7 de julho de 2016

Indígenas vetam e governo descarta nomeação de militar para a presidência da FUNAI

Governo descarta nomeação de militar para a presidência da Funai
Lista com indicações, algumas feitas inclusive por indígenas, está sendo estudada para que o escolhido seja capaz de acelerar pendências do setor
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse, nesta quarta-feira, que o governo está à procura de um nome que possua "histórico de diálogo" com as comunidades indígenas para presidir a Fundação Nacional do Índio (Funai) e descartou a indicação de um militar para o posto.
O governo estuda uma lista de indicações, algumas feitas inclusive por indígenas, para que o escolhido seja capaz de acelerar as pendências do setor quanto a demarcações e mandados de segurança para trazer "tranquilidade" às comunidades.
Um dos indicados para presidir a Funai foi o general Sebastião Robero Peternelli, por sugestão do PSC. No entanto, Moraes adiantou que o militar não será o escolhido.
— Não será ele o presidente da Funai. Nós já estamos em negociação com outro tipo de perfil, que já tenha histórico de diálogo com todas comunidades indígenas — ponderou o ministro.
Moraes e outros integrantes do governo receberam nesta tarde, no Palácio do Planalto, seis representantes das etnias Tumbalala, Tupinamba e Pataxó, da Bahia, após um protesto dos indígenas em Brasília.
De acordo com o cacique Aruã-Pataxó, o governo assumiu o compromisso de não nomear um militar para o cargo.
— A gente passou tempos de horrores na ditadura militar, quando vários indígenas foram assassinados — lembrou.
Segundo ele, os ministros também se comprometeram a não cortar cerca de 100 cargos na Funai que estavam ameaçados, e a demarcar as terras indígenas de Barra Velha, Tupinambá de Olivença e Tumbalalá.
Segundo o cacique Pataxó, as comunidades vêm "sofrendo na pele" a falta de decisão política referente às questões indígenas.
— A gente espera que haja um diálogo franco com o novo governo para resolver os problemas, e não enrolar a gente mais uma vez — disse o indígena a jornalistas, após o encontro.

Presidente indígena
Para o ministro da Justiça, a indicação de um indígena para a presidência da Funai esbarra na diversidade dos povos.
— Até agora os nomes indicados pelas comunidades indígenas acabam parando neste obstáculo: a falta de um diálogo maior com todas as comunidades indígenas. Isso pode levar a um acirramento na demarcação.
À Agência Brasil, porém, o cacique Aruã-Pataxó disse que é possível sim chegar a um acordo entre os povos para indicação de um índio para o comando da instituição.
— Acho que é possível as etnias chegarem ao consenso sobre o nome de um indígena para ocupar o cargo, desde que tenha perfil técnico, conhecimento na área, compromisso com a causa indígena e currículo em gestão pública.
ZERO HORA/montedo.com

15 comentários:

Anônimo disse...

Atenção ao que disse o cacique Aruã-Pataxó: " — A gente passou tempos de horrores na ditadura militar, quando vários indígenas foram assassinados."

Vejam se esse discurso se coaduna com o que as Forças Armadas fazem em prol dos indígenas nas áreas mais inóspitas desse Brasil, nas áreas que os servidores civis da FUNAI não vão. Esse indígenas tem mais é que se F... nas mãos dessa FUNAI.

daniel camilo disse...

Pela frase dita pelo cacique dá para notar que são índios com ideologia esquerdista. Se esse cacique realmente conhecesse o trabalhos das Forças Armadas em prol dos ribeirinhos e dos índios que habitam em regiões inóspitas, não diria essa barbaridade.

Anônimo disse...

Interessante,
Nosso EB se ferra na mata (fronteira) trabalhando em prol da família indígena ai vem um PTralha desse falar em horror. Com toda certeza esse cidadão NÃO conhece nossa atuação em prol do CIDADÃO brasileiro. Inclua nesse ROL o verdadeiro ÍNDIO. Abraço a todos que pertence a uma etnia.

Anônimo disse...

Cadê a medalha corpo de tropa do General ??? Por que será que ele não têm essa medalha ??? Chega ser vergonhoso um militar ter em torno de 40 anos de serviço e menos de 10 anos passados em OM de tropa !!!!

Anônimo disse...

kkk, uma força armada que nao cuida nem dos seus milicos, vai cuidar de indios!

Anônimo disse...

Esse general já foi cacique aqui da minha tribo, e não fez nada pela indiada. É gente boa, mas nada além disso.

Anônimo disse...

mais um político que ia ser colocado num cargo político, sem conhecimento técnico nenhum.

Anônimo disse...

Até esse cacique desconhece o trabalho das Forças Armadas no amparo aos trabalhos da FUNAI e, em muitos locais, só contam com os militares. Mas esses, não estão lá em Brasília e sim os que recebem "ajuda" e dominação esquerdista. Coloquem, então, um indigenista, que certamente, vai viver pedindo ajuda das Forças Armadas e sendo esquecido pelo governo central.

Anônimo disse...

Que governo?

Anônimo disse...

Medalha? Faz alguma diferença possuir medalhas neste exército?

Anônimo disse...

É meu broder, visto o MIC, ai deve está uma joia

Anônimo disse...

Pra quem conhece o nobre general... sorte dos índios.

Anônimo disse...

Menos um no cabide de emprego do governo, foi para a reserva que vá curtir a reserva e que não mais amole os que trabalham dia a dia, vá curtir e de espaço para os que ficam...
Acho super errado um país que diz que existe desemprego querer aumentar a idade de aposentadoria e ainda ficar pegando reformados e aposentados para PTTC e trabalho no governo entre outros lugares, que de oportunidades aos jovens com ideias novas e que estes aposentados vá descansar e aproveitar a aposentadoria.

Anônimo disse...

... Se for um militar tem que ser um Sargento Juruna. Por que General? Esses caras 0 Generais) só querem uma boquinha.

Anônimo disse...

Colocar militar para a FUNAI? Vai querer dar um cobre-alinha nos índios? É um setor complicado e tem que ser alguém com muito conhecimento dos problemas indígenas e comprometido, de corpo e alma,com o assunto. O general tá pensando que é igual a mais um posto de comando e depois ser transferido? As Forças Armadas dão apoio primordial à FUNAI, que sempre está com o caixa vazio,e acredito que o caixa dos militares não suporta mais nenhuma despesa extra.Alguém sem conhecimento profundo do assunto, geralmente quer assessores que conheçam e aí, lá vai mais empregos.

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