6 de março de 2010

MARINA SILVA VAI SE REUNIR COM MILITARES. TEMA: REVISÃO DA ESTRATÉGIA DE DEFESA

Altino Machado
A senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata à Presidência da República, se reunirá no  domingo, 7, com militares da ativa e da reserva, no Museu do Exército e Forte de Copacabana, no Rio, para um debate sobre defesa nacional e sustentabilidade.
O PV defende nova doutrina de defesa nacional e preparação das Forças Armadas para novos tipos de ameaças ao país. Segundo o partido, existem três ameaças que implicam em revisão da doutrina, elaboração de estratégia, preparação e adequação de novos meios.
- As ameaças são o aquecimento global e seus efeitos sobre o Brasil; conflitos em países vizinhos e defesa das fronteiras, espaço aéreo e mar territorial e quebra no monopólio das Forças Armadas sobre o armamento de guerra, controle territorial e insurgência local - disse o vereador e presidente do PV no Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis.
O encontro com os militares é avaliado pelo PV como uma oportunidade para Marina Silva começar a aparecer como presidenciável capaz de se tornar a Comandante em Chefe das Forças Armadas.
O diretor do Museu Histórico do Exército e Comandante do Forte de Copacabana, coronel de artilharia Edson Silva de Oliveira, é filiado ao PV e será candidato a deputado federal.
- Quando o coronel se filiou ao partido, em agosto do ano passado, achei muito bacana. A iniciativa dele é manifestação de um segmento militar representativo dentro das Forças Armadas - acrescentou Sirkis.
De acordo com o vereador, a aproximação do PV com os militares começou quando o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) era candidato a prefeito do Rio e visitou o Clube Militar.
- O fato de a gente ter participado da guerrilha urbana é um problema na cabeça dos militares, mas eles valorizam o fato de a gente não ter a postura política de esquerda, como tem petistas como Dilma Roussef - assinalou Sirkis.
Quem tradicionalmente defende os militares no Rio de Janeiro é o deputado Jair Bolsonaro (PP), classificado por Sirkis como de extrema-direita.
- Conheço Bolsonaro e ele como pessoa é melhor do que o discurso que assume. Diferente do coronel Edson Oliveira, que defende a sustentabilidade para um novo modelo econômico, além de ética na vida pública.
O ex-guerrilheiro disse que o governo e o PT têm errado na ânsia de transformar Dilma Roussef numa presidenciável de esquerda.
- A gente não pode transformar o que aconteceu há 40 em abscesso na nossa relação com os militares. Quando se parte pro diálogo identificamos muitas convergência. Os militares acham que a Marina Silva representa genuinamente o Brasil.
Para Sirkis, conflitos passados de nossa história servem de lição e de inspiração para evitar que erros se repitam.
- Estão reavivando artificialmente, por motivações políticas, de forma a fazer do passado obstáculo para que possamos enfrentar os futuros desafios, que se colocam para a defesa do Brasil.
Foto: Altino Machado/Terra Magazine

Comentário do amigo mujahdincucaracha, aqui e em seu blog.

"O encontro até seria aceitável se não houvesse o inconveniente do Cmt do Forte e Diretor do Museu ser filiado ao partido da "palestrante" além de candidato a deputado federal. Isto representa um tipo de propaganda política antecipada, usando as instalações militares em benefício próprio.
E quem disse ao vereador Sirkis que qualquer opinião do Cel Edson é "manifestação de um segmento militar representativo"? Ou que "Os militares acham que a Marina Silva representa genuinamente o Brasil"??? É a introdução da política no seio do EB. O próximo passo é a partidarização! Tentam outra vez quebrar a coesão da instituição sob a desculpa de "democratizar o debate". Em 35 foi assim, em 61 e 64 também! Depois da palestra do Stédile na ESG, nada mais me espanta!!!!!!!!"
Faço minhas suas palavras, Mujahdin.

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