31 de maio de 2016

Brasília: Vila Militar é alvo de frequentes arrombamentos de residências. E o desabafo de uma moradora que teve a casa assaltada

Há tempos tenho recebido informações preocupantes sobre a falta de segurança em uma Vila Militar, especificamente a do 1º Regimento de Cavalaria de Guarda, que fica no Setor Militar Complementar, em Brasília.
Os arrombamentos de residências na área são frequentes, e o alvo preferido são as casas de militares que estão ausentas da Capital Federal, em férias ou realizando cursos, acompanhados de suas famílias. Tal prática aponta para um sistema de informações criminoso que indica aos ladrões as residências cujos ocupantes estão ausentes.
Os prejudicados se veem diante de um jogo de empurra entre o 1º RCGd, que cuida da segurança(?) da Vila, a 3ª Delegacia de Polícia do Cruzeiro, a quem cabe a investigação civil e o Comando Militar do Planalto, responsável pelas averiguações no âmbito militar. 
Recentemente, ladrões invadiram a casa de um sargento que fica ao lado da sede da Prefeitura Militar de Brasília no local. Televisores, home theater, aparelho de DVD, eletrodomésticos, jóias, perfumes, artigos de decoração, conjunto de facas, máquinas fotográficas e outros foram passados por cima do muro sem que ninguém percebesse.
A esposa do militar divulgou em desabafo no Facebook. Confira:

Grito de alerta de uma esposa de militar
O que seria mais seguro do que morar em um condomínio fechado? Morar em uma vila do exército! Alguém consegue pensar em um lugar mais seguro do que esse pra morar? Eu não conseguia. Porém, fui desapontada e o lugar mais seguro do mundo virou um pesadelo. 
Viajei e deixei minha casa e todos os pertences que comprei ao longo de anos, de sacrifício, de trabalho... Fui sem medo, sem pensar duas vezes, afinal, acreditava morar em uma fortaleza. E foi um choque chegar e ver minha casa arrombada e vazia, sem televisão, microondas, computador, e todos os demais objetos de valor que estavam dentro. É um sentimento incapacitante, uma revolta e vontade de encontrar o culpado! 
E alerto aos meus vizinhos que o culpado não está longe, é alguém de nosso convívio que tem acesso às casas. O que eu achava ser algo maravilhoso se tornou algo terrível, o lugar mais seguro do mundo pra mim é um pesadelo, porque não há culpados aqui, não há interesse em se encontrar o culpado, não há a quem recorrer, o sistema se protege.
E por pior que seja a perda material, perder minha paz de espírito, meu sossego e viver com medo é muito pior! Medo de sofrer essa violência novamente, de ter minha casa invadida, minha privacidade revirada e assaltada. Mas encontro-me de mãos atadas. Pois foi alguém de dentro da fortaleza e os de dentro são invisíveis, porque com 300 casas ao redor e uma guarita ao lado ninguém viu ou ouviu nada enquanto levavam televisões de 50 e 42 polegadas para fora da minha casa. Faço aqui um alerta e uma denúncia, alerto quanto a presença de alguém muito próximo que teve a capacidade de fazer isso, de invadir e depenar minha casa e denuncio a falta de capacidade do Exército em resolver problemas como esse dentro de suas próprias dependências. 
A violência psicológica que estou sofrendo por não ter segurança dentro da minha própria casa é devastadora. Rezo a Deus por justiça.

30 de maio de 2016

Funcionários das Forças Armadas esperam reajuste em agosto

Nelson Lima Neto
Em meio ao discurso do governo federal sobre a necessidade de impor um limite aos gastos públicos e diante da proposta de elevar a contribuição previdenciária dos servidores da União de 11% para 14%, os 499.300 integrantes das Forças Armadas ainda esperam a sua vez, com a votação de um plano de reajustes para os próximos quatro anos, com a primeira parcela para agosto de 2016. O projeto de aumento já está no Congresso (foi enviado ainda no governo Dilma Rousseff). Além disso, há uma promessa do Ministério da Defesa de que nada mudará em relação às regras para os militares passarem para a reserva.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, há poucas semanas no comando da pasta, reforçou num discurso aos militares que sua maior preocupação era “solucionar a questão previdenciária da família militar”. Existe o temor de que haja um aumento da idade mínima para entrar na reserva e uma elevação da contribuição mensal para a geração de pensões, atualmente equivalente a 7,5%. Em nota oficial, porém, o Ministério da Defesa negou: “De acordo com a legislação, todos os militares (da ativa, da reserva e reformados) contribuem com o valor de 7,5% para a pensão militar, e não há previsão de alteração do atual regramento”.
Sobre os reajustes nos soldos, o Projeto de Lei 4.255 está tramitando em regime de prioridade na Câmara dos Deputados, desde o início maio. O problema é que os percentuais de aumento precisam ser aprovados logo. Já em agosto, uma parcela de 5,5% incidiria sobre os soldos de todas as patentes. Outras três estariam previstas para janeiro de 2017, 2018 e 2019.
“Vou procurar realizar o possível na atual conjuntura. Vou além na busca de soluções permanentes para a questão salarial das Forças Armadas”, disse Jungmann, num vídeo de apresentação no site da Defesa.
O ministério garante que o reajuste de 2016 está previsto na Lei Orçamentária. A base da carreira militar seria a mais beneficiada, com algumas patentes recebendo até 48,91%. A Defesa reforçou que os projetos seguem sem alterações, mesmo diante da necessidade de conter o aumento de gastos federais.

Servidores civis também cobram
A reivindicação dos militares é a mesma dos servidores civis do Ministério da Defesa. O grupo, composto por quatro carreiras, conta com cerca de 90 mil pessoas — entre ativos, inativos e pensionistas — e também aguarda uma decisão quanto à implantação de seu plano de reajuste linear.
Os funcionários estão entre as categorias representadas pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef). Eles chegaram a um acordo com a União no início deste ano. O grupo aguarda, agora, a deliberação do projeto que tramita na Câmara dos Deputados.
— Vamos avaliar a situação para ponderar sobre novas ações. Podemos até acionar o ministro da Defesa para que ele delibere a nosso favor na Câmara — disse Luís Cláudio Santana, diretor da Condsef e presidente do Sindicato dos Servidores Civis do Ministério da Defesa (Sinfa-RJ).
De acordo com ele, existe uma grande preocupação dos servidores civis ligados às Forças Armadas quanto ao replanejamento das carreiras dentro da pasta da Defesa.
— Não temos um plano de carreira até hoje. Chegamos perto de conseguirmos isso nos últimos anos, mas não tivemos sucesso. A proposta sempre foi de um aumento linear, sem qualificar a categoria — disse Santana.
Segundo a Condsef, a maior parte dos servidores civis do Ministério da Defesa trabalha no Rio de Janeiro (cerca de 45 mil pessoas). Uma parte do grupo é formada por inativos e pensionistas.
EXTRA/montedo.com

Com a palavra, o Adjunto de Comando

Recebi na área de comentários este artigo de um Adjunto de Comando.
Trata-se de um texto lúcido e esclarecedor de quem está vivenciando esse momento de transformação.
Vale a leitura.

Caro Montedo
Tenho acompanhado algumas postagens relativas ao novo cargo criado pelo Exército Brasileiro, o Adjunto de Comando, e verificado que muitos ainda não entenderam a importância que este cargo representa para a Instituição, principalmente para nós, os graduados.
Estamos hoje fazendo parte do sistema decisório de nossa Instituição. Quando digo isso, não estou me referindo ao poder de tomar decisões, mas sim, a possibilidade de representar o círculo das Praças no assessoramento dos Comandantes e seus Estado-Maiores, por ocasião das tomadas de decisão em relação as Praças, coisa que não acontecia pouco tempo atrás.
Este foi um importante passo que o Exército deu, visando a valorização de seus integrantes, bem como o comprometimento de todos com os assuntos relacionados a Força.
É lógico que ainda levará muito tempo para que o novo cargo funcione da maneira que todos esperamos, quando se tenta mudar a cultura, as mudanças serão mais lentas e demandarão mais envolvimento de todos para que estas mudanças atinjam sua plenitude. Por isso, é necessário que cada um de nós façamos a nossa parte.
Bom, em relação ao artigo que o Sr elencou como pauta, gostaria de fazer alguns comentários:
Primeiro, estamos vivendo a implementação do novo Cargo e os militares estão sendo selecionados pelo perfil, o que é o muito justo, no meu ponto de vista. Entretanto, os comandantes também estão levando em consideração o relacionamento interpessoal que cada um destes militares possui. Eles sabem que, de nada adianta ter um militar com o perfil alto, se ele não possui um livre trânsito em seu círculo hierárquico, sendo justamente por isso que este cargo contempla os ST e Sgt e não os Of QAO. Se me permite comentar, até agora não tivemos notícias de nenhum Adjunto de Comando que esteja sendo visto com maus olhos pelos militares das Unidades já contempladas pelo cargo.
Em toda mudança, quando o ambiente não está totalmente preparado para ela, terão que ocorrer alguns ajustes, posso garantir que, todos aqueles que estão ocupando o novo cargo estão sendo orientados para não atuar como mais um assistente. Poderão haver alguns equívocos, mas estes estão sendo corrigidos.
Em todas as OM que já possuem o Adjunto de Comando, salvo algumas poucas exceções, este está recebendo e divulgando informações sobre o que vai pela carreira das Praças e já possuem este canal de comunicação para a transmissão destas informações.
Ainda a respeito de nossa carreira, estamos trabalhando em sugestões para que os órgãos responsáveis pelas mudanças sejam alimentados de informações para que nossas necessidades e anseios sejam atendidos. Poucos dias atrás, realizamos uma reunião com a presença dos Adjuntos de Comando de minha Brigada, onde discutimos, levantamos ideias e confeccionamos uma proposta para a nova carreira das Praças, contemplando menores interstícios e novas graduações, desvinculação da carreira e desverticalização salarial. Trabalhamos pensando no ideal, se será utilizada ou não, só saberemos no futuro, porém fizemos nossa parte.
Por último, o aumento de militares temporários se fará necessário sim, para que possamos cumprir nossa missão constitucional. Do ponto de vista de um Adjunto de Comando, não importa se o militar é ou não de curto ou longo prazo. Não podemos esquecer que somos todos temporários, uns com mais, outros com menos tempo de serviço, porém devemos cumprir nossa missão sempre. O Adjunto de Comando fará seu trabalho levando em consideração todos os militares, isso inclui: Soldados, Cabos, Sargentos, Subtenentes e até mesmo Oficias.
Sei que vou receber críticas em relação ao assunto remuneração, coisa que é normal em seu Blog caro Montedo. Porém, podem todos acreditar ou não, mas todo dia converso com o Comandante da Brigada a respeito das necessidades de PNR, da defasagem salarial, dos altos aluguéis que pagamos, sobre as dificuldades de proporcionarmos uma boa educação a nossos filhos, sobre as dificuldades de darmos uma vida digna à nossa família, entre outros assuntos relativos a nós, Praças. Estou fazendo a minha parte e sei que os militares que estão ocupando o Cargo fazem também. Como escrevi anteriormente, se irá ou não fazer a diferença, o futuro dirá. O que importa é que estamos fazendo a nossa parte e honrando nosso círculo, se fazendo presentes e buscando espaço dentro da Instituição.

Lembre-se: 
Hoje sou eu quem está ocupando o Cargo de Ajunto de Comando, amanhã será Você!
Adjunto de Comando de Brigada

O que é isso, companheiro Adjunto de Comando?

Atualização: 13h30min
Comentário recebido na postagem 

Uma pauta para os Adjuntos de Comando

"Anônimo disse...
Montedo, há algo de errado no comentário que fiz ontem à tarde?
Achei que seu blog fosse imparcial, ou seu blog publica apenas críticas aos processos do EB?
Adjunto de Comando de Brigada
30 de maio de 2016 08:11"

Companheiro, não me decepcione, nem a seus pares.
Um pouco mais de perspicácia lhe permitiria entender que o blog é meu, portanto, publico o que bem entendo e não me importo em agradar quem quer que seja. Ou seja, patrulha por aqui não prospera. Sobrevivi a um exército de petralhas e dúzias de leitores nervosos, não será agora que me deixarei pautar.
Se acompanhasse o blog, saberia que sou um apoiador de primeira hora do Adjunto de Comando. Da mesma forma, com um pouco mais de atenção teria percebido que transformei seus dois comentários em uma postagem e que ela está no topo do blog.
Educação, bom senso e uma razoável dose de inteligência nunca fizeram mal a ninguém. Acredito, inclusive, que sejam requisitos desejáveis para o cargo de Adjunto de Comando. Ou não?


Assunto encerrado
 "Anônimo disse...
Caro Montedo
Sei que posso ter exagerado na "cobrança", como escrevi acima, sempre visualizei seu Blog como um espaço imparcial e neutro e peço desculpas se me fiz mal educado.
Apenas fiquei chateado por verificar que minha mensagem havia deixado de constar nos comentários da interessante pauta que sugeriste.
Agradeço a oportunidade e peço as mais sinceras desculpas pelo mau entendido.
Adjunto de Comando de Brigada
30 de maio de 2016 12:59"

Recruta maldito 'for export'!


Sidney Rodrigues (Facebook)/montedo,com

29 de maio de 2016

Hahahaha!!!

Chamem os milicos! Exército pode assumir obras investigadas pela Polícia Federal

EXÉRCITO PODE ASSUMIR OBRAS INVESTIGADAS NA PF

O presidente Michel Temer discute a viabilidade de o Exército assumir as obras atrasadas que estão sob controle de empreiteiras enroladas na roubalheira à Petrobras. O Planalto pediu estudo ao ministro Helder Barbalho (Integração) para ampliar a participação do Exército na transposição do rio São Francisco. A obra, que já custou mais de R$ 8 bilhões, deve ser a primeira a receber o reforço dos militares.

A LISTA É GRANDE
A Usina de Belo Monte, duas ferrovias, um aeroporto e a Usina de Angra 3 são algumas das obras que podem ser tocadas pelo Exército.

PREOCUPANTE
A situação da Mendes Júnior é a que mais preocupa: tem contratos de mais de R$1 bilhão no governo, mas suas finanças estão arrebentadas.

NOVO RITMO
Helder Barbalho turbinou repasses para os projetos em curso. Passaram de R$ 150 milhões para R$ 215 milhões ao mês.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Político que enriquece na política roubou, diz ministro da Defesa

"Congresso chegou ao fundo do poço", diz ministro da Defesa
Raul Jungmann afirmou que Lava Jato não será incluída em pacto político
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que um dos maiores problemas do governo do presidente em exercício Michel Temer para tirar o Brasil da crise "é que parte do Congresso é de réus". Também deputado federal licenciado (PPS-PE), o ministro complementou: "Se há inteligência no Congresso, e eu acho que há, todos sabem que chegou ao fundo do poço". Apontou, como solução, que a Operação Lava Jato vá às últimas consequências, sem interferências.
"A Lava Jato não se incluirá em nenhum pacto político - e nem pode, e nem deve", afirmou. Jungmann não quis comentar, no mérito, sobre as gravações recentemente publicadas em que o senador e presidente do PMDB Romero Jucá - agora ex-ministro do Planejamento - defendia a criação de um pacto para "estancar a sangria" da Lava Jato.
"Não quero prejulgá-lo", comentou. "A regra que o presidente Temer estabeleceu, na primeira reunião com o Ministério, é de que todo aquele que colocar em risco a imagem, a atuação, a linha política do governo, independente ou não de julgamento, não tem por que continuar", disse.
Olhando para os dois gravadores que registraram a entrevista, o ministro da Defesa anunciou, a tantas, uma "frase definitiva". E a disse: "Político que enriquece na política só tem um jeito: roubou. Eu estou dizendo isso aqui, gravado".
Jungmann administra, no Ministério da Defesa, este ano, um orçamento de R$ 82 bilhões - 77% comprometidos com o pagamento de 340 mil funcionários da Aeronáutica, da Marinha e do Exército. Na terça-feira passada, Temer convidou o ministro e os três comandantes militares para um jantar informal no Palácio Jaburu. A conversa, diz, foi boa, e, segundo Jungmann, "apontou horizontes".
Antipetista desde que botou o pé no Congresso Nacional - em 2003, depois de dois ministérios no governo Fernando Henrique Cardoso -, Jungmann foi proponente e protagonista da chamada CPI do Mensalão, o começo do inferno petista, e, depois, da CPI dos Sanguessugas.
Esteve na linha de frente da articulação que levou ao pedido de impeachment e ao afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff. "O Senado é soberano, claro, mas não acredito que ela (Dilma) volte", afirmou. Ele acusou a presidente afastada de "irresponsável" e/ou de "estar prevaricando", por denunciar o processo de impeachment como um golpe sem tomar providências institucionais a respeito, como denunciar os golpistas, com nome aos bois, ao Ministério Público. "Não tem coragem de fazer isso porque sabe que será uma desmoralização", afirmou.
Correio do Povo/montedo.com

Cara-de-pau à mineira

O general Costa e Silva foi fulminado por uma trombose, em agosto de 1969, e os militares ficaram inquietos: não queriam empossar o vice civil, Pedro Aleixo. Outro mineiro ilustre, José Maria Alkmin, telefonou ao vice:

- É preciso resistir. Volte para Minas e vamos organizar um contragolpe. Não adiantou: Aleixo não tomou posse. 
Tempos depois, Alkmin foi procurado pelo general Sizeno Sarmento, comandante do II Exército, com a gravação do telefonema a Aleixo. Alkmin não perdeu a naturalidade:

- Esse (Renato) Azeredo (deputado do PSD, como ele) é terrível! Sabia que imitava minha voz com perfeição, mas desta vez ele foi muito longe!
Poder sem Pudor (Diário do Poder)/montedo.com

Show!

Engenharia do exército da China comunista

Uma pauta para os Adjuntos de Comando

Editei um comentário recebido na postagem 

Primeira reunião dos Adjuntos de Comando do Alto Comando do Exército

É um bom material para análise, pois engloba várias sugestões, algumas muito relevantes. Creio que representa o pensamento médio dos praças de carreira do EB.

Confira:
1. O cargo deve ser uma indicação dos pares, atendendo à pré - requisitos mínimos, pois o fato de um militar ser bem pontuado não significa necessariamente que tenha o perfil para ser Adjunto de Comando.
2. O Adjunto de Comando deverá ter uma postura diferente, devendo se aproximar mais da tropa, para que não se torne apenas mais um assistente do Comandante.
3. É necessário um canal de comunicação com a tropa, para que todos os praças possam saber o que está sendo discutido sobre os praças.
4. As politicas de valorização dos Praças deverão ser divulgadas e analisadas por todos. Culturalmente os praças são meros digitadores de documentos para Oficias.
5. As politicas de valorização dos Praças deverão ser disseminadas no currículo da AMAN, pois de nada adianta a valorização somente entre as Praças se os Oficias que iniciam a carreira não a reconhecem.
6. Discussão da desverticalizacao dos salários da Praças;
7. Analisar com muito cuidado a nova política de qualificação dos Praças, pois pode ocorrer uma desigualdade como já ocorre hoje: militares que servem locais com poucos recursos para educação podem não conseguir acompanhar os que servem nos grandes centros;
8. Com a diminuição dos quadros de carreira é o aumento do temporário, haverá uma divisão dos Praças nos quartéis. O Adj Cmdo terá que trabalhar esta situação, para evitar problemas para a carreira do praça no EB.

A Guerra esquecida

Participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial Não é Cultuada

O Tenente-Coronel Durval Lourenço Pereira, historiador militar, chama atenção para a perda do legado histórico sobre a participação da FEB na Segunda Guerra Mundial e a ausência de um museu que cultive a memória dos ex-combatentes, além de materiais de guerra e documentos militares.
Ao Mérito ( Philos TV)/montedo.com

28 de maio de 2016

Mãos Amigas!

São Miguel D'Oeste (SC) - O 14º R C Mec sediou os  Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (PARAJASC), um evento de inclusão e integração à sociedade por meio do esporte. 
Os competidores são pessoas com deficiência auditiva, física, visual e intelectual. Este ano, os jogos contaram com a participação de 1800 atletas de 63 municípios.
14º R C Mec/montedo.com

EUA vai usar na Síria uma arma de 70 anos, e faz sentido


Carlos Cardoso
Todo mundo que leu Carl von Clausewitz ou jogou Age of Empires sabe que guerras não são sobre armas, são sobre suprimentos. Saddam ficou 10 anos a mais no poder do que deveria por causa da incapacidade da Coalizão em manter as linhas de suprimento: eram comboios por milhares de km, com a linha de frente avançando algumas vezes 100 km por dia. A logística para isso funcionar é um inferno.
No Afeganistão o problema foi parecido. Os americanos perceberam que estavam usando mísseis de US$ 250 mil para matar dois idiotas em um camelo, e o estoque de idiotas e camelos supera em muito o de mísseis.
Agora na Síria os EUA estão distribuindo mísseis antitanque para os rebeldes, mas continua sendo algo muito caro. Cada disparo custa entre US$ 30 mil e US$ 50 mil, o que é aceitável quando o alvo é um tanque de alguns milhões de dólares, mas complica quando atiram em pickups velhas ou grupos de soldados.

Outro problema é que esses sistemas embora tecnicamente portáteis, são um trambolho. Imagine uma tropa carregando isso nas costas, subindo e descendo montanhas:

Há um terceiro problema: esse tipo de míssil usa “cargas moldadas”, uma técnica onde o explosivo cerca um cone de cobre que é vaporizado e expelido em altíssima velocidade, atravessando a blindagem do tanque e pulverizando tudo e todos dentro dele. Não são eficientes contra construções de tijolo, e mesmo grupos de infantaria. Claro que fazem um estrago mas bem menos que uma munição normal.
A solução para isso tem quase 70 anos, foi criada em 1948 e se chama Rifle Sem Recuo Carl Gustav, cortesia dos pacíficos suecos.

É uma arma muito simples, por isso leve e que aguenta ser levada por tropas a pé. Não tem toneladas de eletrônicos para dar defeito, e comporta um monte de tipos de munição, podendo ser usada contra pessoal, contra blindados, anti-tanque, etc, etc.
A munição também é muito barata. É não-guiada, e não tem aletas ou outras peças complicadas. É disparada por um motor de foguete que funciona por uma fração de segundo: quando a munição sai do cano, já está só na inércia. A estabilização se dá graças a isto:

O cano raiado é o motivo de a arma ser chamada rifle: a munição sai girando estabilizada por efeito giroscópico, como em uma arma de mão tradicional. O cano ser aberto dos dois lados é o motivo de ser chamado de sem recuo. Como os gases da explosão saem por trás, não há coice como em um RPG.

O Carl Gustav vem sendo usado por forças especiais faz tempo. Durante a Guerra das Falklands uma guarnição inglesa de 22 homens estava protegendo Grytviken, um povoado na ilha Georgia do Sul, quando a ARA Guerrico, uma corveta argentina de 1.100 toneladas e 84 tripulantes entrou na baía e abriu fogo.
Como o Gurka da unidade estava almoçando e não queriam incomodar os fuzileiros ingleses decidiram eles mesmos defender a posição. De posse de foguetes antitanque de 66 mm os ingleses municiaram seus Carl Gustavs, se aproveitando do alcance de quase 1 km. Ao final do combate um soldado inglês estava ferido.

Do lado argentino um helicóptero havia sido derrubado, 3 marinheiros mortos, outros 3 feridos e a ARA Guerrico estava tão danificada que enfiou o rabo entre as pernas, voltou para a Argentina e passou 3 dias no estaleiro consertando os danos.
Agora a decisão é que não só forças especiais usem a CG, cada pelotão de 40 combatentes irá receber um. Quanto aos rebeldes, há o problema da prestação de contas. Com os mísseis caros dá para controlar, exigindo provas em vídeo do uso antes de entregar mais munição, já com os Carl Gustav estariam colocando na mão de gente instável uma arma muito versátil. Talvez a decisão estratégica vença a econômica, e eles continuem com os mísseis tecnologicamente superiores, mas piores.
Fonte: Popular Mechanics
meiobit/montedo.com

27 de maio de 2016

God save Brazil!

Guarda Real Britânica tocando o Hino Nacional Brasileiro.

Brasileiros na Inglaterra(Facebook)/montedo.com

Parte do armamento roubado da Base Aérea de Fortaleza é recuperado

Em coletiva de imprensa, o tenente coronel aviador Frederico Casarino, comandante do órgão, garantiu que a pistola 9mm e o carregador estão próximos de ser encontrados

Três fuzis roubados do paiol da Base Aérea de Fortaleza na última sexta-feira (20) foram encontrados na madrugada desta quinta-feira (26) na comunidade 7 de Setembro, no Grande Bom Jardim. Um carregador de fuzil e uma pistola calibre 9mm não foram recuperados.
Os fuzis HK33 calibre 5.56 foram encontrados em uma sucata naComunidade e estavam escondidos em um saco repleto de cal abaixo de uma árvore.
A ação resultou na prisão de dois militares envolvidos no roubo. Três acusados civis já foram identificados, porém ainda estão foragidos.
A ação envolveu diversas instituições, como a Força Aérea Brasileira (FAB), o Exército Brasileiro (EB), as polícias Federal (PF) e Militar (PM), além do Ministério Público e da Justiça Militar.

Coletiva

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (26), na Base Aérea de Fortaleza, o tenente-coronel aviador Frederico Casarino, comandante do órgão, explicou como os três fuzis roubados da Instituição na última sexta-feira (20), foram encontrados na madrugadas desta quinta-feira.
Segundo ele, a Base recebeu uma ligação na madrugada de quarta-feira (25) através de um disk denúncia que foi montado para ajudar na resolução do caso.
"Através de um telefone nosso, que estabelecemos aqui, recebemos uma informação na madrugada de ontem que foi dada como quente pelo nosso pessoal da área de inteligência. Mais uma vez montamos um operação rapidamente, com o nosso pessoal de pronta resposta, com o auxílio da Polícia Militar do Estado do Ceará, agora, em especial, da Força Tática, e fomos até o local onde esse armamento, segundo a denúncia, se encontrava. Ao chegar, a denúncia se confirmou".
Ainda faltam ser encontrados a pistola 9mm e um carregador de fuzil. "Estamos muito próximos de reaver esse armamento", garantiu o tenente-coronel.

Detalhes

Ainda durante a coletiva, o comandante deu detalhes de como ocorreu o roubo na Base Aérea de Fortaleza.
"O que aconteceu no último dia 20 foi um arquétipo tático de cavalo de troia. Foi o pessoal interno que trouxe dentro de um carro o inimigo para o quartel. Esse pessoal adentrou a Base por meio de soldados da Base. Ele estava escondidos dentro de um veículo, um no porta-malas e outro no banco traseiro".
"Inicialmente eles renderam o pessoal da garagem, porque havia um dos militares nessa ação que pertencia a garagem e sabia qual a viatura que o oficial de dia geralmente usava. Depois da garagem, foram até o paiol e fizeram toda a sinalização idêntica a do oficial de dia. O pessoal da guarda do paiol relaxou, pois achou que era o oficial de dia".
"Felizmente, tivemos uma rápida reação. A equipe do Raio fechou o perímetro da Base Aérea, que logo começou as buscas internas. Nós conseguimos logo prender um dos soldados envolvidos. O outro voltou pro quartel achando que o plano dele tinha sido perfeito. Ele não sabia que a gente tinha detectado que ele era um dos culpados. Os dois militares envolvidos na ação já estão presos e um Inquérito Policial Militar foi instaurado".
"Hoje é um dia muito feliz para a Base Aérea de Fortaleza porque esse tipo de armamento que foi roubado é utilizado para assaltar bancos, carro-forte, para fuga de presídio e é esse tipo de armamento que mata o nosso policial. Pra gente, hoje é um dia de alegria", completou o tenente-coronel aviador Frederico Casarino.
O comandante da Base Aérea ainda fez questão de agradecer o apoio das diversas instituições que se envolveram na resolução do caso.
"Agradeço imensamente a atuação dos agentes de inteligência da Força Aérea Brasileira, o apoio incondicional dos agentes de inteligência da 10ª Região Militar, cuja atuação foi brilhante e ainda estão em campo atrás do armamento. Nós estamos tendo o apoio da Polícia Federal. A Polícia Civil da região auxiliou imensamente nas atividades, porque são eles conhecem o campo, os bastidores. Sou eternamente grato à Polícia Militar pelo empenho. A Base Aérea ainda está tendo todo o apoio do Ministério Público e da Justiça Militar aqui em Fortaleza.
Diário do Nordeste/montedo.com

26 de maio de 2016

Taca-lhe pau, Moro véio!

Sua Excelência, O CABO.

Walfredo Rodrigues

Cabo:
Esse nome surgiu do Latim e significa cabeça, chefe, o que lidera!
Por isso falar mal de Cabo é falar mal da tropa!
Na ausência de um sargento é ele quem assume a função, tem que saber de tudo!
Afinal, ele é o Cabo!
A tão famosa frase: "Deixa que eu seguro"
surgiu para dar confiança ao soldado e tranquilidade ao sargento!
Cabo é tão importante que o ser humano resolveu adotá-lo em sua vida pelo mundo afora...
Veja!
Por melhor que seja um machado, capaz de derrubar uma floresta inteira, certamente ele precisará de um bom Cabo para guiá-lo em seus golpes precisos e contundentes!
Enxadas, martelos e até mesmo uma arma de fogo precisam do Cabo...
Energia elétricas são transportadas por centenas de milhares de metros pelos... Cabos!
Quem não teve um equipamento eletrônico quebrado e ao levá-lo ao conserto aparece um técnico e diz:
"Era um Cabo que tava solto!"
Imagine agora um nordestino todo arretado, no uso de sua gíria local, dizendo:
É a menor palavra da Hierarquia Militar, dissílabo, paroxitona não acentuada, dois macarrão na divisa, o segundo passo na promoção dos praças, é o elo forte da tropa, não precisa mais de nome ao ser promovido, passa a ser simplesmente o Cabo!
Cabo é status e referência, qualquer policial que você veja de bigode, você vai logo pensar:
"É cabo!"
Se tiver gordo:
"Deve ser Cabo antigo"
Aliás, nenhum aumentativo se encaixa tão bem quanto dizer "Cabão"
Soldadão não soa bem..
Sargentão é sinônimo de mandão..
Nenhuma patente se encaixa tão bem que nem dizer: "Cabão"
Minha homenagem a todos os Cabos que são nossos CABO VÉI ...
Parabéns pelo o dia internacional do CABO.
Serei sempre um CABO VEI.

Soldado da Aeronáutica é preso suspeito de traficar drogas sintéticas em Canoas

Entorpecentes apreendidos poderiam abastecer até 10 traficantes menores
Um militar da Aeronáutica foi preso por agentes do Departamento Estadual de Investigação do Narcotráfico (Denarc) na madrugada desta quarta-feira em Canoas, na região Metropolitana por suspeita de tráfico de drogas sintéticas. O jovem, de 23 anos, foi detido em flagrante em um posto de gasolina no Centro da cidade, próximo à BR 116. Conforme a Polícia Civil, ele era investigado há cerca de três semanas.
Os investigadores descobriram que, durante a madrugada, o militar iria repassar uma grande quantidade de ecstasy para outro criminoso no posto de combustíveis. Assim que o soldado deixou o veículo, os policiais saíram das viaturas e o prenderam. A namorada do militar o deixou, jogando os comprimidos de ecstasy pela janela do carro. Ela chegou a ser perseguida pelos policiais.
De acordo com o titular da 4ª Delegacia do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (4ª DIN/Denarc), Maurício Barison, os policiais desistiram da perseguição temendo que a mulher, que dirigia de forma perigosa, causasse um acidente. Ela já teve um pedido de prisão preventiva decretada.

Drogas poderiam abastecer até 10 traficantes
Com o militar, os policiais encontraram cerca de 400 comprimidos de ecstasy. Sete frascos com uma substância conhecida como "essência", uma espécie de lança perfume também estavam em posse do soldado. O militar não possuía antecedentes e foi encaminhado para a Aeronáutica. Segundo o delegado Barison, as drogas poderiam abastecer até dez traficantes menores e são avaliadas em até R$ 8 mil no atacado, podendo render até R$ 40 mil se comercializadas para usuários.
Correio do Povo/montedo.com

Histórias de Quartel

Tem cada uma...

Ruben Barcelos de Mello
Estou em Santa Maria e resolvi visitar um quartel – a tarde é grande, o sol brilha lá fora e a “vergamota” tá 3 pila o saquinho...
Chegando no portão, me pediram a identidade e qual o motivo da visita. Mostrei a identidade e disse que o motivo da visita era visitar. O soldado me devolveu a identidade e abriu a cancela pra eu entrar, sem anotar o meu nome.
Estava estacionando quando veio outro soldado:
- Boa tarde, o senhor foi identificado na RP?
- Não, não fui. Por que... tem que ser?
- É ordem do comandante.
- Tá bom, vamos lá então.
E “lá” me deram um crachá e uma identificação pra o veículo. O soldado me acompanhando como uma sombra, até o lugar da visitação. Fiz a visita, encontrei alguns amigos de 30 anos atrás e ia saindo no portão quando veio um soldado com uma prancheta.
- Como é o seu nome?
- Meu nome é tal de tal...
Ele viu que meu nome não constava da relação de entrada de pessoas.
- Mas o senhor não entrou no quartel!
- Entrei sim, tanto que tô saindo...
- Mas seu nome não está aqui...
- Tu não vai acreditá, mas eu entrei por este mesmo portão, caminhei por todo esse pátio, fui até no cassino dos sargentos, tomei mate, usei o banheiro...
- E agora?
- Ué, se tu quiser eu entro, tu anota meu nome e eu saio.
Mas o cara não gostou muito, porque baixou a cancela pra eu sair e nem me respondeu.
Ai, ai, cadê o Helio Beltrão* pra desburocratizar o meu EB?

*Hélio Beltrão: ministro da desburocratização do Governo Figueiredo.

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