28 de maio de 2012

Rio+20 vai mobilizar 8.000 militares das Forças Armadas

Segurança da Rio+20 será feita por 15 mil profissionais

Um efetivo de 15 mil profissionais será responsável pela segurança da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que será realizada entre os dias 13 e 22 de junho, no Rio de Janeiro. Desse contingente, 8 mil são militares das Forças Armadas, que atuarão na proteção de 114 chefes de Estado e de governo e dos locais de realização dos eventos, além da rede hoteleira, portos e aeroportos do Rio. As informações são do Ministério da Defesa.
As tropas militares e civis terão participação conjunta das Forças Armadas, Polícia Rodoviária Federal, polícias Federal, Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal.
O planejamento foi apresentado nesta segunda-feira ao ministro da Defesa, Celso Amorim, pelo comandante Militar do Leste, general Adriano Pereira Junior, a quem cabe coordenar a segurança durante a realização do evento. De acordo com o plano, das 114 delegações estrangeiras confirmadas até o momento, 21 receberam a classificação de alto risco e vão merecer reforço na segurança.
As ações vão começar no dia 5 de junho, data em que o Departamento de Segurança da ONU e as Forças Armadas assumem o controle do espaço onde acontecerá a conferência. Para monitorar os deslocamentos das autoridades e ter controle dos pontos que terão eventos da Rio+20, foi montado o Centro de Coordenação de Operações de Segurança no prédio do Comando Militar do Leste. O evento também ganha proteção nas redes, contando com um Centro de Defesa Cibernética, para evitar ataques de hackers.
Terra/montedo.com

Efeito tequila

Ocupar morros, emprestar blindados e patrulhar nas greves de policiais são parte de uma escalada arriscada, um jogo de tudo ou nada. Pode funcionar, mas também pode trazer para as nossas Forças Armadas o problema vivido no México: corrupção e politização.

Osmar José de Barros Ribeiro
Sob esse título, o jornal Estado de S. Paulo (27 de maio de 2012, caderno J3), publica artigo de Guaracy Mingardi, cientista político e pesquisador, no qual o autor trata do emprego do Exército mexicano no combate ao tráfico de drogas, particularmente ao longo da fronteira com os Estados Unidos.
No artigo em questão, como subtítulo, o autor assinala que uma violenta máfia mexicana formada por ex-soldados do Exército serve de alerta para a política de segurança do Brasil.
Ao longo do texto são feitas afirmações tais como: devido a sua formação, os Zetas são muito organizados e violentos (trata-se da quadrilha formada por ex-militares); os desertores foram seduzidos por salários muito superiores aos do Exército mexicano; o Exército foi chamado não para realizar ações pontuais, mas para se incorporar ao dia a dia do combate ao tráfico.
O autor assinala ainda que os cartéis... corrompem o aparelho repressivo do governo, com presença cada vez maior nas Forças Armadas; na última semana, três generais mexicanos foram presos, acusados de vínculo com o tráfico de drogas; oficiais estão presos por causa do uso do Exército numa atividade eminentemente policial.
Esclarece que... chamar o Exército foi uma tentativa de mostrar serviço, resolver o problema de uma só vez. Magia não existe em segurança pública. É o alerta que fica para o Brasil.
E finaliza: estamos aos poucos envolvendo as Forças Armadas na luta contra o tráfico. Todo dia alguém pede a entrada do Exército e setores do Estado se mostram cada vez mais sensíveis à tese. Ocupar morros, emprestar blindados e patrulhar nas greves de policiais são parte de uma escalada arriscada, um jogo de tudo ou nada. Pode funcionar, mas também pode trazer para as nossas Forças Armadas o problema vivido no México: corrupção e politização.
A subordinação do emprego das Forças Armadas aos interesses e conveniências políticas tal qual na última greve da PM baiana, quando caberia perfeitamente a intervenção federal no Estado, vai se tornando fato corriqueiro. E não se diga que ações como as citadas pelo articulista são exceções. Já se fala no emprego do Exército, pasmem, na segurança do campus da USP; em Cuiabá, o Ministério Público reivindicou o emprego de tropa no combate à dengue, e por aí vai a coisa.
Longe o tempo em que, nos casos de perturbação da ordem pública, a simples presença de qualquer das Forças Armadas era garantia de que a ordem seria imposta, se preciso fosse, a ferro e fogo. Hoje, como se viu recentemente no motim havido na Bahia, nome certo para a greve de policiais militares, o general comandante da operação confraternizou com os amotinados, numa total inversão de valores.
Assim, sob governos socialistas que vêm enfrentando acusações de corrupção em todos os setores e níveis, cujos princípios éticos são altamente discutíveis e que, sem sombra de dúvida, buscam eternizar-se no poder, as Forças Armadas correm o risco de serem transformadas em órgãos do Governo e não do Estado.
Os indícios apontam para a transmutação das Forças Armadas, muito particularmente do Exército, em milícia. Seriam guardados alguns núcleos de excelência tais como a tropa paraquedista, unidades de selva e algumas outras destinadas ao emprego em missões de paz sob a égide da ONU. O restante da Força estaria liberado para atuar como agentes de saúde, na guarda de fronteiras, na defesa do meio ambiente, no combate ao tráfico de drogas, etc.
O resultado final não aponta para o sucesso e sim para o desastre.

Comandos em um dia difícil...

Ainda bem que era só treinamento (hehehe).

Disputa por terras entre Forças Armadas e quilombolas será tema na Rio+20

Para dar visibilidade a violações de direitos de comunidades quilombolas em conflito com as Forças Armadas, o tema será levado à Cúpula dos Povos, evento da sociedade civil paralelo à Rio+20, em junho. A disputa nasce da ocupação tradicional de áreas de interesse militar na Bahia, no Rio de Janeiro e Maranhão.
De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o impasse é um entrave para emissão de títulos de propriedade para as comunidades Marambaia (RJ) e Rio dos Macacos (BA), que convivem com bases da Marinha, e Alcântara (MA), onde a Aeronáutica tem uma base de lançamento de foguetes.
A dificuldade de conciliar direitos de remanescentes de quilombos com interesses das Forças Armadas paralisa a regularização das terras. De outro lado, as comunidades denunciam que sofrem invasão de domicílio, ameaça a lideranças e outros atos de violência.
Cerca de 800 lideranças vindas de todo o país prometem reforçar, durante o encontro paralelo à Rio+20, as denúncias e cobrar do poder público uma solução para pôr fim a anos de conflitos.
O andamento dos processos depende de acordo no âmbito da Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão criou câmaras de conciliação com o Incra e as Forças Armadas para encontrar um consenso, de modo a garantir o título de posse das terras ocupadas pelas comunidades, assegurando espaço suficiente para a sobrevivência cultural e econômica.
De acordo com a coordenadora de Regularização de Territórios Quilombolas do Incra, Givânia Maria da Silva, "são situações complexas, de sobreposição de interesses, sem solução fácil".
No caso da comunidade da Ilha de Marambaia, no Rio, na qual conflitos com a Marinha se arrastam desde a década de 1970, a coordenadora disse que os militares prometem apresentar uma proposta à câmara de conciliação. AGU confirma que "tratativas estão em curso" e que “os termos envolvem a permanência dos moradores" no local tradicional.
"Houve um tempo em que os militares não aceitavam sequer conversar sobre a situação de Marambaia. Recentemente, manifestaram o desejo de apresentar uma proposta para ser analisada com a comunidade. Estamos esperando para negociar", declarou Givânia.
Já no caso de Alcântara, o Incra espera um posicionamento da AGU, uma vez que a proposta da Aeronáutica, que prevê redução da área ocupada pela comunidade para ampliação da base de lançamento de foguetes, foi recusada pela comunidade e pelo órgão.
O projeto espacial é uma parceria entre o Brasil e a Ucrânia, por meio da binacional Alcântara Cyclone Space (ACS).
"O Incra não vai diminuir território, porque isso significaria diminuir direitos", declarou Givânia. "Esperamos uma decisão de instância superior ao Incra para dizer quem sai e quem fica, se é a comunidade ou se é a Aeronáutica. Esperamos que a AGU tome essa decisão e diga como proceder com relação a esse processo", cobrou. AGU não se pronunciou sobre mais detalhes da questão.
A situação de Alcântara é considerada pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) da Presidência da República um dos casos mais graves de violação de direitos humanos no país. Lá, entre os anos 1986 e 1987, cerca de 1,5 mil quilombolas foram removidos de forma compulsória para instalação da base de lançamento de foguetes da Aeronáutica.
Agência Brasil/montedo.com


Comento:
Notaram que foram ouvidos somente os 'do lado de lá'? Cadê a palavra das Forças Armadas a respeito do assunto? Não foram consultadas ou -mais uma vez - silenciaram?

27 de maio de 2012

Abismo salarial: Sargentos das Forças Armadas ganham menos que visitadores sanitários

Abismo salarial na União

Levantamento revela diferença de valores da hora de serviço. CVM, INPI e Fiocruz lideram no Rio

ALESSANDRA HORTO
Estudo exclusivo com dados do Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento revela que servidores do INPI, da Fiocruz e da CVM têm a hora de serviço mais bem paga entre as repartições que têm sede no Rio, mas perdem para o pessoal do fisco, da advocacia que defende o governo e do serviço secreto da Abin. Levantamento mostra que quem atende ao público tem o pior salário e expõe a queda da remuneração dos militares na hierarquia da hora de serviço paga pela União.
O ranking foi classificado de acordo com a hora de trabalho do servidor em topo de carreira. E revela detalhes curiosos, como 3º e 1º sargentos das Forças Armadas abaixo de Visitador Sanitário de Combate às Endemias.
O secretário-geral da Condsef, Josemilton Costa, argumentou que o abismo nos valores da hora do serviço foi evidenciado no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o ex-presidente concedeu reajustes para a elite do funcionalismo, deixando de fora os servidores que lidam diretamente com a população.
Costa explicou que o governo Lula, apesar dos reajustes concedidos em sua gestão, não corrigiu o problema e apontou que as carreiras de base podem sofrer colapso em cinco anos: “Quem está em início de carreira vai pular para outras mais atrativas”.
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O Dia OnLine/montedo.com

Cabo Santo!

Causo domingueiro

Ricardo Montedo
O 144 RC sempre contou com figuras folclóricas, que ajudaram a construir sua história, os quais passaram a ser personagens de causos repetidos ao pé do fogo nas madrugadas geladas dos bivaques, nos intervalos de ronda noturna, na “tora” dos alojamentos.
O Cabo 67-SANTO foi um desses, e dos mais notórios, ele que respondia pela alcunha de Catatumba, corruptela de catacumba, fruto de seu ar soturno e perturbador, a esconder a alma pura que habitava o coração do competente ferrador.
Por ser simplório, era alvo de muitas peças por parte dos colegas, das quais, até onde sei, a maior foi esta:
Ocorre que Frei Sério, antigo capelão da 33ª Divisão de Cavalaria, recorria regularmente os quartéis, realizando celebrações religiosas de toda ordem.
Assim o foi também naquele dezembro calorento. A missa, a cujo comparecimento todos estavam obrigados, começou pontualmente a uma e meia da tarde, no lotado auditório do regimento. Vale lembrar que os militares classificam esse horário como “nobre”, pois o processamento do almoço pelo organismo recém inicia e a letargia é inevitável, a tal ponto de tornar-se um espetáculo divertido observar, durante uma ocasião destas, os companheiros cabeceando para lá e para cá, numa luta desesperada contra o sono.
Era o caso do Cabo Santo naquele dia, bom garfo que era, entregue à modorra, enquanto o dedicado frei desfiava sua ladainha que, pelas circunstâncias já descritas, revestia-se de poderosas qualidades soporíferas.
A identidade do gaiato que protagonizou tamanha maldade constitui-se num grande mistério, mas o fato é que, quando o capelão abriu os braços dizendo:
- Santo, santo, santo, senhor do universo ...
O indigitado cutucou o pobre e adormecido cabo, sussurando:
- Tchê, Santo, é contigo...
Ao que o infeliz Catatumba, pondo-se em pé de um pulo e tomando a posição de sentido, respondeu, garbosamente:
- MEIA SETE!
Ninguém entendeu nada, menos ainda o subcomandante, que tratou logo de “receitar” para o cabo velho dez dias de “repouso” no “esquinão do capitão”, apelido carinhoso da cadeia do quartel.

Brasileiro bonzinho: Evo toma refinarias da Petrobrás e Brasil doa helicópteros para a Bolívia

Comissão autoriza doação de quatro helicópteros para Bolívia

GABRIELA GUERREIRO
Numa ação negociada com o governo da Bolívia, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que autoriza a doação de quatro helicópteros da Força Aérea Brasileira ao país vizinho.
H-1H Iroquios (imagem: FAB)
As aeronaves, segundo o projeto, integram a frota desativada da Aeronáutica e estariam defasadas --com a previsão de doação no estado em que se encontram.
São quatro helicópteros de fabricação norte-americana, tipo H-1H Iroquiois.
O projeto prevê que o governo boliviano pague as despesas com o traslado dos helicópteros. Para a doação ser efetivada, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo plenário do Senado.
O Ministério da Defesa, ao justificar a doação ao Congresso, disse que o objetivo da doação é "estreitar laços de amizade" com a Bolívia e "permitir a participação mais efetiva do Brasil em questões internacionais".
O ministério afirma que a doação pode "suprir eventuais carências" do governo boliviano.
A ação foi acertada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da Bolívia, Evo Morales, em 2008, para facilitar nas operações de combate ao narcotráfico do país.
O governo afirma que as aeronaves possuem valor "residual", por isso não compensa a sua alienação. Também haveria, segundo o Executivo, helicópteros mais modernos no mercado com menor custo operacional --o que não justificaria recolocá-las em funcionamento.
O senador Luiz Henrique (PMDB-SC), relator do projeto na CCJ, disse que a estocagem das aeronaves já defasadas não compensa economicamente ao Brasil. Segundo o senador, os helicópteros acarretam "prejuízos" à FAB com instalações e manutenção de voo, mas podem ser úteis aos "esforços bolivianos de combater o narcotráfico".
Folha.com/montedo.com

A consolidação dos blindados no Brasil

Confira este excelente trabalho de pesquisa do professor Expedito Carlos Sthepani Bastos, coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)Blindados no brasil fiat ansaldo
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26 de maio de 2012

Esperança é de reajuste de 6,99 % em 2012


PACOTE ADMINISTRATIVO
Novo quadro especial e reajustes da etapa alimentação e da remuneração mínima para reservistas por invalidez são ingredientes que fazem fontes da Coluna apostarem que está em gestão um pacote administrativo para as Forças Armadas. Ele viria com o esperado anúncio de reajuste.

APOSTA EM 6,99%
As mesmas fontes ainda dizem que parte do reajuste virá este ano e o restante será parcelado. Falam neste ano em índice para repor a inflação (5%) ou igual ao reajuste dado ao adicional dos comandantes (6,99%). Cresce, porém, quem já aposte que o aumento ficará mesmo para 2013.
Força Militar (O Dia On Line)/montedo.com

Projeto de promoções no Quadro Especial pronto para ir para a Câmara

Força Militar: Promoção pronta para ir a voto

MARCO AURELIO REIS
O projeto que garante a promoção dos praças integrantes do Quadro Especial das Forças Armadas (como taifeiros e motoristas) ficou pronto para ser encaminhado à Câmara dos Deputados. Ele estava tramitando na Casa Civil da Presidência da República desde janeiro. A proposta tem como entrave a exigência de sete anos de serviço para o militar beneficiado ser promovido de 3º sargento para 2º sargento, mas deve seguir para o Congresso com esse artigo. Lá, poderá ser alterada.
A informação que o projeto está pronto foi repassada pelo chefe de gabinete do Ministério da Defesa, Ari Machado, o mesmo que descarta a possibilidade de o esperado reajuste dos soldos militares sair este ano. Machado deu a declaração em audiência com dirigentes das associações dos Militares da Reserva Remunerada, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas (Amarp-DF) e de Praças das Forças Armadas (Aprafa). No encontro, não falou, porém, do entrave da exigência dos sete anos para a promoção.
O projeto que altera a Lei 10.951/2004 prevê acesso do soldado estabilizado às graduações de cabo e 3º sargento e a promoção do cabo estabilizado, taifeiro-mor e 3º sargento do Quadro Especial à graduação de 2º sargento.
Com isso, frustra quem esperava a liberação para o acesso até a graduação de subtenente, o que corrigiria uma distorção existente dentro da Força Aérea. Na FAB, o quadro especial masculino já chega à graduação de 2º sargento, enquanto que o feminino tem garantido o acesso à graduação de subtenente.

ALTERAÇÃO
Deputado federal pelo Rio, o capitão da reserva Jair Bolsonaro disse à Coluna que vai fazer gestões para reduzir o prazo de sete anos na promoção dos sargentos do quadro especial. “Taifeiro-mor com dois anos só tem mais dois de serviço. Assim não alcançará a promoção”, alerta.

SUBMARINISTAS
Também está em estado avançado a proposta que cria o Quadro de Praças da Armada Submarinistas e do Quadro Técnico de Praças da Armada. A proposta tramita com velocidade porque o grupo é indispensável para operação dos novos submarinos, em especial os de propulsão nuclear.

Força Militar (O Dia OnLine)/montedo.com

Namorar um cadete: um blog interessante.

Namorar um Cadete



A autora do blog está escrevendo um livro em forma de diário sobre sua relação com um cadete, que cursa atualmente a EsPCEX. É interessante, por sua ótica feminina, adolescente e bem humorada. Confira um capítulo do livro:
Apresentação à vida militar
Ser mulher, esposa, noiva, namorada, enfim, companheira de militar não é nada fácil! Muito pelo contrário, o que mais surgirá na sua frente serão desafios, problemas, complicações. Mas um amor de verdade, uma relação sólida a tudo supera. Afinal, como dizem, ser mulher de militar não é para qualquer uma!
Serão transferências por diversos lugares do Brasil, muitas vezes para cidades que você nunca nem ouviu falar. Cursos mais diversos que seu amor vai querer fazer e que, farão com que você fique longe dele por alguns dias, ou meses. Semanas de viagens a trabalho para outros estados. Enfim, você tem que ser forte para aguentar as mais diversas situações. Tem que se acostumar a ficar longe da família, dos amigos, e, ao mesmo tempo, fazer novas amizades. Ah, e você vai aprender como nunca a acumular e usar as milhas em passagens aéreas! Rs.
O meio militar não é nada fácil, muitos namoros terminam por causa da incompatibilidade, da distância, da saudade, da falta de tempo. Todo dia é um desafio. Você, mais do que nunca, precisará ser paciente, compreensiva e, principalmente, uma boa ouvinte! Não deixe que a profissão dele atrapalhe o namoro de vocês. Use e abuse do infinity da TIM e do skype!
Apóie-o, mas também cobre atenção, não se deixe ser esquecida ou jogada para segundo plano. Como essa vida também é totalmente nova para eles, pode ser que, no começo, eles fiquem deslumbrados com a liberdade que eles terão. Alguns terminarão por causa disso, vão querer “curtir a vida” com os novos amigos. Por isso, seja presente, procure se interar dos assuntos do seu namorado, participar. Confiança acima de tudo, mas não tem problema de querer saber aonde ele vai, saber quem são seus amigos. Alguns aproveitam esse “isolamento” para enganar a namorada e ir pra farra com os amigos solteiros. Não seja boba!
Namorar um cadete/montedo.com

Rio+20: ministra decreta feriadão. 'Severinos' estão fora

Ministra determina ponto facultativo durante Rio+20

Portaria da ministra do Planejamento, Míriam Belchior, determina ponto facultativo para órgãos da administração pública federal direta, autarquia e fundações nos dias 20, 21 e 22 de junho, na cidade do Rio durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
A medida, de acordo com a portaria, não se aplica às seguintes atividades: assistência médica e hospitalar, segurança pública e inteligência, atividades públicas nos aeroportos, telecomunicações e atividades das Forças Armadas relacionadas à Rio+20.
O objetivo é facilitar o trânsito de chefes de Estado e de outras autoridades que participarão da Cúpula dos Povos. O governo do Rio já declarou feriado escolar no município durante esses dias. As aulas foram suspensas em todos os estabelecimentos educacionais, incluindo as instituições de educação infantil e de ensinos fundamental, médio, técnico ou superior, assim como creches e cursos.
Terra/montedo.com

Brasil e Portugal defendem intercâmbio entre suas Forças Armadas

Intercâmbio entre as forças armadas é defendido por Portugal e Brasil

A necessidade de incrementar o intercâmbio e fortalecer a parceria militar Brasil-Portugal norteou a reunião entre os ministros da Defesa Celso Amorim e José Pedro Aguiar-Branco, que teve inicio na quinta-feira, em Brasília. No encontro bilateral, o ministro Amorim sugeriu que os chefes dos Estados-Maiores das Forças Armadas dos dois países participem de conferências anuais para tratarem de questões de abrangência comum. O ministro Aguiar-Branco destacou o processo de privatização do setor naval português, projeto que, segundo ele, oferece oportunidades para indústrias brasileiras.
O ministro Amorim, durante o encontro, apresentou algumas das áreas que o exército brasileiro tem interesse em promover parceria com o exército português. “Aqui no Brasil desenvolvemos o Centro de Defesa Cibernética, que já foi implantado há um ano e meio e terá seu grande teste na Rio+20. O governo federal tem o programa ‘Ciências sem Fronteiras’ e asseguro que podemos estabelecer intercâmbio nessa área,” disse Amorim.
Com relação à privatização, Celso Amorim considerou importante que o governo brasileiro conheça em detalhes a concorrência e priorize a participação de empresas nacionais. Nesse momento, autoridades militares fizeram relato sobre a construção de navios patrulhas de 200 e 500 toneladas. No entanto, os brasileiros expuseram que há necessidade de verificar o mercado para tomar qualquer decisão sobre a privatização.
O ministro Aguiar-Branco chegou na terça-feira, ao país para visita oficial de três dias. As reuniões com as autoridades brasileiras foram iniciadas na quinta-feira, sendo a primeira no Ministério da Defesa. Aguiar-Branco chegou às 11h e foi recebido com honras militares. Em seguida, ocorreram as apresentações dos integrantes da comitiva portuguesa, que depois se deslocaram à sala de reuniões na sede do ministério.
Celso Amorim relatou ao ministro português atuação do Brasil no Haiti e Líbano. Com relação ao país caribenho, o ministro brasileiro explicou que as tropas militares foram enviadas para cumprir três metas: segurança, estabilidade política e desenvolvimento econômico e social. Amorim reconheceu alguns avanços e previu que a participação brasileira deva se encerrar após as próximas eleições gerais.
O ministro brasileiro mencionou ainda a participação do Brasil na missão de paz no Líbano, bem como a relação com a Síria, onde há presença de 11 militares brasileiros no grupo de observadores da Organização das Nações Unidas (ONU). “Nossa política tem dado muita importância ao
Conselho de Defesa Sul-americano e à União de Nações Sul-americanas (Unasul)”, relatou Amorim.
Na reunião, Amorim e Aguiar-Branco destacaram a parceria entre a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) e a Indústria Aeronáutica de Portugal (OGMA), no projeto KC-320, para desenvolvimento de um jato cargueiro, transporte de tropas e reabastecimento em voo. Celso
Amorim destacou que o ministro português, que fará visita à sede da Embraer, em São José dos Campos (SP), tomará conhecimento das etapas do projeto desenvolvido pelas duas empresas. Ao término do encontro, o ministro Amorim propôs a elaboração de ata com o apontamento dos principais tópicos para manter a memória das discussões entre os países.
Correio do Brasil/montedo.com

Pesquisador lança livro sobre o emprego de blindados no Haiti

Livro ‘Blindados no Haiti’
O livro BLINDADOS NO HAITI – MINUSTAH – Uma experiência real marca o lançamento do primeiro livro com o selo do UFJF/Defesa e já está disponível em nosso portal.
Com 108 páginas, e mais de 150 imagens cores, o livro resgata os principais modelos de veículos empregados no Haiti por diversos países que formam a MINUSTAH, sob o comando do Brasil. Nele são analisados todos os veículos blindados 4×4, 6×6, 8×8 e sobre lagartas que lá foram empregados no período de2004 a2011.
O autor lá esteve em 2008, a convite do Ministério da Defesa e participou junto com o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil de diversas patrulhas pelas ruas de Porto Príncipe além de ter visitado diversas unidades de outros países que compõem o efetivo da MINUSTAH, seja de forças militares ou policiais e mostra o aprendizado e experiência no emprego de blindados em área urbana, um verdadeiro laboratório para a Marinha e o Exército Brasileiro.
A nova publicação, em formato 15x21cm, conta com capa colorida e dezenas de fotos e ilustrações, em cores e originais em preto e branco. Seu preço é de R$ 38,50 para compra direta pelo portal UFJF/Defesa – www.ecsbdefesa.com.br. Para adquiri-lo, basta enviar um e-mail para defesa@ufjf.edu.br.
Forças Terrestres/montedo.com

Soldados do Exército recebem lições sobre segurança no trânsito em Curitiba

Setran treina soldados do exército em segurança no trânsito

principalJovens soldados do 5.º Grupo de Artilharia de Campanha Alto Propulsado (5º GAC/AP) no Quartel Boqueirão receberam nesta semana uma palestra sobre segurança de trânsito. O curso foi ministrado pela Secretaria Municipal de Trânsito (Setran). O projeto faz parte do departamento de Educação da Setran e faz parte do programa Vida no Trânsito.
Além de soldados, cabos e sargentos também participaram do curso realizado pela Setran. O agente de fiscalização Eduilio Sampaio ministrou a palestra e afirmou que a ideia do curso é despertar os jovens para debater o assunto trânsito.
É uma plateia importante, pois é difícil reunir tantos jovens de 19 anos num único lugar para falar de trânsito. O objetivo é que eles tenham uma visão diferente, que eles pensem e sejam mais críticos quanto ao trânsito, explicou o agente Sampaio.
Muitos dos jovens que participaram da palestra ainda não são habilitados e têm contato apenas como pedestres no trânsito. No curso conseguem despertar a consciência sobre os outros elementos envolvidos nas ruas. Serão realizados mais seis encontros da Setran no Quartel do Boqueirão, entre os meses de junho e julho.
Ao todo, 350 militares irão participar das atividades. Serão abordados os seguintes temas: educação para o trânsito – sensibilização, legislação de trânsito, condutores de veículos motorizados, pedestres e condutores de veículos não motorizados, fatores de risco e equipamentos de proteção.

Vida no Trânsito
O Vida no Trânsito é um programa internacional e faz parte da Década de Ações para Segurança no Trânsito da Organização das Nações Unidas (ONU), que entre 2011 a 2020 pretende diminuir acidentes e mortes no trânsito.
O programa é desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Fundação Bloomberg em dez países que concentram metade do total de acidentes de trânsito registrados em todo o mundo entre eles o Brasil, quinto no ranking que inclui Cambodja, China, Egito, Índia, Quênia, México, Rússia, Turquia e Vietnã. Além da Setran, outras secretarias municipais e empresas são parcerias do Vida no Trânsito.
Fonte: Prefeitura de Curitiba
Agencia Notícias/montedo.com

"Indignai-vos!"

Paulo Chagas*

Caros amigos
Há tempos contaram-me o caso de um impasse entre as alegações de defesa e de acusação ocorrida no julgamento de um homem a quem era atribuído um crime muito grave.
O Juiz, sábio e experiente, mandou conduzir o réu a seu gabinete para uma entrevista pessoal.
Entre perguntas simples e objetivas sobre as acusações que eram feitas ao homem, o magistrado ofereceu-lhe um charuto, o que, prontamente e de bom grado, ele aceitou.
O Juiz, diz a história, deu por encerrada a entrevista e, voltando à Sala do Júri, condenou o acusado!
Este fato obviamente é ficção, mas serve ao objetivo de caracterizar a análise do comportamento humano.
Na oportunidade em que o criminoso, na condição de réu e sob a pressão de graves acusações, alegadamente falsas, aceita de bom grado a gentileza do principal agente do processo, evidencia-se a falha e o indício de fraude na argumentação da defesa.
Um homem honrado e honesto, quando injustiçado, difamado, caluniado e ameaçado em seus direitos não tem outra reação, outra atitude, que não a indignação e, diante desta, não confraterniza com quem o julga, acusa ou dele duvida, pois está diante da ameaça a um valor maior que a liberdade ou que a própria vida!
Não sou réu de qualquer acusação, mas faço parte do Exército Brasileiro, uma instituição acusada injustamente de truculência, tortura e desrespeito aos direitos humanos, agredida em sua dignidade com o inconfessável objetivo de desdourar sua imagem diante dos jurados, a opinião pública, e de intimidar qualquer iniciativa sua em defesa da liberdade da nação a que serve!
A aceitação passiva dessas acusações, que não visam, absolutamente, aos militares seguidamente nominados e execrados, pública e judicialmente, pelos adversários derrotados, hoje no papel de acusadores e caluniadores, é, para os jurados do tribunal popular, nada mais nem nada menos do que uma clara admissão de culpa!
A falácia acusatória e a inversão de valores permitida pela aparente indiferença institucional é que encorajaram até um Ministro de Estado (da Justiça!) a faltar com a verdade e transpor de um lado para outro os objetivos estratégicos do conflito armado que, nos anos 60/70, sangrou irmãos brasileiros, chamando de democratas os que contra a liberdade pegaram em armas e de ditadores os que as usaram para defendê-la!
Diante dos “Juízes” da Comissão da Verdade e do “Corpo de Jurados” da Nação, a ausência de uma manifestação de repúdio à alegação de que excessos e arbitrariedades tenham sido cometidos de forma sistemática, generalizada e institucionalizada; a convivência complacente e cordial, não apenas profissional, com os acusadores; a troca de gentilezas, mesmo que efêmeras e formais; a crença em promessas vazias; a aceitação de falsos afagos e de migalhas orçamentárias sem, nem mesmo, o reconhecimento do valor do trabalho pela justa remuneração; antecipam o veredicto de culpado!
Este alerta para o equivoco da postura passiva, feito com espírito construtivo, visa a chamar a atenção, a convidar para a meditação e a contribuir para as mudanças de atitudes que vejo necessárias, respeitando e prestigiando os que ainda detêm o Bastão de Comando.
Advogo por uma manifestação de repulsa, protesto e de indignação, não prego a rebelião, a quebra da disciplina ou o desrespeito às autoridades constituídas ou às decisões do Comandante, cuja postura reflete e representa, sempre, como aprendemos, sabemos e acreditamos, a posição e os interesses da Força e não os seus próprios, pessoais!
As instituições, assim como os homens, vítimas de injustiça e injúria, podem e devem conviver em harmonia com quem as julga ou acusa, mas não podem nem devem com eles confraternizar e têm a obrigação de manifestar-se com veemência em defesa da verdade e da sua dignidade, sob pena de serem condenadas, antes mesmo de serem julgadas...
No livro “INDIGNAI-VOS!”, Stéphane Hessel nos ensina que a pior das atitudes é a indiferença; quando a sociedade, ou uma instituição, assim se comporta, perde o engajamento e a capacidade de se indignar.
*Gen Bda R/1 

25 de maio de 2012

STM confirma pena de sargento controlador de voo envolvido em acidente com avião da Gol

Justiça nega recurso de controlador de voo envolvido em acidente com avião da Gol
Jomarcelo Fernandes teve pena de um ano e dois meses de prisão confirmada

Um novo recurso dos advogados do sargento Jomarcelo Fernandes dos Santos, condenado por envolvimento no acidente com avião da Gol em 2006, foi negado no Superior Tribunal Militar nessa quinta-feira (24). O sargento é um dos cincos controladores de voo arrolados no processo criminal que apurou as responsabilidades do acidente aéreo entre o jato Legaci e o Boeing comercial da Gol, que matou 154 pessoas entre passageiros e tripulantes, em 26 de setembro de 2006.
Jomarcelo Fernandes teve sua pena de um ano e dois meses de prisão confirmada pelo Superior Tribunal Militar, em 7 de fevereiro passado. Segundo a acusação, o militar agiu com imperícia durante a execução de sua tarefa na função de controlador de voo, ao não tomar as medidas necessárias para evitar a batida entre as duas aeronaves.
A defesa entrou com o recurso e os advogados apontaram que faltou correlação entre os documentos citados nos autos e os números das folhas citadas, o que seria causa de nulidade absoluta do processo. Outra alegação dos embargos foi de que a Corte negou todos os pedidos de produção de provas, o que seria uma afronta ao princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório.
O recurso também argumentou que os ministros não analisaram as provas que atestaram as falhas do sistema de controle aéreo brasileiro, detectadas desde 1996.
Ao analisar o recurso, o ministro relator Marcos Martins Torres disse que há equívocos dos advogados do controlador. Para o ministro, a negação do pedido de produção de provas se referem àquelas solicitadas, no julgamento de primeiro grau, para que peritos internacionais e auditores externos viessem ao Brasil, por conta da União, produzir os relatórios.
Sobre os argumentos de que os ministros não teriam levado em conta as falhas do sistema de controle aéreo brasileiro, o ministro disse que as provas foram levadas em consideração e que auditoria internacional considerou o sistema aéreo do Brasil como um dos seis melhores do mundo, informando que falhas técnicas podem ocorrer em qualquer sistema.
O ministro Torres finalizou o seu voto dizendo que são inverídicas as incoerências apontadas pela defesa do sargento Jomarcelo Fernandes no acórdão do STM. Os demais ministros seguiram o voto do relator por unanimidade e denegaram os embargos de declaração.
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Histórico
O avião da Gol, que fazia o voo 1907, saiu de Manaus (AM) com destino ao Rio de Janeiro (RJ) e se chocou com um jato Legacy no ar, caindo perto do município de Peixoto de Azevedo (MT), no dia 29 de setembro de 2006. Com a batida, 154 passageiros que estavam dentro do avião da Gol morreram. Apesar de avariado, o jato Legacy, que transportava sete pessoas, conseguiu pousar com segurança.
Esse foi o segundo maior acidente aéreo na história do Brasil. O maior ocorreu em 17 de julho de 2007, quando um Airbus-A320 da TAM caiu em São Paulo e matou 199 pessoas.
R7/montedo.com

Força de Comandos explora área de fronteira onde o Exército nunca havia estado

Exército explora área na fronteira onde 'nunca havia pisado antes'
Durante 13 dias, soldados mapearam trecho perto de Suriname e Guiana. Tropa descobriu garimpos, pistas clandestinas, tráfico de animais e trilhas.

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Militares brasileiros realizaram pela primeira vez o reconhecimento de uma área na fronteira do Brasil com o Suriname e a Guiana considerada até então desconhecida pelos órgãos públicos.
Segundo o general Eduardo Villas Bôas, comandante militar da Amazônia, o levantamento ocorreu devido ao "grande desconhecimento" da região ao norte do Rio Trombetas, no Pará, e na tríplice fronteira.
“É uma área de difícil acesso, com rios cheios de cachoeiras, não navegáveis, grande vazio populacional e mata fechada. Considerávamos uma região de sombra, que nunca havíamos pisado antes, pois não tem como chegar lá por estradas, embarcações ou aeronaves", disse o general ao G1.
"Por isso, determinei que uma tropa especializada fosse esmiuçar a mata e coletar informações”, acrescentou.
Durante a operação, realizada neste mês, 16 integrantes da Força 3 - unidade formada por Comandos e Forças Especiais (a tropa de elite do Exército) e baseada em Manaus (AM) - ficaram 13 dias na floresta amazônica.
A missão era mapear tribos isoladas, garimpos ilegais, pistas clandestinas e outros crimes transfronteiriços, de acordo com o comandante da Força 3, tenente-coronel André Lúcio Ricardo Couto.
A ação começou a partir do pelotão de fronteira de Tiriós, localizado a 12 km da divisa do Pará com o Suriname. A partir dali, os soldados seguiram de helicóptero até dois pontos fictícios próximos aos rios Curiau e Cafuni, que ingressam no Brasil a partir do Suriname e da Guiana e, no Pará, formam o Rio Trombetas.
As coordenadas exatas não são divulgadas por questões estratégicas, pois nos locais o Exército pretende implantar futuramente novos pelotões de fronteira.
No total, a área percorrida tem 400 quilômetros de extensão na fronteira do Pará com Suriname e Guiana, segundo o coronel André Lúcio. “Em localidades que imagens de satélite e mapas apontavam como sendo habitadas por tribos, não encontramos nada. Também descobrimos pequenas pistas de pouso próximas a terras indígenas, que podem ser usadas por garimpeiros”, disse.
Ao localizar pequenos grupos de indígenas, os militares desciam de rapel na mata e passavam alguns dias na localidade coletando dados.
Foram descobertos pontos de tráfico ilícito de dois pássaros silvestres - curió e bicudo - e duas trilhas clandestinas que levam brasileiros para o trabalho ilegal em minas do lado surinamês, uma delas cruzando terras indígenas.
Duas aldeias, do outro lado da fronteira, são a porta de entrada para os garimpeiros – uma maior, a cinco dias da linha que separa os dois países, e outra menor, a apenas seis horas de caminhada do Brasil.
Os dados coletados pela tropa serão compilados em um relatório que será repassado para diversos órgãos públicos, como Funai (Fundação nacional do Índio) e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que têm interesse em saber o que ocorre na área, informou o general Villas Bôas.
O envio dos militares da Força 3 à área inóspita ocorreu durante a Operação Ágata 4, que reuniu mais de 8,5 mil militares para reprimir crimes nas fronteiras de Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
G1/montedo.com

UNIFIL: Defesa prepara contingente que chega ao Líbano em novembro

Defesa inicia preparos para a troca do contingente brasileiro na FTM/Unifil
O Ministério da Defesa (MD) iniciou os trâmites para a troca do contingente brasileiro que integra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM/Unifil). Para tanto, realizou reuniões com militares que vão participar da Força-Tarefa Marítima (FTM) liderada pelo Brasil. Os encontros aconteceram ontem (23) e hoje, na sede do ministério.
Ao abrir o evento, o vice-chefe de Operações Conjuntas do MD, major-brigadeiro-do-ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, enfatizou a importância da contribuição brasileira na missão. “É uma projeção que o Brasil está tendo no mundo”, disse. “Embora seja uma missão de paz, [a tarefa] não é fácil”, completou, ressaltando a responsabilidade que é atuar sob a égide da Organização das Nações Unidas (ONU).
Durante as reuniões, os participantes tiveram a oportunidade de assistir a um briefing de oficiais militares e de diplomatas brasileiros sobre o cenário atual do Líbano. As palestras abrangeram desde temas como os “aspectos sanitários” do contingente e preparo e emprego do navio, até a situação política libanesa e os principais desafios que o 4º contingente pode enfrentar.
Na oportunidade, os novos integrantes também estabeleceram contato via videoconferência com a tripulação da Fragata Liberal, que se encontra atualmente no Líbano. A reunião permitiu que o vice-almirante Luiz Henrique Caroli – primeiro oficial da Marinha a exercer o comando de uma missão de paz das Nações Unidas, e que hoje é o subchefe de Operações Conjunto do MD – trocasse “experiências” com os novos componentes.

FTM/Unifil
Esta será a segunda troca do contingente em 2012. No início do ano, ocorreu a primeira entre as Fragatas F-45 União – que estava no Líbano desde o ano passado – e a Fragata F-43 Liberal, que chegou em território libanês no dia 10 de maio e permanecerá até novembro, quando vai ser substituída pela Fragata F-42 Constituição.
O rodízio ocorre de seis em seis meses. Atualmente, a FTM é comandada pelo contra-almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, que assumiu a missão em fevereiro deste ano.
Até novembro, a nova tripulação vai passar por todo um processo de preparo em termos de condições intelectuais, psicológicas e físicas. A F-42 também será devidamente aparelhada com sistemas operativos, particularmente o de comando e controle, para uma melhor comunicação entre a fragata e o Ministério da Defesa.
Criada pela ONU, a Unifil desde 1978 atua na retirada de tropas israelenses do território, que atualmente conta com o apoio de contingentes de 36 países. Somente em 2006 a FTM passou a fazer parte da missão com a finalidade de impedir a entrada de armamento no país pela interdição marítima.
Nesta semana, o ministro da Defesa, Celso Amorim, visitou Beirute, no Líbano, para marcar os primeiros seis meses do comando brasileiro da FTM. Ele acompanhou a substituição da Fragata União pela Liberal.
Fotos: Felipe Barra e Tereza Sobreira
MD/montedo.com

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“Faz parte da minha genética, sempre fui habituado a trabalhar.”


Lula, em entrevista ao jornal português O Público

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