27 de maio de 2017

"Uso de arma de fogo pela polícia é deplorável", diz general sobre atuação da PM nas manifestações em Brasília

Após os protestos
Em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta sexta-feira, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Sérgio Etchegoyen, avaliou as medidas adotadas pelo governo.
O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Sérgio Etchegoyen, classificou como "deplorável" a atuação de alguns policiais que, durante as manifestações da última quarta-feira em Brasília, dispararam tiros com armas de fogo contra os manifestantes.
Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o general avaliou a atuação e as decisões do governo durante os protestos, e defendeu como necessária a convocação das Forças Armadas. Confira os principais trechos da entrevista:
Passadas quase 48 horas do episódio, o governo agora afasta qualquer possibilidade de recorrer mais uma vez a esse advento (uso das Forças Armadas) para garantir a lei e a ordem em Brasília?
Neste momento, Brasília está tranquila, nós imaginamos que as coisas vão continuar tranquilas. Eu acho que a sociedade ficou assustada, impressionada, impactada demais com tudo que aconteceu e esperamos que isso sirva como uma sinalização da sociedade para quem acha que é democrático, legítimo esse tipo de coisa em uma manifestação que vinha pacífica, vinha bem. Acho que não, mas não tenho dúvida que em uma situação extrema, o presidente exerceria sua autoridade.

Não há, na avaliação do Governo, qualquer dúvida de que a decisão foi acertada?
A extensão dos danos, as imagens, são justificativas fortíssimas para a decisão que foi tomada. E não é só isso, a razão, o gatilho que disparou a decisão foi o momento em que atearam fogo ao Ministério da Agricultura, porque haviam pessoas lá dentro. O que eu queria aproveitar para dizer é que, às 14h30min daquele dia, nós disparamos uma mensagem para todos os Ministérios sugerindo que liberassem seus servidores porque ainda havia tempo e ainda havia condições nas vias laterais para que as pessoas pudessem deixar a Esplanada dos Ministérios. Pelas 15h e pouco isso tinha deteriorado tremendamente. A situação já não permitia e daí tocaram fogo no Ministério. Então, as opções eram simples: ou dormir pensando em eventuais perdas políticas por uma decisão dramática como essa ou dormir eventualmente contando os cadáveres que estavam dentro do Ministério.

Houve falha da Inteligência em não ter identificado antes esse risco, ou da Polícia Militar de Brasília, que deixou chegar a esse ponto?
Da Inteligência não houve, porque previu a participação dessas pessoas, acompanhou-as, e elas, em determinado momento, investiram contra um dispositivo da Polícia Militar que não conseguiu contê-las. Agora, que eles viriam nós sabíamos e estávamos acompanhando.

Sabiam que viriam pessoas com esse grau de violência?
Sim, tínhamos indicações do que os black blocks tentariam fazer.

O governo foi muito criticado por ter tomado essa decisão, por mais que o senhor justifique, em razão de ter lançado mão das Forças Armadas naquele momento. Há previsão de outros protestos. A ideia de usar desse mesmo mecanismo continua dentro do Palácio do Planalto?
A ideia que prevalece, neste momento, é de reforçar a Força Nacional de Segurança Pública. Essa é a ideia, mas ela também tem limites. O que contamos é que as pessoas entendam que o governo não vê, e nenhum de nós vê, como ilegítimas as manifestações. Muito pelo contrário. Reuniram-se em Brasília 950 ônibus vindos de todo o Brasil. Não foram impedidos de se concentrar, de passar a noite, de marchar sobre a Esplanada. Não houve nenhuma repressão. Houve um bloqueio da Polícia Militar para revistar as pessoas e recolher eventuais armas ou objetos que pudessem servir como armas e descambar para a violência, por razões óbvias. A ilegitimidade começou quando grupos violentos atacaram e passaram a fazer o que nós vimos.

Houve também uma reação desproporcional e meio destemperada de alguns policias militares do Distrito Federal com armas em punho atirando contra os vândalos. Como vocês avaliam essa atuação?
A Utilização de armas de fogo pela polícia é uma coisa deplorável e fora de qualquer protocolo de controle de manifestação, distúrbios e coisas dessa natureza. Isso não faz sentido, tanto que os policiais foram afastados, a polícia abriu inquérito. Agora é o procedimento policial judiciário. Nunca tinha acontecido nas manifestações em Brasília uma coisa dessa natureza. Aconteceu desta vez, lamentavelmente, mas não está nas opções nem no rol das ações a serem realizadas em eventos dessa natureza.
Zero Hora/montedo.com

24 comentários:

Anônimo disse...

Deplorável foram seus 2 soldados presos ano passado praticando assalto em Taguatinga com armas de fogo da instituição e durante horário de expediente. E ironias a parte, foram presos pela PMDF

Anônimo disse...

Será que a Inteligença dele previu isso: http://montedo.blogspot.com.br/2016/10/segurancas-do-gsi-militares-do-exercito.html?m=1

Anônimo disse...

Para meu camarada... para... não confunda as coisas!

Anônimo disse...

Falhou a PM mais bem paga do Brasil. Tinha inteligência, efetivo e meios, mas subestimou a turba. Que sirva de exemplo este fiasco transmitido ao vivo.

Bucha de canhão disse...

Queria ver se fosse o lombo da excelência em jogo, na rua, com os manifestantes jogando bombas, pedras e até um gato, se todo esse discurso de ação deplorável continuaria em uso.

O melhor mesmo é deixar os manifestantes ordeiros e politizados colocarem fogo em tudo sem a polícia fascista, opressora, deplorável, que não sabe usar os métodos adequados, para atrapalhar o exercício da democracia.

Uma solução é retirar as armas de fogo dos policiais e dotá-los de pedras, bombas cabeça-de-nego, fita isolante e desodorante spray para que a resposta fosse "proporcional". Não esqueçam também de pagar R$ 400,00 para cada policial, por manifestação, e deslocar a tropa em ônibus leito com ar-condicionado, além é claro do jantar em churrascaria rodízio, R$ 100,00 por cabeça.

Estão tratando marginais com luvas de pelica e terceirizando a responsabilidade para o policial na ponta da linha.

Resultado disso: inevitavelmente terão que colocar tropas federais na rua, novamente, e quando os baderneiros perderem o respeito, e isso não está longe de ocorrer, a responsabilidade dos "trabalhadores e estudantes" feridos recairá nos militares do EB.

Para que nada disso aconteça, sugiro aos Ministros, Secretários, Comandantes, teóricos do ar-condicionado, entre outros irem à frente da tropa, acompanhados de representantes dos direitos humanos e que, com toda sua expertise em negociação com vagabundos, atinjam a solução pacífica, sem destruição de patrimônio público, sem impacto negativo na imprensa e sem nenhum "manifestante legítimo dos anseios populares", bem como nenhum agente do governo ferido.

A culpa dessa baderna é da polícia mal preparada e não da corja que roubou o país e, para não perder as benesses, usa nosso dinheiro para promover o caos.

Sem insuflar ânimos ou propor intervenção, já passou da hora dos militares subirem o tom em relação a essa bagunça política que estamos vivendo. Se pregam o fiel cumprimento da constituição, por que não se manifestam sobre as "interpretações ao gosto do freguês" que o STF faz?

O melhor mesmo para os militares, que não querem exercer o papel de protagonismo que o contexto exige, é se calarem, voltarem para os quartéis e se preocuparem com faxina e formatura que é o que de melhor fazem. Ah, e não se esqueçam de levantar o joelho na passagem em acelerado porque na última formatura ficou um lixo.

Marcelo Carvalho disse...

Deplorável foi o governo ter permitido a quebradeira...

Anônimo disse...

Realmente é deplorável... pegar aqueles canos de ferro para jogar na cara da PM; quebrar os vidros dos ministérios; jogar pedras que, podem matar, contra as forças de segurança; incendiar os ministérios, etc. O que qualquer um faria se visse uma turba indo em sua direção armada com ferros, pedras, placas de ferro e, até, outras armas escondidas e, você, só tivesse uma arma de fogo? Quem tem que ser preso é o comandante e o secretário de segurança pública que não mandaram tropas suficientes e equipamentos eficazes, como carros com jato d'água e gás. Dizer que não sabiam da quantidade de pessoas que chegariam, é declarar incompetência. Ninguém viu a quantidade de ônibus e nem colocou o pessoal da inteligência para trabalhar? Até parece que foi proposital para acelerar a derruba do presidente Temer. No Brasil de hoje, tudo é possível, até o impossível.

Anônimo disse...

Um ato deplorável não justifica outro

Anônimo disse...

Mas o general está certo, mesmo que eu ache que só haviam marginais naquela manifestação, o uso de armamento letal disparado contra os meliantes desarmados não é aceitável. Com relação aos soldados presos a PM não fez mais do que sua obrigação. Ainda mais a PM do DF, pelo que ganham de salário deveria ser a mais bem preparada do país.

Anônimo disse...

Num país sério, o general deveria ter pedido demissão se 2 soldados fossem pegos assaltando com armas institucionais e ele sem saber de nada. Num país sério, há menos generais que no BRASIL. Vide EUA

Alan Gustavo Santos disse...

Falou o cara que planeja as coisas em um prédio seguro com ar-condicionado.

Anônimo disse...

Lidar com manifestação normal é uma coisa,e existem os protocolos de controle, mas quando vai por outros caminhos, como foi o caso dos incêndios em prédios públicos, por verdadeiros vândalos arruaceiros, disfarçados de manifestantes aí o bicho pega.
Será que não havia estrangeiros infiltrados nessa baderna?
Em Brasília já teria acontecido "manifestação" com depredação e incêndio em prédios como aconteceu desta vez?
Tem gente que pede intervenção constitucional,ora, só porque o governo determinou o exercito através daquele decreto para garantir a ordem os "amigos" dos militares na Câmara ficaram furiosos imaginem se realmente houvesse tal intervenção, ainda tem companheiros que esperam a MP 2215/2001 ser votada por eles.Só no dia de "são nunca".

Anônimo disse...

PM de Brasília que virou parâmetro salarial para militares de todo o Brasil, graças ao LULA que elevou o salário deles de modo exorbitante. Dizem até que LULA fez isso por ter muito medo da Polícia, coisa de "ladrão da antiga". Só que, pelo que se fala por aí, para ser PM de Brasília tem de ter curso superior.

Anônimo disse...

Deplorável um general, provavelmente simpatizante dos comunistas, falar uma coisa destas.......o que a PM ia levar general? pombinhas brancas ? flores?

Anônimo disse...

Queria perguntar ao general o que se pode fazer numa situacao dessas jogar na rua um soldado do exercito armado de fuzil sem carregador? Vossa excelencia ainda eh do tempo em que civil respeitava milico desarmado, apenas por milico? Caso afirmativo, Vossa excelencia poderia pedir o pijama e passar os dias contando "causos" para os netinhos.

Anônimo disse...

por isso que os fuzis estavam sem carregador...o cagaço

Anônimo disse...

Deplorável foi você colocar Soldados Recrutas 2017 com FAL sem Carregador.

Anônimo disse...

Deplorável é o governo do qual vossa excelência faz parte da cúpula, sendo que se tivesse uma justiça eficiente no país estariam quase todos presos! Não venha julgar atos da PM, pois estou quase apostando que quando se investigar melhor, vão descobrir que foi orientado ou pouco orientado sobre como proceder com esses marginais que estavam vindo para esplanada. Inclusive já a rumores de que a PM fora impedida de revistar os ônibus desses baderneiros - cujo governo que vossa excelência pertence, vou lhe lembrar de novo - costuma chamar de manifestantes democráticos. Mas pra quem mandou soldados pra rua sem carregador do fuzil, falar da PM é o assunto do cafezinho...

Anônimo disse...

No Brasil existe uma situação caraterística de administrações incompetentes. Depois que a tragédia acontece, aparecem uma dezena de especialistas e autoridades entendidas dando pitaco de como seria o correto e criticando as Forças policiais. Dá até a impressão de que as PM devem receber os arruaceiros e terroristas mascarados com flores e palavras de carinho. Para prevenir essas situações, haja reuniões mil e nada funciona.

Anônimo disse...

A polícia deveria lançar bolhas de sabão ou pétalas de rosas sobre os terroristas. Seria lindo não é mesmo Sr General?

Anônimo disse...

Antes que falem besteira vou logo dizendo, sou Ten QAO R/1 E passei pra Reserva este ano após completar 30 anos de serviço sendo 28 deles em Corpo de Tropa de Infantaria inclusive a PE, devemos sim parar de criticar a Polícia Militar de Brasília, pois se alguns atiraram provavelmente aqueles Policiais da Tropa de Choque não tinham efetivo suficiente, e outros policiais convencionais ao se defrontarem com vândalos pseudo manifestantes usaram os meios que dispunham no momento, ou vcs preferem que o militar/policial seja assassinado por um bandido guerrilheiro urbano travestido de manifestante democrático ? Deplorável é ficar puxando o saco de governante incompetente e desonesto que até pouco tempo era unha e carne do famigerado PT.

Anônimo disse...

Deplorável foi o GSI deixar um presidente der gravado dentro do Palácio do governo.

Anônimo disse...

Militares com medo de manifestantes jogando pedra, bombinha de são joão, pedaços de ripa. Será que num conflito, numa guerra, o inimigo vai jogar pedra. Se houver outra dessa "guerra" chamem os Fuzileiros Navais para acabar com a "festa".

Anônimo disse...

Concordo com vc comentarista 29 de maio de 2017 08:00, arrego pro GSI, eu duvido que o Serviço SECRETO (Secret Service)dos EUA que fazem a segurança dos Presidentes norte americanos dariam um mole desses.

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