7 de dezembro de 2015

Exército deve desocupar aldeia localizada na área de forte militar no RJ


Niterói (RJ) - Após décadas de disputa judicial, o Exército deve concluir a remoção na Aldeia Imbuhy, localizada na área do forte militar que tem o mesmo nome. As dezenove famílias que ainda residem no local devem ser retiradas a partir de hoje.
O Exército alega que o terreno é área de segurança nacional. No entanto, a comunidade caiçara, afirma que os nativos já povoavam o local muito antes do exército chegar.
“Aqui já moravam pescadores quando os militares chegaram. Inclusive a primeira bandeira do Brasil foi bordada por uma nativa da aldeia, Flora Simas de Carvalho, a dona Iaia, a pedido do Marechal Deodoro”, diz Lúcia Nogueira da Gama, que mora na comunidade.

Ontem (6) uma carreta do Exército transportou um trator de esteiras até o local. O início da operação é aguardado para a manhã desta segunda-feira.
Com informações de O Fluminense

14 comentários:

Anônimo disse...

Pergunta boba: Por quê o Exército não faz um esforço desse para desocupar o "Planalto"?

Anônimo disse...

Conheço alguns desses aldeões por mais de 30 anos desde que servi no Forte de Copacabana e nunca presenciei nenhum abuso por parte deles. Para mim é uma extrema covardia para com os mesmos desaloja-los depois de tantos anos de seus lares. A coragem com que nossos chefes tiveram para retirar esses pobres coitados de seus lares pode ser igualada a covardia com que os mesmos tem quando precisam peitar as autoridades que os fazem de gato e sapato. Isso sem contar que não fazem nada que beneficie a sua tropa, só pensando em seus umbigos e suas mordomias e quem sabe um carguinho de esmola pela sua subserviência.

keko marques disse...

Boa!

Anônimo disse...

Acho que com tanta terra que temos no Brasil,estes brasileiros não deveriam ser removidos ! Espero que o local não seja usado como especulação imobiliária ou para clube de lazer para oficiais do Exército !

Anônimo disse...

Só para esclarecer:foram os "aldeões" que entraram na Justiça para ter a propriedade definitiva da terra. Para quê? Óbvio: venderem por preços milionários. Se quisessem apenas morar, não teriam acionado o Poder Judiciário, que deu ganho de causa à União. Vamos nos informar do assunto antes de servirmos de inocentes úteis.E tb para esclarecer: ali funciona o CIOPEsp e não um resort como andaram divulgando falsamente nas redes sociais.

Anônimo disse...

Solução fácil, manda os índios pata amazônia ou para o sertão do cariri!

Anônimo disse...

Anônimo 8 de dezembro de 2015 09:08, não diga isso. Fale o conteúdo completo.

Não sabemos qual o interesse daqueles moradores, ao contrário do interesse dos Militares, que pretendem realizar ampliações no local, onde se encontra um belo "Hotel de Trânsito do Forte Imbuy de Oficiais.

Destinação: Oficiais – Categoria: “A”
Eu mesmo já passei meus fins de semana lá, fora o Tradicional "Reveillon dos Oficiais", que é muito bonito.

Devemos ser realistas, o objetivo é DINHEIRO.
Sim, também funciona o CIOPESsp. Msa se você também frequenta lá, sabe qual é o principal objetivo não é...

Sem mais delongas.

Anônimo disse...

Ao anônimo de 8 de dezembro de 2015 09:08
Julgas os outros pelo que és? Será que os nativos não queriam o título de propriedade dos imóveis apenas para garantir que não acontecesse o que está acontecendo? Por acaso sabes há quanto tempo estão ali?

Anônimo disse...

Acredito que foi falta de diálogo e empenho das autoridades. Área nobre e de segurança nacional?

Anônimo disse...

As forças armadas tem diversas terras ociosas, tem que começar a vender e fazer dinheiro para os cofres das forças armadas. Pois só assim é possivel ter um reestruturação, profissionalização e modernização.

Anônimo disse...

Discordo. Certamente vc não acompanha as atividades desenvolvidas pelo CIOPEsp. O HT (de Of e o de Sgt), assim como o centro de convenções, são da época do 8 GACosM. Servi anos nessa OM e acredito ser completamente incompatível a existência dessa dita comunidade com as atividades operacionais ali desenvolvidas. Nos fins de semana e feriados, caso não haja atividade militar, autoriza-se o uso da área para lazer, com o devido permissivo legal. De qualquer modo, basta uma breve lida na ação movida pela "comunidade" contra a União para se chegar à conclusão do real interesse dos autores. Graças aos céus a Justiça garantiu o terreno para a União, garantindo a segurança nacional, o meio ambiente e o patrimônio que é de todos os brasileiros.

Anônimo disse...

Se houver expansão será para instalações do CIOPEsp. Não há nenhum plano de expansão do HT, que já é deficitário do tamanho que tem. Conversei hj com um militar que serve na RP do 21 GAC, e esse papo de expansão do ht é balela. E chamar aquele ht - seja o de of, seja o de Sgt -de "resort" deve ser alguma piada, não? E esses HT sempre foram deficitários, pelo menos no tempo do 8 GACosM. Praticamente perdemos o Campo de Gericinó por conta de aceitarmos certos avanços que não deveríamos ter aceitado. Se o Rio hj tem patrimónios ambientais, como a Restinga da Marambaia, agradeça às Forças Armadas. Mas todos querem se dar bem neste País. Só tem esperto, está faltando otário. Em Niterói, o Exército praticamente entregou as instalações do 3 BI e do 19 BLog para a construção de casas populares. Pq não pedem para morar lá? Preciso responder?

luizcarlos disse...

Conteúdo bacana, parabéns

Anônimo disse...

Não sou Juiz para julgar ninguém, quem julgou foi o Poder Judiciário, e, a meu ver, fez-se justiça. Dar plenos direitos reais, como queriam os autores, sobre património da União, é inconstitucional. É dar para uma dúzia de pessoas patrimônio de valor incalculável pertencente a todos os brasileiros e mantido durante séculos pelo EB. Se a Justiça tivesse dado ganho de causa aos autores, também veríamos breve a derrubada das casas, mas para a construção de um condomínio de luxo após a alienação milionária do terreno, como o ex-prefeito Jorge Roberto Silveira sonhava fazer.

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