29 de maio de 2011
PARÁ: POLÍCIA PRENDE SUSPEITOS DE ASSASSINAR SOLDADO DA FAB PARA ROUBAR PISTOLA
Presos 3 acusados pela morte de soldado
Investigações que duraram cinco meses levaram policiais civis da Divisão de Homicídios a prenderem, ontem (27), 3 acusados de envolvimento na morte do soldado da Aeronáutica Thiago Pantoja Baracho, ocorrida dia 8 de dezembro último: Pablo Henrique Santos da Silva, de 20 anos, o “Pablo Preto, Thiago Wiglhard Melo Lobo, 19 anos, o “Thiaguinho”, e Wolgrand de Montalvão Fonseca, conhecido como “Gordinho”, que seriam da mesma quadrilha, que segundo informações da delegada da Divisão de Homicídios, Cláudia Renata Guedes, praticavam homicídios e tráfico de drogas no canal Água Cristal, no bairro da Marambaia.
A delegada Cláudia Renata Guedes informou que “Pablo Preto” confessou também a morte de outro criminoso, conhecido como “Baby”. Ele está sendo investigado por outros homicídios na área.
Ouvido pelo DIÁRIO, Pablo Henrique Santos da Silva disse que assaltou o soldado Thiago Pantoja Baracho, roubou a arma do militar, mas não o matou.
Os policiais encontraram, ainda, nas buscas, 75 papelotes de pasta base de cocaína e uma “máscara do pânico”, muito utilizada em assaltos na região metropolitana de Belém. Ainda durante as buscas da polícia, foi encontrada na casa de Wolgrand uma pistola 9mm, de uso das Forças Armadas.
A delegada ressaltou ainda que foram cinco meses de investigações após o mandado de prisão preventiva contra “Thiaguinho”, efetuado pela Vara Militar Federal. “Eles planejaram tudo. Invadiram a área e mataram o soldado com a própria arma do militar. Mas conseguimos a prisão preventiva e ele ficará à disposição da Justiça”.
O CASO ESTAÇÃO
O soldado Thiago Pantoja Baracho, de 20 anos, foi morto quando trabalhava no posto de observação da estação meteorológica da Aeronáutica, dentro do comando do quartel do Corpo de Bombeiros, na avenida Júlio César com a avenida Pedro Álvares Cabral, por volta das 21h do dia 08/12/2010.
INVASÃO
Os assaltantes, depois de invadirem a área militar para roubar uma pistola 9mm e o aparelho celular da vítima, mataram o militar, fugindo em seguida.
DIÁRIO DO PARÁ
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EDITORIAL CRITÍCA AUSÊNCIA MILITAR EM MT
"Manter acanhada presença militar em Mato Grosso é abrir
caminho para a criação de Estado paralelo."
AUSÉNCIA MILITAR
Mato Grosso tem 903 mil quilômetros quadrados de superfície, faz fronteira com a Bolívia numa vastidão territorial com quase mil quilômetros de extensão e com baixa densidade demográfica. Mesmo assim, a presença militar no Estado é bastante reduzida e há os chamados claros desguarnecidos pelas Forças Armadas.
Das três Armas somente o Exército mantém unidades em Mato Grosso. Em Cuiabá estão aquartelados a 13ª Brigada de Infantaria Motorizada com sua estrutura operacional, o quartel do 44º Batalhão de Infantaria Motorizado e o 9º Batalhão de Engenharia de Construção. Em Rondonópolis se faz presente o 18º Grupo de Artilharia de Campanha. Em Cáceres o 2º Batalhão de Fronteira, que é subordinado à 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, de Corumbá, mas que para efeito de segurança integrada age em sintonia com a brigada cuiabana. Além das unidades acima citadas o 58º Batalhão de Infantaria Motorizado de Aragarças (GO) tem área circunscricional no Vale do Araguaia.
Mesmo em se tratando de país sem inimigos em potencial, que adota política de neutralidade nos conflitos internacionais, que não faz guerra de conquistas e que respeita a autodeterminação dos povos, o Brasil precisa manter em prontidão efetivo militar preparado para atuar em defesa de seus interesses internos e também para o combate ao narcotráfico que a cada dia ganha mais força e poder.
Localizado na área central do continente e vizinho da Bolívia que é um dos centros mundiais de produção de cocaína, Mato Groso precisa aumentar seu poderio na luta contra os barões do pó. Por ser a principal fronteira de expansão territorial do agronegócio, o Estado depende das Forças Armadas para conter a farra do desmatamento ilegal do cerrado e das florestas.
Desde o ano passado Mato Grosso aguarda com muita expectativa a instalação de um batalhão do Exército em Sinop, para atuar naquele e nos demais municípios do Nortão e também no médio norte. Como forma de contribuição à prefeitura anfitriã doou uma área com mais de 75 hectares para a construção do aquartelamento e da vila militar.
Sexta-feira, em Sinop, o general-de-exército João Francisco Ferreira, titular do Comando Militar do Oeste, jogou um balde de água fria na expectativa mato-grossense. O general revelou que não há data previsível para o início das obras porque o Exército não tem dotação orçamentária para tal finalidade e, em outras palavras, explicou que será preciso o estabelecimento de convênios do Ministério da Defesa com outros ministérios, para (que a construção) saia “num prazo não muito longo”.
O Brasil tem grandes gargalos e enfrenta problemas nas áreas de educação, saúde, saneamento, pesquisa, transporte (principalmente aéreo e ferroviário) e vê o crime organizado se fortalecer ocupando atividades econômicas a ponto de ameaçar a institucionalidade. Brasília precisa entender que manter acanhada presença militar em Mato Grosso é abrir caminho para a criação de Estado paralelo.
Manter acanhada presença militar em Mato Grosso é abrir caminho para a criação de Estado paralelo.
DIÁRIO DE CUIABÁ
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ALEMÃO: EXÉRCITO PRENDE SUSPEITOS DE ROUBO.
Três suspeitos de roubo são presos pelo Exército no Alemão
Com eles, foram encontrados produtos de uma loja de material de construção
Três homens suspeitos de roubar uma loja de material de construção no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, foram presos por militares da Força de Pacificação, na tarde da última sexta-feira (27).
Jonismar José de Carvalho, de 32 anos, Rodrigo da Silva Valdevino, de 26, e Alex Sandro Diniz, de 23, foram perseguidos por homens do Exército dentro de um carro na localidade das Casinhas.
O material roubado foi recuperado e os suspeitos, que estavam desarmados, foram levados para a Delegacia da Penha (22ª DP). O Complexo do Alemão, que era uma espécie de quartel-general da maior facção criminosa do Rio foi ocupado pelo Exército em novembro do ano passado.
R7
28 de maio de 2011
FUNK NA CASERNA: UM SARGENTO-AVÔ ENVERGONHADO.
Funk na caserna: "Meu neto jamais quis ferir a pátria", diz avô de soldado flagrado em vídeo
Em Dom Pedrito, atitude de militares dançarinos é reprovada
Carlos Etchichury | carlos.etchitchury@zerohora.com.br
O clima é de velório na residência do sargento aposentado da Brigada Militar Alvino Garcia de Oliveira, 72 anos, um dos orgulhos da fronteiriça Dom Pedrito, município de 40 mil habitantes. Policial dedicado, militar cioso de seu ofício, tio Alvino, como as milhares de crianças e adolescentes que participaram de suas palestras sobre educação no trânsito o conhecem, busca forças para superar um golpe. O único neto homem dele, um adolescente de 18 anos, criado como filho desde os primeiros anos de vida, é um dos nove militares flagrados dançando ao som do Hino Nacional no ritmo do funk.
— Eu quero que o povo do Rio Grande e do Brasil saiba que foi um momento de fraqueza desses meninos. Meu neto respeita o Exército. Jamais quis ferir a pátria — desabafa Alvino.
Acompanhado da mulher, a inconsolável Aida Celina da Cunha Oliveira, 67 anos, tio Alvino recebeu Zero Hora quando o neto não estava em casa. Temeroso, o jovem prefere não se manifestar. As imagens dele, fardado, com outros recrutas na 3ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizado chocaram a família. Com a voz embargada, Aida se desculpa:
— Não tenho o que dizer. O senhor me perdoe.
A tristeza dos Oliveira é compreensível. Alvino é daqueles homens obstinados pela profissão, respeitador da hierarquia, defensor da disciplina. Em sua residência de alvenaria, nas imediações do campo do Cruzeiro, faltam paredes para tantas condecorações. Uma delas, a Medalha de Serviço de Policial, foi concedida pelo ex-governador Pedro Simon. Seu único filho, sargento como ele, é considerado um dos policiais mais caxias da região. Tolerava-se, portanto, o envolvimento de qualquer um dos 112 recrutas engajados em março no desrespeito cívico, menos o neto de Alvino:
— Eu espero que o Exército os perdoe, porque foi um ato infantil. Mas aconteça o que acontecer, vou estar ao lado do meu neto.
ZERO HORA
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O fato, claramente, está sendo superdimensionado. Que o respeito aos Símbolos Nacionais é um dos mais importantes valores militares, ninguém discute. A repercussão do vídeo contribui, é óbvio, para desgastar a imagem do Exército. O ocorrido enseja, evidentemente, uma sanção disciplinar.
Mas, e há sempre um mas em tudo, a apuração precisará levar em conta o contexto, sob pena de transformar recrutas em criminosos.
Afinal, trata-se de jovens de 18 e 19 anos, com menos de quatro meses de serviço militar. Não se pode cobrar deles uma maturidade que muitos profissionais não têm. Quantas bobagens desse tipo ocorrem nos alojamentos dos quartéis Brasil afora, sem maiores consequências?
Aí, o Comandante da 3ª Companhia de Engenharia, pressionado e, certamente, assustado com a repercussão do caso, resolve, de imediato, instaurar um IPM para apurar um fato que, em si, poderia ser punido com uma simples detenção disciplinar de meia dúzia de dias.
É a mídia pautando (mais uma vez) os milicos.
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Comento:O fato, claramente, está sendo superdimensionado. Que o respeito aos Símbolos Nacionais é um dos mais importantes valores militares, ninguém discute. A repercussão do vídeo contribui, é óbvio, para desgastar a imagem do Exército. O ocorrido enseja, evidentemente, uma sanção disciplinar.
Mas, e há sempre um mas em tudo, a apuração precisará levar em conta o contexto, sob pena de transformar recrutas em criminosos.
Afinal, trata-se de jovens de 18 e 19 anos, com menos de quatro meses de serviço militar. Não se pode cobrar deles uma maturidade que muitos profissionais não têm. Quantas bobagens desse tipo ocorrem nos alojamentos dos quartéis Brasil afora, sem maiores consequências?
Aí, o Comandante da 3ª Companhia de Engenharia, pressionado e, certamente, assustado com a repercussão do caso, resolve, de imediato, instaurar um IPM para apurar um fato que, em si, poderia ser punido com uma simples detenção disciplinar de meia dúzia de dias.
É a mídia pautando (mais uma vez) os milicos.
SOLDADO QUE TERIA SIDO ABUSADO ESTÁ SOB AMEAÇA, DIZEM FAMILIARES
“Meu filho está com medo e sob ameaça”, diz pai de soldado supostamente estuprado
Quatro militares estariam envolvidos na agressão ocorrida em quartel no RS
Quatro militares estariam envolvidos na agressão ocorrida em quartel no RS
O pai do soldado de 19 anos que diz ter sido estuprado dentro do quartel de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, afirmou que o filho sofreu ameaças. O militar está internado no hospital de guarnição do Exército.
- Ele tá com medo, tá bastante amedrontado. Perguntei se tinham ameaçado ele (sic) e ele disse que sim.
Segundo relato dos familiares, quatro militares estariam envolvidos no abuso, que teria ocorrido em 17 de maio. De acordo com a acusação, enquanto um segurava a vítima, outros três teriam praticado o ato. A família do militar, que serve no quartel Parque Regional de Manutenção, registrou denúncia na terça-feira (24).
A mãe do jovem denunciou ainda que, ao tentar falar com o filho no hospital foi ameaçada por um subtenente que alegou desacato.
Segundo o advogado da família, Lauro Bastos, a mãe do soldado não pôde permanecer com o filho no quarto.
O defensor relatou também que, ao buscar informações sobre a situação do militar, teria sido informado de que o jovem fez exames de sangue que indicaram que ele é soropositivo.
Segundo o advogado, no entanto, outros dois exames deram resultado negativo. A assessoria de comunicação do Exército informou que o inquérito militar foi aberto um dia após o suposto abuso.
R7
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General fala em cooperação para instalar Exército em Sinop
O Exército não tem disponibilidade orçamentária para construir o quartel em Sinop, pelo menos a curto prazo. A explicação foi feita, no final da manhã, pelo comandante Militar Oeste (CMO) general João Francisco Ferreira. Mas ele deixou claro que será implantado batalhão que terá abrangência em toda a região Norte e Médio Norte. Sem dar prazo, alegou falta de recursos e declarou que analisa cooperação entre os ministérios para viabilizar a estrutura. "Não posso prever exatamente, quando isso vai acontecer [implantação] porque depende, evidentemente, do orçamento do Exército Brasileiro, que muitas vezes não comporta, de imediato, a instalação de uma unidade militar. Acreditamos que com a cooperação entre os vários ministérios, possamos num prazo não muito longo, chegar a essa meta, de estabelecer aqui, uma organização militar no nosso Exército", declarou o comandante. Não foi mencionada estimativa de quanto seria necessário investir.
Ferreira disse que ainda não há cronograma para implantação e salientou que o maior custo seria com a concretização das instalações. Ainda não há projeto. "Não [há projeto] porque seria de engenharia, que tem ser confeccionado por um órgão de engenharia que nós temos, e que faz isso. Mas ele só pode fazer um projeto depois de definido, qual vai ser a unidade. Temos vários tipo: unidade de infantaria, de cavalaria, batalhões, companhias". A modalidade para Sinop ainda não foi definida.
Conforme Só Notícias já informou, a prefeitura doou área de 758,683 mil metros quadrados (equivalente a 75 hectares), entre o espaço destinado para a vila militar (para residências de oficiais) e quartel. "Nós temos o fornecimento do terreno da prefeitura e a vontade firme do Exército, de colocar tropas aqui na área, mas não temos ainda, condições orçamentárias que permitam fazer isso", reiterou.
A instalação do Exército em Sinop foi definida em dezembro do ano passado com previsão de ser construída também vila militar para abrigar cerca de 800 homens.
Esta tarde, o comandante deve se reunir com representantes do Ibama, Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Polícia Federal e Força Nacional para tratar sobre a ação integrada contra o desmatamento ilegal na região Norte do Estado. Recepcionaram o comandante o prefeito Juarez Costa, vice Aumeri Bampi, secretário de Governo Mauri Rodrigues, entre outras autoridades. Também estão na cidade, os generais Bernardes, da 13ª brigada de infantaria motorizada, e Stumph, chefe de operações.
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SOLDADOS DA PAZ SÃO HOMENAGEADOS EM BRASÍLIA
Peacekeepers receberam homenagem por trabalho em favor de um mundo fraterno
O mundo está orgulhoso do trabalho desenvolvido pelos peacekeepers “em prol da proteção de nossos de nossos irmãos mais vulneráveis e da construção de um mundo fraterno, justo e equilibrado”. Esta foi a mensagem do ministro da Defesa, Nelson Jobim, em Ordem do Dia lida durante solenidade que comemorou o Dia Internacional dos Peacekeepers, nesta sexta-feira (27/05), no Setor Militar Urbano, em Brasília.Ainda no evento, o ministro interino da Defesa, general Enzo Martins Peri, depositou flores em frente a um capacete azul, que simbolizou os militares brasileiros que morreram em território estrangeiro na luta pela paz. Compareceram à cerimônia o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o chefe do Estado-Maior Conjunto da Defesa, general José Carlos de Nardi, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito e o comandante interino da Marinha, almirante Luiz Umberto de Mendonça. O general Enzo substituiu o titular da pasta, ministro Nelson Jobim, que se encontra participando da Conferência dos Ministros de Defesa da América do Sul, em Buenos Aires.
Os peacekeepers desfilaran juntamente com tropas da Marinha, Exército e Aeronáutica. Representantes diplomáticos de nações que contribuem com as ações de paz da ONU também compareceram para assistir ao desfile e participar das homenagens aos peacekeepers.
Atualmente, existem 2249 peacekeepers brasileiros em missões da ONU em todo o mundo. A última missão em que peacekeepers brasileiros foram chamados a atuar foi a Força-Tarefa Marítima, aprovada pelo Ministério da Defesa, em janeiro deste ano, composta por 10 oficiais e praças da Marinha brasileira, unidade que integra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). A maior missão de paz de que o Brasil participa é a Missão para a Estabilização do Haiti (Minustah), iniciada em 2004. Atuam no Haiti, hoje, 2166 militares brasileiros.
Jobim fez referência aos resultados do trabalho dos peacekeepers. “Tropas da ONU têm salvado inúmeras vidas e produzido resultados tangíveis. Muitos países estão hoje em situação mais estável por causa de seus esforços, incluindo Namíbia, El Salvador, Moçambique, Angola, entre outros”, disse Jobim, na mensagem.
DEFESA
REAJUSTE DOS MILITARES: DILMA REPETE LULA E VAI ESCALONAR AUMENTOS ENTRE 2012 E 2014
Reajuste para Forças Armadas será escalonado entre 2012 e 2014
MARCO AURÉLIO REIS
O governo Dilma Rousseff discute internamente reajuste para praças e oficiais das Forças Armadas. Os estudos relativos ao aumento estão sendo preparados para o anúncio vir logo depois do descontigenciamento do Orçamento, agora apertado pelo galope da inflação deste início de ano. “Dilma ouviu do Lula o conselho que o melhor é apresentar um reajuste escalonado para período entre 2012 e 2014. E ela já sinalizou que vai segui-lo”, revela um oficial .
Com a estratégia do aumento em parcelas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou da agenda política os protestos de mulheres de militares que, com panelaços e apitaços, conseguiram chamar a atenção da sociedade para os valores dos soldos dos quartéis, bem abaixo dos salários pagos, por exemplo, aos policiais federais.
“Na fronteira, militares das Forças Armadas e policiais federais atuam em parceria. Correm os mesmos riscos e cumprem funções semelhantes”, completa o oficial, destacando esse ser um dos argumentos mais aceitos contra o abismo salarial entre as duas categorias.
Esse mesmo oficial lembra que para este ano está na fila o pagamento da dívida de 28,86%, devida a praças e oficiais até major. “Depende apenas do fim do aperto orçamentário”, conta.
DIREITO RECONHECIDO
A diferença da vantagem de até 28,86% se arrasta desde o governo Itamar Franco. Ela está garantida por decisão do Supremo Tribunal Federal e pela Súmula 47 da Advocacia Geral da União. O indicativo é incorporar percentuais devidos aos soldos, mas o aperto no orçamento atrapalhou os planos.
LIÇÃO DE LULA
A ideia do reajuste escalonado surgiu em 2007 no governo Lula. Iniciado em janeiro 2008, o pagamento foi concluído no ano passado. O maior vencimento ( almirante-de-esquadra) foi a R$ 8.330.
136% MENOR
Os R$ 8.330 de soldo pagos aos almirantes-de-esquadra e seus pares no Exército e Aeronáutica são 136% inferiores aos R$ 19.699,82 que recebem merecidamente delegados e peritos no topo da carreira na Polícia Federal.
VOZ ÀS MULHERES
A diferença salarial faz Ivone Luzardo, líder do movimento das mulheres de militares, dizer que o reajuste em estudo não pode ser minguado. “Não aceitaremos novo cala-boca. Hoje os soldos de nossos maridos são inferiores, inclusive, aos dos PMs de Brasília”, protesta.
CORDA NO PESCOÇO
Ivone antecipou à Coluna que o movimento das mulheres já se organiza para voltar a pedir nas ruas um aumento adequado: “Espero só que não demore. Estamos todos com a corda no pescoço”.
O DIA ON LINE
STF NEGA HABEAS CORPUS A MILITAR PROCESSADO POR NÃO DECLARAR TEMPO DE SERVIÇO ANTERIOR
Militar processado por declarações falsas tem liminar negada
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou liminar no Habeas Corpus (HC) 108402, em que A.L.S. pretendia anular a ação penal em trâmite na Justiça Militar. Ele responde pelo crime de declaração falsa (artigo 312 do Código Penal Militar), que prevê reclusão de até cinco anos.
No caso, ao ingressar no Exército para serviço temporário, A.L.S. preencheu declaração padrão afirmando que não teria prestado serviço público anterior que pudesse influir na sua contagem de tempo de serviço no Exército.
De acordo com a acusação, ele teria feito a declaração para “permanecer nas fileiras do Exército por período superior ao permitido por lei, em prejuízo da Administração Militar.”
Em sua defesa, o acusado argumenta que a própria juíza-auditora, inicialmente, rejeitou a denúncia por entender que o acusado, ao assinar as declarações, entendeu que se tratava de declaração de serviço público civil e não de serviço militar, pois apresentou, na mesma ocasião de seu ingresso como militar temporário, declaração do Comando da Aeronáutica de que havia servido às Forças Armadas anteriormente.
Ele alega sofrer constrangimento ilegal em virtude da ausência de justa causa da ação penal. Por essa razão, pediu liminar para suspender os efeitos da decisão do Superior Tribunal Militar que, ao receber a denúncia, determinou o retorno dos autos para o processamento da ação penal. No mérito, pede a cassação dessa mesma decisão e o trancamento da ação penal.
Ao negar a liminar, o ministro Dias Toffoli destacou que esse tipo de decisão provisória em habeas corpus é uma medida excepcional e se justifica apenas se houver ilegalidade flagrante ou constrangimento ilegal.
Para ele, não é o caso deste processo, uma vez que não há indicação de que o acusado esteja na iminência de sofrer restrição à liberdade de ir e vir. “Ele está solto e não há ordem de prisão contra ele”, disse.
Além disso, o relator observou que a decisão do STM está “suficientemente motivada” e não caracteriza ilegalidade, abuso de poder ou teratologia que justifique o deferimento da liminar.
STF/CORREIO DO BRASIL
GENERAL FALA SOBRE COPA, OLIMPÍADA E NARCOTRÁFICO
General descarta atos radicais na Copa
Em passagem por Bauru, Peternelli Júnior fala sobre estratégias de segurança durante dois grandes eventos esportivos no Brasil
Mariana Cerigatto
O Brasil se prepara para receber dois grandes eventos esportivos: a Copa do Mundo em 2014 e, num intervalo de apenas dois anos, as Olimpíadas, em 2016. Por mais que o País não seja ligado a movimentos extremistas, como ficará a segurança nesta época, na qual diversas autoridades internacionais, turistas e outras personalidades passarão por aqui? Diante da visibilidade internacional, há chances do Brasil se tornar alvo de ataques que usam da violência extrema, como o terrorismo?
Para o novo comandante da 2ª Região Militar (2ª RM), general Roberto Sebastião Peternelli Júnior, não. Ele descarta eventuais ataques que usam da violência, até os mais extremos, como atos de terrorismo, mesmo nos períodos em que o País estará mais “exposto” internacionalmente.
“O que pode acontecer é um determinado grupo querer chamar atenção para uma causa que defende e aproveitar-se de um evento mundial para aparecer”, comenta.
Peternelli detalhou as estratégias de segurança durante visita na manhã de ontem a Bauru. O general, que recentemente assumiu o comado da 2ª RM, visitou a 6ª Circunscrição de Serviço Militar (6ª CSM) e esteve no Jornal da Cidade.
Peternelli é de Ribeirão Preto e está no Exército há mais de 41 anos, sendo que nos últimos anos esteve à frente do Comando de Aviação do Exército, em Taubaté (SP).
Para Peternelli, o Brasil está longe de sofrer ataques terroristas. “Certos movimentos envolvidos com o terrorismo não atingem o Brasil, pois aqui você percebe que convive em harmonia uma diversidade de raças e religiões”, ressalta.
Estratégias
A segurança desses grandes eventos é pensada de forma estratégica e em conjunto com vários órgãos de segurança, conforme destaca Peternelli. Ele afirma que o Exército Brasileiro detém equipamentos e a estrutura necessária e que está preparado para enfrentar eventuais problemas.
“Diante de grandes eventos, uma das obrigações é que se tenha uma estrutura de artilharia antiaérea adequada. Contudo, a proteção vai além do Exército, é bem abrangente”, comentou.
O comandante indica que o trabalho de segurança na Copa e Olimpíadas envolve a atuação das polícias Militar, Civil, Federal, do Trânsito e Rodoviária, além de profissionais de saúde.
“Frente a uma maior movimentação de pessoas nos aeroportos e hotéis, temos que pensar em proteger o cidadão brasileiro e também os turistas que desembarcarão aqui em peso, assim como delegações e autoridades. Contaremos com escoltas, sistemas de monitoramento e inteligência, sempre pensando em nos antecipar ante os problemas. A própria mídia, que irá cobrir os eventos, ajuda a identificar necessidades de segurança”, salientou.
‘Narcotráfico é um problema da sociedade’
Para o novo comandante da 2ª Região Militar (2ª RM), general Roberto Sebastião Peternelli Júnior, o Exército é bastante responsabilizado pela sociedade por combater o narcotráfico.
“Contudo, o narcotráfico é um problema não só do Exército, mas de toda a sociedade brasileira. O Exército é um dos componentes que podem ajudar a controlar a entrada de drogas no País, mas o combate é responsabilidade de toda a população, autoridades e demais setores envolvidos”, frisa.
Segundo o general, há um forte discurso que critica a entrada de entorpecentes no País, mas deixa de considerar a conscientização do consumo dessas substâncias.
“Por exemplo, se critica a existência do tráfico no Rio de Janeiro, como no Morro do Alemão. Mas lá só tem arma e dinheiro porque tem gente que vai comprar a droga”, observa.
Diante do combate ao narcotráfico, Peternelli ressalta a participação do Exército, como no morro do Alemão, e comenta sobre o processo de modernização das Forças Armadas através do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que visa aperfeiçoar a proteção das fronteiras do País, como na Amazônia. A expectativa é que o sistema deva ser implantado em três etapas até estar concluído, em 2019.
“Entretanto, o projeto do Sisfron, por si só, não vai solucionar o problema. Ele é um projeto que permite uma presença mais efetiva do Exército em certos locais, possibilita transportar mais rapidamente tropas até essas fronteiras, mas existem formas muito variadas de entrar e sair com droga no País”, enfatiza.
“Não podemos somente pensar na fiscalização das fronteiras, mas em quem consome o entorpecente. Se tivermos a conscientização do consumidor, o problema das drogas pode ser minimizado nas fronteiras”, avalia.
JC NET
EXÉRCITO DE ISRAEL TEM SUA PRIMEIRA GENERAL MULHER
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) elevaram pela primeira vez na História uma mulher ao posto de general. Orna Barbivai, de 49 anos, foi indicada pelo chefe do Estado-Maior, Benny Gantz, para assumir o Departamento de Recursos Humanos do Exército. Seu nome já foi aprovado pelo ministro da Defesa, Ehud Barak.
Natural da pequena cidade israelense de Gedera, Orna é casada e tem três filhos. Ela começou sua carreira militar em 1981, tendo exercido diversos cargos na área de recursos humanos.
- Estou muito emocionada. Estamos nos prepando para um grande desafio - afirmou a general.
O GLOBO
SOLDADO DO EXÉRCITO É PRESO COM 87 KG DE MACONHA!
Soldado do exército é preso em MS levando 87 kg de maconha para SP
Flagrante aconteceu durante barreira da Polícia Federal em rodovia.Droga estava nas rodas de caminhonete conduzida pelo militar.
Ricardo Campos Jr.
Um soldado do Exército de 23 anos foi preso durante a tarde desta sexta-feira (27) transportando aproximadamente 87 quilos de maconha dentro das rodas de uma caminhonete. O flagrante aconteceu durante barreiras de rotina da Polícia Federal (PF) na rodovia que liga Amambai a Campo Grande, trecho localizado na fronteira com o Paraguai, distante aproximadamente 342 quilômetros da capital.
Segundo informações da Polícia, o jovem ficou nervoso durante a abordagem e provocou a desconfiança dos agentes. A droga, que estava acondicionada em tabletes dentro dos quatro pneus, havia de desprendido e o movimento do veículo fez com que ela fosse triturada.
O rapaz, de acordo com a PF, confessou que levaria o entorpecente até Sorocaba, em São Paulo, onde entregaria para um desconhecido.
Segundo a Polícia, o militar servia no 17º Regimento de Cavalaria Mecanizado de Amambai (17º RCMec) e também no destacamento em Coronel Sapucaia, município a 380 quilômetros de Campo Grande. Ele foi levado para o 11º Regimento de Cavalaria Mecanizado em Ponta Porã, onde ficará à disposição da justiça.
ARQUIVOS DO PERÍODO MILITAR SÃO CONSIDERADOS PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE
Arquivos são considerados patrimônio da Humanidade
Arquivos da ditadura militar brasileira agora fazem parte da “memória do mundo”. Essa é a segunda vez que um projeto brasileiro é aprovado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), tornando-se patrimônio da humanidade.
O projeto apresentado pelo Brasil “Rede de informações e Contrainformação do Regime Militar no Brasil (1964-1985)” foi aprovado pelo Comitê Consultivo Internacional do Programa Memória do Mundo (MoW – Memory of the World), numa reunião ocorrida em Manchester (Reino Unido), no período de 22 a 25 de maio.
Criado pela Unesco em 1992, o programa tem como objetivo preservar e difundir amplamente documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor mundial, buscando impedir, assim, que o patrimônio da humanidade seja esquecido.
A vitória da candidatura do Brasil garante visibilidade mundial a esses importantes acervos, contribuindo para a sua preservação na medida em que chama a atenção do poder público e da sociedade brasileira para a necessidade de proteger e tornar disponíveis para consulta os arquivos do período do regime militar.
PORTAL BRASIL/CORREIO DO ESTADO
OFICIAIS DO EXÉRCITO ACUSADOS DE PECULATO SÃO ABSOLVIDOS PELO STM
Tribunal confirma absolvição por inexistência de fato criminoso
O Superior Tribunal Militar confirmou a absolvição de três militares denunciados por peculato. Registros contábeis equivocados no recebimento e na destinação de gêneros alimentícios, no Depósito de Subsistência de Santa Maria (DSSM), no Rio Grande do Sul, levaram um oficial coronel, um capitão e um major do Exército a responderem pelo crime de peculato doloso, de acordo com o artigo 303 do Código Penal Militar (CPM).
Em 2002, toneladas de alimentos foram dadas como desaparecidas, levantando a suspeita de desvio de produtos, ou de comercialização criminosa paralela, embora não se tenha comprovado processualmente qualquer das hipóteses. Em 2010, o Conselho Especial de Justiça absolveu, por unanimidade, os denunciados, por não haver provas da existência de fato criminoso.
Por unanimidade, os ministros do STM acataram tese da Procuradoria Geral da Justiça Militar, confirmada pelo relator, ministro Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, de que na realidade houve um equívoco no controle de materiais, na conferência e na distribuição de gêneros alimentícios, pelo “excesso” de zelo no cumprimento da obrigação de distribuir prontamente os alimentos, que muitas vezes não eram contabilizados. Com base no parecer da PGJM, não houve comprovação de que os denunciados efetivamente se apropriaram ou revenderam as mercadorias.
O comando superior, notificado das irregularidades, procedeu às apurações encaminhando o caso ao Ministério Público, em meados de 2007. A primeira instância da Justiça Militar afastara a punibilidade dos envolvidos pela prescrição do delito, e em tomada de contas especial promovida pelo Tribunal de Contas da União ficou atestada apenas a inabilidade contábil-administrativa da unidade militar, ensejando pagamento de multa.
Sanados os erros na aplicação de normatização operacional dentro do sistema gerencial SIAPE (que controla as ações de compra, verificação e distribuição do governo federal), todas as ações de registro e controle foram validadas, não caracterizando desvio de recurso público.
Na apelação apresentada ao Superior Tribunal Militar, o Ministério Público pedia a desclassificação do crime de peculato doloso, e se cabível, apenas a aplicação do artigo 324 do Código Penal Militar, que prevê pena pelo descumprimento de regras que causem prejuízo à administração militar, no caso apontada pela desorganização contábil.
27 de maio de 2011
POLÊMICA NO RS: SOLDADOS CRIAM VERSÃO FUNK DO HINO NACIONAL
Vídeo polêmico: soldados criam versão funk do Hino Nacional
Imagens de quartel de Dom Pedrito pararam na internet e renderam inquérito militar a grupo
Marina Lopes | marina.lopes@zerohora.com.br

Um minuto e 25 segundos de vídeo foram capazes de colocar o único quartel de Dom Pedrito, na região da Campanha do Rio Grande do Sul, no alvo dos principais comentários da cidade de 40 mil habitantes. As imagens mostram seis soldados — a maioria de 18 anos — da 3ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada cantando e dançando o Hino Nacional no ritmo do funk. As imagens teriam sido gravadas dentro da unidade.
A gravação, que teria sido feita no início da semana, ficou postada na internet por 15 horas. Um inquérito policial militar foi aberto para investigar o caso. Na cidade, também teriam circulado boatos de que o grupo estaria preso no quartel. A informação da prisão foi negada.
O comandante da unidade, major Vasques Robinson Diorgenes Vasques, garante que a única providência tomada pelo Exército foi abrir o inquérito policial militar para apurar quem foi o autor do vídeo e as circunstâncias em que ele foi feito.
Imagens de quartel de Dom Pedrito pararam na internet e renderam inquérito militar a grupo
Marina Lopes | marina.lopes@zerohora.com.br

Um minuto e 25 segundos de vídeo foram capazes de colocar o único quartel de Dom Pedrito, na região da Campanha do Rio Grande do Sul, no alvo dos principais comentários da cidade de 40 mil habitantes. As imagens mostram seis soldados — a maioria de 18 anos — da 3ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada cantando e dançando o Hino Nacional no ritmo do funk. As imagens teriam sido gravadas dentro da unidade.
A gravação, que teria sido feita no início da semana, ficou postada na internet por 15 horas. Um inquérito policial militar foi aberto para investigar o caso. Na cidade, também teriam circulado boatos de que o grupo estaria preso no quartel. A informação da prisão foi negada.
O comandante da unidade, major Vasques Robinson Diorgenes Vasques, garante que a única providência tomada pelo Exército foi abrir o inquérito policial militar para apurar quem foi o autor do vídeo e as circunstâncias em que ele foi feito.
O que diz a lei:
Constituição Federal
É vedada a execução de quaisquer arranjos vocais do Hino Nacional, a não ser o de Alberto Nepomuceno.
Não será permitida a execução de arranjos artísticos instrumentais do Hino Nacional que não sejam autorizados pelo presidente da República, ouvido o Ministério da Educação e Cultura.
É obrigatória a tonalidade de si bemol para a execução instrumental simples do Hino Nacional. O canto dever ser sempre uníssono (a mesma altura).
Código Penal Militar
Praticar o militar, diante da tropa ou em lugar sujeito à administração militar, ato que se traduza em ultraje a símbolo nacional.
Pena: detenção de um a dois anos.
Constituição Federal
É vedada a execução de quaisquer arranjos vocais do Hino Nacional, a não ser o de Alberto Nepomuceno.
Não será permitida a execução de arranjos artísticos instrumentais do Hino Nacional que não sejam autorizados pelo presidente da República, ouvido o Ministério da Educação e Cultura.
É obrigatória a tonalidade de si bemol para a execução instrumental simples do Hino Nacional. O canto dever ser sempre uníssono (a mesma altura).
Código Penal Militar
Praticar o militar, diante da tropa ou em lugar sujeito à administração militar, ato que se traduza em ultraje a símbolo nacional.
Pena: detenção de um a dois anos.
ZERO HORA
EXÉRCITO INVESTIGA DENÚNCIA DE VIOLÊNCIA SEXUAL ENTRE SOLDADOS NO RS
Leia também:
SOLDADO TERIA SIDO ABUSADO POR QUATRO MILITARES DENTRO DE QUARTEL NO RS
SARGENTO DO EXÉRCITO DESAPARECE EM RIO DA AMAZÔNIA
Buscas pelo sargento do exército desaparecido continuam no Juruá
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| Mais de 40 homens do Exército e do Corpo de Bombeiros estão envolvidos nas buscas, além de uma aeronave e 11 embarcações. |
O Sargento de infantaria Elias Teixeira Cunha, 30 anos, despareceu durante a travessia do Rio Amônia, após a embarcação em que se encontrava, ter afundado no dia (24), terça feira. O militar retornava da cidade de Marechal Thaumaturgo para o destacamento Especial de Fronteira, daquela localidade, onde está servindo.
No momento, o exército realiza buscas na região, com a finalidade de encontrar o militar. O comando militar da região do 61º BIS informou que uma mega operação de resgate está sendo conduzida com o apoio de cerca de quatro mergulhadores do corpo de bombeiros, 40 militares, 11 embarcações e uma aeronave.
Segundo o exercito, o militar Sgt Elias Teixeira, no momento do acidente encontrava-se dispensado, ou seja, fora do horário de expediente e que a embarcação envolvida era de propriedade civil.
O RIO BRANCO
Nota do editor: o 2º Sargento Cunha é da turma de Infantaria da ESA(2001).
HAITI: SARGENTO DO EXÉRCITO FALA COM ORGULHO DA MISSÃO DE PAZ
Sargento tem orgulho da missão de paz
Em meio a aridez dos conflitos, um simples acessório é capaz de sinalizar a proximidade da paz. Fácil justificar o orgulho que leva no peito quem veste a boina azul e, imediatamente, assume sua missão. É o caso do sargento Ozeias Gomes Correia da 6.ª Circunscrição do Serviço Militar de Bauru (6 ª CSM). Para onde quer que vá e independentemente da data, carrega consigo todas as experiências que viveu ao cumprir missão de paz pela ONU, no Haiti.
Neste domingo comemora-se o Dia Internacional dos Mantenedores da Paz. Assim como os colegas, para tornar-se um Boina Azul, Correia passou por treinamento específico oferecido aos voluntários, com orientações sobre como atuar em local de guerra. Eles ajudam a aplicar os acordos de paz, fiscalizam o cessar fogo, patrulham zonas desmilitarizadas, criam zonas de separação entre forças em conflito e procuram suspender as lutas, enquanto os negociadores buscam uma solução pacífica para as controvérsias. Os soldados das forças de paz vestem seus próprios uniformes, identificando-se como integrantes das missões apenas pelas boinas azuis, um tipo de distintivo da ONU.
Com 46 anos e natural de Recife, Correia iniciou sua carreira no Exército Brasileiro em 3 de fevereiro de 1984. Em meados de março de 1986, quando atuava na 2.ª Região Militar (RM), na Capital paulista, foi promovido a cabo do Exército. Na seqüência veio a promoção para sargento. Integrou-se, então, voluntariamente aos “Boinas Azuis” que fazem parte das Missões de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Chegou a Bauru em Julho de 2009 com uma bagagem diferenciada justamente pela experiência de participar de uma missão de paz.
Presenciou situações de tristeza e miséria, inesquecíveis. “Em vários momentos, as situações eram muito tristes. Os relatos daquelas crianças me faziam chorar. Sofriam com a falta de alimentos e a violência que devastava o local. Não tinham o que comer nem onde dormir. A gente ali lutava para que eles conseguissem de volta a paz merecida”, diz o sargento.
O contexto
O Conselho de Segurança da ONU autorizou o envio de força militar na missão de paz para garantir a estabilidade no país após a queda do ex-presidente Jean Bertrand Aristide. Durante esta primeira etapa da atuação dos brasileiros, a missão da ONU buscou consolidar um efetivo que substituísse a Força Multilateral Interina (MIF), formada por Estados Unidos, Canadá, França e Chile.
Sob o comando inicial do general brasileiro Augusto Heleno, a missão no Haiti enfrentou um quadro incompleto de militares previstos pela ONU.
Isso dificultava a atuação nas áreas mais críticas do país, onde gangues, rebeldes e grupos armados mantinham conflitos permanentes com civis e com a Polícia Nacional haitiana.
Na época, a morte dos dois soldados da Minustah fizeram as primeiras baixas desde que as tropas foram enviadas. Os conflitos entre os grupos armados e a Polícia Nacional eram constantes.
O governo brasileiro fez atuações junto ao Conselho de Segurança da ONU para aumentar o efetivo militar no Haiti. Também fez pedidos de ajuda internacional para projetos de infra-estrutura, cooperação internacional e visitas do próprio ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para avaliar a situação política pré-eleitoral no país.
Primeiros resultados
Segundo informações pesquisadas pela reportagem do JC, nessa época entre 2004 e 2008. o Exército Brasileiro passou a ser uma das principais fontes de confiança dos haitianos, em conseqüência do trabalho pacificador realizado em Cite Solei, uma das regiões mais pobres e violentas do país.
O restabelecimento da paz no bairro de 300 mil habitantes na capital haitiana, Porto Príncipe, foi consolidado exatamente quatro anos após a queda do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, deposto em 29 de fevereiro de 2004 em uma onda de violência que varreu o país.
Reduto de grupos armados que lutavam pela volta de Aristide, Cite Solei foi alvo de uma série de operações comandadas pelo Brasil no início de 2007, prendendo ou matando mais de 500 criminosos. Em janeiro de 2008, a organização de ajuda humanitária Médica Sem Fronteiras deixou Cite Solei, anunciando que ali não era mais “região de conflito” e que havia seis meses que não atendia feridos por tiros em seu hospital.
Entre os de 1.300 soldados brasileiros que participava do efetivo enviado ao Haiti, estava o sargento Correia, ajudando na missão de paz.
“Tínhamos o dever de saber se as ações estavam surtindo efeito, aconteceram momentos em que mesmo com os uniformes, éramos alvejados por haitianos que não aceitavam a missão de paz. O povo não tinha nada, mas existiam armas e fuzis por toda a parte. É claro que aí vinham a miséria, a fome e o sofrimento daquele povo, e nós estávamos ali voluntariamente para garantir que a paz voltasse a existir, pelo menos com relação aos ataques”, conclui Correia.
JCNET
EXÉRCITO FAZ PESQUISA NA RODOVIA ANCHIETA, EM SÃO PAULO
Exército faz pesquisa nacional de tráfego na Anchieta
Mil veículos são abordados por dia junto ao Cotia-Pará
Melchior de Castro Jr
Termina à meia-noite desta sexta-feira (27), a Semana Nacional de Pesquisa de Tráfego, realizada na altura do km 57 da Rodovia Anchieta, ao lado do Parque Ecológico Cotia-Pará, em Cubatão. Desde o último sábado (21), 60 militares da Bateria Comando da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, de Guarujá, e do 2º Grupo de Artilharia Antiaérea, de Praia Grande, estão levantando informações junto aos motoristas que passam pela estrada que liga a Região Metropolitana da Baixada Santista à Capital. Os dados servirão de base para o Plano Nacional de Logística e Transporte.
| Rodrigo Fernandes |
Apesar do elevado movimento – cerca de mil motoristas são abordados pelos militares diariamente no posto de Cubatão – não foram registrados incidentes até o final da manhã de quinta-feira (26). Ao serem parados, os motoristas geralmente imaginam que se trata de fiscalização de tráfego e são surpreendidos com a pesquisa que levanta a origem/destino do veículo e, no caso de caminhões, qual o tipo de carga. A última pesquisa desse tipo foi realizada em 2005.
CUBATÃO - SITE OFICIAL
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