16 de setembro de 2015

Argentina torturou seus próprios soldados na guerra das Malvinas, diz documento

Soldados argentinos foram submetidos a abusos e torturas por seus próprios superiores durante a guerra das Malvinas contra a Grã-Bretanha em 1982, revelam documentos liberados pelas Forças Armadas da Argentina.

Soldados argentinos ocuparam as ilhas rapidamente, mas foram derrotados em 74 dias
Esses são os primeiros documentos oficiais com essas revelações que vêm a público. Depoimentos de soldados relatam o uso de equipamentos precários mediante frio intenso.
Eles também dizem ter sido espancados por oficiais ao deixarem as trincheiras em busca de comida.
O conflito em torno das ilhas deixou mais de 900 mortos.
Durante anos, veteranos de guerra argentinos denunciaram ter experimentado condições terríveis durante o conflito, incluindo a ausência de calçados e casacos apropriados, afirma o correspondente da BBC em Buenos Aires Ignacio de los Reyes.
Os documentos até então secretos descrevem ameaças de execução e soldados sendo amarrados dentro de covas vazias.
Um tenente relata como outro oficial amarrou suas mãos e pernas às costas e o deixou por oito horas com o rosto na areia molhada de uma praia gelada das Malvinas.
Um sargento disse que teve de ser operado após sofrer um chute nos testículos.
"Esses documentos levantam a cortina sobre fatos que foram escondidos por muitos anos pelas Forças Armadas", diz Ernesto Alonso, de um grupo de veteranos da cidade de La Plata.

'Exercício de colonialismo'
A guerra das Malvinas (ou Falklands, na nomeação oficial britânica) começou em abril de 1982, quando tropas da Argentina invadiram o território ultramarino britânico.
Em abril, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, determinou a liberação de todos os documentos militares secretos produzidos durante o conflito
Uma força tarefa britânica foi enviada à área e retomou o controle das ilhas em junho. Três cidadãos das ilhas e 255 militares britânicos morreram no conflito.
O número de argentinos mortos é estimado em cerca de 650.
A derrota da Argentina precipitou o fim da brutal ditadura militar no país, que já enfrentava problemas econômicos graves e falta de apoio popular.
Apesar de a invasão ter sido alvo de críticas generalizadas na Argentina, muitos cidadãos continuam a reivindicar a posse das ilhas.
A presidente Cristina Kirchner já descreveu a presença britânica como um "flagrante exercício de colonialismo do século 19".
O governo britânico diz que defenderá a autodeterminação dos habitantes das ilhas.
A maioria esmagadora dos moradores das Malvinas votou em março de 2013 pela manutenção do status de território britânico. Atualmente, cerca de 2,9 mil pessoas vivem nas ilhas.
BBC BRASIL/montedo.com

11 comentários:

Anônimo disse...

Não espere tratamento melhor que este no EB, isto é próprio de uma FFAA nada profissional e onde os oficiais em sua maioria esbanjam incompetência. Os argentinos sofreram na pele.

Anônimo disse...

Quem se interessar veja o filme "Iluminados pelo fogo" para observarem a diferença gritante das condições de combate entre um exército de terceiro mundo e um de primeiro. O filme é uma produção argentina e um veterano foi o roteirista e diretor, se eu não me engano. Há cenas "clássicas" que mostram:
- A penúria das tropas argentinas com a logística deficiente nos primeiros momentos, e inexistente quando a Inglaterra corta os eixos aéreos e marítimos de suprimento argentino;
- A mentalidade "sangue azul" dos oficiais, por exemplo: enquanto a tropa ficava em trincheiras no campo coberto de neve sob frio intenso, os oficiais ocupavam os poucos abrigos disponíveis , confortavelmente instalados até contando com lareiras.
- A tropa morrendo de fome enquanto os oficiais consumiam refeições completas em mesas bem postas por seus ordenanças.
- Uma cena chama muito a atenção: durante uma retirada sob fogos da Marinha e aviação naval britânicas um Tenente ordena a um soldado que retorne ao abrigo dos oficiais, pois havia esquecido seu rádiogravador, demonstrando total desprezo pela vida do subordinado. O soldado dá uma cag... na cabeça do superior sem noção, e se manda no meio do zaralho da retirada sem a menor ordem.
- Mostra que em 1982 os britânicos se utilizaram muito da guerra psicológica, proncopalmente anunciando que desembacariam os Gurkas nas ilhas para cortarem cabeças, causando pânico na tropa de recrutas argentina.
- Mostra a diferença entre o profissionalismo do Exército inglês do amadorismo do exército argentino, baseado em recrutas.
- A liderança dos chefes britânicos, com muitos Coronéis à frente de seus batalhões nas ofensivas (alguns até foram mortos).

Bem, há uma série de ensinamentos para o profissional das armas que tornam esse filme muito interessante de ser assistido, até por tb sermos integrantes de um exército sul-americano de terceiro mundo, e aprender com nossos próprios erros é sábio, mas aprender com os dos outros é muito mais.

Anônimo disse...

O Brasil também tortura diariamente com os soldos que paga.

Anônimo disse...

Prezado Montedo.
O General Mourão, Comandante Militar do Sul esteve ontem no CPOR, conforme publica o site:
http://www.cms.eb.mil.br/index.php/743-zero-hora-cmt-mil-do-sul
A ZH divulga a reportagem.

Anônimo disse...

João Augusto Ribeiro Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União e relator das despesas da presidente Dilma Rousseff em 2015 é taxativo: “2,3 TRILHÕES de reais não estão contabilizados nas contas da presidência”.

Anônimo disse...

Kkkkkk falou tudo camarada!!!!

Anônimo disse...

concordo com os cidadãos das 8:20, 9:13 e 13:50.

Anônimo disse...

Esta é a realidade de um exercito de recrutas e de serviço militar obrigatorio. Falta de profissionalismo e material util para ser utilizado. É a realidade que temos hoje em nosso país, igual a Argentina em 82. E nem por isso o Brasil aprendeu com o erro dos outros...

Anônimo disse...

Exatamente, exército de recrutas, com serviço militar obrigatório, material sucateado, excesso de faxina e missões que não são da natureza e grandeza de uma instituição formada e gerida para garantir a lei e a ordem assim como os poderes constituídos ( juntar lixo, vacinar animais, matar mosquitos...) não são característica de um exército profissional. Acabando com o serviço militar obrigatório e profissionalizando a força, se conteriam gastos, teríamos um exército enxuto e altamente treinado e equipado.

Anônimo disse...

Tive a oportunidade de visitar um aquartelamento na argentina na década de 90 e vi como os praças eram tratados, nitidamente via-se um penhasco entre a relação entre Oficiais e praças, em vários aspectos mas principalmente na realização das refeições. Fomos convidados para almoçar no cassino dos Oficiais, tinha tudo do bom e do melhor, vinhos, massas, etc, ausentei-me para ir ao alojamento e passei em frente ao refeitório dos praças, entrei por curiosidade, e observei que estava sendo servido uma sopa rala. Encontrei praças que haviam combatido nas malvinas que apresentavam comportamentos estranhos, talvez problemas psicológicos, mas o que pude verificar e que mais me chamou a atenção foi o sentimento de patriotismo que o povo argentino possui, durante a formatura, vi muitos militares cantando e chorando ao canto da canção pátria, um grande exemplo que faço questão de relatar aos amigos leitores do Cap Montedo.

Anônimo disse...

Uma das maiores torturas aqui é ter uma merdida provisória MP 2215,que vige por 15 anos, traiçoeira , surrupiando direitos , sem regra de transição, na maldade, tungando já 15% dos nossos salários, e meu posto acima quando for a reserva e sem sinal de que será votada e revogada....

Arquivo do blog

Compartilhar no WhatsApp
Real Time Web Analytics