25 de setembro de 2016

Escola Preparatória abre primeira turma de cadetes mulheres

Escola do Exército abre 1ª turma de cadetes mulheres e restringe namoro

LUÍS FREITAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM CAMPINAS (SP)
O comando de uma escola de cadetes do Exército em Campinas, no interior paulista, terá uma preocupação diferente a partir de 2017: fiscalizar os relacionamentos afetivos de alunos e alunas.
Pela primeira vez em 76 anos, a EsPCEx (Escola Preparatória de Cadetes do Exército), que forma aspirantes para a linha bélica, terá uma turma feminina.
A novidade atraiu candidatas como Evellyn Bezerra de Carvalho Adorno, 20. Filha de um oficial da EsPCEx, ela terminou um relacionamento com um aluno da escola para evitar distrações na preparação para o vestibular.
"Estudei 16 horas por dia. Não quero correr o risco de jogar tudo pelo ralo". Vaidosa, ela diz que a maior dificuldade será se adequar às regras. Os piercings no umbigo e no nariz, por exemplo, terão de ser retirados.
Esmaltes, só incolores. Maquiagem, short, minissaia e salto alto, nem pensar.
Não há restrições quanto ao comprimento do cabelo, mas ele deve formar um coque que caiba dentro do capacete. Se os fios forem tingidos, a aluna deve atualizar a foto na documentação.
O ingresso das mulheres como combatentes das Forças Armadas foi determinado em 2012 por lei da então presidente Dilma Rousseff.
Marinha, Aeronáutica e Exército tiveram cinco anos para se adaptar –no Exército, a mudança levou mais tempo pelo efetivo maior e pelas reformas estruturais.
Na unidade de Campinas, serão 400 homens e 40 mulheres. A presença delas no Exército não é exatamente uma novidade –desde 1992 já ocupam funções administrativas ou das áreas de saúde, ciência e tecnologia.
Mas será a primeira vez que homens e mulheres serão "colegas de classe". Dos 28,9 mil inscritos para a prova, 7.600 eram mulheres. A concorrência para elas é de 190 candidatos por vaga, que devem ter entre 17 e 22 anos.

NAMORO
O regime é de internato. Os alunos só são autorizados a sair nas noites de quarta-feira, com toque de recolher às 23h, e aos fins de semana.
Aspirantes que quiserem namorar terão de comunicar o comandante do pelotão. Se um aluno se relacionar com um professor ou instrutor, deve informar o comandante.
"O conhecimento da situação é necessário para manter a disciplina e que não se venha vulgarizar pessoas. Médicos não ficam se pegando no corredor do hospital. Juízes não ficam se pegando no tribunal", diz o coronel Gustavo Dutra de Menezes, 50, comandante da EsPCEx.
Demonstrações de afeto dentro da escola são proibidas. O mesmo vale para fora da unidade, se estiverem fardados. Nem um aperto de mão é autorizado -o descumprimento pode implicar punições que vão de simples advertência até a prisão. "O único cumprimento dentro do local de trabalho é a continência".
Tanto rigor não assusta a candidata Ana Carolina Ribeiro Martins, 18, que fez o exame e espera a aprovação para as próximas fases.
Ela, que também é filha de oficiais da EsPCEx, está solteira, e ter um namorado na escola não está nos planos. "É um objetivo de vida. O foco é na carreira".
Thais do Prado Queiroz, 21, sonha em seguir carreira militar desde pequena. O namorado é oficial de um batalhão anexo à EsPCEx. "Pela instituição exigir muito dos alunos, e que representa um país, tem que ter respeito."
Ela não acha que encontrará problemas diante da maioria de homens na escola. "Acho que vai ter um assédio, mas nada fora do normal".
A escola também se modificou para receber as mulheres. Um alojamento exclusivo foi construído, e no banheiro um detalhe chama a atenção. Ao contrário do vestiário masculino, que tem os chuveiros dispostos lado a lado, para elas as cabines são individuais e fechadas.

CARGOS DE COMANDO
A formação na EsPCEx é só o início de uma longa carreira militar, para quem estiver disposto a segui-la. Homens ou mulheres que começarem o curso no ano que vem só poderão alçar cargos de comando em 2063.
Na escola em Campinas, os alunos passam por um ano de atividades teóricas e práticas -em 2012, a unidade foi alçada ao status de instituição de ensino superior. Os aspirantes recebem alimentação e uma ajuda mensal de R$ 969,54. Concluída a formação, eles entram na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), onde ficam mais quatro anos –lá, o auxílio sobe para R$ 5.622, e os alunos saem como oficiais do Exército.
A partir daí, precisarão chegar às patentes de segundo-tenente, primeiro-tenente, capitão, major, tenente-coronel, coronel, general de brigada, general de divisão, general de Exército e, só depois, comandante do Exército. O processo todo leva, no mínimo, 46 anos.
Mesmo que o ingresso feminino na linha bélica possa ser visto como um avanço, a participação de mulheres como combatentes será limitada.
Inicialmente, serão treinadas para as funções de material bélico e intendência, que compõem uma espécie de "apoio logístico" das tropas.
Ainda não há prazos para que elas cheguem à infantaria ou cavalaria, que formam a linha de frente no combate. "Vai ser um processo gradual", diz o major Rodrigo Lostinho Ávila, chefe de comunicação social da EsPCEx.
O treinamento para elas, no entanto, será forte. Exercícios e atividades serão os mesmos dos homens, com intensidade menor.
O nível de exigência foi definido pelo Instituto de Pesquisa da Capacitação Física do Exército, no Rio, que considerou diferenças de peso, altura e potencial muscular entre os gêneros.
"Trabalhamos com isonomia. Não vai ter moleza. As exigências serão as mesmas dos homens", afirma o comandante da unidade, Gustavo Dutra de Menezes.
Para Thais, que luta muay thai e jiu-jitsu, as mulheres podem surpreender. "Gosto de desafios. Estaremos em um lugar onde não acreditam que a gente possa ser mais forte que os homens. Espero mostrar que eles estão errados", diz.
Folha/montedo.com

17 comentários:

Anônimo disse...

Jovens, opinião de um Pai e Vô. Sejam da área de saúde. Outra vida. Eu jamais incentivaria minha filha e netas a seguirem esta carreira de aman. A filha do meu primo, formou médica fazem dois anos e sem residência já esta recebendo 12 mil mensais.Quando concluir a residencia de anestesia este salário vai triplicar. A outra formou-se em odontologia e realiza cirurgias estéticas na face das pessoas, esta rica. Ambas ficaram um ano como Tenente Temporárias e optaram em sair. Pensem bem. Pergunte a qualquer militar mais velho como esta a nossa situação. Opinião de um Pai, Vô e militar da reserva que ficou 34 anos lá dentro. Deus abençoe todos e que façam o que seus corações mandarem.

Anônimo disse...

Percebam como se pega um demagogo com a boca na botija:

O brioso Cmt EsPCEx afirma que "Trabalhamos com isonomia. Não vai ter moleza. AS EXIGÊNCIAS SERÃO AS MESMAS DOS HOMENS". No entanto, acima foi declarado que o Instituto de Pesquisa da Capacitação Física do Exército considerou DIFERENÇAS de peso, altura e potencial muscular ENTRE OS GÊNEROS.

Ora! Se existem "diferenças" entre os gêneros, como é que as "exigências" feitas às mulheres poderiam ser as mesmas dos homens?

Mais inacreditável é esta sentença:

"Exercícios e atividades serão os MESMOS dos homens, com intensidade MENOR."

Uma contradição total dentro da mesma frase. Se é o "mesmo" então não pode ser "menor". Se é menor, não é o mesmo.

Ou seja, o EB descobriu uma fórmula aritmética onde dois não é mais igual a dois. No mundo mágico das feministas, abraçado pelo Cmdo do EB, dois é igual a um.

Kkkkkkkkkkkkkkk!!!

Moral da história? Não tem moral, é tudo pura demagogia políticamente correta que nasceu na Europa ocidental, contaminou os Estados Unidos e chegou ao Brasil. Feministas dizem que mulheres são iguais, EM TUDO, aos homens, são apoiadas pela imprensa, por intelectuais e por políticos em busca de votos fáceis. E os comandantes das FA do Mundo Ocidental inteiro são levados de roldão por esta maré, sem oferecer resistência alguma, com medo de serem tachados pela grande mídia como "reacionários obscurantistas".

Anônimo disse...

Bom, quando uma mulher chefiou a economia deste país tudo melhorou; quando chefiou o país também melhorou muito; Quando chefiou o país vizinho, todos sabem dos melhores ventos que de lá sopram;No que não é vizinho, a impopularidade é alarmante;Na política todos sabem bem, quando faltam argumentos, ser mulher basta; No gigante do norte, bem,apesar da incerteza, tem fama de mentirosa; nas OM, categoricamente não trabalham. Vou deixar de acreditar neste glorioso EB quando tiverem mulheres nos Comandos e FE. Homens, existem vários que não prestam, mas a diferença é que eles podemos apontar,é politicamente correto,profissional.

Anônimo disse...

Pura demagogia do EB, Mulher combatente é perda de tempo e de dinheiro para a nação. Procurem outra area de atuação. Nem homem é treinado adequadamente, imagina as mulheres com proteção que vai ter dos oficiais babando as garotinhas, vai ser pura enrrolação e engodo para dizer que existem diretos iguais entre os sexos, onde na verdade não existe e jamais existira enquanto mulheres não tirar serviço, ter TAF diferente e fugir das missoões...

Anônimo disse...

E quando chegar a coronel, vai ganhar o mesmo que muito servidor federal civil em início da carreira. Bem, cada um sabe o que faz.

Anônimo disse...

Amigo vc nunca interpretou um texto não...
"Os exercícios serão os mesmos mas com intensidade menor"

Não tem nada de contradição nesta frase...

Por favor!

Exemplo: abdominal, o exercício abdominal será o mesmo para ambos, mas para os homens se exige uma quantidade de repetições maior que as das mulheres, contudo, de fato, o exercício continua o mesmo.

Ok...

Ou quer que eu desenhe.

Anônimo disse...

Mulher para que ser combatente? Se nem as de serviço de apoio trabalham como militares, pois vivem se encostando e querendo acochambrar das escalas serviços TAF entre outros, serao mais umas para isso? Fechem o EB pois é o que esta faltando...

Anônimo disse...

Nobre comentarista do dia 25 de setembro de 2016 10:02, Pai e Vô: é notório que vossa senhoria permaneceu na força quatro anos além do necessário, no mínimo para angariar os cinco por cento de permanência, duas filhas ingressaram como OTT e agora a vossa pessoa vem dizer que o EB é um mau negócio para as mulheres. A vossa pessoa sustentou a vossa família e ainda mais, teve o desejo que suas filhas seguissem essa nobre carreira. Agora, que suas filhas não tem mais idade para prestar o concurso e a vossa pessoa não pode manipular mais seus superiores, vem tentando tirar o brilhos dos olhos de adolescentes, isso sim é o comportamento de um militar que viveu chupando o sangue dos companheiros, pois, quando ver que não vai alcançar, tenta destruir para que os demais não cheguem.

Conde de monte cristo.

Anônimo disse...

Fico pensando aqui, mulher combatente, significa que ela comandara pelotão, fara TFM igual a tropa e puxara treinamento fisico de seus subordinados e de recrutas, dar instrução de quadros e TFM. Porem estes tem indice muito maior que o de uma mulher, como ficará isso? Seus subordinados terao que ficar com um treino menor que a da mulher por ela ter um indice e o recruta outro? Acho pura demagogia isso...
Ainda bem que estou indo embora do EB.

Anônimo disse...

Imaginem uma mulher dessas filha do TC João e namorada do Cap Toinho? Vai fazer o que quiser na OM. Se ponderar com os seus absurdos vai ser perseguido até ser punido. Se com os Asp of "meninos" é um não me toque imagina essas garotas. E quando os oficiais se apaixonarem por elas vai ficar um clima horrível. É verdade ou estou inventando alguma coisa?

Anônimo disse...

Pra que isso se não estamos preparados aqui na OM a sgt nao tira serviço porque o cmt não quer porque nao tem alojamento pra ela na gda, vergonha

Anônimo disse...

Nobre comentarista de 26 de setembro de 2016 07:02. Vivemos em um estado democrático, liberdade de expressão. O que me referi é que estas jovens são de alto nível, estão aptas a serem aprovadas em qualquer concurso. Como o IME e ITA por exemplo. As pessoas que citei não são minhas filhas, porém se fossem eu faria o mesmo, com certeza faria de tudo para estudarem medicina, odontologia, Engenharia e outra áreas. O que o Sr acha de uma conta bancária com 15 mil reais ao mês, carro do ano. Acorda camarada. Eu só tenho um filho e ele é Engenheiro em Orlando, nem vou falar o salário dele para o nobre defensor não desmaiar. Pergunte ao Aspira recém egressos se estão felizes, pergunte ai? Acorda camarada. Nos dias de hoje o que vale é grande. Fui paraquedista 34 anos, hoje eu tenho 5 pinos na coluna. Acorda meu velho. Estamos em 2016.

Anônimo disse...

Caro comentarista do dia 26 de setembro de 2016 10:56:o que você diz é uma blasfêmia "Se ponderar com os seus absurdos vai ser perseguido até ser punido". Pois, tenho vinte e oito anos de serviço e nunca vir acontecer isso. Entretanto a justificativa baseia-se no mérito da questão.Se deixar de existir PERSEGUIÇÃO no EB deixa de existir as benevolências para os incompetentes. Alguém tem queimar no fogo do inferno, para que sobressaiam os merecedores do leite e mel. Que após receber a sua parte tá pouco se lixando para os outros.

Anônimo disse...

Calma senhores, vai piorar. Em breve também estarão nos CFS por aí a fora. Aí faço uma projeção: as que já estão na tropa, não tiram sv, não pegam missão e outras "acochambrações" que sabemos. As futuras Sgt comandarão seus grupos? Darão instruções aos pelotões? Ou chegarão e irão direto para as Seções Administrativas e os mais antigos que já estão com seus 10, 12 anos de serviço irão para instruções no lugar delas?

Anônimo disse...

Amigos! Ser militar sempre foi e sempre será nobre! Em qualquer lugar do mundo! conheço quase 30 países e sempre fui tratado com deferência quando me identificava. Tem que ter brilho, a vida é uma só! Não precisamos ficar fazendo comparações! seja grato! Olhe de onde você veio! a maioria dos militares, praças ou oficiais vieram de famílias pobres! Quanto a médico ganhar x e dentista y, se fosse fácil a escola de saúde não formaria mais de 100 por ano! nossa profissão é muito bonita! O importante é ter saúde! VALORIZE NOSSO EXÉRCITO PORRA!

Gislene Marques disse...

https://youtu.be/c5ZRjdlLMEM

Anônimo disse...

A diferença entre meninos e meninas:

https://www.youtube.com/watch?v=vqCv8s-8FLo

Imaginem só se, neste instante, a sobrevivência da Esqd ou do GC dependesse da ação desta senhorita...

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