19 de janeiro de 2010

HAITI: GENERAL SANTOS CRUZ DEVE REASSUMIR O COMANDO MILITAR DA MISSÃO


O único comandante estrangeiro que os americanos aceitariam deixar à frente de suas tropas seria o general Santos Cruz. 


Os Estados Unidos anunciaram o envio de 10 mil soldados ao Haiti. Destes, 3500 fazem parte da lendária 82ª Divisão Aerotransportada do Exército (aeromóvel. Com o maior número de soldados em operação na emergência humanitária, os Estados Unidos poderão exercer o comando da missão de paz da ONU naquele país se uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU insira seu contingente na Minustah, já que os americanos por tradição não participam de missões de paz subordinando suas tropas a comandantes estrangeiros.
A permanência das forças brasileiras no Haiti se dá principalmente pelo fato de o Brasil ter o comando do componente militar da Missão. Esta condição já foi muitas vezes imposta pelo governo brasileiro para manter e justificar internamente a presença dos nossos militares lá. Hoje integram a Minustah 1266 militares do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil. Em meio às imagens do caos no Haiti, as declarações de militares e os trabalhos das equipes de resgate do mundo todo, a imagem que não se vê é a do atual Force Commander da Minustah, o General-de-Brigada Floriano Peixoto. O sumiço da maior autoridade militar da ONU no país tem gerado especulações sobre sua possível substituição.
Segundo informações publicadas no portal da Força Aérea Brasileira, partiu no Domingo do Rio de Janeiro um avião transportando o General-de-Divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz. Ele ocupa atualmente o comando da 2ª Divisão de Exército, com sede em São Paulo e hoje é o militar brasileiro mais conhecido e respeitado no exterior. De 2007 a 2009 o militar esteve á frente das forças militares no Haiti.
Conhecido como o general que pacificou o Haiti, Santos Cruz foi reconduzido ao cargo em 2008 e a ONU solicitou um terceiro mandato dele que acabou rejeitado pelo Ministério da Defesa. O fato de ter assumido o comando por uma segunda vez já era inédito em missões de paz. Uma solicitação para terceiro mandato era o reconhecimento da ONU de sua importância para garantir a estabilidade da situação e o maior exemplo de sucesso no cumprimento da missão. Em diversos momentos o general foi elogiado por autoridades civis e militares americanas. Um coronel argentino disse a Defesanet que “tinha orgulho de ter servido sob seu comando” e um oficial guatemalteco falou dele como “o melhor comandante que já tive”.
Segundo informações apuradas por Defesanet, o único comandante estrangeiro que os americanos aceitariam deixar à frente de suas tropas seria o general Santos Cruz. Sua recondução ao comando da Minustah seria a solução para um possível impasse entre os dois países que disputam a atenção e o comando das operações de ajuda ao Haiti.
DEFESA@NET

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