2 de maio de 2012
A problemática do aumento para os Militares Federais
Objetivando esclarecer a Família Militar sobre a evolução de uma de suas importantes aspirações, o aumento de sua remuneração, a CONFAMIL houve por bem recolher informações sobre a problemática que envolve essa questão, e transmitir a comunidade o que é essencial de ser observado.
Assim sendo, cabe-nos fazer um breve retrospecto sobre as preliminares que tiveram lugar ao início da discussão sobre esse tema, para que possamos ter a visão abrangente da ação de todos os atores nele envolvidos, e permitir-nos projetar desfechos prováveis sobre a perspectiva de obtermos o tão esperado reajuste salarial.
Em agosto de 2011, portanto, há oito meses, os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica entregaram, ao Ministro da Defesa, um estudo minucioso sobre a situação remuneratória dos militares das Forças Armadas. Esse estudo descrevia, com base em dados oficiais, portanto irrefutáveis, a gritante disfunção salarial entre os militares e as demais categorias de servidores que percebem pela União. Indicava, também, uma proposta para, pelo menos, superar a desigualdade entre a remuneração média per capita dos militares e a dos integrantes da Administração Direta, servidores civis mais mal remunerados em nível federal .
A referida proposta, depois de algum tempo, foi encaminhada aos setores técnicos do Ministério da Defesa, que começaram uma série de estudos e análises sobre a proposição, inclusive com a participação de integrantes do Ministério do Planejamento. Nesse ínterim, iniciou-se, paralelamente, a elaboração de documento preliminar sobre uma Política de Remuneração para o pessoal das Forças Armadas, numa evidente manobra protelatória, que, invariavelmente, se sucede às reivindicações sobre reajustes salariais dos militares federais.
De agosto de 2011 até a presente data, a situação dos militares tem se agravado, com a perda progressiva do poder de compra, que, nos níveis dos graduados, atinge o percentual de 30% . Esse aperto salarial, que se instalou a partir de 2003, tem levado os militares a se socorrerem de empréstimos continuados com o objetivo de satisfazerem as suas inevitáveis necessidades básicas.
Essa situação influi, decisivamente, na motivação, na autoestima, e no exercício das atividades rotineiras da profissão do militar, o que pode conduzir, em curto prazo, a situações conflituosas e indesejáveis.
Enquanto isso o Ministro da Defesa proclama, em revistas e jornais, que a situação salarial dos militares deve ser ( ou será ?) corrigida, mas não sabe ( ou não pode ) dizer “o quanto ou o quando”, como que transferindo para um futuro incerto ( 2013,2014 ou 2015 ? ) o reajuste, também incerto, que poderá ser de 5% , 6% ou 7% .
Enquanto isso, a incerteza se alimenta e cresce com as “informações” produzidas por setores do próprio governo, responsáveis pelo assunto, que afirmam:
- não haverá reajustes para os militares em 2012;
- é possível algum tipo de reajuste no segundo semestre de 2013,
- após terem sido resolvidas as pendências com o judiciário e o o legislativo ;
- houver, o reajuste de 2013 será modesto –algo como 5% a 6%
- e deverá estender-se até 2015 .
Sejam quais forem as ilações que se façam tentando entender-se aonde se encontra a verdade num tempo em que as mentiras ganham contornos de credibilidade, o fato é que, em termos de ações responsáveis partindo daqueles que têm por missão assistirem diretamente aos interesses das Forças Armadas e de tudo a elas relacionados, como o Ministro da Defesa e os Comandantes Militares das Forças, fica impossível de prever-se até onde a omissão e o conluio se mesclam para impor o silêncio que hoje estamos assistindo. No mínimo, é bem provável que, mais uma vez, estejamos sendo tripudiados como militares e como Forças Armadas pelo poder central que, com suas indisfarçáveis atitudes, insiste em mostrar aos seus seguidores, e por extensão, a população, que as Forças Armadas nada representam de substantivo ao País. Para esse poder, o que pode ser admitido como missão é a invasão de favelas e o auxílio a remoção de detritos, isso até agora.
Não sabemos o que nos aguarda no horizonte das expectativas. Apenas entendemos que, mais do que nunca, mesmo sem o auxílio de uma mídia comprometida com seus próprios interesses no quais não se insere os do País, precisamos nos manter unidos e mobilizados em nossas aspirações. A conquista da nossa dignidade nos impõe muita coragem e determinação para a superação de tanta insensatez e irresponsabilidade com que são tratadas as únicas instituições permanentes presentes em nossa Constituição.
CONFAMIL/montedo.com
Mato Grosso vai comemorar aniversário de Rondon
Aniversário de Rondon será marcado por comemorações no distrito de Mimoso
As atividades acontecerão na Escola Estadual Santa Claudina a partir das 8 horas do dia 5
As atividades acontecerão na Escola Estadual Santa Claudina a partir das 8 horas do dia 5
No dia 5 de maio, o Governo do Estado de Mato Grosso realiza´, através da Secretaria de Estado de Cultura e parceiros, uma série de atividades em comemoração ao aniversário de nascimento do Marechal Cândido Rondon no Distrito de Mimoso.
As atividades acontecerão na Escola Estadual Santa Claudina a partir das 8 horas, com término às 17 horas. Durante o dia será realizada uma ação cívica que oferecerá variados serviços públicos à população, como o atendimento clínico e odontológico, medição da pressão arterial, distribuição gratuita de medicamentos e preservativos, exposição de peças históricas e filmes da 13ª Brigada.
O evento trará ainda uma exposição de mobiliários, fotografias e acervos bibliográficos da família de Marechal Rondon, que ficará exposta dentro da escola Santa Claudina. Após o encerramento dos trabalhos, haverá a apresentação da Orquestra da 13ª Brigada e pronunciamentos das autoridades presentes, entre elas o secretário de cultura do Estado, João Cuiabano Malheiros.
Malheiros destaca que essa ação é de suma importância e integra um extenso calendário de eventos da SEC-MT para o mês de Maio, quando se comemora o Aniversário de Mato Grosso. “São muitas ações para este mês, entre elas exposições, eventos no interior do Estado como o Retreta na Praça e as comemorações a Rondon, que acontecem em Mimoso, com no dia 5 de maio e em Cuiabá, no dia 4 de maio, com uma palestra no Palácio da Instrução”.
O evento é uma realização do Governo do Estado de Mato Grosso, através das secretarias de Cultura (SEC), Saúde (SES), de Trabalho e Assistência Social (Setas) e de Segurança Pública (Setas), da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger e Escola Estadual Santa Claudina.
Mídia News/montedo.com
Fuzileiros americanos abrem escola para treinar mulheres
Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA abre escola para treinar mulheres
Medida busca analisar como mulheres desempenham tarefas antes destinadas a homem e reflete regras do Pentágono para linha de frente feminina
James Dao
Medida busca analisar como mulheres desempenham tarefas antes destinadas a homem e reflete regras do Pentágono para linha de frente feminina
James Dao
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| Foto: NYT - Fuzileiras navais revisam material antes de treinamento na Carolina do Sul |
O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos decidiu tomar as medidas necessárias para a integração de mulheres em unidades de combate, começando por abrir uma escola para oficiais de infantaria em Quantico, Virgínia, e colocando na reserva batalhões fechados para as mulheres.
Essas medidas, anunciadas pelo general James F. Amos, comandante dos Fuzileiros Navais, em uma mensagem a todos os fuzileiros navais destinam-se a estudar como as mulheres desempenham tarefas antes destinadas apenas a homens, além de refletir novas regras do Pentágono que permitem que mulheres sirvam mais perto da linha de frente.
A nova política do Pentágono continua a proibir que mulheres sirvam como soldados de infantaria, de operações especiais e outras posições de combate direto. Mas ela criou a possibilidade de milhares de novos empregos para as mulheres, que representam cerca de 15% da força.
O Exército, que como o Corpo de Fuzileiros Navais excluiu muitas mulheres de posições de grande exigência física e proximidade da batalha, também estuda formas de integrar as mulheres em unidades de combate.
Nos próximos meses, segundo Amos, os Fuzileiros Navais planejam integrar cerca de 40 mulheres a 19 batalhões de seis tipos: artilharia, tanques, assalto anfíbio, engenharia de combate, ações de combate e defesa aérea de baixa altitude. Os batalhões de infantaria, no entanto, permanecerão fechados para as mulheres.
Amos disse que o grupo inicial será formado por mulheres mais experientes no Corpo de Fuzileiros Navais: sargentos de artilharia, sargentos e oficiais de equipe, tenentes ou capitãs condecoradas. Médicas, paramédicas e enfermeiras de campo também poderiam ser indicadas para esses batalhões.
As mulheres servirão em especialidades nas quais já possuem formação - fornecimento de logística, comunicações, ou transporte a motor, mas não na coleta de informações de inteligência - e receberão tarefas assim que elas surgirem. Os trabalhos serão no nível de batalhão, um passo mais perto da linha de frente do que o permitido anteriormente, embora ainda não na linha de frente.
"Eu tentei abordar isso exatamente do jeito que o secretário quer que eu o faça: de maneira responsável e honesta", disse Amos na entrevista, referindo-se ao secretário de Defesa Leon E. Panetta. "Isso tem de ser medido, no comando."
Baixas
Embora as mulheres estejam proibidas tecnicamente de assumir papéis de combate, elas lutaram e morreram ao lado dos homens no Iraque e no Afeganistão, onde as forças americanas sofreram ataques de praticamente qualquer lugar. Mais de 140 mulheres morreram em ambos os conflitos.
O Corpo de Fuzileiros Navais é o setor das Forças Armadas mais dominado por homens, sendo que as cerca de 13,8 mil mulheres compõem apenas 7% da força total de 197.800 soldados. Alguns críticos dizem que a cultura de infantaria - percebida no lema "Cada fuzileiro é um atirador" - torna os Fuzileiros Navais mais resistentes às mulheres.
Greg Jacob, ex-oficial de infantaria dos Fuzileiros Navais que é diretor de políticas para o grupo de defesa Rede de Ação das Mulheres, disse estar preocupado que o corpo possa tentar usar os dados dos testes físicos para provar que as mulheres não são fortes o suficiente para a linha de frente.
Mas ele também elogiou algumas das novas medidas, dizendo que colocar mais mulheres na linha de frente ajudaria a avançar suas carreiras.
"Isso coloca as mulheres em uma posição que elas provavelmente entrarão em combate, o que no futuro será usado para determinar promoções", avaliou.
The New York Times/montedo.com
Soldado do Exército rouba R$ 50 mil do cofre de cartório no Pará
Soldado do 8º BEC assalta Cartório
Alciane Ayres
Alciane Ayres
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| Advogado Renato Alho pede providências para que soldado Ronie pague pelo crime que cometeu |
O soldado do 8º Batalhão de Engenharia de Construção (BEC), Ronie Soares de Souza, 19 anos, se apresentou por volta de 09h, desta quarta-feira (25), na 16ª Seccional da Polícia Civil. Ele é acusado de descobrir a senha do cofre do Cartório do 3º Ofício (Gigi Alho), localizado na Travessa 15 de Agosto, no centro de Santarém e roubar a quantia de R$ 50 mil.
De acordo com o delegado Jardel Guimarães, que preside o inquérito, após uma investigação minuciosa foi possível chegar ao nome do soldado, como o autor do roubo no Tabelionato. O militar, segundo Jardel Guimarães, descobriu a senha do cofre do Cartório, após fazer trabalhos de manutenção nos computadores do escritório.
Depois de se apossar do dinheiro, Ronie mobiliou sua residência, ao comprar geladeiras, televisores, computadores, além de um carro de marca FIAT, modelo Pálio, no valor de R$ 17 mil e uma motocicleta de marca Kasinski, placas OFJ – 0772, pagando a quantia de R$ 3,5 mil.
Jardel Guimarães destaca que o militar cometeu abuso de confiança por prestar serviços ao Cartório, onde fazia a manutenção dos computadores e em razão disso descobriu a senha do cofre e subtraiu a quantia em dinheiro, assim como jóias e posteriormente gastando parte do montante mobiliando sua casa, comprando veículos e eletrônicos.
“A Polícia recuperou os objetos e ouvimos o militar em depoimento. Ainda ontem comunicamos ao comando do Exército, para onde o militar deve ser encaminhado para responder pelo crime perante a Justiça Militar”, garante o Delegado.
O advogado do Cartório do 3º Oficio, Renato Alho, afirma que a empresa vai tomar todas as providências possíveis para que o soldado Ronie seja enquadrado pelo crime que cometeu.
O IMPACTO/montedo.com
1 de maio de 2012
Aviso aos navegantes: este blog não é politicamente correto.
Amigos, embora eu sinta uma satisfação muito grande por este convívio virtual diário, que se amplia a cada dia, algumas coisas realmente me incomodam bastante nesta lide de blogueiro. A principal delas é, sem dúvida, a patrulha, gente que vem para cá tentando impor (não sugerir) regras para este espaço, que deve muito de seu sucesso à postura independente que procurei adotar nesses quase três anos.
A questão do momento é a seguinte: duas postagens recentes - Permissão "especial" e a Pantera cor de rosa no Exército - suscitaram alguns comentários do tipo "Ah! Acha engraçado por que é um sargento! Queria ver se fosse oficial..." e outras bobagens desse tipo.
Amigos, a página Causos da Caserna, aí em cima, está recheada de estórias que envolvem coronéis, aspirantes, generais, cabos (Ah, os admiráveis cabos velhos! Eles são a alma do Exército.), sargentos, soldados, esposas de militares e por aí vai. O critério é um só: o humor sadio. Nada mais.
Então, um aviso aos navegantes: este blog não é politicamente correto, não tem simpatia alguma pela "luta de classes" dentro das Forças Armadas - ou fora delas - e continuará publicando o que der na telha do seu editor (Escrevi na terceira pessoa por que é mais 'chique, bem'. Fica parecendo o Pelé - hehehehe).
Aos que estiverem atrás de algo mais 'comportadinho' (para não dizer amestradinho): não façam cerimônia: vão catar coquinhos na web que certamente encontrarão. Mas aqui nem venham, porque não passarão!
"Potência" mundial: três a cada 10 brasileiros vivem de esmola ou benefício federal
Três a cada 10 brasileiros vivem de esmola ou benefício federal
No Nordeste, 37,5% das pessoas dependem de esmola ou do governo
Odilon Rios
| Segundo o IBGE, a cada dois alagoanos, um sobrevive de programas como o Bolsa Família ou arrisca-se a viver de esmolas |
O mais novo retrato dos empregados brasileiros, divulgado na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - às vésperas do Dia do Trabalho -, mostra uma realidade assustadora: 32,7% das pessoas sobrevivem de benefícios federais ou simplesmente de esmolas. No Nordeste, a situação piora. São 37,5% dos habitantes dependendo de caridade ou de programas como o Bolsa Família.
Em Alagoas, o terceiro Estado mais pobre do Brasil, atrás de Maranhão e Piauí, são muitos os que tentam a sorte no lixo, catando latas ou garrafas de plástico. Segundo o IBGE, a cada dois alagoanos, um sobrevive dos programas do governo ou à espera de ajuda dos outros.
Com 63 anos, Eliseu dos Santos caminha até 15 quilômetros por dia atrás de sacos de lixo pelas ruas de Maceió. A rotina é a mesma há 30 anos. Juntando latinhas de alumínio, ele tenta ganhar R$ 5 por dia. Diz que não aguenta mais a vida de pedinte. "Isso é uma vida desgraçada, ninguém merece isso. Quando junto muito é R$ 2. Faço isso porque não quero roubar nem matar ninguém. Posso dizer que isso é o suor do meu rosto", afirma.
"A gente vive como pode. Cata latinha, compra uma cachaça, dorme e acorda"
Perto dali, no bairro de Ponta Verde, o metro quadrado mais caro de Alagoas, a 200 m da cobertura do senador Fernando Collor (PTB), Ana Lins dos Santos, 28 anos, descansa antes de retomar a rotina: catar latinhas de refrigerante. Ela deixou a cidade de Paripueira, a 20 km de Maceió, e foi morar com o marido nas ruas da capital. Debaixo de um coqueiro, estende um colchão e coloca roupas para secar no sol de 30°C. Mora ao lado de um posto policial e sobrevive de esmolas ou dos pratos de sopa distribuídos nas madrugadas por grupos religiosos. "A gente vive como pode. Cata latinha, compra uma cachaça, dorme e acorda", declara.
"Eles sobrevivem como animais"
Para a cientista política Ana Cláudia Laurindo, as estatísticas não mostram o que existe de real: a destruição simbólica e psicológica do ser humano. "Décadas atrás, a pobreza tinha uma característica diferente de hoje. A história parece ter regredido, o indivíduo nas ruas vive em bandos por coação, quando esse estágio já deveria ter sido abolido desde as eras mais primitivas da humanidade. São gerações que não conhecem vizinhos, a conversa na porta. Só a desposse para além do material, além do simbólico, do cultural, do religioso", avalia.
"Seria um problema resolvido se houvesse uma pequena desconcentração de renda na elite, e falo deste caso em Alagoas. Não é uma revolução. Mas a inclusão para se eliminar esse fenômeno da nova barbárie, pessoas que apenas comem para manter o corpo de carne vivo, não tão diferente dos animais que perambulam nas ruas", analisa a cientista social.
No outro extremo deste quadro social, 0,74% dos brasileiros recebem mais de 20 salários mínimos por mês. No Nordeste, essa proporção cai para 0,38%. Em Alagoas, é ainda menor: apenas 0,3% da população pertence à classe dos ricos.
Queda de helicóptero militar mata 13 pessoas na Colômbia
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Policial observa destroços de helicóptero da
Força Aérea Colombiana que caiu próximo
a Sabanagrande (Reuters)
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Um helicóptero da Força Aérea Colombiana (FAC) caiu nesta segunda-feira (30) no norte do país, matando sete militares e seis policiais, informaram as autoridades, sem precisar a causa do acidente.
Segundo o comunicado da FAC, o acidente "matou todos os ocupantes do helicóptero, que transportava membros da Força Aérea Colombiana e da Polícia Nacional".
O aparelho, um Bell 212 do Comando Aéreo de Combate Nº 3, transportava cinco oficiais e dois suboficiais da Força Aérea, assim como um suboficial e cinco praças da polícia.
O helicóptero seguia da cidade de Barranquilla, capital do departamento de Atlântico, para a localidade de Caucasia, "em missão de transporte, planejamento e desenvolvimento para uma operação da Força Tarefa 'Nudo Paramillo'".
"A Força Aérea enviou uma missão de investigação ao local para apurar os fatos e determinar as causas do acidente".
UOL Notícias/montedo.com
Homem é preso com metralhadora das Forças Armadas no Piauí
Homem é preso com metralhadora exclusiva das Forças Armadas
A arma, que continha 21 munições intactas, foi recuperada.
Teresina - Policiais do Ronda do Quarteirão prenderam um homem de 35 anos com uma metralhadora calibre 45, arma de uso exclusivo das Forças Armadas.
A arma, que continha 21 munições intactas, foi recuperada na noite deste sábado (28), na Rua São Judas Tadeu, no bairro Paupina.
Após denúncias, os policiais se deslocaram até a rua e foram informados que uma arma estava escondida atrás de um carro estacionado. Logo após encontrarem a metralhadora jogada no chão, o suspeito de usar a arma também foi detido.
Em depoimento, o suspeito disse à polícia que estava com a arma para se defender dos rivais. O caso está sendo investigado pelo 30º DP, no bairro São Cristóvão.
meionorte.com/montedo.com
Comento:
Esse bandido é um tremendo pé-de~chinelo. Num tempo em que meliantes possuem armamentos mais sofisticados e potentes que os das Forças Armadas, o sujeito é preso com uma INA .45 ACP, aposentada pelo Exército há uns 35 anos, pelo menos. É peça para museu.
Cofres abertos para a Delta, mas fechados para salários mais dignos
Editorial (30/4)
Num país onde o salário inicial de peças fundamentais para a segurança, como soldados, cabos, tenentes e bombeiros, está na faixa de R$ 1 mil a R$ 2.500; onde um professor de escola pública ganha cerca de R$ 1.700, e um de universidade, R$ 4 mil; onde médicos de hospitais públicos recebem em torno de R$ 1.600, escândalos como o da empresa Delta não apenas chocam, mas principalmente causam indignação.
Cifras milionárias saem dos cofres públicos com incrível facilidade, sem burocracia nem fiscalização.
Já para que o aumento salarial destas categorias seja aprovado, não faltam barreiras, alardes sobre as consequências para o orçamento do país e entraves jurídicos.
Levantamentos dão conta de que a Delta ganhou do governo, só de 2007 para cá, R$ 3 bilhões para obras do PAC.
Quanto custaria um salário mais digno para nossos trabalhadores?
JB Online/montedo.com
Exercício militar tenta prever consequências de um conflito cibernético
Especialistas temem guerra cibernética no futuro
Michael Gallagher
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Especialistas temem que guerras futuras comecem na internet
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Um exercício militar internacional, realizado em março em uma base militar na Estônia, tentou prever as consequências de um novo tipo de conflito, uma guerra cibernética.
A operação Locked Shields não envolveu explosões, tanques ou armas. Na operação, uma equipe de especialistas em TI atacou outras nove equipes, espalhadas em toda a Europa.
Nos terminais da equipe de ataque, localizados no Centro de Excelência da Otan em Defesa Cibernética Cooperativa, foram criados vírus ao estilo "cavalo de Tróia" e outros tipos de ataques pela internet que tentavam sequestrar e extrair dados das equipes inimigas.
O objetivo era aprender como evitar estes ataques em redes comerciais e militares e mostrou que a ameaça cibernética está sendo levada a sério pela aliança militar ocidental.
O fato de a Otan ter estabelecido seu centro de defesa na Estônia também não é por acaso. Em 2007 sites do sistema bancário, da imprensa e do governo do país foram atacados com os chamados DDoS (sigla em inglês para "distribuição de negação de serviço") durante um período de três semanas, o que agora é conhecido como 1ª Guerra da Web.
Os responsáveis seriam hackers ativistas, partidários da Rússia, insatisfeitos com a retirada de uma estátua da época da União Soviética do centro da capital do país, Tallinn.
Os ataques DDoS são diretos: redes de milhares de computadores infectados, conhecidas como botnets, acessam simultaneamente o site alvo, que é sobrecarregado pelo tráfego e fica temporariamente fora de serviço.
Os ataques DDoS são, no entanto, uma arma primitiva quando comparados com as últimas armas digitais. Atualmente, o temor é de que a 2ª Guerra da Web, se e quanto acontecer, possa gerar danos físicos, prejudicando a infraestrutura e até causando mortes.
Trens descarrilados e blecautes
Para Richard A. Clarke, assistente de combate ao terrorismo e segurança cibernética para os presidentes americanos Bill Clinton e George W. Bush, ataques mais sofisticados podem fazer coisas como descarrilar trens em todo o país, por exemplo.
"Eles podem causar blecautes, e não apenas cortando o fornecimento de energia, mas danificando de forma permanente geradores que levariam meses para serem substituídos. Eles podem fazer coisas como causar explosões em oleodutos ou gasodutos. Eles podem fazer com que aeronaves não decolem", disse.
No centro do problema estão interfaces entre os mundos físico e digital conhecidas como sistemas Scada, ou Controle de Supervisão e Aquisição de Dados, na sigla em inglês.
Estes controladores computadorizados assumiram uma série de tarefas que antes eram feitas manualmente. Eles fazem de tudo, desde abrir as válvulas de oleodutos a monitorar semáforos.
Em breve estes sistemas serão comuns em casas, controlando coisas como o aquecimento central.
O detalhe importante é que estes sistemas usam o ciberespaço para se comunicar com os controladores, receber a próxima tarefa e reportar problemas. Caso hackers consigam entrar nestas redes, em teoria, conseguiriam também o controle da rede elétrica de um país, do fornecimento de água, sistemas de distribuição para indústria ou supermercados e outros sistemas ligados à infraestrutura.
Dispositivos vulneráveis
Em 2007 o Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos demonstrou a potencial vulnerabilidade dos sistemas Scada. Com um software, o departamento entrou com comandos errados e atacou um grande gerador a diesel.
Vídeos da experiência mostram o gerador chacoalhando violentamente e depois a fumaça preta toma toda a tela.
O temor é de que, um dia, um governo hostil, terroristas ou até hackers que apenas querem se divertir possam fazer o mesmo no mundo real.
"Nos últimos meses temos vistos várias coisas", disse Jenny Mena, do Departamento de Segurança Nacional. "Atualmente existem mecanismos de buscas que podem encontrar aqueles dispositivos que estão vulneráveis a um ataque pela internet. Além disso, vimos um aumento no interesse nesta área na comunidade de hackers e de hackers ativistas."
Uma razão de os sistemas Scada terem uma possibilidade maior de ataques de hackers é que, geralmente, engenheiros criam o software, ao invés de programadores especializados.
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Hackers atacam sites de governo como o
do Ministério da Justiça da Grécia
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De acordo com o consultor de segurança alemão Ralph Langner, engenheiros são especialistas em suas áreas, mas não em defesa cibernética.
"Em algum momento eles aprenderam a desenvolver software, mas não se pode compará-los a desenvolvedores de software profissionais que, provavelmente, passaram uma década aprendendo", disse.
E, além disso, softwares de infraestrutura podem estar muito expostos. Uma usina de energia, por exemplo, pode ter menos antivírus do que um laptop comum.
Quando as vulnerabilidades são detectadas, pode ser impossível fazer reparos imediatos no software.
"Para isso, você precisa desligar e ligar novamente (o computador ou sistema). E uma usina de energia precisa funcionar constantemente, com apenas uma parada anual para manutenção", disse Langner. Portanto, até o desligamento anual da usina, não se pode instalar novo software.
Stuxnet
Em 2010, Ralph Langner e outros dois funcionários de sua companhia começaram a investigar um vírus de computador chamado Stuxnet e o que ele descobriu foi de tirar o fôlego.
O Stuxnet parecia atacar um tipo específico de sistema Scada, fazendo um trabalho específico e, aparentemente, causava pouco dano a qualquer outro aplicativo que infectava.
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| Stuxnet atacou usina de Natanz, no Irã |
Era inteligente o bastante para encontrar o caminho de computador em computador, procurando sua presa. E também conseguia explorar quatro erros de software, antes desconhecidos, no Windows, da Microsoft.
Estes erros são extremamente raros o que sugere que os criadores do Stuxnet eram muito especializados e tinham muitos recursos.
Langner precisou de seis meses para analisar apenas um quarto do vírus. Mesmo assim, os resultados que conseguiu foram espantosos.
O alvo do Stuxnet era o sistema que controlava as centrífugas de urânio na usina nuclear de Natanz, no Irã.
Atualmente se especula que o ataque foi trabalho de agentes americanos ou israelenses, ou ambos. Qualquer que seja a verdade, Langner estima que o ataque o Stuxnet atrasou em dois anos o programa nuclear iraniano e custou aos responsáveis pelo ataque cerca de US$ 10 milhões, um custo relativamente pequeno.
Otimistas e pessimistas
O professor Peter Sommer, especialista internacional em crimes cibernéticos afirma que a quantidade de pesquisa e a programação sofisticada significam que armas do calibre do Stuxnet estariam fora do alcance da maioria, apenas disponíveis para governos de países avançados. E governos, segundo o especialista, costumam se comportar de forma racional, descartando ataques indiscriminados contra alvos civis.
"Você não quer causar, necessariamente, interrupção total. Pois os resultados podem ser imprevistos e incontroláveis. Ou seja, apesar de alguém poder planejar ataques que possam derrubar o sistema financeiro mundial ou a internet, por quê alguém faria isto? Você pode acabar com algo que não é tão diferente de um inverno nuclear."
No entanto, o consultor Ralph Langner afirma que, depois de infectar computadores no mundo todo, o código do Stuxnet está disponível para qualquer que consiga adaptá-lo, incluindo terroristas.
"Os vetores de ataque usados pelo Stuxnet podem ser copiados e usados novamente contra alvos completamente diferentes. Até há um ano, ninguém sabia de uma ameaça tão agressiva e sofisticada. Com o Stuxnet, isso mudou. (...). A tecnologia está lá, na internet."
Langner já fala em uma certeza: se as armas cibernéticas se espalharem, os alvos serão, na maioria, ocidentais, ao invés de alvos em países como o Irã, que tem pouca dependência da internet.
E isto significa que as velhas regras de defesa militar, que favoreciam países poderosos e tecnologicamente avançados como os Estados Unidos, já não se aplicam mais.
BBC/montedo.com
Soldado do Exército é preso por porte ilegal de arma no Paraná
Soldado do Exército é preso por porte ilegal de arma
O Pelotão de Choque da Polícia Militar prendeu na madrugada deste domingo (29), em Cascavel, Jhonatan Quintiliano, de 18 anos, por porte ilegal de arma de fogo. Com ele, a polícia encontrou um revolver calibre 38 com cinco munições intactas e com os números de série apagados. Ele é soldado do Exército Brasileiro e presta serviços ao 33º Batalhão de Infantaria Motorizado de Cascavel.
O jovem foi encontrado em um Celta, de cor branca, que trafegava pela avenida Guaias, no bairro Santo Onofre. Ele e mais três pessoas, entre elas um menor de idade, foram encaminhados para a 15º Subdivisão Policial de Cascavel. O Exército acompanha o caso. (com informações CGN Notícias)
Bonde News/montedo.com
30 de abril de 2012
Exército vence competição de arco e flecha em Roraima
Jogos Universitários Indígenas: Exército vence modalidade de arco e flecha
Gersika Nascimento
A equipe do Exército (naipe masculino) foi a campeã do arco e flecha, segunda modalidade disputada nos Jogos Universitários Indígenas de Roraima. No feminino, a campeã foi a Universidade Federal de Roraima (UFRR). A competição é realizada pela Federação Universitária de Esportes de Roraima (FUER) e 7º Batalhão de Infantaria de Selva (7° BIS).
Os primeiros colocados na disputa masculina, que contou com 21 participantes, foram Xaporita Douglas Yanomami, com 130 pontos e Laércio Mário Sanoma, com 110 pontos, ambos do Exército. No feminino, com seis competidoras, venceram Eduína Angela Castro (UFRR), com 20 pontos, e Juvelina Monteiro da Silva (UFRR), com 10 pontos.
“Essa competição é muito importante porque nós estamos sendo reconhecidos pela nossa cultura. Foi muito especial para mim”, declarou Eduína Castro, primeira colocada no arco e flecha.
Roraima em foco/montedo.com
Gersika Nascimento
A equipe do Exército (naipe masculino) foi a campeã do arco e flecha, segunda modalidade disputada nos Jogos Universitários Indígenas de Roraima. No feminino, a campeã foi a Universidade Federal de Roraima (UFRR). A competição é realizada pela Federação Universitária de Esportes de Roraima (FUER) e 7º Batalhão de Infantaria de Selva (7° BIS).
Os primeiros colocados na disputa masculina, que contou com 21 participantes, foram Xaporita Douglas Yanomami, com 130 pontos e Laércio Mário Sanoma, com 110 pontos, ambos do Exército. No feminino, com seis competidoras, venceram Eduína Angela Castro (UFRR), com 20 pontos, e Juvelina Monteiro da Silva (UFRR), com 10 pontos.
“Essa competição é muito importante porque nós estamos sendo reconhecidos pela nossa cultura. Foi muito especial para mim”, declarou Eduína Castro, primeira colocada no arco e flecha.
Roraima em foco/montedo.com
STM gasta R$ 42,9 mil em roupas sociais
Tudo pelo social
O Superior Tribunal Militar comprou 66 ternos e 170 camisas, 129 gravatas, 20 cintos, 170 pares de meia e 68 de sapatos. O guarda-roupa “social” custou R$ 42,9 mil, mostra a ONG Contas Abertas.
Cláudio Humberto/montedo.com
O Superior Tribunal Militar comprou 66 ternos e 170 camisas, 129 gravatas, 20 cintos, 170 pares de meia e 68 de sapatos. O guarda-roupa “social” custou R$ 42,9 mil, mostra a ONG Contas Abertas.
Cláudio Humberto/montedo.com
Veteranos comemoram 67 anos do último tiro de Artilharia da FEB
FEB - 67 Anos do Ultimo Tiro da Artilharia Brasileira na II. Guerra Mundial
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| O veterano LEAL, com 94 anos , dispara o tiro de saudação. Foto - Israel Blajberg |
67 Anos do Ultimo Tiro da Artilharia Brasileira na II Guerra Mundial - 1945 – 2012
*Israel Blajberg
(Ex-aluno CPOR/RJ - Tu Mar Rondon Art 1965 - iblaj@telecom.uff.br)No quartel de Barueri –SP, diante da tropa formada, muitas estórias são recordadas entre os veteranos no palanque ... A marcha batida interrompe as lembranças. O exórdio executado pela Banda de Música anuncia a chegada do General, antigo Comandante do histórico Grupo Bandeirante - III Grupo 105 da FEB, atual 20º. G A C Leve – Aeromóvel, os que marcham sempre à frente da vanguarda, arrojando-se do céu, fulminantes, no dizer da canção.
Antigos integrantes da unidade, velhos artilheiros, familiares, ex-combatentes veteranos da FEB com suas boinas e braçadeiras. Apenas uns poucos FEBianos ainda estão aqui entre nós, e orgulhosamente comparecem, todos em torno de 90 anos.
A tropa entoa a Canção da arma, no ritmo cadenciado e seguro da artilharia hipomovel, desfilando com garbo. Jovens com a fibra do soldado brasileiro que doravante serão para sempre, até o dia em que tiverem que deixar o quartel, do qual jamais se esquecerão.
O desfile é magnífico, os pavilhões nacional e da unidade, os estandartes das baterias tremulando ao vento que sopra na manhã de Barueri, a chuva tendo amainado justamente ao iniciar-se a cerimonia. Do seu nicho à entrada do quartel, Santa Bárbara protege os Artilheiros, e por seus desígnios a festa se desenvolverá em tempo seco.
29 de abril de 1945
Eram exatamente 0145 quando foi lançado contra o inimigo nazista o ultimo tiro disparado pela artilharia brasileira na Itália. Os comandos chegaram rápidos e concisos passados via rádio da Central de Tiro para a Peça Diretriz:
Bateria, Atenção, Concentração !!! Explosiva Carga 5 Espoleta Instantânea ! Centro por um bateria por meia dúzia ! Deriva 2800 elevação 357 ! Fogo !!!
A Vitória chegava para a democracia. Uma pesada barragem contra as tropas alemãs encerrou assim a resposta às agressões sofridas pelo Brasil, com a perda de mais de mil vidas nos torpedeamentos. Decorridos 67 anos, apenas 3 dos quase quatrocentos homens do glorioso Grupo Bandeirante da FEB ainda estão entre nós, recordando a operação. Era o 1º/2º Regimento de Obuses 105 Auto-rebocado (1º/2º RO 105 Au R - "III Grupo da Força Expedicionária), herdeiro de antigas e tradicionais unidades, Regimento de Artilharia da Bahia, em 1749, e 7° Corpo de Artilharia de Posição, em 1824, hoje aquartelado em Barueri-SP, o 20º. G A C Leve – Aeromóvel, tropa de elite integrante da Força de Ação Rápida Estratégica do Exército.
No pátio, apresta-se a 2ª. Bateria. O Coronel Amerino Raposo, 90 anos, descendente remoto do Bandeirante Raposo Tavares comandou a Linha de Fogo em 1945, e com emoção transmite vibrante saudação aos jovens formados à sua frente.
Hoje, passados 67 anos as mesmas peças originais da bateria novamente disparam uma salva sob seu comando, ressoando pelos ares de Barueri para lembrar este momento de glória das armas nacionais, quando em apoio ao I Batalhão do 6° Regimento de Infantaria foi empregada contra a tropa alemã em movimento para o Norte, que entraria para a História Militar Brasileira como a manobra de Collecchio - Fornovo di Taro que culminou na captura da 148ª Divisão de Infantaria alemã, e da Divisão Bersaglieri Itália, fazendo mais de 16 mil prisioneiros, sendo 2 generais, Otto Freter Pico e Mario Carloni.
Além do Cel Amerino, apenas mais 2 velhos artilheiros que viveram aquele momento ainda estão em condições de participar da reconstituição acionando o disparador. Orgulhosamente os ex-combatentes Kodama e Leal guarnecem 2 peças.
A Poderosa Artilharia faz estremecer os ares. A fumaça branca se dispersa levada pelo vento. A tropa se prepara para o desfile. Os velhos artilheiros pensam nos irmãos de armas não mais aqui presentes e aqueles que não voltaram. Não existe consolo, mas suas almas se elevaram pela certeza de que um mundo melhor passaria a existir.
Ao final a guarnição da saudade desfila diante do palanque onde estavam altas autoridades militares, o Comandante Militar do SE, Comandante da 2ª. DE, Comandante da 12ª. Brigada de Infantaria Leve Aeromovel de Caçapava, ChEM do CMSE, Comandante do Grupo, Prefeito, ilustres personalidades.
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| Foto: Israel Blajberg |
Dos simples soldados aos coronéis e generais que comandaram o Grupo, e ao general de 4 estrelas, todos se irmanam na cadencia do bumbo no pé direito. Não fica bem para um velho soldado chorar, mas percebe-se que muitos estão emocionados, e não conseguem conter uma lágrima furtiva ... Há 30, 40, 50 anos eles eram um daqueles rapazes que estavam em forma, militares jovens e esbeltos, cabelos pretos aparados, coração cheio de esperança.
A solenidade vai terminando. Os convidados visitam o bem cuidado museu. Junto com outros troféus, a bandeira com a malfadada suástica. O belíssimo Monumento merece sempre grandes atenções, pela beleza singela e nobre significado, contendo os nomes dos nossos Heróis. A seu lado o nicho de Santa Barbara acolhe os fieis, artilheiros a quem a Santa protege.
Os Veteranos da FEB e da AGRUBAN vão retornar para casa, a esperança de no próximo ano estarem juntos mais uma vez. Despedidas já com saudades, a visita foi curta. Pensam nos irmãos de armas que não estão mais aqui. Não existe consolo, mas suas almas se elevaram na certeza de que um mundo melhor passaria a existir.
Os Veteranos se impressionam com a evolução da mancha urbana, eles que conheceram a região ainda quase virgens. O adensamento populacional estancou diante do quartel, mas é impressionante como aquelas chácaras se transformaram em alphavilles, hotéis, prédios imensos, apenas o gigantesco e querido quartel garantindo a preservação das matas, o ar puro em sua imensidão, que traz pássaros esvoaçantes alegrando a formatura com seus piares.
Imersos em pensamentos, retornam ao mundo do dia-a-dia deixando as recordações do passado... Velhos Artilheiros, cumpriram seu dever, honrando a memória da nossa gente. Simplesmente foram Soldados - do Exercito de Caxias - da Artilharia de Mallet, a bradar o eterno e sagrado comando, que ecoou em Tuiuti, Fornovo di Taro, e agora em Barueri:
Peça, Fogo ! ! !
“ Peça Atirou !!! “
“ Ma Force d’en Haut “
Minha Força vem do Alto
Brasão d’Armas do Marechal Mallet
Patrono da Artilharia Brasileira
*Autor do livro "Soldados que vieram de longe", que retrata a participação de soldados judeus na Força Expedicionária Brasileira (FEB)
DefesaNet/montedo.com
29 de abril de 2012
Capitão do Exército atropela PM ao fugir de blitz no RJ
Capitão do Exército atropela PM ao ser abordado na blitz da Lei Seca
Oficial foi perseguido e acabou preso na zona norte do Rio
Agentes da Operação Lei Seca prenderam na madrugada deste domingo (29) o capitão do Exército Edmar Tadeu de Souza Pereira, durante uma blitz na estrada do Galeão, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro. Ao ser abordado durante uma blitz, o oficial acelerou o carro que dirigia e atropelou um policial militar que participava do cerco.
O capitão do Exército foi perseguido e detido pelos agentes da Operação Lei Seca e encaminhado para a 21ª DP (Bonsucesso).
O motorista sofreu infrações por se recusar a fazer o teste do etilômetro (perda de sete pontos na carteira e multa de R$ 957,70), por transpor o bloqueio (infração gravíssima, perda de sete pontos na carteira e multa de R$ 191,54), por estar com a Carteira Nacional de Habilitação vencida (infração gravíssima, perda de sete pontos na carteira e multa de R$ 191,54) e por não estar com a documentação obrigatória do veículo (perda de três pontos na carteira e multa de R$ 53,20). O carro foi levado para o depósito público.
O agente atropelado passa bem e fará exame de corpo delito nas próximas 72 horas.
iG/montedo.comPermissão "especial"
Causo domingueiro
Ricardo Montedo
Sobre a figura do sargento recai um estereótipo de elemento bruto e autoritário, de horizontes, digamos, limitados, acostumado a resolver as coisas “no grito”.
O sargento hoje é um profissional militar qualificado, preparado para assumir responsabilidades, mesmo sob condições na maioria das vezes inadequadas.
Mas o fato é que nem sempre foi assim.
Em meados do século passado, paralelamente aos cursos das escolas, aos quais só se tinha acesso através de concurso, haviam os chamados cursos de tropa, onde os critérios para admissão, por vezes, passavam ao largo da capacidade intelectual.
No 144 RC, funcionou um curso desses, por volta de 1954, época de turbulências políticas em que importava mais ter a certeza de que o militar era “de fé” do que se sabia ler e escrever.
Assim, o cabo Patuca, que mal assinava o próprio nome, foi agraciado com as divisas de terceiro sargento, e tornou-se personagem de incontáveis episódios decorrentes de sua pouquíssima familiaridade com as letras.
Este é um deles:
Naquela época os cabos e soldados não podiam transitar em roupas civis de modo algum, a não ser com uma permissão por escrito, dada pelo comandante de esquadrão. Era nisso que pensava o soldado Elesbão, enquanto esgueirava-se pelas ruas de São Pedrito naquela noite de sábado, vestindo um surrado terno emprestado, rumo ao casamento de seu primo, ao qual se seguiria uma festança das boas e o recruta não iria pagar o mico de aparecer fardado num evento desses.
Para infelicidade de Elesbão, ao dobrar uma esquina, já próximo ao local do casório, deu de cara com a “pata choca”, apelido do jipão Dodge, transporte costumeiro da patrulha, que estacionou ao seu lado, dela saindo seu comandante, o recém-promovido sargento Patuca, que o interpelou:
- Ô, militar, aonde tu vais à paisana? Não sabes que tu tem que andar com roupa de passeio? Embarca já na viatura, que vou te levar para o quartel! Estás detido!
Elesbão era recruta, mas já ouvira falar da pouca intimidade com as letras do pobre Patuca. Lembrando-se disso, retrucou:
- Mas, sargento, eu tenho a permissão por escrito!
- Por que não disse logo,rapaz? Deixe-me ver.
O soldadinho, então, tirou do bolso um cartão e alcançou-o ao sargento, sem dizer palavra.Patuca olhou-o, com ar de superioridade, fingindo ler e, devolvendo-o ao soldado, comentou, com ar irônico:
- Então, és mimoso do capitão, hein????
- Como assim, sargento?
- Permissão com letrinhas douradas, né?
- Estás liberado. Pode ir.
Rapidamente, Elesbão guardou no bolso o convite de casamento e saiu de fininho, enquanto o bom Patuca perguntava-se o que mais faltava inventar, depois dessa máquina dos diabos, que escrevia em dourado e tão bonitinho!
Tem muitas outras aventuras no Causos da Caserna, aí em cima.
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