6 de agosto de 2011

ALEMÃO: MAIORIA DAS DENÚNCIAS É DE HOMENS ARMADOS

Rio: maioria das denúncias no Alemão é de homens armados
Oito meses depois da expulsão de traficantes armados nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, a maioria das mais de 600 denúncias feitas à Força de Pacificação é de alerta a respeito da presença de indivíduos armados nas ruas. De acordo com o coronel João Paulo da Cas, integrante da Força de Pacificação, outra denúncia frequente no Disque-Denúncia (0800-171700) é a de abandono de carros roubados.
"Esta quantidade de denúncia é considerada alta. Mas após cada denúncia enviamos uma tropa para avaliar e tomar as providências. Pedimos o apoio da população: se houver pessoas armadas que a comunidade informe e tomaremos as providências necessárias", disse o coronel, que adiantou que vários suspeitos armados foram detidos pelos militares desde a ocupação.
O Exército está presente na comunidade desde novembro de 2010 e responde pela segurança de mais de 65 mil moradores de 13 comunidades. Entretanto, sua presença não tem intimidado alguns traficantes que ainda ameaçam moradores e exibem armas no meio da rua. Em maio, a família de um homem assassinado fugiu da Favela Nova Brasília, devido a ameaças de traficantes.
O governo do Estado anunciou há duas semanas que a região ganhará, no fim do mês, a primeira das unidades de Polícia Pacificadora (UPP) previstas para os complexos, quando haverá a saída gradual das Forças Armadas.
Ocupação no Rio
O Complexo do Alemão foi ocupado por forças de segurança no dia 28 de novembro de 2010. A tomada do local aconteceu praticamente sem resistência, numa ação conjunta da Polícia Militar, Civil, Federal e Forças Armadas. Três dias antes da operação, a polícia havia assumido o comando da Vila Cruzeiro, na Penha. Ambas as comunidades eram dominadas, até então, pela facção criminosa Comando Vermelho.
As ações foram uma resposta do Estado a uma série de ataques de criminosos nas ruas do Rio de Janeiro. Em uma semana, pelo menos 39 pessoas morreram e mais de 180 veículos foram incendiados. Após as ocupações, foi criada a Força de Pacificação (FPaz), constituída pelo Exército e pelas polícias Civil e Militar, para atuar por tempo indeterminado na região.
TERRA

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