24 de maio de 2016

Após três décadas, 'noite ufológica' ainda é um mistério no Brasil

Agência Estado
São José dos Campos (SP) - Um dos maiores eventos ufológicos já registrados completa 30 anos nesta quinta-feira, 19, e ainda é um mistério. Eram 23h15 do dia 19 de maio de 1986 quando o radar da torre de controle do aeroporto de São José dos Campos, interior de São Paulo, detectou a presença de dezenas de objetos voadores não identificados realizando voltas pelos céus da cidade, numa noite clara. Trata-se de um dos raros casos de aparições admitidas por autoridades militares brasileiras.
O fato, que ficou conhecido como "Noite Ufológica", atraiu a atenção da Nasa, agência espacial norte-americana, que investigou o caso. Naquela noite, cinco caças da Força Aérea Brasileira (FAB) foram enviados para acompanhar o fato inusitado A investida, porém, foi em vão, pois as aeronaves foram incapazes de acompanhar a velocidade dos objetos, que faziam evoluções a uma velocidade inalcançável pelos caças.
Sérgio Mota da Silva, que trabalhava naquela noite como controlador de voo, afirma ter visto diversos pontos luminosos e acionou um caça que passava na mesma rota. Na mesma hora, o então presidente da Embraer e recém-nomeado presidente da Petrobras, Ozires Silva, voava num avião Xingu e também relatou ter visto as luzes.
À época, ele havia afirmado que "as luzes tinham presenças reais, eram alvos primários no radar, alvos positivos, uma coisa concreta. A visibilidade estava muito boa, noite estrelada. E entre as estrelas vi um objeto que parecia um astro, meio arredondado e vermelho. Só que astros não aparecem no radar".

"Luzes multicoloridas"

O repórter-fotográfico Adenir Britto, 51, que trabalhava para o hoje extinto jornal "ValeParaibano", testemunhou o fato e foi o único profissional a registrá-lo. "Estávamos no fechamento de edição, quando repórteres atendiam ligações de pessoas que diziam estar avistando ‘discos-voadores’ nos céus de São José dos Campos. De início, não demos muita importância, pensando se tratar de trotes. Mas o número de ligações na redação aumentavam , vindo de diferentes regiões da cidade", disse.
"Incrédulos, eu e a jornalista Iara de Carvalho decidimos ir até o pátio do jornal para conferir. Começamos a olhar para o céu, quando avistamos luzes multicoloridas que se movimentavam rapidamente em todas as direções, onde as cores vermelha, amarela e alaranjada predominavam. O que mais impressionava eram as retomadas de velocidade, seguidas de uma desaceleração brusca Vimos que não se tratava de objetos com interferência humana como balões, aviões e outros. Era impossível existir invenções humanas capaz de impor tamanha velocidade e de repente ficar imóvel", relembra Britto.
Segundo ele, representantes da Nasa, acompanhados por militares do Centro Tecnológico Aeroespacial (CTA) de São José dos Campos, levaram os negativos fotográficos para "estudos". O material nunca foi devolvido. O que restaram foram recortes de jornais da época, com as fotos publicadas.
Em nota, o Comando da Aeronáutica afirmou que "não dispõe de estrutura e de profissionais especializados para realizar investigações científicas ou emitir parecer a respeito desse tipo de fenômeno aéreo".

Repercussão
Na edição de 22 de maio de 1986, o Estado repercutia o episódio em sua capa, com a chamada: 'Aventura, o piloto procurando os OVNIs". O texto dizia: "Dez oficiais da Força Aérea Brasileira falaram mais de duas horas para jornalistas sobre OVNIs perseguidos no dia 19, mas a conclusão foi que os F-5 e os Mirage não chegaram sequer a identificar os pontos luminosos identificados pelos radares do Centro Integrado de Defesa Aérea. Os aviões carregavam mísseis e canhões, mas a ordem era apenas identificar o alvo, que no final não pôde ser cumprida por ninguém."
Na página interna, o jornal destacava a "Invasão aérea. São os tais OVNIs', relatando a aventura de oficiais da aeronáutica em busca de respostas para as luzes no céu de São Paulo. O ministro da Aeronáutica tentou oferecer explicações, mas se rendeu ao ineditismo do fato. "O próprio ministro admite que as informações dos pilotos e das bases em terra são 'fantásticas', e que no momento não há como explicá-las. Oficialmente, disse, trata-se de 'um fenômeno inexplicável'".
O Estado de São Paulo/montedo.com

2 comentários:

Anônimo disse...

Isso nao eh nada! E sobre o ET de Varginha? Soube que ele disse que vai entrar na justica se nao sair QAO...

Anônimo disse...

Parece que viram duendes verdes também. Estavam tentando roubar as renas do papai noel. MAS VAO RACHAR UMA LENHA COM ESSE NEGÓCIO DE ET.

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