19 de maio de 2016

Pela primeira vez, homossexual será chefe civil do exército dos EUA

Pentágono
Eric Fanning assumiu o cargo nesta quarta-feira
Eric Fanning assumiu o posto de chefe civil do exército dos Estados Unidos nesta quarta-feira, tornando-se, assim, o primeiro homossexual assumido a ocupar um cargo de direção no Pentágono. Fanning tomou posse do cargo de secretário do Exército (US Army) oito meses após ter sido nomeado pelo presidente Barack Obama. O secretário do Exército é o chefe civil desta força militar, codirigida pelo chefe de estado-maior, general Mark Milley.
Egresso da universidade de Dartmouth e especialista em assuntos de defesa e segurança nacional, Fanning ocupou diferentes cargos no Congresso americano e no Pentágono nos últimos 25 anos.
A posse de Fanning no cargo foi adiada devido ao veto de um senador republicano do estado do Kansas. O senador Pat Roberts disse ter vetado a nomeação para conseguir garantias de parte do governo Obama de que não iniciaria a transferência da prisão de Guantánamo, em Cuba, para Fort Leavenworth, localizado em seu estado e que conta com uma importante prisão militar.
Roberts suspendeu o veto quando o governo garantiu que não terá tempo de iniciar seu plano de mudança de Guantánamo antes de Obama concluir seu mandato, em janeiro de 2017. No fim dos anos 2000, ele integrou o conselho do Fundo Gay e Lésbico, uma organização que defende a integração de pessoas LGBT em "todos os níveis do governo".
— Penso que estas organizações são importantes — explicou em entrevista em 2013 ao The Washington Blade, um jornal emblemático da comunidade homossexual. — Mas penso que não há nada mais importante do que viver abertamente (sua homossexualidade) e trabalhar de forma íntegra e produtiva — acrescentou. — É uma das coisas mais importantes que podemos fazer — avaliou.
Barack Obama anulou uma lei que proibia desde 1993 os militares americanos homossexuais admitir suas preferências sexuais, sob pena de expulsão.
ZERO HORA/montedo.com

MS: soldado do Exército é morto a tiros em confronto com a polícia

Morto em confronto entrou no Exército em 2014 e fazia curso para cabo

Viviane Oliveira
Campo Grande (MS) - O soldado Diego Barros Albuquerque, 20 anos, foi morto em confronto com a Polícia Militar, por volta das 21h40 desta terça-feira (17), na Rua Joaquim Manoel de Souza, na Vila Olinda, em Campo Grande. Ele ingressou no Exército em 2014.
Conforme a assessoria de imprensa do CMO (Comando Militar do Oeste), o rapaz era soldado da 14ª Companhia de Polícia do Exército e estava em curso de formação para cabo. Suspeito de ter participado do roubo de uma motocicleta, Diego foi morto após atirar em uma equipe da PM.

Roubo
Segundo boletim de ocorrência sobre o caso, a polícia foi acionada para atender um roubo que havia acabado de ocorrer, na Rua Guatemala, no Jardim Jacy. No local, a vítima de 32 anos contou que dois homens, um deles armado, havia acabado de levar sua motocicleta Honda XRE 300, de cor vermelha.
Com as características dos bandidos em mãos, os militares conseguiram localizar a motocicleta em alta velocidade e na contramão na Avenida Costa e Silva. Os policiais, então, deram ordem de parada a dupla que continuou a fuga. Foi solicitado apoio policial.
Durante perseguição, o rapaz teria sacado a arma e disparado dois tiros em direção a equipe, que reagiu com três disparos, um acertou o escapamento da motocicleta e os outros dois disparos atingiram o homem. Ele foi socorrido, mas morreu antes de dar entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário.
No registro da polícia não há informações sobre o comparsa de Diego. O soldado não tinha antecedentes criminais. 
Campo Grande News/montedo.com

17 de maio de 2016

Oficiais da Aeronáutica são investigados por desvio de verba

Marina Navarro Lins
Dois oficiais da Aeronáutica são suspeitos de pagarem R$ 2,1 milhões por materiais de informática jamais entregues pela empresa CEFA 3, em 2007.
A investigação do Ministério Público Federal mostra que, na época da compra, o coronel José Murilo Ramos era chefe de gabinete da Diretoria de Engenharia da Aeronáutica e Wilson Sales acumulava funções, como a de chefe da Seção de Licitações e Serviço Social.
Segundo o MPF, a licitação tem fortes evidências de direcionamento.
Além dos oficiais, são réus por improbidade administrativa os empresários Celso Fernandes de Matos e Fábio de Resende Tonassi, a CEFA 3 e o intermediário Marcelo Soares Junior.

BMW bloqueada
Os bens dos acusados foram bloqueados pela Justiça, mas a defesa dos empresários pediu a liberação dos automóveis.
Entre eles, duas BMWs importadas.
A defesa alega que os donos dos carros de luxo estão em "difícil situação financeira".
O procurador regional da República Carlos Alberto Aguiar discorda. Para ele, tais veículos não são necessários para a subsistências dos suspeitos e seu bloqueio é importante para assegurar o futuro pagamento de eventual multa.

Recriação do GSI: diretor da Abin se diz desprestigiado pelo novo governo e pede demissão

Wallace Martins -8.mai.2013/DA Press

RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
A decisão do presidente interino Michel Temer (PMDB-SP) de recriar o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) sem antes discutir a ideia com o comando da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) gerou turbulência no setor e um pedido de demissão do diretor-geral da agência, Wilson Roberto Trezza.
O GSI havia sido extinto por Dilma em medida provisória de outubro passado, e desde então a Abin passou a se submeter a uma pasta comandada por um civil, a Secretaria de Governo.
O pedido de demissão foi feito pessoalmente por Trezza, que está há oito anos no comando da Abin, nesta segunda-feira (16) em reunião com o novo ministro do GSI, o general do Exército Sérgio Etchegoyen.
A saída definitiva, porém, poderá não ocorrer imediatamente, mas sim após as Olimpíadas, de forma a evitar problemas na condução da segurança do evento, da qual a Abin participa.
Além disso, o processo de substituição não é tão rápido, pois o indicado deve passar por sabatina no Senado.
Trezza e Temer haviam se reunido em sigilo há cerca de duas semanas no Palácio do Jaburu, quando o diretor-geral da Abin, segundo a Folha apurou, disse ao então vice que uma grande reivindicação da Abin era se subordinar diretamente ao presidente da República, sem "intermediários".
Trezza afirmou a Temer que um contato direto com o presidente permitiria cumprir melhor as funções da Abin, que incluem "assessorar" o presidente.

NOTA
A dificuldade de acesso aos presidentes é reclamação recorrente da Abin. Durante os governos de Dilma Rousseff, por exemplo, a presidente nunca recebeu Trezza para conversa privada –eles se encontraram apenas em reuniões ampliadas, com a participação de ministros– e também nunca esteve na sede da Abin, em Brasília.
Ao final do encontro com Temer, conforme versão apurada com duas fontes que pediram para não ser identificadas, o então vice-presidente disse que pensaria na proposta e voltaria a entrar em contato com Trezza.
Integrantes da Abin, porém, só souberam pelo "Diário Oficial da União" de sexta (13) que não só a Abin continuaria longe do presidente, mas também que voltaria a ser subordinada ao GSI, comandado por um militar.
A recriação do GSI também resultou em uma dura nota da Aofi (Associação Nacional dos Oficiais de Inteligência), formada por servidores da Abin. Intitulada "Informação ao ministro", a nota foi emitida para negar que a Abin tenha "rompido" relações com agências congêneres internacionais, informação atribuída pela imprensa a Etchegoyen.
A nota diz que o ministro "aparentemente também desconhece que as gestões do GSI nunca foram boas para a inteligência" e que a última delas, encerrada em 2015, "foi particularmente desastrosa para a atividade de inteligência de Estado".
Até 2015 presidente da CCAI (Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência) do Congresso Nacional, a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) considerou "um equívoco" o retorno do GSI.


OUTRO LADO
A assessoria do presidente interino, Michel Temer, informou que ele "não deve satisfações à Abin" na hora de decidir sobre os rumos do setor de inteligência no governo. "A lógica de ele ter que explicar o que está fazendo está invertida. Ele é o presidente, escolhe como vai ser a sua gestão."
A assessoria afirmou que Temer foi procurado recentemente pelo diretor-geral da Abin, Wilson Trezza, para receber explicações do órgão sobre as alegações de suposta espionagem que o vice teria sofrido em 2015. Ela confirmou que o ministro do GSI Sérgio Etchegoyen "está informado" sobre o pedido de demissão do diretor-geral da Abin.
Procurado, Trezza disse que não iria se manifestar sobre o assunto. 
Folha de São Paulo/montedo.com

Governo mantém reajuste de até 48,9% para militares


Max Leone
O governo interino do presidente Michel Temer (PMDB) não vai mexer na proposta de correção dos soldos de 650 mil militares das Forças Armadas. O reajuste, que varia de 24,39% a 48,91%, será dividido em quatro anos. A primeira parcela de 5,5% sairá em agosto. A coluna apurou com os ministérios da Defesa e do Planejamento sobre o PL 4.255/15, que trata da correção, e as pastas informaram que a tramitação seguirá normalmente no Congresso.
“Vale ressaltar que há requerimento de urgência para votação entregue em plenário no último dia 3 de maio”, destacou em nota a Defesa.
Já o Planejamento ressaltou que não há perspectiva de retirada do projeto enviado ao Parlamento no fim do ano passado, conforme a coluna noticiou em 30 de dezembro de 2015. Pelo projeto, os militares do Exército, Marinha e Aeronáutica terão aumento médio de 27,9%. Os maiores percentuais serão para graduações do início de carreira e postos intermediários.
A proposta de correção dos militares segue decisão do atual governo de manter os 32 acordos de reajustes para 1,1 milhão de servidores do Executivo, segundo o ministro do Planejamento, Romero Jucá. O aumento previsto é de 10,8% em duas parcelas. A primeira de 5,5% está prevista para agosto e outra de 5% para janeiro de 2017.
Coluna do Servidor (O Dia)/montedo.com

16 de maio de 2016

Vida pós-impeachment: filha de Dilma procura carro para comprar em Porto Alegre

Paula Rousseff está à procura de um carro para comprar em Porto Alegre. Procuradora do Ministério Público do Trabalho, a sempre discreta filha de Dilma utiliza carro oficial da Presidência, por razões de segurança. A regalia cairá por terra com a aprovação do impeachment da mãe pelo Senado.


Impeachment: seguranças de Dilma em Porto Alegre buscam novas colocações


Embora o assunto seja oficialmente proibido, afinal, não se fala de corda em casa de enforcado, o certo é que, com a certeza do impeachment, a equipe que cuida da segurança de Dilma Rousseff e sua família em Porto Alegre está em vias de ser dissolvida. Alguns militares que integram o grupo estão buscando colocações nos quartéis da capital gaúcha. Outros, aguardam transferência para outras cidades.

Temer terá que lidar com descontentamento das Forças Armadas

Restrições orçamentárias
Marinha, Exército e Aeronáutica reclamam das restrições orçamentárias

O presidente em exercício Michel Temer terá de lidar com o descontentamento nas Forças Armadas com as graves restrições orçamentárias que vêm enfrentando nos últimos anos. A Marinha está com 46% da frota parada e sem navios de escolta suficientes para dar proteção às plataformas do pré-sal. A previsão é que o projeto de construção do submarino com propulsão nuclear atrase mais quatro anos, sendo concluído após 2025 - última projeção feita.
No Exército, a situação também é considerada complicada e houve necessidade de se fazer um redesenho do portfólio estratégico da Força. Os frequentes contingenciamentos exigiram redução drástica na linha de produção do blindado Guarani, que poderá levar a Iveco, fabricante do equipamento, a suspender a produção por falta de pagamento. Segundo informações, o Exército não terá recursos para pagar a empresa daqui a três meses.
Na Aeronáutica, não é diferente. Quase metade da frota está parada. A construção do avião cargueiro KC 390 só está em prosseguimento porque a Embraer, mesmo sem receber o R$ 1,4 bilhão devido pelo governo federal, está bancando o projeto sozinha, que já sofre atraso de dois anos na sua certificação.
“Quase a totalidade do orçamento (da pasta) hoje é consumido com custeio de pessoal, deixando em segundo plano projetos que são fundamentais para a garantia da soberania do País e para o avanço tecnológico que, apesar de serem germinados na Defesa, transbordam a Defesa e trazem benefício para todo o desenvolvimento do País”, disse ao Estado o novo ministro da Defesa, Raul Jungmann. “Precisamos criar base para ter uma previsibilidade para garantir desembolso de recursos que deem continuidade, em um ritmo adequado, dos projetos estratégicos evitando que projetos que deveriam durar cinco, seis anos, não durem 20 ou 30 anos, como estamos vendo hoje.”

Fronteiras
fez referência, por exemplo, ao projeto do Sistema Integrado de Monitoramento das fronteiras (Sisfron). “Ele é de importância vital para o País”, afirmou , para quem o Brasil tem de ter “um cuidado especial com suas fronteiras, especificamente com a Venezuela que hoje vive em uma instabilidade grande e que muitas vezes provoca uma migração para cá”.
O Sisfron começou a ser implantado em 2013, com prazo de conclusão de 10 anos. Só que, se for mantido o cronograma atual de repasses, ele só será finalizado em 2040, já com equipamentos obsoletos. O atraso impacta 22 empresas nacionais de alta tecnologia envolvidas no processo, com demissão de pessoal qualificado e eliminação da capacidade produtiva.
Dos R$ 185 milhões que o Exército precisava, no mínimo, este ano para dar prosseguimento ao projeto em 2016, a previsão - ainda sujeita a cortes - não chega a R$ 140 milhões. Os chamados restos a pagar do ano passado que já deveriam ter sido repassados às empresas que estão trabalhando no projeto somam R$ 236 milhões.
A Marinha - cujos navios que estão operando tem idade média de 33,3 anos - também sofreu um forte baque no final de 2015, quando teve de suspender, devido a restrições orçamentárias, o projeto para controlar e vigiar a zona econômica exclusiva brasileira do Oceano Atlântico, chamado de Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaaz). O projeto, semelhante ao Sisfron das fronteiras, iria proteger uma área de 4,5 milhões de quilômetros quadrados do Atlântico, onde o Brasil tem imensas plataformas petrolíferas.
No caso da Aeronáutica, a demora do governo em concluir a compra de 36 aviões de caça para atualizar a frota da Força Aérea Brasileira deixou ameaçada a capacidade do País de proteção do espaço aéreo nacional. O projeto só foi assinado em agosto passado, após se arrastar por mais de 12 anos. Outro projeto que sofre restrição orçamentária é o programa de dados, que permite o uso de comunicação por data link entre controladores de tráfego aéreo e pilotos.(Agência Estado)
DIÁRIO do PODER/montedo.com

Nas asas da FAB: mesmo afastados, Dilma e Cunha têm direito a viajar de jatinho



Desrespeito
“É um desrespeito com o dinheiro do contribuinte”, afirmou o senador Antônio Reguffe (sem partido-DF), sobre Dilma e Eduardo Cunha, que, mesmo afastados, podem passear com jatinhos da Força Aérea
DIÁRIO do PODER/montedo.com.

14 de maio de 2016

Governo Temer: cargo de Ideli subiu no telhado. O maridão subiu junto.



A 'boquinha' de Ideli Salvatti em Washington está com os dias contados.
A ex-ministra foi nomeada por Dilma como representante do Governo na OEA, da ONU, no comitê de Acesso a Direitos e Equidade. Segundo o jornalista Leandro Mazini, da Coluna Esplanada (UOL), o trabalho poderia ser feito de Brasília, com viagens esporádicas aos Estados Unidos.
Para que o marido de Ideli, o segundo-tenente músico Jefferson Figueiredo, pudesse acompanhar a esposa, Jaques Wagner o nomeou em setembro passado ajudante da Subsecretaria de Serviços Administrativos e de Conferências na Junta Interamericana de Defesa. O cargo de aspone com grife rende ao militar rendimentos de aproximadamente R$ 30 mil, pelo câmbio de hoje.
O casal deve ser defenestrado do cabide em terras do Tio Sam pelo governo Temer.

STM condena suboficial por incêndio na Base Comandante Ferraz. Ou: porque não estou surpreso?

Na última quinta-feira (12), o STM condenou o Suboficial da Marinha Luciano Gomes de Medeiros pelo incêndio ocorrido na base brasileira na Antártica, em 25 de fevereiro de 2012. Luciano, que havia sido absolvido em primeira instância, foi condenado a dois anos de detenção em regime aberto.
A decisão contrariou o voto do relator, ministro Luis Carlos Gomes Mattos, que acompanhou a sentença da CJM de Brasília e não fez qualquer mudança. A maioria seguiu o ministro revisor, José Coêlho Ferreira, que votou pela condenação. De acordo com Coêlho, minutos antes do início do incêndio, o réu foi o responsável pela transferência de combustível dos tanques de armazenamento para os tanques de serviço, cujo transbordamento causou o incêndio.

Decisão correta, perfeita, adequada? Há controvérsias.
O episódio que causou a destruição da Base Comandante Ferraz foi o desfecho trágico de uma sucessão de erros apontados pela imprensa brasileira, como o blog destacou diversas vezes.
Confiram o comentário que republiquei em 30 de março de 2014, na postagem
Como ovelha para o sacrifício: suboficial da Marinha vai a julgamento pelo incêndio na estação da Antártida.
 
Comento
Em dezembro de 2012, quando o MPM denunciou então primeiro sargento Luciano Gomes Medeiros, publiquei um longo comentário aqui no blog; leiam novamente:

Num cenário de defasagem tecnológica, estrutura obsoleta, equipamentos de segurança inadequados, combustível (etanol) não testado, entre outras deficiências, aliadas a uma festa de despedida durante a qual foram servidas bebidas alcoólicas e há suspeita de que o alarme de incêndio tenha sido desligado, convenhamos, o erro do sargento Medeiros, constatado pelo MPM,  caiu do céu para o governo e o comando da Marinha. Senão, vejamos:

- Dias após o acidente, em 12 de março, o blog publicou denúncia do jornalista Cláudio Humberto:
Incêndio na Antártida: uso de etanol nos geradores de energia pode ter causado o acidente
Cláudio Humberto 
Antártida: etanol suspeito


Ao contrário das demais bases, que optaram pelo diesel ou por energia solar ou eólica, o Brasil usava etanol, mais explosivo, nos geradores de energia da base Comandante Ferraz, sem testes para homologação técnica. Isso pode ter provocado o incêndio que matou dois militares.


A Marinha silencia
O motogerador da base Comandante Ferraz, com etanol da Petrobras, foi acionado em janeiro pelo ministro Celso Amorim (Defesa). O projeto custou R$ 2,5 milhões. A explosão com etanol em grandes motores é mais rápida. Procurada por uma semana, a Marinha silenciou.
-  O reitor da Unisinos, Marcelo Fernandes de Aquino, declarou que a estrutura da base estava obsoleta e que “O País deveria oferecer um suporte mais adequado aos seus pesquisadores”.

- Outra notícia:
Água congelada nas mangueiras dificultou combate a incêndio na Estação Comandante Ferraz
Perguntinha básica: uma estação Antártica não deveria possuir um sistema que evitasse o congelamento da água nas mangueiras? 

- Em 21 de julho, uma notícia da Agência Estado publicada aqui dizia o seguinte:


No momento em que a base brasileira na Antártida começou a ser destruída por um incêndio, na madrugada de 25 de fevereiro, funcionários militares e civis da Marinha e cientistas de universidades brasileiras participavam de uma festa chamada Baile da Terceira Idade, na qual houve consumo de bebidas alcoólicas.
Mantida em sigilo tanto pela Marinha quanto pelo grupo de 31 cientistas que estavam na base Comandante Ferraz, a realização da festa, com bebidas como cerveja e vinho, foi investigada pelo inquérito policial militar (IPM) aberto no dia do desastre para apurar causas e responsáveis.
Como o alarme não disparou quando o incêndio começou, os encarregados pelo inquérito suspeitavam que o sistema pode ter sido desligado por ordem do comando da base. O objetivo seria não atrapalhar a festa. Na pista de dança há um mecanismo que espalha fumaça de gelo seco, como em uma boate. Os sensores são sensíveis e poderiam disparar, anunciando um falso incêndio.
Os cientistas não souberam responder nos depoimentos se os sensores foram desligados ou não, já que a decisão, se tomada, seria de atribuição militar. Alguns deles alegaram que sequer sabiam da localização do dispositivo que os desativava.
O IPM foi concluído e encaminhado em 15 de maio à 11.ª Circunscrição Judiciária Militar, "classificado como sigiloso, em atendimento ao Artigo16 do Código de Processo Penal Militar", de acordo com comunicado divulgado à noite pela Marinha. As perguntas encaminhadas à Marinha pelo Estado sobre as conclusões e a realização da festa não foram respondidas.

- Em 4 de março, publiquei no blog uma apresentação em PPT com texto do Capitão Tenente FN Geordandi Alves Barreto, formatado pelo Suboficial FN Roberto Oliveira de Carvalho, sob o título: Estação Comandante Ferraz: a verdadeira história! Lá, no slide 68, lemos:

"A estação está degradada por falta de uma manutenção aceitável. Recentemente, durante uma faina de reabastecimento de combustível, três tanques desabaram de suas bases apodrecidas, o que poderia ter causado um acidente ecológico grave decorrente do derramamento de óleo. Alguns sistemas vitais se encontram comprometidos: aguada, rede de esgotos, PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS e transferência de energia elétrica. Os módulos estão comidos pela ferrugem; equipamentos inoperantes ou funcionando naquela velha base brasileira do jeitinho; escadas perigosamente corroídas; anteparas em péssimo estado de conservação; os forros caindo aos pedaços..."
Bem, paro por aqui. O que transcrevi acima já é mais do que suficiente para afirmar: a Base Comandante Ferraz só continuava a cumprir sua finalidade por conta da dedicação e do profissionalismo de seus integrantes, pois há muito as condições de trabalho eram deficientes!  A Marinha sabia, o Governo sabia, e ninguém fez nada!
Ao contrário, procurou-se esconder os fatos, tal qual ocultou-se por dois meses o afundamento de uma chata com 10.000 litros de combustível ocorrido próximo à base e que por pouco não causou uma grande tragédia ecológica.
A possibilidade de que o sargento Medeiros seja condenado como único culpado e que se deixe de averiguar o conjunto de fatores que levaram à tragédia deve estar sendo recebida com alívio por muita gente nas esferas do poder.
Mal comparando, é o mesmo que condenar o cabo velho que faz meia dúzia de gambiarras para que sua velha viatura possa andar e depois é punido por se envolver em acidente de trânsito.
- Como uma viatura sucateada poderia estar na rua?
- Como a Base Comandante Ferraz continuava funcionando nas condições em que se encontrava?

Montedo 'Mãe Dinah'. Só que não!
Finalizando o comentário acima, escrevi:
Pelo que se vê, para alívio de muitos, Luciano será mesmo a ovelha sacrificada, para acalmar consciências e aplacar a ira dos deuses.
Pensando bem...
Nas Forças Armadas, certas coisas são absolutamente previsíveis.

Mais
Saiba mais no arquivo do blog sobre o incêndio na Base Comandante Ferraz

General assume segurança pública no RN

Natal (RN) - O governador potiguar Robinson Faria (PSD) empossou ontem (13) o general de brigada Ronaldo Lundgren no cargo de Secretario de Estado da Segurança Pública e Defesa Social.
Oriundo da Infantaria, o general comandou o batalhão do Brasil no Haiti e participou de diversas operações de segurança, entre elas a ocupação do Complexo da Maré, no Rio, em 2014. Ele está na reserva desde março de 2015.

Tic-tac, tic-tac, tic-tac...

Charge (Foto: Miguel)
O Globo/montedo.com

13 de maio de 2016

Ministro do GSI de Temer, general 'não nasceu de susto'



Sobre o General  Sérgio Westhpalen Etchegoyen,  pode-se afirmar que 'não nasceu de susto', como se diz lá em Bagé, quando se quer dizer que alguém é desassombrado.
Tão logo foi confirmada sua nomeação por Temer para o recriado GSI (Gabinete de Segurança Institucional), a mídia tratou de desencavar um episódio marcante da carreira do general.
Lembra Lauro Jardim, em sua coluna de O Globo: como capitão, Etchegoyen amargou oito dias de prisão por ter enfrentado o temido general Newton Cruz. Em  1983, no fim do governo Figueiredo,  Cruz chamou de mau caráter quem fosse depor numa CPI do Congresso. Como seu pai, o general Léo Etchegoyen, era o mais notório dos depoentes, Sérgio levantou-se, rebateu Cruz e foi preso no ato.
Em episódio recente, a inclusão do nome de seu pai no relatório final da Comissão da Verdade gerou a única manifestação de um oficial da ativa em relação ao documento. Em nota, ele o classificou como 'leviano'.
Como se vê, o general está longe do perfil político/carreirista/servil que caracteriza boa parte dos integrantes da cúpula militar das Forças Armadas. Certamente, Dilma não teria peito para expulsá-lo do elevador privativo, como fez certa vez com o General Elito.

Segurança do Palácio desautorizou Jaques Wagner

Felipe Frazão, de Brasília
Na derradeira manhã do governo Dilma, quando as equipes do cerimonial e segurança do Palácio do Planalto instalavam grades e detectores de metal para organizar os espaços onde militantes, jornalistas e autoridades públicas ouviriam o discurso de despedida, o ex-ministro Jaques Wagner (PT) tentou interferir e foi desautorizado pelo comando da guarda militar. Ex-chefe do gabinete pessoal de Dilma, Wagner queria autorizar a entrada de cerca de cem mulheres para abraçar Dilma e levar flores. Segundo um funcionário da Presidência responsável pelo contato com movimentos sociais, Wagner ouviu do novo comandante a seguinte frase: "O senhor já não é mais ministro". De fato, ele havia sido exonerado na véspera pela presidente.  
Veja/montedo.com

12 de maio de 2016

Gastos com a Rio 2016: Exército ordena 'mutirão' em quartéis do RJ, em esforço para liquidar créditos já liberados

Documento enviado às organizações militares da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada (GUEs), sediada no RJ, que recebeu diversas atribuições em função dos Jogos Olímpicos:

Raul Jungmann é o novo ministro da Defesa

BRASÍLIA, DF, 26.08.2010: CASO DOSSIÊ PSDB X PT - Deputado Raul Jungmann (PPS-PE) entra na Procuradoria Geral da República com ação contra a candidata do PT a Presidência da República, Dilma Rousseff, por crime eleitoral após a divulgação de que mais três pessoas ligadas ao candidato do PSDB ao Planalto, José Serra, tiveram seus sigilos violados na Receita Federal. (Foto: Alan Marques/Folhapress)Segundo informam Valdo Uribe e Valdo Cruz, da Folha, o nome do deputado pernambucano Raul Jungmann foi confirmado pela assessoria de Michel Temer para assumir a pasta da Defesa.

Ufa! Newton Jr. na Defesa foi mal-entendido, diz Temer

Temer: Newton Jr. foi mal-entendido

A assessoria de Michel Temer diz que a indicação de Newton Cardoso Jr. para o Ministério da Defesa foi um mal-entendido.
Temer considerou o nome do deputado para uma eventual Secretaria de Aviação Civil, mas integrantes da bancada mineira entenderam que ele se referia à Defesa.
Os militares respiram aliviados.
O Antagonista/montedo.com

11 de maio de 2016

Defesa: unidunitê, salame minguê, o escolhido é ...


De prêmio de consolação à moeda de troca: depois da recusa de Mariz, Temer oferece Defesa a jovem deputado de MG

Depois de reação de militares, Temer volta atrás em indicação para a Defesa
 
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
Depois da forte reação negativa das Forças Armadas à informação de que Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) seria o ministro da Defesa de um provável governo Michel Temer (PMDB), o vice-presidente avisou a interlocutores que o deputado mineiro não será nomeado para ocupar a pasta caso o Senado confirme o afastamento da presidente Dilma.
A informação, que chegou a ser confirmada por deputados mineiros que estiveram com o peemedebista nesta quarta-feira (11) pela manhã, caiu como uma bomba nas Forças Armadas. À Folha, um general da cúpula militar disse ser "inacreditável" e esperava que a indicação não se confirmasse.
Em tom de desabafo, o militar chegou a dizer que era "inacreditável que um menino de 36 anos venha a comandar homens de mais de 60 anos, num momento delicado de crise no país, às vésperas de uma Olimpíada".

ENCONTRO
Nesta quarta-feira, o vice-presidente havia recebido a bancada dos deputados do PMDB mineiro no Palácio do Jaburu, acompanhada do vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (PMDB).
Na saída do encontro, deputados que participaram da reunião com o vice informaram que Temer fez o convite para Newton Cardoso Jr. assumir a pasta da Defesa, responsável pelo comando do Exército, Marinha e Aeronáutica.
A interlocutores, Temer admitiu que a pasta da Defesa fez parte da conversa com os deputados mineiros e que eles manifestaram interesse em indicar Newton Cardoso Jr. para comandar a área.
O vice-presidente teria prometido avaliar a proposta, mas sem dar nenhuma confirmação oficial. Alguns participantes da reunião, contudo, deram o assunto como definido. Agora, o vice-presidente vai voltar a discutir com a bancada mineira outra área para contemplá-la em seu futuro governo.
Até dentro do PMDB a informação da indicação do deputado mineiro havia sido mal recebida. Um líder do partido disse que a indicação, se confirmada, seria uma tragédia, porque o deputado mineiro não teria nenhuma tradição na área nem experiência para comandar as Forças Armadas. 
Folha\montedo.com

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