21 de maio de 2015

Forças Armadas rejeitam intervenção militar

Exército e Forças Armadas rejeitam intervenção militar
DINHEIRO consultou o Exército e as Forças Armadas sobre as manifestações populares dos últimos meses, em que alguns extremistas pediram Intervenção Militar Já

A DINHEIRO consultou o Exército e as Forças Armadas sobre as manifestações populares dos últimos meses, em que alguns extremistas pediram Intervenção Militar Já, e sobre o impacto dos cortes de gastos do Executivo em seus orçamentos. Leia, abaixo, as notas oficiais do Exército e da Aeronáutica:

Prezada Jornalista Denize Bacoccina,
Atendendo à sua solicitação formulada por meio de mensagem eletrônica de 19 de março de 2015, sobre as manifestações ocorridas no País recentemente, o Centro de Comunicação Social do Exército informa o que se segue:
1. O Exército Brasileiro é uma Instituição Nacional Permanente e Regular, organizada com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, que pauta suas ações na Constituição Federal, especialmente no Art. 142.
A Força, Instituição do Estado, com mais de três séculos de existência, não opina sobre questões políticas e faz o acompanhamento da conjuntura nacional, objetivando manter-se com elevados níveis operacionais. O Exército é fundamentado em valores imutáveis, que conferem, à nossa Força, características peculiares como o respeito à hierarquia, à disciplina e à coesão. Somos soldados do invicto Exército de Caxias, que, desde Guararapes, traçou uma trajetória retilínea de dedicação, sacrifícios e glória, sempre em consonância com os diplomas legais vigentes, tal como a sociedade brasileira nos reconhece e identifica. É importante destacar que o Exército de ontem e de hoje é o mesmo Exército, o Exército de Caxias, com os mesmos valores e tradições.
2. Não cabe à Força Terrestre apresentar juízo de valor em relação aos assuntos políticos da Nação.
3. A decisão sobre o orçamento cabe ao Governo Federal.
O início do novo mandato presidencial vem acompanhado de ajuste fiscal, que poderá refletir no orçamento da União. Caso essa situação se mantenha por razoável período de tempo, levará à Força a adoção de medidas para adaptar-se a essas circunstâncias. Um cenário de orçamento restrito, certamente, demandará reavaliações de planejamentos e não interessa ao Exército ter seus projetos descontinuados.
4. Os Projetos Estratégicos do Exército (PEE) são em número de sete: (Sistema Integrado de Monitoramento da Fronteira (SISFRON), Nova Família de Blindados de Rodas (GUARANI), ASTROS 2020, PROTEGER, Defesa Antiaérea, Defesa Cibernética e Recuperação da capacidade Operacional (RECOP).
Os PEE, não são importantes somente para o Exército, mas também para toda a sociedade, por causa dos benefícios decorrentes da dualidade de emprego (civil e militar), como também em função da colaboração para os indicadores socioeconômicos, geração de empregos, aumento de exportações, ampliação da base industrial, entre outros.
5. Ainda sobre recursos, cabe ressaltar que sua disponibilização sempre é importante. Maior disponibilidade de recursos influencia no desenvolvimento dos PEE, mas sua redução não o inviabiliza, altera os prazos de entrega dos resultados. Além disso, ao Exército não interesse reduzir o nível tecnológico pretendido em seus projetos, o que está sendo alcançado com a colaboração da indústria nacional e de seus engenheiros, aliados ao meio acadêmico.
6. No corrente ano, seria necessário o volume de 495 milhões, o que corresponde ao previsto na PLOA, acrescido de emendas parlamentares.
Atenciosamente,
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO

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Prezada Denise,
Seguem palavras do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato:
O Comando da Aeronáutica é solidário aos esforços de consolidação fiscal e diminuição do déficit público feitos pelo Governo Federal. Além disso, estamos cumprindo nossa missão por meio de uma gestão eficiente e responsável, visando maximizar os resultados com os recursos orçamentários disponibilizados.
Com a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2015, que contempla recursos para o projeto FX-2, poderemos seguir o cronograma previsto para o desenvolvimento da aeronave Gripen NG. A expectativa é de que os primeiros caças sejam entregues em 2019. Sobre as manifestações a favor de uma intervenção militar, a Aeronáutica não compactua com opiniões extremistas e contrárias à manutenção do estado democrático de direito, e reforça o permanente compromisso com a sua missão atribuída pela Constituição Federal.
Atenciosamente,
Subdivisão de Assessoria de Imprensa
Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
ISTO É DINHEIRO/montedo.com

4 comentários:

Anônimo disse...

bla bla bla..... eles dizem tudo isso por que pra onde eles são movimentados tem PNR a espera

promoções por antiguidade até o último posto (Cel Ful)

rancho diferenciado, tudo de melhor

Anônimo disse...

Sim, SENHOR!!! Não, SENHOR, SEELVA!!
Os militares já tiveram reajuste acima da inflação(??) Não terão mais migalha nenhuma até que o governo volte a ter saldo positivo no caixa, ou seja, esqueçam. SEELVA! Vão fazer os trabalhos do DNIT que está falido, certo? SEELVA! As secretarias de saúde dos estados que tem seus funcionários mas não estão nem aí, passarão os trabalhos de mata mosquito para vocês, certo? SEELVA! Querem os militares de volta? Não SENHOR! PORQUE TEM MUITOS BABACAS QUE SE ACHAM REIS E NÃO SABEM FAZER AS COISAS CERTAS!.
Quem está defendendo vocês? É... o... a... os... acho que é o.. TIRIRICA, pior não fica!

Anônimo disse...

A resposta correta seria: Prezada Denise, nós não temos coragem nem mesmo de brigar por nossos comandados que estão morrendo de fome, a senhora acha que iriamos nos expor dessa maneira? Por favor senhora Denise nos esqueça, deixe-nos quietos em nossas confortáveis salas. Obrigado.

Anônimo disse...

Interessante é que os comandos só falam nas máquinas novas e futuras que foram compradas e... esquecem de quem vai operá-las e mantê-las? Daqui a uns quinze anos haverá só comandantes? Os comandados estão saindo, mudando de "ramo", melhorando. Será que outra força estrangeira tomará o lugar da nossa para nos defender?

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