio Roland Heise disse que, na época em que coordenava as tratativas para a compra do equipamento, tinha a informação de que o sistema de média altura era uma recomendação da entidade organizadora. Na série de reportagens que o G1 fez sobre a o sucateamento do Exército, em agosto do ano passado, Heise havia dito que o objetivo era "adquirir tudo o que precisamos até a Copa" e que a Força estava "conduzindo um projeto para reformular material e também conceitos de uso, buscando também a capacidade de alvo a média altura".
Na época, outros generais do Comando de Operações Terrestres do Exército (Coter) também ressaltaram que a artilharia de média altura era pré-requisito para o Mundial. Em entrevista concedida em 2012, questionado sobre a necessidade do sistema como exigência da Fifa, o general Mário Lucio Alves de Araújo, do Estado-Maior do Exército, salientou que o governo estava empenhado em "suprir os vácuos e equipar as tropas para atender às necessidades exigidas nos grandes eventos esportivos".
O Ministério da Defesa informou que a exigência da Fifa não se refere especificamente ao termo média altura, mas que a organização pede um sistema de controle e segurança do espaço aéreo. Ainda segundo a Defesa, esse sistema inclui, entre outras coisas, o controle do tráfego e a defesa aérea.
"Estas negociações envolvem muitos interesses e setores. É importante ir com calma e tranquilidade"
General Guido Amin Naves, comandante da Artilharia antiaérea do Exército
"Este atraso compromete a segurança dos estádios. Vamos ficar com uma defesa aérea bastante vulnerável, com pouca capacidade de reação. Sem média altura, não existe defesa aérea"
General Nelson Santini Júnior, da reserva do Exército
Procurados pela reportagem, a Fifa e o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo não dizem quais são as exigências em relação à defesa nem falam se há alguma exigência em relação ao sistema aéreo. Ambos disseram que o tema é tratado pelo governo federal e que a questão é individualizada com cada país hospedeiro do evento.

Possibilidade para a Olimpíada de 2016
Em fevereiro, quando a presidente Dilma Rousseff encontrou o premiê Dmitri Medvedev em Brasília, foi dado início à negociação da compra de três baterias russas Pantsir-S1, de médio alcance, avaliadas em cerca de US$ 1 bilhão (R$ 2,29 bilhões). O acordo, no entanto, ainda não foi fechado. Atualmente, o país possui apenas canhões e mísseis para baixa altura, com alcance de até 3 km.
De acordo com o general José Carlos de Nardi, "há uma possibilidade" de que alguns carros do modelo Pantsir cheguem ao Brasil até a Olimpíada. Em fevereiro de 2014, militares vão à Rússia verificar na prática o modelo, segundo o militar. Para se ter uma ideia da importância do sistema de média altura, todos os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contam com essa tecnologia.
O processo de compra dos equipamentos russos envolve três fases: na primeira, chamada de "exploratória", que é a atual, os militares desenvolvem requisitos técnicos conjuntos para Marinha, Aeronáutica e Exército para a compra e o uso do sistema. Depois disso, haverá a fase de negociação e, por fim, o fechamento do contrato.
"Estas negociações envolvem muitos interesses e setores. É importante ir com calma e tranquilidade", afirma o general Guido Amin Naves, comandante da Artilharia Antiaérea do Exército. Ele disse desconhecer o andamento das tratativas com a Rússia e também a exigência da Fifa porque o assunto é tratado pela Defesa. Procurado para comentar o atraso na chegada da artilharia, o general Marcio Roland Heise também disse que o processo agora está com o Ministério da Defesa.
Em setembro de 2013, uma portaria publicada no Diário Oficial da União pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, determinou que a aquisição dos equipamentos russos de médio alcance passasse a ser responsabilidade da Aéronáutica.

'País à mercê de ataques terroristas'
O general da reserva Nelson Santini Júnior, que comandou a brigada antiaérea e iniciou os trabalhos para renovação do equipamento para os grandes eventos esportivos que o Brasil vai receber em 2014 e 2016, afirmou ao G1 que o país ficará à mercê de ataques terroristas sem o Pantsir. Segundo ele, o sistema de média altura é exigência de países que participam da competição da Copa.
"Média altura é uma exigência de alguns países mais preocupados, como Estados Unidos, Israel, Inglaterra, que normalmente pedem recursos compatíveis com o risco", disse Santini. "Este atraso compromete a segurança dos estádios. Vamos ficar com uma defesa aérea bastante vulnerável, com pouca capacidade de reação. Sem média altura, não existe defesa aérea", completou.
Por e-mail, o Ministério da Defesa disse não ter informação, até o momento, sobre pedidos feitos por países que vão disputar o Mundial em relação à defesa aérea.
"Se um monomotor se aproximar do Maracanã durante um jogo com 10 quilos de explosivos a bordo, que são capazes de derrubar uma casa, você não terá como abatê-lo com o caça a média altura. Com um míssil, a baixa altura, causará um grande estrago, com muitas mortes. É como defender sua casa de um ladrão armado com pistola com seguranças usando apenas cassetete", comparou o general Santini.
O general Guido Amin Naves garante a proteção dos estádios. [O sistema de média altura] É uma capacidade que não temos e que estamos negociando há muito tempo. Tendo-a, seria muito bom, mas se não chegar a tempo, coordenamos com a Força Aérea os sistemas de radares e acionamento de aviões e caças para dar um jeito para isso. O importante é que o evento transcorra da melhor maneira possível."

Parceria com a Rússia
Segundo o general De Nardi, a proposta da Rússia para o Ministério da Defesa envolve uma "parceria". Informalmente, a Rússia corre por fora no projeto FX-2, que pretende adquirir um novo caça para o Brasil. Os russos ofereceram à FAB o modelo Sukhoi. O melhor avião de combate do país, o Mirage, será aposentado dia 31 de dezembro. Até agora não há decisão sobre o seu sucessor.
Além das três baterias Pantsir-S1, o governo quer comprar também duas baterias do modelo Igla, com mísseis portáteis, que podem ser lançadas por apenas um homem, sistema que o Exército já possui. Em fevereiro, oito oficiais brasileiros, especialistas na área, irão à Rússia "para verificar na prática" o funcionamento do Pantsir, segundo o Ministério da Defesa.
G1/montedo.com

25 de novembro de 2013

Brasil vai comprar da Rússia sistemas de defesa antiaérea. Um péssimo negócio

Para equilibrar a balança comercial com o país de Vladimir Putin, o Brasil vai comprar dos russos uma tecnologia cara e que desagrada aos militares brasileiros
Leonardo Coutinho
A carne atormenta as relações comerciais entre Brasil e Rússia. Volta e meia, esse país, que é o segundo maior comprador de carne bovina, suína e de frango do Brasil, impõe limites à importação desses produtos por meio do embargo a frigoríficos que não estariam dentro dos padrões sanitários. Pode-se até criticar o excesso de zelo com a carne brasileira, mas não dá para negar a eficiência do governo russo em defender os interesses de seu país, ainda que os argumentos técnicos sirvam apenas como forma de pressão comercial. O mesmo não se pode dizer do governo brasileiro. No mês passado, o ministro da Defesa, Celso Amorim, assinou, com o seu equivalente russo, um compromisso para uma compra de armas que, em pelo menos dois aspectos, é um péssimo negócio. Pelo acordo, a Rússia vai vender ao Brasil três sistemas de defesa antiaérea do modelo Pantsir-S1, cada um com quatro ou seis veículos lançadores de mísseis terra-ar, ao custo de 1 bilhão de dólares. O Ministério da Defesa garante que o preço ainda pode ser reduzido, mas a negociação já começou mal: no mês passado, o Iraque comprou o mesmo tipo de equipamento por um quarto do valor unitário que o Brasil está disposto a pagar.
Além de desperdiçar o dinheiro do contribuinte, o governo brasileiro conseguiu desagradar até a caserna com a escolha dos Pantsir-S1. Há pelo menos cinco anos as Forças Armadas pleiteiam um bom conjunto de baterias antiaéreas. Depois de muito estudo, em 2012 os militares distribuíram a trinta fabricantes estrangeiros um relatório com as especificações desejadas para o equipamento. Entre outras exigências, as baterias deveriam ser compatíveis com os radares usados no país, caber nos aviões de carga da Força Aérea Brasileira (FAB) e ser equipadas de mísseis com alcance de 30 quilômetros. Pois o Pantsir-S1 não atende a esses requisitos. “Pagaremos um preço aviltante por um equipamento que nem sequer poderá ser integrado ao nosso sistema de comunicação militar”, diz um oficial do Exército que participou das discussões sobre as necessidades da artilharia antiaérea. Não faltam modelos da concorrência que, além de mais baratos, cumprem com as exigências. Assinante lê mais aqui. (R. A.)
Veja/montedo.com

19 de outubro de 2013

"Efeito espionagem": Brasil estreita laços militares com a Rússia

Domingos Grilo Serrinha, correspondente no Brasil
Numa clara mudança de postura quanto a parcerias militares, depois do escândalo da descoberta de que as agências de informação norte-americanas espiaram milhões de pessoas no Brasil, o governo brasileiro acaba de dar um importante passo para estreitar os laços militares com a Rússia.
O anúncio da compra de baterias antiaéreas Pantsir-s1 e lançadores Iglan-s à Rússia, um negócio de aproximadamente 680 milhões de euros, foi feito pelo ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, no final de uma reunião em Brasília com o seu homólogo russo, Sergei Shoigu. No encontro participaram também militares de ambos os países e representantes dos fabricantes russos de material bélico.
Leia também:
Brasil compra R$ 2 bi em armas da Rússia e agora negocia caça
Além da compra dessas armas, cujo contrato tem assinatura prevista para meados de 2014, Celso Amorim anunciou um outro passo importante no estreitamento da cooperação militar com a Rússia: a possibilidade de o Brasil participar no desenvolvimento do mais avançado jato militar do mundo neste momento, o Sukhoi T-50. Este caça de quinta geração é caracterizado pelo alto índice de informatização a bordo e pelo chamado voo furtivo, ou seja, capaz de escapar aos radares. Sem ser a Rússia, que tem neste momento cinco protótipos desse caça em teste, apenas os EUA possuem um aparelho similar, o F-22.
Outro assunto que passou a fazer parte das conversas entre o Brasil e a Rússia na área militar é a aquisição de caças de última geração pela Força Aérea Brasileira, para substituir os atuais Mirage 2000.
CORREIOdamanhã/montedo.com

17 de outubro de 2013

Brasil compra R$ 2 bi em armas da Rússia e agora negocia caça

IGOR GIELOW
DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Sukhoi T-50, caça de quinta geração da Rússia, pode ser comprado para a FAB e que servirá de base para um modelo a ser produzido em conjunto com a Índia (Maxim Shemetov - 27.ago.2013/Reuters)
O Brasil aprofundou sua cooperação militar com a Rússia ao fechar a compra de R$ 2 bilhões em baterias antiaéreas e admitiu participar da produção do caça de próxima geração que está sendo desenvolvido por Moscou.
Segundo o ministro Celso Amorim (Defesa), nada impede a participação brasileira no projeto do Sukhoi T-50, caça que tem cinco protótipos voando e que servirá de base para um modelo a ser produzido em conjunto com a Índia.
Amorim fez o comentário após reunião com seu colega Sergei Shoigu. Reafirmou que o processo para comprar caças de geração atual, o F-X2, segue com três concorrentes: o americano F/A-18, o francês Rafale e o sueco Gripen NG.
Os russos não fizeram ofertas formais de seu modelo atual, que ficou de fora do F-X2, o Sukhoi-35. Segundo a Folha apurou, contudo, a Força Aérea recebeu uma consulta informal para receber uma espécie de "combo".

Brasil negocia compra de caças
O Sukhoi T-50, caça de quinta geração da Rússia, pode ser comprado para a FAB e que servirá de base para um modelo a ser produzido em conjunto com a Índia
Pela oferta, o Brasil receberia Sukhoi-35 para substituir seus Mirage-2000 que serão aposentados neste ano enquanto o T-50 não atingir estágio operacional, o que deve ocorrer só após 2016. O novo caça só deverá ter produção comercial no fim da década.
No encontro com Amorim, Shoigu falou genericamente que poderia fazer leasing de equipamento militar russo. Isso foi lido com uma senha para a solução intermediária.
A compra dos caças se arrasta desde 2001. O F/A-18 tinha superado o Rafale no favoritismo, mas o escândalo da espionagem americana travou o negócio politicamente. A ampliação da cooperação com a Rússia ocorre no momento em que a relação Brasil-EUA está abalada.
O T-50 é o projeto de caça de quinta geração em estágio mais avançado no mundo. Só os EUA têm um avião deste tipo hoje, o F-22. A denominação é genérica e indica a adoção de itens como alto índice de informatização e capacidade de voo furtivo, o chamado "invisível ao radar". Sua grande vantagem é a abertura da Rússia a cooperações -os EUA não vendem o F-22.
Para que a negociação ande, os russos deverão melhorar seu pós-venda. Segundo a Folha apurou, a delegação de Shoigu recebeu reclamações sobre peças de reposição e manutenção dos helicópteros de ataque Mi-35 que estão sendo fornecidos à FAB.
O fato de ter sido sacramentado o próximo passo para a compra de baterias antiaéreas Pantsir-S1, um produto de alta tecnologia, indica que o Brasil deu um voto de confiança a Moscou.
Amorim ressaltou que a ideia não é a compra em si, mas a capacitação tecnológica. A previsão é de que uma empresa brasileira, que poderá ser a Odebrecht Defesa, venha a produzir a arma. O contrato deverá ser assinado em meados de 2014. Prevê a compra de três baterias mais duas de lançadores Igla-S.
Editoria de arte/Folhapress
Folha/montedo.com

8 de setembro de 2013

Exército precisa de R$ 58 bilhões até 2030

Corte no orçamento ameaça o Sisfron, programa avançado de defesa da fronteira

O Exército brasileiro tem sete projetos estratégicos e precisa investir neles cerca de R$ 58,2 bilhões ao longo dos próximos 16 anos - até 2030, se tudo correr bem. É um problema. O governo, que até junho havia liberado apenas 50% do valor previsto para as aplicações deste ano, reteve, ainda, todas as dotações incluídas em emendas parlamentares.
Em maio, a equipe econômica cortou R$ 3,67 bilhões dos recursos destinados ao Ministério da Defesa e de novo em julho aparou mais R$ 919,4 milhões. O ministro Celso Amorim alertou a presidente Dilma Rousseff para o risco de uma paralisação nos programas prioritários das três Forças - Exército, Marinha e Aeronáutica. Na saída, levava na pasta a promessa da liberação de R$ 400 milhões. Compromisso sem data.
Uma saída seria a inclusão do pacote de projetos no PAC, onde duas iniciativas da Defesa já estão abrigadas, o desenvolvimento do cargueiro militar da Embraer, o KC-390 e a produção, em todas as fases, de quatro submarinos avançados - de propulsão diesel-elétrica - mais o primeiro modelo nuclear. Consultado pelo Estado, o Ministério do Planejamento e Gestão informou que também o sistema Astros 2020 e o blindado Guarani (veja o infográfico) estavam fora do contingenciamento. Não é verdade, garante fonte do Exército. Os dois programas não foram incluídos no PAC em 2013.
O projeto mais ambicioso do conjunto da Força Terrestre é o Sisfron, muralha eletrônica de 17 mil km integrando estações digitais, radares terrestres e unidades militares dotadas de recursos avançados. O Sisfron começou sólido. A etapa piloto da primeira fase vai ser feita depressa, fica pronta já em 2015 e cobre 650 quilômetros na divisa do Brasil com o Paraguai e a Bolívia, em Mato Grosso do Sul. "Vai custar R$ 839 milhões e isso significa apenas 6,99% do total do plano. É muito", diz Luiz Aguiar, presidente da empresa Embraer Defesa e Segurança, contratada para executar o plano. A faixa total controlada pelo projeto tem 150,5 km de largura e se estende como um corredor. "É o maior empreendimento do gênero em execução no planeta", diz o ministro da Defesa, Celso Amorim.
De fato. Visto em conjunto com o Sipam, escudo de vigilância da Amazônia, inaugurado em 2002, o Sisfron abrange o equivalente à porção ocidental da Europa - e mais um pouco. O pacote pretende controlar 30% do território nacional, no espaço que separa o Brasil de 11 de seus vizinhos.
Segundo Marcus Tollendal, o presidente da Savis (empresa da Embraer responsável pelo projeto), em dez anos, o Sisfron vai se expandir e atingir a Amazônia e o cone Sul. Segundo ele, há nessas áreas uma "mancha criminal" associada a um "vazio populacional" e à menor presença do Estado.
Mas no momento há certa apreensão. Em audiência pública da Comissão das Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado em 22 de agosto, o general Antonino Guerra Neto, do Centro de Guerra Eletrônica, afirmou que, mantidos os recursos no patamar previsto para 2014, o programa só vai ficar pronto em 2074, "quando será, a rigor, quase inócuo".

Megaeventos
Em outra ponta da lista de programas da primeira fila, os sistemas de defesa antiaérea, uma exigência da equipe mundial da organização dos eventos como a Copa e a Olimpíada, avançaram. Na semana passada, Amorim autorizou a abertura do processo de negociação para a compra de três baterias do Pantsir S1, moderno sistema russo de artilharia antiaérea, e duas outras do Igla-S.9K38, a versão mais recente do míssil leve disparado do ombro de um soldado. O negócio pode chegar a 800 milhões. O 9K38 tem alcance de 6 km, é mais pesado que as séries anteriores, usa sensor de localização de alvos de eficiência expandida e é mais resistente à interferência eletrônica de despistamento.
A operação é conduzida pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi. O processo montado pelo oficial prevê a aquisição de três baterias do Pantsir S1, combinação de mísseis terra-ar com alcance de 20 km e 15 km de altitude, mais dois canhões duplos, de 30 mm. As baterias transportam 12 mísseis 57E6. O radar de detecção atua em um raio de 36,5 km e pode localizar dez alvos por minuto. Cada uma das Forças receberá uma bateria Pantsir. "A melhor parte de todo o processo é que os russos aceitaram a demanda brasileira de que haja irrestrita transferência de tecnologia", diz De Nardi. Há três empresas nacionais envolvidas no esquema: Avibrás Aeroespacial, Mectron e Orbisat.
ESTADÃO/montedo.com

6 de setembro de 2013

Governo autoriza militares a negociar compra de arma antiaérea para Copa

Sistema russo é usado pela Síria para abater aviões inimigos na guerra civil.
Brasil não tem artilharia para atingir alvo a até 15 km, exigência da Fifa.
Pantsir S-1 (Foto: Anton Denisov/Ria Novosti/AFP)
Brasil começa a negociar a compra do Pantsir S-1, sistema de artilharia que pode atingir um alvo a até 15 km do solo e é usado na guerra civil na Síria (Foto: Anton Denisov/Ria Novosti/AFP)
Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo
Uma portaria do ministro da Defesa, Celso Amorim, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (5), autoriza os militares a negociar a compra de um sistema de artilharia antiaérea russo de médio alcance, capaz de abater alvos entre 200 metros e 20 km de distância entre 5 km e 15km de altitude.
Atualmente, o Brasil não possui esta tecnologia, que é uma lacuna na defesa e obrigatória a todos os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Em outubro de 2012, o G1 mostrou que esta arma é uma exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a Copa do Mundo de 2014. Segundo a portaria do Ministério da Defesa, a dispensa de licitação para a compra está "baseada no comprometimento da segurança nacional".
O sistema russo Pantsir-S1 pode atingir até 24 alvos simultâneos, sejam eles aviões, drones, helicópteros, barcos ou carros blindados. Ele é usado pela Síria na guerra civil no país, que dura mais de dois anos e já deixou mais de 110 mil mortos, milhares de feridos e refugiados.
A arma foi usada pela primeira vez pela Síria em junho de 2012 para abater um avião da Força Aérea da Turquia que invadiu o espaço aéreo sem autorização. A artilharia é considerada por especialistas como um dos trunfos sírios em caso de invasão ou bombardeio de forças de coalizão comandadas pelos Estados Unidos após o uso de armas químicas.
A compra pelo Brasil ocorre após um acordo de intenção assinado em fevereiro o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, e o vice-presidente da República, Michel Temer, em Brasília.
A ideia inicial prevê a aquisição de 5 baterias antiaéreas: duas do modelo Igla, de baixo alcance (até 5 km de altura), e três do modelo Pantsir-S1, de médio alcance. O valor da negociação não foi informado pelo governo.
Segundo o texto do Ministério da Defesa, o processo de negociação com a Rússia engloba também os dois sistemas. Para o Pantsir, haverá "transferência irrestrita de tecnologia".
O país irá adquirir ainda um sistema de controle e alerta de um sistema de artilharia de médio alcance, que ainda está em fase de desenvolvimento pela Rússia, e três sensores e três centros de operações para o Pantsir, além de itens logísticos, de simulação, de capacitação e operação das armas. Cada bateria Pantsir-S1 russa engloba seis carros com radares, sistemas de detecção e canhões.
A negociação do sistema de média altura ficará com a Aeronáutica. Já o baixa altura, com o Exército. Um grupo de trabalho irá a Rússia conhecer o sistema e negociar os valores , apresentando uma proposta de contrato.
O governo não divulgou o valor da negociação. Em entrevista ao G1 em 2012, o general Marcio Heise informou que a proposta para modernização do sistema brasileiro tinha o custo de R$ 2,354 bilhões.
Para a Copa das Confederações e a visita do Papa, em junho e julho, o Exército teve que comprar às pressas um sistema de baixo alcance usado da Alemanha, composto por 34 carros de combate Gepard capazes de alvos a até 15 km de distância e até 3 km de altitude. A aquisição custou cerca de 30 milhões de euros (cerca de R$ 77 milhões).

Detalhes da negociação
A aquisição do Pantsir servirá para reforçar a proteção do território do território nacional, mas ainda não há informações sobre onde as baterias deverão ser instaladas.
O Brasil possui cinco grupos de artilharia antiaérea posicionados no Rio de Janeiro, em Praia Grande (SP), em Caxias do Sul (RS), em Sete Lagoas (MG) e em Brasília, para defender o Planalto. Eles contam com mísseis Igla-S, com alcance de até 3 km de altitude. (R.A.)
G1/montedo.com

12 de abril de 2013

Artilharia de segunda mão: Brasil compra da Alemanha equipamento para ser usado na visita do Papa

Brasil compra arma antiaérea para Copa das Confederações e Papa
Contrato de 34 blindados será assinado ainda em abril, diz general.
Equipamento alemão foi recauchutado e pode abater mísseis e aviões.

Tahiane Stochero
gepard (Foto: divulgação)
Gepard, o novo blindado com artilharia antiaérea que
será usado na Copa das Confederações e na visita
do Papa (Foto: divulgação)
O Brasil comprou um sistema de artilharia antiaérea alemão, composto por 34 carros de combate Gepard capazes de abater mísseis, aviões, helicópteros ou drones (aviões não tripulados) a até 15 km de distância e até 3 km de altitude, para garantir a segurança dos grandes eventos.
Os blindados são usados, pertencem ao Exército da Alemanha, e sofreram uma remodelação, tendo sido "recuperados" em 2010, recebendo novas tecnologias que podem operar até 2030.
"O contrato será assinado ainda nesta semana ou, no máximo, na próxima (até o dia 19)", afirmou o comandante da Brigada de Artilharia Antiaérea, general Marcio Roland Heise, ao G1.
Oito blindados chegarão ao país em caráter emergencial até junho e ficarão em Brasília, para a abertura Copa das Confederações - o Brasil enfrenta o Japão no dia 15, no Estádio Nacional.
“Pretendo estar com toda a tropa preparada e treinada para atuar com o novo sistema na abertura e no encerramento da Copa das Confederações e na visita do Papa, para garantir a segurança de quem estiver nos estádios”, disse.
“As duas baterias antiaéreas, com 16 carros cada uma, não virão imediatamente. Os oito primeiros queremos que cheguem rápido. Passarão por ajustes no Brasil para a Copa das Confederações. Os demais serão enviados até 2015”, acrescentou ele. Outros dois outros carros ficarão em uma escola militar, para instrução.
Os blindados Gepard 1A2 pesam 47,5 toneladas, possuem 7,7 metros de altura e 3,7 de comprimento. São equipados com dois canhões Oerlikon de 35 mm, que trabalham em conjunto um sistema de radares com campo de visão de até 15 km de raio. A fabricante informa que eles atingem alvos até 5,5 km de altura, mas, no Brasil, serão usados a baixa altitude (até 3 km).
O Exército informou oficialmente que o contrato será assinado "nos próximos dias (com o Ministério da Defesa da Alemanha), com base em valores que ainda estão sendo negociados".
Em fevereiro, o vice-presidente, Michel Temer, assinou uma intenção de compra para adquirir um sistema de artilharia antiaérea da Rússia que tem capacidade de atingir alvos a até 15 km de altitude. O Brasil não tem atualmente esta tecnologia, que é uma exigência da Fifa para a Copa do Mundo. Em 2012, o G1 mostrou a situação do sucateamento do Exército, que possui armas antiaéreas da década de 70, classificados pelo general Heise na época como “defasados tecnologicamente”.
Leiam também:
Sucateado, Exército não teria como responder a guerra, dizem generais
Carros são usados e reformulados
Segundo o oficial, o valor da negociação só será divulgado após a assinatura do contrato. “Foi uma proposta muito boa que recebemos pela qualidade altíssima do material”, diz.
Notícias divulgadas pela imprensa alemã apontam que a oferta da empresa Krauss-Maffei Wegmann (KMW), que vende o sistema, seria de 30 milhões de euros (cerca de R$ 77 milhões). O representante da empresa no Brasil informou que, como a negociação é entre os Exércitos de Brasil e Alemanha, só iria se manifestar após a assinatura do contrato.
“Os carros foram reformulados, receberam novo sistema de radares e computadores, canhões de 35 mm e tecnologia de guiamento, que seguem o alvo mesmo se ele desviar. O Exército alemão iria o usar os blindados, mas a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) mudou algumas diretrizes em relação à defesa antiaérea e eles tiveram que deixá-los de lado”, afirmou o general.
Em 15 de março deste ano, o Boletim do Exército publicou uma portaria aprovando critérios para a aquisição e implantação do sistema antiaéreo Gepard. O texto apresentava como argumentos para a compra a proteção das duas brigadas do país que abrigam blindados e também de estruturas estratégicas, como usinas hidrelétricas, e que seriam essenciais para uma eventual guerra.
Elas estão localizadas em Ponta Grossa (PR) e em Santa Maria (RS). Entre 17 e 20 de março, 20 militares já receberam instruções em Hardheim, na Alemanha, para conhecer as novas armas.
O documento do Exército cita o Gepard como "um sistema de armas autônomo e
altamente móvel, com alta prontidão operacional, pequeno tempo de reação e capaz de fazer frente a uma variada gama de ameaças".
Em 2011, o Exército realizou um teste em Formosa (Goiás) para avaliar as capacidades dos canhões. “Nas nossas avaliações, ele foi o único que conseguiu destruir um aeromodelo na distância para o qual é habilitado”, argumentou o general Heise.
A oferta da KMW inclui ainda peças de reposição, suporte técnico, treinamento e transferência de tecnologia. Durante a Copa das Confederações e a visita do Papa, os blindados não ficarão "à vista do público", mas serão colocados em locais estratégicos em que possam ter visão de possíveis alvos.

Artilharia para a Copa
A compra dos equipamentos alemães não supre a necessidade do Brasil para a Copa, pois eles não possuem a capacidade de atingir alvos a até 15 km de altitude, uma das exigências da Fifa. Atualmente, o Brasil não possui esta capacidade.
Para ter uma ideia da importância da artilharia de médio alcance, todos os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) têm esta capacidade de abate nesta altura. Nenhum na América Latina conta com o instrumento.
Em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff recebeu em Brasília o primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, para negociar a aquisição deste sistema a médio alcance e uma carta de intenção de compra foi assinada. Brasil pretende comprar duas baterias antiaéreas do modelo Igla, de baixo alcance, e três do modelo Pantsir-S1, de médio alcance. O valor da negociação não foi informado pelo governo.
Segundo o general Heise, as negociações com a Rússia estão ainda em andamento. “A Copa do Mundo está em cima da hora, temos menos de um ano e meio para nos prepararmos, mas acredito que dará tempo para chegar tudo e prepararmos a tropa para operar os equipamentos”, disse ele.
Uma proposta para modernização do sistema brasileiro apresentada pelo Exército tinha o custo de R$ 2,354 bilhões. Contudo, o Livro Branco de Defesa Nacional, divulgado em 2012 pelo Ministério da Defesa, estimava em R$ 859,4 milhões a previsão de investimentos na área até 2023.
G1/montedo.com

1 de fevereiro de 2013

Forças Armadas querem baterias de mísseis antiaéreos russos

As Forças Armadas do Brasil anunciaram o interesse de comprar cinco baterias de mísseis antiaéreos russos, três do modelo Pantsir-S1 e dois do Igla, informou nesta sexta-feira o Ministério da Defesa.
O chefe do Estado-Maior, o general José Carlos De Nardi, afirmou, por meio de um comunicado, que as Forças Armadas apresentarão a proposta à presidente Dilma Rousseff para que o governo negocie a compra durante a próxima visita ao Brasil do primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, que está prevista para o final de fevereiro.
A negociação poderia incluir o estabelecimento de uma fábrica no Brasil e um acordo para a transferência de tecnologia para o país, segundo o comunicado.
Os governos do Brasil e da Rússia manifestaram interesse em colaborar no setor de defesa durante a visita que Dilma realizou a Moscou em dezembro do ano passado.
Terra (EFE)/montedo.com

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