4 de julho de 2017

Avião particular fretado pelo Exército cai no interior de RR. Quatro mortos e um sobrevivente

Segundo a Defesa Civil, aeronave caiu logo após decolar e pegou fogo. Um sobrevivente está internado em estado grave.
Avião particular fretado pelo Exército cai no interior de RR e quatro morrem, diz Defesa Civil
Inaê Brandão e Emily Costa, G1 RR
Um avião da Paramazônia Táxi Aéreo fretado pelo Exército Brasileiro caiu no Cantá, no Norte de Roraima, na manhã desta segunda-feira (3). Quatro pessoas morreram e uma sobreviveu, informou a Defesa Civil do estado. As causas do acidente estão sendo investigadas.
A empresa dona do avião é mesma que fez um resgate frustrado do piloto Elcides Rodrigues Pereira, de 64 anos, o 'Peninha, dia 14 de junho. Na ocasião, Peninha havia feito um pouso forçado em um rio na selva amazônica, mas morreu quando o dono da Paramazônia tentou resgatá-lo.
Segundo o chefe da Defesa Civil, coronel Doriedson Ribeiro, tinham cinco pessoas na aeronave. Uma foi resgatada com vida logo após o acidente pela própria empresa dona do avião e levada ao Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista.
Conforme o coronel, os quatro corpos seguem no local do acidente aguardando a perícia.
Entre os mortos está o piloto Marcos Costa Jardim, o comandante Jardim, conforme informou em nota a empresa dona da aeronave. As outras vítimas e o sobrevivente ainda não tiveram os nomes divulgados.
Ao G1, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou que a pessoa resgatada após a queda está internada em estado grave na unidade.
Ainda segundo Doriedson Ribeiro, a aeronave caiu em uma região de mata no fim da pista de pouso da Paramazônia e pegou fogo. O acidente ocorreu logo após a decolagem.
Avião modelo PR-FMR Cessna 2010 caiu logo após decolar (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)
Avião modelo PR-FMR Cessna 2010 caiu logo após decolar (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)
Um funcionário da empresa disse que a aeronave envolvida no acidente é o monomotor modelo PR-MFR Cessna 2010.
Equipes do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 7) estão se desolcando o local e devem iniciar o processo de investigação do acidente.
Por meio de nota, o diretor da Paramazônia Táxi Aéreo, Arthur Neto, lamentou o acidente e disse que a aeronave estava com todas as suas revisões, itens de segurança e manutenções em dia. (Leia a íntegra da nota no final da reportagem).

Aeronave fretada pelo Exército
O Exército informou por meio de nota que a aeronave foi locada para transporte de pessoal a uma área onde é realizada a operação Curare VIII, que visa combater atos ilícitos em toda extensão da fronteira e crimes ambientais em Roraima.
"As informações sobre as circustâncias do acidente e envolvidos no sinistro estão a cargo da empresa contratada", informa a nota, acrescentando que ainda tem não mais detalhes sobre o acidente.
'Ouvi pedido de socorro', diz testemunha
Clério Alves, que mora em uma casa vizinha à pista de pouso, contou ao G1 que por volta das 11h15 (12h15 de Brasília) ouviu o bararulho da aeronave decolando, seguido pelo som de árvores se quebrando e o estrondo da queda da aeronave.
"Depois de ouvir o barulho, saí correndo, vi o fogo e ouvi uma pessoa gritando por socorro. Ajudamos ele, e o rapaz que é funcionário da Paramazônia levou ele [sobrevivente] para o hospital dentro de um carro", contou.
Ele relatou que o sobrevivente da queda estava todo ensaguentado e com as roupas queimadas.
Avião caiu em região de mata no final da pista de pouso (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)
Avião caiu em região de mata no final da pista de pouso (Foto: Inaê Brandão/G1 RR) 
Íntegra da nota da Paramazônia Táxi Aéreo

NOTA OFICIAL
A direção da Paramazônia Táxi Aéreo Ltda lamenta comunicar que, nesta data, por volta das 11h, a aeronave modelo Cessna, prefixo PR-MFR, após decolar de sua pista de pouso, localizada no município do Cantá-RR, caiu a cerca de 100 metros da cabeceira da pista.
A aeronave decolou rumo a localidade de Wiakás e transportava além do piloto Marcos Costa Jardim – comandante Jardim – mais quatro passageiros, dos quais apenas um sobreviveu.
A empresa informa que a aeronave estava com todas as suas revisões, itens de segurança e manutenções em dia, e o piloto com suas habilitações e todos os treinamentos em ordem.
A empresa informa também que estão sendo tomadas todas as providências necessárias para que as causas do acidente sejam investigadas pelos órgãos competentes da Aeronáutica.
A direção da Paramazônia Táxi Aéreo, ainda perplexa, lastima a perda irreparável de seu piloto e externa seus sentimentos de solidariedade e dor, a família das vítimas desta lamentável tragédia.
G1/montedo.com

9 comentários:

Anônimo disse...

É óbvio que somente a perícia técnica poderá emitir um laudo confiável sobre as causas do acidente, mas certamente uma ação primária e extremamente obrigatória (item de pré-voo) será questionada : Foi realizada a drenagem do(s)tanque(s) de combustível? ???

Anônimo disse...

Enquanto políticos usam avião da FAB para passeio, militares têm que fretar avião particular para missões. Pode-se entender isso?!

Anônimo disse...

Verdade!!!

Anônimo disse...

O que é mais barato? Usar avião da FAB ou fretar anv particular? Tem algo estranho aí.

Anônimo disse...

Possivelmente a investigação verificará tb o peso na decolagem, pois 5 homens, bagagens, combustível e pista curta levam a esta primeura indagação, além de outros fatores como vc falou: pane de motor, flaps e compensadores na posição, meteorologia, fadiga do piloto, etc.

Anônimo disse...

Na Bda Pqdt por muitas vezes locamos aeronaves civis para cobrir a deficiência da FAB. É como locar um ônibus para uma viagem de instrução, situação comum no EB.

Anônimo disse...

Quem não tem... não faz trato com...
Nos EUA, há integração entre as Forças Armadas. É comum ver-se nas bases militares prédios de todas as outras forças, por exemplo, numa base da USAF ( Força Aérea deles) existem prédios da Marinha e do Exército. Isto é que é integração!

Anônimo disse...

Dependendo de fatores como :tipo de missão, qtde de militares a serem transportados,disponibilidade de aeronaves e horas de vôo disponíveis das aeronaves militares,fica valendo o mais barato ou o que for possível (no caso ,o fretamento )para não comprometer a missão! Quanto aos políticos, a FAB é uma instituição pública federal e está sujeita a ter suas aeronaves do GTE (Grupo de Transportes Especiais) usadas por políticos de má fé (será que fui redundante ?).

Karthika Shree disse...
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