11 de agosto de 2015

Belém: mistério cerca morte de soldado da Aeronáutica e estação meteorológica

A família do soldado Thiago Pantoja Baracho, de 20 anos, não entende como o jovem pôde ser morto quando trabalhava no posto de observação da estação meteorológica da Aeronáutica, dentro do comando do quartel do Corpo de Bombeiros, na avenida Júlio César, por volta das 21h de quarta feira. Ao receber a notícia da Aeronáutica, a família levantou a hipótese de assalto, já que a pistola 9 mm e o aparelho celular do soldado haviam sumido.
O irmão da vítima, Anibal Baracho, oficial da Marinha Mercante, disse que está vivendo um momento complicado e cheio de mistério. Para ele, tem algo de errado. “Eu estive no local do crime e não dá para acreditar que um ladrão teria a cara de pau de pular e entrar na área onde ele estava. Mas por enquanto nem dá para falar nada, pois eles não saem de perto da gente”.
Durante o velório, realizado na capela da Aeronáutica, o assessor de comunicação da instituição, tenente Alexandre Fernandes, disse que não tem como explicar à família o que realmente aconteceu. “Só sabemos que ele foi encontrado morto com um tiro na cabeça na hora em que um outro soldado foi chamá-lo para troca de turno. Logo após o assassinato do soldado, foi instaurado um inquérito policial militar para saber o motivo da morte. A responsável pelo inquérito é a major Verônica Salame”.
O soldado estava há oito meses no serviço militar obrigatório e era lotado no Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Belém- Binfae. Segundo tenente Fernandes, Baracho prestava serviço na cozinha do batalhão, mas às vezes tirava plantão como sentinela.
Durante todo o velório amigos e parentes não se conformavam com a morte prematura do jovem, que sonhava em seguir a carreira militar. “Ele tinha paixão pelo que fazia. Estava empolgado e era um bom rapaz. Queremos justiça”, disse Aníbal Baracho.
Raimunda Baracho, mãe do rapaz, não quis falar com a imprensa. Ela passou parte do dia, antes do velório, internada no hospital da Aeronáutica.
O sepultamento será na manhã de hoje, às 9h30, no cemitério Recanto da Saudade, em Marituba.

Aeronáutica diz que segurança não é falha
Segundo o tenente Fernandes o local onde fica localizado o posto de observação é envolto por cerca dupla de arame farpado. “Tem bastante segurança, só não sabemos se o Corpo de Bombeiros possui câmeras, somente as investigações vão apontar se foi falha na segurança e alguém entrou para assaltar o soldado”.

APOIO
A Aeronáutica ofereceu à família Baracho uma comissão de apoio funeral formada por uma equipe com assistente social, psicólogo, médico, capelão, além de arcar com todos os serviços burocráticos. Segundo a assessoria, a família do soldado vai receber uma indenização, ainda a ser estipulada, pela morte ter acontecido em serviço.

POSTURA
Na noite do crime a Aeronáutica teve uma postura bem diferente da apresentada ontem, com cordialidade. Uma equipe do DIÁRIO parou em frente à portaria do Comara, mas não foi, sequer, recebida. Os militares que estavam em serviço no local expulsaram os jornalistas com apitos e acenos. Equipes das TVs RBA e Record passaram por momentos ainda mais hostis. 
Diário do Pará/montedo.com

2 comentários:

Anônimo disse...

Essa reportagem está certa? O soldado da COMARA não morreu dentro das instalações da própria unidade? Foi o que se publicou nos jornais. Se foi durante o serviço de guarda na estação meteorológica que existe ao lado do quartel dos bombeiros, então esse é o segundo caso.

Anônimo disse...

Essa mãe teria direito a uma Pensão por Morte em Serviço. Eles irão "enrolar" os familiares na tentativa de não pagar a pensão. É costume da Aeronáutica dificultar as coisas. É melhor a família arrumar um advogado rapidamente. Infelizmente é assim que funciona a coisa.

Arquivo do blog

Compartilhar no WhatsApp
Real Time Web Analytics