5 de abril de 2016

Estudo aponta que 10% dos gastos militares globais poderiam terminar com pobreza

Belinda Goldsmith
ESTOCOLMO (Fundação Thomson Reuters) - Os gastos militares mundiais aumentaram 1 por cento em 2015, primeiro aumento anual em quatro anos, disse nesta terça-feira um centro de análise de Estocolmo, que ao mesmo tempo estimou que 10 por cento desses gastos poderiam cobrir os custos dos objetivos globais que visam terminar com a pobreza e a fome em 15 anos.
O Instituto Internacional de Pesquisa sobre a Paz de Estocolmo afirmou que os gastos militares alcançaram quase 1,7 trilhão de dólares no ano passado, com os Estados Unidos sendo de longe o responsável pela maior fatia, apesar dos seus gastos terem caído 2,4 por cento para 596 bilhões de dólares.
A China foi a segunda que mais gastou pelo segundo ano consecutivo com 215 bilhões de dólares e um aumento de 7,4 por cento. A Arábia Saudita passou a Rússia para assumir a terceira colocação. A Grã-Bretanha ficou em quinto.
O instituto disse que os gastos militares equivaleram a 2,3 por cento do produto interno bruto global e que 10 por cento disso seria suficiente para financiar os objetivos globais das Nações Unidas para terminar com a pobreza e a fome até 2030.
"Isso dá algum tipo de perspectiva que pode permitir que as pessoas vejam qual é o custo de oportunidade envolvido em gastos militares globais”, afirmou Sam Perlo-Freeman, do instituto de Estocolmo, à Fundação Thomson Reuters.
"Isso pode provocar algum debate, embora nós certamente não estamos esperando um corte de 10 por cento em gastos militares”, disse. “Isso se trata da política desses países.”
Dados da Organização das Nações Unidas mostram que um número estimado de 800 milhões de pessoas vivem em extrema pobreza e sofrem com a fome. Estados frágeis e atingidos por conflitos são os que têm maiores índices de pobreza.
Reuters/montedo.com

9 comentários:

sgt ESMB disse...

se os países com pobreza fizessem melhor uso do dinheiro $, não existiria pobreza ou fome (a exemplo do Brasil).

mas o que acontece é que os governantes são os ricos e os eleitores são pobres, a exemplo de muitos países da África, Cuba, Brasil, argentina etc.

Anônimo disse...

Garanto, mesmo sem estudos, que 5% dos desvios dos parlamentares globais, fariam muito mais.

Anônimo disse...

Um estudo desses, divulgado por aqui, no momento político que passamos,pode fazer o governo tirar mais 10% do dinheiro dos militares.

Anônimo disse...

Esse estudo não se aplica ao Brasil, pois a cada ano o governo federal corta 50% do orçamento do Ministério da Defesa e a pobreza não diminui no país. Claro, os recursos são necessários para as emendas dos políticos em troca de votos favoráveis aos que estão no poder.

Daniel R disse...

Se os países vivessem com seus cidadãos em paz sem querer tomar o que é de outrem, nem precisaria de militares porém, a história nos ensina que lugar sem proteção é lugar de ladrão. Até Deus teve que guerrear quando o diabo quis tomar-lhe o trono.
O Brasil que se cuide porque com as riquezas que temos, se um País como a China comunista quiser nos invadir, estaremos vulneráveis.
Portanto, o dinheiro gasto com as forças armadas poderia, se não acabar, mas diminuir a fome no mundo. Mas, e se um único País detivesse a posse das armas? Esse País seria o gerenciador dos alimentos e dessa forma, os famintos seriam mais numerosos.

Anônimo disse...

E se cortassem os privilégios dos nobres parlamentares?

Anônimo disse...

Sempre haverá o dominador e o dominado, claro. A pobreza sempre existirá, em grau maior ou menor, porque o ser humano é cruel.
Para quem acredita, Adão e Eva foram castigados, e assim toda a humanidade, porque comeram da árvore da sabedoria, descumprindo uma ordem de Deus. Deus mandou seu único filho para o sacrifício e assim, salvar a humanidade de seus pecados.O resultado? Na região onde ele nasceu e foi morto, os conflitos estão cada vez piores. Os líderes de povos historicamente capturados para servirem de escravos, escravizam os próprios compatriotas, causando fome e extermínio. Nações morrendo de fome e seus líderes vivendo confortavelmente em palácios. O ser humano não precisa de inimigos.

Anônimo disse...

Se todos os países administrarem melhor seus recursos, houvessem menos corrupção e ganância dos governantes, não haveria a fome. Essa tese é falsa, não são os gastos militares que são os responsáveis pela fome, são os maus governantes que sao os responsáveis.

Anônimo disse...

Se você vender as fechaduras, alarmes, grades da sua casa e com o dinheiro comprar carne, pão, leite e frutas, certamente irá alimentar bem por um tempo a família toda. O problema é que você esquece que aqueles itens vendidos tinham uma finalidade, e aí quando você se der conta disso, talvez tenha perdido tudo o que tinha.

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