14 de setembro de 2015

STM julga nesta quarta contra-almirante denunciado pelo MPM por causar acidente que deixou cabo paraplégico

O Superior Tribunal Militar (STM) realiza, nessa quarta-feira (16), o julgamento do contra-almirante do Corpo de Fuzileiros Navais Jorge Nerie Vellame, acusado de causar lesão por paraplegia em outro militar, ao se envolver em um capotamento com uma viatura militar da corporação.
O acidente ocorreu na madrugada de 27 de setembro de 2013, após confraternização da Operação Felino, realizada em Itaoca/ES. O contra-almirante conduzia a viatura militar no regresso para o Rio de Janeiro, acompanhado de outros dois militares, quando perdeu o controle do veículo, saiu da faixa de rolamento e, na tentativa de retorno à pista, capotou.
O oficial não era o motorista da missão, mas impediu o cabo responsável de dirigir, sob a alegação de que o subordinado teria descumprido a ordem de descansar na véspera da viagem. Contudo, as investigações revelaram que o contra-almirante também não repousou antes de assumir o volante e ingeriu bebida alcoólica no coquetel de confraternização. A perícia apontou ainda que o veículo trafegava em velocidade acima do permitido para o local do acidente.
Como consequência do acidente, o cabo sofreu traumatismo raquimedular, com paraplegia. Considerado definitivamente incapaz para o serviço ativo, foi reformado pela Marinha. Já o dano à viatura militar foi orçado em R$ 108 mil.
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Na denúncia, o MPM conclui que o contra-almirante agiu culposamente e “violou os mais básico deveres objetivos de cuidado relativos ao trânsito” ao conduzir veículo sem destreza, cansado, após ingerir bebida de elevado teor alcoólico e trafegando em velocidade incompatível para a via.
Com informações do STM e MPM

8 comentários:

Fardado Indignado disse...

Não vai pegar nada!!! Agora, se fosse ao contrário... Até a pena capital seria invocada!! Aposto os R$5,00 que sobrou do meu soldo nisso!!

Anônimo disse...

Montedo, por que você não publicou o adiamento do reajuste ?

Anônimo disse...

Esse fato acontecido no qual o Chefe da viatura "toma" a direção do motorista formado, habilitado e escalado nessa função na missão, não é um fato isolado.

Eu já presenciei nos idos anos 90, oficial fazer isso. Ainda bem que não teve acidente.

Cada um na sua, simples assim.

Quem já presenciou isso na sua vida militar ?

Relate aqui.

Anônimo disse...

Oh hipócrita de 12:50, já vi mt milico bom, ao perceber q o motora tava na Mike, pegar o controle da vtr. Não é em todo local q da pra encostar e dormir um pouco. dirigir é uma atividade desgastante, cansativa quer requer atenção e sobriedade. . Falta a mts colegas de farda, se colocar no lugar dos outros. Tem gente q nao sei não, acha q tudo se da por interesse, so pensa no lado ruim. Qndo o rancho não tem carne, reclama. Qndo tem, tmb reclama. .. vai entender...

Anônimo disse...

Agora a União é quem paga os vencimentos desse cabo. Todo esse gasto que a União tem deveria ser descontado do contra-almirante, enquanto o Cabo viver. Afinal não adianta punir disciplinarmente, tem que arcar pecuniariamente com sua culpa.

keko marques disse...

Será?

Anônimo disse...

Montedo, Vc não publicou a minha resosta ao militar sem educação que me chamou de hipocrita ! ( o comentarista de 15 de setembro de 2015 15:58 )

Anônimo disse...

Apagou a resposta ?

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