29 de maio de 2016

Uma pauta para os Adjuntos de Comando

Editei um comentário recebido na postagem 

Primeira reunião dos Adjuntos de Comando do Alto Comando do Exército

É um bom material para análise, pois engloba várias sugestões, algumas muito relevantes. Creio que representa o pensamento médio dos praças de carreira do EB.

Confira:
1. O cargo deve ser uma indicação dos pares, atendendo à pré - requisitos mínimos, pois o fato de um militar ser bem pontuado não significa necessariamente que tenha o perfil para ser Adjunto de Comando.
2. O Adjunto de Comando deverá ter uma postura diferente, devendo se aproximar mais da tropa, para que não se torne apenas mais um assistente do Comandante.
3. É necessário um canal de comunicação com a tropa, para que todos os praças possam saber o que está sendo discutido sobre os praças.
4. As politicas de valorização dos Praças deverão ser divulgadas e analisadas por todos. Culturalmente os praças são meros digitadores de documentos para Oficias.
5. As politicas de valorização dos Praças deverão ser disseminadas no currículo da AMAN, pois de nada adianta a valorização somente entre as Praças se os Oficias que iniciam a carreira não a reconhecem.
6. Discussão da desverticalizacao dos salários da Praças;
7. Analisar com muito cuidado a nova política de qualificação dos Praças, pois pode ocorrer uma desigualdade como já ocorre hoje: militares que servem locais com poucos recursos para educação podem não conseguir acompanhar os que servem nos grandes centros;
8. Com a diminuição dos quadros de carreira é o aumento do temporário, haverá uma divisão dos Praças nos quartéis. O Adj Cmdo terá que trabalhar esta situação, para evitar problemas para a carreira do praça no EB.

19 comentários:

Anônimo disse...

Se o Adj Cmdo foi feito para 1 Sgt e STen, alguém poderia explicar a necessidade de ter sempre QAO palestrando sobre o cargo ou conduzindo as atividades?

Anônimo disse...

Dos quatro quartéis da guarnição onde sirvo, dois já tem Adj Cmdo, e o que se vê é que eles são apenas "cordinhas" do Cmt. Não tem contato nenhum com a tropa, muito menos capacidade ou possibilidade de representar os praças em qualquer assunto. Mais uma boa ideia desvirtuada pelo nosso EB.
Os praças só serão representados de fato quando existirem STen e Sgt na Câmara de Deputados e no Senado Federal, antes disso é conversa fiada.

Anônimo disse...

Bom tema para ser discutido....a indicaçao do adjunto de cmdo deve partir de uma indicaçao dos proprios praças.

Anônimo disse...

Tudo bem, concordo com a eleição do Adjunto de Cmdo pelas praças, desde que os candidatos, além de preencherem os requisitos previstos, sejam eles voluntários ou seja se candidatem ao cargo de forma livre e espontânea. A coisa não pode ser na base do "guela a baixo".

1º Sgt Cav 95

Anônimo disse...

Acredito que o representante legal dos praças seria o QAO, pois ele está no topo da carreira dos praças, o ST está num cargo intermediário antes de alcançar o QAOlato e, via de regra, não têm a total liberdade para defender temas espinhosos ao Cmdo, por isso acho que esse Adj Cmdo está fadado a se transformar em mais um cordinha do Cmt, apesar de reconhecer que a maioria dos atuais indicados são realmente ST acima da média, excelentes profissionais, modelos para os demais. A pergunta agora seria como um Of poderia representar as praças? Como que o nosso topo da carreira é o início da carreira dos Of? Penso que nós precisamos definir uma carreira dos praças, desverticalizando salários e alcançando o topo como praças.

Anônimo disse...


De fato, a escolha do Adjunto de Comando deveria ser por meio de eleição pelos praças da OM (S Ten, Sgt, Cb e Sd EP), pois a meu ver isso daria legitimidade ao ocupante do cargo, com isso quebrando resistências e preconceitos. Por outro lado, talvez a escolha do Adj Cmdo jamais seja realizada por eleição, uma vez que tal forma poderia eleger aquele 1º Sgt/S Ten nem sempre do agrado e da confiança do Comando (Oficiais). Além do mais, acredito que o modelo eleição do Adj Cmdo poderia soar como um sistema de sindicato em que os associados escolhem os seus representantes da sua confiança, e isso provoca calafrios nos Oficiais. Por oportuno, baseado nos meus 28 anos de Exército, a bem da verdade, os oficiais não confiam nas praças, talvez por resquício dos idos de 1964. A prova disso acabou de ser dita pelo anônimo (29 de maio de 2016 10:01): "...a necessidade de ter sempre QAO palestrando sobre o cargo ou conduzindo as atividades?". Outro exemplo da desconfiança dos Oficiais é que em qualquer missão, por mais elementar que seja, sempre há a necessidade de ter um Oficial responsável, "de olhos vem abertos nos praças".
Por fim, pelo acima exposto, confesso estar muito cético quanto ao sucesso do projeto: Adjunto de Cmdo.

ST Eng/92.

Anônimo disse...

Lamentavelmente tem que se admitir que nas forças Armadas existem duas classes distintas que na prática funcionam como dois partidos políticos o das praças e o dos oficiais que mais parecem o PT e o PSDB (irreconciliáveis). Nossas FA são muito ligadas nas tradições do passado que são eivadas de segregação: oficiais (nobres fidalgos) e as praças (pessoas pobres recrutadas a força nas praças públicas). Aliás, já passou do tempo de extirpar do vernáculo militar o termo praça que é pra lá de pejorativo. A mudança tem de iniciar nas escolas de formação, em especial na AMAN. Não se pode negar as tradições do passado, mas deve-se encará-la como algo que deve ser adaptado para a realidade atual, que a "praça" hoje tem nível superior, que possui tanta capacidade quanto o oficial. Durante muitos anos e até hj ainda existem muitos militares (graduados) que são perseguidos e discriminados por cursarem faculdade. Cansei de assistir a palestras de Oficiais-Generais dizendo, dentre outras asneiras, que Sargento não deveria cursar nível superior. Então senhores leitores, por essas e outras, que não vislumbro melhorias significativas a curto e a médio prazo para as nossas FA. Pois a questão é muito complexa e envolve a mudança de paradigmas há muito impregnados no seio das FA.

Anônimo disse...

Como o nome diz são "Adj do Comando", e a um adjunto cabe secundar as ações do comandante, mesmo porque se trata de uma função indicada, mero cargo, não de um posto, continuando mesmo até subalterno no seu círculo, até mesmo que os que estão patinando ná última graduação. Tratas-se de uma infeliz adaptação da função de sgt Major, sendo que este deveria ser o último degrau a ser almajado pelo graduado. Ou acaba-se com o QAO e reestrutura-se a cerreira ou viveremos anestesiados achando que foi feito algo excepcional. Um passo para frente e dois para trás!

Anônimo disse...

"Brabo" é que tem muito QAO se achando "aspira da acadimia" e esquecendo que é na real ele é praça, apenas "está oficial"...

Anônimo disse...

O Adj de Cmdo representa o Cmt. A Tropa não participou do processo para a sua escolha,neste contesto acho difícil ele ser aceito pela tropa. As promoções dos praças não sofrem avaliações pelos próprios praças. Muitos receberam ótimos conceitos por trabalharem pouco e puxarem muito o saco de chefe ou serem servilistas. A promoção a Cabo deveria passar pelo crivo dos Sgt e assim por diante.
Infelizmente nos últimos anos produzimos uma massa de Sargentos muito preocupados com a carreira, carreiristas. Os conceitos de quarteis operacionais e locais tranquilos são bem discrepantes.

A pontuação valoriza coisas que não deveria valer tanto para Sgt. A comissão não possui transparência, lealdade zero. Capacidade de defesa zero, possibilidade de melhoria zero.

Sei que quem foi beneficiado vai achar que o sistema e justo. Mas pense, com quantos anos de serviço estão saindo S Ten, com quantos anos de serviço estão saindo QAO.
Quando comparam com outra carreiras de Estado, outros exércitos, PM, BM, e somente com fins depreciativos, e colocando o que tem de pior.




Anônimo disse...

O que tenho visto na tropa são ST profissionais, funcionalmente mas sem capacidade alguma de defender qlq coisa, nem mesmo a própria pele, por medo de se indisporem com qlq Asp temporário de 19 anos e obterem conceito desfavorável de um CMT arbitrário e corporativista (por parte de seu círculo). Quanto ao adj de Cmdo, projeto natimorto, haja vista nosso exército ser burocrático e atrasado, onde a vaidade dos oficiais é trabalhada desde a formação, para que mantenham essa visão distorcida o resto de suas carreiras. Alguns esquecem que praça, os Sgt em particular, são além de militares, funcionários públicos federais concursados, e não escravos. Sgt nenhum ganha vaga no EB, e a hierarquia serve para diferenciar responsabilidades, não é algo a ser estendido a todos os setores da vida pessoal.

Anônimo disse...

Meu DEUS tudo, pra encher linguiça. Não resolve nada. Remuneração que é bom nada. Isso sim que melhora algo no seio familiar...Compras pra alimentarmos melhor, sair do aluguel e escola pro filhos....

Militar aloprado

Anônimo disse...

o anônimo (29 de maio de 2016 19:21) tem razão, a vaidade dos oficiais é trabalhada desde a formação. Em uma das OM's em que servi tinha um Capitão que em toda a palestra que ministrava tinha que falar da AMAN das tradições daquela Escola, das suas origens, de todos os seus porquês e significados. Seus olhinhos chegavam a brilhar, como se a AMAN fosse a única e a mais importante escola de formação militar do país.

Anônimo disse...

O CMT de um estabelecimento de ensino de praças, que fica no RS, chamou a AMAN de "santuário sagrado". Isso explica o nível de vaidade desse segmento. Dá a impressão que oficiais trabalhariam até sem vencimentos...kkkkk, piada. Por isso um general não sabe ao menos quanto ganha um Sgt, quais são seus gastos para se manter em uma capital, ou fronteira, ou quanto tempo fica em cada graduação. O egocentrismo limita a visão desse segmento.

Anônimo disse...

Montedo, há algo de errado no comentário que fiz ontem à tarde?
Achei que seu blog fosse imparcial, ou seu blog publica apenas críticas aos processos do EB?

Adjunto de Comando de Brigada

1 sgt inf disse...

Fico feliz em ver a praçaiada veia atenta à realidade, consciente dos fatos q ocorrem e inteligentes na forma de pensar e expor suas indagaçoes. Não permitamos que estes ideais, desprezíveis e repugnantes, invadam nossa mente, fazendo-nos marionetes de oficiais despreparados, imaturos, egocêntricos e alienados. Sejamos firmes e convictos na nossa forma de pensar e agir, nunca temerosos e covardes, pois estaremos fadados ao insucesso. Juntos, mantendo a impulsão do combate, poderemos passar a vida toda lutando, mas nunca seremos vencidos.

Viva ao praça veiu do EB!

montedo.com disse...

"Anônimo disse...
Montedo, há algo de errado no comentário que fiz ontem à tarde?
Achei que seu blog fosse imparcial, ou seu blog publica apenas críticas aos processos do EB?
Adjunto de Comando de Brigada
30 de maio de 2016 08:11"
Companheiro, não me decepcione, nem a seus pares.
Se acompanhasse o blog com mais atenção, saberia que sou um apoiador de primeira hora do Adjunto de Comando.
Da mesma forma, com um pouco mais de atenção teria percebido que transformei seus dois comentários em uma postagem e que ela está no topo do blog.
Educação, bom senso e uma razoável dose de inteligência nunca fizeram mal a ninguém.

Anônimo disse...

A certeza é que: quem é capacitado não é qualificado pelo sistema. E digo mais, MEUS AMIGOS MORRERAM DE OVERDOSE, MEUS INIMIGOS É QUEM ESTÃO NO PODER!

anonimo disse...

Numa palestra de valorização dos praças o comandante da OM disse etr varios amigos praças, inclusive o "melhor" amigo dele era praça só que, segundo palavras do comandante, esse amigo entrou no EB pela porta errada. E depopis dessa eu não prestei mais atenção na palestra

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