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20 de março de 2012

STM condena Fuzileiro Naval por arrombar armário de colega para apanhar chave de carro

SOLDADO QUE ARROMBOU ARMÁRIO DE COLEGA PARA PEGAR CHAVE DE CARRO É PUNIDO NA JMU

Um soldado fuzileiro naval integrante do Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário (MS) teve a condenação de furto de uso mantida pelo Superior Tribunal Militar, por maioria de votos. L.D.O foi condenado à pena de um mês e 15 dias de prisão por ter arrombado o armário de um colega de farda para pegar as chaves do carro dele, que utilizou durante uma semana.
Segundo os autos, o acusado teria pedido o automóvel emprestado ao proprietário, também fuzileiro naval, para usá-lo durante o período em que o dono estaria participando de uma operação militar.
O militar teria concordado com o empréstimo do carro, porém não repassou as chaves a L.D.O antes de se ausentar do quartel.
Por volta de meia-noite, em 9 de setembro de 2009, L.D.O quebrou o cadeado do armário do colega e retirou as chaves do veículo. Por uma semana, usou o automóvel supostamente emprestado. Com a chegada do proprietário, o acusado contou a ele que tinha saído com o carro, abastecido o veículo antes de devolvê-lo e entregou as chaves do novo cadeado do armário ao colega.
O ofendido não gostou da atitude de L.D.O e o acusou de furto junto ao comando do Grupamento da organização militar, informando também o desaparecimento de uma quantia de R$ 200 e de um conjunto de uniformes. O Ministério Público Militar denunciou o réu como incurso nos crimes de furto de uso – art. 241, parágrafo único – e furto qualificado – art. 240, §§ 4º e 6º, inciso I – pelo suposto furto da quantia em dinheiro e da farda.
No julgamento de primeiro grau, o réu foi condenado pelo crime de furto de uso e absolvido do delito previsto no artigo 240, com base no princípio in dubio pro reo (na dúvida, beneficia-se o réu) por não restar comprovado a materialidade e autoria.
Tanto o Ministério Público Militar quanto a Defensoria Pública apelaram junto ao STM.
A defesa argumentou que o réu não teve a vontade de cometer o crime de furto de uso, mesmo sendo inadequado o método para a obtenção das chaves. “O proprietário do carro tinha autorizado o empréstimo”, informou a advogada. Já o Ministério Público afirmou que o militar deveria ser também punido pelo desaparecimento do valor monetário e da farda, pois somente ele teria tido acesso aos bens furtados.
Ao relatar a apelação, o ministro William de Oliveira Barros informou que a Auditoria Militar de Campo Grande “foi muito feliz na aplicação da reprimenda”. Segundo o ministro, restou comprovado que o militar arrombou o armário do colega e usou o veículo dele sem autorização. “O arrombamento por si só já caracteriza o crime, mas mais do que isso, ele teve a intenção de usar o automóvel”. O relator também não reconheceu o apelo do Ministério Público, já que o furto qualificado não ficou comprovado, havendo apenas indícios de autoria.
Jusclip/montedo.com

Comento:
Notícias como esta e a anterior só reforçam meu entendimento da necessidade da reestruturação da Justiça Militar, com a extinção do STM e a absorção das Auditorias Militares pela Justiça Federal, como um ramo especializado.
São nada menos do que 15 (q-u-i-n-z-e) ministros, sendo dez oficiais generais de quatro estrelas, no topo de uma estrutura que, só em 2011, consumiu R$ 26 milhões de reais, apenas com o Tribunal. 

Para quê?
Para julgar, na grande maioria, casos relevantíssimos como este, do roubo da chave de um carro e o sumiço de duzentos 'pilas'! Como se vê, um processo fundamental para os destinos da Nação.


19 de agosto de 2011

A HISTÓRIA SE REPETE: LDO PREVÊ AUMENTO PARA OS MILITARES EM 2012

Meus caros, 
A postagem que fiz no blog em 12 de agosto do ano passado, LDO PREVÊ AUMENTO PARA OS MILITARES EM 2011! é a recordista em acessos e comentários nestes mais de dois anos.
Notem a condicionante na manchete: a LDO previa, porém não garantia o aumento, que  ficou condicionado à disponibilidade orçamentária. Todos sabemos que não houve nem haverá aumento algum neste ano, apesar dos boatos e notícias falsas.
Agora, atendendo a uma disposição constitucional, Dilma promulgou a LDO para 2012 e nela, tal e qual a Lei anterior, está autorizada a revisão da remuneração dos militares. Porém, a condicionante é a mesma: disponibilidade orçamentária.
Claro que as perspectivas agora são mais animadoras, mas convém não sair gastando por conta, mesmo porque o reajuste, se vier, deve ser escalonado entre 2012 e 2014, nos moldes do que já foi feito por Lula.
Mas, como diz o Deputado Tiririca: pior do que tá, não fica!


12 de agosto de 2010

LDO PREVÊ AUMENTO PARA OS MILITARES EM 2011!



Lei de Diretrizes Orçamentárias é sancionada com ganhos acima da inflação também para o salário mínimo nacional
Servidores civis e militares terão reajustes salariais garantidos no ano que vem. A autorização está prevista nos Artigos 83 e 84 da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2011, sancionada segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada ontem no Diário Oficial da União. A medida vale para ativos, inativos e pensionistas.
A revisão geral das remunerações também está prevista para os Poderes Legislativo e Judiciário, assim como para o Ministério Público da União, além de autarquias e fundações públicas. O percentual é que ainda não está definido e deverá ser especificado em lei a ser sancionada pelo próximo presidente da República, que tomará posse em janeiro. A LDO também condiciona o aumento à disponibilidade orçamentária do ano vigente. Leia mais.
O DIA ONLINE

30 de março de 2012

Reajuste: a novela dos 28 %!


Recebi por e-mail:
A NOVELA DOS 28%

Em 27 de março de 2012, a Equipe Técnica - Fale Conosco, do Ministério do Planejamento, deu a seguinte resposta sobre os 28%:

Prezado Senhor,
A implementação do índice de 28,86% somente pode ser feita por meio de lei específica, além de previsão do pagamento na lei orçamentária anual. Tendo em vista que não há previsão na lei orçamentária de 2012, caso os estudos venham a concluir pela viabilidade do pleito, a sua implementação terá de ser prevista na lei orçamentária de 2013, cujo prazo para envio ao Congresso Nacional será fixado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias Anual. Todos os anos, a LDO fixa esse prazo em 31 de agosto. Sendo assim, a análise de viabilidade do pleito deve ser concluída até 31 de agosto de 2012, caso não haja alterações na LDO.

Atenciosamente,

Assessoria de Comunicação Social Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

13 de novembro de 2014

28,86%: deputado promete incluir emenda na LDO para pagamento em 2015.

Reprodução montedo.com
A guerreira Kelma Costa informa, via Facebook, da intenção do deputado Izalci Lucas (PSDB/DF) de inserir emenda parlamentar na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias ) do próximo ano, garantindo o pagamento aos militares da diferença de 28,86%. O prazo para que os congressistas apresentem suas emendas vai até o próximo dia 20.
O deputado Izalci é um dos poucos políticos que direcionam sua atuação parlamentar para as demandas das Forças Armadas, como se pode comprovar acessando a sua página na internet.
Participe desse processo, enviando sua mensagem de apoio, sugestão ou crítica ao deputado, através de sua página no portal da Câmara ou diretamente no site do parlamentar.

Em vídeo, o deputado fala a Mirian Stein  sobre o andamento da proposta:




Entenda
Site do Deputado Izalci
](reprodução: montedo.com)
A Lei nº 8.627, de 19 de fevereiro de 1993 (governo Itamar Franco), concedeu um reajuste diferenciado aos servidores públicos federais civis e militares. Oficiais Generais e Oficiais Superiores receberam o índice integral de 28,86%; já os demais postos e graduações foram contemplados com índices menores, diferenciados e escalonados. Em decisão do dia 06/10/2010, o ministro Gilmar Mendes do STF determinou que os 28,86% devem ser estendidos a "TODOS OS SERVIDORES MILITARES" que na época  não receberam o percentual total do reajuste. No Executivo, o Projeto de Lei que trata do pagamento está parado na Secretaria Executiva do Ministério do Planejamento desde março de 2013.




Aqui, você pode ler tudo o que já foi publicado no blog sobre o assunto.
Abaixo, você confere o relatório do Ministério da Defesa que detalhou os percentuais devidos e estimou em R$ 5,9 bilhões o impacto do pagamento no Orçamento Federal.





5 de julho de 2012

Milicada, é hora de outra invasão virtual. O alvo agora é a Câmara dos Deputados!

Atualização: 5/7 (6:00h)
Recebo de um leitor este passo-a-passo detalhado para que possamos promover outra invasão virtual. Desta vez, o alvo é o site e-Democracia, da Câmara dos Deputados. 


1 PASSO entre no site e-Democracia


2 PASSO Façam o cadastro

3 PASSO entre no link LDO 2013
LDO 2013













4 PASSO entre no link "F" quadrado laranja que é do forum



5 PASSO entre no tópico REAJUSTE FORÇAS ARMADAS

6 PASSO deixe sua mensagem

Agora (00h de 5/7) são 1.882 acessos registrados e 106 mensagens (ontem à tarde, eram três);
É hora da gente fardada mostrar novamente sua força. Vamos lá!

20 de agosto de 2011

28, 86%: UNEMFA CONVOCA MANIFESTAÇÃO PARA O DIA DO SOLDADO!

Ivone Luzardo

ESSA LUTA TAMBÉM É SUA!!!


Convidamos você, a participar somando conosco no manifesto pelo pagamento dos 28,86%!

Data: 25 de agosto de 2011 – Dia do Soldado

Local: Em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG
Endereço:  Esplanada dos Ministérios – Bloco C (sentido Rodoviária Plano Piloto – Congresso Nacional) / Brasília/DF

Horário: das 14 às 18h

Traga tudo o que fizer barulho: panelas, bandejas, cornetas, vuvuzelas, fogos de artifício...
Distribuiremos nariz de palhaço e apitos no local.

Vista uma roupa leve, use um boné ou chapéu, passe filtro solar, traga água para beber!!!

Vamos fazer uma corrente de divulgação, contamos com você!!! Não temos dinheiro para confeccionar panfletos!

Divulgue por e-mail, telefone e se possível imprima esse comunicado para distribuir, Forme um grupo com seus amigos, parentes, vizinhos!!! Confirme sua participação enviando um e-mail para:luzardo.luzardo@gmail.com


VEJA POR QUE TEMOS QUE LUTAR!!!
Você sabia? OS servidores civis já receberam!!!
Nós ficamos de fora como sempre!!!
E se ficarmos inertes, aí que não vai sair nada mesmo!!!
Tudo nesse governo só vai na pressão!!!

PAGAMENTO AOS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS BRASIELIRAS DA DIFERENÇA REMUNERATÓRIA DOS 28,86% COM IMPLANTAÇÃO NO CONTRA-CHEQUE
"No dia 05 de agosto de 2010, enviamos à Assessoria Parlamentar do Ministério  da Defesa do Brasil a carta consulta nº 001/2010 sobre  o andamento da minuta do PL referente à "Diferença Remuneratória dos 28,86%" embasada na Súmula 47/AGU/2009, conforme documento, "Esclarecimento ao Público Interno NR 22 datado de 29 de março de 2010/CECOMSEx.

Dia 16 de agosto de 2010 recebemos a resposta do Chefe da Assessoria Parlamentar do Ministério da Defesa à consulta nº 001/2010 que os estudos competem a SEORI (Secretaria de Organização Institucional), da qual a Assessoria Parlamentar não participa.

Entramos em contato com a SEORI e  fomos agendadas para uma reunião na segunda-feira dia 30 de agosto, onde obtivemos a seguinte informação:

O Ministério da Defesa encaminhou ao Gabinete do Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão documento com Exposição de Motivos Interministeriais nº 00279/MD/MP/AGU, protocolado sob nº 0300.004832-30/2009 no dia 08 de setembro de 2009.

Na data de 29 de outubro de 2009, o referido processo deu entrada na Coordenadoria Geral de Estudos e Informações Gerenciais e que, até àquela data encontrava-se naquela coordenadoria.

Entramos em contato com a assessoria da citada coordenadoria e encaminhamos por e-mail o pedido  de audiência com o senhor Duvanier Paiva Ferreira - Secretário de Recursos Humanos do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão para: “tratarmos assunto referente ao Projeto de Lei que se Estende aos Militares das Forças Armadas sobre o Pagamento da Diferença Percentual à Vantagem de 28,86%” que se encontra na Coordenadoria Geral de Estudos e Informações Gerenciais desde 29 de outubro de 2010. Informamos ainda, que o número do protocolo é: 0300.004832/2009-30 datado de 08 de setembro de 2009”

Aguardamos e não houve resposta. Decidimos visitar a assessoria da Coordenadoria na manhã de 03 de setembro de 2010.
Fomos recebidas pelo Dr. Geraldo Antonio Nicole – Diretor da Coordenação Geral de Elaboração e Sistematização de Normas à época e pelo assessor técnico Octávio Correa, informando que naquele momento, aproximadamente às 09h30m o processo tinha dado entrada na citada Diretoria.

Hoje, 19 de agosto de 2011, transcorrido quase um ano, o processo encontra-se parado na Coordenadoria Geral de Estudos e Informações Gerenciais para levantamento do impacto orçamentário e financeiro. 

Um verdadeiro absurdo e descaso por parte do Executivo. No dia 08 de setembro, o processo completará  dois anos de engavetamento, sem nenhuma perspectiva de encaminhamento para inserção na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2012.

De nada adianta, o aval da Procuradoria Geral da União e Supremo Tribunal Federal, se não houver vontade política por parte da Presidenta Dilma em efetivar a ação. O MPOG (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão) precisa enviar até 31 de agosto essa minuta para aprovação na LDO de 2012.

Agora que você tomou conhecimento, lute! Venha defender o que é seu por direito! Exerça sua cidadania. Não somos cidadãos apenas para pagar impostos!!!

14 de novembro de 2014

28,86%: senador tem a chave do cofre.

O Senador Vital do Rêgo Filho (PMDB/PB) é o relator da proposta orçamentária da União que vigorará no próximo ano. É quem tem o poder de incluir ou deixar de fora do Orçamento o pagamento da diferença sobre o aumento de  28,86% concedidos às patentes superiores em 1993.
Leia também:
28,86%: deputado promete incluir emenda na LDO para pagamento em 2015.
Entre no site do senador e deixe seu recado. Ou acesse a sua página no Senado Federal. Você serve na Paraíba? Converse com o senador e seus assessores. Não é transgressão disciplinar e não dói.

11 de julho de 2015

28, 86 %: União caminha para pagar dívida a 40 mil militares

28, 86% beneficia os militares de postos abaixo de major, que serviram entre 1º de janeiro de 1993 e 29 de dezembro de 2009
Representantes de entidades de defesa dos direitos dos militares com  presidente do Senado Renan Calheiros em 2014, que prometeu colocar projeto em pauta
Representantes de entidades de defesa dos direitos dos militares com presidente do Senado Renan Calheiros em 2014, que prometeu colocar projeto em pauta
A próxima semana será decisiva para os militares das Forças Armadas que esperam pelo pagamento da dívida dos 28,86%. Associações que representam a categoria vão se reunir na quarta-feira com o ministro da Defesa, Jaques Wagner, para fechar um acordo sobre a forma de liquidar o passivo. A proposta das entidades é dividir o valor em quatro parcelas mensais. Adendo à Lei Orçamentária (LDO) reserva cerca de R$ 20 milhões a serem pagos este ano. São 40 mil contemplados que vão receber de R$ 6 mil a R$ 11 mil, conforme a patente.
“Temos boa perspectiva pela frente, já que o ministro mostra possibilidade de diálogo com os militares. É a chance de tirar o projeto que está na gaveta do Planejamento desde fevereiro de 2013”, disse Genivaldo da Silva, presidente da Associação dos Militares da Reserva Remunerada, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas (Amarp-DF). A reunião foi articulada pelas entidades que defendem os direitos da categorias, como a Unifax e Comissão QESA Brasil.
A quitação é referente ao reajuste dado somente às patentes acima de major, em 1993. Quem tem direito ao valor são os militares de postos abaixo, que serviram entre 1º de janeiro de 1993 e 29 de dezembro de 2009, uma vez que os tribunais superiores reconheceram o direito.

SARGENTO, R$ 6 MIL
De acordo com os representantes de praças e suboficiais, o valor retroativo dos 28,86% será sobre o soldo atual do militar. Ainda segundo as entidades dos militares, um capitão hoje deve receber aproximadamente R$ 11 mil, um primeiro tenente R$ 8 mil, um segundo tenente aproximadamente R$7,5 mil. O segundo sargento deve ganhar cerca de R$ 6 mil.

MELHORIAS NO SOLDO
Na reunião com o ministro da Defesa, outros pontos serão levantados: aprovação da promoção do Quadro Especial da Reserva (QER); a volta do posto acima para quem passa para a reserva, o adicional de inatividade quando o militar vai para reserva, os 10% sobre o soldo aos militares que completam dez anos de farda e a volta do auxílio-moradia. (R. A.)
Coluna do Servidor (O Dia)/montedo.com

28 de setembro de 2016

Previdência: todos devem dar sua contribuição, diz ministro da Defesa sobre inclusão dos militares na reforma

Reforma da Previdência só após as eleições municipais
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Geralda Doca - O Globo
BRASÍLIA - Pressionado pelos políticos da base aliada, que receiam o enfraquecimento das candidaturas nos últimos dias da campanha eleitoral, o presidente Michel Temer decidiu enviar a proposta de reforma da Previdência ao Congresso depois das eleições municipais. Há desejo da equipe técnica de que a proposta seja encaminhada na próxima semana, mas o presidente poderá deixar para cumprir esse rito só em novembro, após o segundo turno na maioria das capitais, em 30 de outubro. Até lá, a intenção é concentrar esforços para votar na Câmara a proposta de emenda constitucional (PEC) que limita gastos públicos.
Segundo interlocutores, a última semana de setembro será dedicada a ajustes no texto e inicio da apresentação das medidas às partes envolvidas, primeiro aos militares das Forças Armadas e depois às centrais sindicais. Está programada uma reunião entre o ministro da Defesa, Raul Jungman, com o secretário de Previdência, Marcelo Caetano, e o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, hoje, no Palácio do Planalto. Os comandantes das Forças Armadas também devem participar.

AJUSTE NA PENSÃO DOS MILITARES
O norte da reforma será a convergência de regras para todos os trabalhadores e, nesse sentido, a ideia é aumentar o tempo na ativa para os militares. Ao mesmo tempo, será fixada idade mínima para requerer a reserva. O tempo na ativa está hoje em 30 anos e deve subir para 35 anos, descontando-se o período de formação militar. Também estão em discussão ajustes na pensão dos militares. De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o rombo previsto com as pensões é de R$ 11,5 bilhões neste ano.
Durante a abertura da BID Brasil Mostra da Base Industrial de Defesa, o ministro Jungman defendeu a reforma da Previdência para a plateia, formada majoritariamente por militares das Forças Armadas. Ele destacou que as mudanças devem preservar direitos adquiridos, com fase de transição. Sem se referir diretamente ao regime de aposentadoria dos militares, ele disse que há “dilemas difíceis” para resolver de agora em diante e citou a necessidade de ajuste fiscal.
— Não há plano B para o teto dos gastos (PEC que limita as despesas globais à reposição da inflação do ano anterior). Nós precisamos de uma reforma da Previdência. Consideradas as especificidades de cada um, acho que todos devem dar a sua contribuição. Afinal, a Previdência é de todos os trabalhadores — respondeu o ministro, ao ser perguntando se concordava com a inclusão dos militares na reforma.
Depois dos militares, as centrais sindicais serão chamadas para tomar conhecimento da proposta oficial. A reunião deve acontecer na sexta-feira, no Planalto. Da parte do governo, não há expectativa de as entidades concordarem com as mudanças. Porém, o fato de o Executivo apresentar previamente as mudanças aos representantes dos trabalhadores tem importância simbólica, do ponto de vista da negociação.
Segundo um importante político da base aliada, o adiamento do envio da proposta ao Congresso não terá efeito prático em sua tramitação. A expectativa é que o projeto só seja votado no segundo semestre de 2017.
— Criar um fato político que não terá efeito prático imediato é burrice. Só serve para desgastar — disse a fonte.
O recuo do presidente, que havia anunciado que encaminharia a reforma ainda este mês para não ser acusado de estelionato eleitoral, é respaldado pelos pedidos dos próprios políticos, na avaliação de fontes do Palácio. Amanhã, acontecem as últimas rodadas dos debates entre os candidatos na TV.
Há consenso que a divulgação oficial da PEC — uma medida impopular e que vai afetar a vida de todos os trabalhadores — tem potencial para causar estragos na reta final da campanha dos candidatos da base aliada. A queda na pesquisa na intenção de votos de Marta Suplicy (PMDB) na corrida pela disputa da prefeitura de São Paulo, por exemplo, pode estar relacionada às reformas em estudo.

POLÍTICA DO MÍNIMO PODE SER REVISTA
A reforma não acaba com a vinculação do piso previdenciário da política de reajuste do salário mínimo, que permite ganhos reais. Apesar da pressão que a chamada valorização do piso nacional exerce nas contas da Previdência, há risco de ações na Justiça. O caminho mais fácil será rever a fórmula de aumento do salário mínimo ao seu término em 2019, que prevê reposição da inflação e variação do PIB de dois anos antes, disse uma fonte envolvida nas discussões.
A desvinculação deverá ocorrer apenas para os beneficiários da Lei Orgânica de Assistência Social-Loas (idosos e deficientes da baixa renda). Os valores deverão ser corrigidos pela inflação, deixando de seguir o aumento do salário mínimo.
Em linhas gerais, a reforma fixa idade mínima de 65 anos para requerer aposentadoria, com pelo menos 25 anos de contribuição. Trabalhadores com menos de 50 anos e mulheres e professores (menos de 45 anos) serão afetados integralmente pelas novas regras. Quem estiver acima dessa faixa etária até a promulgação da PEC será enquadrado nas regras de transição e poderá se aposentar pelas regras atuais, pagando um pedágio de 50% sobre o tempo que ainda faltar para requerer o benefício.
EXTRA/montedo.com

28 de agosto de 2011

AUMENTO DOS MILITARES SERÁ ESCALONADO A PARTIR DE 2012

União prevê reajuste das Forças Armadas em 2012
Pagamento de dívidas judiciais, como os 28,86%, depende, porém, de verba adicional

MARCO AURÉLIO REIS
Esperado por 568 mil militares ativos, inativos e pensionistas das Forças Armadas, o reajuste dos soldos e pensões no ano que vem ganhou amparo legal e indicação de custeio. O dispositivo está na Lei Orçamentária de 2012, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e pelos dois ministros “linha dura” da política econômica, Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento). No Artigo 81 da lei, está escrito: “Fica autorizada a revisão da remuneração dos militares ativos e inativos e pensionistas, cujo percentual será definido em lei específica”.
A legislação faz uma ressalva que “quaisquer aumento de despesa com pessoal decorrente de medidas administrativas ou judiciais” que não se enquadrem nas exigências previstas em artigos, como o 81, dependerão de créditos adicionais. Ou seja, o governo está disposto apenas em garantir o reajuste aos soldos. Pagar dívidas judiciais, como a dos 28,86% (referentes a erro cometido durante o governo Itamar Franco), dependerá de que uma manobra orçamentária para sair do papel e entrar nos contracheques de quem estava em serviço em 1993.
“Falta definir o índice. Já ouvimos falar em 75%, 40% e até em míseros 2,9%. Acreditamos e esperamos os índices maiores”, revela suboficial, reproduzindo o conversas travadas em quartel do Rio.

Gasto menor com pensões
O percentual de reajuste dos soldos depende do cenário econômico mundial. Mas estudo em posse do Planejamento revela que recursos podem vir da economia que está sendo feita com os gastos com pensões e inativos. O levantamento aponta que a mudança (e quase extinção) do direito à pensão vitalícia das filhas dos militares acena com redução de gasto e maior margem de aumento de soldos para militares da ativa e da reserva. 
A sinalização do estudo é que um aumento maior para os soldos não esbarra em gasto contínuo por longo tempo. Antes, o cálculo dos reajustes tinha que levar em consideração que pensão de filhas é paga, às vezes, por até 70 anos.

Aumento viria escalonado até 2014 
Nas Forças Armadas há ainda outras margens financeiras para o reajuste, entre elas a extinção do direito à transferência para reserva com vencimentos do posto superior e o congelamento, desde 2000, do adicional do tempo de serviço. Trata-se de dois pesadelos dos quartéis que resultarão em soldos maiores. Ante a redução gradual de gastos com pensões e contenção de gastos com inativos, ganha força a ideia de que seja anunciado com o reajuste de 2012 aumento escalonado para os anos de 2013 e 2014. “O aumento tem como argumento as baixas antecipadas. Os pedidos de sargento e até oficiais aviadores”, conta militar da FAB que serve no Rio.
O DIA ON LINE/FORÇA MILITAR

Comento:
Nenhuma novidade para os leitores do blog. Quem nos acompanha já leu aqui as seguintes informações:

14 de setembro de 2011

SOLDADO DO EXÉRCITO É ACUSADO DE AO MENOS SETE ESTUPROS NO ACRE

Ao menos sete vítimas confirmam abuso causado por soldado do 


Rio Branco - O soldado do Exército Brasileiro José Willian do Nascimento, de 18 anos[do 7º BEC], já foi reconhecido por pelo menos sete mulheres e estima-se que outras duas -- uma menor de 16 e uma idosa de 80 anos --, também teriam sido abusadas pelo indivíduo, preso no último sábado, quando fazia mais uma vítima.
Nascimento agia sempre no Parque do Tucumã e um dos primeiros relatos de ataques aconteceu no início de agosto.
Nesta segunda-feira, seis das sete vítimas prestaram depoimentos à polícia. Três falaram com a nossa equipe de reportagem:
L. S. F., 23 anos, 7 de agosto -- Por volta das 6 horas, ela ia para o trabalho de bicicleta, quando próximo ao parque do Tucumã, o indivíduo teria pulado na frente de sua bicicleta e lhe derrubado.
Armado de faca, ele tentou agarrá-la, mas ela conseguiu se livrar e fugir.
L. D. O. 26 anos, 8 de agosto – Ela estava indo para o trabalho também de bicicleta, quando teria sido abordada, próximo ao conjunto Rui Lino, ainda dentro do Parque do Tucumã.
O acusado teria saído de dentro de um matagal e rendido a vítima com uma faca. Ali, ele a violentou. “Toda hora, ele me dizia que iria me matar se reagisse”.
F. B. D. 32 anos 3 de setembro – Ela caminhava para o trabalho, por volta das 6 horas e 30, quando foi abordada pelo acusado no Beco do Mesquita, atrás da Delegacia da 4ª Regional, no conjunto Tucumã.
Segundo ela, o acusado estava com uma faca na mão e teria tentado agarrá-la. A vítima reagiu, conseguindo chutar os seus testículos e fugiu. Ela sofreu um golpe no pescoço, mas conseguiu fugir.
GAZETA.NET

25 de março de 2011

SARGENTO DO EXÉRCITO DESABAFA: "MEU CONTRACHEQUE PERTENCE ÀS FINANCEIRAS!"

O post é antigo (agosto de 2009), mas recebe comentários com frequência.
Hoje, porém, um deles me chamou a atenção, pois retrata a realidade de boa parte dos militares do Exército, que vivem em situação precária, fruto dos baixos salários, é verdade, mas agravada em muito pelo local onde servem e pelas péssimas condições oferecidas pela Força.
Leiam o desabafo de um primeiro-sargento:
"Tudo isso é muito lamentável. Sou 1Sgt, com 22 anos de serviço e ao longo de todo esse tempo, infelizmente, só vi as coisas piorarem, ainda mais. Sirvo no RJ e aqui o chicote é pior ainda. Fui transferido pra cá contra a minha vontade. Ao chegar aqui quase fui abandonado pela minha família, diante da nossa péssima situação financeira. Não tem HT, não tem PNR pra ST/Sgt, o Colégio Militar fica fora da realidade, pra quem mora na Zona Oeste, como eu, o medo da cidade pra quem não é daqui e muitas outras dificuldades. 
Meu contra cheque, esse não me pertence, e sim às financeiras, além, é claro, dos dos famosos descontos obrigatórios. 
O Exército, caso quisesse, poderia nos ajudar, pois, dentre outras, tem uma área enorme aqui na região, em Deodoro, onde eu me pergunto, porque não construir casas nessa área para atender aos praças? Será porque essa área é habitada pelos oficiais, os comandantes, os alunos da EsAO? Meu Deus. O que será de nós? 
As vezes o desespero toma conta da minha cabeça. Preciso de muito auto controle, para não fazer uma besteira. O que me fortalece é o meu otimismo. Eu ainda acredito. Tenho muita fé em Deus. Vai dar tudo certo. Abraços"
Leia:

LDO PREVÊ AUMENTO PARA OS MILITARES EM 2011!

27 de junho de 2015

Fora da pauta: militares das Forças Armadas estão sem previsão de reajuste dos soldos

Último aumento concedido pela União aos militares das Forças Armadas foi em 2012, quando foi anunciado reajuste de 30% (Divulgação)
Os 655 mil militares das Forças Armadas ficaram de fora das negociações do Ministério do Planejamento que tratam sobre reajuste salarial e que já foram apresentadas para o funcionalismo dos poderes Executivo e Judiciário. Segundo a pasta, o grupo não está incluído nos acordos com a Secretaria de Relação de Trabalho. “A definição do reajuste é negociada de forma institucional, dentro do governo, e incluída no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)”, informou o Planejamento em nota.
O Ministério da Defesa esclareceu à coluna que a negociação de reajuste dos soldos dos militares será feita em separado. “No momento o governo federal cuida apenas dos servidores civis. E não há índice percentual ou qualquer projeção sobre o assunto”, informou em nota. O último aumento concedido pela União aos militares das Forças Armadas foi em 2012, quando foi anunciado reajuste de 30% nos soldos parcelados de 2013 a 2015.

EXECUTIVO E JUDICIÁRIO
As propostas já anunciadas pelo governo foram idênticas para os servidores do Executivo e do Judiciário, ou seja, de 21,3% divididos em quatro anos, de 2016 a 2019. No ano que vem será de 5,5%; em 2017, 5%; em 2018, 4,8% e em 2019, 4,5%. (R.A.)
Coluna do Servidor (O Dia)/montedo.com

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