23 de novembro de 2015

Thatcher ameaçou Brasil por apreender avião durante guerra das Malvinas

Reportagem do 'Sunday Express' diz que thatcher ficou furiosa com
ação do Brasil durante guerra das Malvinas

Daniel Buarque
Documentos secretos da diplomacia britânica recém-revelados mostram que a premiê Margaret Thatcher ficou “furiosa'' com o Brasil durante a Guerra das Malvinas, nos anos 1980.
Segundo o jornal “Sunday Express'', Thatcher chegou a ameaçar o Brasil de “sérias consequências'' depois que o país apreendeu um bombardeiro inglês que precisou pousar no Rio.
Telegramas do Foreign Office, o ministério de relações internacionais inglês, de 1982, mostram que a premiê pediu uma intervenção dos Estados Unidos contra o Brasil.
“Nas circunstâncias, brasileiros não devem ter dúvidas de que o governo de sua majestade considera que a revogação da decisão anunciada ontem [de liberar o avião] terá consequências muito sérias'', dizia o telegrama enviado pela premiê à embaixada britânica no Brasil.
O jornal explica que o bombardeiro Vulcan precisou fazer um pouso de emergência no Brasil depois de atacar um radar argentino nas Mavinas. O Brasil teria cedido a pressões argentinas para confiscar o avião, até que Inglaterra e EUA entraram na disputa diplomática.
O Brasil acabou liberando o bombardeiro uma semana depois, poucos dias antes do fim do conflito entre Reino Unido e Argentina.
Blog do BRASILIANISMO/montedo.com

4 comentários:

Anônimo disse...

Reportagem sensacionalista do tablóide inglês.
O que o Brasil fez foi tão somente seguir o prescrito na convenção de Genebra, para a situação apresentada. Na condição de país neutro, autorizou o pouso de emergência, liberou a tripulação, mas reteve a aeronave até o final do conflito. Houve protesto inglês sim, mas a posição brasileira foi mantida, pois estava embasada no já citado tratado internacional. E que história é essa de "pressão argentina"? Com base em que e com quais instrumentos? Façam-me o favor. A Argentina estava é tomando um couro, não tinha condições de pressionar ninguém.
O detalhe é que a manchete ainda cita "Our bombers" ("nossos bombardeiros"), quando na verdade se tratou de uma única aeronave Vulcan - que por sinal invadiu o espaço aéreo brasileiro, pedindo ajuda pelo canal de emergência internacional. A "intervenção" pedida aos EUA não teve outra finalidade senão aproveitar o bom relacionamento entre os então presidentes Ronald Reagan e Figueiredo. Em suas memórias, o general brasileiro comentou que o presidente americano realmente pediu a liberação da aeronave, ao que Figueiredo respondeu "não posso autorizar isso, pois a guerra passa, mas o Brasil fica. Mantenho a neutralidade e a aeronave, até que Argentina e Grã-Bretanha resolvam suas pendengas.", ao que Reagan teria dito, "sim, você tem razão,".
E vamos e convenhamos: o bombardeiro inglês acabou não fazendo falta, no fim das contas.
Um abraço a todos.

Anônimo disse...

O Brasil estava entre a cruz e a espada e, acho, que fez o correto para não ofender seu aliado e parceiro, a Argentina.O que aconteceu depois, era o que se esperava, a diplomacia entra em campo e resolve-se tudo.Essa senhora era "atrevida" pois se achava dona do mundo.

Adão Lopes disse...


Pessoal vamos imaginar uma coisa:
Se à época o Presidente do Brasil não fosse o Gen Figueiredo e sim Lula ou Dilma!
Lula iria depois de longos meses de enrolação, mesmo após o fim da guerra, iria doar o bombardeiro Vulcan aos "cunpanheiros" da Venedroga.
Dilma após um "discurso evocando a "mulher sapiens" e o uso racional do vento engarrafado no resfriamento da mandioca" iria vender o vulcan no estilo Pasadena!
Que tiver idéias melhores contribuam!

Adelar Freitas disse...

Eu penso que o governo do Brasil esta errado jamais um representante do pais que é o presidente não deve ceder pressão de qualquer pais com ameaça ai que não pode ceder mesmo! E responder conforme a altura que o país ameaçou.

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