9 de agosto de 2009

MINISTÉRIO DA DEFESA: PETISTAS QUEREM PUXAR O TAPETE DE JOBIM

Os petistas mais diretamente ligados ao Foro de São Paulo resolveram criar intrigas internas para detonar Nelson Jobim.
Os radicais querem se vingar dele por três motivos. Porque Jobim saiu em defesa dos militares contra o revisionismo da Lei de Anistia. Porque Jobim tenta se credenciar como um possível candidato a vice-presidente, interferindo nas articulações de Lula com o PMDB. E porque Jobim estaria alinhado aos EUA e atrapalhando negócios ocultos dos petistas na compra de equipamentos para as Forças Armadas.
A onda de ataques a Jobim – via mídia amestrada – pretende tirá-lo do Ministério da Defesa o quanto antes. Mas qualquer movimento mais brusco só deve acontecer depois de 7 de setembro, quando o Brasil assina o acordo militar com a França, com a presença do presidente Nicolas Sarkosy, na parada militar de Brasília.
O trato interessa a empreiteiros ligados aos petistas. Além da construção da base de submarinos e da mudança da sede da esquadra do Rio de Janeiro para a baía de São Marcos, no Maranhão, os “franceses” pretendem que a FAB compre os caças Rafaele. Só o negócios dos aviões é de R$ 4 bilhões.
Os adversários internos de Jobim identificam que ele hoje está muito ligado aos EUA – tanto que multiplicam a intriga de que Jobim só vive colado com o embaixador norte-americano Cliford Sobel. Os Estados Unidos fazem lobby abertamente em negócios que desagradam aos parceiros do Foro de São Paulo. Anteontem, o General Jim Jones, Assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, já formalizou ao ministro Jobim e ao Brigadeiro Juniti Saito, Comandante da FAB, um pacote de transferência tecnológica de US$ 3 bilhões – capazes de gerar 7 mil empregos diretos nos setores de energia e aeroespacial brasileiro -, caso o Brasil compre os caças F/A 18 Super Hornet, fabricados pela Boing.

MORRE QUARTA VÍTIMA DO ACIDENTE COM VAN DA AERONÁUTICA

Faleceu na tarde deste sábado o Soldado da Aeronáutica Carlos Felipe Marques Alberto, quarta vítima fatal do acidente ocorrido ontem em Itabirito (MG).

8 de agosto de 2009

TRÊS MILITARES MORREM EM ACIDENTE EM MG

Três militares da Aeronáutica morreram em um acidente ontem no KM 589 da BR-040, em Itabirito(MG). A van em que eles estavam chocou-se contra uma carreta carregada de minério. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o acidente ocorreu por volta das 8h45. A carreta seguia sentido Rio de Janeiro, quando um pneu dianteiro estourou. O motorista perdeu o controle da direção e passou para a contramão, onde bateu na van.
O trânsito ficou interrompido por cerca de duas horas, causando engarrafamento de cerca de oito quilômetros nos dois sentidos.
O condutor da carreta, Claudiano de Paula Tomáz, de 30 anos, saiu ileso. Ele disse que havia pego a carga de minério em Belo Horizonte e iria descarregá-la em Congonhas. Tomáz alegou que trafegava a 80 km/h.
Com o impacto, a van da Aeronáutica foi arremessada por cima da mureta de proteção e caiu em uma ribanceira. Morreram na hora o aspirante-médico Adriano Jesus Thomaz Waewell, de 26 anos, o terceiro-sargento Francisco Braz Rodrigues, de 36, e o soldado João Marcos Almeida Costa, de 22. Os corpos foram encaminhados para o IML de Conselheiro Lafaiete.
Os outros militares que estavam na van, Rogério Augusto Nunes, de 25, e Carlos Felipe Marques Alberto, de 21, foram levados para o Pronto-Socorro do Hospital João XXIII. Rogério teve alta à tarde. Carlos Felipe teve uma das pernas amputadas e permanecia em estado grave na noite de ontem.

HAITI; COMPANHIA DE ENGENHARIA FAZ AÇÃO CÍVICO SOCIAL


ARAGUAIA: ESCAVAÇÕES RECOMEÇAM NESTA SEGUNDA

A Comissão do Ministério da Defesa — que conta com a participação do Exército, antropólogos, geólogos e do grupo de trabalho Tocantins — retoma nesta segunda as escavações na região do Araguaia. Os trabalhos devem continuar até outubro, quando começa a chover na região, justifica Paulo Fonteles Filho, pesquisador e integrante do governo do Pará no grupo de trabalho Tocantins, que seguiu ontem para o local.
As escavações estão voltadas para o complexo do Matrinchã, conhecido como Rainha do Araguaia. Trata-se da fazenda onde podem estar enterrados os restos mortais do cearense Antônio Teodoro de Castro e do gaúcho Cilon da Cunha Brum, executados em 1974, pelo major da reserva Sebastião Curió, numa das últimas campanhas do Araguaia (1972-1975).
O vice-presidente da Associação dos Torturados da Guerrilha do Araguaia, Sezostrys Alves da Costa, destaca o apoio da população à guerrilha. “O Exército chegou a tirar os camponeses das vilas e queimar as plantações”. Devido às duas operações de limpeza, feitas pelo Exército entre 1975 e 1976, considera difícil que todos os corpos dos guerrilheiros sejam encontrados. “Muitos foram assassinados”.
Conforme depoimentos de mateiros (como eram chamados os guias do Exército), os corpos dos guerrilheiros podem estar mesmo no local. O que leva a crer, assinala Paulo Fonteles Filho, é que a área mantém características originais. “Nossa expectativa é muito boa”, afirma, reconhecendo como “decisivo o apoio dos mateiros” e as informações dos camponeses.
Eliana de Castro, irmã mais velha do guerrilheiro cearense, tem esperança de que seja posto um ponto final no que ela chama de “tortura sem expressão”. Há 37 anos, a família vive esse drama. A dor começou entre 1969 e 1970, quando ele saiu de Fortaleza, onde cursava Farmácia na Universidade Federal do Ceará (UFC), para estudar na Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O próximo passo foi a clandestinidade, seguindo, depois, para uma viagem sem fim, rumo ao Araguaia.
“Estou com muita esperança”.Os dois guerrilheiros — Raul, como era conhecido Antônio Teodoro de Castro, e Cilon Cunha Brum, o Simão — foram enterrados juntos em São Domingos do Araguaia, numa das últimas operações do Exército contra os cerca de 100 militantes e camponeses envolvidos na guerrilha. Presos, os guerrilheiros foram mortos.
Outra irmã de Antônio Teodoro de Castro, Mercês de Castro, promete entrar na Corte Internacional, alegando que os crimes de tortura são imprescritíveis. Ela esteve no Araguaia por quatro vezes e retorna ao local para acompanhar as escavações. Conforme Eliana de Castro, caso os restos mortais sejam encontrados, o enterro do irmão será em Fortaleza, no Cemitério Parque da Paz, juntos com seus pais.
Sezostrys Alves da Costa diz que, até hoje, muitos camponeses se recusam a falar sobre o assunto, temendo represália. A entidade foi criada em 2002 e conta com 286 processos atualmente de camponeses com idade entre 60 a 80 anos. Leia mais.

JOBIM: BASES AMERICANAS NA COLÔMBIA NÃO ALTERAM ROTINA DO BRASIL

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta sexta-feira que nada mudará na rotina das Forças Armadas brasileiras por consequência da instalação de bases militares americanas em território colombiano. A declaração foi feita após cerimônia de posse do brigadeiro Gilberto Antônio Burnier no Comando-Geral de Operações Aéreas da Aeronáutica.
"A instalação dessas bases não muda nada na rotina das Forças Armadas brasileiras", disse em referência às bases dos Estados Unidos instaladas no país vizinho. "Isso não me preocupa", acrescentou o ministro, que disse não ver riscos de confronto na região.
Jobim disse que a conversa de ontem entre o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto foi conduzida com "absoluta razoabilidade", e que as ações previstas por Uribe estão restritas ao território colombiano.
"Essas operações estão vinculadas ao acordo antigo da Colômbia com os Estados Unidos sobre a questão do combate ao narcotráfico", disse. "Deveremos ter também uma discussão com a Colômbia via Ministério da Justiça, a pedido do presidente Lula, para ampliarmos a integração entre os países visando ao combate ao narcotráfico", completou.
Anunciado em julho, o acordo militar entre a Colômbia e os Estados Unidos tem sido contestado por presidentes de outros países sul-americanos como Hugo Chávez, da Venezuela, e Rafael Correa, do Equador. Integrantes do governo brasileiro também manifestaram preocupação com o acordo. Entre eles o presidente Lula, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

TENENTE DO EXÉRCITO FOGE DE CATIVEIRO APÓS SEQUESTRO

Depois de ficar quase 40 horas em poder de criminosos durante um sequestro-relâmpago, o primeiro-tenente temporário do Exército Ivo Eloi da Silva Soares, de 25 anos, servindo no 57º Batalhão de Infantaria Motorizado (RJ), conseguiu fugir do cativeiro, no fim da noite de ontem, em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense).
O oficial foi capturado na manhã de quinta-feira, quando saía de casa, em seu carro. Segundo a polícia, os criminosos o obrigaram a sacar R$ 500 de sua conta corrente. Ontem à noite, Soares,que estava amarrado, conseguiu se livrar das cordas e fugiu do cativeiro. Ele prestou depoimento na 52ª DP (Nova Iguaçu).

HAITI: COMISSÃO DO SENADO EMBARCA NA PRÓXIMA QUINTA

Uma comissão composta por cinco senadores e assessores da Comissão de Relações Exteriores do Senado embarca par o Haiti no próximo dia 13, em avião da FAB, devendo permancer naque país por dois dias, avaliando a a~tuação das trobaas brasileiras que integram a MINUSTAH (Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti). Embarcarão para o país caribenho os senadores Gerson Camata (PMDB-ES), João Pedro (PT-AM), José Nery (PSOL-PA) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG)

CHAVEZ É AMEAÇA MAIOR AOS VIZINHOS DO QUE BASES NA COLÔMBIA, DIZ CORONEL

A decisão colombiana de instalar bases norte-americanas no país, uma delas bem perto da fronteira com o Brasil, não interferem nas "boas relações" militares e de defesa entre as duas nações, opinou o coronel Geraldo Cavagnari.
Em declarações à ANSA, Cavagnari explicou que Colômbia e Brasil mantêm uma proximidade militar histórica e seus vínculos foram reafirmados nos últimos meses com a coordenação de ações entre os militares de ambos países na região fronteiriça, de 1.640 quilômetros. Cavagnari, que foi professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) por cinco anos, disse também que nesse período deu aulas a colombianos e afirmou que a maior parte dos generais e dos oficiais da Colômbia passou pelas academias brasileiras, além das norte-americanas.
Segundo ele, as "bases (dos EUA) não são uma ameaça aos vizinhos" e, para as Forças Armadas, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, constitui um risco maior do que os militares colombianos. Ao comentar a atuação da diplomacia brasileira após a repercussão das instalações das bases norte-americanas, o general disse que o Brasil tem se posicionado, contudo, quando se analisa o tema de forma realista percebe-se que há uma fragilidade em questões políticas estratégicas.
Para Cavagnari, que é especialista em Estratégia e pesquisador da Unicamp, o país é uma potência política regional, mas isso não se reflete na área militar e, portanto, faltam argumentos para dissuadir a Colômbia.
Ontem, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, encerrou no Brasil a sua viagem por sete países da região para esclarecer o acordo que negocia com os Estados Unidos. Ele deixou o país sem convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
"Nossas preocupações foram expressas, e o presidente Uribe também deu os esclarecimentos que achou que devia dar sobre os objetivos desse acordo com os Estados Unidos", explicou Amorim, após reunião de mais de duas horas.
Antes, Uribe passou por Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai.
O acordo negociado entre Colômbia e EUA permitirá, se aprovado, o envio de um contingente de até 1.400 norte-americanos (entre militares e civis) a sete bases locais e, segundo o governo colombiano, é parte da cooperação bilateral na luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas. ANSA

7 de agosto de 2009

CORONEL MORRE EM ACIDENTE EM MG

Um Coronel reformado do Exército morreu após capotar carro em rodovia. O acidente aconteceu na tarde de ontem, na rodovia BR-050, que fica entre Uberlândia e Uberaba.
O coronel Carlos Roberto Beleli, 75 anos, trafegava em seu veículo Fiat Doblô pela rodovia BR-050. Ele seguia sentido Uberlândia/Uberaba e, ao passar por uma curva no km 131, perdeu o controle da direção do veículo, que saiu da pista, caiu em uma valeta e capotou. Com o impacto, o corpo de Roberto foi arremessado para fora do automóvel, parando na valeta lateral da pista.
Unidade de resgate e salvamento do Corpo de Bombeiros, composta pelos sargentos BM Nixon e Wesley, cabo Cristiano e soldado Sandro, compareceram ao local e constataram que a vítima sofreu politraumatismo e teve morte instantânea.O perito criminal Rubens compareceu ao local e realizou os trabalhos técnicos.
O militar era natural de Mooca (SP) e residia em Piracicaba. Leia mais.

HAITI: SINDICALISTAS HAITIANOS FAZEM LOBBY PELA RETIRADA DAS TROPAS BRASILEIRAS

Dois sindicalistas haitianos estiveram reunidos ontem com deputados da Comissão de Direitos Humanos e Minorias para pedir apoio para o apelo feito por entidades civis do país para a retirada gradual das tropas brasileiras da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah, em francês). Raphael Dukens, da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Setor Público (CTSP), e Louis Fignolé Saint-Cyr, da Central Autônoma dos Trabalhadores do Haiti (CATH), também pediram apoio para para ações de desenvolvimento econômico e social do país.
"Seria muito mais importante que o Brasil ajudasse o nosso país a construir escolas e hospitais do que atuar com tropas militares", afirmou Saint-Cyr. Eles foram recebidos pelos deputados Luiz Couto (PT-PB), presidente da comissão, Pedro Wilson (PT-GO) e Fernando Ferro (PT-PE).
Os sindicalistas também solicitaram a participação de uma comitiva de parlamentares brasileiros na Comissão de Investigação Internacional que será realizada em Porto-Príncipe entre 16 e 20 de setembro. O evento é organizado por entidades da sociedade civil haitiana.
A alegada situação de insegurança pública generalizada, que justificaria a manutenção das tropas militares, não condiz com a realidade, segundo os sindicalistas haitianos.
"A violência aumenta apenas quando se aproxima o período de renovação de permanência das tropas, no mês de outubro. Nos demais períodos vigora a normalidade. Se houvesse insegurança, seria praticamente impossível circular num país com 80% da população desempregada e vivendo na miséria", afirmou Dukens, lembrando que os índices de violência são até menores do que em algumas regiões do Brasil e dos países vizinhos.
Os deputados se comprometeram a apresentar requerimentos para a realização de audiência pública sobre a situação do Haiti - particularmente acerca da atuação do Brasil na Minustah - e vão sugerir à Câmara a participação de parlamentares brasileiros na Comissão Internacional de Investigação.
Silvana Ribaas (Agência Câmara)
Nota do editor: Resumindo, "o Haiti não é ali, é aqui".

MILITARES BRASILEIROS E PERUANO VÃO SE REUNIR EM NATAL

Os chefes das Forças Armadas do Brasil e do Peru vão se reunir de 16 a 22 de agosto em Natal (RN), para uma nova rodada de negociações para impulsionar medidas de confiança no âmbito militar, informou hoje o diário oficial do Peru. De acordo com informações do Peru, o país será representado pelo chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, general Francisco Contreras, e por quatro oficiais superiores do Exército, Marinha e Força Aérea. A informação é da agência Ansa.

SOLDADOS-ROBÔS PODEM SER UMA AMEAÇA Á HUMANIDADE, DIZ PROFESSOR

Por Stella Dauer
Quem assistiu o Exterminador do Futuro e Matrix ou leu o livro Eu, Robô já deve ter pensado nisso. O desenvolvimento da robótica para fins militares pode por em risco toda a raça humana caso os autômatos descontrolem-se e acabem por matar indiscriminadamente.
O aviso foi dado por Noel Sharkey, professor da Universidade de Sheffield, localizada em Londres. De acordo com ele, “robôs que podem decidir onde matar, quem matar e quando matar estão nos planos de todas as organizações militares” disse em nota publicada no site da BBC .
“A próxima onda que está vindo, e é isso que realmente me assusta, são robôs armados autônomos. O robo fará o assassinato sozinho e isso tornará mais rápida a tomada de decisão, permitindo que uma única pessoa controle muitos robôs. Um único soldado poderia lançar um ataque em larga escala a partir do ar e do solo” declarou apreensivo o professor.
Por isso, Sharkey realizou um debate internacional para discutir sobre o assunto, dizendo a uma reunião de peritos em Londres que a capacidade de um robô assassino artificialmente inteligente distinguir um amigo de um inimigo está há pelo menos 50 anos de distância, noticiou o site TechRadar .
Para ele, o maior perigo reside no fato de que toda a inteligência artificial desenvolvida está baseada na ficção científica. Podemos tomar como exemplo as três leis da robótica, que na verdade foram criadas em 1950 pelo escritor Isaac Asimov quando este escreveu seu livro de contos Eu, Robô, que virou filme em 2004.
Em janeiro de 2006, 60 robôs foram utilizados pelo exército americano do Paquistão e mataram 14 membros do al-Qaeda, além de outros 607 civis – uma taxa de mortalidade civil muito alta para tão pouco resultado militar. Uma publicação da Força Aérea americana publicada no mês passado prevê o uso de aviões de ataque completamente autônomos, onde a ação humana será limitada a monitorar a execução das decisões.
Segundo o site Telegraph os Estados Unidos possuem 200 Predadores (Predators) e 30 Ceifadores (Reapers), robôs que ainda precisam de controle humano, mas esperam investir US$ 5,5 bilhões em veículos de combate não tripulados no ano que vem.
www.geek.com.br

HAITI: MANIFESTANTES FECHAM PASSAGEM COM BARRICADAS E PNEUS E FEREM TREZE SOLDADOS DA FORÇA DE PAZ

Dez "capacetes azuis" do Nepal e três do Haiti foram feridos em confrontos no centro do Haiti entre soldados e populares, anunciou hoje a Missão das Nações Unidas naquele país (MINUSTAH).
Os confrontos ocorreram próximo da cidade de Lascahobas, quando os "capacetes azuis" tentavam desimpedir uma calçada coberta por barricadas e pneus a que os manifestantes atearam fogo para protestar contra as falhas de electricidade, disse Sophie Boutaud de la Combe, porta-voz da MINUSTAH.
Os "capecetes azuis" dispararam para o ar para dispersar a multidão, disse a porta-voz adiantando que "três manifestantes ficaram feridos".

6 de agosto de 2009

EÊÊÊÊÊ, PT, QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ


VISÃO MILITAR

MÍRIAM LEITÃO

O Exército se sente ameaçado pela presença de bases americanas na Colômbia? Um general me disse que não. Acha que os americanos deveriam ter nos informado previamente, mas lembrou, pragmático: “Entre as bases na Colômbia e o nosso território tem a selva. Não dá para as tropas se movimentarem por terra. Para isso, eles têm porta-aviões, bombardeiros que reabastecem no ar e supremacia aérea.”
Hoje o Brasil tem 53 militares, de patentes diferenciadas, treinando em escolas americanas como West Point. Há uma longa tradição de cooperação. Ainda que mantendo-se a necessária distância. Visitas militares americanas, inclusive de oficiais de alta patente, têm sido mais frequentes.
— A gente sente que eles querem agradar, mas são meio atrapalhados. Não vejo qualquer ameaça militar americana ao Brasil nem direta, nem indireta — disse.
Há pouco mais de um mês houve uma competição das forças especiais de 21 países latino-americanos. É uma competição tradicional, sempre organizada, financiada e arbitrada pelos Estados Unidos. É uma espécie de competição de esportes radicais. O ganhador é sempre a Colômbia cujo Exército é treinado pelos americanos.
Desta vez, foi um pouco diferente. Nossas Forças Armadas disseram que como era em solo brasileiro, a competição seria organizada e arbitrada por brasileiros. Aceitaram apenas o financiamento americano. Quem ganhou foi o Brasil. O segundo lugar, surpreendentemente, foi do Equador, e a Colômbia veio em terceiro.
Ou seja, há espaço para visitas, intercâmbio e até olimpíadas militares entre os países da região. Nada lembra um clima belicoso. Para o general, o mal-estar agora foi causado por uma incapacidade americana de entender quais são os sentimentos e reações dos países latino-americanos em relação a eles.
Até por confusões históricas, o governo americano deveria ter consultado os países da região. Na visão do general, a tensão é causada mais por Hugo Chávez e ela pode vir a ser uma ameaça para o Brasil mais adiante.
— Ele hoje já controla o governo dele, da Bolívia, do Equador, tem influência na Argentina e Paraguai. No Peru, onde seu candidato Ollanta Humala perdeu no photochart, o presidente Alan Garcia está com baixíssima popularidade. Chávez jogará todo o dinheiro possível para controlar o governo de Lima. Quando acontecer isso ele completa seu arco bolivariano. Enquanto o governo brasileiro fizer tudo o que ele quer, fica tudo bem. Mas no futuro pode haver tensão entre nós. Eles têm força econômica, saída para o Pacífico, Atlântico, Caribe e um governo que gosta de confrontos. Nosso problema não é militar com os Estados Unidos, é de geopolítica da região — disse o general.
Para o militar, não há qualquer ameaça dos americanos sobre o território brasileiro. Na avaliação que faz, os americanos perderam a base de Manta no Equador, perderam a presença na Bolívia, onde a DEA (departamento de combate às drogas) trabalhava livremente. Além disso, não têm tido tanto sucesso assim na Colômbia:
— As Farc estão mais enfraquecidas, mas o tráfico não teve queda sensível. Os americanos já estão na Colômbia há muito tempo e todo mundo sabe.
Ontem, Hugo Chávez escalou e falou que as bases americanas na Colômbia podem detonar uma guerra na América do Sul. É claro, pura retórica. Ele gosta de manter esse clima de beligerância no qual cresce, aparece, e foge do desgaste provocado pelas crises política e econômica.
Nesta situação, cabe ao Brasil manter seu tradicional equilíbrio com o qual vem se mantendo em paz por mais de um século com os países do continente. O que deveria ser evitado é tomar satisfação da Colômbia e ser condescendente com a Venezuela. É achar normal que a Venezuela faça exercícios com a esquadra russa, mas tratar o acordo militar dos Estados Unidos com a Colômbia como um risco iminente de invasão do território brasileiro.
Quando veio a esquadra russa, circularam rumores de que o presidente Lula não gostou, mas oficialmente o Brasil não disse que os russos aqui, em águas venezuelanas, lembravam a guerra fria. Hugo Chávez criticou quem pensasse nisso. “Este é um velho plano. Trataram de especular que é a nova Guerra Fria, toda uma manipulação, isso não é nenhuma provocação, é um intercâmbio entre dois países livres e soberanos”, disse Chávez na noite da chegada dos navios russos. No fim, os dois países assinaram um acordo para a construção de uma usina nuclear na Venezuela.
O semi-ministro das relações exteriores do Brasil, Marco Aurélio Garcia, disse sobre as bases americanas na Colômbia que cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça. A expressão é engraçada, mas não traduz o clima no país, nem nas relações com os Estados Unidos. O Brasil não é uma republiqueta ameaçada, é um país soberano, que saberá manter essa posição. Não precisa tremer diante de qualquer coisa, nem deixar que o rabo balance o cachorro, como, por exemplo, aceitando que Chávez dê o tom da nossa atitude diplomática, na relação com o nosso maior parceiro comercial e país do qual recebemos o maior volume de investimentos.

Miriam Leitão.com

Nota do Editor: a colunista erra quando afirma que a competição foi entre vinte países latino americanos, pois foram vinte e um, inclusive os EUA. Erra também quando compara uma disputa entre os melhores soldados das Américas com uma competição de esportes radicais.

Cofira aqui a matéria sobre a competição de Forças Especiais, relaizada em Goiânia, em junho.

SENADO DA REPÚBLICA: BATE BOCA RENAN x TASSO

HAITI: "FORÇA DE OCUPAÇÃO" ATENDE ÓRFÃOS, CONTROLA EMBARCAÇÕES E FAZ OBRAS EM AEROPORTOS

A Companhia de Engenharia Haiti realizou duas Ações Cívico-Sociais (ACISO) nos Orfanatos Bon Berger, em Porto Príncipe, e Blessing Hands, na cidade de Kenscoff (próxima à capital haitiana). Foram distribuídos 900 (novecentos) quilos de alimentos adquiridos por meio de doações realizadas pelos integrantes da Companhia. No orfanato Bom Berger as crianças foram orientadas sobre cuidados com os dentes e ganharam kits com escova e pasta dental. A BRAENGCOY doou ainda uma tonelada de leite em pó para o Seminário Saint Charles Borromée, para a promoção de um congresso juvenil com cerca de seis mil jovens. A instituição possui uma clínica de atendimento diário e uma escola com 400 (quatrocentas) crianças. A Cia E F Paz Haiti realiza como missão permanente trabalhos de apoio de engenharia ao Batalhão da Jordânia (JORBAT) em conjunto com a Polícia das Nações Unidas (UNPOL) e a Polícia Nacional do Haiti (PNH) no patrulhamento aquático na região de Malpasse. A finalidade da patrulha é coibir ilícitos na fronteira com a República Dominicana. O apoio é realizado três vezes por semana com a participação de operadores de motor de popa e a utilização de botes pneumáticos. A BRAENGCOY continua os trabalhos no aeródromo da MINUSTAH (MOVCOM), localizado dentro do aeroporto internacional de Porto Príncipe. Foram concluídos os trabalhos de construção de um bueiro e de 47 metros de sarjeta de concreto. As obras têm como finalidade melhorar a drenagem das vias de acesso do MOVCOM.

VISITAS E INSPEÇÕES
No dia 16 de julho, o Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), LUIS ALBERTO MORENO, visitou as obras de construção da estrada de acesso ao aterro sanitário de Truitier, nas proximidades da capital haitiana. A obra desenvolvida pela Companhia de Engenharia de Força de Paz Haiti (BRAENGCOY) e financiada pelo BID faz parte do projeto de melhoria da área do aterro sanitário que atende a cidade de Porto Príncipe. Acompanhado de sua comitiva e da imprensa internacional, o presidente do BID foi recebido pelo Principal Deputy do Representante Especial do Secretário Geral da ONU na MINUSTAH, Sr. LUIS CARLOS DA COSTA, e assistiu, no local, uma breve explanação sobre o andamento da obra.
INSPEÇÃO DO COE
No dia 17, a Companhia de Engenharia de Força de Paz Haiti recebeu a visita de membros da Seção de Inspeção Logística da MINUSTAH (COE Unit – Contingent Owned Equipment Unit). A comitiva estava composta pela Coronel Adelene Florendo e Sra. Janeta Gabayno (Filipinas). O objetivo da visita foi de realizar a inspeção em todos os equipamentos, viaturas e materiais, além de instalações médicas, sanitárias e dos alojamentos da Companhia.
SUPRIMENTO DE ÁGUA
A Estação de Tratamento de Água da Companhia de Engenharia Haiti produziu no mês de julho 2.606.000 (dois milhões seiscentos e seis mil) litros de água própria para consumo, sendo 358.000 (trezentos e cinquenta e oito mil) litros destinados ao abastecimento de algumas unidades da MINUSTAH e de instituições filantrópicas e orfanatos.
FORTE NACIONAL
A Companhia de Engenharia de Força de Paz – Haiti (BRAENGCOY) iniciou no mês de julho os trabalhos de demolição e reconstrução de muro da Base da 3ª Companhia de Fuzileiros de Força de Paz do Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABAT), no Bairro de Bel Air, conhecido como Forte Nacional. O Muro atual possui 35 (trinta e cinco) metros de comprimento e está comprometendo a segurança dos integrantes daquela Companhia e das casas circunvizinhas ao Forte Nacional e, com este trabalho, deixará de causar riscos à população local.
TRUITIER
A BRAENGCOY continua nos trabalhos de construção de estrada em Truitier, região próxima à capital haitiana. Foram movimentadas aproximadamente 4.000 toneladas de material para aterro em trabalhos de base, e a execução de asfaltamento de 850 metros de estrada, utilizando cerca de 570 toneladas de asfalto. A obra faz parte do projeto de melhoria do acesso ao aterro sanitário que atende a cidade de Porto Príncipe.
RECONHECIMENTO DE ENGENHARIA
Foram realizados no mês de julho vários reconhecimentos de engenharia para as futuras obras a serem realizadas pela BRAENGCOY. Em Boucan Carré foi realizado projeto para captação, tratamento e armazenamento da água do rio para atender à comunidade local. Na mesma cidade foi verificada a situação da obra de terraplanagem do local onde será montada uma ponte Compact 200 para atender ao povo haitiano. Em Jacmel e Port Salut, a equipe técnica da BRAENGCOY estudou a possibilidade de reestruturação do quebra-mar e melhoramentos nas rampas marítimas que atendem à unidade da Marinha uruguaia (URUMAR).




PANTANAL NEWS

HAITI: COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES APROVA VIAGEM DE SENADORES

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) acaba de acatar requerimento para que um grupo de senadores, acompanhado de assessores e de jornalista da Casa, visitem o Haiti para verificar in loco a presença das tropas brasileiras naquele país. As tropas estão formalmente em missão de paz no Haiti desde o ano de 2004, mas existem denúncias da imprensa da ocorrência de desvios de conduta de membros da tropa, o que poderá ser observado pelos senadores. O senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) apoiou a missão parlamentar, mas pediu a exclusão de seu nome da lista de viajantes.

PROJETO PREVÊ APROVEITAMENTO DE RESERVISTAS PELAS POLÍCIAS E BOMBEIROS MILITARES

A Câmara dos Deputados está analisando um projeto de lei, de autoria do deputado Paes de Lira (PTC-SP) que cria o projeto Policial/Bombeiro/Cidadão, incluindo-o no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). O projeto é destinado a jovens recém-desincorporados do serviço militar obrigatório e que desejem voluntariamente se engajar nas polícias militares e nos corpos de bombeiros militares.
Na justificativa da proposta, Paes de Lira explica que a ideia é evitar que os jovens saídos das Forças Armadas sejam atraídos para atividades criminosas: "Devido à falta de empregos, esses jovens liberados por excesso de contingente, sem nenhuma qualificação profissional, ficam ociosos e a mercê de grupos criminosos. Essa medida permitirá o aproveitamento desses jovens, numa faixa etária altamente sensível e de risco, pelas Instituições de Segurança Pública, atendendo a demanda da sociedade, pois policiais e bombeiros de carreira serão deslocados para as atividades de médio e alto risco, fiando a cargo do conscrito voluntário as atividades de baixo risco", alega o deputado.
O projeto de Paes de Lira será analisado em caráter conclusivo (ou seja, não precisará passar pela votação no plenário da Câmara) pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

SOLDADOS DA BORRACHA: FINALMENTE, UMA PREOCUPAÇÃO LEGÍTIMA

A Câmara dos Deputados instalou no dia 5 de agosto a comissão especial que vai analisar a PEC do Soldado da Borracha (556/02).
Os "soldados da borracha" foram pessoas recrutadas pelo governo em setembro de 1943, principalmente nos estados do Nordeste, para reforçar a produção de borracha na Amazônia a fim de alimentar a indústria bélica. O objetivo do recrutamento foi suprir a grande demanda de borracha dos países aliados no período da guerra.
A PEC estende a essas pessoas os mesmos benefícios concedidos aos ex-combatentes da 2ª Guerra Mundial.
Hoje, a Constituição determina que os seringueiros recrutados naquelas circunstâncias têm direito, quando carentes, à pensão vitalícia no valor de dois salários mínimos. Já os ex-combatentes têm direito a aproveitamento no serviço público sem concurso; pensão especial correspondente à devida patente de segundo-tenente das Forças Armadas; pensão à viúva em caso de morte; assistência médica, hospitalar e educacional gratuita, extensiva aos dependentes, aposentadoria com proventos integrais aos 25 anos de serviço, prioridade na aquisição da casa própria para os que não a possuam ou para suas viúvas.
Após a instalação, foram eleitos o presidente da comissão, deputado Lindomar Garçon (PV-RO), e a relatora, deputada Perpétua Almeida (PcdoB-AC).

COLÉGIO MILITAR DE BRASÍLIA SUSPENDE AULAS POR CAUSA DA GRIPE A

O Colégio Militar de Brasília (CMB) suspendeu as aulas nesta semana por suspeitas de que um aluno de 13 anos, da oitava série, estaria com suspeitas de contaminação do novo vírus. O estudante foi internado na noite desta terça-feira (4), no Hospital das Forças Armadas (HFA). Ele foi submetido a exames para confirmarem se está ou não contaminado pelo vírus A (H1N1), mas ainda não há previsão de quando sairá o resultado.
O comandante do CMB, Coronel Wagner Gonçalves, anunciou na noite de ontem a decisão de suspender as aulas e diz que na próxima segunda-feira as aulas podem retor normalmente, a não ser que o resultado do exame do estudante dê positivo ou haja piora no quadro clínico. O pai do aluno esteve recentemente na Europa, mas não apresenta sintomas da gripe.

5 de agosto de 2009

SERÃO 7 AS BASES AMERICANAS NA COLÔMBIA


O acordo discutido entre Washington e Bogotá deverá permitir que as forças americanas utilizem sete e não apenas três bases militares da Colômbia, disse na terça-feira, 4, o comandante das Forças Armadas colombianas e ministro interino da Defesa, general Freddy Padilla. O anúncio foi feito em meio ao início de um giro do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pelos países da região para explicar os objetivos do acordo militar.

Até então, a Colômbia havia confirmado a intenção de ceder apenas três bases aos EUA: Malambo, Palanquero e Apiay. As novidades estão no anúncio das bases do Exército de Tolemaida e Larandia e das bases navais de Cartagena e Bahía Málaga. "Serão três bases aéreas, duas bases do Exército e duas bases navais", confirmou Padilla, na abertura de uma conferência sobre segurança regional, na cidade colombiana de Cartagena de Índias, da qual participam representantes de nove países, entre eles o chefe do Comando Sul dos EUA, general Douglas Fraser."É importante deixar claro que ainda não temos nenhum tipo de acordo", disse Fraser. A prudência do general deve-se à resistência que os países da região - o Brasil à frente - manifestaram à assinatura do acordo, o que obrigou tanto a Colômbia quanto os EUA a visitarem diversos países-membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para explicar suas intenções.
O rechaço ao acordo teve início com a Venezuela e o Equador. Ambos temem que os EUA possam, a partir das bases colombianas, lançar operações aéreas contra países vizinhos. Outros países, como o Brasil e o Chile, dizem que os assuntos militares que possam ter implicações regionais devem ser debatidos em foros amplos, como a Unasul, que se reunirá no dia 10, em Quito.A mensagem de Uribe aos presidentes latino-americanos deve seguir o tom expressado por seu ministro interino da Defesa em Cartagena. "Ninguém, a não ser os terroristas e narcotraficantes, deve ter medo deste acordo transparente, que respeita as soberanias e os acordos internacionais", disse Padilla. Segundo ele, a colaboração com os EUA "busca simplesmente fortalecer a capacidade na luta contra esse flagelo global".Leia mais.

BASES AMERICANAS NA COLÔMBIA: BRASIL FOI MEGALOMANÍACO, DIZ RICUPERO

João Paulo Charleaux
Ao irritar-se com a possível ampliação da presença militar americana na Colômbia, o governo brasileiro revelou "um desejo megalomaníaco de oferecer aos países da América do Sul um falso dilema: ou os EUA ou eu (Brasil)", disse ao Estado o diplomata Rubens Ricupero, que foi embaixador do Brasil em Washington e assessor de três presidentes brasileiros.
"Há duas áreas onde nós não poderíamos nos apresentar como alternativa aos EUA. Uma é a economia. Outra, a defesa", disse.
"O Brasil compra muito pouco dos países vizinhos e tem saldos comerciais muito grandes na região. Já os EUA, compram muito. Hoje, não somos capazes de substituir a importância que os americanos têm na economia latino-americana."
Segundo ele, o mesmo acontece na área militar. "Eu desejo que o Brasil seja grande e lidere, mas a realidade é que nós não podemos, por exemplo, dar o apoio militar que os EUA dão atualmente à Colômbia. Isto é irreal", disse.
Ricupero acredita que a ampliação do acordo militar com os EUA é "uma questão de sobrevivência interna para a Colômbia", que há 40 anos enfrenta uma guerra civil com grupos guerrilheiros locais de esquerda e de direita. Leia mais.

TENENTE -CORONEL ACUSADO DE ASSÉDIO VAI A JULGAMENTO E É ALVO DE NOVA DENÚNCIA

Começou no início da tarde desta terça-feira o julgamento do tenente-coronel Wilson Correa Leite Júnior, atual comandante do 44º Batalhão da Polícia Militar, em Guarulhos (Grande São Paulo), acusado de atentado violento ao pudor contra uma subordinada na corporação.
Segundo informações da assessoria do TJM (Tribunal de Justiça Militar), o julgamento teve início por volta das 13h. Apesar disso, o órgão não soube informar quais testemunhas já tinham sido ouvidas até as 15h.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual à Justiça Militar, o tenente-coronel agarrou e beijou à força uma tenente, em novembro de 2004. O crime, segundo a promotoria, foi no gabinete do oficial na sede do 4º Batalhão da PM.
Ontem, o advogado João Augusto de Padua Fleury Neto, defensor de Leite Júnior, disse "estar impedido pelo seu cliente de falar sobre o caso". Também disse que Leite Júnior não quer conceder entrevista.
Leite Junior, caso seja condenado, poderá ter a pena agravada porque o atentado violento ao pudor praticado por militar, segundo o Código Penal Militar, tem agravantes quando praticado por um oficial ou durante o serviço na corporação.
Nova acusação
Às vésperas de ser julgado pelo assédio denunciado pela Promotoria contra a tenente na sede do 4º Batalhão, Leite Júnior passou a ser novamente investigado sob a suspeita de assediar uma policial.
De acordo com documentos reservados da PM, Leite Júnior é investigado sob suspeita de assediar no começo de junho uma soldado temporária que trabalhava como uma espécie de secretária dele no 25º Batalhão, em Itapecerica da Serra (Grande SP).
Essa nova investigação causou a transferência de Leite Júnior do comando do 25º Batalhão para o do 44º Batalhão. A apuração é feita em segredo pelos oficiais do CPA/M-7 (Comando de Policiamento de Área Metropolitano 7) da PM, em Guarulhos.
Atualização das12:00h
O Tenente-Coronel Leite Jpunior foi condenado a pena de um ano de detenção, em regime aberto. Defesa e acusação prometem recorrer da decisão. O militar aguardará a solução do recurso em liberdade.

EMPACOU O PAC? CHAMA O EXÉRCITO! ITAJAÍ: IDELI E EMPRESÁRIOS NÃO CHEGAM A UM CONSENSO

A proposta da senadora Ideli Salvatti (PT), líder da bancada governista em Brasília, de trocar o contrato de reconstrução do Porto de Itajaí com um consórcio privado por uma obra do Exército, foi recebida com ponderação por lideranças da cidade, na Câmara de Vereadores de Itajaí, ontem de manhã.
Ideli lançou a ideia com base na dispensa de nova licitação e na atuação em obras portuárias do Instituto Militar de Engenharia do Exército. O instituto é responsável por obras recentes nos berços do Porto de São Francisco do Sul e também em Itapoá.
Nos pronunciamentos da superintendência do Porto de Itajaí, do Conselho de Autoridade Portuária e da Associação Empresarial (Acii), durante a reunião, a preocupação evidente foi a necessidade de elaboração de mais estudos e de um novo projeto executivo para que o Exército assuma a obra, o que poderia estender ainda mais a espera.
Durante o encontro, a senadora questionou a necessidade de uma estrutura com estacas de 50 metros de profundidade no cais. A medida, prevista como indispensável pelo consórcio empresarial contratado pelo governo federal, mantém a obra paralisada até o Tribunal de Contas da União (TCU) concluir a avaliação sobre o caso.
Ideli defendeu a capacidade do Exército em reavaliar com agilidade o projeto e fazer uma obra com menor custo, sem depender da aprovação do TCU.
– O Exército pode ser uma solução mais rápida, barata e sem burocracia, pois não depende de nova licitação para começar os trabalhos. E sua competência técnica é reconhecida inclusive internacionalmente – resumiu Ideli.
O presidente do Conselho de Autoridade Portuária de Itajaí, Anselmo José de Souza, pediu a atenção dos representantes federais para que se cumpram todos os investimentos necessários ao restabelecimento das condições do Porto.
– A solução do Exército é possível e criativa, mas a crise é o momento de termos visão de futuro. Se o Porto de Itajaí não se estruturar desde já, a concorrência de terminais em fase de modernização, como São Francisco do Sul e Itapoá, será algo preocupante – esclareceu.
A reportagem tentou contato com o Instituto Militar de Engenharia do Exército, em Brasília, ontem à tarde, mas foi informada que o órgão só poderá se manifestar após a reunião com as partes interessadas na obra.
SICILIA VECHI

EMPACOU O PAC? CHAMA O EXÉRCITO! MILITARES JÁ TRABALHAM HÁ TRÊS ANOS EM PORTO CATARINENSE

Os militares do 10º Batalhão de Engenharia de Construção de Lages, na Serra, trabalham há pelo menos três anos em obras de reestruturação do Porto de São Francisco do Sul, litoral Norte catarinense.
Atualmente, 120 homens executam o projeto de realinhamento e reforço estrutural do berço 201, que passará a ter 250 metros de extensão e 13 metros de calado. A mudança permitirá ao terminal receber embarcações de grande porte.
O militares do 10º Batalhão de Engenharia já haviam feito obras de reforço nas estruturas nos berços 102 e 103. Agora, as mudanças estão na construção do berço 201, que tem, hoje, 150 metros de comprimento e oito metros de calado, o que permite a atracação apenas de barcaças e navios de pequeno porte.
O governo federal está investindo R$ 25 milhões na obra, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A conclusão do berço 201 está prevista para fevereiro de 2010.

DOMINGO AÉREO ATRAI QUARENTA MIL PESSOAS EM PIRASSUNUNGA

Apresentações com aeronaves militares e civis tomaram conta do céu da cidade de Pirassununga (SP), no dia 2 de agosto. O evento, batizado de Domingo Aéreo, é organizado pela Academia da Força Aérea (AFA).
Com início às 9h e término às 16h, o Domingo Aéreo reuniu cerca de 40 mil pessoas no Campo Fontenelle, localizado na altura do km 39 da estrada de Aguaí.
O público, de diversas cidades e estados vizinhos, conferiu dois shows aéreos com a tradicional Esquadrilha da Fumaça, além de sobrevoos das aeronaves militares Amazonas, Badeirulha e Super Puma, entre outras. Leandro Mira, morador da cidade de Taquaritinga, a 200 km de Pirassununga, visitou o evento com um grupo de 25 pessoas. "As apresentações dos três caças da FAB, um Mirrage 2000, um AT-26 Xavante e um F-5, foram excelentes", conta. Leia mais.

SENADO HOMENAGEIA DEZ ANOS DO MINISTÉRIO DA DEFESA


Primeiro a requerer a homenagem do Congresso pelo aniversário de dez anos de criação do Ministério da Defesa, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) destacou a importância de unificação das Forças Armadas, ocorrida em 1999, como sinal de amadurecimento das instituições de defesa do país. Para Heráclito, que é 1º secretário do Senado, a unificação da Marinha, do Exército e da Aeronáutica em um só ministério foi decisiva para o sucesso das novas forças militares.
- Essa ação foi um prova do profundo espírito de nacionalismo e submissão ao Estado democrático de direito que inspira a organização das Forças Armadas brasileiras - disse o parlamentar.
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GENERAL FLORIANO PEIXOTO: SEGURANÇA NO HAITI ESTÁ "SOB CONTROLE"

Joaquim Utset.
O responsável militar da Missão de Estabilização da ONU para o Haiti (Minustah), o general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto, assegurou hoje que a segurança no país "está absolutamente sob controle", mas ainda não se vislumbra quando os militares poderão retornar a seus países.
Em entrevista à Agência Efe, o militar ressaltou que a relativa tranquilidade que reina no Haiti é "frágil" e pode "mudar muito rápido" devido à pobreza na qual vive a imensa maioria dos habitantes do país mais pobre do continente americano.
"Sempre há certa agitação, é uma panela de água fervendo que pode transbordar, por isso deve-se manter um alto nível de vigilância e de patrulhas, que assegurem que a situação segue estável", disse Peixoto. (EFE) Leia mais.

USTRA DIZ QUE SE TORNOU "BODE EXPIATÓRIO"

Marcelo Godoy
O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra divulgou uma carta aberta para dizer que se converteu em "bode expiatório". O documento é uma resposta à reportagem do Estado que revelou documento assinado por ele, quando comandava o Destacamento de Operações de Informações (DOI), do 2º Exército.

O relatório de Ustra, feito a mando dos superiores em 1972, detalha as circunstâncias da morte do estudante Antônio dos Três Reis Oliveira, militante comunista da Ação Libertadora Nacional (ALN), e da operária Alceri Maria Gomes da Silva, da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).VPR e ALN eram organizações de esquerda que pegaram em armas contra o regime militar.

Os dois militantes desapareceram em maio de 1970. Seus corpos nunca foram achados e o Exército jamais assumiu as mortes. Só nos anos 90 surgiram documentos do Instituto Médico-Legal de São Paulo e um relato de três linhas da Aeronáutica dizendo que os dois estavam mortos.

Ustra é alvo de ações na Justiça que buscam responsabilizá-lo por violações dos direitos humanos.Em sua carta, Ustra afirma que "sites de esquerda e livros escritos pela esquerda" consideram os militantes como mortos. Diz que, quando eles morreram, servia na 2ª Seção do Estado-Maior do 2º Exército - trata-se da seção responsável pela área de informações, umbilicalmente ligada ao órgão operacional de repressão, o DOI, que na época da morte de Oliveira e Alceri se chamava Operação Bandeirantes (Oban). Leia mais.

ESTADÃO

4 de agosto de 2009

FORÇAS ARMADAS PREPARAM REDISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DE SUAS TROPAS


O Comando da Aeronáutica resolveu abrir, nos próximos anos, sua primeira base permanente na região Norte. Será em Manaus e terá uma frota de caças F-5, modernizados pela Embraer, para dar combate imediato a qualquer ameaça em território amazônico. No comando da Infraero até agosto, o tenente-brigadeiro Cleonilson Nicácio da Silva acaba de concluir uma espécie de “permuta” com a FAB.Em troca de um terreno para a expansão do aeroporto de Florianópolis, cederá áreas no aeroporto de Manaus para a construção da nova unidade militar. Uma segunda pista de pouso e decolagem, a ser construída em cerca de quatro anos, servirá tanto à aviação comercial quanto os caças, informou Nicácio, que assume no mês que vem o Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos, um dos principais postos da Aeronáutica. O brigadeiro deverá ser substituído por Murilo Barbosa, chefe de gabinete do ministro da Defesa, Nelson Jobim.
O Exército, no documento “Estratégia Braço Forte”, detalha os seus planos de redistribuição. Foram criados dois programas – Amazônia Protegida e Sentinela da Pátria – , que aumentarão o contingente de soldados e oficiais. O primeiro programa visa fortalecer a presença militar terrestre na região e ampliar a vigilância e o monitoramento das fronteiras amazônicas. Serão implementados 28 novos pelotões especiais de fronteira. Eles se somarão aos 21 existentes, que passarão por uma modernização.
O programa Sentinela da Pátria prevê o reforço das estruturas operacional e logística dos comandos militares de área. Inclui basicamente projetos relacionados à transferência, transformação e implantação de unidades. No curto prazo, até 2014, destacam-se os projetos em andamento de implantação da brigada de operações especiais em Goiânia, a transferência da 2ª brigada de infantaria de selva para São Gabriel da Cachoeira (AM) e a reestruturação da força de blindados.
No médio prazo, o programa contempla a transferência da brigada de infantaria Paraquedista para Anápolis (GO) e sua substituição, no Rio, por uma de infantaria leve. Haverá ainda criação de novas unidades de aviação (em Manaus e Campo Grande) e antiaérea (Brasília).
Na Marinha, as mudanças abrangem a criação de uma segunda esquadra e de uma divisão anfíbia no Norte/Nordeste, que também ganharão uma nova base naval. No geral, a Estratégia Nacional de Defesa sugere uma redistribuição territorial que permita o rápido deslocamento das tropas por todo o território brasileiro. A partir dos planos elaborados para cada um dos três comandos, o Ministério da Defesa proporá à Presidência da República um projeto de lei de equipamento e de articulação da Defesa Nacional.

DILMA, NASSIF E O CURRÍCULO FALSO

PACOTE QUER PROTEGER A INDÚSTRIA DE DEFESA

Enquanto o Ministério da Defesa discute a compra de caças para Força Aérea, a indústria bélica brasileira aguarda o encaminhamento, pelo governo federal, de um pacote de mudanças legislativas que fortaleçam o setor e consolide o plano de Estratégia Nacional de Defesa, lançado em 2008.
Entre as prioridades destacam-se um regime jurídico e tributário especial para licitações do setor; a criação de mecanismos de compras, que livre a indústria de material defesa dos contingenciamentos orçamentários e a possibilidade de serem feitas associações com parceiros estrangeiros para transferência de tecnologia.
Segundo o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), a promessa do ministro da Defesa, Nelson Jobim, é que as propostas sejam encaminhas para Câmara já esta semana. "Chegando aqui, vamos avaliar e se necessário fazer ajustes", diz. "Para o setor privado, a indústria de base da Defesa, a prioridade é o arcabouço legal", afirma Jungmann, que é coordenador da Frente Parlamentar da Defesa Nacional.
A Estratégia Nacional de Defesa (ações de médio e longo prazo dividas em três eixos: reorganização das Forças Armadas, reestruturação da indústria brasileira de material de defesa, inclusive para a exportação, e fortalecimento e ampliação do serviço militar), tem duas vertentes para melhorar este mercado, como explica o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).
"Uma é fortalecer a indústria nacional, centralizando as compras no País - desde o uniforme até os equipamentos mais sofisticados. A segunda vertente é fazer com que os projetos - como o do submarino e do helicóptero - e todos que venham surgir, tenham a possibilidade de incluir transferência de tecnologia no acordo. Assim, a nossa indústria pode adquirir know-how e produzir seus próprios equipamentos no futuro", frisa. Leia mais.

3 de agosto de 2009

EMPACOU O PAC? CHAMA O EXÉRCITO! EXÉRCITO PODE TOCAR OBRAS EM ITAJAÍ

Moacir Pereira moacir.pereira@gruporbs.com.br
O Tribunal de Contas da União ou o governo federal poderão decidir, esta semana, qual a solução imediata a ser adotada para retomada das obras de reconstrução de dois berços do Porto de Itajaí, destruídos pelas enchentes de novembro.
A participação do Exército na reconstrução é uma das opções cogitadas. O Consórcio Triunfo/Serveng/Constremac, que venceu a licitação, está reivindicando reajuste de 50% no valor do contrato original para reiniciar a execução do projeto. As obras foram abandonadas no início de julho, e as máquinas que trabalhavam na reconstrução, retiradas do terminal.
São duas as alternativas em estudo em Brasília. A primeira, o reajuste no aditivo contratual de 50%, depende de aprovação do TCU.
A segunda, já examinada pela ministra Dilma Rousseff e pela Secretaria Especial de Portos e do conhecimento do presidente Lula, seria a convocação do Exército para executar a reconstrução. O Exército tem tecnologia e experiência neste tipo de projeto. Está concluindo a recuperação do Porto de São Francisco do Sul, valendo-se de engenharia avançada que mereceu até registro em revistas internacionais do setor portuário. Ele executa, também, as obras do molhe de Imbituba. A contratação do Exército ofereceria algumas vantagens, de acordo com as avaliações preliminares feitas pelo Planalto. Não haveria necessidade de novo processo licitatório. Os valores seriam bem inferiores aos agora exigidos no aditivo pelo consórcio vencedor. A execução das obras seria em período inferior àquele novo fixado pelo atual consórcio. E não haveria risco de recursos judiciais pelas demais empreiteiras e consórcios que participaram da licitação no início do ano.
A opção militar foi tratada pela primeira vez na última quarta-feira, em Brasília, durante encontro da ministra Dilma Rousseff com a senadora Ideli Salvatti e o ex-prefeito de Itajaí Volnei Morastoni. O secretário particular do presidente Lula, Gilberto Carvalho, recebeu um dossiê sobre a situação do Porto de Itajaí e a possibilidade de contratação do Exército para tocar a reconstrução, desde que surgiu o impasse jurídico do aditivo acima dos 25% previstos em lei. Leia mais.

FUZILEIROS PARTICIPAM DE REGATA NA LAGOA

O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) organizou, no último domingo, a VII Regata no Estádio de Remo da Lagoa, contando com a participação de diversos clubes de remo fluminenses e organizações militares.
O público que compareceu à competição conheceu os equipamentos e viaturas, como os modernos carros Piranha, empregados no desenvolvimento das atividades operativas dos fuzileiros navais, inclusive na Missão de Paz no Haiti.
Houve, ainda, uma homenagem ao atleta amazonense Ailson Eráclito da Silva, que foi vice-campeão no single skiff, no Mundial sub-23 de Remo, um dos melhores resultados desse desporto brasileiro em Copa do Mundo de Remo.
Uma das provas mais esperadas era a de Remo de Combate, registrado nas fotos.
Fotos: Rachel Lopes

LÁ VEM VANNUCHI OUTRA VEZ

A terceira versão do Programa Nacional dos Direitos Humanos, obra de Paulo Vannuchi, prevê a revogação da Lei da Anistia (só para os militares, claro) e a proibição do uso do nome de violadores dos direitos humanos para batizar locais públicos.
Sugiro que a "faxina cívica" comece pela praça "Carlos Lamarca" em Bangu, na capital carioca.

EM BARREIRAS, SOLDADO LEVA DOIS TIROS NA CABEÇA

O Soldado Ricardo Alves de Oliveira, de 20 anos, do 4º Batalhão de Engenharia de Construção (Barreiras-BA), foi baleado no sábado (1º) com dois tiros na cabeça.
O militar foi transferido hoje para um hospital de Salvador.

HONDURAS...UM RELATO

UMA NAÇÃO QUE TAMBÉM LUTA PARA SALVAR-SE A SI MESMA

AS APARENCIAS OFUSCANDO A VERDADE

"Definitivamente, o que aconteceu em Honduras (e segue acontecendo) não guarda relação com o que se noticia na imprensa internacional. Se realmente conceitos tais como autodeterminação dos povos e soberania têm algum significado - e estão acima do pragmatismo que rege a relação entre os Estados - talvez valesse a pena o esforço em enxergar a cena descrita no primeiro parágrafo sob a ótica dos demais poderes do Estado de Honduras, de sua Constituição e, principalmente, da grande maioria do seu povo."

Este brilhante artigo, uma análise detalhada da situação hondurenha, pode ser lido na íntegra no blog A CONTINENCIA.

O blog recomenda.

MAIS UM FAVOR A CHÁVEZ (Editorial de O Estado de São Paulo(

Do Estadão
É cada vez maior a subserviência do governo brasileiro aos projetos do caudilho Hugo Chávez. No início da semana, o compañero bolivariano estava em maus lençóis, tendo de explicar como vários lançadores de foguetes AT-4, comprados pela Venezuela da Suécia, em 1988, estavam em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc, um grupo guerrilheiro que surgiu há mais de 40 anos tentando implantar pelas armas uma ditadura maoista naquele país e hoje se dedica quase exclusivamente ao tráfico de drogas. Não apenas o governo de Bogotá exigia uma resposta. Estocolmo também queria saber por que o governo venezuelano não havia respeitado o compromisso de ser o usuário final daquele sistema de foguetes.
Como não tinha nenhuma explicação plausível a dar e não podia reconhecer publicamente que tanto ele como seu seguidor equatoriano Rafael Correa fazem o que podem para ajudar o bando armado que se sustenta do narcotráfico e do sequestro de civis, Hugo Chávez fez-se de ofendido. Repudiou qualquer tipo de interpelação, chamou de volta a Caracas o embaixador em Bogotá e congelou as relações diplomáticas e econômicas com a Colômbia. Mas isso era pouco. Passou para a ofensiva franca, cobrando satisfações do governo colombiano por este estar em negociações com Washington para ceder o uso de cinco bases militares às forças americanas - algumas centenas de soldados - que combatem as chamadas ameaças transnacionais, principalmente o narcotráfico. E, desde então, a concessão dessas bases passou a ser vista como uma ameaça real e imediata à segurança dos países sul-americanos.
O governo Lula comprou a briga do compañero Chávez e tentou dividir a conta com membros de governo estrangeiros que passavam por Brasília. O presidente Lula, depois de afirmar que "a mim não me agrada mais uma base na Colômbia", fez a ressalva de que, assim como não gostaria que o presidente Álvaro Uribe desse "palpite nas coisas do Brasil", ele também não daria palpite "nas coisas de Uribe" - mas tratou de pedir que o assunto fosse incluído na pauta da reunião da União de Nações Sul-Americanas do dia 10. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, que estava em Brasília, agiu com grande correção diplomática, limitando-se a dizer que "nós respeitamos a soberania de cada país e as decisões que tomam". Mas o chanceler espanhol Miguel Angel Moratinos deixou de lado a circunspecção, que deveria marcar o comportamento de um visitante, e pontificou, como se Madri ainda fosse a metrópole: "É preciso cuidado para evitar tensão e militarismo na América Latina. Essa não é a melhor resposta aos problemas da região." E propôs articular reações da União Europeia contra a ampliação da presença militar dos Estados Unidos na Colômbia, muito convenientemente esquecido de que as forças americanas - e não só elas - têm livre trânsito nas bases espanholas que fazem parte da OTAN.
O chanceler Celso Amorim, por sua vez, instruiu o embaixador brasileiro em Washington a obter junto ao Departamento de Estado detalhes sobre o acordo de cessão das bases colombianas. Exigiu, ao que se informa, "transparência". Não fez o mesmo - e muito menos revelou preocupações com a segurança do Brasil - quando, há meses, o caudilho Hugo Chávez colocou à disposição das forças armadas russas todos os portos e aeroportos venezuelanos. Muito menos quis saber publicamente de detalhes dos acordos de cooperação militar assinados esta semana entre Caracas e Moscou, que preveem inclusive a realização de manobras. Os Estados Unidos estão buscando bases na Colômbia porque Rafael Correa se recusou a prorrogar o acordo de uso da Base de Manta, a partir da qual Washington controlava o tráfego de embarcações e aviões suspeitos de envolvimento com o narcotráfico. Recorde-se que o acordo com o Equador foi assinado depois que foi recusada uma proposta para a cessão de base em território brasileiro.
Esses acordos são negociados às claras e os seus textos são publicados. Não implicam cessão, mesmo parcial, de soberania. As bases continuam sob comando do país hospedeiro e servem exclusivamente para o apoio das operações de patrulha. Disso tudo o governo preferiu fingir que não sabia, para poder prestar mais um favor a Hugo Chávez.

2 de agosto de 2009

USTRA ASSINOU DOCUMENTO EM 1972 SOBRE MORTE DE GUERRILHEIROS DA ALN

Antônio dos Três Reis Oliveira era estudante quando foi preso no 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1968. Solto, entrou para a clandestinidade e assim estava quando desapareceu em 1970 ao lado da operária Alceri Maria Gomes da Silva. Seus corpos não foram achados.
O Exército nunca assumiu publicamente as mortes, mas o oficialato tinha conhecimento do que se passou com os militantes comunistas. A prova é um documento sigiloso assinado pelo então major Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do Destacamento de Operações de Informações (DOI), do 2º Exército, com sede em São Paulo.
Trata-se do mais detalhado relato feito pelo órgão responsável pela repressão política no Estado sobre a morte de Oliveira, importante quadro da Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo criado em 1967 por Carlos Marighella, a partir de uma dissidência do PCB. O relatório tem 24 linhas e estava em meio a uma das dezenas de pastas com papéis sobre o Exército no arquivo da Divisão de Ordem Social do antigo Departamento de Ordem Político e Social de São Paulo (Dops-SP). Foi lá que o Estado o encontrou.
O advogado Paulo Esteves, que defende Ustra, não nega a autenticidade da prova. Pelo contrário. Afirma que ela mostra que Ustra fez o que devia: informou os superiores.
O documento em questão é o Ofício 572/72-E/2-DOI, de 21 de agosto de 1972. Endereçado ao diretor do Dops, tinha como origem a 2ª Seção do Estado-Maior do 2º Exército. Ustra assinou o documento por delegação do chefe da seção, coronel Flávio Hugo Lima da Rocha, que lhe repassara a missão recebida do comando.
Assim, logo na primeira linha, Ustra diz que foi incumbido pelo "sr. gen. chefe do Estado-Maior do 2º Exército" de informar "o seguinte a respeito de Antônio dos Três Reis de Oliveira".O primeiro item do documento menciona a prisão de Osvaldo Soares, dirigente da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), grupo da esquerda armada que mantinha relações com a ALN. Soares foi capturado em 17 de maio de 1970, durante a série de prisões que desarticulou a VPR em São Paulo e levou à descoberta e cerco da área de treinamento de guerrilha no Vale do Ribeira, mantida pelo capitão Carlos Lamarca.
"Interrogado, declarou (Soares) residir em aparelho, sito à Rua Caraguataí, no Tatuapé, na zona leste de São Paulo, em companhia de Alceri Maria Gomes da Silva", outra militante da VPR, e de "Eloi, elemento que lhe fora ?passado? por Eduardo Leite (Bacuri) a fim de que ficasse guardado em seu aparelho".
Eloi era o nome de guerra de Oliveira.Bacuri, que o encaminhara para a casa no Tatuapé, era particularmente odiado pela polícia. Em 1970 ele foi um dos chefes do sequestro do embaixador alemão Ehrenfried von Hollenben, solto em troca da libertação de 40 militantes presos.
O relato de Ustra prossegue. Informa que "foram enviados elementos do DOI ao citado aparelho a fim de efetuar a prisão dos elementos" que lá moravam. No local, foi achado "vasto material subversivo, como armamento, munição e explosivos".
Os agentes teriam feito "uma revista minuciosa", quando encontraram um alçapão."Aberto tal alçapão foi notada a presença de um homem e de uma mulher no interior do porão, os quais passaram a disparar suas armas, formando então intenso tiroteio, em decorrência do qual vieram a falecer sendo posteriormente identificados como Alceri Maria Gomes da Silva (Carmem), pertencente à VPR, e Antônio dos Três Reis de Oliveira (Eloi)." Leia mais.

HAITI: PAZ AINDA É A MISSÃO, DIZ GENERAL


JOÃO RICARDO GONÇALVES


Após cinco anos, completos em junho, a Missão da ONU para a Estabilização do Haiti (Minustah), que tem o Brasil no comando, ainda tem como maior desafio os problemas gerados pela miséria do país mais pobre do Hemisfério Ocidental. Em entrevista a O DIA, o atual comandante da missão, general Floriano Peixoto, diz estar convencido de que o saldo da missão é positivo por “reverter a sensação de intranquilidade”, mas admite que a pobreza facilita a atuação de bandidos.

Segundo militares que participaram da missão, até cerca de três anos militares do país eram alvejados por “milhares de tiros” ao patrulhar áreas como o bairro Cité Soleil, o mais perigoso da capital, Porto Príncipe. De lá para cá, a situação mudou muito e até a região foi pacificada, com a instalação de pontos avançados em locais-chave da capital haitiana.


Apesar dos avanços, entretanto, segundo o general, a preocupação com a segurança é constante. “O desafio é manter o clima de segurança alcançado por vários contingentes que, desde 2004, vêm atuando no Haiti para dar condições para que instituições e agências nacionais e internacionais possam atuar no país, para levá-lo à condição de auto-sustentabilidade”, diz o militar.


Peixoto já havia comandado uma brigada no primeiro contingente que foi ao Haiti, em 2004. Hoje, está à frente de 7.044 militares de 13 países. O general prevê que, com a manutenção da segurança, mais parcerias e doações podem surgir para melhorar a dura realidade vivida pela maioria dos cerca de 9 milhões de habitantes.


“A situação da segurança no Haiti é estável. As tropas vêm mantendo essa condição mediante absoluto controle, mas o país continua frágil, em decorrência do acentuado grau de pobreza que aflige a maioria da população. Essa realidade favorece a ação de delinquentes, embora não comprometa a estabilidade do país, pela eficiência das forças militares e policiais”, afirma.


O DIA ONLINE

PROJETO CRIMINALIZA TROTES CONTRA ESTUDANTES E RECRUTAS


Da Agência Senado
Com o objetivo de tipificar como crime os "trotes" aplicados em estudantes de faculdades ou de outros estabelecimentos de ensino - inclusive os militares e os que envolvem o treinamento em quartéis -, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) apresentou uma proposta que acrescenta um artigo ao Código Penal e outro ao Código Penal Militar. As penas previstas variam de seis meses a dois anos de detenção, além de multa e "pena correspondente à violência".
Esse projeto de lei (PLS 176/09) foi apresentado no início de maio e tramita desde então na Comissão de Constituição, Justiça a Cidadania (CCJ) do Senado, na qual receberá decisão terminativa.
O relator da matéria é o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), que já apresentou voto favorável ao texto. Em uma das três emendas que apresentou, o relator determina que as penas também sejam aplicadas nos casos de "trotes" contra recrutas em treinamento militar ou dentro de quartéis.
Ao defender a proposta, Arthur Virgílio argumenta que, com os "trotes", "o que deveria ser motivo de alegria muitas vezes se torna um espetáculo de humilhações e violência". Ele afirma ainda que esse tipo de trote "dá ensejo a outro ato violento no ano seguinte, num círculo perverso e interminável".
Um dos exemplos de trote violento citados pelo senador foi o que matou, no início de 1999, o estudante Edison Tsung Chi Hsueh, que havia ingressado naquele ano no curso de medicina da Universidade de São Paulo. Segundo Arthur Virgílio, a medida proposta não apenas estimularia a redução desses casos, mas também seria capaz de oferecer argumentos jurídicos às universidades que queiram expulsar alunos violentos.

EPA! EPA! TAMBÉM QUERO! - ARAGUAIA: MATEIROS SE DIZEM TORTURADOS

Camponeses que colaboraram com a repressão à guerrilha afirmam que foram obrigados a trabalhar para os militares.
Pessoas ligadas ao Exército e à esquerda atribuem relatos dos ex-guias à busca por indenizações concedidas pela Comissão de Anistia
De Pedro Dias Leite:
Quase 35 anos depois do fim da guerrilha do Araguaia (1972-1975), um dilema ainda paira sobre os mateiros que guiaram o Exército na caça aos militantes da luta armada: torturados ou traidores?
A discussão voltou à tona nas últimas semanas, com a participação crucial desses mateiros para indicar onde podem estar as ossadas de quase 60 guerrilheiros jamais encontrados, mortos no que o povo da região chama de "a guerra". Até hoje, apenas dois foram achados e reconhecidos. Em muitas das atuais buscas, são os mateiros que contam o que presenciaram e dão indicações sobre possíveis locais de enterro.
Nas décadas que se seguiram ao conflito, os mateiros mantiveram relação próxima com os militares que exterminaram a guerrilha, o que alimentou a imagem de aliados da ditadura. De colaboradores dos guerrilheiros quando os militantes de extrema esquerda chegaram à região, passaram a ficar a serviço das Forças Armadas.
Agora, apesar de não negarem os vínculos com os militares, começam a contar uma outra parte dessa história -a tortura que os levou a mudar de lado. "O "pessoal da mata" [a guerrilha] era meu amigo. Eu não ia fazer se não fosse obrigado. No começo dei muita comida. Depois, não teve jeito, a gente não tinha outra escolha", conta o mateiro Severino Antonio da Silva, o Severinão, 85 anos.

MÚSICA DO DIA (THE HOLLIES-MY BROTHER)

DICA DO AMIGO RONALDO LUÍS (PELOTAS - RS)

1 de agosto de 2009

PATRULHA NOTURNA NO HAITI

Kaiser Konrad (texto e fotos)
Porto Príncipe – Haiti
Campo Charlie, Base do Batalhão Brasileiro de Força de Paz, 19 horas
No horizonte uma série de relâmpagos ilumina as montanhas que cercam a cidade. Os trovões anunciam que mais uma tempestade está por vir. Na Base do Batalhão Brasileiro um grupo de militares se apronta para enfrentar a adversidade do tempo e os perigos da noite haitiana para cumprir mais uma missão.

A situação de segurança no Haiti atualmente inspira uma relativa tranqüilidade. Isso se deve somente à presença ostensiva das tropas da ONU nas ruas, inibindo ações criminosas executadas por gangues responsáveis por crimes como tráfico de armas e drogas.

Nessa noite os militares do Exército Brasileiro vão realizar uma patrulha mecanizada e a pé em Cité Soleil, o bairro mais perigoso do Haiti.Essas patrulhas acontecem 13 vezes por noite e são feitas pelo Esquadrão de Fuzileiros Mecanizado. Tem duração de aproximadamente três horas e são executadas nas áreas de responsabilidade do Batalhão Brasileiro, que são os bairros de Cité Soleil, Cité Militaire, área portuária, Bel Air e central.

Um briefing de segurança apresentado pelo Tenente Bragança, comandante do Primeiro Pelotão do Quarto Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, mostra os locais por onde a patrulha vai passar, confirma a existência de força adversa na região e os procedimentos a serem seguidos no caso de contato da tropa com ela.

No atual estágio da missão, a situação de segurança requer ações de Garantia da Lei e da Ordem. Por isso, o armamento teve que se adequado a esta nova fase. Os militares estão equipados com espingardas calibre 12 - com munição de borracha -, lançador de granadas AM 600 - com munição não-letal -, gás lacrimogênio e spray de pimenta. Na contramão da MINUSTAH o Exército ainda utiliza o fuzil calibre 7,62 mm Para-FAL; perdendo a oportunidade ideal de testar no combate em localidade o fuzil nacional MD97 5,56 mm.

Os 4 pelotões de cavalaria do 11º Brabat são oriundos do 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado, de Pirassununga-SP, e do 1º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado Leve, de Valença-RJ.

Os três Urutus já tripulados, com seus soldados de fuzis a postos sobre as escotilhas saem em comboio da base com sirenes ligadas em meio à escuridão da noite na capital haitiana. Anos atrás essas patrulhas eram extremamente perigosas, principalmente nos bairros residenciais, condição de emprego que obrigou o exército a realizar uma série de adaptações nas viaturas, com a colocação de placas e vidros blindados para proteção do artilheiro, já que o Urutu não foi desenvolvido para o combate urbano, ou em locais aonde a força adversa pudesse realizar ataques próximos num ângulo de tiro superior.
O comboio de Urutus consegue impor respeito por onde passa. Embora completamente defasados tecnologicamente, eles conseguem desempenhar sua missão no Haiti com eficácia e segurança, prova disso é que o Brasil nunca perdeu um militar em combate durante estas patrulhas.

Ao passar pelo Ponto Forte 16 as viaturas reduzem a velocidade e observam com atenção a situação. Nenhum detalhe pode passar despercebido, pois podem existir atiradores escondidos e trincheiras cavadas, de forma a tentar paralisar o veículo e cercar a tropa, numa ação irregular com o objetivo de roubar as armas dos soldados, numa situação semelhante à enfrentada por uma patrulha uruguaia anos atrás.

Com holofotes os militares procuram enxergar alguma anormalidade na escuridão. Permanecem em seu caminho conforme os planos da patrulha. Os haitianos parecem não dormir e enchem as ruas de pessoas, o que exige dos motoristas extrema perícia para evitar um acidente que naquelas circunstâncias provocaria a revolta de populares e poderia colocar a tropa em risco numa situação que fugiria do controle rapidamente.

Ao chegar à zona portuária as viaturas param. Os militares descem e montam um perímetro de segurança. Com atenção redobrada eles iniciam a patrulha a pé. A partir de agora eles não tem mais a blindagem e a imponência do Urutu. Sua segurança depende dos capacetes e coletes a prova de balas, da vigilância dos próprios colegas e, principalmente, do treinamento massificado que tiveram no Brasil. Leia mais.

O QUE FALTA PARA A VENEZUELA SER UMA DITADURA?

Guilermo Zuloaga, dono da GLOBOVISIÓN, única emissora de TV (ainda) independente no paraíso chavista, responde:
"Muito pouco. Quando terminarem de fechar todas as formas de acesso livre à informação, então teremos ingressado em uma ditadura.
Chávez quer tirar 240 rádios do ar. Nenhuma das que estão na lista, obviamente, é chavista. Também quer proibir que as estações de Caracas transmitam para o restante do país. Se isso acontecer, somente o presidente poderá falar em cadeia nacional.
Nas bibliotecas públicas, todos os livros de direita ou que não estavam de acordo com a ideologia oficial foram jogados fora.
Os jornais impressos continuam independentes, mas alguns donos já reclamam que não conseguem importar papel, porque o Cadivi não libera os dólares.
Na televisão a cabo, o governo está discutindo uma lei para limitar o acesso aos canais venezuelanos.
Em relação à Globovisión, o governo não nos deixa ampliar a cobertura para outras cidades. Temos sinal aberto em apenas três cidades." Leia mais aqui.
Da Veja.

6º BIL COMEMORA CEM ANOS

O 6º BIL - Batalhão de Infantaria Leve (Regimento Ipiranga) de Caçapava (SP) comemorou nesta quinta-feira (30), seu 100º aniversário.
As atividades de comemoração tiveram início ás 17h30 com cultos religiosos – e às 19 horas houve uma solenidade militar, com a presença de autoridades militares, civis, além de familiares e amigos. Leia mais.

ESTRATÉGIA DE DEFESA NACIONAL PREVÊ PLANEJAMENTO DE LONGO PRAZO

Está em andamento desde o início do ano um ousado plano para modernizar a estrutura de Defesa do país, o qual pretende reorganizar as Forças Armadas e reorientar seu papel nessa missão fundamental.
Também almeja reestruturar a indústria brasileira de materiais e equipamentos de Defesa e a própria política nacional de composição dos efetivos militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, com conseqüências inclusive sobre o futuro do serviço militar obrigatório.Trata-se da proposta de Estratégia Nacional de Defesa, apresentada ao Presidente Lula no final do ano pelo ministro da pasta, Nelson Jobim, e pelo então ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira.
Elaborada desde 2007, a proposta foi aprovada em dezembro último por meio do Decreto nº 6.703, do Presidente da República.É uma iniciativa inédita colocar as questões de Defesa na agenda brasileira, em tempos democráticos e sem os traços nocivos da velha Doutrina da Segurança Nacional. Mais que isso, cuida-se de formular um planejamento de longo prazo para orientar sua reestruturação e reorganização. Isso marca uma nova etapa no tratamento do tema, intrinsecamente associado ao desenvolvimento da nação. Reforça esse vínculo o fato de os construtores da proposta terem levado em conta a posição atual do Brasil, de destaque no contexto internacional em função de sua estabilidade econômica, mantida mesmo em meio à grave crise mundial.
A reorganização das Forças Armadas passa pela redefinição do papel do Ministério da Defesa e pela enumeração das diretrizes estratégicas de cada uma das Forças, além do fortalecimento de três setores apontados como essenciais para a Defesa nacional – o espacial, o cibernético e o nuclear.
São setores, apontam os especialistas, que transcendem a divisão entre desenvolvimento e defesa, entre civil e militar.O espacial e o cibernético permitirão, em conjunto, que a capacidade de visualizar o próprio país não dependa de tecnologia estrangeira e que as três Forças possam atuar em rede no monitoramento do território, do espaço aéreo e das águas jurisdicionais brasileiras. Para tanto, entre as prioridades está a fabricação de veículos lançadores de satélites – setor em que o Maranhão está diretamente envolvido, em função da Base de Alcântara – e também a fabricação dos próprios satélites, especialmente os destinados a telecomunicações e ao sensoriamento remoto de alta resolução.
Já o setor nuclear, que por imperativo da Constituição Federal e da adesão do Brasil ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares tem atuação proibida em quaisquer finalidades que não sejam pacíficas, não deve mais ficar restrito ao uso exclusivo para fornecimento de energia. Há a necessidade estratégica de desenvolvermos tal tecnologia: o Brasil precisa garantir a versatilidade da sua matriz energética e avançar em áreas como a agricultura e a saúde, que podem se beneficiar da tecnologia de energia nuclear.
Num outro eixo do programa, visa-se assegurar que o atendimento das necessidades de equipamento das Forças Armadas apóie-se em tecnologias sob domínio nacional. Tal exigência condiciona desde as parcerias com outros países e empresas estrangeiras até as compras de produtos e serviços no exterior, além de estabelecer um regime legal para a indústria nacional do setor.Além disso, o plano instituirá o Serviço Civil, que progressivamente vai aproveitar os jovens que não forem incorporados ao serviço militar, os quais receberão formação para atuar em trabalhos sociais, de acordo com suas qualificações e preferências. Tal trabalho será destinado a atender às diferentes carências da população em todas as regiões do país.
Em suma, fica claro que a nova Estratégia Nacional de Defesa é inovadora também por não se tratar apenas de financiar e equipar as Forças Armadas, mas de transformá-las para melhor defenderem a soberania e o desenvolvimento do Brasil. É uma difícil mas elogiável iniciativa de transformação de consciências, em defesa do nosso país, da nossa democracia e do nosso povo.
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