21 de dezembro de 2016

Em protesto contra homofobia, aluno gay comparece vestido de mulher em formatura do ITA

Aluno recebe diploma do ITA de salto alto e vestido em ato contra homofobia
Protesto contra homofobia no ITA
PAULO SALDAÑA
DE SÃO PAULO
Um estudante do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), instituição de ensino superior ligada às Forças Armadas, participou da sua colação de grau vestido de mulher, em protesto contra perseguição que ele teria recebido por ser homossexual.
Segundo ele, diversas punições fizeram com que ele se desligasse da Aeronáutica no meio do curso para não ser expulso da faculdade. A Aeronáutica nega que tenha havido perseguição.
A cerimônia de colação de grau dos formandos do ITA foi no último sábado, dia 17. Talles Oliveira Faria, 24, que se formou em engenharia da computação, recebeu o diploma com um vestido rosa, salto alto e maquiagem. A roupa ainda trazia mensagens críticas ao ITA.
"A manifestação não foi só relacionada à homofobia, mas também à violência psicológica que ocorre aqui dentro", disse Faria, que é homossexual e ativista contra a homofobia.
A decisão de comparecer vestido de mulher à colação foi motivada por uma série de processos que recebeu após outra manifestação, em maio do ano passado, quando ele se vestiu de drag queen para marcar o Dia Mundial do Combate à Homofobia (17 de maio). Além de estudar no instituto, Faria seguia também como militar.
O ato ocorreu na hora do intervalo e reuniu outros colegas, com cartazes contra o preconceito. Além de ser processado por agredir "o decoro da classe, protagonizando cenas vulgares" por conta do episódio, Faria recebeu mais seis processos de punição na sequência, alguns relacionadas a postagens em sua conta pessoal do Facebook.
Ele foi punido por "agredir símbolos religiosos" por ter colocado na rede social críticas ao catolicismo na relação com a homossexualidade. Foi acusado ainda de ter publicado imagem "agressiva à bandeira do Brasil".
A publicação trazia uma bandeira do Brasil com corações no lugar das estrelas e a frase "põe a cara no sol, mona", no lugar do lema "ordem e progresso". Outra punição ocorreu por causa de ato em apoio à ex-presidente Dilma Rousseff (PT), no ano passado, no intervalo das aulas.
Nos recursos encaminhado aos oficiais superiores, Faria anexou imagens de manifestações de outros estudantes, em apoio ao então candidato à presidência Aécio Neves (PSDB), e publicações de caráter político nas redes sociais feitas por integrantes da Aeronáutica. Segundo o jovem, só ele foi punido.
Faria afirma que sua orientação sexual e militância provocaram uma "perseguição" sistemática, efetivada por meio dos processos –os chamados FATD (Formulários de Apuração de Transgressão Disciplinar). Pela quantidade, o estudante teve que se desligar da carreira militar, pela qual recebia o salário de R$ 6.000, para não ser expulso também da faculdade.
"Tive que deixar de ser militar porque só me deram essa alternativa. Ou pedia o desligamento da Aeronáutica, ou iam me expulsar do ITA e da FAB [Força Aérea Brasileira]", diz.
O estudante afirma que chegou a pensar em entrar na Justiça contra a FAB sobre o episódio. O receio de ser desligado do ITA fez com que ele prosseguisse com as aulas até a formatura. "Sei da homofobia silenciosa, mas efetiva, no ITA e nas Forças Armadas", diz ele, que não descarta uma ação judicial por conta do episódio. "Espero que as pessoas possam me ver e se sentir mais seguras nesse ambiente".
O ITA é uma das instituições de ensino superior mais renomadas e concorridas do país. Está ligada ao Comaer (Comando da Aeronáutica). A unidade fica no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, na cidade paulista de São José dos Campos.

CONDUTA
Segundo a Aeronáutica, o ex-estudante não foi perseguido. "A Aeronáutica julga que disponibilizou opções para que pudesse prosseguir e concluir seus objetivos acadêmicos dentro de uma das mais renomadas instituições de ensino do país", afirma a instituição em nota. "Ele não foi punido disciplinarmente por este motivo [manifestação em que se vestiu de drag queen], pois solicitou licenciamento do serviço militar durante a apuração dos fatos".
Ainda na nota, a instituição afirma que todos os militares e funcionários civis do Comando da Aeronáutica estão sujeitos "às mesmas obrigações e fazem jus a todos os benefícios previstos em legislação, sem qualquer tipo de discriminação raça, credo, orientação sexual ou demais aspectos de foro pessoal". A Aeronáutica afirma que "as transgressões cometidas pelo então aluno" são passíveis de punição e se aplicariam a qualquer militar".
"Mais importante ainda é salientar que a abertura dos processos de apuração de transgressão disciplinar nada tem a ver com a sua orientação sexual, mas sim com a conduta e atitudes". A Aeronáutica ressalta que, entre as transgressões, estão a não utilização correta do uniforme no dia da manifestação no ano passado –uma vez que Faria era militar.
Sobre o fato de outras publicações em redes sociais ou manifestações não terem tido o mesmo tratamento que Faria recebeu, a Aeronáutica defendeu que "neste caso específico, outras publicações de outros militares que tenham se posicionado politicamente não foram informadas." Cópias desses fatos, envolvendo outros alunos e oficiais, entretanto, foram encaminhadas na defesa de Faria, conforme documentos obtidos pela Folha.
A reportagem havia também encaminhado questionamentos à reitoria do ITA, por meio da assessoria de imprensa, mas a Aeronáutica informou que responde pelo instituto.
FOLHA DE SÃO PAULO/montedo.com

Confira outras imagens e o registro em vídeo do momento da entrega do diploma

Legado olímpico: Marinha cerca área de lazer e causa polêmica no Rio

Marinha cerca trechos de boulevard na Zona Portuária
Grades foram instaladas impedindo acesso a equipamentos públicos
SIMONE CANDIDA
RIO - Quando o último trecho da Orla Prefeito Luiz Paulo Conde foi inaugurado, no início de agosto, a cidade recebeu de volta o acesso a um pedaço do Centro, no contorno do Morro de São Bento, que, por mais de 250 anos, ficara restrito à Marinha, na área do I Distrito Naval. Com as obras do Porto Maravilha, o espaço ganhou calçadão, deque, jardins e mobiliário urbano, sendo integrado à nova frente marítima do Rio e permitindo a formação de um caminho contínuo de 3,5 quilômetros, do Museu Histórico Nacional ao boulevard da Zona Portuária. Passada a Olimpíada, cariocas e turistas que se acostumaram a caminhar por lá sem restrições estranharam que parte do Boulevard Olímpico começou a ser cercada pela Marinha. As grades foram instaladas dos dois lados, delimitando a beira do mar e o continente, criando no meio um corredor que se estende do Museu do Amanhã até os fundos da Casa França-Brasil. Em alguns trechos, as mesas e cadeiras ficaram cercadas e o gramado, inacessível.
A prefeitura acusa a Marinha de não cumprir o acordo firmado antes mesmo da derrubada do Elevado da Perimetral. Segundo Jorge Arraes, secretário especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas (Secpar), pelo combinado no documento, a Marinha se comprometia a liberar a área para a construção da Orla do Centro e, em troca, receberia obras de reurbanização do interior do 1º Distrito Naval, um novo restaurante e um estacionamento subterrâneo.
— Antes, ali, havia uma área pública, embaixo de um viaduto, com vários estacionamentos, incluindo um da Marinha. Para a derrubada da Perimetral e liberação do acesso, fizemos o acordo. Das nossas contrapartidas, só está faltando concluir o acesso ao estacionamento, que já está pronto. Fomos surpreendidos pelo gradeamento desta área, que, pelo acordo, tornou-se pública. Não faria sentido instalarmos equipamento urbano, com gastos, numa área militar. Eles colocaram grades de eventos, inclusive, no trecho de mar, comprometendo a paisagem e contrariando o projeto, que optou por deixar livre a vista para a baía — disse Jorge Arraes, acrescentando que a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp) já tentou resolver o impasse com a Marinha, sem sucesso.

FREQUENTADORES CRITICAM GRADEAMENTO
O acordo previa ainda, explica Arraes, a construção de um deque avançando sobre o mar e passando por baixo da Ponte Arnaldo Luz, que dá acesso à Ilha das Cobras, também militar. A urbanização destacou as próprias edificações históricas da Marinha, como a sede do Comando do I Distrito Naval, o antigo Ministério da Marinha e, do outro lado da orla, os prédios das ilhas das Cobras e das Enxadas.

‘Pelo acordo, a área tornou-se pública. Não faria sentido instalarmos equipamento urbano numa área militar’
- JORGE ARRAES, Secretário especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas

— A Marinha exigiu que a segurança da área ficasse sob sua responsabilidade, o que a prefeitura aceitou — diz Arraes.

Frequentadores da Orla do Centro estão reclamando da perda de terreno.
— Não entendi por que alguns bancos, mesas, lixeiras e até um bicicletário agora estão em área militar — comentou a secretária Ana Lúcia Rodrigues, que nesta segunda-feira passeava pela região na hora do almoço.
Um dos deques de madeira da orla, que durante os Jogos Olímpicos foi um dos pontos de observação do pôr do sol, por exemplo, passou a ser considerado local de acesso restrito, já que a cerca de ferro da Marinha foi colocada bem no limite entre o passeio e área de convivência. Para o entregador José Carlos Teixeira, que trabalha numa farmácia do Centro, o gradeamento dá uma ideia de que a praça diminuiu.
— Durante a Olimpíada, a gente podia andar à vontade, e uma multidão veio aqui se divertir. Não sei se colocaram a grade com medo de destruírem, mas acho que isso não ia acontecer não. Os cariocas adoraram este lugar — disse ele, que lamenta não poder parar sua bike no bicicletário escondido pelo gradeamento.
A dona de casa Maria Eduarda de Souza, que nesta segunda-feira visitou pela primeira vez o passeio, acha que as grades não combinam com a paisagem.
—Não é para a gente caminhar à vontade? Então para que estas grades? — questionou.
No Largo da Candelária, entre a Praça Quinze e a Praça Barão de Ladário, as grades que demarcam a área militar enfeiam o lugar. O espaço, que recebeu uma das piras olímpicas, virou um dos pontos preferidos para selfies na cidade.
O arquiteto João Pedro Backheuser, um dos autores do projeto de urbanização da Orla Conde, não gostou do que viu:
— Fiquei bastante surpreso ao ver as grades no local, não sei por que foram colocadas. É claro que interferem no uso e na qualidade da paisagem da área. Espero que em breve sejam removidas.
A Marinha passou a ocupar a encosta do São Bento em 1763, numa época em que o Rio se tornara o porto mais importante do Brasil Colônia. Naquele período, o Conde da Cunha, enviado pelo Marquês de Pombal, assumiu o governo da Capitania Geral do Rio de Janeiro, com ordens de criar um estaleiro, que viria a ser o Arsenal de Marinha do Rio. O local escolhido era estratégico, no sopé do morro, em área antes pertencente aos monges beneditinos, entre a Praça Quinze e a Prainha (hoje Praça Mauá).
A cessão do terreno para a Marinha é um capítulo conturbado da história.

Área tem histórico de disputas
No livro, “Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, 425 anos. 1590-2015”, de George Ermakoff e dom Mauro Fragoso, os autores contam que desde o século XVII houve várias histórias de disputa envolvendo os monges beneditinos e as autoridades marítimas. Ermakoff lembra que a Ilha das Cobras foi adquirida pelos monges, mas acabou sendo doada ao Ministério da Marinha.
— Para fazer a expansão do Arsenal, a Marinha começou a dinamitar o pé do morro. Em 1910, quando fizeram uma ponte ligando o Arsenal à Ilha das Cobras, houve cargas de dinamite que fizeram tremer o morro. Os monges protestaram e o Almirante Alexandrino ameaçou bombardear o mosteiro e anexar o terreno todo ao Arsenal. Ninguém sabe como, mas obrigaram o abade a assinar uma escritura doando a parte de baixo do morro e a ilha para a Marinha — complementa Ermakoff.
O historiador e pesquisador Olínio Coelho diz que ficou até surpreso quando, na época do anúncio das obras da Zona Portuária, leu nos jornais que a Marinha havia liberado aquela área.
— Toda a área entre o morro e o mar, naquele trecho, sempre foi de acesso restrito. Só se chegava ali por dentro do prédio e do terreno da Marinha. Com as obras de revitalização, a cidade teve acesso àquela paisagem — comenta.
Segundo o 1º Distrito Naval, o gradeamento de toda aquela região já estava previsto antes do início das intervenções. Por meio de nota, a Marinha informou “que o espaço em questão, de propriedade da MB, foi cedido temporariamente à prefeitura do Rio para a construção do Túnel Prefeito Marcello Alencar. Foi utilizado, ainda pela prefeitura, durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, e após o encerramento dos eventos, devolvido à Marinha, conforme previsto.”
O GLOBO/montedo.com

Crivella afirma que Marinha sinalizou que vai rever grades na Orla Conde
Prefeito eleito afirmou que entrou em contato com comandante da Marinha. Corporação confirmou 'entendimentos preliminares'.

Por G1 Rio
O prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella afirmou que entrou em contato nesta terça-feira (20) com o comandante da Marinha do Brasil, Almirante Leal Ferreira, e apelou para que a área da Orla Conde, ocupada 1º Distrito Naval, fosse liberada. Segundo Crivella, o almirante sinalizou que vai rever a medida. A expectativa, ainda de acordo com o prefeito eleito, é de que isso aconteça já nos próximos dias.
A Marinha confirmou que em "entendimentos preliminares" com Crivella, foi acordado que serão retiradas as grades que circundam a área prevista para o estacionamento da Marinha. Mas, de acordo com a nota, as grades junto à Orla serão mantidas, para proporcionar maior segurança e evitar quedas.
A Orla Conde fica no Boulevard Olímpico, novo ponto turístico do Rio, que se tornou a área mais popular da cidade durante a Olimpíada. Grades colocadas pela Marinha após os jogos fizeram com que a circulação de pessoas ficasse restrita entre o Museu do Amanhã, na Praça Mauá, e a Casa França Brasil, na Candelária, A Marinha afirma que o espaço é dela. Já a prefeitura diz que há um acordo de cessão do espaço.
O impasse sobre o trecho da chamada Orla Conde, que foi cercado pela Marinha, foi divulgado em reportagem publicada na edição desta terça-feira (20) do Jornal O Globo. Conforme a publicação, a Marinha colocou grades dos dois lados, formando um corredor entre o mar e as edificações. Em alguns trechos o gramado ficou inacessível, assim como bancos públicos e bicicletários.
A prefeitura diz que a Marinha não cumpriu o acordo feito antes da obra. Pelo combinado, a Marinha liberaria a área para construir a orla e, em troca, receberia melhorias no 1º Distrito Naval, um novo restaurante e um estacionamento subterrâneo. A prefeitura diz que só falta construir o acesso ao estacionamento, que já está pronto.
De acordo com o secretário especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas (Secpar), Jorge Arraes, o acordo foi firmado com a Marinha em 2014. Além disso, Arraes afirmou que a Prefeitura do Rio espera que a iniciativa seja desfeita.
Segundo a reportagem do Jornal O Globo, a Marinha afirmou que o gradeamento da área já estava previsto antes mesmo das obras e que o espaço foi cedido temporariamente à prefeitura para a construção do túnel subterrâneo Marcello Alencar.
G1/montedo.com

20 de dezembro de 2016

Arrego, Papai Noel!


"Boca Mole" é condecorado pela Marinha

‘Boca Mole’ é condecorado com medalha Mérito Tamandaré da Marinha.


Por Andreza Matais e Marcelo de Moraes

Foto: Reprodução/Facebook

‘Boca mole’ na relação de apelidos da Odebrecht, Heráclito Fortes foi condecorado anteontem com a medalha Mérito Tamandaré, por serviços prestados à Marinha.
Coluna do Estadão/montedo.com

Previdência dos militares terá proposta específica até fevereiro, diz ministro

Respeito!

Roma (19) - Primeiro ministro italiano, Paolo Gentiloni, deposita flores no túmulo do soldado desconhecido

Homenagem na passagem de comando de Batalhão do Exército

Pelo barulho, deve ter sido uma linda queima de fogos de artifício....

19 de dezembro de 2016

Para conter tumulto, fuzileiros navais detém 30 no Recife

Adolescentes fazem tumulto e bares fecham mais cedo no Recife Antigo
Frequentadores do polo de lazer localizado nos antigos armazéns do porto, perto do Marco Zero, viveram momentos de pânico na noite de domingo (18).
Por G1 PE
Frequentadores dos bares e restaurantes localizados no polo de lazer nos antigos armazéns do Porto do Recife, no Centro da cidade, viveram momentos de pânico na noite de domingo (18). Adolescentes provocaram um tumulto e tentaram fazer um arrastão, obrigando os estabelecimentos do Recife Antigo a fechar mais cedo.
Fuzileiros navais da ‘Operação Leão do Norte’, policiais militares e guardas municipais agiram rapidamente e detiveram pelo menos 30 jovens. Todos foram levados para a Central de Plantões da Polícia Civil, na Zona Norte, e liberados em seguida.
A confusão começou pouco depois das 20h. Os jovens se reuniram no cais, em frente aos bares e restaurantes. Eles soltaram fogos de artifício e começaram a correr. Em seguida, tentaram roubar objetos de quem estava na área. Assustados, os clientes se esconderam nos estabelecimentos. Cadeiras e mesas foram derrubadas. Pratos e copos caíram no chão. Crianças começaram a chorar.
Imediatamente, os fuzileiros navais, de um batalhão do Rio Grande do Norte, responsável pelo patrulhamento na região, começaram a agir. Com armas de grosso calibre e apoio da PM e da Guarda Municipal abordaram os adolescentes. Pelos menos 30 adolescentes, com as mãos na cabeça, foram colocados contra a mureta de proteção do cais e acabaram sendo revistados.
Alguns foram colocados no chão. Muitos não tinham documentos. Depois de 15 minutos de tensão, os fuzileiros navais, PMs e guardas escoltaram os jovens e levaram o grupo para a Central de Plantões. Na área, o sentimento era de desespero.
Vendedores ambulantes contaram que esses tumultos estão acontecendo com frequência na área do Marco Zero do Recife. O gerente de um dos bares, que preferiu não ser identificado, anunciou que fecharia o estabelecimento por ter medo de danos ao espaço e para preservar a integridade física dos funcionários.
Em outras áreas do centro do Recife, era possível observar, na noite de domingo, grande presença das Forças Armadas. Também foram registrados tumultos em outras localidades, como na Avenida Rio Branco, onde era realizada uma apresentação de músicas de Natal. Os fuzileiros navais acreditam que as confusões provocadas pelos adolescentes são marcadas pelas redes sociais.
G1/montedo.com

Nos EUA, salários e regalias fazem do serviço militar uma boa carreira

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O salário é só o início da remuneração dos militares americanos. Há uma série de regalias pagas, segundo reportagem do site CNNmoney. O site diz que o soldo mínimo pago a um soldado com quatro meses de serviço é de US$ 13.809,60 anuais (cerca de R$ 47 mil) e o de um general - posto mais alto - pode chegar a US$ 153.950,40 anuais (R$ 523 mil, ou aproximadamente R$ 43.500 por mês). Mas um soldado que recebe pagamento mínimo - considerado um baixo salário - já começa a carreira com muitos outros benefícios.
Os homens e mulheres de uniformes, como são conhecidos nos Estados Unidos, recebem ajuda para vestuário, comida e moradia. O auxílio varia de acordo com o local onde o militar serve, o posto ocupado e a existência de dependentes.
Algumas dessas ajudas, como a de subsistência, são atualmente mais baixas para militares que ocupam postos mais altos e recebem pagamento maior. O auxílio moradia é ajustado de acordo com o posto e com a existência de pelo menos um dependente. A quantia não aumenta de acordo com o número de dependentes.
No Exército, a ajuda para compra de roupas é de US$ 284,40 (R$ 966) para homens e US$ 342,50 (R$ 1.164) para mulheres. Um soldado típico tem de apresentar duas fardas "Classe A" (equivalente a ternos de executivos de negócios) e ao menos quatro uniformes de batalha - dois para o verão e outros dois para o inverno. Esses uniformes custam, respectivamente, US$ 180 (R$ 612) e US$ 55 (R$ 187) cada.
A ajuda de subsistência - US$ 167,20 (R$ 568) ao mês para oficiais e US$ 262,50 (R$ 892) para recrutas, ou um pouco menos se o governo fornecer refeições onde o militar está servindo- serve para minimizar os custos com alimentação.
Por último existe um pagamento de incentivo, que é um dinheiro extra para aqueles que se destacarem em serviço ou em missões muito duras. Uma missão em submarinos da Marinha pode dar ao militar mais de US$ 425 (R$ 1.445) por mês, dependendo do posto ocupado e do tempo de serviço.
Por exemplo: um capitão da Força Aérea casado que serve há pelo menos oito anos e trabalha na base de Wright-Patterson, em Dayton, Ohio, chega a ter um salário anual de US$ 48.841,20 (R$ 166 mil). Se a ajuda de moradia for de U$ 845 (R$ 2.873) por mês e a de subsistência, de US$ 1.996,44 (R$ 6.787), os vencimentos podem atingir US$ 60.997 (R$ 207 mil) por ano. Como parte desse dinheiro não é tributada, o salário total desse oficial será de US$ 64.622,64 anuais (R$ 219 mil).
De acordo com o Departamento de Defesa, um fuzileiro naval solteiro que sirva no acampamento de Pendleton, em San Diego, Califórnia, há pelo menos quatro anos leva para casa um total de US$ 32.434,80 (R$ 110 mil) por ano. O salário é equivalente ao de um mecânico de automóveis trabalhando na mesma região.
Como os civis, os militares recebem aumento de salário. Entretanto, diferentemente dos sem uniformes, os membros das Forças Armadas não têm seus vencimentos ampliados apenas por méritos. Promoções são dadas por destaque em combate, mas aumentos simples acontecem por tempo de serviço.
‘’Para mérito, nós entregamos medalhas’’, diz Catherine Fergunson, porta-voz do Departamento de Defesa.
O aumento mínimo de salário - 4,1% ao ano em 2003 - é dado por uma lei que afirma que os vencimentos têm de ser equivalentes a um terço do percentual dado ao setor privado. Em 2001, os militares receberam o maior aumento em 20 anos: cerca de 6,9%.
QUEM (ÉPOCA)/montedo.com

Avião militar russo faz pouso forçado na Sibéria. Todos sobreviveram

Avião do Ministério da Defesa russo faz pouso forçado na Sibéria
DA FRANCE-PRESSE
DE SÃO PAULO
Um avião do ministério da Defesa da Rússia fez um pouso forçado no fim da noite deste domingo (18), na Rússia, e ao menos 16 pessoas ficaram feridas.
A aeronave Ilyushin-18, que transportava 32 passageiros e sete tripulantes, fez um pouso de emergência às 4H45 de Moscou (23H45 de Brasília) na república de Sakha-Yakutia, na Sibéria oriental, indicou a agência de notícias russa RIA Novosti.
Todas as pessoas que estavam a bordo do avião sobreviveram. Três foram levadas ao hospital em estado grave.
As vítimas são oficiais da região de de Krasnoyarsk na Sibéria, de acordo com uma fonte do ministério de Situações Emergência.
O avião militar deveria pousar na área do porto de Tiksi, quase 1.100 km ao norte de Yakutsk, a capital regional.
A aeronave foi localizada a 30 km da base às 8H00 locais, segundo as autoridades, que atribuem o acidente a "fortes ventos com rajadas".
O ministério da Defesa anunciou que enviou um avião especial ao local para transportar os feridos a Moscou e São Petersburgo.
Folha/montedo.com

18 de dezembro de 2016

Clube de subtenentes e sargentos do Exército é palco de agressão covarde em Minas Gerais


Três Corações (MG) - O Clube Atalaia, entidade tradicional da cidade do sul de Minas, foi palco de um triste espetáculo na tarde de ontem (17). O marido da delegada Ana Paula, titular da delegacia da Mulher em Três Corações, agrediu a esposa que pediu ajuda da Guarda Civil Edivânia Nayara (23). Na sequência, o homem, identificado como Felipe Neder, desfere um violento tapa em Edivânia, que caiu ao chão e foi agredida com um chute.

“Fui vitima de um vagabundo que bateu na mulher dele, delegada Ana Paula. Eu fui ajudar ela. Nem se quer tava ali pra me defender ou falar alguma coisa do tipo. Mais eu tenho minha consciência limpa que, mesmo saindo na pior eu fiz o que era certo no momento”, disse Edivânia.
Pouco depois,a segurança Fabiana, colega da moça agredida , contou o que aconteceu e apelou para a esposa do agressor, delegada da mulher em Três Corações: 'espero que você, Ana Paula, assuma seu papel: "Ela (Edivânia) só apanhou por causa de você!"




Previdência: "Carreira militar transcende equilíbrio entre receita e despesa", diz ministro

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Segundo matéria de Raquel Landim publicada hoje na Folha de São Paulo, o ministro da Defesa afirma que as reformas promovidas na Previdência pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2001  (leia-se MP do Mal) já reduziram de maneira significativa os gastos com militares inativos e pensionistas, que despencaram de 0,71% para 0,53% do PIB nos últimos quinze anos.
Jungmann afirmou em nota que "as despesas estão equilibradas e com tendência de queda". "A especificidade da carreira militar é complexa, transcendendo o equilíbrio entre receita e despesa", diz.
O deficit do sistema previdenciário militar é de R$ 13,85 bilhões, equivalente às pensões pagas para cônjuges e dependentes. Os R$ 18,59 bilhões gastos com militares inativos vêm do orçamento do Ministério da Defesa, porque são considerados uma obrigação da União. 
O ministro já declarou que os  militares contribuirão com reforma em uma "2ª etapa".No entanto, segundo a Folha, dificilmente, vão se submeter ao teto de R$ 5.189 proposto para a aposentadoria dos servidores públicos, valor que já é praticado pelo setor privado no INSS.
Jane Berwanger, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), afirma que a decisão do governo de excluir os militares da proposta de reforma foi política:
"Essa proteção específica não condiz com o nível de exigência da reforma proposta pelo Executivo. Se as novas regras foram aprovadas pelo Congresso, os regimes de servidores civis e militares serão desproporcionais".
Já o professor da USP José Roberto Ferreira Savoia lembra que as diferenças entre os sistemas previdenciários se justificam, porque os salários dos militares estão muito defasados.
"É necessário estabelecer uma certa isonomia na remuneração para só depois falar em mudar", afirma. Isso exigiria um aumento de 72% na folha dos militares, segundo a Folha.
Leia a matéria completa no UOL.
montedo.com, com informações da Folha de São Paulo

17 de dezembro de 2016

Temer defende militares fora da reforma da Previdência

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Catarina Alencastro,Bárbara Nascimento - O Globo
BRASÍLIA - Diante de uma plateia formada por integrantes das Forças Armadas, o presidente Michel Temer defendeu ontem a decisão do governo de excluir os militares da proposta da reforma da Previdência. Segundo ele, existe princípio constitucional e jurídico que obriga que essa categoria tenha tratamento diferente.
— Eu quero dizer que, com muito acerto, nós votamos o projeto da reforma Previdenciária, naturalmente excluindo os militares. Estamos constitucional e juridicamente corretos.
A ideia da equipe econômica é mexer no regime de aposentadoria dos militares num projeto separado, que deve ser enviado ao Congresso em fevereiro.
O governo montou uma ofensiva em defesa da reforma da Previdência, que vem recebendo ataques nas redes sociais. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, convocou ontem a imprensa para rebater o argumento de que a Previdência é superavitária. Uma das críticas à reforma é que a arrecadação com a seguridade social, que envolve contribuição previdenciária, PIS/Cofins e CSLL, seria suficiente para cobrir as despesas com o sistema.
Segundo o ministro, quem defende essa tese não considera renúncias fiscais que reduzem a arrecadação e excluem da conta os servidores públicos aposentados da União. Isso, segundo o governo, é uma avaliação distorcida dos fatos:
— É importante que a sociedade tenha argumentos com base em informações corretas.
O ministro afirmou que, até outubro, o rombo previdenciário em 12 meses foi de R$ 135,7 bilhões. Ele representa a maior parte da conta da seguridade social, deficitária em R$ 243,2 bilhões. Os números da seguridade passarão a ser divulgados trimestralmente pelo ministério.
Oliveira afirmou que, entre 2000 e 2016, o peso da Previdência no orçamento da seguridade foi de 51% para 58%:
— O elemento que mais cresce é a Previdência. Ao crescer mais, ela está ocupando o orçamento de outras áreas.
EXTRA/montedo.com

Odebrecht diz ter pago 4,5 milhões de euros em propina a almirante no projeto do submarino nuclear

Odebrecht relata propina para projeto de submarino nuclear da Marinha
Crédito: Divulgação/Prosub
Estadão Conteúdo
Em seu acordo de colaboração com a Justiça, a Odebrecht vai detalhar os bastidores de pagamentos por meio do Setor de Operações Estruturadas, o departamento da propina, relacionados ao Programa de Desenvolvimento de Submarino (Prosub) da Marinha do Brasil. Nas tratativas com a Procuradoria-Geral da República foram citados ao menos dois pagamentos efetuados no exterior por meio de offshore e que não poderiam aparecer na contabilidade oficial da empreiteira.
O projeto de submarinos nucleares, orçado inicialmente em 6,7 bilhões de euros (cerca de R$ 23 bilhões, segundo cotação atual), só saiu do papel após parceria com a França. O programa foi entregue a um consórcio formado pelo construtor naval francês DCNS, cujo principal acionista é o governo da França, e a Odebrecht, escolhida sem licitação pelos franceses.
Os dois pagamentos não contabilizados oficialmente pela Odebrecht foram feitos ao empresário José Amaro Pinto Ramos e ao ex-presidente da Eletronuclear, o almirante Othon Pinheiro da Silva. Amaro Ramos, segundo um dos delatores, representava interesses da francesa DCNS. As informações fazem parte das negociações da delação do executivo Luiz Eduardo Soares, funcionário do Setor de Operações Estruturadas, com os investigadores da Lava Jato. O jornal “O Estado de S. Paulo” apurou que também participaram das operações envolvendo o projeto do submarino os executivos Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, e Fabio Gandolfo, representante da Odebrecht na Marinha para o Prosub e na Eletronuclear.
No caso dos pagamentos ao almirante, a transação foi efetuada por meio de uma offshore indicada pelo operador Paulo Sérgio Vaz de Arruda. Othon Pinheiro foi preso em duas fases da Lava Jato: a Radiotividade e a Pripyat, acusado de corrupção nas obras da usina de Angra 3.
Soares, chamado de “Luizinho” na Odebrecht, contou aos investigadores ter atuado no apoio para que a empresa pagasse 4,5 milhões de euros ao almirante. O pagamento foi realizado na conta da offshore Iberoamerica Projectos Empreendimentos Y Consultoria S.A, indicada ao executivo por Vaz de Arruda. Atualmente Vaz de Arruda é conselheiro na Bombril S/A e ligado à Bonsucex Holding. Ele teria sido apresentado a funcionários da Odebrecht pelo almirante Othon Pinheiro.

PEP
Tanto o operador como a offshore Iberoamerica Projectos já apareciam na delação de Vinicius Borin, um dos responsáveis pelas contas da Odebrecht no Meinl Bank, sediado no paraíso fiscal de Antígua. Em sua delação, Borin afirmou não ter conseguido efetuar alguns pagamentos para a offshore de Vaz de Arruda, uma vez que ele era representante de um PEP – sigla em inglês para identificar pessoa politicamente exposta.
Além dos pagamentos para Othon, o executivo citou pagamentos do departamento de propina para José Amaro Pinto Ramos, que seria representante dos franceses. Sócio de familiares do Othon Pinheiro, na Hydro Geradores e Energia, José Amaro já apareceu em ao menos dois grandes casos de corrupção: no caso Alstom e também no cartel de trens do Metrô de São Paulo.
No caso do submarino, José Amaro recebeu por meio da offshore Casu Trust & Management Services, que possui conta no Meinl Bank. As tratativas dos pagamentos teriam sido realizadas em reunião na própria casa do lobista, na Chácara Flora, em São Paulo.
O ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho informou no anexo de delação premiada que a empresa contava com um executivo de relações institucionais para apoio ao projeto do submarino em Brasília, chamado Rubio Fernal e Souza.

O projeto
O Prosub tem como objetivo a elaboração do projeto e a construção, no Brasil, do primeiro submarino nuclear nacional e da infraestrutura industrial necessária para manter a iniciativa. O programa foi lançado em 2008, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente brasileiro chegou a assinar uma “parceria estratégica” com o então mandatário da França, Nicolas Sarkozy. A DCNS ficou responsável pela transferência de tecnologia ao País e escolheu a Odebrecht como parceira nacional no projeto, sem realização de licitação.
Em agosto do ano passado, o Tribunal de Contas da União apontou sobrepreço de R$ 406 milhões na construção da Base Naval do Estaleiro da Marinha, em Itaguaí, no Rio de Janeiro. A estrutura faz parte do programa brasileiro.
O Prosub havia sido citado em relatório da 36.ª fase da Lava Jato, denominada Ommertá. A citação se deu pelas anotações sobre o programa encontradas em celulares do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht. No caso, segundo a Polícia Federal, o assunto Prosub estava relacionado à atuação do ex-ministro Antônio Palocci, que tratava com a empreiteira assuntos ligados ao projeto.

Calendário
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a força-tarefa da Lava Jato tentam encerrar ainda nesta semana a colheita de depoimentos de todos os delatores da Odebrecht. Emílio Odebrecht, patriarca da família que dá nome ao conglomerado e presidente do Conselho de Administração do grupo, encerrou seu depoimento ontem. Ele foi ouvido em Brasília, na PGR, nos últimos dois dias.
Nesta semana, os executivos iniciaram os depoimentos para confirmar o que prometeram contar nos anexos do acordo de delação premiada assinada há duas semanas.
Depois da fase de depoimentos, todo o material é encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde precisa ser homologado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Corte. Só depois de homologadas, as delações podem ser usadas pela PGR para abertura de inquéritos e oferecimento de denúncias. A intenção da PGR é encaminhar os depoimentos ao Supremo antes do recesso do Judiciário, que terá início no próximo dia 20. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
TERRA/montedo.com

16 de dezembro de 2016

Hahahaha!

Câmara aprova aumento para Comandantes das Forças Armadas por cargos comissionados

Publicação original: 15/12 (21:23)
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (15), o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 7924/14, que reajusta salários dos defensores públicos e outras categorias, entre elas os comandantes das Forças Armadas. A matéria seguirá agora para sanção presidencial.
A proposta eleva a remuneração dos cargos comissionados de comandantes das três forças armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) entre 2016 e 2019. O texto altera a Lei 11.526/07.
O novo valor do cargo de comissão, para 2016, dos três comandantes, será de R$ 14.289,85. O valor sobe até chegar, em 2019, a R$ 17.327,65. Os mesmos valores beneficiarão o secretário-geral do Ministério da Defesa, o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, o presidente da Agência Especial Brasileira (AEB), e cargos da Presidência da República.

Confira a tabela:

VALOR UNITÁRIO (EM REAIS)
DENOMINAÇÃO
ATÉ 31 DE JULHO DE 2016
A PARTIR DE 1o DE AGOSTO DE 2016
A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2017
A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2018
A PARTIR DE 1o DE JANEIRO DE 2019
Comandante da Marinha
14.289,85
15.075,79
15.829,58
16.581,49
17.327,65
Comandante do Exército
14.289,85
15.075,79
15.829,58
16.581,49
17.327,65
Comandante da Aeronáutica
14.289,85
15.075,79
15.829,58
16.581,49
17.327,65
Secretário-Geral do Ministério da Defesa
14.289,85
15.075,79
15.829,58
16.581,49
17.327,65
Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas
14.289,85
15.075,79
15.829,58
16.581,49
17.327,65

Justiça Federal condena dois coronéis do Exército por improbidade administrativa

1ª Vara Federal de Santa Rosa (RS) condena coronéis do Exército por atos de improbidade administrativa

Santa Rosa (RS) - A 1ª Vara Federal de Santa Rosa (RS) condenou dois coronéis do Exército Brasileiro pela prática de atos de improbidade administrativa. Os atos teriam acontecido no período em que eles estariam atuando no comando do 19º Regimento de Cavalaria Mecanizada. De acordo com a denúncia, os réus teriam deixado de repassar à União as receitas oriundas do Hotel de Trânsito da Guarnição. A decisão, proferida no dia 7/12, é do juiz federal substituto Francisco Ostermann de Aguiar.
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou a ação alegando que não teria sido mantida em arquivo a documentação do estabelecimento, em especial os boletins de ocupação de hóspedes, livro de registro de hóspedes e livro de controle de arrecadação das receitas geradas pelo hotel. O MPF informou que os acusados não teriam realizado a prestação de contas sobre a aplicação dos valores obtidos com a exploração dos bens públicos, afrontando os princípios da legalidade, moralidade e publicidade.
Na análise dos autos, Aguiar pontuou que, na época dos fatos, ambos exerciam funções administrativas no local. “Exerciam os réus a função de ordenadores de despesas, responsável pela administração orçamentária, financeira e patrimonial dos recursos financeiros e bens atribuídos à sua unidade gestora. Assim, não poderiam desconhecer o regramento próprio relativo ao recolhimento e aplicação de receitas de natureza pública e ao correlato dever de prestação de contas”, avaliou.
O magistrado julgou o pedido parcialmente procedente a ação e condenou os militares pela prática de atos de improbidade administrativa. A pena aplicada foi multa civil equivalente a cinco vezes à remuneração recebida pelos condenados à época dos fatos.
TRF 4/montedo.com

Nota do editor
A Justiça Federal não divulgou o nome dos militares.

15 de dezembro de 2016

Vanguarda do atraso: baderneiros seguem manual terrorista de Marighela


protesto-em-brasilia
VANGUARDA DO ATRASO TOCOU O TERROR EM BRASÍLIA

O “Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano”, de Carlos Marighela, que inspira protestos violentos contra o governo Michel Temer, é uma prova de que a “esquerda” brasileira é mesmo a vanguarda do atraso. A Polícia Militar apreendeu com vândalos, em Brasília, exemplares do Manual que dá instruções sobre sequestros, sabotagem, expropriações (roubo) de armas, execuções (assassinatos), “guerra de nervos” etc. Datado de junho de 1969, plena ditadura, está disponível no Google.

FATOR SURPRESA
O espanto dos oficiais da PM-DF com o conteúdo mostrou que eles não faziam ideia do conteúdo explosivo do Manual de Marighela.

COMO UM MANUAL
O Manual detalha modelo e material (madeirite) dos escudos utilizados por vândalos em várias cidades. Parecem saídos de linha de produção.

MORTE EM 1969
Marighela foi morto pela repressão política em novembro de 1969, cinco meses após concluir o seu “Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano”.
DIÁRIO do PODER/montedo.com (Imagem: NOVO SEGUNDO)

Está lá, no livro de Marighela:

Táticas de Rua
As táticas de rua são usadas para lutar com o inimigo nas ruas, utilizando a participação das massas contra ele.
Em 1968, os estudantes Brasileiros utilizaram táticas de rua excelentes contra as tropas da polícia, tais como marchar pelas ruas contra o trânsito, e utilizar estilingues e bolas de gude contra a polícia montada.
[...]
As táticas de rua têm revelado um novo tipo de guerrilheiro urbano, o guerrilheiro urbano que participa dos protestos em massa. Este é o tipo que designaremos como o guerrilheiro urbano manifestante, que se une à multidão e participa das marchas populares com fins específicos e definitivos.
Estes fins consistem em atirar pedras e projéteis de todo tipo, utilizando gasolina para começar incêndios, utilizando a polícia como alvo para suas armas de fogo, capturando as armas dos policiais, seqüestrando agentes do inimigo e provocadores, disparar cuidadosamente aos chefes de polícia que vem em carros especiais com placas falsas para não atrair a atenção.
O guerrilheiro urbano manifestante ensina aos grupos nas manifestações as rotas de fuga se é necessário. Coloca minas, atira bombas Molotov, prepara emboscadas e explosões.
Notaram algo em comum com as recentes badernas Brasil afora?

Marighella: terrorismo de exportação

14 de dezembro de 2016

Estação antártica brasileira começa a ser reconstruída

Casa nova no gelo
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MARCELO LEITE
LALO DE ALMEIDA
ENVIADOS ESPECIAIS À ANTÁRTIDA
Começou nesta terça (13) a obra da nova Estação Antártica Comandante Ferraz, que será construída pela empresa chinesa Ceiec (Corporação Chinesa de Importações e Exportações Eletrônicas). A base custará US$ 99,6 milhões.
O projeto arquitetônico é do Estúdio 41, escritório de Curitiba que venceu concurso para escolher a estrutura da nova estação. Ela substituirá a que pegou fogo em 2012 (causando a morte de dois militares da Marinha Brasileira) e os módulos antárticos emergenciais (MAE) que compõem a base atual de operações.
Uma equipe precursora chinesa de 12 pessoas -gerente, tradutor, dois engenheiros e oito técnicos e operadores- desembarcou na enseada Martel, ilha do Rei George, na tarde de segunda-feira (12). A ilha fica perto da ponta da península Antártica, a parte do continente gelado mais próximo da América do Sul.
Já na manhã seguinte o grupo da Ceiec deu início ao trabalho. O gerente Jiao Yang percorreu o terreno com o chefe da EACF, capitão de fragata Rodrigo Kristoschek, no comando desde novembro.

Toda a conversa teve a mediação do tradutor Wang Teng, que se apresenta em português como Tiago. O propósito da caminhada era escolher o local em que será erguido o alojamento chinês de 33 m por 18 m, que precisa ficar pronto até o dia 22.

Em paralelo, outro engenheiro orientava um operador de retroescavadeira a erguer um pequeno barranco na praia de seixos. Ali será fixado o píer para atracação dos botes e barcaças que serão usadas para descarregar do navio Yong Sheng partes da estação fabricadas na China.
Dois mergulhadores brasileiros fizeram as medições de profundidade pedidas pelos chineses, a poucos metros da linha de maré. Vestiam macacões estanques conhecidos como "sapões".
A estação atual não conta com um atracadouro. Todo o desembarque é feito ou com botes (pessoas e bagagens) ou com chatas -pequenas embarcações para transporte de combustível e maquinário.
A chegada do cargueiro Yong Sheng está prevista para quinta-feira (15). Nele virão outros 53 contratados da Ceiec, entre eles dois cozinheiros, e todo o material necessário para a construção.
Nesta primeira fase da obra, que prossegue até o final do verão antártico, em março, haverá finalização apenas das fundações. A montagem do corpo principal da estação, com 4.500 m2 e 17 laboratórios, ocorrerá no verão 2017/18, quando até 90 chineses trabalharão na obra.

TRATADO
Nenhum país possui jurisdição sobre a Antártida, que com 14 milhões de km2 é quase do tamanho da América do Sul. O Tratado Antártico, de 1959, pôs em suspenso todas as pretensões territoriais e destinou o continente à pesquisa científica e à preservação ambiental.
Membros consultivos (com direito a voto) do tratado têm a obrigação de realizar estudos de alto nível na região. As pesquisas têm de ser aprovadas por um comitê científico internacional e, no caso do Brasil, contam com logística fornecida pela Marinha.
A estação é guarnecida por um time permanente de militares, o chamado grupo-base, quase sempre composto por 15 pessoas. Eles permanecem na base o ano todo.
Durante o inverno o "GB" fica isolado, pela impossibilidade de aproximação de navios após o congelamento da baía do Almirantado, onde fica a enseada Martel. O abastecimento é feito por fardos lançados em paraquedas por aviões Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira.
Todo o entorno da estação possui áreas protegidas, como aquelas cobertas por musgo. Além dessas plantas simples, só outras duas espécies vegetais são encontradas na Antártida, e só na costa do continente, onde também vivem aves, como pinguins, e vários tipos de foca.
O espaço disponível para a estação, assim, é restrito. Isso cria dificuldades para a obra, pois não sobra muito espaço para mover os vários contêineres espalhados pelo terreno, todo ele coberto de pedras e pedrisco.
Uma das primeiras providências será a derrubada do chamado "garajão". Nesse grande depósito estão guardadas no momento mais de 400 "marfinites", as típicas caixas de plástico branco resistente em que a Marinha transporta boa parte dos suprimentos para a estação.
"Que onça", disse o chefe Kristoschek, usando o jargão da Marinha para situações complicadas.
Os jornalistas Marcelo Leite e Lalo de Almeida viajaram de Punta Arenas até a Antártida a convite da Marinha
Folha/montedo.com

Histórias de Quartel: O prisma assombrado

O prisma assombrado
A imagem pode conter: árvore, planta, grama, céu, atividades ao ar livre e natureza
Ruben Barcellos
Na Instrução Básica do Combatente (IBC) do ano de 1986 fomos para o Ibaré com o CFS. Na época, um dos monitores era o sargento Ferreira.
No patrulhão, o Ferreira ficaria num dos muitos postos de controle ao longo do percurso estabelecido. E onde o Ferreira ficou? Bem num cemitério ao lado da estrada. Olha, de noite, mesmo para os que não tem medo, isso é uma coisa chata de encarar, ainda mais à luz de lanterna.
Ferreira colocou o prisma em cima do muro, fácil de identificar de longe, mas teriam de se aproximar para anotar o número deste e o próximo azimute (direção a ser seguida indicada pela bússola).
Chegou a primeira patrulha, comandada pelo aluno Vieira. Confabularam na entrada do cemitério, tomaram as medidas de segurança e o comandante da patrulha escalou:
- Julio, tu é o comandante da esquadra de assalto; vai até o prisma e anota tudo.
Julio foi, mais pela honra em jogo do que pela própria vontade.
Ferreira escutou o nome do cabo da patrulha e sorriu:
- Julio, hein...bota sebo nas canelas!
A uns três passos do prisma, com a missão quase cumprida, suor empapando a testa e as mãos, Júlio tinha um olho no prisma e outro no portão do cemitério. A caneta do Julio tremia na base.
Ferreira leva a mão no prisma e murmura:
- Te peguei cabo cagão!
Julio soltou o FAL, a carta, a caneta, a coragem e o grito de "mãããiiiiiiiiiiiêêêêêê!" E sumiu noite a dentro!
Esse grito, dizem as línguas afiadas, ainda se ouve por aqueles lados.

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