5 de setembro de 2010

EXPOSIÇÃO COMEMORA CENTENÁRIO DO PATRONO DA AVIAÇÃO DE CAÇA

http://www.deolhoseouvidos.com.br/2009_fotos/280909_brigadeiroNERO%20MOURA.jpg
Em comemoração ao Centenário de Nascimento do Brigadeiro-do-Ar Nero Moura, Patrono da Aviação de Caça Brasileira, o Comando da Aeronáutica abriu ao público, no dia 27 de agosto, a exposição Nero Moura 100 Anos, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Antônio Carlos Jobim. A mostra itinerante fica no local até o dia 12 de setembro e depois segue para Recife.
Com produção executiva do Museu Aeroespacial e pesquisa do Centro de Documentação da Aeronáutica, a exposição temporária possui painéis iluminados, maquete de P-47 Thunderbolt, vitrines com réplicas, além da exibição de vídeo inédito sobre a trajetória de Nero Moura com destaque para sua participação na 2ª Guerra Mundial.
A solenidade de abertura contou com as presenças do Brigadeiro-do-Ar Márcio Bhering Cardoso, Diretor do Museu Aeroespacial, e do Superintendente do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, André Luis Marques de Barros.
Carreira
http://www.abra-pc.com.br/neroP47cor.jpgNero Moura nasceu na Cidade de Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, em 30 de janeiro de 1910. Filho de fazendeiros de arroz, fez o curso primário no próprio município indo depois cursar o Colégio Militar de Porto Alegre.
Em 1927, foi admitido como Cadete na Escola Militar do Realengo no Rio de Janeiro. Já no ano seguinte escolheu a Arma de Aviação sendo transferido para Escola de Aviação Militar (EAM), no Campo dos Afonsos, onde completou os estudos de Oficial Aviador do Exército. Foi declarado Aspirante em 22 de novembro de 1930 e em janeiro de 1931 promovido a 2º Tenente. Suas primeiras missões foram no Correio Aéreo Militar.
Advindo a Revolução de 1932, Nero Moura participou do lado das forças legais executando voo de reconhecimento, bombardeio e ataque ao solo na região do Vale do Paraíba. Chegou a completar 100 horas de voo em missões reais.
Passada a Revolução foi convocado para ser instrutor de voo na EAM. Sua promoção a 1º Tenente ocorreu em 1933 e, em 1934, deixou a Escola de Aviação para fazer o curso de aperfeiçoamento na França.
Logo ao regressar, participou do combate à Intentona Comunista de 1937, onde vários de seus colegas foram assassinados a sangue frio no Campo dos Afonsos. No dia 28 de novembro, realizou uma missão real de bombardeio ao Terceiro Regimento de Infantaria na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro.
http://www.revistaasas.com.br/asas/news_img/2751753498_0c6d7c715e.jpghttp://a.imageshack.us/img218/5228/nmouramw6.jpgApós a promoção a Capitão em 1937, foi designado Subcomandante e Comandante substituto do 3º Regimento de Aviação em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Tinha ordens de, se necessário, combater um possível levante do governo estadual.
Com a criação do Ministério da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira em 1941, Nero Moura participou de sua organização já como Major-Aviador, tendo sido instrutor do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais.
Em 28 de dezembro de 1943, foi designado Comandante do Primeiro Grupo de Aviação de Caça com a missão de organizá-lo para combater na 2ª Guerra Mundial. Seu desempenho como comandante foi excepcional e, apesar de inúmeras dificuldades, conseguiu que o seu Grupo fosse um dos mais eficientes e destacados no teatro de operações do centro sul europeu.
Nero Moura cumpriu sessenta e duas missões de combate na Itália e várias outras de patrulha no Atlântico Sul. Pelos seus feitos na guerra recebeu as seguintes condecorações: Medalha da Campanha da Itália, Medalha da Campanha do Atlântico Sul, Cruz de Aviação fita “A” com três estrelas, Distiguished Fying Cross (EUA), Air Medal With Two Stars (EUA), Legion du Merit (França), Croix de Guerre Avec Palm (França), Order of the British Empire (Inglaterra).
Em setembro de 1945, como Tenente Coronel, foi designado Comandante do Primeiro Regimento de Aviação em Santa Cruz. Esta função, à época, era mais abrangente do que um comando de Base Aérea.

Seus feitos em combate, durante toda a sua carreira de Oficial, permitiram computar legalmente o tempo de serviço necessário à passagem para a reserva, com todos os direitos assegurados e uma experiência de mais de cinco mil horas de voo. Nero Moura, com trinta e cinco anos de vida, dedicou-se então à Aviação Civil, tendo sido fundador e organizador da Aerovias Brasil e do Loyde Aéreo.
Getulio Vargas ao ser eleito para Presidente da República, o convidou para ser Ministro da Aeronáutica em 1951.
Nero Moura com sua personalidade congregadora e perfil profissional invejável, conseguiu fazer uma administração excelente, apesar do fato inusitado de ser o Oficial-General mais moderno e mais jovem da Força Aérea.
Neste período, a Aviação de Caça recebeu os aviões Gloster Meteor, tornando a uma das mais bem equipadas e profissionais forças aéreas da época. Em agosto de 1954, pediu demissão do Ministério da Aeronáutica e voltou a dedicar se às atividades civis.
Nero Moura sempre manteve estreita ligação de amizade com todos os seus subordinados da Campanha da Itália, sem qualquer distinção. Após a Revolução de 1964, em solidariedade a alguns desses subordinados que foram proibidos de entrar em unidades militares, Nero Moura não compareceu mais a nenhuma festividade cívico-militar até o ano de 1979.
Sua reprovação silenciosa teve grande influência na revogação deste ato. No dia 22 de abril de 1979, o então Tenente-Brigadeiro Délio Jardim de Mattos, Ministro da Aeronáutica foi a sua casa e pessoalmente o convidou e o conduziu à Base Aérea de Santa Cruz onde, junto com todos os seus companheiros, foi reverenciado e assistiu às solenidades do Dia da Caça.
As tradicionais e concorridas reuniões mensais em sua residência no Bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, continuaram acontecendo até o fim de sua vida.
Nero Moura faleceu aos 84 anos, no dia 17 de dezembro de 1994, e permanece, em espirito, junto a todos os caçadores brasileiros.

RECRUTAS AMERICANOS ESTÃO ACIMA DO PESO E FISICAMENTE DESPREPARADOS

Preparo físico de soldados americanos vai além de abdominais
Exercícios com origem no pilates ou na ioga foram adotados pelas Forças Armadas para reduzir acidentes e melhorar o preparo físico

*Por James Dao
O sol amanhece em Forte Jackson, na Carolina do Sul, no maior centro de formação do Exército, ao som da marcha de novos recrutas a caminho de seu exercício matinal. Mas atualmente alguma coisa parece diferente. A conhecida rotina com abdominais desapareceu – ou está perto disso.
Exercícios que tiveram origem no pilates ou na ioga foram adotados pelas Forças Armadas e a tradicional proibição do condicionamento a longo prazo foi revogada. Esse é um programa novo de formação física do Exército, lançado este ano em seus cinco centros de formação básica que lidam com 145 mil recrutas por ano.

Foto: The New York Times
 
Jovens militares são vistos como menos resistentes pelos treinadores
Depois de quase uma década de preparação, seu objetivo oficial é o de reduzir acidentes e melhorar o preparo físico dos soldados para os rigores do combate em terrenos acidentados como o do Afeganistão. Mas, acima de qualquer coisa, o programa foi criado para ajudar a resolver as questões mais prementes nas forças militares atualmente: recrutas acima do peso e fisicamente despreparados.
“O que descobrimos é que os soldados de hoje não estão em tão boa forma como costumavam estar”, disse o tenente-general Mark Hertling, que supervisiona o treinamento básico para o Exército. “Este não é um problema apenas do Exército. É um problema nacional”.

Rejeição
O excesso de peso é a razão principal da rejeição de possíveis recrutas pelo Exército. E, embora isso aconteça há anos, o problema se agravou conforme as cinturas dos jovens americanos se expandiram.

Foto: The New York Times

Para combater a obesidade e falta de agilidade, Exército lançou um novo programa de treinamento
Este ano, um grupo de generais e almirantes aposentados divulgou um relatório intitulado “Gordos Demais Para o Combate”. Embora o Exército exclua os obesos e impróprios, o órgão ainda tem descoberto que muitos dos recrutas que chegam para a formação básica têm menos força e resistência do que no passado.
Este é o legado da alimentação precária e vídeo games, agravado por uma redução nas aulas de ginástica em muitas escolas do ensino médio. O truque agora será empurrar o programa para o resto das Forças Armadas, onde a evidência sugere que muitos soldados estão acima do peso, especialmente durante ou logo após seu destacamento.
O Comando de Treinamento e Doutrina do Exército distribuiu recentemente a nova política de aptidão física para todo o Exército, substituindo oficialmente um manual de aptidão física que foi publicado pela primeira vez em 1992.
A rotina de exercícios de cada unidade é determinada pelo seu comandante e a geração atual de oficiais foi doutrinada sob o sistema antigo.
A chave, segundo Palkoska Frank, um dos dois homens que desenvolveram o esquema e coordenam a Escola de Preparo Físico do Exército, será renovar o teste de boa forma dos militares, que é feito duas vezes por ano. Ele mede a capacidade de um soldado de fazer abdominais, flexões e uma corrida de duas milhas. Uma vez que os soldados muitas vezes treinam para o teste, esses são os exercícios com os quais estão habituados.
“Nós sabemos que os jovens de hoje são menos aptos”, disse Palkoska. “Temos de nos ajustar”.

BANDIDOS INVADEM AGÊNCIA BANCÁRIA DE VILA MILITAR NO RECIFE!

EXÉRCITO E MARINHA VÃO MODERNIZAR SEUS VELHOS BLINDADOS M113!

O Exército Brasileiro planeja atualizar um total de 208 veículos blindados do tipo M113B de transporte de pessoal, através do desenvolvimento de sua Política Militar Exterior com os Estados Unidos.
De acordo com o Jane’s, citando fontes do Exército Brasileiro, o Departamento de Defesa dos EUA vai contratar uma empresa que ainda não foi determinada para o serviço, com o compromisso de entrega final no fim de 2013.
O porta-voz militar brasileiro confirmou ao Jane’s que a oferta inclui a renovação de 208 veículos M113B, e que a empresa selecionada para realizar o trabalho terá um máximo de 109 dias, a contar da data de assinatura do contrato, para entregar o primeiro veículo, enquanto que o último veículo está programado para ser entregue antes do final de 2015.
O programa inclui a renovação completa do motor Mercedes-Benz OM 352-A, da transmissão Allison TX-200-2 e caixa de câmbio automático e suspensão, sistema de arrefecimento, o sistema de navegação anfíbio, eletrônica e sistema de extinção de incêndios.
A empresa que ganhar a concorrência também irá fornecer aos veículos a fiação necessária para permitir que cada um deles receba dois sistemas de rádio: um da Elbit Systems Land e outro C4I Tadiran Ltd VRC-120 VHF / FM.
A empresa BAE Systems Combat Systems dos EUA parece estar bem posicionada para ser selecionada para o trabalho, tendo apresentado uma proposta ao US Army com base no pacote de atualização M113A2 Mk1.
Enquanto isso, a Marinha do Brasil vai melhorar localmente um total de 22 veículos M113A1 de transporte de tropas, um veículo XM806E1 de recuperação, um veículo de manutenção M113A1G, e dois veículos M577A1 posto de comando.
A atualização, que pode ser concluída em 2014, inclui a integração de um motor diesel Caterpillar C7, uma caixa de câmbio 3200SP Allison, um posto de armas como W & E Platt PTY Ltd, tanques de combustível externos e acompanhar e sistema de controle Climático Diehl Remscheid 513 DST.
FORÇAS TERRESTRES /Infodefensa.com / FOTO: Cinquini

BB ORIENTA DENUNCIAR FUNCIONÁRIOS QUE NÃO ACEITAREM IDENTIDADE MILITAR!

POR MARCO AURÉLIO REIS
A recusa de identidades militares como documento identificador por funcionários do Banco do Brasil (BB) é ilegal e deve ser denunciada. A orientação é do próprio banco. Militar ou dependente que tiver identificação militar precisa anotar o nome do funcionário que negou aceitar o documento e formalizar denúncia pelo telefone 0800 729 0722 ou pela Internet, no www.bb.com.br. Queixas podem ser encaminhadas também para Coluna, que cobrará explicações.
As recusas das identidades estão ocorrendo no Rio e em algumas cidades do Centro Oeste. No último dia 10, por exemplo, colaborador da Coluna ouviu em agência do BB que o Decreto 29.079, de 30 de dezembro de 1950, que versa sobre a validade do documento militar em todo território nacional, não está mais em vigor. “O funcionário do banco chegou a pegar um papel para mostrar a tal mudança”, queixou-se o colaborador.
O BB diz desconhecer a existência desse papel e informa não ser orientação aceitar a identidade militar se o correntista tiver relação mais íntima com a instituição, usando, por exemplo, crédito, conforme ouviu outro colaborador da Coluna. O militar planeja ajuizar ação por danos morais contra o banco.

4 de setembro de 2010

QUARTEL TRAPALHÃO!

Reveja o antológico quadro dos Trapalhões, com Didi, Dedé, Mussum, Zacarias, Sargento Pincel, Tião Macalé e Jorge Lafond.

AVIAÇÃO DO EXÉRCITO COMEMORA 24 ANOS

3 de setembro: 24 anos da Aviação do Exército Brasileiro

O início da Aviação Militar – Breve Histórico
A origem da Aviação do Exército tem como cenário os campos de batalha de Humaitá e Curupaiti, na Guerra da Tríplice Aliança.
Ao patrono do Exército, Duque de Caxias, coube o pioneirismo de empregar balões cativos em operações militares na América do Sul, com a finalidade de observar as linhas inimigas.
Em 1913, foi criada a Escola Brasileira de Aviação, no Rio de Janeiro, e foram adquiridos os primeiros aviões do Exército. No ano seguinte, tiveram início suas atividades.
Em 1915, esses aviões foram empregados sob o comando do Gen. Setembrino, na Campanha do Contestado, durante a qual faleceu o Tenente Aviador Ricardo Kirk, promovido “post mortem” ao posto de Capitão, sendo considerado por todos os aviadores da Força Terrestre, como o maior herói da Aviação do Exército e por isso se tornou o Patrono da AvEx.
A Aviação Militar desenvolveu-se com grande intensidade. Diversas turmas de pilotos foram formadas e vários aviões foram incorporados ao seu patrimônio. No Campo dos Afonsos, situado no Rio de Janeiro, estava concentrado o espírito aeronáutico militar, influenciado pela evolução do emprego aéreo nos campos de batalha da Europa e pelos acontecimentos que caracterizavam o período entre guerras.
Diante da eclosão da 2ª Guerra mundial, em 20 de janeiro de 1941, foi criado o Ministério da Aeronáutica, extinguindo-se o Corpo de Aviação da Marinha e a Aviação Militar, encerrando-se, assim, a fase inicial da Aviação do Exército.

A Recriação da Aviação do Exército
Acompanhando a evolução da doutrina militar, em 1985, o Estado-Maior do Exército nomeou uma comissão de estudos para a implantação da Aviação do Exército e, em 03 de setembro de 1986, por meio do Decreto Presidencial n° 93.206, ela foi recriada.
O 1° Batalhão de Aviação do Exército (1° BAvEx) foi organizado como unidade de emprego e a Diretoria de Material de Aviação do Exército (DMAvEx) criada para proporcionar o gerenciamento logístico necessário à implantação.
Em 1989, o 1° BAvEx foi instalado na cidade de Taubaté/SP, escolhida pela sua proximidade do parque industrial aeronáutico de São José dos Campos e por estar entre o Rio de Janeiro e São Paulo, bem como nas proximidades da fábrica da Helibrás, em Itajubá/MG. A partir de então, foram concluídos os processos de aquisição das aeronaves Esquilo e Pantera.
21 de Abril de 1989 entra para a história, pois nesta data foi realizada a entrega da primeira aeronave da Aviação do Exército, o Helibrás Esquilo HB-350L1, designado HA-1 Esquilo que recebeu a matrícula EB-1001.
Em julho de 1993, ocorreu a reorganização da Aviação do Exército, com a qual se extinguiu a Brigada de Aviação do Exército e criou-se o Comando de Aviação do Exército (ComAvEx e atual CAvEx).
Após o recebimento das 52 aeronaves iniciais (16 Esquilos e 36 Panteras) e a reorganização da AvEx, fez-se necessário adquirir mais aeronaves do consórcio Eurocopter/Helibrás, vindo a receber mais um lote de 20 aeronaves AS 550A2 Fennec, que também receberam a designação de HA-1.
Como consequência da participação do Exército Brasileiro na missão de observadores militares Peru-Equador (MOMEP), foram adquiridas quatro aeronaves S70-A (Black Hawk) em 1997.
Encerrada a missão, as aeronaves seguiram da Fronteira Peru-Equador para o Brasil e, em 1999, passaram a integrar o 4º Esquadrão de Aviação do Exército (atual 4° BAvEx), sediado em Manaus-AM.
Posteriormente também foram adquiridas 08 aeronaves Eurocopter As 532UE Cougar, que receberam a designação HM-3 e foram enviadas quatro aeronaves para o 2° BAvEx em Taubaté/SP e quatro para o 4° BAvEx em Manaus/AM.
Os pioneiros da aviação recente tiveram sua formação nas Forças irmãs e, após absorver, mesclar, adequar e aperfeiçoar os conhecimentos obtidos na Marinha e Aeronáutica, foi possível criar um pólo de difusão de tais conhecimentos na própria AvEx, que hoje, além de formular e estabelecer doutrinas inerentes à aviação, é capaz de formar seus próprios pilotos e especialistas.
Atualmente, centenas de alunos, oficiais e praças são possuidores de cursos ou estágios realizados na AvEx, muitos dos quais estão distribuídos pelo Brasil, levando consigo a semente dos ideais da aviação.
A cada dia a AvEx consolida-se como uma aviação capaz e exemplar, não somente no cenário nacional mas também no internacional.
São mais de 90.000 horas voadas, em 2008 foram voadas 17.266hs , operando em regiões e climas diversificados, seja na caatinga ou nas imensidões amazônicas, nos pampas ou na cidade.
Surpreende pela capacidade de operar em distâncias ditadas pelas dimensões continentais deste país.
Destaca-se pela versatilidade, pois, além de apoiar a força militar terrestre, auxilia a comunidade na execução de ações de cunho cívico-social, no resgate aeromédico, na busca e salvamento, no apoio em calamidades públicas e em tantas outras atividades que elevam o nome da instituição.
O Comando de Aviação do Exército compreende, além dos 1°, 2°, 3° e 4° Batalhões de Aviação, a Base de Aviação de Taubaté (BAvT), o Batalhão de Manutenção e Suprimentos de Aviação e o Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx).
O atual Comandante é o Gen. Bgd. Roberto Sebastião Peternelli Júnior.
A Aviação do Exército constitui-se num orgulho para todo o coração verde-oliva, pois trata-se de um centro de referência em eficiência e modernidade, símbolo do Exército Brasileiro no limiar do terceiro milênio.
“AVIAÇÂO!”

EXÉRCITO FORMA AS PRIMEIRAS GUERREIRAS DE SELVA DO BRASIL!

Curso de Operações na Selva teve duração de oito semanas e reuniu 47 militares

Primeiras guerreiras de selva do Brasil
As 3º Sargentos Xavier e Lidiana foram diplomadas como guerreiras pelo CIGS
Após formar mais de 4.937 militares do sexo masculino, o Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) diplomou nesta 5ª feira (2), em solenidade militar, as primeiras guerreiras de selva das Forças Armadas brasileiras.
Com outros 45 militares, as 3º sargentos do serviço de saúde, Lidiana Reinaldo Jiló da Costa e Elisângela Ferreira Xavier, participaram dos cursos de Guerra na Selva nas categorias A, D, E e F.
De acordo com o comando do CIGS, as duas concluíram com aproveitamento um dos cursos mais difíceis do Exército Brasileiro. Além de conhecimentos inerentes aos guerreiros de selva, elas também obtiveram capacitação de Assistência Hospitalar.
O Curso de Operações na Selva teve duração de oito semanas, das quais mais da metade com atividades de treinamento no campo de instrução do CIGS, em zona de mata fechada, a 70 quilômetros de Manaus.
A CRÍTICA

AMAN: VISÃO PANORÂMICA SENSACIONAL!

Foto panorâmica da AMAN, feita por Thirso e publicada no blog da Turma Floriano Peixoto. Vale a pena conferir. Clique para ampliar.

DO PRIMEIRO GENERAL NINGUÉM SE ESQUECE

JORGE BASTOS MORENO
Já com seis anos de cobertura do Congresso, eu só conhecia os "cardeais" do MDB. Meu primeiro flerte com a ditadura foi logo com um general. E com um general que ia ser presidente. Conheci o então chefe do SNI, general João Baptista Figueiredo, antes de conhecer a cúpula da Arena.
Entrevistando Teotônio Vilela nos corredores do Senado, passa por nós o poderoso senador José Sarney. Os dois se cumprimentam efusivamente, e Sarney se dirige a mim formalmente:
— O senhor é novo na Casa?
Antes que eu respondesse, Teotônio Vilela solta uma estrondosa gargalhada, que se espalha pelo salão Verde:
--- Meu filho, você está aqui há 20 anos, já entrevistou o general que vai ser presidente e nunca sequer cumprimentou o homem mais poderoso do Congresso. Você é repórter de que planeta?
Teotônio espalhou essa história pelo Congresso.
O episódio da entrevista com Figueiredo tinha acontecido há poucas semanas. Eu estava tentando fazer, por iniciativa própria, uma série de matérias sobre os "presidenciáveis". E fui tentar logo o mais difícil. E consegui. De tocaia no Regimento de Cavalaria da Guarda, eu tremia mais do que Rodrigo Maia diante de José Serra quando, de repente, chegou um Opala azul, placa AM-9347. Eram 7h05m de uma quarta-feira, 4 de setembro de 1978. No fim da tarde, desse mesmo dia, o repórter Ethevaldo Dias me levou à estação rodoviária para ver os meninos gritando: "Extra! Extra! Extra! Figueiredo é o novo presidente do Brasil." De lá ao Congresso, onde, numa roda, Francelino Pereira repetia:
— O presidente Geisel já declarou que na hora certa a Nação conhecerá o nome do candidato da Arena à Presidência da República.
De repente, um colega entregou-lhe um exemplar da edição extra do "Jornal de Brasília", com a minha entrevista com Figueiredo. Somente a ousadia do falecido Paulo Redher poderia mobilizar um jornal inteiro para botar na rua aquela história.
Eu também não havia sido apresentado a Francelino. Mas já sabia, pelas aulas que eu recebia do dr. Ulysses, que era de Flaubert a frase "lambe as palavras como a vaca lambe a cria". Eu estava lambendo a própria cria.
A edição trazia na manchete a revelação do próprio Figueiredo e, na contracapa, outro furo, como consequência do primeiro: "Hugo Abreu pede demissão do gabinete militar". Essa segunda notícia já era um prenúncio dos dias difíceis que Figueiredo enfrentaria já como presidente da República. Brevemente publicarei o teor da conversa em off que virou entrevista que correu o mundo.
O GLOBO

JOBIM ENTREGA MEDALHA A HENRIQUE MEIRELLES E AO PRESIDENTE DA REDE GLOBO

RIHANNA VIRA SOLDADO!

O site Screen Crave divulgou nesta semana fotos da cantora Rihanna vestida como soldado no ste de filmagens de 'Battleship 3'. O longa, uma ficção-científica, narra a luta de militares contra uma ameaça que pode exterminar a vida na Terra. Rihanna é cantora de hits como 'Rude boy' e fará show no Brasil em novembro. Já 'Battleship' deve estrear nos cinemas em 2012, segundo o IMDb. (Foto: Reprodução)

SOLDADO DO EXÉRCITO MORRE EM ACIDENTE DE MOTO NO MT!

O soldado do Exército (18º Grupo de Artilharia de Campanha), de Rondonópolis, Marcos Vinícius Santos Paim, de 19 anos de idade, morreu na noite de quarta-feira (1º), após se envolver num acidente na MT-270, na ponte do Rio Vermelho, sentido Guiratinga.
Segundo o Boletim de Ocorrências registrado pela polícia, o acidente ocorreu por volta das 21h20. Conforme consta no BO, ao entrar na ponte, Marcos Vinícius perdeu o controle da moto que pilotava, uma Honda Fan 125cc, preta, bateu na grade de proteção e caiu dentro do rio.
Outros motoqueiros que estavam com a vítima localizaram o corpo, entraram na água, fizeram o resgate e aguardaram a chegada da polícia e perícia técnica.
O corpo do soldado Marcos Vinícius, que incorporou no 18º GAC em 1º de março deste ano, foi sepultado no final da tarde de ontem no Cemitério Municipal de Vila Aurora. As causas do acidente estão sendo investigadas pela polícia.
A TRIBUNA MT

3 de setembro de 2010

O RECRUTA MAIS FAMOSO DO MUNDO FAZ SESSENTA ANOS

Recruta Zero, nascido como crítica ao serviço militar dos EUA, é desenhado até hoje por seu criador

Um dos mais tradicionais personagens dos quadrinhos, o Recruta Zero completa 60 anos neste sábado. O atrapalhado soldado chega à sexta década de vida como um símbolo da crítica social feita por meio da indústria do entretenimento.
Criada por Mort Walker, a primeira tirinha de Beetle Bailey, o nome original do personagem, foi aprovada por William Randolph Hearst, magnata da imprensa que teria inspirado Orson Welles a rodar o clássico do cinema Cidadão Kane. Walker, 86 anos, desenha seu soldado sem interrupções há 60 anos, o que faz dela uma das mais antigas séries ainda elaboradas pelo autor.
Zero, na verdade, não nasceu como recruta. Era, inicialmente, um estudante universitário que não fazia sucesso. Em 1951, alistado no exército, preservou suas características - preguiçoso, atrapalhado e indisciplinado - e conheceu a fama.
Mort Walker queria, colocando seu recruta no exército, criticar o inferno que era o serviço militar nos EUA: sargentos sádicos e superiores distantes da realidade.
O sucesso no baixo escalão do exército foi imediato. Zero era amado por soldados rasos. Os militares de alta patente tinham ódio por ele.
A imagem de perdedor criada em torno do personagem é errada, segundo o próprio autor. Zero, usando seus truques e seu jeito atrapalhado, derrota seus opressores. "Ele é um grande vencedor, na verdade", afirmou Walker em recente entrevista ao Miami Herald.
Zero foi muito usado como objeto de crítica. Em 1969, a revista Mad tirou seu boné e na testa do personagem estava escrito "Saiam do Vietnã". Em 1990, foi censurada em jornais tira em que o recruta mostrava a bunda para os superiores. No início da década de 1980, as histórias foram acusadas de sexistas por movimentos feministas. No Brasil, as tirinhas podem ser lidas em O Estado de S. Paulo. A editora L&PM tem editados dois volumes de O Melhor do Recruta Zero, por R$ 11 cada uma.

(RODRIGO BORGES)
DESTAK JORNAL

DIA DO SOLDADO NO HAITI

Nos dias 24 e 25 de agosto de 2010, o Contingente Brasileiro no Haiti, formado pelos Batalhões de Infantaria de Força de Paz 1 e 2 (BRABATT 1 e BRABATT 2), pela Companhia de Engenharia de Força de Paz (BRAENGCOY) e pelo Grupamento Operativo da Marinha (BRAMAR), comemorou o Dia do Soldado com a realização de cultos religiosos, competições desportivas e uma formatura noturna na qual foram lembrados os heróis militares brasileiros que tombaram no Haiti em face do trágico terremoto do dia 12 de janeiro do corrente ano.


A cerimônia noturna contou com a presença de autoridades civis e militares, com destaque para o Embaixador do Brasil no Haiti (Igor Kipman) e do Comandante da Força Militar da MINUSTAH (Gen Bda Paul Cruz), além dos militares brasileiros que integram a MINUSTAH.

ESCOLA DE SARGENTOS REALIZA AÇÃO SOCIAL EM ASILO NO RS

Militares da Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos das Armas (EASA), esposas de oficiais e sargentos da Guarnição de Cruz Alta (RS) visitaram, em 19 de agosto, o Asilo Santo Antônio. Foram realizadas a manutenção das áreas verdes e edificadas do asilo, a entrega de alimentos arrecadados pelo copo de alunos, e a apresentação musical de militares da EASA.
 
Militares da EASA visitam asilo
 
 Militares da EASA visitam asilo
  Fotos: Sd Nícolas 

PRESO O EX-SOLDADO PARAQUEDISTA QUE É O PRINCIPAL SEGURANÇA DE CHEFE DO TRÁFICO

Agentes da Divisão Antissequestro (DAS) prenderam, ontem à noite, na Barra da Tijuca, o principal segurança do chefe do tráfico da Favela da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem. O ex-militar Jorge Luiz de Oliveira — que serviu sete anos e foi líder de turma do 26º Batalhão de Brigada Paraquedista do Exército — estava foragido desde 2005. Ele era um dos principais homens de guerra da quadrilha, atuando nas invasões da Vila dos Pinheiros, na Maré, em 2007, e ao Morro da Formiga, em janeiro deste ano.
PQD foi preso em frente a uma academia de ginástica na Rua Comandante Júlio de Moura, esquina com Avenida Olegário Maciel. Ele se preparava para encontrar um amigo para comprar roupas importadas de grifes famosas.
“Paralelamente a uma investigação em cima de uma quadrilha de sequestradores, recebemos a informação deste criminoso. Ainda que ele não tenha ligação com sequestros, tínhamos a obrigação de agir e prendê-lo, já que havia dois mandados de prisão contra ele”, afirmou o diretor da DAS, delegado Marcos Reimão.
Também conhecido na Rocinha como Predador, o preso integrava o ‘Bonde dos PQD’ da favela, que reúne vários ex-militares. Em 2006, quando o Exército subiu a Rocinha em busca de dez fuzis roubados de batalhão de São Cristóvão, o bandido foi um dos traficantes que enfrentaram os militares. “Eu estava com uma arma de brinquedo”, alegou ontem.
O criminoso afirmou que estava afastado do tráfico. As investigações da Polícia Civil indicam o contrário. Em 2008 PQD, de fato, chegou a ser afastado por Nem após uma acusação de estupro na favela. Após provar sua inocência no ‘tribunal paralelo’, ele retornou. Chegou a ser um dos chefes do tráfico do Morro do Vidigal e, atualmente, era segurança de Nem.
Sobre a guerra de São Conrado, há duas semanas, ele negou participação. “Estava na Rocinha quando me ligaram dizendo que achavam que era invasão de inimigos. Mas eu nem desci”, jurou Predador. Leia mais.
O DIA ONLINE
(Foto: Marcelo Theobald- EXTRA)

EXÉRCITO DERRUBA LIMINAR A FAVOR DE BAIXINHOS E CASADOS NAS ESCOLAS MILITARES

Escola Preparatória de Cadetes do Exécito disse ter conseguido, após recurso na Justiça, manter exigências aos candidatos do concurso para 520 vagas, que haviam sido questionadas pelo Ministério Público Federal em Goiás e em Natal e suspensas em primeira instância. Dessa forma, a seleção volta a exigir que o candidato tenha entre 16 e 21 anos, seja do sexo masculino, com altura mínima de 1,60m e seja solteiro e sem dependentes, como prevê o edital de abertura.
O Exército disse ter entrado com os recursos nos Tribunais Regionais Federais da 1ª e 5ª Regiões e conseguido a revogação das decisões judiciais para a suspensão das exigências.
Dessa forma, o Exército afima que estão mantidos todos os requisitos para ingresso, bem como o calendário das provas e exames.

Liminar
O MPF havia conseguido liminar na Justiça Federal para que o Exército retirasse as exigências, consideradas pelo órgão como excludentes. Com isso, o Exército reabriu o prazo de inscrições por mais 15 dias aceitando os candidatos que não se enquadrassem nos critérios do edital.
De acordo com o MPF de GO, as “as exigências caracterizavam descumprimento de preceitos constitucionais, como o princípio da legalidade, ao criar requisitos não previstos em lei, e o princípio da isonomia, ao estabelecer critérios discriminatórios ilegítimos no regulamento do concurso."

DEPOIS DE TOCANTINS, MATO GROSSO TAMBÉM PEDE SOCORRO AO EXÉRCITO PARA COMBATER QUEIMADAS

FÁTIMA LESSA - Agência Estado
Depois do Tocantins, agora foi a vez de Mato Grosso requisitar o apoio do Exército no combate às queimadas. Hoje, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) no Estado convocou os militares para ajudar no combate às queimadas na região do Araguaia.
Segundo o coordenador estadual do PrevFogo, Cendi Ribas Berni, o Exército montará uma base de atuação na Ilha do Bananal, do lado de Mato Grosso, onde a "situação é mais crítica hoje". Serão 50 homens acampados. A ilha, que é a maior fluvial do mundo, com 20 mil quilômetros quadrados de extensão tem divisa com o Goiás, Tocantins e Mato Grosso. Leia mais.

PROGRAMA SOLDADO CIDADÃO QUALIFICA QUARENTA MILITARES NO AMAZONAS

A Escola SENAI de Ações Móveis e Comunitárias concluiu as primeiras turmas de 2010 do Programa Soldado Cidadão no mês de agosto, certificando 40 soldados nos municípios de Humaitá e Tefé. Desde 2005, a escola de educação profissional do SENAI Amazonas desenvolve cursos de qualificação para jovens militares das Forças Armadas com objetivo de capacitá-los em alguma profissão para enfrentarem o mercado de trabalho em melhores condições.
A atividade do ensino profissional aos militares faz parte do programa do governo federal que tem a finalidade de qualificar social e profissionalmente os jovens que prestam o Serviço Militar, facilitando sua inserção em um emprego ao retornar à vida civil.
Segundo o coordenador de Relações com o Mercado da Escola de Ações Móveis e Comunitárias, Sérgio Furtado, serão investidos R$ 100 mil na qualificação e certificação de 140 militares na capital do Amazonas, recurso este que também contemplará jovens militares dos municípios de Humaitá, Tefé e São Gabriel da Cachoeira.
Os cursos previstos no decorrer dos próximos meses são de mecânica de motores a diesel, instalador hidráulico residencial e reparador de condicionador de ar. “Atendemos os jovens que deixam o exército sem perspectiva de trabalho. Com a participação da instituição de promover o ensino profissional ao Programa Soldado Cidadão, contribuímos com inclusão desses jovens no mercado de trabalho, ampliando suas oportunidades de emprego e renda”, explica Furtado.
MANAUS EM NOTÍCIA/Ass. de Comunicação Sistema FIEAM

2 de setembro de 2010

BRASIL DISCUTE CRIAÇÃO DE BASE AMERICANA NO RIO DE JANEIRO!

Rui Nogueira, Rafael Moraes Moura
Por sugestão da Polícia Federal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu ontem com o comandante do Comando Sul dos EUA, tenente-brigadeiro Douglas Fraser, a proposta de criação de uma base “multinacional e multifuncional” que teria sede no Rio de Janeiro.
A base formaria, com duas já existentes, em Key West (EUA) e em Lisboa (Portugal), o tripé de monitoramento, controle e combate ao narcotráfico e contrabando, principalmente de armas, além de vigilância antiterrorista.
Douglas Fraser passou o dia de ontem em Brasília. Após reunião de trabalho e almoço com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o comandante americano encontrou-se com o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.
A PF já tem um adido de inteligência trabalhando na base de Key West, na Flórida. O Planalto está para decidir se o adido junto à base de Lisboa será um delegado federal ou um oficial da Marinha.
A base no Rio, assim como as outras duas, não admite operações sob comando de estrangeiros. Os países que aceitam participar dos programas de cooperação de combate ao crime organizado enviam adidos que atuam sempre sob supervisão dos agentes do país soberano sobre a base. A ideia é que com a base da Flórida, que vigia de perto o tráfico no Caribe, e a de Lisboa, que exerce controle sobre o Atlântico Norte, a base brasileira sirva como posto avançado de monitoramento do Atlântico Sul.
Tragédia. Key West é uma base aérea e naval que atua em cooperação com os departamentos de Defesa e de Segurança Nacional, agências federais e forças aliadas. Desde 1989, possui força-tarefa de inteligência que conduz operações contra o narcotráfico no Caribe e na América do Sul. Foi de lá que partiu o primeiro avião de resgate no caso da tragédia do voo AF 447, da Air France, em junho passado, no litoral do Brasil, perto de Fernando de Noronha. Notificada do acidente, a base mobilizou o adido brasileiro, que providenciou o início do socorro.
O grupo de agentes da força-tarefa de Key West tem como objetivo combater o cultivo, a produção e o transporte de narcóticos. Os governos britânico, francês e holandês contribuem com o envio de navios, aeronaves e oficiais. O grupo reúne ainda representantes de Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e outros países latino-americanos.
A presença dos Estados Unidos na região começou em 1823, com o objetivo de combater a pirataria local. Foi usada inicialmente como patrulha de operações submarinas e como estação de treinamento aéreo, utilizada por mais de 500 aviadores na época da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Em 1940, ganhou a designação de base aérea e naval.
Em Lisboa, a base naval fica à margem do Rio Tejo, no Perímetro Militar do Alfeite. Foi criada em dezembro de 1958.
Fraser também veio ao Brasil para organizar a viagem do secretário de Defesa dos EUA, prevista para meados de abril. A visita é retribuição da viagem de Jobim aos EUA, em fevereiro, em Nova York. Em pauta, a cooperação estratégica militar entre os dois países, a compra de caças pelo Brasil e o interesse dos EUA em adquirir aviões de treinamento – a Embraer produz o Supertucano. A americana Boeing produz o F-18, Super Hornet, que está entre os três classificados na concorrência da FAB.
FONTE: Estadão

FAB REALIZA PRIMEIRO VOO COM BOMBAS INTELIGENTES NO BRASIL

Os Pilotos de Provas do Grupo Especial de Ensaio em Voo (GEEV) da Força Aérea Brasileira (FAB) iniciaram campanha de testes com bombas inteligentes guiadas a laser. O primeiro voo aconteceu no dia 26 de agosto, com o emprego de uma aeronave A-1A.
“No ambiente da guerra moderna, é um salto operacional significativo”, afirma o piloto de provas do GEEV que realizou o primeiro voo, Capitão-Aviador Diogo Silva Castilho.
Poucos países tem capacidade tecnológica de empregar esse tipo de armamento, que é mais eficaz, diminui o risco de perda de aeronaves e pilotos porque permite que o lançamento a grande altitude e distância do alvo. Ao mesmo tempo, reduz a possibilidade de danos colaterais nas proximidades dos alvos militares.
A aeronave A-1 voou equipada com mísseis, tanques subalares, “pod designador laser” e duas bombas de 460 kg cada, capazes de atingir com precisão um alvo iluminado por laser através de guiamento.
FONTE / FOTO: FAB

HAITI: MANDATO DA MINUSTAH DEVE SER PRORROGADO

O mandato anual da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), iniciada em 2004, acaba em outubro. Para o diretor do Departamento de Organismos Internacionais do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Duarte, é bem provável que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) amplie, por mais um ano, o mandato da missão, cuja força militar é comandada pelo Brasil.
De acordo com Duarte, o terremoto ocorrido em janeiro deste ano que devastou Porto Príncipe, capital haitiana, e matou milhares de pessoas, entre elas soldados brasileiros da força de paz, tornou o papel da missão ainda mais importante. Depois da catástrofe, segundo ele, além de focar na segurança do país, a Minustah passou a ter um papel mais ativo na cooperação com as autoridades haitianas na reconstrução do país.
Duarte acredita que as eleições presidenciais no Haiti, previstas para novembro, e a futura mudança de governo no país não devem prejudicar o mandato da Minustah, cuja força militar é coordenada pelo Brasil. Até porque, segundo o diplomata, ainda não há certeza se a eleição ocorrerá mesmo na data prevista.
“Essa questão das eleições lá ainda não está definida. Inclusive, em função do terremoto, é possível que as eleições sejam adiadas por alguns meses. O trabalho que tem sido feito pela Minustah tem sido reconhecido internamente e internacionalmente. Não acreditamos que, por enquanto, seja conveniente uma alteração muito fundamental no mandato da Minustah, a ser considerado em outubro”, disse.
O Brasil mantém 2.190 militares no país caribenho, dos quais 250 são homens do corpo de engenharia, que estão trabalhando em projetos de construção de estradas e de poços artesianos para a população haitiana.

COMISSÃO DO SENADO APROVA DUAS INDICAÇÕES AO STM

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou há pouco os dois nomes indicados pela Presidência da República ao Superior Tribunal Militar (STM). O almirante-de-Esquadra Marcus Vinícius Oliveira dos Santos ocupará a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Rayder Alencar da Silveira (Marinha).
Já o tenente-brigadeiro-do-Ar Cleonilson Nicácio Silva assumirá a cadeira ocupada pelo ministro aposentado Flávio de Oliveira Lencastre (Aeronáutica). As duas votações foram unânimes.A CCJ encerrou a reunião instantes depois da votação.

SOLDADOS AFASTADOS PEDEM APROVAÇÃO DO PROJETO QUE OS REINTEGRA À AERONÁUTICA

Elina Rodrigues Pozzebom
Um grupo de ex-servidores da Força Aérea Brasileira aproveitou a semana de esforço concentrado no Senado Federal para pressionar os parlamentares pela aprovação de projeto de decreto legislativo que permite a reintegração de cerca de 12 mil soldados afastados da Aeronáutica de 2000 a 2008.
De autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o projeto susta artigo do decreto que autorizou o afastamento de soldados aprovados por concurso público para integrar a Aeronáutica. Eles, que já estavam quites com o serviço militar obrigatório, passaram no curso de especialização e se tornaram soldados de primeira classe especializados. Entretanto, a partir de 2000, o Comando da Aeronáutica os licenciou sob a justificativa de que estavam prestando o serviço militar inicial e que o contrato era temporário. Mas estar em dia com suas obrigações militares foi requisito para a realização do concurso, lembrou o senador Flexa Ribeiro na justificativa do projeto.
Os ex-servidores da Força Aérea conversaram com senadores e tentaram obter dos líderes partidários o compromisso de votação da matéria. O PDS 399/10, no entanto, não está pronto para a ordem do dia de votações, pois o senador Romero Jucá (PMDB-RR) apresentou requerimento para que seja avaliado pela Comissão de Relações Exteriores (CRE), além da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde a matéria estava tramitando antes do requerimento de Jucá.
João Carlos Viegas, vice-presidente da Associação Nacional dos Ex-soldados Especializados da Aeronáutica (Anese), disse acredita que o governo não quer a aprovação do projeto, daí as dificuldades que vêm sendo enfrentadas para a sua aprovação. Ele salientou a importância da medida que, conforme afirmou, "vai dar dignidade a muitos pais de família".
Agência Senado

SENADO MANTEM SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE RECÉM FORMADOS

Em duas votações nominais e unânimes na tarde de ontem (31), a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou dois projetos de lei da Câmara (PLC) que alteram regras do chamado Estágio de Adaptação e Serviço (EAS) das Forças Armadas, o serviço militar obrigatório para profissionais de nível superior da área da saúde. A reunião foi comandada pelo presidente da CRE, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Ambas as propostas foram aprovadas em decisão terminativaÉ aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. e sofreram apenas mudanças de redação, seguindo, portanto para sanção do Presidente da República.
De autoria do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), o PLC 90/10 garante aos médicos que realizaram o EAS pontuação extra em provas de seleção para residência médica. Na justificação do projeto, o deputado justifica o benefício em função da dificuldade das Forças Armadas para convocar profissionais de saúde para estagiar em guarnições especiais das classes A ou B, localizadas em áreas de difícil acesso e com infraestrutura precária, como regiões da Amazônia.
De acordo com o texto, os profissionais de saúde que prestarem o EAS em guarnições especiais das Forças Armadas terão suas notas curriculares elevadas entre 5% e 15% nas provas de análise de currículo dos programas de residência na área de atuação. O estágio é realizado no lugar do serviço militar obrigatório para os alunos que se formam nas áreas ligadas à saúde.
O PLC 91/10 é de iniciativa do Poder Executivo e tem por objetivo tornar mais clara a legislação referente ao tema (Leis 4.375/64 e 5.292/67). O projeto disciplina a convocação, após a conclusão dos cursos de graduação, de médicos, farmacêuticos, dentistas e veterinários que não tenham prestado o serviço militar obrigatório tradicional.
O projeto prevê que a dispensa concedida aos estudantes dessas áreas na época do alistamento precisa ser revalidada assim que concluírem o curso universitário. Nesse momento, as Forças Armadas analisarão a eventual necessidade de incorporação ao serviço militar obrigatório. Segundo a proposta, a incorporação poderá aguardar a conclusão de residência médica ou de pós-graduação.
O Executivo argumenta na justificação da matéria que a redação atual dessas leis tem gerado contestações judiciais que acabam por prejudicar as Forças Armadas. O resultado seria deficiência no recrutamento de pessoal especializado em saúde para atender a demandas das populações de áreas mais isoladas do país, como a região amazônica.
Relator de ambas as matérias na CRE, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) deu parecer favorável às duas, acolhendo emendas da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) para o PLC 91/10. Os dois projetos já passaram pela apreciação tanto da CE quanto da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Também participaram da reunião os senadores Renato Casagrande (PSB-ES), João Tenório (PSDB-AL), João Faustino (PSDB-RN), Heráclito Fortes (DEM-PI), Regis Fichtner (PMDB-RJ), Eduardo Suplicy (PT-SP), Alvaro Dias (PSDB-PR), Roberto Cavalcanti (PRB-PB), Marco Maciel (DEM-PE) e Augusto Botelho (sem partido-RR). 
 Agência Senado com Agência Câmara de Notícias

1 de setembro de 2010

BRASIL BRILHA NO MUNDIAL MILITAR DE NATAÇÃO

Os Jogos Militares são promovidos pelo Conselho Internacional do Esporte Militar (CISM), que reúne 128 países de todo o planeta e mais de um milhão de atletas militares. São reconhecidos pela ONU como uma Organização promotora da Paz através do esporte. Em outubro de 2007, a competição foi realizada na Índia, nas cidades de Hyderabad e Bombain, com 71 países inscritos e 4.571 atletas.
Em 2011, a competição acontece no Rio de Janeiro. As modalidades que serão serão: Atletismo, Basquete, Boxe, Hipismo, esgrima, futebo, futsal, handebol, vela, judô, natação, pentatlo moderno, pentatlo militar, pentatlo naval, pentatlo aeronáutico, taekwondo, tiro, triatlo, vôlei e vôlei de praia.
E o Brasil está investindo pesado para ser campeão geral da competição. Pegou, nos últimos anos, a grande maioria de seus principais atletas e os transformou em militares, com cursos da Marinha, Aeronáutica e Exército.
E o resultado pode ser visto em muitas modalidades. O Brasil foi campeão mundial militar de vôlei, Yane Marques foi prata no mundial militar de pentatlo moderno, a esgrima brasileira ficou no pódio no mundial militar, os triatletas brasileiros são favoritos ao título. No taewkondo, o Brasil voltou muito medalhado do mundial disputado no Canadá em julho.
Na natação, na última semana, aconteceu o Mundial Militar, na Alemanha. O Brasil ficou na segunda posição na classificação geral de medalhas, com muitos dos atletas nadando melhor do que no Pan-Pacífico, competição que, na teoria, era o mais importante da temporada.
Foram 26 medalhas conquistadas, 14 delas de ouro, resultado inferior apenas ao dos alemães.
Destaque para Tales Cerdeira, ouro nos 50m peito com 27:77, 100 peito com 1:00:69 e os 200m peito com 2min11s. Na minha opinião, ele é a grande nome desta temporada do Brasil na natação, excluindo claro os "consagrados" Cielo, Thiago e Felipe. Só não foi bem no Pan-Pacífico porque foi desclassificado por uma filipina a mais.
Fabíola Molina teve o segundo melhor índice técnico feminino da competição (28:48 nos 50 costas) e terminou como a quinta mais eficiente da competição, com medalha inclusive nos 50m borboleta e nos 200m costas.Com 1m00s81 fez o recorde do campeonato nos 100m costas.
No masculino, Nicholas Santos e seus 23:42 nos 50 borboleta foram o melhor índice técnico seguidos de Tales Cerdeira e seus 27:77 nos 50 peito e Guilherme Guido e seus 25:12 nos 50 costas. No Troféu Eficiência masculino, deu Tales Cerdeira.

JOBIM: SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO VAI INCORPORAR MAIS JOVENS.

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Segundo o ministro da Defesa, medidas serão possíveis após a reestruturação do ministério sancionadas por Lula na última semana
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, que o número de incorporações ao serviço militar obrigatório passará da média atual de 69 mil para 91 mil jovens por ano, com as medidas de reestruturação do ministério, sancionadas na última quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
http://www.demoro.com/img/imperialismo.jpgA reestruturação da pasta foi o tema da palestra de Jobim na abertura do 7º Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional, que ocorre até a próxima sexta-feira na Escola Naval, na Ilha de Villegagnon, na Baía de Guanabara.
Entre os pontos destacados por Jobim, na palestra aos participantes do congresso, estão as medidas de reestruturação que ampliam o poder de polícia nas fronteiras, como o aumento de 21 para 49 no número de pelotões e a criação de batalhões de operações da Marinha nos estados de Mato Grosso, do Amazonas e do Pará.
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Sobre a criação da carreira civil no Ministério da Defesa, Nelson Jobim disse que ela tem a ver com a operacionalidade do próprio ministério, em função da rotatividade dos titulares da pasta. “Se você tem uma carreira de Defesa, as chefias mudam com os governos, mas as estruturas continuam funcionando, sem inventar a roda”, afirmou. Segundo o ministro, a carreira civil vinculada ao Ministério da Defesa abrirá espaços para técnicos especializados em equipamentos, em guerra cibernética e em temas ligados à articulação militar.

PLANO BRASIL(Agência Brasil via Último Segundo)

TIRO DE GUERRA COMEMOROU SEMANA DO SOLDADO NO CEARÁ

ACARAÚ: TIro de Guerra comemorou a semana do soldado

Na semana do soldado de 23 a 27 deste mês de agosto, várias atividades foram desenvolvidas pelo Tiro de Guerra 10-018 em Acaraú, cujo o objetivo maior foi homenagear o soldado brasileiro símbolo de integração nacional.
Entre as atividades destacaram-se, no dia 24 de agosto, homenagem realizada na Câmara Municipal com representação de atiradores e monitores, já no dia 25 de agosto foi realizada palestra com o tema “Vida Militar” em uma escola municipal de Acaraú e a noite ocorreu a Solenidade Militar na Praça do Centenário em homenagem ao dia do Soldado conduzida pelo STen Inf Vanderlei Terras de Souza, Chefe da Instrução do Tiro de Guerra 10/018 de Acaraú, onde foram realizadas a entrega de boinas aos Atiradores e Monitores por suas madrinhas e padrinhos.
No dia 26, o Tiro de Guerra recebeu a visita de estudantes, onde as crianças tiveram a oportunidade de serem atiradores por um dia, freqüentando oficinas de ordem unida, exposição de material, hinos e canções e tiro de chumbinho utilizando o Fuzil de ar comprimido, que podem ser conferidas nas imagens.






Fonte: Setor de comunicação do TG 10 018 / Blog do Erasmo Andrade

HAITI: COMANDO BRASILEIRO VAI MUDAR FOCO DA MISSÃO DE PAZ

FERNANDA ODILLA
O perfil das tropas da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti deve mudar a partir de outubro, quando haverá a renovação do mandato e reedição dos termos da missão no país caribenho.
O general Floriano Peixoto, que comandava a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) quando o terremoto de 12 de janeiro destruiu o país, afirma que as maiores demandas neste momento são a construção de moradias e a remoção de escombros.
Diante das necessidades de reconstrução do país, a ONU deve alterar o foco da missão, hoje direcionado para a estabilização da paz. O comando das tropas, contudo, continuará nas mãos dos brasileiros.
"A continuidade da ajuda internacional deve incorporar elementos de reconstrução da base física e de infraestrutura, coisa que a ONU já vem fazendo. Haverá um momento que esse balanceamento deverá ser refeito. [A missão] Começa forte militar e vai balanceando", disse o general, que na manhã desta terça-feira ganhou uma medalha do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Segundo Floriano Peixoto, o Haiti hoje "está absolutamente seguro" e crimes como sequestro simplesmente deixaram de existir após o terremoto.
Ontem, ex-comandante brasileiro das tropas da ONU no Haiti ganhou elogios do general Douglas Fraser, do Comando Sul dos EUA, pelo esforço em tentar aliviar a dor dos haitianos.
Questionado se a medalha significava um sinal de reconhecimento norte-americano após eventuais desgastes nas relações militares pós-terremoto, Floriano Peixoto foi categórico em reafirmar que não houve competição entre as tropas. "Talvez no início houve indefinição de papéis", ponderou, dizendo que ao EUA cabia ajuda humanitária e ao Brasil garantir a segurança. Leia mais.

HAITI: SUBTENENTE RETORNA E DÁ ENTREVISTA SOBRE A MISSÃO

"Tinha uma menininha, ela tinha uns 3 ou 4 anos, que me abraçou e não queria mais me soltar. Ela brincou comigo o tempo todo, umas 3 ou 4 horas, [...]ela não desgrudava de mim. Aquilo me marcou, ver que o pouco de carinho que a gente dá para eles faz a diferença."

DO DESESPERO À ESPERANÇA
Mônica Dias e Felipe Libório*
No dia 12 de janeiro deste ano, um terremoto de magnitude 7 devastou o Haiti, país mais pobre do continente americano. Desde 2004 o Brasil já vinha contribuindo com a Organização das Nações Unidas (ONU) em seu projeto de reestruturação do país. Como parte desses esforços, a Engenharia Militar da Amazônia, através do 2º Grupamento de Engenharia, mantém um rodízio de tropas no país a cada 6 meses.
Uma semana após o terremoto, um contingente formado por 41 homens que integram a Companhia de Engenharia de Força de Paz foi enviado ao Haiti. Eles retornaram no dia 10 de agosto, após 6 meses de serviços prestados à Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH,  na sigla em inglês).
Em entrevista à Maloca Digital, o subtenente Benício, que está no Exército há 26 anos e fez parte da tropa, falou do trabalho e das dificuldades enfrentadas durante a experiência de interagir as Forças de Paz da ONU no Haiti.
Maloca Digital- Como foi o ingresso nas Forças de Paz e a transferência para o Haiti?
Subtenente Benício- Há um processo seletivo, no qual nós nos voluntariamos, enviamos nossos dados e nossas habilidades. Esse documento é enviado ao Estado Superior, e você passa por uma seleção. Após ser selecionado, o militar inicia uma série de exercícios de preparação para o trabalho no exterior. Ocorre o preparo descentralizado, com a primeira fase desenvolvida aqui em Manaus, e, posteriormente, o preparo centralizado com os outros militares do Exército vindos de diversas regiões do país, trabalho esse que foi desenvolvido lá no Rio de Janeiro. Fizemos as duas partes entre Agosto e Dezembro do ano passado. Viajamos em Janeiro deste ano.

MD- Como você descreve a chegada ao Haiti?
STB- Antes de viajar, criamos uma série de expectativas, porque o que a gente conhece sobre o lugar nos é passado por quem já foi. Nós chegamos lá uma semana após o terremoto, encontramos o país num caos total, só ruínas, então foi uma chegada bem traumática para muitos. O normal seria chegar lá e continuar o trabalho que o batalhão anterior estava realizando, mas com o terremoto tudo mudou. Começamos a desenvolver um trabalho em função do terremoto, porque toda a força disponível foi empregada na assistência as vítimas. Depois, começamos a trabalhar na reparação e construção de bases para as forças da ONU e de campos de refugiados, porque muita gente não tinha para onde ir.

MD- Como é o dia a dia dos militares que atuam no Haiti?
STB- No nosso caso, da Engenharia brasileira, passamos a maior parte do tempo na base, saindo apenas para trabalhar. A rotina era acordar, tomar café da manhã, sair pra realizar a função que a Companhia recebia da ONU, e voltar para a base. Nós morávamos em containers. Então era do container para o trabalho e do trabalho para o container.

MD- Qual o sentimento do povo haitiano depois da tragédia?
STB- No primeiro momento, eu acho que eles ficaram estupefatos, sem saber o que fazer, ficaram meio aéreos. Porque ninguém acreditava, eram muitos mortos.

MD- A chegada da ONU deu esperança a eles?
STB- Bem, eles querem uma mudança, eles contam muito com isso. É o país mais pobre da América, então precisa muito da ajuda dos outros. Parece-me que eles querem que a ONU faça algo em prol deles para que eles possam caminhar com as próprias pernas. A gente conversa com vários haitianos, muitos soldados da base são haitianos, e o sentimento comum deles é esse. Eles têm orgulho de ser a primeira nação independente da América, dizem que serviram de modelo para os outros países do continente, eles têm vontade de crescer como país. E eu acho que estão buscando, que estão no caminho certo. Basta ter um esforço conjunto das outras nações para ajudá-los.

MD- Quais foram os principais serviços realizados no Haiti pelo seu agrupamento?
STB- Logo depois do terremoto, havia a necessidade de socorrer as vítimas e realizar os sepultamentos, depois continuamos com o trabalho de remoção de escombros. A gente trabalha pra eles tapando buraco, melhorando e limpando as vias.

MD- Como o povo haitiano vê a atuação da MINUSTAH?
STB- O Brasil, a engenharia, é bem vista pelos haitianos. A gente passa e eles falam “Oi, Brasil!”. Se eles virem duas viaturas de outros países e uma do Brasil, eles correm para a nossa falando “Brasil, Brasil, amigos!”. Também tem aquela intimidade do futebol, a gente coloca a camisa da seleção e eles falam do Ronaldo.  Nós somos bem aceitos, não enfrentamos problemas com a população.

MD- Como é a experiência de estar num país estrangeiro por tanto tempo?
STB- É uma experiência nova e gratificante. Todos tivemos um aprendizado muito grande. Porque você está numa situação com a sua família, você cuida de tudo, você vai pro seu trabalho, vai pra casa, você tem uma rotina, um controle. Mas depois que você chega lá você não tem mais, então você depende dos seus familiares, apesar de estar longe você fica lembrando “Ei, pagou aquela conta? Fez isso? fez aquilo?”. Eu tinha essa preocupação, mas vi que tudo foi se ajeitando, então fiquei tranquilo. Nós percebemos que os nossos familiares dependem da gente, mas se for necessário eles sabem caminhar sozinhos.

MD- Qual a sensação de ter feito parte da MINUSTAH, levando em conta a sua importância para o povo do Haiti?
STB- É um orgulho muito grande, uma satisfação pessoal, uma satisfação também para a nossa família. É bastante gratificante ter feito e participado desse trabalho em prol da nação haitiana.

MD- Seis anos depois no início da MINUSTAH, como você julga a atuação da missão no Haiti? Qual sua importância para o país?
STB- Antes de o Brasil assumir, o país era um caos total. Conversando com os diversos companheiros que foram e tiveram a oportunidade de retornar ao Haiti, eles nos contam como notaram a diferença. Quando eles foram, logo no começo, não podiam transitar em algumas áreas porque tomavam tiro, e hoje não. Está mais pacífico, tem área verde, a gente já pode circular. Sem segurança, o comércio não podia funcionar, e hoje alguns já estão funcionando. Há um trabalho progressivo que vem sido desenvolvido ao longo desses 6 anos e, segundo aqueles que tiveram uma visão de antes e depois, está dando resultado.

MD- Por quanto tempo o contingente militar brasileiro ainda vai ficar no Haiti?
STB- Todo ano é renovado esse contrato pelo governo brasileiro, então eu não tenho essa previsão. Até agora a presença brasileira está confirmada por mais um ano.

MD- Agora que voltou para casa, quais são os planos?
STB- Eu ainda não voltei pra casa (risos). Nós passamos por um período de avaliação durante 3 dias antes de voltar pra casa. Fazemos exames psicológicos, médicos e laboratoriais e só depois disso é que somos liberados para ir para casa. Por enquanto eu pretendo ficar por aqui e, se surgir outra oportunidade, em 2 ou 3 anos, eu posso retornar ao Haiti.

MD- Qual o sentimento deixado em você pelo Haiti?
STB- Um povo guerreiro, sofrido, mas que tem orgulho, e que precisa do nosso apoio. Não só do Brasil, mas de outros países também, para que eles possam aprender a seguir seu rumo, e eles têm tudo pra isso. É visível que eles gostam quando a gente valoriza o trabalho que eles estão fazendo.

MD- Qual a pior lembrança que você trouxe do Haiti?
STB- Ver as pessoas feridas sendo retiradas dos escombros ainda com vida e, depois, ver vários mortos. Eu vi vários mortos, e essa visão a gente procura esquecer.

MD- E a melhor?
STB- A Cia de engenharia adotou um orfanato, e como eu trabalhava muito na base e quase não fazia serviço externo, eu não tive oportunidade de visitar. Mas o orfanato passou um dia com a gente lá na base e foi muito bom brincar com aquelas crianças. Tinha uma menininha, ela tinha uns 3 ou 4 anos, que me abraçou e não queria mais me soltar. Ela brincou comigo o tempo todo, umas 3 ou 4 horas, e tentava dar ela pra outra pessoa e ela não desgrudava de mim. Aquilo me marcou, ver que o pouco de carinho que a gente dá para eles faz a diferença.

MD- Como está o Haiti agora?
STB- Está voltando à normalidade. No pós terremoto, nos dias que sucederam a tragédia, nós encontrávamos nas ruas os sobreviventes e parecia que eles estavam em estado de choque. Eu passei dois dias no mesmo local e havia uma mulher que durante os dois dias ficou sentada no mesmo lugar. As ruas eram sujas e agora já é possível circular com normalidade, as vias estão limpas, as edificações estão sendo reconstruídas, nós vemos casas, prédios, os comércios abertos, pintados, arrumados. A gente já vê certa normalidade, ninguém vê mais aquele pessoal vagando a esmo, como nos dias do pós terremoto. Foi gratificante trabalhar para que eles conseguissem voltar a essa normalidade. Porque ninguém previa esse terremoto, eu, por exemplo, fui para fazer asfalto, tapar buraco e, de uma hora para outra, mudou. Eu só fui trabalhar com asfalto no final da missão. O esforço de todos contribuiu para ajudar.
*estudantes de jornalismo da Ufam. 


"FORÇAS ARMADAS VÃO CONTER TRÁFICO NA FRONTEIRA", DIZ SINDICALISTA

“O uso das forças armadas nessa tarefa conter o crime na fronteira de Mato Grosso do Sul é um sonho antigo do povo sulmatogrossense”

Wilson Aquino
O tráfico de armas e de drogas do Paraguai e da Bolívia, que passam por Mato Grosso do Sul, uma das principais rotas desses crimes, vai reduzir drásticamente com a lei que cria o Estado Maior das Forças Armadas, sancionada pelo presidente Lula na quarta-feira (25) e que dá poder de polícia às Forças Armadas. “Essa é uma das principais mudanças da lei. Ela autoriza, por exemplo, o Exército a revistar pessoas e veículos, fazer patrulhamento e até prisões em fragrante delito”, avalia Idelmar da Mota Lima, presidente da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul.
Idelmar, que preside também a Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom/MS, entidade que representa mais de 100 mil trabalhadores no Estado, diz que a segurança das famílias, tanto na região de fronteira como em todo o País será melhor pois com essa “força policial” das Forças Armadas haverá maior apreensão de drogas e armas que entram livremente no Brasil passando pelas grandes extensões de fronteira seca que o Brasil faz com vários países vizinhos (Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai).
Só Mato Grosso do Sul, por exemplo, a fronteira seca com a Bolívia e Paraguai somam 753 quilômetros de extensão. Sendo que só com o Paraguai, são 434 quiômetros e 319 quilometros com a Bolívia. “É uma região muito extensa para fiscalização apenas das polícias civil, militar e federal”, explica o presidente da Força Sindical.
“O uso das forças armadas nessa tarefa conter o crime na fronteira de Mato Grosso do Sul é um sonho antigo do povo sulmatogrossense”, explica Idelmar que comemorou primeiro a aprovação da lei pelo Congresso Nacional e agora a sanção do presidente Lula na semana passada.
A nova lei ainda reforça o poder do ministro da Defesa ao dar a ele o poder de indicação dos comandantes das Forças Armadas, hoje sob responsabilidade do presidente da República.

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