11 de fevereiro de 2016

Marinha abre investigação após dois casos de doping dentro do CEFAN

DEMÉTRIO VECCHIOLI
Nem mais as Forças Armadas estão livres do doping cada vez mais recorrente no esporte brasileiro. Nesta semana, caiu como uma bomba dentro da Marinha a suspensão aplicada a duas atletas do levantamento de peso que treinam diariamente dentro do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), no Rio. Aline Facciolla e Alexsandra Gonçalves, menores de idade, são da equipe oficial da Marinha e têm como técnico um militar: o tenente Carlos Henrique Aveiro, da Força Naval.
As duas testaram positivo para o esteroide anabolizante boldenona, usualmente utilizado por cavalos, durante o Campeonato Sul-Americano de Levantamento de Peso, realizado em dezembro, em Lima (Peru). Dois casos de atletas da mesma equipe, menores de idade, flagradas com a mesma substância, numa mesma competição, é forte indício de que o doping é sistêmico.
De acordo com o comandante Carlos Lessa, encarregado da comunicação social do Cefan, o centro esportivo da Marinha tomou conhecimento do caso na segunda-feira e decidiu abrir procedimento administrativo. “A gente está começando a apurar, para dar uma resposta. Ficamos completamente estarrecidos”, diz ele, garantindo que a Marinha foi pega de surpresa com a suspensão. “A gente acha uma falta grave isso”, comenta.
Aline é a grande vitrine do Forças no Esporte, programa social do Ministério da Defesa que se dedica à “inclusão social, valorização da cidadania, inserção no trabalho e na realização de atividades físicas, esportivas e de lazer”, de acordo com o governo. A jovem, agora com 16 anos, foi descoberta num dos polos do programa e se tornou a grande revelação do levantamento de peso brasileiro.
No ano passado, ganhou o título mundial sub-17, se tornando a primeira brasileira a alcançar tal feito. No Sul-Americano, bateu o recorde brasileiro da categoria até 48kg levantando 169kg na soma de arranco e arremesso. Como comparativo, o recorde sub-17 masculino na categoria até 50kg é de 175kg.
“Ela é a nossa pedra preciosa”, admite o comandante Lessa. De acordo com ele, o tenente Aveiro, conhecido no levantamento de peso pelo apelido de Saul, também foi pego de surpresa com a suspensão. “Ele nunca usaria algum subterfúgio para ter ganho de rendimento. Ele também foi surpreendido”, garante.
O caso de Aline e Alexsandra se difere de outro caso de doping que recentemente atingiu as Forças Armadas. Em outubro, os 3º sargentos Alex Arseno e Uênia Fernandes testaram positivo para o hormônio sintético EPO nos treinos promovidos pelo Exército para os Jogos Mundiais Militares. Eles, entretanto, são membros Programa de Atletas de Alto Rendimento do Ministério da Defesa e apenas defendem o Exército em competições, treinando de forma independente, em equipes profissionais.
ESTADÃO/montedo.com

5 comentários:

Anônimo disse...

Parece que a "pedra preciosa" é falsificada.

keko marques disse...

Ficou "estarrecido" ... esse aprendeu bem com os petralhas kkkkkkkkk

Anônimo disse...

Lulou? não sabe de nada. Só falta dizer que a culpa é dos cavalos.

Anônimo disse...

Último parágrafo: quer dizer que em competições profissionais pode se dopar?
Com tantos estudos nutricionais, nem a batata doce resolve? Quer dizer que a corrupção é uma epidemia?

Anônimo disse...

Antigamente, atletas de levantamento de peso e quem queria adquiri força, se matava comento clara de ovo, macarrão, carne. Tudo em dobro.Hoje, parece que estão comento ração para cavalos.Certeza de problemas orgânicos no futuro.Tinham que parar com esse apoio. Para se dopar não precisa das Forças Armadas.Manchou o nome da instituição.

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