4 de agosto de 2012

Brasil, a casa da mãe Joana


Paulo Ricardo da Rocha Paiva*

Eis que “Tio Sam” consegue a tão almejada meta de manter um efetivo do seu exército no território brasileiro para, sob a capa de um acerto, mais do que suspeito com a Companhia do Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEFASF), assumir a consultoria pertinente ao desenvolvimento da hidrovia do Rio São Francisco, a ser entregue, sem nenhuma consulta ao povo brasileiro, de mão beijada, ao Corpo de Engenharia do Exército Americano. 
Em seu pronunciamento, o Tenente-Brigadeiro Douglas Fraser, oficial-general, lotado no Comando Sul das Forças Armada dos EUA, sem maiores delongas, já se manifestou, é de pasmar, como verdadeiro “dono da cocada preta“, falando da importância do trabalho conjunto com a CODEFASF: 
-“É um privilégio vir ao Brasil para conhecer melhor esse projeto. Esperamos que haja um fortalecimento dessa parceria com novas ações a partir dessa cooperação com a CODEFASF. Que tremenda autoconfiança. 
Parece que estou vendo o militar americano dizer: -” esses cucarachos engolem qualquer coisa... quem sabe até um “mensalãozinho” e eles permitam que nosso aquartelamento seja erigido justo ao lado das hidrelétricas de Paulo Afonso ou de Sobradinho.
É de se perguntar agora: onde estão os “nacionalistas” do PT, da CUT, da UNE, das esquerdas brasileiras, enfim, daquele “timinho do Foro de São Paulo” que se esgoela vociferando sempre contra o “imperialismo yankee”? 
- Onde estão os “carapintadas”, os estudantes, as associações de classe? 
- Enfim, as Forças Armadas não vão se manifestar sobre esta entrega de soberania? 
 Afinal de contas, o fato subliminar e ameaçador já ultrapassou em muito a idiossincrasia da Comissão da “Verdade”, de mão única para a investigação dos excessos na guerra revolucionária dos anos 60/70. Que não se duvide, não se trata mais agora de abaixar a crista para a OEA quanto à determinação de um monumento a ser erigido na Academia Militar das Agulhas Negras. 
Por fim chegou a hora da verdade: será que vamos admitir que uma tropa estrangeira se estabeleça em território nacional para “dar pitaco” em obras que a arma de engenharia do nosso Exército já deu provas cabais de competência e probidade no uso de recursos provenientes do orçamento da união?
‘Coronel de Infantaria e Estado-Maior

Segurança: comitiva do Exército confere preparação para a Copa do Mundo em Curitiba

Militares visitam Curitiba por preparação para a Copa
AEN

Representantes do Estado do Maior do Exército estiveram em Curitiba nesta quinta-feira (2), como parte de um roteiro de visitas a cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo da Fifa em 2014. O objetivo do grupo é acompanhar a preparação dos Estados no que diz respeito à segurança pública. O Exército esteve à frente das operações de segurança da RIO+20.
Os militares foram recebidos pelo secretário para Assuntos da Copa 2014, Mario Celso Cunha. O grupo – que estava acompanhado pelo comandante da 5ª Região Militar, general Willians José Soares – é formado pelos generais Luiz Guilherme Terra Amaral, Luiz Roberto Fragoso Peret Antunes, Walter Nilton Pina Stoffel e pelo coronel José Alberto Corrêa Figueiredo.
"Estamos trabalhando de forma integrada com a Defesa Civil e as forças estaduais, para propiciar a melhor segurança durante a Copa. Fico muito tranquilo porque sei da organização das forças de segurança locais", afirmou o general Terra Amaral.
De acordo com o general Luiz Roberto Peret, o grupo já esteve em mais nove cidades-sede da Copa, de um total de 12. "O objetivo é ter uma visão global do que está sendo feito em termos de segurança", disse Peret.
O secretário Mario Celso Cunha disse que a visita reforça um trabalho integrado que já vem sendo feito. "Temos representantes das três Armas na Câmara Temática da Segurança. A participação do Exército, Aeronáutica e Marinha tem sido fundamental, pois diversas ações nesta área passam por decisões das Forças Armadas", afirmou.
Também participou da reunião o major da Polícia Militar Nelson Ademar Piske, que, representando a Secretaria de Estado da Segurança Pública, informou sobre a criação de uma nova Central Integrada de Comando e do Batalhão de Fronteira e sobre a capacitação dos integrantes das forças policiais.
O encontro teve ainda a participação de representantes da Polícia Federal, do Cindacta II, do Corpo de Bombeiros, da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), da Paraná Turismo e do Instituto Municipal do Turismo.
BONDE NEWS/montedo.com

A geopolítica do "Grande Caribe": ameaça à Amazônia e à integração da América do Sul

Lorenzo Carrasco
O Brasil terá que mudar, com urgência, a sua política para a Amazônia, se quiser manter a sua soberanía sobre a região, a médio prazo. A silenciosa ocupação internacional da região, por intermédio da imposição de imensas reservas indígenas e florestais, como parte de uma política essencialmente controlada pelo aparato ambientalista-indigenista internacional, especialmente, nas áreas de frontera com a Colômbia, Venezuela e Guianas, pode passar rápidamente a ações de ocupação efetiva, com o propósito de controlar os recursos naturais da região - diretamente ou impedindo a sua exploração soberana pelos brasileiros.
Um motivo de preocupação deve ser o declínio estratégico anglo-americano, na Ásia e no Oriente Médio. Independentemente do desfecho da investida contra o regime de Bashar al-Assad na Síria, as virulentas pressões diplomáticas e a maldisfarçada participação de forças especiais e recursos militares anglo-americanos no conflito demonstra, em grande medida, uma perda de controle na região e uma insanidade crescente dos círculos mais belicistas do "Establishment".
Uma consequência desse declínio estratégico é uma reorientação do poder anglo-americano para o Hemisfério Ocidental, como temos assinalado em artigos recentes nesta Resenha. Evidências desta tendência são as articulações diplomáticas de Washington na América do Sul, visíveis na crise presidencial no Paraguai e no patrocínio à criação da Aliança do Pacífico, o novo bloco continental pactuado entre o Chile, Peru, Colômbia e México.
Essa guinada estratégica foi o tema central de um recente artigo dos jornalistas Robert D. Kaplan e Karen Hooper, publicado em 18 de julho na página da agência de inteligência privada Stratfor, intitulado "A fonte
do poder estadunidense". Afirmam os autores: "Historicamente, o poderio geopolítico estadunidense tem a sua origem, não na Europa ou na Ásia, mas no Grande Caribe." O Grande Caribe é o mundo que vai de Yorktown às Guianas, ou seja, dos estados mesoatlânticos às selvas do norte da América do Sul. O Hemisfério Ocidental, como o estrategista holandês-americano Nicholas J. Spykman explicou, em 1942, não se divide entre a América do Norte e a do Sul. Ele se divide entre as latitudes ao norte da grande barreira da selva Amazônica e as latitudes ao sul dela.
Em outras palavras, sob uma ótica geopolítica, a Venezuela não é, absolutamente, um país sul-americano, mas caribenho. A maior parte da sua população de 28,8 milhões vive no norte, ao longo do Mar do Caribe,
longe das selvas do sul.
Embora os cabeçalhos midiáticos de hoje falem do Oriente Médio e da Ásia, para muitos presidentes dos EUA, do início do século XIX ao início do XX, as crises de política externa se centraram no Grande Caribe. Foi um processo de 100 anos para que os jovens EUA, realmente, tomassem das potências europeias o controle do Grande Caribe. O Grande Caribe - o Golfo do México e o Caribe, propriamente dito - é de fato uma extensão territorial de águas azuis do território continental dos EUA.
A influência sobre ele se deve à construção do Canal do Panamá, no início do século XX.
Uma vez que os EUA puderam assegurar o controle do Grande Caribe, o país se tornou o hegemon do Hemisfério Ocidental, restando apenas o Ártico Canadense e o cone sul da América do Sul (inclusive as zonas de sombra da Bolívia, Equador e Peru), efetivamente, além do cinturão de segurança estabelecido pela marinha dos EUA nas Índias Ocidentais.
E, com o Hemisfério Ocidental sob a sua dominação, os EUA puderam, a partir daí, afetar o equilíbrio de poder no Hemisfério Oriental. As vitórias estadunidenses nas duas guerras mundiais e na Guerra Fria foram, originalmente, construídas sobre a geopolítica do Grande Caribe.
Porém, como as distâncias entraram em colapso, em um Mundo mais densamente povoado e crescentemente unido pela tecnologia, o Grande Caribe volta novamente ao palco. (...)
A menção a uma área "de Yorktown às Guianas", ou seja, da Virgínia à fronteira com o Brasil, provém de um velho conceito dos confederados estadunidenses mais radicais, como os Cavaleiros do Círculo Dourado, uma sociedade semi-secreta que, antes da Guerra Civil Norte-Americana (1861-1865), contemplava a criação de uma área escravagista oligárquica em toda aquela região.
Não por acaso, o próprio Kaplan, como muitos dos mais preeminentes pensadores "neoconservadores" dos EUA, são admiradores abertos das ideias da Confederação, derrotadas por Abraham Lincoln, na Guerra Civil. 
A isso, é preciso agregar a ideia oligárquica de "congelar" o desenvolvimento do que chamam a "Ilha da Guiana", área delineada pelo rio Orinoco, o canal de Cassiquiare e o rio Negro, o que inclui toda a Calha Norte do Amazonas. O centro da "ilha" é, precisamente, o estado brasileiro de Roraima, que tem sido submetido a uma draconiana "esterilização territorial", com a maior parte de seu território demarcado como áreas indígenas ou reservas naturais, que obstaculizam quaisquer atividades econômicas modernas. No caso, a miopia estratégica levou sucessivos governos brasileiros a permitir no estado a formação das gigantescas reservas Ianomâmi e Raposa Serra do Sol, ambas fronteiriças.
A relevância de tais considerações se torna evidente, diante das considerações de Kaplan e Hooper, que antecipa uma oportunidade ideal para a implementação da estratégia mencionada na morte do presidente venezuelano Hugo Chávez, que dá como certa, antes ou durante as vindouras eleições presidenciais no país, em outubro próximo.
Ademais, ele ameaça a Colômbia com um processo de desestabilização, prevendo um retrocesso na guerra do Estado colombiano contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Fatos que, em sua avaliação, teriam um grande potencial de desestabilização de toda a região norte da Amazônia, diante dos quais adverte que os EUA poderiam até intervir militarmente, mas não evitariam o caos. Suas palavras: 
"Assim, Washington não poderia contar com uma estabilização, nem na Colômbia nem na Venezuela, sem falar na guerra das drogas no México, com 50 mil mortes desde 2006 - com a maior parte da violência ocorrendo no norte do México, próximo à fronteira com os EUA. Os EUA podem dominar o Grande Caribe, em termos do seu poderio militar convencional. Podem dominar o Grande Caribe, no sentido de que nenhuma potência relevante pode desafiar os EUA ali. Mas tal poderio estadunidense não pode garantir a estabilidade em lugar algum dentro da própria região."
Evidentemente, poder-se-ia considerar que o texto de Kaplan e Hooper é produto de um surto psicótico comum em estrategas desequilibrados sob condições de estresse agudo, em tempos de crise, exceto pelo fato de ele ser membro do Conselho de Política de Defesa (nomeado pelo então secretário de Defesa Robert Gates, em 2009), consultor do Exército, dos Fuzileiros Navais e da Força Aérea dos EUA - e ex-professor visitante da Academia Naval de Annapolis, onde ministrou um curso sobre "Futuros desafios de segurança global".
Semelhante currículo leva alguns analistas, como o jornalista mexicano Alfredo Jalife-Rahme, a considerá-lo como "um arauto do Pentágono para sentir o pulso de seus adversários e/ou ameaçá-los". A revista "Foreign Policy", onde escreve regularmente, o considera entre os 100 maiores pensadores estratégicos globais. Embora com um currículo mais modesto, sua colega Hooper é diretora de análises para a América Latina e África da Stratfor.
Está claro que o aprofundamento da crise econômico-financeira mundial, o declínio militar dos EUA e a emergência de um pensamento estratégico temerário em certos círculos hegemônicos, constituem uma séria ameaça real à soberania dos Estados nacionais ibero-americanos. Isto implica que a delimitação de gigantescas áreas na Amazônia brasileira como autênticas "zonas de exclusão econômica", por motivos ambientais ou indígenas - seja por ingenuidade ou irresponsabilidade - passa ao largo da possibilidade real de que estas possam transformar-se em alvos de operações militares.
Para o Brasil, evidentemente, tal perspectiva torna urgente a necessidade de uma drástica reversão da política de demarcação de reservas indígenas desproporcionais, juntamente com a promoção de uma ocupação socioeconômica racional da Região Amazônica, com um engajamento efetivo das próprias populações indígenas, segundo as suas peculiaridades culturais, no desenvolvimento e na defesa da soberania brasileira. Antes tarde do que nunca.
Contexto Político/montedo.com

3 de agosto de 2012

A remuneração das Forças Armadas: um texto lúcido, um comentário emblemático

Nota do editor:
Eis um artigo lúcido e equilibrado sobre a importância de uma melhor remuneração para os militares. Ao final, um comentário emblemático de um oficial do Exército (mais um) que está abandonando a Força.

A remuneração das Forças Armadas

Mauro Santayana
A revelação dos vencimentos dos militares e sua comparação com a dos outros servidores federais – de todos os três poderes – demonstra que o orçamento de pessoal não lhes faz justiça.
Com a sua visão de Estado, Tancredo sempre se preocupou com as forças armadas. Sua tese era a de que os políticos do Império e, mais tarde, da República, foram os primeiros responsáveis pela sedução dos militares brasileiros pelo poder. Eles deveriam ter sido tratados com respeito e, nesse respeito, ser entendida a sua separação das decisões políticas, com a necessária submissão ao poder civil - e a melhor recompensa possível pelos seus serviços, na manutenção da soberania nacional e da integridade do território pátrio.
O político mineiro lembrava, sempre, a advertência de Bernardo Pereira de Vasconcelos contra a decisão do governo de Pedro I, em conferir poder judiciário à Comissão Militar, comandada pelo brigadeiro Francisco Lima e Silva, pai do Duque de Caxias, enviada ao Nordeste a fim de combater a Confederação do Equador. Essa comissão, e outras que se seguiram foram impiedosas na repressão aos combatentes. Só em 1824, na luta contra os pernambucanos, onze revolucionários foram condenados à morte, entre eles, Frei Caneca.
É desse tempo – não obstante a visão política pacificadora do Duque de Caxias – que surgiu a idéia subjacente em alguns setores militares de que, além de defender as fronteiras, também seria deles parte da responsabilidade política do Estado, como condestáveis da República e, mesmo, quando considerassem necessários, pela chefia do Estado e condução do governo nacional – como ocorreu em 1964.
Os militares – e nisso coincidia Tancredo com Maurício de Nassau – devem ser muito bem remunerados, tendo em vista que é deles a responsabilidade de garantir a incolumidade de todos os seus concidadãos. “É preciso tratar bem os homens da guerra” – aconselhava Nassau. “Um país subdesenvolvido, como o nosso, não se pode dar o luxo de pagar mal aos seus militares” – ponderava Tancredo. Ele desenvolvia seu raciocínio, ao afirmar que as forças armadas necessitam de homens bem preparados intelectualmente e bem treinados, a fim de estar sempre preparados para a indesejável eventualidade da defesa de nossa soberania.
A revelação dos vencimentos dos militares e sua comparação com a dos outros servidores federais – de todos os três poderes – demonstra que o orçamento de pessoal não lhes faz justiça. Se os vencimentos dos servidores do Congresso forem conhecidos (como se sabe, o sindicato que os representa conseguiu impedir a divulgação de seus contracheques) a opinião pública ficará estarrecida com a diferença entre o que ganha, por exemplo, um capitão de qualquer das armas, e um motorista do Senado. Entre o que recebe um tenente coronel e um assessor de primeiro nível da Câmara dos Deputados. A isonomia entre os vencimentos oficiais dos servidores da União não será um ato de generosidade, mas, sim, de equidade.

Comentário de um oficial do Exército:
wesleyrj disse...
Caro Mauro Santayana,
Fui militar do Exército, formei-me na AMAN, e posso lhe garantir: existe há, pelo menos, 5 anos uma fuga em massa de oficiais e praças. Essa debandada ocorre principalmente por baixa remuneração. Alguns generais dizem que é por falta de vocação. Pura demagogia! Primeiro, porque tais militares migram para setores de alguma semelhança, como a Agência Brasileira de Inteligência,a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.Pasmem, todas elas pagam muito melhor. Se comparadas com o soldo dos praças, chega a ser vergonhosa tamanha discrepância. Segundo, esses generais, por terem direito adquirido, possuem, em média, 30% a mais sobre seus vencimentos. Essa gratificação não mais existe, o que demonstra total descolamento entre os soldos de militares antigos e modernos. Eu recentemente prestei um concurso(também na área de segurança pública). E, se tudo der certo, serei nomeado ainda este ano ganhando o dobro para fazer atividades similares.

Mauro Santayana disse...
Obrigado pelas informações, Wesley, é uma pena que a Nação invista o que investiu na formação de pessoas como você e que elas não possam ser plenamente aproveitadas em nossas Forças Armadas, para a defesa da Pátria.
Mauro Santayana/montedo.com

Soldado da FAB é indiciado por aplicar golpes em Campo Grande

Militar da Força Aérea é indiciado pelo crime de estelionato em Campo Grande

Eliane Souza
M.F.N., 23 anos, soldado da Aeronáutica Brasileira com base em Campo Grande, foi indiciado na manhã dessa quarta-feira, 1º de Agosto, pelo crime de estelionato. Ele figura como sócio de duas empresas identificadas como de fachada para aplicar golpes no comércio de Campo Grande.
Cleber Gellio
O militar das Forças Armadas compareceu espontaneamente acompanhado de um advogado para prestar esclarecimentos ao delegado que investiga o caso, Valmir Messias Moura Fé. Antes disto, uma intimação foi encaminhada ao comando da Base Aérea de Campo Grande para que apresentasse o militar.
De acordo com o delegado, o militar reconheceu como sua a assinatura em uma das empresas, com o nome de Farina e Pais, mas negou que tivesse assinado a papelada como sócio da outra, que tem o nome de Multi Cargas.
Embora o militar tenha negado ter ciência de que as duas empresas que ele aparece como sócio eram usadas como fachada para aplicar golpes, a polícia já descobriu que ele participava diretamente em parte das negociações.
Em uma das negociações, o militar levou duas motos compradas por meio de uma empresa de fachada e trocou por um veículo. Ele recebeu a quantia de R$ 8 mil, conforme apurado pela polícia. M.F.N. entregou as motocicletas e mais quatro cheques sem fundos.
Na segunda quinzena de julho, a polícia descobriu que o grupo de estelionatários é comandado pela irmã do militar, Walquíria Farina Oliveira, o esposo dela Walter Silva Pais e Cris Pereira Cornelas. Os três últimos são considerados foragidos por conta de mandados de prisão já expedidos pela Justiça. No mesmo período foi localizada uma residência no bairro Nova Lima onde eram escondidos produtos comprados em nome das empresas de fachada.
De acordo com o delegado Valmir Moura Fé, o esquema de abertura e compra de empresas à beira da falência foi descoberto porque uma empresa especializada em dar crédito para firmas recém-constituídas fez uma transação e não recebeu por ela.
O calote comercial foi levado ao conhecimento da 6ª DP que passou a investigar o caso. Foram descobertas várias empresas abertas pelo casal e seus comparsas. Na casa onde estavam os eletrodomésticos foram encontrados vários documentos pessoais de terceiros, inclusive de uma pessoa que já morreu e tem uma empresa em seu nome que é utilizada pelo grupo.
De acordo com o delegado Moura Fé, agora a polícia faz um levantamento para descobrir se todas as empresas eram de fachada e se elas estão com CNPJ ou CPF não autorizados por seus verdadeiros donos. É investigado também se há uso de documento falso. “Ao que tudo indica, o grupo usava de alteração cadastral irregular”, diz o delegado.
Por enquanto, o militar da Aeronáutica está indiciado por estelionato. Já a irmã dele, o cunhado e Cris Pereira estão indiciados por estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Até o momento, a polícia acredita que o grupo já aplicou calote de aproximadamente R$ 350 mil no comércio campograndense.
midiamaxnews/montedo.com

Crianças de Maceió participam de programa do Exército

Crianças do Peti participam do Programa Forças no Esporte
O projeto, que existe há três anos e iniciou a edição de 2012 essa semana, terá duração de seis meses e se encerrará com as comemorações do “Natal com música e luz”
Divulgação Secom Maceió
O 59° Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz), em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed), deu início, no mês de julho, ao Programa Forças no Esporte (Profesp), que tem suas atividades no Quartel do Exército, localizado na Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol. O programa tem o objetivo de agregar conhecimento e motivar as crianças atendidas, por meio das ações das Forças Armadas, com oficinas e palestras educacionais, além de motivação para a prática de esportes.
O projeto, que existe há três anos e iniciou a edição de 2012 essa semana, terá duração de seis meses e se encerrará com as comemorações do “Natal com música e luz”. Este ano, as crianças participantes serão do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e as atividades ocorrerão todas as terças, quartas e quintas, no Quartel do Exército, das 13h às 15h. As crianças vão receber almoço e lanche, além de dividirem o tempo entre atividades educacionais e esportivas.
Os esportes como futebol, futsal, xadrez, atletismo, handebol e tênis de mesa serão divididos de acordo com a afinidade de cada um, e para continuar sendo uma das 200 crianças assistidas pelo programa, elas deverão manter, obrigatoriamente, a frequência escolar.
O Profesp tem o intuito de promover cidadania e uma vida melhor, além de contribuir para a descoberta do talento de cada criança.
primeiraedição/montedo.com

O 'raro' voltou

Do Facebook

Incêndio em área militar de Brasília

Incêndio atinge mata perto de Grupo de Artilharia do Exército, em Brasília
Área de cerrado fica próxima de grupo de artilharia, no Setor Militar Urbano.Militares fizeram controle do fogo antes da chegada dos bombeiros.
Incêndio atingiu área militar de cerrado no Setor Militar Urbano, em Brasília, na tarde desta quinta-feira (Foto: Reprodução/ TV Globo)
combate a incêndio que atingiu área militar de cerrado no Setor Militar Urbano, em Brasília, na tarde desta quinta-feira (Foto: Reprodução/TV Globo)
Um incêndio atingiu na tarde desta quinta-feira (2) uma área militar de cerrado que faz limite com o 11º Grupo de Artilharia Antiaérea, no Setor Militar Urbano Complementar, em Brasília.
De acordo com informações do Comando Militar do Planalto, o sentinela que estava de serviço no local acionou a Equipe de Combate a Incêndios do Exército assim que percebeu o fogo. Cerca de 30 militares trabalharam no controle das chamas.
A fumaça branca da área queimada podia ser vista de longe (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Fumaça provocada pelo fogo em área no Setor Militar Urbano nesta quinta (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Segundo o comando, o Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o fogo foi controlado antes da chegada das equipes. No local há uma pista de aeromodelismo, utilizada para treinamentos antiaéreos. O Exército não informou a extensão da área queimada.
Brasília é aqui/montedo.com

Túmulos de militares argentinos foram violados nas Ilhas Malvinas

Argentinos reclamam formalmente de violações em túmulos de militares mortos nas Malvinas

Ermida no cemitério de Darwin sofreu vandalismo (EuroNews)


Renata Giraldi*

As autoridades da Argentina apresentaram ontem (1º) um protesto ao Reino Unido em decorrência de violações nos túmulos dos heróis argentinos nas Malvinas, na ermida do cemitério das ilhas, onde foram enterrados os militares mortos na guerra de 1982. Britânicos e argentinos disputam a soberania da região, sob controle do Reino Unido. A Argentina exigiu o imediato esclarecimento.
A Comissão das Famílias dos Mortos nas Malvinas informou que houve a profanação na Ermida da Virgem de Luján, padroeira da Argentina, no Cemitério de Darwin, onde estão os restos mortais de 238 soldados argentinos. Há fotos que confirmam os atos de vandalismo. Na Guerra das Malvinas, morreram mais de 900 pessoas, a maioria formada por militares argentinos.
Em comunicado, o governo argentino acrescenta que está "firmemente convencido de que, por meio do diálogo e do respeito pelas disposições das Nações Unidas, evitam-se e se neutralizam os atos de vandalismo".
Para a Argentina, o episódio leva a busca pelas negociações sobre a soberania das Malvinas: “[Pedimos ao Reino Unido] a responder com o diálogo à intolerância e à violência de uns poucos."
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.
Agência Brasil/montedo.com

Do front para o pódio: veterana do Afeganistão garante primeiro ouro olímpico para a Grã-Bretanha

Exército acaba com espera dos anfitriões por primeiro ouro

No início da Olimpíada, os militares britânicos salvaram o país de um vexame, após a empresa G4S ter admitido que não daria conta de prover sozinha a segurança necessária aos Jogos.
Ontem, coube também a uma militar salvar a Grã-Bretanha da seca de medalhas de ouro.
Capitão Heather Stanning, do Exército Britânico (Mail Online)
Oficial da Artilharia Real, Heather Stanning e sua parceira, Helen Glover, puseram fim à aflição nacional, estampada nas capas dos jornais britânicos pela manhã. Afinal, como poderia o país anfitrião, que logrou o quarto lugar em Pequim-2008, ter passado longos quatro dias sem subir ao topo do pódio?
Mas logo ao fim da manhã, a sede britânica pelo ouro foi saciada em Eton Dorney, instalação do remo localizada a cerca de 45 km de Londres.
Stanning e Glover lideraram de ponta a ponta a final do dois sem timoneiro, arrancando o grito entalado da torcida que embalava orgulhosa as bandeiras do país.
Deixaram para trás representantes das ex-colônias inglesas. Australianas chegaram em segundo, seguidas de perto por neozelandezas.
O primeiro ouro britânico veio de um dos esportes que mais renderam glórias ao país. Na história, a modalidade rendeu 24 ouros, 20 pratas e dez bronzes ao "Team GB".
Mas, curiosamente, até a medalha de ontem apenas os homens tinham alcançado o lugar mais alto do pódio.
"Espero que esse ouro tenha o efeito de bola de neve. Trabalhei como professora de educação física e sei o quanto as meninas podem se sentir inspiradas", disse Glover.
Ela mesma afirmou ter-se inspirado em Kelly Holmes, uma ex-atleta britânica de meio-fundo que obteve dois ouros em Atenas-2004, nas provas de 800 m e 1.500 m.
Ao lado da parceira Helen Glover, Heather Stanning mostra a primeira medalha de ouro conquistada pelo Reino Unido nos Jogos de Londres, na prova do remo (01/08/2012) AFP PHOTO / DAMIEN MEYER
Aliviado com o ouro, o chefe de missão da BOA (Associação Olímpica Britânica), Andy Hunt, tratou de congratular a dupla. "Ganhar a primeira medalha de ouro no remo feminino é uma conquista que vai resistir ao tempo. Nossos parabéns vão para Heather, Helen e todos da equipe de remo britânica."
A festa não se restringiu ao território britânico. Bem longe dali, no Afeganistão, oficiais do Exército que trabalharam com Stanning celebraram o feito da colega.
Para eles, a remadora mandou um recado pela TV logo que deixou seu barco. "Obrigada por todo o apoio. Sei que vocês devem ter me assistido e me apoiado. Estou orgulhosa por estar associada a vocês e espero vê-los quando voltarem para casa."
Stanning foi comandante de tropa durante um ano e meio. Parou para se dedicar exclusivamente ao remo nos dois últimos anos.
The 32 Regiment Royal Artillery, currently deployed in Afghanistan, roared with excitement as they watched their captain Heather Stanning in action this morning
O 32 Regimento Real de artilharia, atualmente no Afeganistão, vibrou ao assistir a capitão Heather Stanning em ação
(Mail OnLine)
"Devo voltar [a servir] em setembro, mas ainda não parei para pensar nisso", disse.
Seu destino como campeã olímpica já havia sido anunciado durante sua adolescência. Na escola, foi escolhida pelos colegas como a estudante que tinha mais chances de conquistar uma medalha olímpica no futuro.
"É engraçado [ser reconhecida pelos colegas] porque na escola eu era uma espécie de pau para toda obra, sempre matando aula e evitando ficar dentro da sala", recorda.

2 de agosto de 2012

João do Pulo e Pelé, os maiores atletas militares brasileiros

A Marina olímpica, o soldado Pelé e o ranzinza Felipão.

Por Livo Tavares @jornalino.com

Não dá para entender por que a presença de Marina Silva na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres causou tanta polêmica, fazendo parecer que só quem se acha investido de mandato é que tem o direito de representar o Brasil no exterior.
Não dá para entender por que a presença de Marina Silva na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres causou tanta polêmica, fazendo parecer que só quem se acha investido de mandato é que tem o direito de representar o Brasil no exterior.
É verdade que a ex-senadora e renomada ambientalista apareceu de forma até certo ponto surpreendente naquele cerimonial esportivo, haja vista não ser uma celebridade do mundo do esporte.
Até me reportei sobre isso no Painel da Folha de S.Paulo, observando o fato de possuirmos no Brasil glórias do esporte como Pelé, Hortência, Oscar Schmitt e tantos outros com um perfil mais adequado para representar o país em eventos dessa natureza.

Picuinhas à parte, o que de melhor tivemos no limiar dos Jogos londrinos foi a conquista de medalhas de ouro, prata e bronze, em plena largada da grande competição.
Chama a atenção, nesse aspecto, o fato de dois terços dos atletas vencedores serem militares, representados pela judoca Sarah Menezes (medalha de ouro), que é marinheira, e pelo também judoca Felipe Kitadai (medalha de bronze), soldado do Exército.
O outro grande destaque dessa estréia inédita foi o nadador Thiago Pereira, conquistando a prata na prova dos 400 m mediely.
Vale lembrar que, tanto nos esportes essencialmente olímpicos como no futebol, as nossas Forças Armadas sempre estiveram representadas por nomes que entraram para a história dos grandes acontecimentos esportivos.
O maior deles foi o sargento João Carlos de Oliveira, o popular João do Pulo, que se tornou recordista mundial no salto triplo, em 1975, recorde esse que só foi batido dez anos depois, mais precisamente no dia 16 de julho de 1985, em Indianápolis, pelo americano Willie Banks.
O mais curioso, nesse paralelo entre a atividade castrense e a esportiva, é o fato de Pelé, maior craque da conquista brasileira na Copa de 1958, na Suécia , haver prestado o Serviço Militar obrigatório, poucos meses depois desse feito, como qualquer jovem de sua época.
Naqueles “anos dourados”, em que a paulistana criada em Taubaté, Celly Campello, embalava as matinês dançantes cantando “Banho de lua”, “Estúpido cupido”, “Lacinhos cor de rosa”, “Broto legal” e outros sucessos de seu incipiente repertório roqueiro, tudo que os jovens da geração de Pelé mais queriam era dar um jeitinho de “escapar do Exército”, como se dizia na época.
Leia também:
PELÉ, O RECRUTA NASCIMENTO!
Ao que se sabe, o cidadão Edson Arantes do Nascimento sequer manifestou o desjo de eximir-se desse compromisso com a pátria, o que não seria de estranhar, caso o fizesse, considerando o prestígio de que desfrutava mercê de sua estupenda atuação naquele que fora o nosso primeiro título mundial de futebol..
Ao contrário disso, o brasileiro Pelé, no auge da fama, acabou se tornando uma lição de civismo, ao incorporar no 6º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (6º GACosM), sediado na Baixada Santista, sob o nome de guerra Soldado Nascimento, do qual se dizia orgulhoso, manifestando até hoje sua saudade dos tempos de quartel.
E, como não poderia ser diferente, o soldado de artilharia fez valer na caserna sua condição de artilheiro da bola, marcando quatro gols como atleta da Seleção das Forças Armadas, pela qual se sagrou campeão sul-ameicano militar em 1959.
Leia mais.
Contatos com o colunista: jornalino@gmail.com / @twitter.com/jornalino / Blog Virtualino
Terceiro Tempo/montedo.com

Mensalão: você sabe, ele nunca existiu!

Pires, o cortês

Fotografia é história
Pires, o cortês
Orlando Brito
O general Walter Pires de Carvalho e Albuquerque era amigo do presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo desde os tempos em que eram cadetes, no Rio. Ao assumir o Palácio do Planalto, em 1979, Figueiredo confiou a ele o Ministério do Exército. Eram homens de poucas palavras, mas Figueiredo já se mostrava familiarizado com o convívio com repórteres e isto levava Pires a também demonstrar alguma cordialidade. Nos fins-de-semana, ambos iam cavalgar no quartel dos Dragões da Independência, no Setor Militar Urbano, em Brasília. Um dia, trabalhando no jornal O Globo, fui fotografá-los num desses momentos de descontração em companhia de dois colegas jornalistas, o Sérgio Ros e o Hermínio Oliveira, da revista Manchete. Durante a prática, Figueiredo – na foto, aquele montando um cavalo em segundo plano – ficou mais distante. Ao passar perto de nós três, o general Walter exibiu sua cortesia nos cumprimentando: - Bom dia, imprensa! 
Cláudio Humberto/montedo.com

Sargento do Exército preso por tentativa de homicídio paga fiança e é posto em liberdade

Ele continua à disposição da Justiça e aguarda julgamento

Gustavo Frasão
O 3º Sargento do Exército, José Antônio Bernardino Mendes, foi posto em liberdade na noite desta segunda-feira (30) depois de pagar fiança. O valor pago pela família não foi informado, mas ele continua à disposição da Justiça e aguarda julgamento em liberdade.
O sargento é acusado de tentar matar um segurança na noite deste sábado (28) no bar do Calaf, que fica no Setor Bancário Sul, área central de Brasília. Ele teria apontado uma arma para o segurança e apertado o gatilho, mas o revólver falhou e a bala não saiu.
O segurança agredido, Raimundo Nonato, contou à reportagem do R7 que o sargento "surtou".
— Eu não entendi o porquê que ele apontou a arma para mim. Por sorte a arma falhou.
Nonato disse que Bernardino é um cliente antigo e conhecido da casa e teria se envolvido em uma briga com outro cliente, dentro do bar.
— Nós [ele e um outro segurança] tentamos controlar a situação, para evitar confusão. O problema não foi com a gente, foi com o outro cliente.
O segurança disse que depois de resolver o problema dentro do bar, acompanhou Bernardino com o colega de trabalho até o lado de fora.
— Tentamos acalmá-lo. De repente, ele apontou a arma para mim e apertou o gatilho.
Nonato disse que antes de disparar a arma, o sargento olhou para o colega dele e disse "só lamento para o seu amigo".
— Ele empurrou meu colega e partiu para agressão pro meu lado.
Leia também:
Sargento do Exército é preso por tentativa de homicídio em Brasília
A ocorrência foi registrada na 5ª DP (Setor Bancário Norte) que investiga o caso. O delegado responsável, Ailton Rodrigues, disse que o fato de a arma ter falhado não impede que o terceiro sargento responda por tentativa de homicídio.
— Ele apertou o gatilho, assumindo o risco de matar. Por isso irá responder pelo crime e pode pegar uma pena de três a dez anos de prisão.
O delegado também contou que após a discussão o sargento chegou a desafiar o segurança, questionando se o trabalhador teria “peito de aço”.
— O segurança respondeu que não. Neste momento, testemunhas disseram que ele sacou o revólver e disparou.
O sargento foi preso em flagrante e ficou detido no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, onde ficou por dois dias. A polícia informou que apesar de ser militar, o acusado irá responder pelo crime na justiça comum.
Apesar da confusão, Nonato disse que quer esquecer o episódio.
— Não tenho nada contra a pessoa dele. Só quero resolver isso e voltar para a minha vida normal.
Em nota, o Exército disse que abriu uma sindicância para apurar as circunstâncias que motivaram o sargento a agir desta forma.
R7/montedo.com

Campo Grande: Presença de militares não garante sensação de segurança a vizinhos

Presença de militares não garante sensação de segurança a vizinhos

Luciana Brazil
Em vários locais da cidade é possível ver soldados que fazem a segurança de áres residenciais onde moram militares. (Foto:Luciana Brazil)
Morar, ou até mesmo trabalhar, em lugares vizinhos a áreas militares pode parecer, à primeira vista, uma situação segura. Mas a realidade em Campo Grande, segundo os moradores, não é sinônimo de segurança. A presença de soldados, que circulam pelas vilas militares, não chega nem a inibir a ação de bandidos.
A equipe de reportagem do Campo Grande News percorreu vários locais da cidade onde soldados fazem rondas em frente às casas de militares. Em todos eles, a resposta foi unânime. Os civis frisaram que a presença militar pode inibir algumas ações, mas nada que evite de forma rigorosa roubos ou assaltos.
A advogada Silvia Bontempo, 63 anos, radicada na cidade há 31 anos, lembra quando comprou o imóvel onde faria seu escritório de advocacia. A localização, em frente ao quartel da rua Joaquim Murtinho, foi a principal motivação, mas a insegurança logo veio à tona. O primeiro assalto aconteceu bem em frente à guarita do soldado que faz a vigilância.
“Entraram no escritório, levaram bolsas e carteiras de todo mundo que estava aqui. E o soldado não fez nada, até porque eles não podem fazer”, lembrou.
“As pessoas acham que vão ter mais segurança, mas os bandidos sabem que não adianta”, completou.
O corretor de imóveis, Evaldo Laranjeira, 77 anos, lembra que a casa vizinha a sua já foi assaltada três vezes. Ele mora ao lado do conjunto residencial militar da rua Joaquim Dornelas, no bairro Amambaí e ressalta que a lei que pune os criminosos é muito frágil. “A segurança é um problema muito complicado. A presença dos soldados não cheira e nem fede, acho que inibe muito pouco os bandidos”.
Advogada diz que a presença dos soldados não inibe ação dos bandidos. (Foto:Pedro Peralta)
Ainda na rua Joaquim Dornelas, a funcionária de uma corretora de imóveis, Denise Silveira, 44 anos, acredita que os militares provocam a sensação de segurança, mas ainda lembra. “Sei que na verdade não estamos seguros”.
Soldado faz segurança na área militar no bairro Amambaí. Além de casas de militares, moram também civis na região. (Foto:Luciana Brazil)
A advogada Luseny Alves dos Santos, 49 anos, mora em frente ao 20° Grupamento do Exército, no bairro Coophatrabalho, e frisa que residir tão perto do Exército não evita a ação de bandidos, mas segundo ela, depende muito da situação. “Não acredito que seja uma regra, mas pode inibir a ação em alguns casos”.
Com ou sem militares, a segurança na cidade e no resto do país é considerada pelas autoridades um problema grave. “Enquanto nós não tivermos leis mais rígidas, enquanto os presídios não forem terceirizados as coisas não vão mudar”, lembra Silvia Bontempo.
Orientação: O chefe de comunicação do Exército, o major Robson Peroni, explica que o soldado que está de serviço na segurança é inviolável. “Ninguém pode fazer nada contra ele. O soldado está autorizado a agir, até mesmo de forma letal, caso esteja em situação de ameaça”.
O major Peroni esclarece ainda que o soldado tem obrigação de cuidar de uma determinada área e se houver algo que coloque seu trabalho em risco, ele deve agir, acionando a guarnição.
“Se o soldado suspeitar de alguma situação, algum carro, ou alguma pessoa que coloque o seu trabalho em risco, ele deve tomar alguma atitude”. De acordo com o major, qualquer pessoa que esteja incumbida do poder de polícia tem obrigação de agir diante de fatos que tragam risco à população.
“Se o soldado presenciar alguma situação, mesmo que seja na residência de um civil, ele tem obrigação de agir, mas isso não quer dizer que ele vai deixar seu posto. Ele pode acionar a polícia ou a guarnição”.
Campo Grande News/montedo.com

1 de agosto de 2012

Reajuste dos militares: aumento deve ser linear e pode chegar a 45%, parcelado em três anos

REAJUSTE
MESMO ÍNDICE
Está batido o martelo. O governo vai reajustar os soldos por um mesmo índice para todos os postos e graduações. Foi vencida a ideia de reajuste maior para soldos menores.


EM TRÊS ANOS
Os estudos sobre o índice ainda não estão prontos. Uns consideram primeira parcela este ano e outros em janeiro. O mais generoso propõe 45% parcelados em três anos.
Força Militar (O Dia Online)/montedo.com

Contra-Almirante ou contra o almirante?


Foto

PODER SEM PUDOR



Ele era do contra
Presidente do Corinthians, o folclórico e saudoso Vicente Matheus certa vez teve um problema com terrenos na praia do Guarujá, e um oficial da Marinha o ajudou. Ficou tão grato que lhe ofereceu uma festa e o apresentava como almirante. O oficial o corrigiu, discretamente:
- Eu não sou almirante, sou contra-almirante.
Amigos de Vicente contam que ele não titubeou:
- Você é contra almirante? Pois também sou. São todos uns vigaristas.
Cláudio Humberto/montedo.com

Regras do Leão: Forças Armadas querem CPF de militares falecidos antes da criação do documento

ALERTA A PENSIONISTAS
FORÇAS ARMADAS QUEREM O CPF DOS FALECIDOS
As Forças Armadas estão pedindo dos pensionistas CPFs de militares mortos antes de o documento ser criado, o que ocorreu há 47 anos. Sugerem a emissão do documento do morto para o benefício não ser suspenso, o que pode ser feito com facilidade apenas pelos pensionistas militares que guardam todos os documentos dos instituidores da pensão.
"Está sendo um desespero. Temos que resgatar documentos que não temos mais", conta filho de esposa de militar falecido em 1950. "Não entendemos porque estão mexendo com pensões pagas há tanto tempo. Só podem estar querendo fazer economia com nosso desespero", acrescenta filha de militar falecido em 1960.
A exigência do CPF dos falecidos pelas Forças Armadas é baseada em Instrução Normativa 1.042 da Receita Federal. Editada em junho de 2010, só está tendo efeito prático agora nos quartéis. Fontes da Coluna esclarecem que a adequação até contraria boa parte do pessoal que serve nos setores de pensionistas. "Mas temos que cumprir o que diz a Receita", argumenta.

CPF
ONDE TIRAR
Segundo a Instrução 1.042, só é possível solicitar a emissão do CPF de falecidos nas unidades da Receita, após apresentar documento justificando a inscrição.

O QUE LEVAR
É preciso levar certidão de óbito e documento do falecido que comprove a data de nascimento, naturalidade e filiação (se esses dados não constarem da certidão).
Força Militar (O Dia Online)/montedo.com

Marinha abre concurso para sargentos técnicos

Salários de R$ 3 mil na Marinha
80 vagas de sargento de nível médio/técnico

PRISCILA BELMONTE
A Marinha abriu ontem mais uma seleção pública. Desta vez, são oferecidas 80 oportunidades para o posto de terceiro sargento, voltado a candidatos de Nível Médio/Técnico. A remuneração inicial é de R$ 3 mil, mais benefícios, como plano de carreira, assistências médica e odontológica, alimentação e auxílio para compra de uniformes. As inscrições começam no dia 1º de agosto e vão até 30 de setembro.
Interessados em ingressar no Quadro Técnico de Praças da Armada devem ser do sexo masculino, brasileiros e ter entre 18 anos completos e menos de 25 anos de idade. Segundo o edital, as áreas disponíveis são as seguintes: automação industrial; eletroeletrônica; eletromecânica; eletrônica; eletrotécnica; eletrotécnica naval; mecatrônica; manutenção automotiva; refrigeração e climatização; mecânica naval e mecânica.
As inscrições devem ser feitas por meio do site www.ingressonamarinha.mar.mil.br ou por meio de uma das organizações militares da Marinha distribuídas pelo País. No Rio, o endereço é Rua Visconde de Itaboraí 69, Centro. Para conferir informações sobre outros locais, basta acessar a mesma página virtual. A taxa de participação é de R$25. Informações pelo telefone (21) 2104-6006.
O processo seletivo é composto por provas objetivas e de redação, inspeção de saúde e teste de aptidão física.Vale destacar que os candidatos aprovados em todas as fases do concurso público vão fazer um curso de formação, durante oito meses, no Centro de Instrução Almirante Alexandrino (CIAA), no Rio de Janeiro. As datas e os horários dos exames ainda serão marcados.
O Dia Online/montedo.com

'Brizola Neto': o trabalho do ministro do Trabalho. Ufa! Que canseira...

‘O trabalho do ministro do Trabalho’
MARCO ANTONIO VILLA
Carlos Daudt Brizola, para a surpresa de muitos, é o ministro do Trabalho. Sua passagem pelo ministério ─ hoje sem a mínima importância, ficou seis meses sem titular e ninguém notou ─ é a de um adepto radical de Paul Lafargue, o autor do clássico “O Direito à Preguiça”.
Tomou posse no dia 3 de maio, quinta-feira. No dia seguinte teve um compromisso, às 10h. Reapareceu após quatro dias. Mas, de acordo com sua agenda oficial, seu expediente foi restrito: duas atividades pela manhã, não mais que duas horas. No dia 9, compareceu ao ministério, outra vez só pela manhã, para uma palestra. Na quinta, não mudou a rotina: um compromisso. No dia posterior, mais ociosidade: uma atividade, no final da tarde. Em seguida, três dias de folga. Reapareceu no dia 15, uma terça, para um evento às 10h30. Mais nada.
O mais bizarro é que o ministro desapareceu um mês ─ um mês! Será que quis gozar das férias? Já? Só voltou no dia 14 de junho. Estava na Suíça, que ninguém é de ferro.
Aí, como um homem de hábitos arraigados, tirou mais quatro dias de descanso. Em 19 de junho, uma terça, Daudt Brizola resolveu compensar a ociosidade. Marcou três audiências: das 15 às 18 horas, trabalhando três horas. Na quarta foi assistir a Rio+20. Na quinta, folga. Na sexta participou de um evento, pela manhã, no Rio, onde mora.
Pesquisando sua agenda, achei que ele finalmente iria assumir o trabalho no ministério do Trabalho. Sou um ingênuo. Submergiu mais cinco dias. Ressurgiu no dia 27. E aí, workaholic, trabalhou três horas pela manhã, duas e meia à tarde. No dia posterior, repetiu a dose. Na sexta-feira, veio a São Paulo e em seis horas visitou quatro centrais sindicais. Em junho, trabalhou oito dias. Só em um deles a jornada se aproximou das oito horas diárias.
Em julho, Daudt Brizola só começou trabalhar na terça-feira: ele não gosta das segundas-feiras. Mas nada muito estafante: 90 minutos pela manhã, começando às 10h. À tarde, a mesma jornada, a partir das 16h. Na quarta, cinco horas. Na quinta, descansou pela manhã, almoçou tranquilo e só começou seu expediente às 14h30. Foi embora três horas depois. Na sexta, só compareceu ao ministério à tarde, por 60 minutos. Às 15h, estava liberado. Afinal, tem o happy hour.
Na segunda semana de julho, como um Stakhanov, resolveu ser um herói do trabalho. Registrou atividades de segunda a sexta. Claro que com o espírito macunaímico: em dois dias só teve um compromisso.
Parecia, apenas parecia, que finalmente o ministro do Trabalho iria trabalhar. Mais uma vez acabei me equivocando. Como de hábito, deixou a segunda de lado. Só apareceu na terça, à tarde, reservando 60 minutos para a labuta. Na quarta, mais três horas de expediente. No dia seguinte, o ministro sumiu. Só voltou seis dias depois, e somente à tarde. E voltou a se evadir do dia 25 ─ é devoto de São Cristóvão?
Paro por aqui. Não vale a pena cansar o leitor da Folha com as ausências ao trabalho do ministro. Será que a presidente não tem conhecimento do absenteísmo do ministro? Com tanta greve, o que ele fez?
E o que diria Leonel Brizola ─ que trabalhou e estudou com enorme dificuldade, se formou engenheiro em um curso noturno, quando era deputado estadual ─ vendo um neto tão pouco afeito ao labor?
Em tempo: Brizola Neto é o irmão, não ele.
Folha de São Paulo, via blog do Augusto Nunes (Veja)/montedo.com

Comento:
Convenhamos, é muito trabalho para um homem só. Menos mal que tanto esforço foi recompensado. Em maio, após trabalhar sete dias, o ministro 'workaholic' recebeu a módica quantia de R$ 29.059,55. Afinal, uma dedicação tão comovente merece uma recompensa à altura.

O civil deve ser excluído da jurisdição penal militar ou a Justiça Militar da União necessita de reformulação para julgá-lo?

Luciano Moreira Gorrilas
Na Justiça Militar da União, aflige parte da comunidade jurídica o fato de o civil ser processado e julgado por um Conselho de Justiça composto, em sua maioria, por juízes militares leigos.
Tornou-se recorrente, em alguns julgados proferidos pelo Supremo Tribunal Federal, a inserção de registros acerca de uma tendência moderna que vem ocorrendo nas Justiças Militares de outros países referente à exclusão do civil da jurisdição penal militar.
Vale, nesse sentido, trazer à colação trecho contido no habeas corpus nº 109.544, verbis :
A regulação do tema pertinente à Justiça Militar no plano do Direito comparado.
· Tendência que registra, modernamente, em sistema normativos estrangeiros, no sentido da extinção (pura e simples) de tribunais militares em tempo de paz ou, então, da exclusão de civis da jurisdição penal militar: Portugal (Constituição de 1976, art. 213, quarta revisão Constitucional de 1997), Argentina (Ley Federal nº 26.394/2008), Colômbia (Constituição de 1991, art. 213), Paraguai (Constituição de 1992, art. 174), México (Constituição de 1967, art. 253, c/c Ley 18.650/2010, arts. 27 e 28), v.g..
Assim, é oportuno destacar dois relevantes pontos que, ao que tudo indica, passaram ao largo da percepção dos ínclitos julgadores da Segunda Turma da Suprema Corte Brasileira:
1. No direito comparado, em regra, as Justiças Militares não fazem parte do sistema judiciário de suas nações.
2. No sistema normativo estrangeiro, os cargos de Juiz, Promotor de Justiça e Defensor, nos Tribunais Militares, são exercidos exclusivamente por militares.
Enfatize-se, nesse aspecto, que no Brasil a Justiça Militar da União (JMU) foi sedimentada com uma estrutura completamente diversa daquelas praticadas no cenário jurídico internacional, uma vez que, desde a CF 1937 até a presente (CF 1988), encontra-se inserida entre os órgãos judiciários do ordenamento pátrio:
Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário:
I. o Supremo Tribunal Federal;
I-A o Conselho Nacional de Justiça;
II. o Superior Tribunal de Justiça;
III. os Tribunais Regionais e Federais e Juízes Federais;
IV. os Tribunais e Juízes do Trabalho;
V.os Tribunais e Juízes Eleitorais;
VI.os Tribunais e Juízes Militares;
VII.os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.
Da mesma forma, o Ministério Público Militar integra o Ministério Público da União (MPU):
Art. 128. O Ministério Público abrange:
I-o Ministério Público da União, que compreende:
a) o Ministério Público Federal;
b) o Ministério Público do Trabalho;
c) o Ministério Público Militar;
d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios;
Aliás, em termos de jurisdição penal militar, nosso país é marcado por peculiaridades que em muito diferem de outras civilizações jurídicas. Com efeito, temos no Brasil duas Justiças Militares (estadual e federal), sendo civis, em ambas, os operadores de Direito representantes do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública. Relativamente à Justiça Militar da União, há concurso público, com participação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), de provas e títulos, específico para o ingresso nas carreiras da magistratura e do Ministério Público Militar para os cargos respectivos de Juiz-Auditor e Promotor de Justiça Militar.
É bem verdade que a mencionada JMU funciona em modelo de escabinato, em que, a partir do recebimento da denúncia pelo Juiz-Auditor, portanto, durante o processo, todos os atos processuais ocorrem perante ou a um Conselho Permanente de Justiça (cuja competência é julgar praças das Forças Armadas e civis) ou a um Conselho Especial de Justiça (competente para julgar oficiais até o posto de Coronel ou equivalente posto na Marinha). Os aludidos Conselhos de Justiça são compostos por um Juiz-Auditor e quatro oficiais da ativa das Forças Armadas.
Talvez este seja o nó górdio referente à organização da Justiça Militar da União que tanto aflige parte da comunidade jurídica nacional e internacional, ou seja, o fato de o civil ser processado e julgado por um Conselho de Justiça composto, em sua maioria, por juízes militares leigos.
Não é nossa pretensão, nessa exposição, tecer críticas à anunciada tendência de países que excluíram ou tencionam excluir o civil de suas jurisdições penais militares, mas apenas pontuar que as experiências jurídicas vividas por aquelas nações em nada se comparam com a brasileira. Vale relembrar que a Justiça Militar da União, no seu momento mais notório historicamente, quando julgava os crimes contra a Lei de Segurança Nacional praticados, basicamente, por civis, introduziu no sistema judiciário brasileiro, de forma inédita, alguns institutos jurídicos inovadores para aquela época, merecendo destaque o que concede liminar em habeas corpus (medida altamente liberal para o momento político que o país atravessava, o qual foi adotado, posteriormente, por outros tribunais).
Tal fato não passou despercebido pela arguta visão de Fernando da Costa Tourinho Filho que, em seu livro Prática de Processo Penal, registrou:
Uma das mais belas criações da nossa jurisprudência foi a da liminar em pedido de habeas corpus, assegurando de maneira mais eficaz o direito de liberdade. Malgrado as críticas que, injustamente, se fazem à Justiça Militar, cumpre registrar que tal providência liminar em pedido de habeas corpus foi concedida, pela primeira vez entre nós, pela Justiça Militar. Concedeu-a o Almirante José Espínola, ilustre figura que perolou no STM (cf. RTJ.33.590)
Assim, com a devida venia, entendo ser temerário importar tendências ou modelos de outros países para o Brasil sem um prévio e aprofundado estudo no qual não poderão ser olvidados os aspectos referentes às vicissitudes que caracterizam o Poder Judiciário Brasileiro, entre os quais os excessivos números de processos que tramitam na justiça comum. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, o Poder Judiciário recebeu, no primeiro semestre de 2011, 8,2 milhões de processos (este dado, por si só, demonstra que não é razoável a extinção ou redução de competência de qualquer órgão do Poder Judiciário Brasileiro).
Desse modo, penso que a solução para essa vexata quaestio está na reestruturação da Justiça Militar da União, de modo a adequá-la para processar e julgar crimes militares cometidos por civis, num contexto moderno e adaptado ao cenário jurídico nacional e internacional contemporâneo.
Nesse sentido, a Justiça Militar Estadual, embora não tendo competência para julgar civis, avançou quando, por intermédio da Emenda Constitucional 45, de 2004, os Juízes de Direito do juízo militar passaram a, monocraticamente, processar e julgar crimes militares praticados contra civis (crimes impropriamente militares).
Destarte, a inovação exitosa no âmbito da Justiça Militar Estadual trazida pela aludida EC sugere mudanças na Justiça Militar da União, vale dizer, nos casos em que envolvam civis, seja no polo ativo ou passivo de um crime militar, os processos e julgamentos ficariam a cargo do Juiz-Auditor. Os Conselhos de Justiça passariam a julgar somente os crimes propriamente militares, é dizer, aqueles que, na sua essência, só podem ser praticados por militares da ativa (deserções, abandono de posto, violência contra superior e outros).
Por outro lado, poder-se-ia criar uma turma de segunda instância da JMU (Superior Tribunal Militar), integrada apenas por ministros civis, para julgamentos de recursos provenientes de ações penais militares em que figurassem o civil.
Afora a aludida mudança de competência, deveriam ainda ser aplicadas aos civis as penas alternativas previstas na legislação penal comum, conforme muito bem ressaltou Ailton José da Silva, em seu artigo Penas Restritivas de Direito e o Código Penal Militar.
O que não nos parece razoável e nem se afigura como solução para o sistema penal jurídico brasileiro, no qual o judiciário se encontra excessivamente assoberbado, devido à tramitação de infindáveis processos, é levar para a esfera de competência da Justiça Federal mais este encargo: o de julgar crimes militares praticados por civis.
Noutra vereda, a prevalecer tal modelo para o Brasil, a apuração dos ditos crimes impropriamente militares praticados por civil ficaria a cargo da Polícia Federal, polícia judiciária originária em âmbito federal, igualmente assoberbada em seus afazeres, cujo efetivo não lhe permite sequer policiar as fronteiras brasileiras.
Demais disso, exsurgem algumas inquietantes indagações que nos parecem intransponíveis no caso de o referido modelo preconizado internacionalmente vir a ser aplicado no Brasil. Como ficariam os bens jurídicos tutelados pelo Código Penal Militar (CPM) que afetam as Instituições Militares e a operacionalidade das Forças Armada e podem ser perfeitamente violados pelo civil? Seria razoável levar para justiça comum traficantes que invadem organizações militares para subtraírem armamentos militares? E quanto aos receptadores desses armamentos? Como proceder com os civis que, em co-autoria com os militares, em processos licitatórios fraudulentos, provocam consideráveis prejuízos ao erário público militar? E a respeito do crime de insubmissão que só pode ser praticado por civil? E os desertores, sem estabilidade, que são excluídos a partir da consumação do crime de deserção, passando à condição de civil? Poderiam ser presos na qualidade de civil quando fossem capturados? E acerca dos diversos crimes contra a Segurança Externa do país, contra a Disciplina Militar, contra o Serviço Militar, a Saúde e a Administração Militar, alguns deles abaixo descritos, os quais podem ser praticados por civis:
Art. 146. Penetrar, sem licença, ou introduzir-se clandestinamente ou sob falso pretexto, em lugar sujeito à administração militar, ou centro industrial a serviço de construção ou fabricação sob fiscalização militar, para colher informação destinada a país estrangeiro ou agente seu:
Pena – reclusão, de três a oito anos.
Art. 155. Incitar à desobediência, à indisciplina ou à prática de crime militar:
Pena - reclusão, de dois a quatro anos.
Art. 184. Criar ou simular incapacidade física, que inabilite o convocado para o serviço militar:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
Art. 295. Fornecer às Forças Armadas substâncias alimentícias ou medicinal corrompida, adulterada ou falsificada, tornada, assim, nociva à saúde.
Pena – reclusão, de dois a seis anos.
Art. 296. Fornecer às Forças Armadas substâncias alimentícias ou medicinal alterada, reduzindo, assim, o seu valor nutritivo ou terapêutico.
Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
Art. 302. Penetrar em fortaleza, quartel, estabelecimento militar, navio, aeronave, hangar, ou em outro lugar sujeito à administração militar, por onde seja defeso ou não haja passagem regular, ou iludindo a vigilância da sentinela ou de vigia.
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, se o fato não constitui crime mais grave.
Ainda nessa esteira de argumentação, qual seria a solução para os militares da reserva e reformados, os quais a legislação penal militar equipara ao civil (Art. 9º. Os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou civil, contra as instituições militares…). Estariam eles fora da jurisdição penal militar ao praticarem crime militar?
Assim, a despeito de recomendações de algumas entidades internacionais direcionadas para exclusão do civil da jurisdição penal militar, verifica-se que tais orientações não levaram em conta as características de per si de cada nação, principalmente o Brasil. Tomou-se como paradigma, a meu ver, de forma equivocada, países onde a composição dos tribunais militares é constituída exclusivamente por militares, com suas legislações penais voltadas apenas para o militar como agente de crime.
Dessa forma, mister se faz assinalar que o Código Penal Militar entrou em vigor em 1969 (o CP, em 1941) e elenca, no mencionado inciso III do artigo 9º, as circunstâncias em que o comportamento do civil se subsome em crime militar. Ademais, conforme verifica-se abaixo, o CPM estabelece tratamento diferenciado ao civil, até mesmo no tocante à aplicação da pena.
Art. 62. O civil cumpre a pena aplicada pela Justiça Militar, em estabelecimento prisional civil, ficando ele sujeito ao regime conforme a legislação penal comum, de cujos benefícios e concessões, também, poderá gozar.
Ressalte-se que a legislação penal e processual penal militar já mereceu considerações elogiosas por parte de renomados juristas do porte de Raúl Zaffaroni, Nilo Batista, Alejandro Alagia e Alejandro Slokar (Direito Penal Brasileiro – I, Editora Revan, RJ, Primeiro volume, 2ª edição, 2003, pág. 310), consoante muito bem anotou meu preclaro e dileto professor, José Carlos Couto de Carvalho, em seu trabalho: Peculiaridades e Algumas Questões Controvertidas do Processo Penal Militar.
Pelas razões expostas, considero que a Justiça Militar da União deve continuar a julgar civis que cometam crimes militares, devendo, contudo, sofrer reformulações em sua competência a fim de atender aos anseios de modernas tendências internacionais. De fato, não faz sentido, em algumas hipóteses previstas no CPM, o civil ser processado e julgado pela Justiça Militar pelo cometimento de crime militar, notadamente, quando não são atingidas às Instituições Militares e à operacionalidade das Forças Armadas.
Por derradeiro,vale sublinhar que não existem razões para desconfianças em relação a esse órgão jurisdicional especializado que, além de não se constituir em um tribunal de exceção, não foi criado para julgar os militares, mas sim os crimes militares, os quais podem ser praticados, inclusive, pelos civis.
Leia mais.
JusNavigandi/montedo.com

Sargento do Exército é preso por tentativa de homicídio em Brasília

Sargento do exército é preso por tentativa de homicídio no bar do Calaf
Em uma confusão, o acusado sacou um revólver e atirou no segurança

O terceiro sargento do Exército José Antônio Bernardino Mendes foi preso por tentativa de homicídio na noite deste sábado (28) no bar do Calaf, no Setor Bancário Sul. De acordo com a polícia, ele se envolveu em uma confusão e foi expulso do local. No tumulto, sacou uma arma e disparou o gatilho contra um segurança. Por sorte, a arma falhou.
Segundo o delegado da 5ª DP, Ailton Rodrigues, o fato de a arma ter falhado não impede que o sargento responda por tentativa de homicídio.
— Ele apertou o gatilho, assumindo o risco de matar. Por isso irá responder pelo crime e pode pegar uma pena de 3 a 10 anos de prisão.
Na discussão, segundo o delegado, o terceiro sargento chegou a desafiar o segurança, questionando se o trabalhador teria “peito de aço”.
— O segurança respondeu que não. Neste momento, segundo testemunhas, ele sacou o revólver, que não disparou por sorte.
Bernardino foi preso em flagrante e está detido no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, onde permanece à disposição da Justiça. De acordo com o delegado, apesar de ser militar, o acusado irá responder pelo crime na justiça comum.
R7/montedo.com

31 de julho de 2012

Militares do Exército vão auxiliar na reconstrução de cidade gaúcha devastada por tornado

Força-tarefa para reconstruir Santa Bárbara do Sul ganha apoio do Exército
Município foi atingido por suposto tornado no fim de semana
Fenômeno que atingiu a cidade tem características de tornado 
Crédito: Divulgação / CP
Uma equipe de mais de 40 militares do Exército deve chegar, ainda nesta terça-feira, ao município de Santa Bárbara do Sul, no Alto Jacuí, para auxiliar na reconstrução da área atingida por um temporal com características de tornado, ocorrido no fim de semana. Além dos militares, funcionários municipais de cidades vizinhas foram deslocados também para ajudar nos trabalhos. Moradores se uniram para colaborar na limpeza de ruas e no conserto das residências devastadas pelo forte vento.
De acordo com a Defesa Civil Estadual, a chuva forte que atingiu município na manhã de hoje dificultou o andamento dos trabalhos. À tarde, a precipitação parou, permitindo a retomada das atividades. A previsão é de que o órgão envie ainda nesta terça a Santa Bárbara mais de mil cestas básicas e kits-dormitório, com colchões, travesseiros, cobertores e lençóis. Até quinta-feira, mais de 4 mil telhas, compradas pelo governo do Estado, chegarão à cidade.
De acordo com coordenador regional da Defesa Civil, sargento Lauro Brito Lopes, um levantamento realizado no município revelou que cobertores e colchões são as principais necessidades da população. Segundo ele, a avaliação total dos danos deve ser concluída em breve e encaminhada para homologação do Estado. O prefeito Mário Roberto Utzig Filho já decretou situação de emergência.

Temporal destelha casas e desabriga famílias
Na noite do último sábado, o temporal com rajadas de vento de 150 a 200km/h, de acordo com a MetSul Meteorologia, destruiu 20 casas e provocou danos em pelo menos outras 140, além de pontos comerciais. Os bairros mais atingidos foram Cohab, Fátima, Juventude, Loeblein e parte do Centro em um raio de 1km e largura de aproximadamente 300 metros. Os desabrigados foram para as casas de parentes e amigos.
A coordenação municipal da Defesa Civil montou uma equipe de servidores para fazer o cadastramento das famílias afetadas enquanto o Departamento de Assistência Social recebe roupas, alimentos e móveis. Além disso, foi aberta uma conta no Banrisul para arrecadar recursos para a recuperação da cidade. Equipes da Secretaria de Obras também recebem materiais de construção e percorrem a área devastada para fazer a retirada de galhos e árvores caídas das ruas.
Forte vento destruiu casas em Santa Bárbara do Sul - Foto: Metsul/Rádio Planetário
Saiba como ajudar
A conta disponibilizada para receber recursos é do Banrisul (Agência 0341 / Conta 04.010842.0-0), sob o nome SOS Santa Bárbara do Sul, do Fundo Municipal de Defesa Civil. Na Capital, é possível fazer doações no Centro Administrativo Fernando Ferrari, na av. Borges de Medeiros, 1501, em Porto Alegre, das 8h às 18h30min, inclusive aos fins de semana. Em Santa Bárbara, a Prefeitura recolhe donativos na av. Eduardo Brito, 29, no Salão Paroquial da Igreja Matriz, no Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

Aberta linha de crédito no Banrisul
O Banrisul anunciou a criação de uma linha de crédito emergencial, com juro diferenciado, para auxiliar as famílias e empresários que perderam os imóveis com o vendaval que atingiu Santa Bárbara do Sul. A linha de crédito para pessoa física pode ser solicitada no valor de R$ 100 até R$ 15 mil, de acordo com a capacidade de comprometimento do cliente.
A linha de crédito empresarial pode ser de, no mínimo, R$ 1 mil, e, no máximo, R$ 20 mil, com prazo de carência de seis meses. As parcelas podem ser pagas em até 36 meses, com juros de 1,20% ao mês para a pessoa física e de 1,40% ao mês para a pessoa jurídica. As solicitações de crédito devem ser encaminhadas direto na agência do Banrisul em Santa Bárbara do Sul.
Correio do Povo/montedo.com

Imposto de Renda: Receita intima contribuintes que tiveram declarações feitas por subtenente do Exército preso por fraude

Receita intima contribuintes em ação contra fraudes de R$ 15 milhões
Ao todo, 980 contribuintes serão convocados até o fim do ano

Aline dos Santos
A Receita Federal realiza a 2ª etapa da operação Malha 12, que revelou, em abril deste ano, esquema em que um suboficial do Exército é acusado de fraudes no Imposto de Renda, com prejuízo de R$ 15 milhões aos cofres públicos. Ao todo, 980 contribuintes serão convocados até o fim do ano.
A partir de hoje a Receita iniciará o envio do primeiro lote de intimações aos contribuintes que não retificaram suas declarações dos exercícios 2008 a 2012, para comprovarem as deduções informadas.
Após ser intimado o contribuinte perde o direito de retificar suas declarações e tem 30 dias para apresentar a documentação solicitada. Se não comprovar as deduções pleiteadas, estará sujeito a multa de até 150% além das implicações na esfera penal. Em caso de não atendimento à intimação, a multa pode ser agravada e chegar a 225%.
Quem já retificou ou vier a retificar antes do recebimento da intimação deve apresentar os documentos do que foi mantido na declaração retificadora à DRF Campo Grande para ter suas declarações liberadas e livrar-se da multa de até 225%.
Leia também:
Subtenente do Exército é preso por fraude de R$ 15 milhões no Imposto de Renda
Esquema
O acusado não é contador, mas era pago para fazer declarações. Ele recebia R$ 70, mais percentual de 10% sobre o valor da restituição. Ou seja, muitas vezes o contribuinte lhe repassava as informações corretas, mas ele forjava os dados para inflar o valor a ser restituído. Ele chegou a ser detido pela PF (Polícia Federal), mas não quis colaborar com as investigações.
A Receita puxou o fio da meada ao observar que um mesmo CNPJ de um plano de previdência privada se repetia em inúmeras declarações. Além de pagamentos fictícios, eram criados dependentes falsos. Este é o maior esquema de fraude identificado em Mato Grosso do Sul. As fraudes ocorrem pelo menos desde 2008, envolvendo entre mil e 1.500 contribuintes.
Campo Grande News/montedo.com

Arquivo do blog

Compartilhar no WhatsApp
Real Time Web Analytics