1 de setembro de 2010

HAITI: COMANDO BRASILEIRO VAI MUDAR FOCO DA MISSÃO DE PAZ

FERNANDA ODILLA
O perfil das tropas da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti deve mudar a partir de outubro, quando haverá a renovação do mandato e reedição dos termos da missão no país caribenho.
O general Floriano Peixoto, que comandava a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) quando o terremoto de 12 de janeiro destruiu o país, afirma que as maiores demandas neste momento são a construção de moradias e a remoção de escombros.
Diante das necessidades de reconstrução do país, a ONU deve alterar o foco da missão, hoje direcionado para a estabilização da paz. O comando das tropas, contudo, continuará nas mãos dos brasileiros.
"A continuidade da ajuda internacional deve incorporar elementos de reconstrução da base física e de infraestrutura, coisa que a ONU já vem fazendo. Haverá um momento que esse balanceamento deverá ser refeito. [A missão] Começa forte militar e vai balanceando", disse o general, que na manhã desta terça-feira ganhou uma medalha do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Segundo Floriano Peixoto, o Haiti hoje "está absolutamente seguro" e crimes como sequestro simplesmente deixaram de existir após o terremoto.
Ontem, ex-comandante brasileiro das tropas da ONU no Haiti ganhou elogios do general Douglas Fraser, do Comando Sul dos EUA, pelo esforço em tentar aliviar a dor dos haitianos.
Questionado se a medalha significava um sinal de reconhecimento norte-americano após eventuais desgastes nas relações militares pós-terremoto, Floriano Peixoto foi categórico em reafirmar que não houve competição entre as tropas. "Talvez no início houve indefinição de papéis", ponderou, dizendo que ao EUA cabia ajuda humanitária e ao Brasil garantir a segurança. Leia mais.

HAITI: SUBTENENTE RETORNA E DÁ ENTREVISTA SOBRE A MISSÃO

"Tinha uma menininha, ela tinha uns 3 ou 4 anos, que me abraçou e não queria mais me soltar. Ela brincou comigo o tempo todo, umas 3 ou 4 horas, [...]ela não desgrudava de mim. Aquilo me marcou, ver que o pouco de carinho que a gente dá para eles faz a diferença."

DO DESESPERO À ESPERANÇA
Mônica Dias e Felipe Libório*
No dia 12 de janeiro deste ano, um terremoto de magnitude 7 devastou o Haiti, país mais pobre do continente americano. Desde 2004 o Brasil já vinha contribuindo com a Organização das Nações Unidas (ONU) em seu projeto de reestruturação do país. Como parte desses esforços, a Engenharia Militar da Amazônia, através do 2º Grupamento de Engenharia, mantém um rodízio de tropas no país a cada 6 meses.
Uma semana após o terremoto, um contingente formado por 41 homens que integram a Companhia de Engenharia de Força de Paz foi enviado ao Haiti. Eles retornaram no dia 10 de agosto, após 6 meses de serviços prestados à Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH,  na sigla em inglês).
Em entrevista à Maloca Digital, o subtenente Benício, que está no Exército há 26 anos e fez parte da tropa, falou do trabalho e das dificuldades enfrentadas durante a experiência de interagir as Forças de Paz da ONU no Haiti.
Maloca Digital- Como foi o ingresso nas Forças de Paz e a transferência para o Haiti?
Subtenente Benício- Há um processo seletivo, no qual nós nos voluntariamos, enviamos nossos dados e nossas habilidades. Esse documento é enviado ao Estado Superior, e você passa por uma seleção. Após ser selecionado, o militar inicia uma série de exercícios de preparação para o trabalho no exterior. Ocorre o preparo descentralizado, com a primeira fase desenvolvida aqui em Manaus, e, posteriormente, o preparo centralizado com os outros militares do Exército vindos de diversas regiões do país, trabalho esse que foi desenvolvido lá no Rio de Janeiro. Fizemos as duas partes entre Agosto e Dezembro do ano passado. Viajamos em Janeiro deste ano.

MD- Como você descreve a chegada ao Haiti?
STB- Antes de viajar, criamos uma série de expectativas, porque o que a gente conhece sobre o lugar nos é passado por quem já foi. Nós chegamos lá uma semana após o terremoto, encontramos o país num caos total, só ruínas, então foi uma chegada bem traumática para muitos. O normal seria chegar lá e continuar o trabalho que o batalhão anterior estava realizando, mas com o terremoto tudo mudou. Começamos a desenvolver um trabalho em função do terremoto, porque toda a força disponível foi empregada na assistência as vítimas. Depois, começamos a trabalhar na reparação e construção de bases para as forças da ONU e de campos de refugiados, porque muita gente não tinha para onde ir.

MD- Como é o dia a dia dos militares que atuam no Haiti?
STB- No nosso caso, da Engenharia brasileira, passamos a maior parte do tempo na base, saindo apenas para trabalhar. A rotina era acordar, tomar café da manhã, sair pra realizar a função que a Companhia recebia da ONU, e voltar para a base. Nós morávamos em containers. Então era do container para o trabalho e do trabalho para o container.

MD- Qual o sentimento do povo haitiano depois da tragédia?
STB- No primeiro momento, eu acho que eles ficaram estupefatos, sem saber o que fazer, ficaram meio aéreos. Porque ninguém acreditava, eram muitos mortos.

MD- A chegada da ONU deu esperança a eles?
STB- Bem, eles querem uma mudança, eles contam muito com isso. É o país mais pobre da América, então precisa muito da ajuda dos outros. Parece-me que eles querem que a ONU faça algo em prol deles para que eles possam caminhar com as próprias pernas. A gente conversa com vários haitianos, muitos soldados da base são haitianos, e o sentimento comum deles é esse. Eles têm orgulho de ser a primeira nação independente da América, dizem que serviram de modelo para os outros países do continente, eles têm vontade de crescer como país. E eu acho que estão buscando, que estão no caminho certo. Basta ter um esforço conjunto das outras nações para ajudá-los.

MD- Quais foram os principais serviços realizados no Haiti pelo seu agrupamento?
STB- Logo depois do terremoto, havia a necessidade de socorrer as vítimas e realizar os sepultamentos, depois continuamos com o trabalho de remoção de escombros. A gente trabalha pra eles tapando buraco, melhorando e limpando as vias.

MD- Como o povo haitiano vê a atuação da MINUSTAH?
STB- O Brasil, a engenharia, é bem vista pelos haitianos. A gente passa e eles falam “Oi, Brasil!”. Se eles virem duas viaturas de outros países e uma do Brasil, eles correm para a nossa falando “Brasil, Brasil, amigos!”. Também tem aquela intimidade do futebol, a gente coloca a camisa da seleção e eles falam do Ronaldo.  Nós somos bem aceitos, não enfrentamos problemas com a população.

MD- Como é a experiência de estar num país estrangeiro por tanto tempo?
STB- É uma experiência nova e gratificante. Todos tivemos um aprendizado muito grande. Porque você está numa situação com a sua família, você cuida de tudo, você vai pro seu trabalho, vai pra casa, você tem uma rotina, um controle. Mas depois que você chega lá você não tem mais, então você depende dos seus familiares, apesar de estar longe você fica lembrando “Ei, pagou aquela conta? Fez isso? fez aquilo?”. Eu tinha essa preocupação, mas vi que tudo foi se ajeitando, então fiquei tranquilo. Nós percebemos que os nossos familiares dependem da gente, mas se for necessário eles sabem caminhar sozinhos.

MD- Qual a sensação de ter feito parte da MINUSTAH, levando em conta a sua importância para o povo do Haiti?
STB- É um orgulho muito grande, uma satisfação pessoal, uma satisfação também para a nossa família. É bastante gratificante ter feito e participado desse trabalho em prol da nação haitiana.

MD- Seis anos depois no início da MINUSTAH, como você julga a atuação da missão no Haiti? Qual sua importância para o país?
STB- Antes de o Brasil assumir, o país era um caos total. Conversando com os diversos companheiros que foram e tiveram a oportunidade de retornar ao Haiti, eles nos contam como notaram a diferença. Quando eles foram, logo no começo, não podiam transitar em algumas áreas porque tomavam tiro, e hoje não. Está mais pacífico, tem área verde, a gente já pode circular. Sem segurança, o comércio não podia funcionar, e hoje alguns já estão funcionando. Há um trabalho progressivo que vem sido desenvolvido ao longo desses 6 anos e, segundo aqueles que tiveram uma visão de antes e depois, está dando resultado.

MD- Por quanto tempo o contingente militar brasileiro ainda vai ficar no Haiti?
STB- Todo ano é renovado esse contrato pelo governo brasileiro, então eu não tenho essa previsão. Até agora a presença brasileira está confirmada por mais um ano.

MD- Agora que voltou para casa, quais são os planos?
STB- Eu ainda não voltei pra casa (risos). Nós passamos por um período de avaliação durante 3 dias antes de voltar pra casa. Fazemos exames psicológicos, médicos e laboratoriais e só depois disso é que somos liberados para ir para casa. Por enquanto eu pretendo ficar por aqui e, se surgir outra oportunidade, em 2 ou 3 anos, eu posso retornar ao Haiti.

MD- Qual o sentimento deixado em você pelo Haiti?
STB- Um povo guerreiro, sofrido, mas que tem orgulho, e que precisa do nosso apoio. Não só do Brasil, mas de outros países também, para que eles possam aprender a seguir seu rumo, e eles têm tudo pra isso. É visível que eles gostam quando a gente valoriza o trabalho que eles estão fazendo.

MD- Qual a pior lembrança que você trouxe do Haiti?
STB- Ver as pessoas feridas sendo retiradas dos escombros ainda com vida e, depois, ver vários mortos. Eu vi vários mortos, e essa visão a gente procura esquecer.

MD- E a melhor?
STB- A Cia de engenharia adotou um orfanato, e como eu trabalhava muito na base e quase não fazia serviço externo, eu não tive oportunidade de visitar. Mas o orfanato passou um dia com a gente lá na base e foi muito bom brincar com aquelas crianças. Tinha uma menininha, ela tinha uns 3 ou 4 anos, que me abraçou e não queria mais me soltar. Ela brincou comigo o tempo todo, umas 3 ou 4 horas, e tentava dar ela pra outra pessoa e ela não desgrudava de mim. Aquilo me marcou, ver que o pouco de carinho que a gente dá para eles faz a diferença.

MD- Como está o Haiti agora?
STB- Está voltando à normalidade. No pós terremoto, nos dias que sucederam a tragédia, nós encontrávamos nas ruas os sobreviventes e parecia que eles estavam em estado de choque. Eu passei dois dias no mesmo local e havia uma mulher que durante os dois dias ficou sentada no mesmo lugar. As ruas eram sujas e agora já é possível circular com normalidade, as vias estão limpas, as edificações estão sendo reconstruídas, nós vemos casas, prédios, os comércios abertos, pintados, arrumados. A gente já vê certa normalidade, ninguém vê mais aquele pessoal vagando a esmo, como nos dias do pós terremoto. Foi gratificante trabalhar para que eles conseguissem voltar a essa normalidade. Porque ninguém previa esse terremoto, eu, por exemplo, fui para fazer asfalto, tapar buraco e, de uma hora para outra, mudou. Eu só fui trabalhar com asfalto no final da missão. O esforço de todos contribuiu para ajudar.
*estudantes de jornalismo da Ufam. 


"FORÇAS ARMADAS VÃO CONTER TRÁFICO NA FRONTEIRA", DIZ SINDICALISTA

“O uso das forças armadas nessa tarefa conter o crime na fronteira de Mato Grosso do Sul é um sonho antigo do povo sulmatogrossense”

Wilson Aquino
O tráfico de armas e de drogas do Paraguai e da Bolívia, que passam por Mato Grosso do Sul, uma das principais rotas desses crimes, vai reduzir drásticamente com a lei que cria o Estado Maior das Forças Armadas, sancionada pelo presidente Lula na quarta-feira (25) e que dá poder de polícia às Forças Armadas. “Essa é uma das principais mudanças da lei. Ela autoriza, por exemplo, o Exército a revistar pessoas e veículos, fazer patrulhamento e até prisões em fragrante delito”, avalia Idelmar da Mota Lima, presidente da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul.
Idelmar, que preside também a Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom/MS, entidade que representa mais de 100 mil trabalhadores no Estado, diz que a segurança das famílias, tanto na região de fronteira como em todo o País será melhor pois com essa “força policial” das Forças Armadas haverá maior apreensão de drogas e armas que entram livremente no Brasil passando pelas grandes extensões de fronteira seca que o Brasil faz com vários países vizinhos (Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai).
Só Mato Grosso do Sul, por exemplo, a fronteira seca com a Bolívia e Paraguai somam 753 quilômetros de extensão. Sendo que só com o Paraguai, são 434 quiômetros e 319 quilometros com a Bolívia. “É uma região muito extensa para fiscalização apenas das polícias civil, militar e federal”, explica o presidente da Força Sindical.
“O uso das forças armadas nessa tarefa conter o crime na fronteira de Mato Grosso do Sul é um sonho antigo do povo sulmatogrossense”, explica Idelmar que comemorou primeiro a aprovação da lei pelo Congresso Nacional e agora a sanção do presidente Lula na semana passada.
A nova lei ainda reforça o poder do ministro da Defesa ao dar a ele o poder de indicação dos comandantes das Forças Armadas, hoje sob responsabilidade do presidente da República.

31 de agosto de 2010

GRANA PROS SARGENTOS!

Os 3º Sargentos do Quadro Especial do Exército reclamam que estão abandonados, estagnados numa única promoção "até irmos para a reserva remunerada, ficando no mínimo por 20 anos na mesma graduação".
Alegando que não tiveram apoio algum dos chefes oficiais para mudar o quadro, apelaram aos gaúchos Senador Paulo Paim e o Deputado Federal Paulo Pimenta.
Um dos projetos, que caminha lentamente no Senado, dispõe sobre a promoção de Cabos estabilizados e Taifeiros-Mor e a promoção de Sargentos do quadro Especial do Exército Brasileiro à graduação de Subtenente.

MARINHA NÃO GOSTA DA NOMEAÇÃO DO GENERAL DE NARDI PARA ESTADO MAIOR DA DEFESA

Marinha fica descontente com nomeação de General de Exército para Estado Maior Conjunto das Forças Armadas

Jorge Serrão
Mal o chefão-em-comando Stalinácio da Silva acabou de instituir a Lei Complementar da Nova Defesa, e as Legiões já endurecem as críticas nos bastidores. O Comando da Marinha ficou insatisfeito com a indicação do General-de-Exército José Carlos De Nardi para comandar o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas. Lula e o Genérico Nelson Jobim emplacam a Estratégia Nacional de Defesa preparando o terreno para a [talvez] futura chefona-em-comando Dilma Rousseff da Silva.
A bronca tem motivo. Os Comandantes de Força perdem poder. Ficam responsáveis pelo adestramento das tropas. Já o Chefe do EMCFA se torna o responsável pelo emprego dessas tropas. Ex-Comandante Militar do Sul, o General De Nardi, que já foi secretário do Ministério da Defesa na gestão de Nelson Jobim, é o intermediário entre o Ministro da Defesa e os Comandantes da Aeronáutica, Exército e Marinha. De Nardi tem ascendência sobre todos os militares de qualquer Força, exceto sobre os próprios comandantes.
Os Altos-Comandos das três Forças perdem poder. O Ministro da Defesa agora está oficial e legalmente inserido na cadeia de Comando das Forças Armadas, abaixo do Comandante Supremo, o Presidente da República. O Ministro da Defesa é quem indicará os Comandantes de Força, para decisão do Presidente. Antes a indicação era das Forças, ouvido o ministro. O Ministro da Defesa também escolherá livremente os seus secretários, inclusive os militares. Até então, as próprias Forças indicavam os militares que deveriam ocupar secretarias militares na Defesa.
Para neutralizar a insatisfação militar com a END, o governo tenta ganhar os militares pelo bolso. Criou 227 cargos e 251 gratificações, no total de 488, ao custo anual de R$ 18,95 milhões . São os meios necessários para que o Ministério da Defesa implemente a Estratégia Nacional de Defesa (END) e aumente sua capacidade de coordenar a ação das Forças Armadas na execução das funções planejamento, orçamento, aquisição de produtos de defesa, preparação do pessoal militar, dentre outros objetivos.
O Ministério da Defesa salta de 1.187 servidores (609 civis e 578 militares) para 1.675 servidores ( 864 civis e 813 militares). São 225 cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS, assim distribuídos: 10 DAS-5, 40 DAS-4, 76 DAS-3, 67 DAS-2 e 32 DAS-1. Também se somam 24 gratificações GR-IV; 4 GR-III; 5 Gratificações de Exercício em Cargo em Confiança do Grupo A; 106 do Grupo B e 23 do Grupo E; 32 Gratificações de Exercício de Cargo de Confiança devida a militares do nível V - Supervisor e 69 do nível II - Especialista.
A nova estrutura da Defesa foi tão importante para Lula que, ao sancionar a nova lei, semana passada, ele aproveitou para fazer uma gozaçãozinha com os militares: “Com essa lei, eu poderia ter mandado uma emendinha para mais alguns anos de mandato”.
ALERTA TOTAL (Imagem: Maria Helena Sponchiado)

FABÍOLA MOLINA FALA SOBRE EXPERIÊNCIA NO EXÉRCITO BRASILEIRO E JÁ FAZ PLANOS PARA NOVAS CONQUISTAS

Faminta por vitórias, Fabíola Molina fala ao VNews
Credito: Globoesporte.com
Fabíola Molina, de São José dos Campos, vive ótima fase na natação aos 35 anos

A joseense Fabíola Molina tem fome de medalhas. Só neste mês de agosto a nadadora já faturou conquistas importantes, como o bronze no Pan-Pacífico e a medalha de ouro no Campeonato Mundial Militar, na Alemanha.
Com 35 anos de idade, ela não quer saber de parar. E se empolga com novidades que pintam na carreira, como a oportunidade de defender as cores do Exército Brasileiro nas piscinas.
Em entrevista ao VNews, por telefone, Fabíola falou sobre o Mundial Militar na Alemanha:
- Desde que me incorporei ao Exército Brasileiro, em março desse ano, tenho tido uma experiência inesquecível. A começar pela nossa formação, que foi um intensivo de 3 semanas, incluindo alguns dias na AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras), onde tivemos uma boa visão da Formação Militar, tivemos um aprendizado em campo e também em tiro - contou.
Fabíola também falou sobre a boa fase de 2010:
- Só tenho que agradecer todas as pessoas que confiam em mim, meus patrocinadores, que me dão condições de treinar e poder me desenvolver na minha melhor forma. Este ano, tenho gostado de morar em Brasília e estamos nos adaptando bem aos novos treinamentos.
E o futuro? Vem mais medalhas por aí?
- As próximas competições são a Copa do Mundo do Brasil e o Troféu Finkel. Tem o Mundial do final do ano também, mas ainda não saíram os critérios para convocação. Mas, enfim, espero que as medalhas continuem aparecendo...
Credito: Divulgação 
VNEWS

SARGENTOS CONTROLADORES DE VÔO QUEREM SUSPENDER JULGAMENTO MILITAR DE ACIDENTE DA GOL

Controladores querem suspender julgamento militar de acidente da Gol
Federação alega que Justiça Militar não poderia julgar acontecimento civil.
Quatro controladores de voo são processados por homicídio culposo.

Débora Santos

A Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Febracta) pediu nesta segunda-feira (30) liminar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a ação penal na Justiça Militar contra quatro sargentos da Aeronáutica controladores de vôo. Eles são acusados de responsabilidade pelo acidente entre um jato Legacy e um avião Boeing 737-800 da empresa Gol que provocou a morte de 154 pessoas, em setembro de 2006.
O acidente aconteceu em 2006. Nenhum dos 154 passageiros e tripulantes sobreviveu. O jato Legacy conseguiu fazer um pouso forçado e não houve mortos entre os ocupantes da aeronave.
Os controladores de voo alegam que já respondem por processo por homicídio culposo (sem intenção de matar) na Justiça Federal. Os militares recorrem contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou ser da competência da “Justiça Militar julgar policiais pela prática de crime militar”. O relator do pedido da entidade é o ministro Joaquim Barbosa.
A entidade argumenta que o motivo da ação foi praticado em serviço de controle aéreo de tráfego civil. Segundo a Federação, seria inconstitucional julgar um fato civil por um tribunal de exceção, o que também acarretaria no julgamento duplo pelo mesmo crime.
“A missão de um controlador de tráfego aéreo civil é assegurar que aeronaves decolem e pousem em segurança. A missão do militar é orientar voos para alvos, interceptações e ataques, situações bélicas excepcionais em que aeronaves e pilotos podem ser até sacrificados”, afirma a federação.

A SOVIETIZAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS

É a própria destruição das Forças Armadas que está em curso. É o aparelhamento da estrutura militar, sua sovietização. Finalmente o PT deu o passo mortal para fundir o partido com a estrutura militar.
Os movimentos do PT e sua conspiração totalitária de forma alguma estão confinados ao rosário de mentiras institucionais em torno do projeto eleitoral de perpetuação no poder. Esses episódios em torno do vazamento dos dados da base da Receita Federal, gravíssimos em si, nada são perto do que estão fazendo para preparar o tempo do poder total. Refiro-me aqui às modificações que foram introduzidas na estrutura do ministério da Defesa e na criação do Estado-Maior das Forças Armadas por lei recentemente, agora recheado de "assessores" civis.
Bem sabemos que o coração das estruturas militares é a sua linha de comando clara, que tem no topo um chefe preparado e respeitado dentro da instituição. Quebrar essa hierarquia personificada, que tem nome, por órgãos colegiados e sem rosto, é algo próprio da ideologia comunista.
A minha surpresa foi ver a passividade com que a alta hierarquia militar engoliu o fato. É a própria destruição das Forças Armadas que está em curso. É o aparelhamento da estrutura militar, sua sovietização. Finalmente o PT deu o passo mortal para fundir o partido com a estrutura militar, fato que já havia conseguido com demais órgãos e carreiras de Estado. O caso citado de vazamento de dados apenas nos deu um exemplo à luz do dia do que significa essa união partido/estado. É o totalitarismo com todas as letras. A nova estrutura aprovada prepara o caminho para o passo final. A carapaça do Exército de Caxias foi finalmente quebrada e a estrutura de comando diluída.
Chamo a atenção para o artigo publicado na revista Isto É (Jobim vai à guerra), única publicação que ousou comentar a gravíssima inovação. O jornalista Hugo Marques sintetizou tudo no primeiro parágrafo da matéria:
"Ao anunciar a nova estrutura das Forças Armadas, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou guerra à caserna. Além de subordinar ainda mais os militares ao poder civil, o projeto prevê a redução de postos de comando, transfere o controle sobre as compras de materiais das três Forças e alija os militares de todas as decisões políticas. Se custaram a digerir a criação do próprio Ministério da Defesa há dez anos, os oficiais do Exército, da Aeronáutica e da Marinha agora terão de engolir uma pílula ainda mais amarga. Na opinião de generais ouvidos por ISTOÉ, o abalo maior atingirá o Exército. Um deles, com posto de chefia no comando do Exército, afirma que as mudanças impostas por Jobim serão funestas para os quartéis. "O foco dessa reorganização é a retirada de poder das Forças Armadas. Militar vai virar enfeite", revolta-se".
Se Jobim (leia-se: o PT) declarou guerra às casernas, estas não tiveram nenhum poder de fogo para dar resposta. Nenhum movimento, nenhum abaixo asssinado, nenhuma revolta. Nossos generais estão emasculados, omissos, acovardados diante da ousadia revolucionária. A passividade da geração que está no comando das Forças é total. Estão indo para o matadouro como ovelhas, sem gemer. Nessa viagem macabra estão levando junto todo o povo brasileiro, a quem elas têm a missão contitucional de defender. Ninguém pediu demissão, agarrados como carrapatos a seus carguinhos. Estamos como a Wermacht prussiana diante de Hitler. Deu no que deu. As Forças Armadas viraram a guarda pretoriana dos verdugos do povo no poder.
Dilma eleita com essa estrutura vigorante o PT terá a faca e o queijo nas mãos para instutir o totalitalitarismo. Não terá oposição eficaz de espécie alguma. Quem viver verá.

OITO HOMENS COM FARDAS DO EXÉRCITO ASSALTAM BANCOS NA BAHIA!

Um grupo de oito homens armados e vestidos com roupas do Exército assaltou as agências do Banco do Brasil e Bradesco na manhã desta segunda-feira, na cidade de Cordeiros (a 674 km de Salvador). Os bandidos fizeram um gerente, um vereador e um vigilante de reféns.
Eles fugiram em direção à cidade de presidente Jânio Quadros. Os reféns foram libertados sem ferimentos e a polícia realiza buscas pelos bandidos na região. O valor da quantia levada ainda não foi divulgado.
No último dia 3 de agosto, um grupo formado por 10 homens assaltou a agência do Banco do Brasil no município baiano de Ibicaraí (a 470km da capital). Na ação, um policial foi feito refém.
TERRA

30 de agosto de 2010

O "CARTEL DO OXIGÊNIO" E O EXÉRCITO BRASILEIRO

JOÃO VINHOSA
Nada mais perfeito para se avaliar o potencial de rapinagem das empresas que integram o “Cartel do Oxigênio” que o mega superfaturamento praticado contra o Exército Brasileiro.
No Hospital Central do Exército (HCE), aconteceu o seguinte: em cinco licitações anuais consecutivas, de 1995 a 1999, somente uma empresa apresentou proposta de preços. Ela chegou a cobrar pelo oxigênio o extorsivo valor de R$ 7,80. Em 2000, quando outras concorrentes participaram da licitação, a empresa propôs o valor de R$ 1,63 e, ainda assim, foi derrotada por duas outras, saindo vencedora a que propôs R$ 1,35.
Lícito torna-se inferir que, ao propor preços tão elevados nas licitações realizadas de 1995 a 1999, a empresa tinha a certeza que seus “concorrentes” não participariam das disputas.
Apesar de a empresa ter “concorrido” sozinha nas cinco licitações (enquanto, na mesma cidade, outra empresa fornecia para a Aeronáutica e uma terceira fornecia para a Marinha) não existe prova formal que essa “coincidência” é uma ação combinada de concorrentes com o objetivo de fraudar as respectivas licitações.
Tal superfaturamento foi comprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou a devolução aos cofres públicos do valor R$ 6.618.085,28, conforme consta no processo TC 012.552/2003-1 e correspondente Acórdão n°1129/2006-TCU-PLENÁRIO.
Cumpre ressaltar que o TCU chegou ao valor acima indicado considerando apenas os superfaturamentos ocorridos nos anos de 1997, 1998 e 1999, já que a denúncia ao órgão foi feita sem contar com os superfaturamentos ocorridos em 1995 e 1996, posteriormente informados pelo Exército Brasileiro.
Facilmente, dá para concluir que só o superfaturamento no HCE rendeu mais que centenas de superfaturamentos praticados nas vendas de ambulâncias pelos “sanguessugas”. Leia o artigo completo em: O julgamento do "Cartel do Oxigênio".
ALERTA TOTAL

O EXOESQUELETO MILITAR!


Leia também no blog:

O SOLDADO DE 2020!

MILITARES, COMO SEMPRE, LADEIRA ABAIXO! (ANÔNIMO, MAS PERTINENTE!)

O texto é anônimo, mas, nem por isto, deixa de ser pertinente. Vale a leitura.

Como diria o Cap Nascimento: Jobijobá você é um fanfarrão... Pede prá sair...
É muito difícil para mim viver nessa época de lulas, dilmas, jobins e afins...
Sou filho, sobrinho, primo, tio e pai de militares. Do Exército e da Marinha. Todos "ficha Limpa"...
Há poucos dias fiquei feliz com a aprovação de meu filho para a Eceme...
Hoje, tenho o desprazer de tomar conhecimento da tal lei assinada pelo apedeuta ontem, DIA DO SOLDADO, LEI COMPLEMENTAR Nº 136, DE 25 DE AGOSTO DE 2010.
Só pode ser de propósito essa merda. Como se julga muito engraçado, o comandante (???) das FA usou a ocasião para gracinhas e piadas não pertinentes a algo que deveria ser sério, com os olhos voltados para o futuro.
O que fez a anta? Assinou uma Lei que LHE TIRA o comando das FA e entrega para um MINISTRO - cargo Político, de duração indeterminada - que, se for bom e líder, tornar-se-á o ser mais PODEROSO do governo e, óbvio, uma ameaça. De qualquer governo. Se for ruim – mis provável – não vai fazer nada além de abrigar apadrinhados na cornucópia de DAS inventados para inchar a burocracia... Quer dizer no way out...
O líder sindical deveria saber – e SABE – que COMANDO NÃO SE DELEGA. Comando é para ser exercido, ainda mais sobre instituições cuja formação principal é MATAR GENTE e DESTRUIR coisas construídas por gente, por pessoas, por seres humanos.
O MILITAR É O PROFISSIONAL DA MORTE. Seu contrato de trabalho com a Nação, com o País, com o Povo e com o Estado termina assim “... cuja honra, integridade e instituições defenderei COM O SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA”.
NENHUM outro servidor do Estado tem esse compromisso...
As Forças Armadas têm o monopólio legal para o exercício da Grande Violência, em nome do Povo, em nome da Nação, em nome do Estado. É disso que se trata. É essa a função do militar em qualquer país, em qualquer quadrante.
Essa força e esse poder necessitam de COMANDO – único e legal – que, ao longo dos tempos, foi exercido pelo Presidente da República, no caso do Brasil. Agora não é mais...
Pois bem, o Lula, aconselhado não sei por quem – abdica desse OBRIGAÇÃO legal e moral e entrega tudo ao atual MD.
Depois disso deveria renunciar e ir tomar cachaça em São Bernardo, sua verdadeira vocação.
O que me espanta é a PASSIVIDADE dos fardados, dos militares...
Anestesiados, calados, perfilados e... perdoem... sendo enrabados e “chutados para baixo”.
Perdendo espaço e admitindo TAMBÉM, PERDA PARCIAL DE CONTROLE NA INDICAÇÃO dos comandos nas Forças. Se uma ou outra promoção a General pode ser discutida, no “Atacado”, no conjunto, os oficiais que chegam ao posto de General merecem a honraria.
Gostaria que algum companheiro de farda – ou civil – provasse que eu estou errado ou enganado.
Ontem, ouvi de um dos mentores, civil da entourage jobiniana, que essa lei é o maior avanço e tem a virtude de agregar conhecimentos obtidos na França, na Rússia, na China, .... Exceto dos Estados Unidos que “não tem nada a nos ensinar”... e outras asnices.
Nem me dou ao trabalho de colocar outros artigos idiotas dessa lei por considerar que a essência está no início. Primeiro foi a END, sem anestesia. Agora essa lei, no seco, na seca, sem água para ajudar a engolir...
Para finalizar: sei que o Jobim é considerado “o melhor ministro da defesa” que tivemos até hoje. Em minha opinião isso é lamentável, pois se ele é o melhor, imagine os anteriores.
Tivemos, se a memória não falha, uns 5 ou seis antes dele. Um, pelo menos, coincidentemente o primeiro, sem NENHUMA condição moral para o cargo. Preparo técnico, nenhum tinha, mas a estrutura ajudava a manter a nau com algum rumo. De agora em diante será uma incógnita. A Inglaterra demorou mais de 40 anos para ajustar-se ao sistema “ministério da defesa”; os EUA, 47, se não me engano. Nós, que NUNCA TIVEMOS O CONCEITO DE JOINT, para operarmos, vamos ter que entender, compreender e aprender. Quanto tempo vai demorar isso?
Vão esculhambar também com o Sistema de Ensino do Exército? Das FA?
Por último: quer fazer gracinha e ter Forças Armadas Compatíveis com o tamanho e a importância do País – a justificativa é essa: O tamanho político e Estratégico do País exige isso! Isso custa dinheiro.
Quem vai pagar a conta? Como? De onde sairão os BILHÕES de dólares necessários para termos FA minimamente operacionais e preparadas para o que delas se espera?
Nem na END, nem nessa lei nem em lugar algum se fala em RECURSOS... Dinheiro para “n” cargos de DAS aí tem... Mais aparelhamento político em uma área sensível... Muito.
A remuneração dos militares continuará muito abaixo da de diplomatas, policiais do Distrito Federal, etc. Tiraram de nós o auxílio de moradia, o adicional de inatividade e outros.
Isso tudo é mais uma grande farsa desse governo que vai sair... Huummm... Vai mesmo?
Como diria o Cap Nascimento: Jobijobá você é um fanfarrão... Pede prá sair...
País tão grande, habitados por homens pigmeus... e burros!!!!

ESQUADRILHA DA FUMAÇA ENCANTA NORTE-AMERICANOS!

Mais de 400 mil pessoas assistem apresentação da Esquadrilha da Fumaça nos Estados Unidos
Um público de pelo menos 400 mil americanos assistiu encantado às manobras do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), mais conhecido como Esquadrilha da Fumaça, de acordo com os organizadores da Atlantic City Air Show, em Atlantic City, New Jersey, nos Estados Unidos. A reação do público apaixonado por aviões, durante a sequência de acrobacias realizadas pelos brasileiros, pôde ser notada pelos aplausos, gritos e pelo grande assédio por autógrafos e fotos após o pouso dos aviões T-27 Tucanos que equipam a Esquadrilha.
O Esquadrão de Demonstração Aérea ainda vai se  apresentar mais três vezes para o público na cidade de Boston, durante a Portsmouth Air Show. A fumaça aproveitará o deslocamento para Boston para realizar um inédito voo sobre a Estátua da Liberdade, próximo a Nova Iorque, com oito aviões em voo de formação.
Todos os detalhes da viagem da Esquadrilha da Fumaça pelo Canadá e Estados Unidos podem ser acompanhados no site da Força Aérea Brasileira (FAB), no endereço www.fab.mil.br ou por meio do blog www.esquadrilhadafumaca.com.br/americadonorte_2010.
Agência Força aérea/CECOMSAER

EXÉRCITO LEVA BISPOS À AMAZÔNIA!

Uma comitiva de Bispos brasileiros realiza visita ao Comando Militar da Amazônia (CMA), no período 26 de agosto a 03 de setembro.
Após a chegada ao Comando Militar da Amazônia, os visitantes assistiram às palestras de representantes das Forças Armadas. O tema foi a Amazônia (características, fatores geopolíticos e estratégicos) e a presença da Marinha, do Exército e da Força Aérea na região, com destaque para as atividades que são desenvolvidas na Amazônia Ocidental.
As palestras foram proferidas pelo Comandante do CMA, General Mattos, pelo Chefe do Estado-Maior do CMA, General Rosas, pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra Sílvio Luís da Marinha do Brasil e pelo Chefe do Grupo Coordenador do Estado-Maior do 7º COMAR, Coronel Aviador Albino, da Força Aérea Brasileira.
Chegada na base aerea de Boa Vista (RR).
Missa realizada com os Bispos no prédio da prelazia de Roraima.

EB

29 de agosto de 2010

O FUNERAL DE ANTÔNIO!!!


Antônio morreu...
A sua vontade foi deixar 40.000 dólares para um bom enterro.
 Depois de saírem os últimos acompanhantes, a sua mulher Silvia aproximou-se da sua mais velha e querida amiga e disse-lhe: 
"Estou certa de que Antônio estará contente" 
 "Sim, tens razão" respondeu a amiga mas perguntou: "Quanto custou realmente?" 
"Quarenta mil" respondeu Silvia. 
A amiga surpreendida: "Tudo estava muito bem, mas 40.000?"
 Silvia respondeu: "O funeral foi 6.500 dólares, dei 500 à igreja, o licor e os petiscos outros 500, e o resto foi para a pedra comemorativa".
 "32.500 para uma pedra? De que tamanho é?" 







SOLDADO MEDEIROS: A PRIMEIRA MULHER MILITAR DO BRASIL!

Não foi como mulher, mas disfarçada de homem que ela se alistou como soldado voluntário nas tropas que combatiam os portugueses, no movimento de Independência do Brasil. Primeiro ingressou no Corpo de Artilharia e, depois, no de Caçadores. Seu nome de guerra: soldado Medeiros.

Maria Quitéria de Jesus Medeiros nasceu, possivelmente, em 1792, em arraial de São José de Itapororocas, na Bahia, mais precisamente no sítio do Licorizeiro. Em fins de 1822, incorporou-se ao Batalhão de Voluntários de Dom Pedro I, tornando-se,oficialmente, a primeira mulher a fazer parte de uma unidade militar no Brasil. Em 20 de agosto de 1823, Dom Pedro I recebeu Maria Quitéria em audiência especial. Concedeu-lhe o soldo de alferes de linha e a condecoração de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.
Contam-se, sobre Maria Quitéria, histórias de coragem e audácia. Diz-se que tomou de assalto uma trincheira inimiga e fez prisioneiros, que conduziu sob a mira das armas. Diz-se também que usava uma farda azul com um saiote que ela concebera e um capacete com penacho. Apesar de tudo, Maria Quitéria nunca deixou de lado a feminilidade.MariaQuiteria
Após conquistar as glórias de guerreira, casou-se com Gabriel Pereira Brito e com ele teve uma filha, chamada Luísa Maria. Viúva, foi para Feira de Santana, tentar receber uma parte da herança do pai. Sua personalidade despertou a atenção da escritora inglesa Maria Graham, que sobre ela registrou: “Maria de Jesus é iletrada, mas viva. Tem inteligência clara e percepção aguda. Penso que se a educassem, ela se tornaria uma personalidade notável. Nada se observa de masculino nos seus modos, antes os possui gentis e amáveis.”

O motivo de seu ingresso nas forças armadas foi o ataque de um canhoneira contra a cidade de Cachoeira. As notícias sobre o incidente chegaram a Maria Quitéria pelos tropeiros que percorriam o sertão baiano. Duas semanas depois de alistar-se, descobriram que era uma mulher. Seu pai, que a procurava, tentou leva-la embora, mas o major Silva e Castro (avô do poeta Castro Alves) não permitiu que ela fosse desligada, por causa de sua facilidade no manejo das armas e da sua disciplina.
Seu fim de vida não foi coerente com a trajetória da heroína, reconhecida em maio de 1953, quando o Exército determinou que se inaugurasse, em todas as suas repartições, um retrato da mulher-soldado. Maria Quitéria morreu em 1853, em Salvador, para onde se mudara com a filha, quase cega e no anonimato. Em 1996 tornou-se patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.
Fonte: Livro 100 Brasileiros (2004)

BLOG DO SEU LUIZ

SERRA FECHA ACESSO À IMPRENSA EM PALESTRA A MILITARES NO RIO

Vinte pontos atrás da adversária Dilma Rousseff na pesquisa DataFolha de intenções de voto, o candidato do PSDB, José Serra, fez palestra fechada à imprensa esta tarde no Clube da Aeronáutica, no Rio, para militares da reserva e membros dos clubes militares. Na pesquisa, divulgada nesta quinta-feira, Dilma tem 49% das intenções, e Serra, 29%.

Foto: Agência Estado
Serra fala à imprensa ao lado de Índio da Costa


O tucano chegou ao local pouco antes das 15h, horário previsto, e não falou à imprensa, que foi impedida de assistir à palestra, sobre o país e as Forças Armadas. Apesar de credenciados pelo Clube da Aeronáutica, os jornalistas presentes foram avisados pela assessoria de imprensa de Serra de que o encontro seria fechado.
“É o formato do evento”, afirmou uma assessora, ao pedir que o repórter do iG se retirasse do salão, após assistir a todo o discurso de Serra, por uma hora, antes do início das perguntas do público. A assessoria de imprensa do Clube da Aeronáutica afirmou que o fechamento do evento à imprensa foi a pedido da assessoria do candidato. “Eles estabeleceram as regras do jogo. Eles pediram. Nós queríamos que fosse aberto”, afirmou o assessor do clube, coronel Paulo F. Tavares.
Em seguida, do lado de fora, novamente assessores de comunicação do candidato pediram que o repórter se retirasse das proximidades do salão, “a pedido dos militares”. Cerca de dez minutos depois, um segurança do Clube da Aeronáutica reproduziu o pedido, atendendo a solicitação da assessoria, retirando a reportagem dali.
Na semana passada, Serra discursou no Congresso Nacional dos Jornais, defendendo a liberdade de imprensa e afirmou ser contra qualquer restrição à atividade jornalística. Na ocasião, após o discurso, ele se recusou a responder a três perguntas de repórteres.
Em seu discurso de cerca de uma hora aos militares, Serra criticou o governo Lula e a adversária, Dilma Rousseff, afirmou que a economia está se “desindustrializando” e que o país cresceu menos que os demais da América Latina nos últimos oito anos.

POLÊMICA SOBRE RESTRIÇÕES AO INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS CONTINUA

Restrições não têm base na medicina
O infectologista do Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, Fábio Gaudenzi de Faria, explica que do ponto de vista médico a medida não tem embasamento. Ele destaca que o portador de HIV pode praticar atividades físicas e ter uma vida normal, se tiver acompanhamento. “Se fosse assim, profissionais de saúde como dentistas com hepatite, por exemplo, também não poderiam trabalhar “, compara.
Para Faria, é mais fácil alguém se contaminar durante trabalhos em campo com a população do que com os colegas. O motivo é que existe um procedimento, chamado protocolo de acidente com material biológico, para quando uma pessoa não infectada entra em contato com o sangue de uma pessoa portadora de HIV ou hepatite B. Isso, segundo o infectologista, inibe o vírus.
O mesmo não se aplica quando o caso é de hepatite tipo C, pois não há tratamento para ser feito no momento da contaminação. Mas existe um acompanhamento de seis meses que, se feito cedo, proporciona a cura em 90% dos casos.
“O que deveria ser feito são campanhas de conscientização para sugerir uma triagem médica. Esses exames serviriam para que a pessoa buscasse tratamento, mas isso nunca deve ser feito para proibir o acesso”, destaca.

Candidatos defendem as exigências
O sargento Henrique Pirata coordena o Projeto Aprovar, implantado em Florianópolis em 2009. Com turmas semestrais, o curso tem professores voluntários e as aulas são de segunda a quinta-feira na Base Aérea e no Batalhão Fernando Machado.
Entre os alunos entrevistados no seu curso, a posição sobre as restrições é unânime: todos concordam. Victor Santos, 20 anos, estuda para seguir carreira militar no Exército e fará a prova pela segunda vez em novembro.
Com pai bombeiro e tio policial civil, o jovem vislumbra estabilidade financeira e realização profissional. “É preciso estar apto fisicamente para seguir na profissão”, defende.
Ações do Ministério Público Federal (MPF) também contestam o veto a candidatas grávidas e pessoas hermafroditas – alteração no desenvolvimento dos genitais. Outras exigências consideradas estéticas pelo MPF são altura mínima (1m60 para homens e 1m55 para mulheres); ter pelo menos 20 dentes naturais; não possuir dentes cariados ou lesões que comprometam a estética ou a mastigação; e não ter tatuagens.

28 de agosto de 2010

TIRO DE GUERRA COMEMOROU DIA DO SOLDADO EM RIO CLARO!


A presidente do Fundo Social  de Solidariedade, Rosana Altimari, destacou na noite de quarta-feira (25) a importância do Tiro de Guerra de Rio Claro nas ações desenvolvidas em prol da comunidade. “É um força ativa em nossa sociedade que muito tem feito pelo município ao longo dos anos”, enfatizou ao ser homenageada durante as comemorações do Dia do Soldado.
O prefeito Du Altimari também participou do evento, realizado na sede do TG-02-32, no Bairro do Estádio. “O Tiro de Guerra é motivo de orgulho e merece o reconhecimento dos rio-clarenses”, frisou. Pela prefeitura, o secretário municipal de Segurança, José Gustavo Viégas Carneiro, o comandante da Guarda Civil, José Sepúlveda, e o diretor da Defesa Civil, Danilo de Almeida, também foram homenageados.
Além das homenagens, que incluíram ainda o comandante da Primeira Companhia do 37º Batalhão da Polícia Militar, Luís Alberto Irikura, a solenidade também marcou a entrega de braçais aos monitores do Tiro de Guerra que demonstraram aptidão para a chefia e liderança.
De acordo com o sargento Walton Ávila Ferreira, o evento teve como objetivo evidenciar o trabalho realizado pelo Tiro de Guerra em uma data de importância nacional. “Todo o efetivo do TG compareceu à solenidade”, ressalta Ferreira.

MILITARES DO EXÉRCITO FARÃO MARCHA DE 260 KM NO MS


Soldados devem chEgar a Campo Grande em 12 dias
Como forma de colocar a capacidade física a prova, 35 militares da 2ª Infantaria do Exército de Três Lagoas seguirão até Campo Grande marchando no próximo dia 7 de setembro, data em que se comemora a Independência do Brasil. A estimativa é que os soldados cheguem à capital em 12 dias.
A iniciativa deve-se a comemoração do Dia do Soldado, 25 de agosto, Independência do Brasil, 7 de setembro e dos 200 anos do nascimento do brigadeiro Antonio Sampaio, patrono da Infantaria Brasileira.
Soldados já se preparam em treinamentos para conseguirem superar o desafio. Durante os treinos eles vivenciam simulações próximas do que pode acontecer durante a jornada, como tratar pés machucados, ajudar o companheiro, o uso correto de água e alimentos, por exemplo.
De acordo com o comandante da 2ª Infantaria, o major Sérgio Oliveira, é a primeira vez que o Exército do município realiza esta atividade. O major disse que faz parte do perfil do soldado andar para combater.
Diferente do que está inserido no cotidiano dos soldados, o café da manhã durante a marcha será carne e macarrão. Conforme o comandante Oliveira, profissionais da saúde estudaram a quantidade de calorias que cada soldado deve ingerir. É levando em consideração o reforço alimentar que já começa pelo café da manhã, para que no final da tarde, eles não estejam debilitados.
Junto aos soldados que hora caminharão bem próximo da rodovia e noutra nas matas, uma equipe composta por médico, nutricionista, dentista, enfermeiros acompanharão os soldados de carro. O cuidado deve-se a possibilidade de soldados sofrerem desidratação.
Na hora do banho que numa missão não necessariamente acontece todos os dias, os soldados levarão com eles chuveiros móveis que possuem estrutura adequada para instalá-los em qualquer fonte de água.
 

Cerca de 35 soldados do Exército sairão na madrugada do dia 7 de setembro com destino a capital
AÇÃO SOCIAL EM ÁGUA CLARA
Ao chegarem a Água Clara, município que fica a 135 quilômetros de Três Lagoas, os soldados prestarão serviços gratuitos a comunidade.
Conforme o major Oliveira, a Prefeitura de Água Clara só falta confirmar o local onde acontecerá a ação. Nutricionistas, enfermeiros, médicos e dentistas vão atender a população durante um dia.
Enquanto a equipe de saúde atende a população, os soldados percorrerão as casas divulgando o trabalho do Exército e orientando aqueles que deseja seguir carreira militar.
Não está prevista nenhuma recepção ao chegar à Capital; conforme o major não faz parte do objetivo. Eles devem voltar para Três Lagoas no mesmo dia em que chegar a Campo Grande, mas diferente de como foram, eles voltarão de ônibus. “Seria uma jornada árdua demais ir e vir andando, desta vez ‘vamos pegar leve’, finaliza o major.

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