31 de maio de 2012

Polícia investiga morte de filho de Cabo do Exército após três consultas em Hospital Militar

Polícia e Exército investigarão morte
Atendimento médico prestado a Juan Coelho, 2 anos, será avaliado

LIZIE ANTONELLO|COLABOROU LUÍSA KANAAN
lizie.antonello@diariosm.com.br
Santa Maria - RS - Nada pode atenuar a dor de ter perdido o filho, mas os pais de Juan Gabriel Vieira Cardoso Coelho, 2 anos e 10 meses, querem explicações sobre o atendimento que o menino recebeu no Hospital de Guarnição (HGu) do Exército. Por três vezes, a mãe de Juan, Jozeane Maria Vieira, 29 anos, procurou o hospital com o filho. Os militares médicos plantonistas, que são clínicos-gerais, teriam atendido o menino e receitado medicação para virose e gripe (veja quadro). Mas Juan piorou e não resistiu. Casos tristes como esse são mais comuns do que se imagina e acendem o alerta sobre a dificuldade de diagnosticar pneumonia tanto em crianças quanto em adultos (leia na página 9).
A queixa dos pais de Juan é de que os médicos não teriam feito nenhum exame laboratorial ou Raio-X. Além disso, segundo a família, os dois profissionais não teriam julgado necessário chamar um especialista para avaliar o menino. O caso será investigado pelo HGu e pela Polícia Civil.
O hospital foi procurado pela família porque o pai de Juan, Jean Henrique Cardoso Coelho, 25 anos, é cabo do Exército.
– Tenho muita revolta e tristeza. Os médicos (do HGu) tiveram a oportunidade de salvar a vida dele e não fizeram. Se tivessem se empenhado mais em fazer o que eles estudaram para fazer, meu filho ainda estaria aqui – lamenta Jozeane.
Após as idas ao HGu (veja quadro), Jozeane levou Juan ao Pronto-Atendimento do Patronato, onde o Raio-X detectou pneumonia. Ele foi encaminhado ao Hospital de Caridade.
Conforme a equipe do CTI Pediátrico do Caridade, Juan chegou com pneumonia grave. Os médicos dizem que não é possível afirmar se um Raio-X nos primeiros atendimentos detectaria a doença.
O diretor do HGu, tenente coronel médico Luiz Augusto Fruitos Costa, disse que os plantonistas do hospital têm autonomia para requisitar qualquer exame. O HGu tem laboratório próprio e Raio-X. O plantonista também tem autonomia para chamar especialistas, inclusive os dois pediatras que trabalham no local. O HGu tem atendimento pediátrico de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Nos finais de semana e feriados, os profissionais ficam de sobreaviso e, se preciso, devem ser acionados pelo telefone. Em dois dos três dias em que o Juan foi atendido no HGu, na primeira e na terceira vez, segundo o coronel Augusto, havia pediatras no hospital.
Vida – Juan tinha um irmão mais velho, João Henrique, 4 anos. O caçula estava na escolinha e, segundo a mãe, era alegre, ativo, adorava cantar, dançar e brincar. Juan foi enterrado no Cemitério Ecumênico Municipal.

10 comentários:

Anônimo disse...

O Diretor do HGuSM afirma que havia os recursos para os exames (laboratório próprio e raio x) e afirmar que havia dois pediatras de sobre aviso. Certo, TC Luiz, o que deu errado na sua OM se estava tudo certo e funcionando?
A mãe levou a criança três vezes ao plantão e não havia melhora. Os médicos não poderiam ter desconfiado de que era grave? Os médicos de posto de saúde da prefeitura, que atendem pelo SUS, conseguiram a proeza, e os militares?

Anônimo disse...

resultado da baixa remuneração dos militares. Nas FFAA está ficando só a ralê dos médicos, os acomodados, fracos, pouco conhecimento. Também com um salário destes os bons vazaram!
Cap Inf/99

Anônimo disse...

o HGuSM ou melhor plano FUSEx, é excelente, falta conscientização do pessoal daquele local, em outros HGu, tipo Floripa é ótimo o atendimento do pessoal de branco.

Anônimo disse...

concordo com o anônimo das 15:30! O pessoal de branco do hgusm atende muito mal os pacientes. Uma coisa tem que mudar, basta ver a identidade militar do paciente...ex.: filho de sargento, o atendimento é horrível! já assim, esposa de oficial superior, só falta trazer cafezinho na boca. Está certo? pq a identidade é assim? Somente neste hospital estão atendendo bem conforme o posto. Lá em Manaus atendem todos os pacientes iguais, sem distinção!

Anônimo disse...

No HGuSM está horrível o atendimento!
Pensionista Coronel

Anônimo disse...

Como se diz ser e como de fato é...
O chefe do hospital diz que o plantonista tem autonomia para solicitar exames, ENTRETANTO... Depois tem que se explicar... Tem que explicar o motivo de ficar provocando gastos com exames...
Aonde vamos parar com tanta hipocrisia??

Anônimo disse...

existe pessoas boas no HGUSM, mas os médicos e dentistas parecem que estão descontentes com a profissão!
Deve existir um controle de gastos com o laboratório. Seria bom o pessoal do Grupo de Inteligência Investigar! Será também que os médicos do Pronto Atendimento não estão recebendo pressão dos superiores para diminuírem os pedidos de exames para o LAC? sabemos que acontece!

Anônimo disse...

Basta a esses profissionais de saúde que servem às FFAA e escolherem a qual juramento seguir, pois muito antes de serem militares eles são médicos, e olhar para as pessoas como seres humanos e não para o seu posto. E pararem de seguir recomendação de oficiais de arma, pois são faces opostas e são de universos diferentes.

Anônimo disse...

como é possível o comandante da guarnição (gen 3ª DE) não ter conhecimento das economias que o HGuSM está fazendo, determinando aos médicos do Pronto socorro não solicitarem exames complementares. É bom o delegado que está investigando o caso tomar conhecimento e averiguar.

Anônimo disse...

Amigo Montedo,
não esqueça deste assunto, pois a família militar daqui de Santa Maria está em "apuros". Existe muita falta de preparo e péssimo atendimento aos usuários.

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