29 de outubro de 2012

Exército vai atuar em retirade de posseiros de área indígena no Mato Grosso

Exército conclui construção de base para operação em terra indígena da etnia Xavante

As tropas do Batalhão de Engenharia do Exército concluíram neste domingo (28) a construção da estrutura que estava sendo montada, desde a última sexta-feira (26), na Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. Os galpões serão ocupados a partir desta segunda pelas equipes da Força Nacional de Segurança que já estão atuando, de forma precária, desde agosto, na região indígena, ocupada ilegalmente por produtores que desenvolvem atividades agropecuárias no local.
A área de quase 167 mil hectares no norte do estado pertence aos índios da etnia Xavante e vem sendo alvo de disputas entre fazendeiros e indígenas há 20 anos. Há pouco mais de uma semana, depois de várias decisões judiciais divergentes em tribunais de primeira instância, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizaram a desintrusão (retirada) de quase 7 mil não índios do local.
O centro de acompanhamento e controle da retirada também servirá de base para as equipes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Polícia Federal (PF), que darão apoio aos oficiais do Ministério Público Federal em Mato Grosso.
Os trabalhos conduzidos por cerca de 100 agentes do Exército e outros 100 agentes da PF, Funai e Incra devem durar entre 30 e 60 dias, segundo o coordenador-geral da Divisão de Movimentos de Campo e Territórios, Newton Luiz Tubino, em conversa com a equipe de reportagem da Agência Brasil.
“As equipes vão se instalar e aguardar a expedição dos mandados para notificar os posseiros. Esperamos que sejam expedidos, a partir da semana que vem, para que possamos montar a estratégia e fazer a notificação porque é uma área muito grande”, disse.
A expectativa das equipes é que a fase inicial de notificação seja tranquila e que os posseiros não apresentem qualquer resistência. Desde agosto, o governo tem adotado ações preventivas para evitar conflitos na região, como o acompanhamento, pelas tropas da Força Nacional, da área da aldeia e o monitoramento diário da BR-158, pela Polícia Rodoviária Federal. A rodovia que cruza a aldeia foi alvo de dois bloqueios apenas este ano.
“Vamos fazer tudo com calma, porque quanto mais calma melhor para todos. O Incra já está identificando áreas para reassentar os posseiros que têm perfil para o programa de reforma agrária. Ainda não temos dados concretos sobre quem está lá. Quando tentávamos fazer esse trabalho havia resistência, mas agora, com a decisão da Justiça, vamos conseguir”, disse Tubino.
Agência Brasil/montedo.com

Um comentário:

hermes cavalheiro disse...

associaçao dos trabalhadores rurais do vale do rio guapore no estado de rondonia vem mui.respeitosamente, e responsavelmente.parabenizarmos,o exercito,e o incra,por essa açao.pois agora estamos crentes.quando eram antes,eram somente os despejos,e nada,mais.entao agora,sabemos que a lei,e o decreto,e a constituiçao federal de 1988.ela vai ser com ordem,pois retirarem,e jogar nas beiras da brs-assim era como o incra e o ibama e a sedam,e a policia faziam,assim como fizeram.para com,em 1986,sendo que as nossas terras,eram mansa e pacifica,como sempre foi ate hoje,entao nos moravamos,nela,desde 1981.entao somente agora,que a justiça.decidiu.de reitregarem,para nos,aqui em nossa seringueiras-rondonia.o antigo bom principio-br-429-ro.mais para isso precisou,nos sermos presos varias vezes,por querermos registrarmos,essa associaçao hoje,privada,e sem fins lucrativos,aqui em nossa br,vai ser demarcadas,para assentarem,os nossos associados,entao nosso muito obrigado.por o exercito acompanharem,essas reassentamentos.para essas familias de trabalhadores,e produtores,no mato grosso,que estao nas areas dos chavantes,nosso muito obrigado,hermes cavalheiro

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