14 de julho de 2016

A Venezuela, as Forças Armadas e o mea-culpa do PT

A matéria é sobre a crise na Venezuela, mas permite entender com mais clareza a frustração da esquerda bolivariana tupiniquim, expressa na Resolução do Partido do Trabalhadores de maio deste ano, a qual afirma:
"Fomos descuidados [...] em modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista;"
Se as Forças Armadas brasileiras - de fato! - transformaram-se no 'Severino' da Nação,  por outro lado mantiveram a solidez necessária para que a ideologia esquerdista não ultrapassasse o muro dos quartéis.
Leia e entendam o que poderia ser o Brasil de hoje, se o projeto das esquerdas latino-americanas - by Foro de São Paulo -1990 - tivesse seguido adiante.

Venezuela
Maduro se apoia em militares em meio ao caos econômico
Forças Armadas vão fiscalizar carga nos portos e distribuir comida
Caracas (AFP) - Os militares venezuelanos ordenam filas nos supermercados, custodiam caminhões de alimentos e cultivam. Agora, vão fiscalizar a carga nos portos e distribuir comida. O presidente Nicolás Maduro se apoia nas Forças Armadas para mitigar a grande escassez.
Na noite de terça-feira (12), Maduro deixou os cinco principais portos do país sob comando de uma autoridade militar, como parte de um enorme deslocamento de soldados para a recém-lançada "Missão de Abastecimento Soberano", a cargo do próprio ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López.
Acompanhado do general do Exército, Maduro disse que, na segunda-feira, primeiro dia de aplicação de um plano de fiscalização em portos e empresas de produtos básicos, observou-se o "caos", o que favorece "a corrupção".
Entre dezenas de caixas de frango que circulavam para serem empacotadas, o general Pedro Álvarez garante que tudo é verificado: qual tipo de matéria-prima chega às empresas, a capacidade instalada e de armazenamento, a quem se dirige o produto final e a quais estabelecimentos comerciais ele chega.
— Caso se esteja desviando, nós tomaremos medidas bem severas. São as instruções. Estamos fazendo uma verificação dos estoques, das máquinas — explica à imprensa o comandante da zona de defesa do estado Miranda (centro).
Maduro, que enfrenta uma baixa popularidade, espera que os militares ponham ordem à distribuição de mercadorias e reduzam a enorme escassez de mais de 80% nos alimentos e medicamentos, que gera angústia nos venezuelanos e provoca longas filas nos supermercados.
— O governo deve governar os portos: saber o que entra, saber o que sai, saber o que está ali e saber para onde vai, É uma guerra. Por isso, foi colocado o comando das Forças Armadas à frente da guerra, como deve ser — afirmou o vice-presidente Aristóbulo Istúriz, em um fórum sobre economia.
Como suporte jurídico às medidas de intervenção, o governo anunciou nesta quarta-feira a extensão, por 60 dias, do estado de exceção diante da emergência econômica, que Maduro decretou em janeiro e já prorrogou em três ocasiões.
O governo socialista assegura que os produtos são desviados para o contrabando e a revenda. O governo atribui essa situação a uma "guerra econômica" de empresários e da oposição para derrubá-lo.

"Dividir o que não tem!"
Analistas e empresários asseguram, entretanto, que o problema é a produção, como consequência do controle de preços e da falta de dólares para importar, considerando-se o rígido controle cambial que existe desde 2003.
— Isso é dividir a escassez, dividir o que não tem. É impossível que resolvam o problema se não aumentarem a produção — disse à AFP o economista Luis Vicente León, da Datanálisis, referindo-se ao que chamou de "desastre econômico".
Golpeada pela queda dos preços do petróleo, a Venezuela também sofre com a inflação mais alta do mundo: 180,9% em 2015, e 720% em 2016, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI).
— Estamos enfrentando uma guerra. Não tenho dúvida de que, por isso, o general Padrino está assumindo novas responsabilidades (...) saberá como batalhar — disse nesta quarta-feira o ministro da Agricultura, Wílmar Castro, um dos dez militares que integram o gabinete de 30 ministros.
Segundo Maduro, a iniciativa privada controla 93% da distribuição de produtos básicos e - afirmou - está "pulverizando" todo o sistema com o acúmulo e a especulação.

"Um enorme disparate!"
Com seu plano, Maduro ordenou que todos os ministros se subordinem a Padrino López, que agora se tornou um dos homens mais poderosos da Venezuela.
— Subordinar toda a estrutura do Estado a Vladimir Padrino traça o caminho da Venezuela: o diálogo para a transição será com os militares — opinou a especialista em assuntos de segurança, Rocío San Miguel.
O presidente do Parlamento, Henry Ramos Allup, considerou um "enorme disparate entregar aos militares a última etapa dessa tragédia".
"É uma vergonha", ressaltou o opositor.
Padrino López, um militar de 53 anos com fama de fidelidade ao chavismo, diz que não se trata de militarizar a economia, mas de levar "ordem e disciplina" em meio à "guerra econômica".
Com 165.000 homens, 25.000 na reserva e outros milhares da chamada Milícia Popular, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) está, atualmente, no comando de ministérios-chave, como o da Fazenda, o de Alimentação e Terras, o de Pesca e Aquicultura, Energia Elétrica e Moradia, entre outros.
Em fevereiro passado, Maduro criou uma companhia militar de mineração, petróleo e gás, que se somou à lista de empresas controladas pela FANB, como um canal de televisão, um banco, uma montadora e uma construtora.
ZERO HORA/montedo.com

9 comentários:

Anônimo disse...

Senhores, é simples: Lá, ideologicamente os militares apoiam os governos de esquerda, aqui, as pobres e esfarrapadas e mal pagas praças gostam de apoiar a direita da casa grande. Simples assim.

Anônimo disse...

Tudo falido.

Falta até papel higiênico kkkkkkk

O povo brasileiro escapou da escassez de comida e eles os comunas espertos com os bolsosos cheios de grana dos roubos. Iam quebrar o Brasil e quase conseguira. Paredão neles, afinal lá nos paises que eles admiram é assim ou não !

Lá, as cadeias estão com os seus porões cheios de politicos da oposição.

Vão arder no marmore do inferno Petistas malditos.

Anônimo disse...

Não tem grana para dar um reajuste decente, mas o PT maldito, financiava ... leia lá ... 14/07/2016

http://diariodopoder.com.br/coluna.php

Orgulho inadimplente
A organização da Parada do Orgulho Gay de SP está inadimplente com o governo federal desde 2008 quando recebeu R$300 mil para o evento. Ainda assim levou R$250 mil, em 2009, e R$300 mil, em 2010.

Anônimo disse...

"Senhores, é simples: Lá, ideologicamente os militares apoiam os governos de esquerda, aqui, as pobres e esfarrapadas e mal pagas praças gostam de apoiar a direita da casa grande. Simples assim."

Pensamento clichê e retrogrado.

Léo disse...

CARACAS!!! Imaginem se a esquerda tivesse conseguido mudar aqueles currículos??? As Forças Armadas hoje, certamente, receberiam vencimentos muitos inferiores às Polícias Militares, Corpos de Bombeiros Militares, Polcícia Rodoviária Federal, Polícia Civil do Sergipe, do DF, Goiás ,Paraná,Minas Gerais, ,Piauí...etc,etc,etc etc..Agências Reguladoras,Poder Judiciário, Poder Legislativo...O que a esquerda queria mesmo era ver as praças, não os generais, pegando em armas- e atentarem contra a segurança nacional, como ocorreu em 1964, com o Sr Leonel de Moura Brizola incitando os Sargentos.As nossas praças de hoje estão em um nível intectual anos-Luz para cair nesse papo-furado.Sabe o que fazem?Estudam,estudam e estudam.E estão saindo cada vez mais para aquelas profissões supracitadas.

Anônimo disse...

Senhores, é simples: Lá, ideologicamente os militares apoiam os governos de esquerda, aqui, as pobres e esfarrapadas e mal pagas praças gostam de apoiar a direita da casa grande. Simples assim.

[2]


Almirante Aragão vive!

Anônimo disse...

Tudo em que o PT se espelhou, elogiou e queria copiar, desmoronou de vez.Na verdade era apenas fachada para continuar a enriquecer os "cumpanheiros" da pirâmide petista. Agora veremos vários petistas de carteirinha sair de mansinho, se fazendo de arrependido só para tentar escapar do naufrágil.

justamente disse...

A diferença entre as Forças Armadas Venezuelana e as brasileiras são outras. A revolução bolivariana surgiu dentro das tropas de elite Venezuelanas, o Chaves era paraquedista e oficial das FA. Ou seja, conta com o apoio da cúpula das FA. A única similaridade com o Brasil foi com o movimento tenentista de Prestes em 1922 que não deu certo

Anônimo disse...

Não seja idiota sujeito. Lá o militar e primovido por sua posição ideológica. Assim ele atinge postos que jamais cosseguiria em situação normal e ai fica devendo pro resto da vida.

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