24 de maio de 2017

Exército coloca 1.300 soldados na Esplanada dos Ministérios

Serão deslocados 1.300 homens do Exército e 200 fuzileiros navais para proteger prédios públicos; manifestação teve ministérios queimados e depredados
Robson Bonin
Para cumprir o decreto assinado pelo presidente Michel Temer (PMDB), as Forças Armadas irão mobilizar 1.300 soldados do Exército e 200 fuzileiros navais para garantir a segurança dos prédios da Esplanada dos Ministérios. Segundo o Ministério da Defesa, em um primeiro momento, as tropas passaram a ocupar o Palácio do Planalto, o Palácio do Itamaraty, o Ministério da Defesa e os Comandos da Marinha e da Aeronáutica.
Em meio aos protestos desta quarta-feira , que terminaram em confrontos entre policiais e manifestantes, 49 feridos, sete presos e prédios de ministérios incendiados e depredados, Temer determinou uma ação de Garantia da Lei e da Ordem, que permite a convocação de tropas do Exército e da Força Nacional para atuação na segurança pública. A manifestação pedia a saída do peemedebista do cargo diante das revelações das delações premiadas de executivos da JBS.
O decreto assinado por Temer, publicado em edição extra do Diário Oficial da União, autoriza o uso das Forças Armadas no Distrito Federal por uma semana, entre hoje e o dia 31 de maio. Os militares atuarão apenas nos prédios públicos.
“Uma manifestação que estava prevista como pacífica degringolou na violência, no vandalismo, na agressão ao patrimônio público e na ameaça às pessoas, muitas delas servidores que se encontram aterrorizados, dos quais garantimos a evacuação dos prédios. O senhor presidente da República solicitou, a pedido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, uma ação de garantia da lei e da ordem. Nesse instante, tropas federais se encontram nesse Palácio, no Palácio do Itamaraty e logo mais estão chegando tropas para assegurar que os prédios dos ministérios sejam mantidos. O presidente faz questão de ressaltar que é inaceitável a baderna e o descontrole e que ele não permitirá que atos como esse venham a turbar os processos que se desenvolvem de forma democrática e com respeito às instituições”, declarou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, no Palácio do Planalto.
Após o pronunciamento de Jungmann sobre a iniciativa de Rodrigo Maia, houve empurra-empurra generalizado no plenário da Câmara entre parlamentares governistas e da oposição, iniciado pelos deputados Glauber Braga (PSOL-RJ) e Darcísio Perondi (DEM-RS). Segundo Maia, que, diante da confusão, suspendeu a sessão por trinta minutos, ele pediu ao Planalto a convocação da Força Nacional, mas o “entendimento” do governo Temer foi de convocar também tropas do Exército.
Veja/montedo.com

5 comentários:

Anônimo disse...

Enquanto o governo usa 1500 soldados para se proteger, as fronteiras seguem sem patrulha...

Anônimo disse...

Vai acumular faxina

Anônimo disse...

na boa, sem necessidade!

Anônimo disse...

Deu um desespero, pavor, pânico total nos presidentes da Câmara e da República.O presidente da Câmara, que estava amarelinho, achou que os baderneiros conseguiriam invadir o plenário e, aí sim, salve-se quem puder. A solução?? Chamem os "SEVERINOS". Ainda bem que a polícia conseguiu dominar a situação antes da chegada das tropas do EB. Iriam jogar a culpa toda nos militares. Espero que as ações agora sejam para prender os envolvidos nas depredações. Ha bastante fotos e imagens gravadas.Que tal cobrar dos sindicatos os prejuízos? Eles permitiram os "infiltrados" a tomarem essas ações.

Fardado Indignado disse...

Só atrapalhou a licença da rapaziada!!! Tocou reunir geral 15:30, horário que não tinha mais ninguém para tomar porrada!! Na próxima vai ser madeirada!!

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