8 de março de 2016

Ministro da Defesa lança pedra fundamental da nova estação na Antártica; à distância.

Sim, eu considero a construção da nova base na Antártica muito importante para o Brasil. Agora, por mais que as condições climáticas fossem rigorosas, um lançamento de pedra fundamental à distância é surrealismo puro. "Nunca antes na história deste País..." uma piada esteve tão pronta. Vida que segue, como diria meu amigo 'Chapa-quente'.

Brasil lança pedra fundamental de nova estação de pesquisa na Antártica
Andreia Verdélio e Maiana Diniz – Repórteres da Agência Brasil
Quatro anos após o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, o Brasil lançou em 29 de fevereiro a pedra fundamental da nova estrutura brasileira que será construída no continente gelado.
O lançamento estava programado para a Antártica, mas, devido a condições meteorológicas adversas, a comitiva brasileira não pôde fazer a viagem. A cerimônia foi transferida para o Instituto Antártico Chileno, em Punta Arenas, no Chile, e teve a participação dos ministros da Defesa, Aldo Rebelo, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera.
A nova base brasileira vai ocupar o mesmo local da estação anterior, na Península Keller, interior da Baía do Almirantado, na Ilha Rei George, e deverá ser entregue em 2018. As obras para reconstrução começaram em dezembro do ano passado, pela empresa China Electronics Imports and Exports Corporation, vencedora da licitação no valor de US$ 99,6 milhões.
Com uma área de aproximadamente 4,5 mil metros quadrados, a nova Estação Antártica Comandante Ferraz vai ter 17 laboratórios, setor de saúde, biblioteca e sala de estar. O projeto foi concebido com a participação da comunidade científica e poderá abrigar 64 pessoas.

Programa Antártico
Nova estação terá 17 laboratórios, área de saúde, biblioteca e sala de estar Marinha do Brasil
O Programa Antártico Brasileiro (Proantar), coordenado pela Marinha, foi criado em 1982 com o objetivo de desenvolver um programa científico que incluísse o Brasil entre os países do Tratado da Antártica. A Estação Comandante Ferraz foi instalada dois anos depois, em fevereiro de 1984, e tornou-se a base para as pesquisas brasileiras no continente, abrigando militares e cientistas.
A estrutura foi destruída por um incêndio no dia 25 de fevereiro de 2012. O fogo começou na praça de máquinas, local onde ficavam os geradores de energia. Dois militares da Marinha morreram tentando apagar o incêndio, o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o sargento Roberto Lopes dos Santos.
Desde o incêndio, a instalação de módulos emergenciais tem permitido a permanência brasileira e a continuidade das pesquisas no local.
Nas suas três décadas, o Proantar realizou uma média anual de 20 projetos de pesquisas nas áreas de oceanografia, biologia, biologia marinha, glaciologia, geologia, meteorologia e arquitetura. As atividades científicas são realizadas durante todo o ano, mas é de outubro a março, no verão antártico, que ocorre a movimentação de pesquisadores, pessoal de apoio, equipamentos e material.
Edição: Nádia Franco
Agência Brasil/montedo.com

5 comentários:

Anônimo disse...

Primeiro, devem explicar, de verdade, ao contribuinte como foi o acidente na antiga base, quem foi o responsável, que providências tomaram. Depois, faz uma base destas em São Francisco de Paula-RS que é a mesma coisa...gasta menos. Se a moda pega, manobra a distância, serviço a distancia, tudo a distância, do povo.

Anônimo disse...

Sobre a penúria salarial dos militares das Forças Armadas eles colocam uma pedra em cima!

Anônimo disse...

Isso é uma Base de Pesquisas ou uma Obra de Oscar Niemeyer. Enquanto isso nos quartéis Brasil afora a tropa está largada a própria sorte.

Jonecy disse...

Pensando na antartida e nossas fronteiras desguarnecidas e nós militares sem salário?

Anônimo disse...

Se não estou enganado, o Brasil é forçado a fazer esse investimento senão perde a participação nas pesquisas e lugar na Antártida, que é muito importante. Como tudo nesse governo, acho que o dinheiro destinado ao projeto estava atrasado.O acidente foi investigado e os culpados ou contribuintes desse sinistro certamente punidos.O que não aconteceu, foi a exposição pública.Na época disseram que alguém responsável por uma transferência de combustível esqueceu algum procedimento por estar participando de uma festa de despedida no local. Não sei se é verdade,basta pesquisarem no Google.

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