19 de julho de 2016

Começando o dia com bom humor...

Histórias de Quartel
Por Ruben Barcellos de Mello

O dono das luvas
O sargento Pires Ávila trabalhava na fiscalização, cujo chefe era o capitão Mariano Mendonça. O capitão já tinha recomendado que nenhum material particular deveria ser colocado sobre o balcão, mas dentro das gavetas. E todo o mundo tava sabendo das ordens. O capitão chegou na seção, colocou suas luvas em cima do balcão e foi ao cassino tomar café. Quando voltou viu as luvas e falou:
- Eu já avisei que não quero saber de material em cima do balcão.”
E dito isso, jogou as luvas na caixa do lixo.
Chegou Pires Ávila e colocou suas luvas ao lado da máquina de escrever. Logo o clarim tocou formatura e Mariano Mendonça saiu catando suas luvas que, tinha certeza, estavam na seção. Viu as luvas de Pires Ávila e pensando que eram as suas, calçou-as, sob o olhar zombeteiro do legítimo dono.
- O que você quer, sargento?
- O senhor pegou as minhas luvas, capitão, respondeu Pires Ávila.
- Mas e as minhas?
- As suas eu não sei. Mas tem um relaxado aí que jogou umas luvas na caixa do lixo.
Mariano Mendonça foi até o lixo, pegou as luvas, experimentou e disse:
- Se o dono procurar, diz que elas estão comigo.
Pires Ávila só balançou a cabeça. Dez minutos depois, todo o Regimento sabia da história, inclusive eu que odeio fofoca...

7 comentários:

Anônimo disse...

Figuras assim fazem a rotina ficar mais "suave". Conheci um, famoso por ser "mão de vaca" e só ia para o expediente na condução dos oficiais. Comprou, finalmente, um carro e resolveu ir nele para mostrar. Quando retornou para casa ao final do dia, acionou as equipes de segurança para uma ocorrência: tinham roubado o carro dele da garagem da casa da vila militar. Depois de muita confusão, lembraram a ele que ele tinha ido no carro para o expediente e, pelo costume, voltou na condução oficial. Ele fez outra parecida quando chegou em casa e não tinha energia. Acionou o técnico eletricista do destacamento para descobrir a "pane". Ele não deveria fazer isso, mas era oficial e havia um eletricista no trabalho, então, exerceu seu "poder".Ao chegar na casa dele o técnico viu que não era pane e sim falta de energia na rua toda. Tem mais,mas vou deixar para depois.

Anônimo disse...

Servi numa OM q substituiu o termo bisonhando por ramirando... Pois um certo Ramiro, oficial,era bisonho até o talo. Certa vez ele comandou seu Pelotão num ataque a uma cota, depois só queria saber o dono do fuzil e capacete deixados para trás. Chegou a chutar o capacete na lama... Adivinhem de quem era! De outra feita, tava estava esbravejando "quem pegou o GPS?" e todos rindo, eu disse: tá na sua mão!

Jozinaldo Freitas disse...

No 71 BI Mtz, ano de 1984, o Sgt Heleno, colocou o Pelotão em forma e logo notou um poncho no chão. Saiu revistando todas as mochilas e bradando : quem foi o voador que perdeu o poncho? Após inspecionar todas as mochilas dos Cabos e Soldados não consegui descobrir "o voador". Um soldado falou: Sgt o senhor verificou sua mochila? Foi aí que ele descobriu quem tinha perdido o poncho e falou: o voador sou eu. Depois sempre se ouvia a frase:o voador sou eu.

Jozinaldo Freitas disse...

Leonel Aparecido Trivelato, era Sgt Temp de Engenharia e quando foi para a Escola de Sargento fez o curso de Comunicações. Nas suas rondas, quando o Sentinela perguntava: Quem vem lá? Ele respondia sempre: É o ronda porra! Hoje, ainda, quando encontro algum militar daquela época sempre é comum se ouvir a famosa frase: É o ronda porra! Trivelato e Capitão QOA.

Anônimo disse...

Mais uma: No sudoeste da amazônia, quando foram fazer uma operação militar usando vários caças, inclusive os velhos MIRAGE, foi necessário instalar uma "barreira", que usa umas fitas resistentes para segurar a aeronave no final da pista, em caso da falha dos paraquedas e freios.Como os pilotos dos MIRAGES disseram, só tinham uma chance de pousar, caso contrário, arremetiam e jogariam a "jaca" voadora no rio, pois não teriam combustível para novo procedimento de pouso. Durante a instalação da barreira e testes, um OF engenheiro local veio perguntar se a barreira era de concreto. Os que estavam presentes se olharam e explicaram que a finalidade era segurar o avião e não destruí-lo.

Anônimo disse...

No início dos anos 2000 um certo major residia numa vila militar (um prédio de apartamentos num bairro nobre numa capital do nordeste) e próximo a essa vila existia uma banca de jornais, acho que distante uns 800 metros. Pois bem, certo dia estava ele retornando de carro para casa e resolveu parar na banca para comprar cigarros. Estacionou o veículo na frente da banca e aproveitou para olhar algumas revistas. Alguns minutos depois foi andando para a casa, como fazia sempre que ia a tal banca, esquecendo o veículo lá atrás. Ao chegar no prédio, cumprimentou o soldado que estava de serviço na recepção e subiu para o seu apartamento. Minutos depois, desceu e foi em direção à garagem de onde voltou feito um louco gritando e chamando o soldado. Começou a dar "mijadas" no soldado, que tinha permitido ladrão entrar no prédio e roubar o carro dele. "Cadê meu carro, soldado", "como você vai pagar esse carro agora". Bem o coitado do soldado não conseguia dizer nada, só tremia, sem entender nada. E cada vez que o major "berrava", chamando o próprio soldado de incompetente e até de cúmplice de ladrão, mais gente aparecia.

Eis que um tempo depois, após o major já ter acionado o oficial de dia e ligar para o comandante da OM do soldado, aparece o dono da banca de jornais que como já ia fechá-la foi avisar que o major tinha deixado o carro lá diante da banca e não ia ficar ninguém lá para "olhar" o carro.


Agora, alguém acha que o major pediu desculpas ao soldado pelo engano e humilhação? Claro que não.

Anônimo disse...

No glorioso 9º RCB, São Gabriel-RS, tinha um sargento QE do meu esquadrão que era analfabeto "de pai e mãe". Quando ele estava de serviço, ele escalava o Cabo-de-dia ou um soldado para fazer o livro e ele ia ajudar a varrer as dependências do Esquadrão. Numa certa ocasião, esse sargento foi escalado para fazer consertos no "Campo da Reúna", que era o campo de instrução da região. Escalaram também uns 10 soldados para auxiliar esse sargento. Passadas umas duas semanas, o Comandante e seu Estado-Maior foram ver como estava andando o serviço no Campo da Reúna. Ao chegarem, o Sargento veio recepcioná-los e o Comandante lhe perguntou: "E aí Sgt fulano, como está o serviço e como estão trabalhando os soldados?"
O Sargento esse, iletrado, respondeu ao Cmt: "Tão virados nuns "Oficiais", Coronel". E o Cmt perguntou-lhe: "Como assim, Sargento?"
No que o Sargento lascou: "Tão virados nuns "oficiais", Coronel, não querem fazer nada, esses vagabundos".
O Cmt e seu Estado-Maior ficaram perplexos e não sabiam se riam ou ficavam brabos com o sargento.

Arquivo do blog

Compartilhar no WhatsApp
Real Time Web Analytics