9 de fevereiro de 2016

Governo do RS poderá contratar egressos do serviço militar como PMs temporários

Sartori estuda contratar jovens do serviço militar para policiamento
Medida visa suprir falta de efetivo da Brigada Militar
O governador José Ivo Sartori analisa a possibilidade de contratar - em caráter emergencial - jovens egressos do serviço militar obrigatório para suprir a falta de efetivo na Brigada Militar (BM). Em audiência com aliados, Sartori afirmou que o governo não pretende chamar os aprovados em concurso público antes da regulamentação do novo regime de previdência, aprovado pela Assembleia em 2015.
A viabilidade de contratação emergencial, conta o presidente do PDT, deputado federal Pompeo de Mattos, ocorreria por um projeto de lei encaminhado pelo governo à Assembleia. “Não tendo como nomear servidores antes da nova previdência entrar em vigor, a contratação de PMs temporários seria uma boa solução.”
A proposta, no entanto, causa contrariedade na oposição. “É um contrassenso. Até as pedras sabem que o Estado precisa da reposição de policiais civis e militares para o enfrentamento à criminalidade. Nossa bancada defenderá a nomeação dos soldados aprovados em concurso”, diz vice-líder do PT na Assembleia, Tarcísio Zimmermann.
Líder do PMDB, Gabriel Souza, rebate a crítica. “O limite de gasto com pessoal foi ultrapassado, o que torna a contratação emergencial uma boa solução. Seria uma resposta possível e rápida para a sociedade, diante da impossibilidade financeira do Estado.”

Ideia não agrada sindicato dos policiais
A ideia de aproveitar egressos do serviço militar obrigatório como solução emergencial para suprir as falhas no policiamento do Estado desagrada sindicatos de policiais. “Não seria mais do que uma medida paliativa. Mais que isso: poderia ser um erro estratégico, já que é necessário treinamento e preparação. Servir à comunidade é diferente de servir às Forças Armadas. Problemas podem ocorrer, mais que soluções”, adverte Aparício Santellano, presidente da Associação de Sargentos, Sub-tenentes e Tenentes da Brigada Militar.
Cerca de 2 mil policiais militares, 650 policiais civis e mais de 500 agentes penitenciários, aprovados em concursos públicos, aguardam serem chamados pelo governo do Estado.
CORREIO DO POVO/montedo.com

23 comentários:

Anônimo disse...

Curriculum vitae: excelentes exterminadores de mosquito.

Anônimo disse...

Sou a favor, inclusive de existir serviço militar obrigatorio nas policias militares, bombeiros militares e defesa civil.
Seria uma forma de deixar os profissionais nas ruas e os recrutas no aquartelamento fazendo atividades de segurança e administrativo.
Inclusive utilizando os soldados, sargentos e oficiais temporarios para serviços internos.

Anônimo disse...

Até agora a pior ideia de 2016!!!!

Anônimo disse...

Se só sabem fazer isso é porque você foi incompetente na hora de ministrar as instruções. Todos tiveram período básico e qualificação
Voce deve ser um daqueles parasitas que só ficam estudando no expediente

Militar atento disse...

O que é isso companheiro? Por se tratar de combate, serão todos ex-combatentes.

Anônimo disse...

Já tentaram isso no Rio na década de 90, sem sucesso. Muitos não ee adaptaram e pediram baixa. Os que se adaptaram tiveram de realizar um concurso imposto pela Justiça.

Anônimo disse...

Foi feito em Goiás... só ocorreram problemas graves... não existe o comprometimento

Anônimo disse...

Em Goiás foi feito isso por uns dois anos, mas a justiça proibiu e acabou. Inconstitucional.

Anônimo disse...

Sinceramente, sair de um serviço militar obrigatório e ir para outro temporário, só se me garantissem que eu teria os mesmos direitos de todos que já estão lá, independente de uma nova previdência.

Anônimo disse...

Simples... é I-N-C-O-N-S-T-I-T-U-C-I-O-N-A-L !!!!!! É atividade típica de Estado, não pode !!!! Se a moda pegar, daqui a pouco vão querer contratar juízes temporários, fiscais temporários, procuradores temporários, defensores públicos temporários etc.

Anônimo disse...

Medida desesperada e falta de pessoas competentes assessorando o governador.

Anônimo disse...

Engraçada a política, quando o governo era do PT havia esse processo de contratação dos jovens egressos das Forças Armadas, agora que eles são oposição acham que a ideia não é boa, na verdade esses políticos estamos preocupados com seu bem estar e principalmente com seus bolsos...

Anônimo disse...

Aos desinformados ..

http://g1.globo.com/goias/noticia/2015/07/governo-anuncia-que-vai-contratar-mil-temporarios-para-atuar-na-pm-em-go.html

Anônimo disse...

Se é inconstitucional, pq temos sargentos e oficiais temporários no EB ?? É carreira típica de Estado tbm... O Exército está na ilegalidade ???

Anônimo disse...

Q horror... tao de saca. Kkkkkkkkk...

Anônimo disse...

Sou totalmente contra, quer entrar, faz concurso e seja nomeado. Quer dizer então que se irá contratar temporários ao invés dos concursados que aguardam nomeação. Atividade de policia difere muito da de forças armadas, não só falando em armamento (soldado, exceto motorista, se quer sabe manusear uma pistola , por não estar previsto em PPB), sem falar da atividade de policiamento. Repito, quer ser policial, preste concurso, se submeta a um processo seletivo completo.

Anônimo disse...

Fonte: ttp://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=288267

Serviço Militar Voluntário em Goiás é inconstitucional, decide STF

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade da Lei 17.882/2012, do Estado de Goiás, que instituiu o Serviço de Interesse Militar Voluntário na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros Militar. De acordo com os ministros, a norma afrontou o artigo 37, inciso II, da Constituição Federal, uma vez que os cerca de 2,5 mil voluntários foram selecionados sem ter passado em concurso público. O julgamento foi suspenso para aguardar o voto do ministro Ricardo Lewandowski – ausente em razão de viagem oficial – sobre eventual modulação dos efeitos da decisão.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5163 foi ajuizada pelo procurador-geral da República, para quem a norma questionada, além de ferir o postulado constitucional do concurso público, invadiu a competência privativa da União para legislar sobre normas gerais de organização das polícias militare

Anônimo disse...

Pô, meus camaradas! No RJ, tiraram até a prova de Matemática para ficar mais fácil de entrar, por que não fazer logo o concurso?! Também as PMs "não estão com essa bola toda em segurança, não". Mas concordo que nem todo soldado está preparado para ser policial militar. Agora, a maior base argumentativa aqui é a Constituição Federal, quanto a ingressar por concurso e/ou prova de título, que não é respeitada em muitas carreiras, principalmente, o magistério e a saúde públicos.

Anônimo disse...

Nossos oficiais técnico temporários e sargentos técnico temporários prestam concurso para ingressar no EB ?

Anônimo disse...

Me pergunto é qual o retorno e compromisso da União para com esses jovens, que prestam o serviço militar.
Receber um chute, após servirem a pátria?
Ingressar no Crime?
Serem esquecidos?

Na verdade o Congresso Nacional, deveria dispor uma Lei Complementar para o aproveitamento desses jovens na Segurança Pública e Privada. No caso da Segurança Pública, mediante concurso público, com prova de títulos e porcentagem de vagas destinadas a esses homens que de tudo fizeram durante o serviço militar.
Com certeza os Estados e em Especial os municípios, por meio das Guardas Municipais, gastariam muito menos na formação desses cidadãos. Além de dispor de homens abnegados e disciplinados.
Não é verdade que as cidades interioranas do Brasil, estão jogadas à própria sorte e abandonadas em Segurança Pública?
A questão passa por vontade política, uma vez que quem pode legislar é a União, ou seja, o Congresso Nacional.
No tocante a questão de Formação para ser Soldado PM e GM, esses jovens rapidamente estariam adaptados. Agora como temporário não e sim de Carreira, mediante concurso, existindo prova de títulos e porcentagem de vagas. destinadas

Anônimo disse...

O problema é que vão trabalhar de graça, o Estado não paga nem seus funcionários concursados, está falido. Quanto a necessidade de concurso, no Exército temos os técnicos temporários, temos os "atletas de alto desempenho" e temos os PTTC, todos sem concurso de publicidade licita. É só fazer uma pesquisa de campo e verificar que os OTT e STT, com raras exceções são parentes de militares geralmente de alta patente. Sem contar que podemos considera-los funcionários fantasmas, pois não trabalham e quando o fazem ficam restritos a profissão que exerciam na vida civil, não querem trabalhar fora do expediente, tirar serviço, pegar boca podre e funções extras que os militares normais abraçam.

Amauri disse...

Absurdo!!!

Anônimo disse...

Ao invés de profissionalizar os soldados das forças armadas querem desprofissionalizar os soldados das policias.

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