3 de fevereiro de 2016

Investimentos das Forças Armadas tornam o Brasil uma potência olímpica

Atletas de alto rendimento dão resultado imediato e ajudam a transformar o esporte do país
Rio - A transformação do Brasil em potência olímpica passa pelas Forças Armadas. Desde a criação do Programa Atletas de Alto Rendimento, do Ministério da Defesa, o País começou a ascender no quadro de medalhas das principais competições. E os resultados apareceram logo no grande evento seguinte à sua implantação: o 1º lugar nos Jogos Mundiais Militares de 2011, no Rio.
“O Brasil tinha participações sem importância. A melhor classificação tinha sido um 16º lugar. Mas, em média, ficávamos entre o 30º ou 33º em 100 países”, lembra o brigadeiro Carlos Augusto do Amaral, diretor do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa.
A mudança veio com o início do ciclo de grandes eventos esportivos no Brasil. A partir do Pan de 2007, o País conquistou o direito de sediar os Jogos Militares (2011), a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos (2016). Com esse ambiente, o Ministério da Defesa se juntou ao Ministério dos Esportes, ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), federações e confederações para elaborar um programa de atletas de alto rendimento.
“Fomos estudar outros países e vimos que, entre os dez primeiros colocados, oito tinham programas de alto rendimento com atletas militares”, explica o brigadeiro Amaral. Segundo ele, países como França, Itália e Alemanha tinham estrutura semelhante ao que existe no Brasil.
Já em 2008 foi publicado o edital para os atletas interessados em integrar as Forças Armadas. “Aí nasceu o Programa”, lembra o brigadeiro, exaltando o amadurecimento até os dias de hoje. “Houve um salto de qualidade mensurável. O Ministério da Defesa já autorizou a continuação do Programa para que o Brasil continue sendo uma potência olímpica”, diz, orgulhoso.
No Pan de Toronto, no ano passado, os atletas militares subiram 67 vezes ao pódio (20 medalhas de ouro, 18 de prata e 29 de bronze). Ou seja: quase metade das medalhas obtidas pela delegação brasileira no Canadá (141).
E nos Jogos Militares da Coreia do Sul, também no ano passado, o Brasil levou 282 atletas. Foram 84 medalhas (34 de ouro, 26 de prata e 24 de bronze) e o segundo lugar no quadro de medalhas.

DESPESAS DE R$15 MILHÕES COM SALÁRIOS
O Ministério da Defesa investe aproximadamente R$ 15 milhões em salários para os atletas de alto rendimento. Os direitos salariais e todos os outros são os mesmos dos demais militares em serviço ativo. Por exemplo, a remuneração líquida do terceiro-sargento temporário é de aproximadamente R$ 3,2 mil mensais.
A Lei do Serviço Militar permite o tempo máximo de oito anos para os quadros temporários. Os atletas ingressam nas Forças Armadas por meio de edital que indica as vagas conforme as modalidades. Os currículos são avaliados de acordo com os índices previstos no edital.
A maioria entra como terceiro-sargento. A escolaridade é levada em conta e alguns podem entrar como soldados. Uma das grandes vantagens do Programa é a utilização das instalações esportivas das unidades militares para treinamento de atletas e equipes.
O DIA/montedo.com

24 comentários:

Anônimo disse...

Projeto muito interessante para os atletas e para a imagem das Forças Armadas. Mas deve ser lembrado que, enquanto isso, a construção, manutenção e reforma de PNRs são custeadas INTEGRALMENTE pelos seus próprios permissionários. No Exército são mais de 60 milhões de reais a cada ano e nenhum centavo de participação da União. Recursos arrecadados a título de preço público e que são utilizados, inclusive, na aquisição dos bens móveis que guarnecem a residência de comandantes, chefes e diretores. Considerando que a fixação de efetivos na sede da guarnição influencia diretamente do estado de prontidão da Unidade, como bem reconhece a Portaria nº 087-EME de 10 de abril de 2014, pode-se afirmar que o militar das Forças Armadas paga para trabalhar.

Anônimo disse...

15 milhões gastos em salários com os MILITARES DE FESTIM (atletas que vestem farda)... Quantos PNR's não poderiam ser construídos nas áreas militares para acabar ou minimizar a sacanagem de uns terem PNR e outros não quando são movimentados a serviço ?
A cada dia qua passa nós vemos o quanto as Vossas Excelências fardadas (Generais) só usam os seus bastões de comando para enfiar no c.... da tropa, cagam e andam para o que é essencial, preocupam-se com politicagens, marketing, aparência, carguinhos em diretorias "rolhas" (Diretoria de Desporto Militar) e outras coisas fúteis que em nada contribuem para a melhoria da atividade fim (treinamento para guerra e missões operacionais)das instituição FORÇAS ARMADAS. É de se lamentar!!!!

Anônimo disse...

Por que não incorporam temporariamente um general americano, um administrador inglês, um soldado legionário, umas enfermeiras suecas, aumentaríamos nosso potencial.

Anônimo disse...

15 milhões na folha de pagamento do exército. Com todo respeito, não são militares; são atletas fardados. NÃO precisamos deste marketing. Militar tira serviço, dá instruções, vai a campo, tem escalas administrativas diversas, faz marcha, etc. chega a ser uma falta de respeito com os demais profissionais chamá-los de militares. Acho que está conta quem deveria pagar é o ministério do esporte do Brasil. Não são atletas? quem coordena olimpíadas não é o ministério do esporte? então eles que deveriam arcar com esta despesa. Qual é a nossa missão constitucional?





Anônimo disse...

Fraude...não são militares!

Anônimo disse...

Esse investimento não poderia ser dado pelo Estado com a utilização somente de instalações esportivas das Forças Armadas? Nada contra os atletas. Isso só vem confirmar que, se investir e apoiar os atletas, eles trazem bons resultados. Acho que existe alguma instituição que recebe dinheiro, tem diretores com bons salários, para cuidar da preparação de atletas e não fazem por puro descaso e incompetência.esses atletas estão participando de tapa-buracos, perseguição e extermínio de mosquito? Participam de missões de treinamento em selva ou outro ambiente? As forças Armadas deixaram de incentivar seus militares, desestimulando-os com salários ridículos e missões quase impossíveis e deram apoio total aos "estrangeiros", recebendo dinheiro extra?

Anônimo disse...

E os projetos estatérgicos? E as operações para manutenção de patrulhamento de fronteiras previstas para o corrente ano que serão à base de ração operacional e o mínimo efetivo possível e imaginável? Disse nosso comandante que a substituição dos arcaicos e obsoletos FAL 7,62 M964 levaria 220 anos com a atual verba destinada aos projetos estratérgicos, dentre outras estatísticas alarmante...porém sobra dinheiro para travestir atletas civis de militares.

Anônimo disse...

Perfeitamente! De acordo com todos os comentários anteriores!

Anônimo disse...

Que investimento mais surpefluo. Que percam, atletas no Exército são parasitas que não tiram serviço, tem função acochambrada.

Anônimo disse...

15 milhões que poderiam comprar 3.750 rádios Motorola portáteis para distribuir para as OM's, ou 3.000 fuzis IA2 novos, ou 6.000 pistolas novas ou ser aplicado no FUSEX ou na reforma de PNR.
O único atleta militar que foi formado dentro do quartel é o Sgt Bandeira, nunca ouvi falar de outro.

CB 0951 2010 disse...

gasto desnecessario. poderiam reformar o rancho so PQ R Mnt/1 que é um lixo o nosso refeitorio de cabos e soldados

REFEITORIO COM BARATAS, SEM ENERGIA DE LAMPADAS´E COMIDA SERVIDA EM BALCAO.

ESGOTO VAZANDO UMA INMUNDISSE

PODEM IREM LA

Anônimo disse...

Na atual fase em que as FA ultrapassam, nossos "chefes militares" deviam no mínimo ter vergonha na cara e não expor essa vergonha. Esses militares de festim são um verdadeiro tapa na cara dos verdadeiros militares. O que é difícil entender é que neste país temos um Ministério chamado do Esporte, cuja função é construir uma Política Nacional de Esporte. Além de desenvolver o esporte de alto rendimento, esse ministério trabalha ações de inclusão social por meio do esporte. Ai eu pergunto quem deveria estar custeando esses militares de festim? Quantas vagas de sargento temporário sobrariam para os severinos, mesmo pq temos na tropa um falta muito grande de sargentos e estes realmente exerceriam a profissão na integra. É muito triste ver o descaso de todo o comando da força para com os militares de direito. É difícil entender os reais motivos dessas decisões pois passamos por uma série de carências de salário, de PNR, saúde, de equipamento, até mesmo do básico, vida vegetativa das OM, alimentação, água, energia elétrica, telefone e temos que ver o dinheiro ser mal empregado por nossos gestores. Em época de crise deve-se estabelecer prioridades. Não creio que a prioridade atual das FA sejam atletas. Atletas são prioridade de outro Ministério.

Anônimo disse...

http://www.tribunademinas.com.br/suspeita-de-corrupcao-no-exercito/

Anônimo disse...

É uma maneira de pagar salários com recursos públicos, fantasiando esses atletas de militares. Gostaria de saber se um prefeito pode pegar os atletas de sua cidade e "empregar" nos quadros da prefeitura, para apenas treinar o dia todo e receber salário, isso seria imoral, ilegal, ou um investimento como diz essa matéria?

Anônimo disse...

O comitê olímpico e ministerio do esporte faturam cerca de 6% por cento de todas as loterias da caixa. Eles levam a grana e nós ficamos com a conta de pagar nossos atletas militares. Parece piada mas não é. Se tiver dúvida disto abra na mega Sena do site da cef e entre em detalhamento do prêmio pago.

Anônimo disse...

Os mesmos 15 milhões que custam os atletas anualmente poderiam comprar quase seis milhões (5.769.230,76 cartuchos) de cartuchos 7,62 X 51mm M1 (comum) para proporcionar pelo menos 80 tiros de instrução anual para cada um dos cerca de 70 mil recrutas que incorporam todo ano ao invés dos 20 tiros normalmente utilizados nas instruções de tiro "meia-boca" antes dos recrutas serem jogados nas escalas de serviço de guarda ao quartel.
Ou comprar 10.135.135,13 (mais de dez milhões) cartuchos cal. 9mm ETOG (comum) para as instruções de tiro para melhorar a pontaria do pessoal que tira serviço de pistola, haja vista que todo ano vê-se uma grande baixaria de militares já antigos com mais de década de quartel, mas que ainda insistem em não acertar o alvo na execução do TAT.

Obs.: a título de informação e esclarecimento, os números acima são baseados nos valores para pelo COLOG (Comando Logístico do Exército) à CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos) no ano de 2014, conforme seguem: cart. cal 7,62 x 51mm M1 ao preço unitário de R$ 2,60; cart. cal. 9mm ETOG ao preço unitário de R$ 1,48.

1º Sgt Neto disse...

Um grande atleta! deve ser reconhecido. Entretanto, não como um herói militar, porque jamais carregou uma mochila nas costas, nunca subiu um morro em missão real! Todo aquele que consiga alguma proeza para o Brasil, em nível mundial, deve ser reconhecido. No entanto, vamos parar de soltar confetes, não são militares atletas! são atletas militares!...

1º Sgt Neto disse...

Montedo, acompanho seu blog a mais de 7 anos! nunca fiz nenhum comentário. Sou o 1º Sgt NETO, servindo atualmente no 5º BIL. Gostaria de pedir aos participantes que deixem de postar em anônimo. Hoje o exército brasileiro anda capenga, porque pende muito para um lado, haja vista que, a esquerda anda a disciplina e a direita a coragem! E disciplina para a esquerda está em excesso, entretanto, a coragem está represada nos Clubes Militares!Onde na ativa só existe anônimos.

Anônimo disse...

Dinheiro do contribuinte jogado no lixo.

Anônimo disse...

Atleta sou eu que estou na folga 4x1...

Anônimo disse...

Eu contribuo no anonimato, embora não seja mesmo o ideal. Mas considere o seguinte companheiro, há algum tempo atras eu usei a Lei nº 12.527/11 e pedi que a União me informasse qto o Exército arrecada a título de taxa de uso de PNR, e quanto deste volume foi efetivamente utilizado na manutenção, reforma e construção de PNR. No cadastro de acesso ao sistema você escolhe receber a resposta por email ou pelo correio. São só estas duas alternativas. Ocorre que para a minha surpresa (nem tanto kkk) eles mandaram as perguntas e as respostas para a mesa do meu comandante e eu tive que "espernear" para não receber uma FATD. E esse não foi um fato isolado, no ano passado trabalhei com um sargento que era mestre numa determinada área de atuação (não vou detalhar) e que, por isso, era literalmente perseguido pelo comando. Logo no começo do ano ele usou a ouvidoria e encaminhou alguns questionamentos para o DGP, mas acabou recebendo as respostas na mesa do comandante e uma sindicância nas costas para aprender a não ser mal educado kkk

Anônimo disse...

Inocente VC companheiro Neto...o blog é um espaço democrático, livre de conceitos hierarquizados, pois se ao contrário fosse, somente os oficiais de relações públicas poderiam postar aqui. Identificar-se aqui nao denotaria coragem, mas estupidez na sua forma pueril e incrédula, pois as retaliações veladas sempre vêm para quem usa do senso crítico no nosso EB de Brancaleone. Somos treinados e condicionados a aceitar qualquer coisa em nome da disciplina e hierarquia. Mesmo aquilo que vai de encontro à dignidade de profissional e de cidadão. Por motivos como esse estamos na situação calamitosa e atroz que vivenciamos. Espere agora um memorando do CIE ao seu chefe..kkkk

Anônimo disse...

Sgt daqui para a frente vai ser artigo de luxo no EB, pois 1,5 ano, de formação nos mais longínquos recantos do país, 3,200 reais (que muitos oficiais acham demais. .) para sobreviver com a família, 10 longos anos de estágio probatório, a certeza de três porções durante tida a carreira (sim...2°Sgt, 1°Sgt e ST) e promoções de oito em oito anos com aumento de 300 reais líquidos...é brincadeira não? PM com três meses de formação tem mais moral que sargento do EB...brilhante solução do EME, promover temporários a 2° Sgt...esses "2°Sgt" temporários, faraó sindicâncias? Exercerão função de adjunto de pelotão? Tirarão SV de adj ao of de dia? Trabalharão em seções, Fisc ADM, tesouraria, etc e tal, ou será como na promoção dos QE, pois tem 2° Sgt QE exercendo função de soldado. O EB se preocupa em promover gente para preencher planilhas mas não prepara esse pessoal. Enquanto desvaloriza cada vez mais os sgt de carreira, que debandam para outros setores via concurso publico. Piada. Exemplo de gestão, SQN.

Anônimo disse...

Quanta vaidade desses "líderes militares". Subordinado com senso crítico é punido com perseguição e " trabalhos forçados" embora burocráticos. O exército é realmente uma instituição falida que vive de passado, vaidade, realeza e bravatas.

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