21 de agosto de 2009

CARLA BRUNI VEM?




Confiança. Esse será o tema do desfile de 7 de setembro em Brasília. A idéia é fortalecer a imagem do país, nestes tempos de crise. Espera-se cinquenta mil pessoas no Eixo Monumental.
O desfile contará com a presença de Nicolas Sarkozy, presidente da França. Se Carla Bruni vier junto, certamente o público aumentará. Já se Dilma comparecer... deixa pra lá!



ACENO AOS QUARTÉIS

Lula oficializará aos comandantes militares, nesta sexta, o que eles já estão carecas de conhecer: o plano para reequipar as Forças Armadas, com a compra de caças e submarinos franceses por € 20 bilhões.

JOBIM APRESENTARÁ A LULA PROPOSTAS DE MUDANÇAS NA DEFESA NACIONAL

Ao participar nesta quinta(20) da solenidade dos 60 anos da Escola Superior de Guerra, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou que apresentará nos próximos dias ao Presidente Lula quatro propostas de alteração da estrutura da Defesa Nacional.
Segundo Jobim "os grandes temas que necessitam de alteração são: a estrutura militar de guerra, a organização e preparo das Forças Armadas, a estrutura do Ministério da Defesa e a articulação e equipamentos das Forças Armadas".

20 de agosto de 2009

MPF QUER SUPRIMIR DIÁLOGOS DE SUA AÇÃO CONTRA YEDA CRUSIUS

O jornalista Políbio Braga acaba de divulgar em seu blog que os Procuradores Federais, autores da ação contra a Governadora do RS, Yeda Crusius, e mais oito pessoas, solicitaram à Juíza Simone Barbisan Fortes, de Santa Maria, que suprima trechos (não divulgados) de diálogos que constam do processo.
Para tanto, os representantes do MPF não tiveram a preocupação de promover um espetáculo midiático, como o fizeram quando da apresentação da denúncia.

ACIDENTE COM CAMINHÃO DO EXÉRCITO DEIXA 29 FERIDOS NO RIO DE JANEIRO

Rio - Vinte e nove pessoas ficaram feridas, na manhã desta quinta-feira, em um acidente entre um ônibus da Viação Braso-Lisboa e um caminhão do Exército. A colisão foi na Avenida Pedro Segundo, próximo à base da Guarda Municipal, em São Cristóvão, Zona Norte.
As vítimas receberam os primeiros atendimentos em quatro ambulâncias dos Bombeiros. Dezesseis militares foram levados para o Hospital Central do Exército, em Benfica. Doze passageiros e o motorista do ônibus também ficaram feridos, a maioria foi encaminhada para o Hospital Souza Aguiar.
A área do acidente estava interditada até o início da tarde, mas o trânsito já tinha voltado ao normal. Segundo o RJTV, uma pessoa permanece em observação no Hospital Souza Aguiar. O Comando Militar do Leste ainda não informou o estado de saúde dos outros feridos. Leia mais.

EMPACOU O PAC? CHAMA O EXÉRCITO! VÁRZEA GRANDE TAMBÉM QUER!

JULIANA SCARDUA
O prefeito de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR), também recorrerá ao Exército para tentar tocar obras consideradas emergenciais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Caso o 9º Batalhão de Engenharia de Construção (BEC) recuse o pedido, a segunda via aventada é a solicitação à Caixa Econômica Federal (CEF) para que designe uma construtora credenciada para, com dispensa de licitação, assuma ao menos um dos canteiros de obras. Leia mais.

SOLDADO DO EXÉRCITO É PRESO EM OPERAÇÃO DA POLÍCIA PERNAMBUCANA

Um soldado do Exército, ainda não identificado, foi preso junto com mais 18 pessoas, na chamada "Operação Carcará", desencadeada nesta manhã pela polícia de Pernambuco. O grupo é acusado de roubo, homícidio e tráfico de drogas.
O militar é suspeito de intermediar a compra e venda de armas para a quadrilha.

JOBIM QUER PODER DE POLÍCIA PARA AS FORÇAS ARMADAS

Até a próxima sexta-feira (21), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, pretende apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva propostas para alterar o modo de atuação e organização das Forças Armadas e do próprio ministério. Jobim quer que seja outorgado à Aeronáutica e à Marinha poder de polícia complementar, para que as ambas possam efetuar prisões e revistas, quando a Polícia Federal não estiver perto do local da ocorrência.
Segundo Jobim, recentemente, um pequeno avião estrangeiro invadiu o espaço aéreo nacional e pousou em uma pista depois que um caça Tucano da Força Aérea Brasileira (FAB) fez disparos de advertência. A prisão dos responsáveis pela aeronave, entretanto, só ocorreu quando a Polícia Federal chegou ao local. Enquanto isso, o Tucano ficou sobrevoando a área para que o avião invasor não decolasse.
De acordo com o ministro, a Lei do Abate, que estabelece procedimentos em caso de invasão do espaço aéreo, fez com que o tráfico de drogas passasse a ser feito pelos rios que cortam as áreas de fronteira entre o Brasil e os países vizinhos. Para ele, a mudança na rota do narcotráfico exige que a Marinha também tenha poder de polícia para efetuar prisões em embarcações.
Além do poder de polícia para a Marinha e a Aeronáutica, Jobim vai propor alterações na organização do Ministério da Defesa, na estrutura militar de defesa, hoje chamada de “estrutura militar de guerra”, e na organização, articulação, emprego e preparo das forças em caso de guerra ou conflito.
Jobim disse que, com a mudança, Exército, Marinha e Aeronáutica atuarão de forma conjunta.
“A doutrina muda. Vamos sair do modelo de ação combinada para o modelo de ações conjuntas. Isso tudo acarreta uma mudança substancial embaixo, porque hoje as ações, em geral, são singulares.”.
Em caso de conflito, explicou Jobim, “o presidente da República nomeia um comandante das forças conjuntas”, que será subordinado ao ministro da Defesa e poderá ser de qualquer força:, dependendo do teatro [tipo e local do conflito]. Se for na Amazônia, é o Exército. Alguma coisa no mar, tem que ser a Marinha”. Para ele, a mudança poderá criar uma força conjunta responsável pela operação.
AGÊNCIA BRASIL
Comento: a situação citada como exemplo beira as raias do surrealismo, mas na verdade é perfeitamente cabível no país do revisionismo e do politicamente correto. É um absurdo que se precise mudar a lei para garantir as Forças Armadas a possibilidade de cumprir, nada mais, nada menos, do que sua MISSÃO CONSTITUCIONAL.
Porém, não é um absurdo tão grande como a discussão sobre se o Exército do BRASIL pode ou não transitar nas áreas indígenas do... BRASIL!
E durma-se com um barulho desses!

ANISTIA: USTRA NÃO ATENDE CONVOCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR

Os ex-comandantes do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi) Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel não compareceram à Procuradoria de Justiça Militar em São Paulo. Eles seriam ouvidos nas investigações sobre o desaparecimento de 26 pessoas naquela unidade militar do Exército entre 1970 e 1976. Os advogados dos militares alegaram que os coronéis da reserva apresentam problemas de saúde e por essa razão não poderiam estar em São Paulo.
Os defensores informaram, no entanto, que os clientes estão dispostos a auxiliar. Na ocasião, o advogado do coronel Ustra entregou cópia de documentos utilizados pela defesa do militar na ação civil pública que tramita na Justiça Federal e em outra, na qual o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve decisão favorável ao militar, ambas sobre desaparecimentos e mortes no Doi-Codi.
O Ministério Público Militar fará a análise dos documentos apresentados e tentará novamente ouvir os militares, possivelmente nas cidades onde residem. Outras diligências relacionadas ao caso estão também em andamento.
O MPM investiga o envolvimento dos militares no desaparecimento de pelo menos 26 pessoas no período em que comandaram o Doi-Codi. O procedimento foi retomado após a manifestação do Procurador-Geral da República no processo de extradição do major Manuel Cordero Piacentini, pedido pela Argentina. Em seu parecer, o PGR afirmou que o crime de sequestro é equivalente ao tipo penal do desaparecimento forçado.
Com base nessa argumentação, o MPF encaminhou pedido ao MPM para que os militares sejam investigados.

19 de agosto de 2009

SARNEY NA AMAN: GENERAL, COMO SE SENTIRIA O MARECHAL OSÓRIO?

O Professor Doutor Luiz Carlos Jacob Perera – major R1 do EM e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, mandou ontem um e-mail contundente ao General Edson Leal Pujol, comandante da Academia Militar das Agulhas Negras.
Foi para criticar que a Aman, ignorando toda a podridão que a imprensa pública diariamente, convidou Sarney para participar da tradicional cerimônia de entrega de espadins aos alunos daquela escola militar.
José Sarney vai odiar o conteúdo do e-mail.Confira a íntegra do texto:
Gen Bda EDSON LEAL PUJOL,Como se sentiria Osório sabendo que Sarney é o homenageado de honra na entrega dos espadins aos cadetes da Turma que homenageia o bicentenário de seu nascimento?
Certamente diria como eu: "Repudio a presença de Sarney como convidado de honra na solenidade de entrega do espadim aos Cadetes da AMAN".
Podemos começar discutindo o que é um "convidado de honra". Alguém que nos honra com sua presença? Alguém cuja dignidade merece o nosso respeito? Alguém que nos dá exemplo de coragem, de virtude e de probidade?Nós, pessoas maduras que buscam a informação isenta, sabemos Sarney não representa nada disto. Ao contrário, é o exemplo de tudo aquilo que ojerizamos, que nos causa repulsa e desprezo. De tudo aquilo que gostarímos de ver riscado e definitivamente apagado da nossa história política, por nos causar vergonha ante o povo brasileiro e a comunidade internacional.
Nós, Oficiais do Exército, ficamos extremamente envergonhados ao saber que colegas nossos, que deveriam estar comprometidos com a formação do caráter dos atuais Cadetes e futuros Oficiais do nosso Exército, vêm a público convidar Sarney como homenageado de honra.
Quem lhes deu autoridade para ignorar todos os crimes contra a honra e a dignidade cometidos por este político vendilhão da Pátria?Que a classe militar ignore, que não proteste, que aguarde os efeitos tardios de nossa justiça, até admite-se, por imposição de uma Lei Maior, mas apologizar essa figura como exemplo para nossa juventude é um crime contra os princíos éticos e morais de uma Nação.
Em nome da vergonha e da honra, retire esse convite e restaure a credibilidade da classe militar. Caso isto não aconteça, confesso que ficarei envergonhado de tê-lo como companheiro de farda, pois tal atitude compromete a conduta de uma classe que deve ser exemplo de abnegação, conduta ilibada e baluarte moral da Nação.
Do Blog ALERTA TOTAL
Relembro comentário postado por mim, em 10 de agosto, a respeito da notícia
Será que os militares, apesar de sempre propugnarem que a distinção, o respeito, a deferência, visam a autoridade e não a pessoa, precisavam mesmo convidar com tantos salamaleques o desmoralizado Presidente do Senado para a importantíssima solenidade de entrega do espadim aos cadetes da AMAN?
Na situação em que se encontra Sarney, melhor teria sido enviar o convite pelo correio.
Depois, não reclamem por serem pisoteados. Como dizia minha avó, que muito se abaixa...

RECONSTITUIÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS

Autores: Eduardo Italo Pesce, professor e Iberê Mariano da Silva, general da reserva.
"Para fortalecer o Estado brasileiro, a valorização dos militares e dos servidores públicos civis é essencial. O profissionalismo existente na área militar e na diplomacia deve ser estendido a todo o serviço público. As Forças Armadas, assim como o Itamaraty, conseguiram resistir à onda de desmonte do Estado no Brasil. Agora é preciso reverter os efeitos dessa onda. "
Leia o artigo na íntegra aqui.

COMANDANTE MILITAR DA AMAZÔNIA FALA SOBRE AS BASES AMERICANAS NA COLÔMBIA

Kátia Brasil
O novo Comandante do CMA (Comando Militar da Amazônia), general Luis Carlos Gomes Mattos, disse que “é motivo de preocupação” o acordo entre EUA e Colômbia para o aumento da presença militar americana em uma área estratégica de segurança na Amazônia, próxima da fronteira do Brasil.
O Exército brasileiro tem 26.300 homens na região. “Qualquer coisa que aconteça próxima às nossas fronteiras é motivo de preocupação, e a recíproca é verdadeira”, disse.
“Qualquer coisa que nós fazemos próxima das nossas fronteiras causa uma certa preocupação naquele país fronteiriço, mesmo que tenhamos excelente relacionamento.”
Segundo o acordo militar entre os EUA e a Colômbia, 1 das 3 bases aéreas que os aviões americanos poderão usar ficará na região colombiana de Apiay, a cerca de 50 km (em linha reta) da divisa com a chamada Cabeça de Cachorro, no noroeste do Amazonas. O governo brasileiro respeita o acordo, mas quer garantias de que a atuação militar americana se restrinja ao território colombiano.
Luis Carlos Gomes Mattos, 62, assumiu o comando do CMA em abril, no lugar do general Augusto Heleno. Foi chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia e vice-chefe do Estado-Maior do Exército.
Ele disse que há nas unidades militares na fronteira brasileira dispositivos que podem impedir um eventual transbordamento do conflito na Colômbia, caso a “soberania” brasileira seja afetada. “O que significaria afetar a nossa soberania? Adentrar o nosso território, ações no nosso território. Aí nós teríamos outra providência”, afirmou o general.
“Enquanto isso não acontecer, nós estamos vigilantes na fronteira. E esse é o motivo de estarmos aqui. E esse é o motivo pelo qual a estratégia nacional de defesa prevê a vinda de mais tropas para a Amazônia.”
Sobre a justificativa da Colômbia para o acordo com os EUA -combater o narcotráfico e a guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)-, o general Mattos disse que nos últimos anos houve vitórias significativas do Exército colombiano. Ele atribui as vitórias ao apoio da tecnologia americana.
“Se esse grupo está encurralado hoje, ele pode crescer. O tipo de combate que esse grupo trava com as tropas do governo é um combate irregular, então isso pode evoluir rapidamente, a não ser que ela seja completamente eliminada, e ela não está completamente eliminada. Acredito que [esse aspecto justificaria a presença dos EUA] sim”, afirmou o general.
AGÊNCIA FOLHA - MANAUS

18 de agosto de 2009

EMPACOU O PAC? CHAMA O EXÉRCITO! PREFEITO DE CUIABÁ QUER QUE EXÉRCITO ASSUMA OBRAS

Para tentar remover o caos que se instalou em dezenas de bairros de Cuiabá desde a deflagração da Operação Pacenas, há uma semana, em função da paralisação das obras financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o prefeito Wilson Santos, de Cuiabá, voltou a se reunir nesta segunda-feira com o juiz Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara Federal. Como saída, sugeriu que o PAC seja “tocado” emergencialmente pelo Exército Brasileiro. Para isso, vai encaminhar a solicitação ao magistrado – que interviu no programa - pedindo a liberação de R$ 14 milhões.
A decisão do magistrado deverá acontecer entre terça e quarta-feira. No final de semana, Santos manteve diversos contatos com a corporação militar, especialmente com o 9º Batalhão de Engenharia e Construção. A idéia é fazer com que as obras interrompidas com as prisões dos empreiteiros, acusados de fraudar a licitação do PAC, sejam retomadas. Por conta da paralisação, vários bairros enfrentam problemas. Em alguns, inclusive, as ruas estão intransitáveis por causa das valetas abertas e o sofrimento com a poeira é grande. Leia mais.

EMPACOU O PAC? CHAMA O EXÉRCITO! ENGENHEIROS MILITARES VISITAM PORTO DE ITAJAÍ

Uma rápida passagem pelo cais destruído, com direito a fotos e explanações de diretores e técnicos do Porto de Itajaí, foi o primeiro contato dos engenheiros do Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exército brasileiro com a situação do terminal público, ontem pela manhã. Depois da visita a campo, o capitão Antonio Carlos Rodrigues Guimarães e a engenheira Maria Esther Soares Marques tiveram acesso a detalhes de todas as versões dos projetos de reconstrução do cais, elaborados desde novembro de 2008. A visita só terminou por volta das 18h, mas a resposta do Exército sobre a possibilidade de assumir a obra só sai a partir de sexta-feira.“O novo berço do porto está vulnerável a qualquer precipitação com aumento da correnteza do rio, pois, ao lado, a área dos berços destruídos continua cedendo”, explicou Guimarães.A superintendência do Porto de Itajaí aguarda até quinta-feira a manifestação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a possibilidade de um aditivo de 50% no valor da obra e manutenção do acordo com a TSCC. A avaliação do Exército é vista como uma alternativa à retomada das obras sem novas interrupções.SICILIA VECHI ITAJAÍ

UM SARGENTO MORRE E OUTRO FICA FERIDO EM ASSALTO NO RIO

Um militar morreu e outro ficou ferido durante uma tentativa de roubo de carro, na avenida Pastor Martin Luther King Jr. em Costa Barros, subúrbio do Rio de Janeiro. O sargento da Aeronáutica Alexandre da Silva Monteiro, 37 anos, e o segundo sargento fuzileiro naval Marcelo Soares de Abraão estavam no em um veículo CrossFox quando foram rendidos por bandidos que faziam um arrastão, próximo ao Morro da Pedreira.
Os militares foram executados depois que os bandidos desciobriram suas identidades. Ao perceber que os bandidos atirariam, o fuzileiro naval, que dirigia o carro, tentou escapar cacelerando o veículo, mas os bandidos abriram fogo. O carro foi atingido por cerca de 10 tiros e os militares baleados. Motoristas que passavam pelo local entraram em pânico e muitos voltaram de ré. Policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda) foram acionados e várias equipes, com apoio de dois carros blindados, foram para o local, mas os bandidos já haviam fugido.
Os feridos foram socorridos por ambulância da Samu e levados para o Hospital Getúlio Vargas, onde Alexandre acabou morrendo. Marcelo foi transferido para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins, mas ainda não há informações sobre seu estado de saúde. O caso foi registrado na 39ª DP (Pavuna).

JOBIM: "BRASIL TERÁ AS FORÇAS ARMADAS QUE ALMEJA E NECESSITA"

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, adiantou nesta segunda-feira, durante solenidade de promoção de oficiais generais, da qual participou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nesta semana, possivelmente na sexta-feira, apresentará uma proposta para mudanças na Defesa. Ele explicou o motivo das alterações:
- Elas têm como paradigma único a evolução da doutrina de ações combinadas para de ações conjuntas - disse o ministro.
De acordo com Jobim, as mudanças deverão abranger quatro propostas: alteração na estrutura militar de guerra, que, segundo Jobim, está intocada desde 1980; alterações na organização, no preparo e emprego das Forças Armadas; alterações na estrutura do Ministério da Defesa e alterações na articulação e equipamento das Forças Armadas.
- Essas propostas estão implicadas no desenvolvimento nacional. O Brasil, finalmente, terá as Forças Armadas que almeja e que necessita e que se impõe pelo novo quadro e a nova presença do Brasil no mundo.
O GLOBO

ARAGUAIA: PRIMEIRA FASE DAS BUSCAS ENCERRA SEM RESULTADOS

A primeira etapa das buscas na região do Araguaia termina hoje sem a descoberta de nenhuma das ossadas de guerrilheiros desaparecidos na selva amazônica há quase 40 anos. Até ontem, o governo já gastara R$ 1,1 milhão com os trabalhos da comissão mista de civis e militares responsável pelas buscas. Mais R$ 1 milhão deverá ser gasto até 31 de outubro, data prevista para o encerramento da procura.
Folha de São Paulo

FUNDO DO POÇO: VAGA NO STM DEVE VIRAR PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO PARA MENTORA DO "BANCO DE DADOS" SOBRE FHC

Depois de perder a indicação para o Tribunal de Contas da União (TCU) para o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, Erenice Guerra poderá ficar com uma vaga no Superior Tribunal Militar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá indicar Erenice, braço direito de Dilma Rousseff, para o lugar do ministro Flávio Bierrenbach, que fará 70 anos no dia 25 de outubro.
Advogada, Erenice é filiada ao PT desde 1981. Erenice Guerra é hoje a principal assessora de Dilma. Responsável pela administração da Casa Civil, ela substitui oficialmente a ministra.
Além dela, outros dois nomes são cogitados no meio jurídico: o de Reginaldo de Sá, assessor da vice-presidência da República, e Ronald Christian Alves Bicca, presidente da Associação Nacional dos Procuradores Estaduais (Anape). A vaga é de ministro civil e depende exclusivamente da vontade de Lula.
O GLOBO

17 de agosto de 2009

HAITI: SENADOR MUDA DE OPINIÃO E DEFENDE PERMANÊNCIA DAS TROPAS BRASILEIRAS

O senador Flavio Torres (PDT-CE) relatou em Plenário, nesta segunda-feira (17), viagem que fez ao Haiti, entre os dias 13 e 15 deste mês, integrando uma comitiva de membros da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Ele afirmou que, como nordestino, já havia visto muito pobreza em sua vida, mas nada como a miséria que ali encontrou. Flavio Torres confessou ter revisto sua posição, antes contrária à presença de tropas brasileiras naquele país. Segundo o senador, a permanência da missão da Organização das Nações Unidas (ONU), sob a liderança do Brasil, é necessária como fator de estabilidade para o Haiti.
- Graças ao trabalho das tropas da ONU, foram drasticamente reduzidas as guerras entre gangues, que atormentavam a população haitiana - argumentou o senador. - A cada manhã eram encontrados quatro ou cinco corpos de pessoas assassinadas. Isto já não acontece.
Flavio Torres afirmou que, por constatações como essa, ele voltou absolutamente convencido da necessidade da missão da ONU no Haiti, bem como da participação brasileira nessa tarefa. O senador explicou que a missão é composta por um total de 9.080 "capacetes azuis", comandados pelo general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto, sendo que o Brasil participa com 1.281 militares. Ele disse ter tido a oportunidade de encontrar-se com as altas autoridades daquele país, que disseram ter solicitado a presença das tropas, para garantir um mínimo de segurança para os haitianos.
Em relação às condições de vida da população, Flavio Torres relatou que não há saneamento básico nem coleta de lixo na capital, Porto Príncipe, o que faz da cidade "um grande lixão". Não há iluminação pública, somente 10% das casas têm acesso a eletricidade e o abastecimento de água chega apenas a 20% das residências.
- Nunca tinha vista o que ocorre lá - descreveu Flavio Torres. - Nunca vi, por exemplo, alguém fabricando, vendendo e, muito menos, comprando biscoito de barro para comer. O biscoito feito de barro, sal e gordura, é vendido nas feiras, indicado especialmente para as mulheres grávidas.
O senador Flavio Torres propôs que, paralelamente ao trabalho das forças de paz da ONU, sejam desenvolvidas mais ações humanitárias que possam garantir empregos e dignidade à população do Haiti.
Agência Senado

O RENASCIMENTO DA INDÚSTRIA BÉLICA




Didymo Borges

A indúsria bélica brasileira sofreu uma significativa regressão nestas últimas duas décadas. É que por se tratar de um ramo industrial inteiramente dependente do apoio governamental, as indústrias brasileiras de material bélico passaram a ser relegadas a segundo plano, especialmente a partir do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso.

Como resultado, houve um retrocesso significativo com o fechamento de indústrias que tinham alcançado padrões tecnológicos significativos. Uma das maiores vítimas foi, precisamente, a Engesa que fabricou dois carros leves de combate ainda hoje utilizados pelo Exército brasileiro, o Urutu e o Cascavel. Ainda hoje as ruas de Porto Príncipe, no Haiti, são patrulhadas com veículos de combate fabricados pela Engesa e que levam o dístico UN das Nações Unidas.

O desmantelamento da indústria bélica brasileira tem sido motivo de muitos lamentos por parte da comunidade militar. Não faltaram, por parte dos militares da ativa e da reserva, os comentários desairosos à política do governo petista que até agora não encetou política de renovação material e tecnológica das forças armadas fato que vem sendo apontado como o o principal motivo de desestímulo da ainda incipiente indústria bélica nacional.

Promissoras indústrias como a Bernardini que chegou a participar de licitação para fornecimento de tanques de guerra para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) acabaram por sucumbir devido a falta de incentivos.

Desta forma, pode-se afirmar que a preocupação no primeiro mandato do presidente Lula da Silva com a manutenção do superávit primário - uma política que teve continuidade no segundo mandato - acabou por minimizar os dispêndios com a renovação e evolução tecnológica das Forças Armadas.

Agora surge uma grande oportunidade de se retomar os incentivos à indústria bélica e à modernização tecnológica militar com o acordo com a França. Em primeiro lugar, será feita a aquisição de 50 helicópteros de transporte militar, uma aquisição que será feita com transferência de tecnologia de tal forma que, progressivamente, estes aparelhos de crucial importância na logística militar passem a ser fabricados no Brasil com crescente percentual de nacionalização.

O fornecimento de peças para os helicópteros fazem parte da estratégia da EADS - a grande empresa de material bélico europeu - de transferir para o exterior uma parte da fabricação de componentes visando barateamento de custos. No Brasil, será constituída uma holding, a Engesaer, da qual o grupo europeu deterá 20% do capital e que deverá, conforme anunciado, fabricar satélites para controle aéreo. Segundo está em concepção, o Brasil passará a ser fornecedor de países europeus destes helicópteros numa parceria de grande significado em termos de estratégia industrial-militar.Tudo indica que está sendo concebido um modelo que poderá resultar em bons frutos desde que haja continuidade nos propósitos estabelecidos. Certamente, tratando-se de atividades industriais de grande complexidade tecnológica, será necessário pelo menos uma década para maturação, ou seja, o êxito dependerá da perseverança e firmeza de propósitos. Afinal, os parceiros europeus dependerão de respostas positivas para a consecução da parceria que deverá contribuir para a reestruturação da indústria bélica nacional com um significativo passo à frente no que diz respeito ao nível tecnológico-industrial.
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