18 de julho de 2016

O Fantástico e sua 'Geni' da vez: a previdência dos militares


Como anunciado, o Fantástico da rede Globo apresentou ontem uma matéria sobre o sistema previdenciário brasileiro. Não por acaso, a questão dos militares ficou para o final da reportagem. Afinal, é a parte da qual a maioria dos telespectadores vai lembrar quando acordar hoje.
Dos treze minutos de exibição, extrai duas afirmações que considero mais relevantes para o tema:

"O sistema da Previdência dos militares também será objeto de avaliação, só não será junto com o sistema geral, nem com o servidor público comum." Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil.
- Essa é uma expectativa - quase certeza - que todos temos. A principal alteração que se avizinha deverá ser o aumento do tempo mínimo de permanência na ativa dos atuais 30 para 35 anos de serviço.


"Essa pensão para as filhas foi extinta na última reforma do sistema de aposentadoria dos militares, mas só para que ainda não estava no sistema. Isso significa que se um militar, que já estava na ativa, daqui há dez anos por exemplo, tiver uma filha,essa menina já vai nascer com o direito de receber a pensão após a morte do pai, pelo resto da vida dela." Sônia Bridi, repórter da Globo.
- Aqui, uma omissão grave: a jornalista esqueceu de dizer que só terão direito a pensão as filhas dos militares que, após a edição da MP do Mal, em dezembro de 2000, optaram por seguir contribuindo com mais 1,5% para a Pensão Militar, além dos 7,5% obrigatórios.
Numa segunda-feira em que, certamente, o alvo da indignação seletiva da Nação será a previdência militar, decidi republicar o texto a seguir, que postei no blog em junho de 2011. Confira:

A Previdência dos militares

Gerhard Erich Boehme (*)
gerhard@boehme.com.br
No caso específico dos militares, desde os primórdios das Forças Armadas no Brasil, os militares, enquanto vivessem, recolhiam contribuições voluntárias, quer tivessem filhas ou não, para beneficiar a viúva e as filhas em caso de seus falecimentos. Esse sistema era chamado de Montepio Militar.
Em 1960, o Governo resolve incorporar ao Tesouro os fabulosos recursos do Montepio Militar (que era propriedade privada dos militares) e, a título de compensação, assume o compromisso de pagar a pensão militar em substituição ao Montepio. Saliente-se aqui que o Governo fez excelente negócio: incorporou uma fortuna ao Tesouro e comprometeu-se em desembolsar suaves prestações, ao longo dos anos, no pagamento de pensões.
Esse pagamento era capitalizado pelas contribuições dos militares que deixavam para suas esposas e filhas os valores de 20 vezes a contribuição no caso de falecimento normal, 25 vezes no caso de falecimento em serviço e 30 vezes no caso de morte em campanha (guerra).
Com o advento da Constituição de 1988, outro golpe foi aplicado em cima dos militares. É oferecido pelo governo, assim como para os funcionários civis, o pagamento da pensão integral na graduação ou posto do militar no momento de sua morte. Essa proposta resolvia os problemas das necessidades das famílias enlutadas, mas, em sua estrutura, escondia um ardil contábil: as contribuições dos militares aumentaram desmesuradamente.
Em 29 de dezembro de 2000, nova alteração, e claro, mais um golpe. A contribuição aumenta mais (pensão para a esposa 7,5%, pensão para a filha 1,5% e fundo de saúde 2,7% dos vencimentos totais, perfazendo um total maior do que o recolhido pelos funcionários civis) e a obrigação de continuar esse recolhimento na inatividade (os militares são os únicos funcionários federais nessa situação). Esses fatos fazem com que os militares recolham as contribuições, em média, por mais de cinqüenta (50) anos.
Apesar de tudo, o governo, tendo pleno conhecimento de toda essa realidade, não a divulga. A população do País ainda enxerga em cada militar um privilegiado, não raro exposto à execração pública. Onde o privilégio fica difícil de apontar (sem lembrarmos a penca de vicissitudes enfrentadas pelos militares ao longo da carreira) e o fato de que a grande maioria dos países do mundo possui um plano diferenciado de aposentadoria, com alguns privilégios, para os seus militares (no Brasil, a aposentadoria dos militares também é diferenciada: é pior do que a dos funcionários federais civis, que nada mais pagam ao se aposentarem com vencimentos integrais).
Materializando essa situação, hoje, é mais ou menos assim: um coronel, após mais de 50 anos de contribuição, (isso acontece em todos os postos ou graduações) contribui com R$ 960,00 mensais e, ao falecer, deixa uma pensão de R$ 8.000,00. Se essa retribuição fosse feita pelo critério anterior, ou seja, de 20 vezes o valor da contribuição, esse valor subiria para R$ 19.200,00. Um valor 120% maior. Em um plano de capitalização particular, durante 50 anos, essa importância seria consideravelmente maior.
Na nova reforma em gestação, novas perdas, com certeza, virão. Não temos sindicatos para defender os nossos interesses e não podemos fazer greves. Somos disciplinados e patriotas. Infelizmente, os bravateiros são insensíveis e só conhecem os argumentos calcados na força.
Desse rápido estudo fica claro que o Governo, para resolver seus problemas de caixa, aplica seguidos golpes em cima dos militares. Nessa seqüência, é plausível prever, num futuro próximo, o seguinte golpe: vamos matar todos os militares reservistas, reformados e os seus dependentes, pois esses velhinhos só dão prejuízos!
Agora vamos pensar nas aposentadorias milionárias dos terroristas e assassinos que agiram sorrateiramente nos tempos da “Ditadura Militar” (1964-1985), os quais sabiam a quem e por conta de quem lutavam, seguramente não a favor dos brasileiros, queriam aqui nos impor uma DITADURA REAL, tal qual a que existiu na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e ainda existe em Cuba.
Privilégios e benefícios são almejados por todos, e não custa lembrar um notório liberal francês e habilidoso por desmascarar as propostas socialistas surgidas na França na primeira metade do Século XVIII, que com sua frase foi sábio: “O Estado é a grande ficção através da qual todo mundo se esforça para viver à custa de todo mundo.” (Frédéric Bastiat)
(*) Gerhard Erich Boehme é perito criminal pela Polícia Técnco-Científica do Estado de São Paulo, consultor em gestão organizacional, professor universitário e consultor/pesquisador na área de implantação e implementação de Conselhos Comunitários de Segurança.
Portal Militar/montedo.com

53 comentários:

Anônimo disse...

15/07/2016 12:06:38
Aposentado com mais de 60 anos fica fora da revisão

http://odia.ig.com.br/economia/2016-07-15/aposentado-com-mais-de-60-anos-fica-fora-da-revisao.html

Anônimo disse...

Amigos, a verdade a muito deu baixa, percebam o mudismo dos chefes, lembrem que de onde menos se espera não vem coisa nenhuma, esta tudo contaminado por dentro e por fora.
Percebam,tb, o oportunismo pois, parece sob medida, no primeiro bloco do programa elogiaram as forças policiais, depois atacam uma parcela de militares, pois a pensão é só para uma parte, mas não dizem, velhos, dividir as ffaa entre jovens e mais velhos???
E logo após o "turco circuito"??????

Anônimo disse...

Certamente os Cmt das 3 FFAA vão se manifestar e no caso do EB, o CComSex vai esclarecer.

Quem viver verá.

Anônimo disse...

Isto está parecendo coisa de ptista! Não merece nem maiores comentários.

Anônimo disse...

O inimigo veste Verde Oliva (V.O).

Se houver qualquer tipo de alteração, como, por exemplo, aumento do tempo de serviço para 35 anos, a iniciativa CERTAMENTE partirá das próprias Forças Armadas. Foi isso que ocorreu com a Medida Provisória 2.215/01.
Abre-se mão de direitos alheios, pois os membros do Alto Comando já têm direito adquirido, em troca da manutenção do status quo, ou seja, para que eles não sejam atingidos por eventual reforma (ainda que isso nem esteja sendo cogitado).

Na MP 2.215/01, abriram mão do posto acima, LE, adicional de tempo de serviço em troca de se manter a pensão da filha, já que aqueles direitos eles já os tinham todos garantidos e a pensão da filha poderia ser retirada.

Depois de cederem os direitos alheios (da tropa), ainda conseguiram "em troca" o adicional de permanência: 5% no posto de coronel; + 5% general de brigada; + 5% general de divisão e +5% como general de exército (20%).

Hoje, eles têm medo que lhes retirem a integralidade e paridade entre ativos e inativos. Para manter o status quo, É POSSÍVEL E PROVÁVEL que deem de bandeja a alteração do tempo de serviço de 30 para 35 anos de serviço.
Contudo, essa possível quebra de paridade é uma viagem na maionese ou um cagaço exagerado, como se diz no quartel.

Se pegarmos como parâmetro os servidores civis, a Emenda Constitucional nº 41/01, que acabou com a paridade e integralidade, estabeleceu que isso só valeria para os novos servidores, quais sejam: aqueles que entrassem no serviço público após a edição dessa Emenda, portanto, depois de 2001.

Por simetria, caso hipoteticamente quisessem alterar esses pontos para os militares, era só negociar para que isso se desse nos mesmos moldes que foram estabelecidos para os servidores públicos civis, de forma que valesse somente para quem entrassem a partir de então nas Forças Armadas.

Mas não! Eles não estão nem aí com os demais militares. Se algum dos membros do Alto Comando resolve se achar mais esperto que todo mundo e alucinadamente imagina que o governo quer acabar com a integralidade, espalha o boato e aí o velho caldeirão é acionado.

Como não temos sindicatos, associações ou representação parlamentar, nos cabe, tão somente, confiar e acreditar que o Alto Comando não olhará somente para seu umbigo e agirá com inteligência para defender a classe militar como um todo.

Dá nojo e gera revolta, mas, infelizmente, é isso que temos. Por causa de coisas desse tipo, que muitos militares, quando vão para a reserva, se recusam a adentrar em um qualquer novamente.

Anônimo disse...

Existem muitas situações no Brasil que são LEGAIS mas não são "morais". Como exemplo, temos as aposentadorias dos parlamentares após "exaustivos anos de trabalho".Se for querer só as MORAIS, os parlamentares não teriam direito a aposentadorias pois não são classe de trabalhadores e se candidatam porque querem, para prestar serviços à comunidade.Se as administrações publicas não conseguem trabalhar para se manterem sem entrar no "vermelho", não podem olhar só para os militares como exemplo de "imoralidade".O universo previdenciário civil é imenso e tem muita falcatrua e aposentadoria indevida.Se fossem fazer uma administração responsável,com fiscalizações sérias, garanto que o déficit não seria astronômico. Não adianta querer comparar o Brasil com países europeus, onde, por aqui só cria-se impostos e mais impostos e sem nenhum resultado positivo. Em relação às filhas "viúvas", pode parecer "imoral", incorreto, mas está ou estava dentro das regras vigentes, apesar do meu filho não ter direito a isso e não optei por pagar e ter uma filha. No caso do Brasil, podem inventar mais uma duzia de impostos para tentar tampar esse buraco que não vai dar certo.

Anônimo disse...

Qual militar atual não gostaria que sua(s) filhas e/ou filhos tivessem o mesmo direito? Não pagam um extra por isso? As filha(s) são obrigadas a ficarem pra "titias" para sempre, caso contrário, perdem o benefício? É um "sacrifício", que para os dias de hoje não é tão sofredor assim.Existe uma fiscalização para essa situação ou só quando aparece uma denúncia?

Unknown disse...

Sou controlador de voo ,na época da crise dos controladores , Generais,Almirantes e Brigadeiros gritaram, berraram e bateram na mesa na frente dos ministros de lula para não tirar os controladores da FAB.Agora é a hora de fazerem o mesmo contra esta palhaçada de reforma nas nossas aposentadorias e contra estes salários injustos que recebemos, Excelências gritem e berrem contra estes ministros da mesma forma que fizeram em 2007.

Anônimo disse...

Senhor Montedo; Me corrija, por gentileza, se estiver errado:

- Pelo que assisti, as duas filhas pensionistas de um Tenente Coronel não tinham convicção de suas pensões eram justas, quando perguntadas pela repórter.

Garanto a todos que se as pensionistas em tela fossem filhas de um sargento, ou praça em geral, responderia sem titubear, que toda entrega e sofrimento de seu pai, justificam as pensões, sem mencionar o devido amparo legal.

Concluindo, pelo que assisti e ouvi, as filhas do Tenente Coronel não acredita que a pensão deixada por seu pai não justifica seus serviços prestados a nação.

De duas uma! Ou elas são COMUNISTAS ou são muito honestas.

Paranoense

Anônimo disse...

Só esclarecendo, as filhas de militares que recebem pensão militar PODEM se casar que não perderão seus benefícios.

No passado, até houve uma alteração legislativa prevendo que a filha deveria ser solteira, todavia, houve uma decisão do STF que julgou a lei inconstitucional. O motivo não era se deveria ser solteira ou não, acho que foi alguma inconstitucionalidade formal.

Anônimo disse...

kkkkkkkk, vao pedir ajuda ao deputado Jair Bolsonaro Presidente 2018.

Anônimo disse...

Esta sim é uma opinião coerente, sensata e com profundo conhecimento sobre a questão. Eu mesmo, militar com mais de 30 anos de efetivo serviço, não possuía todas essas informações. Agora, fica um bando de gaiato dizendo ser contra, só por ser do contra. Não conhece a fundo a assunto e fica se deixando levar pela onda do politicamente correto. Vou até copiar o texto, estudá-lo e guardá-lo para no momento oportuno em que que for questionado a respeito saber expressar a minha opinião com conhecimento de causa.

Alberto Figueiredo disse...

Os comandantes aceitam, calam-se, submetem-se.
A tropa passa necessidades, a força é sucateada, ladrões, assassinos imperam no país e a força, calada. Então como diz o ditado; se eu vou empurrando e você calado ou esta gostando ou é masoquista.

Anônimo disse...

O Anônimo de 11:07 tem toda a razão. Alguns que falam em nome da tropa decidem o futuro dos demais, abrem mão do direito alheio sem que haja qualquer contrapartida.

Anônimo disse...

Não confundam as coisas, pois uma coisa é a contribuição para pensão militar para a viúva e filhos menores de 21 anos (7,5%) e OUTRA COISA é a pensão (privilégio) para filhas (1,5%) em qualquer condição (idade e estado civil) e outra coisa completamente diferente é a contribuição para o fundo de saúde (3% no Exército).
Há um erro no exemplo de cálculo apresentado neste texto, pois considera o desconto na remuneração de um Coronel sobre o percentual de 12% (pensão militar+pensão para filha+fundo de saúde). Pois bem, a questão discutida é a pensão para a filha mesmo casada, com emprego e maior de idade, ou seja, trata-se de discutir se 1,5% da remuneração são suficientes para bancar uma pensão integral durante décadas. Neste caso do exemplo, o autor do texto deveria ter dito que o desconto que serve para resguardar o direito de pensão para filha é de apenas R$ 120,00 (1,5% de R$ 8.000,00) e não R$ 960,00, pois este último valor nos induz ao erro de achar que o militar desconta muito para manter a pensão para filha.

Anônimo disse...

Vamos ao exemplo mencionado no texto: um Coronel contribuindo com 1,5% (R$ 120,00) durante 50 anos (= 600 meses). Nem vou considerar que o Coronel contribuiu com valores menores quando estava em postos inferiores (Aspirante, 2ºTenente, 1ºTenente, Capitão e Tenente-Coronel), vou considerar o valor máximo de 1,5% somente sobre a contribuição sobre o posto de Coronel para facilitar os cálculos, pois se fosse considerar os valores menores o rasultado final seria menor, menos favorável à tese dos defensores da sustentação da manutenção da pensão para filha:
Vou considerar um investimento mensal de R$ 120,00 (1,5% de R$8.000,00), prazo de 600 meses (50 anos) e juros composto de 0,8% ao mês como rendimento. Resultado: R$ 1.787.362,50.
Agora dividirei tal valor pelo da remuneração de Coronel (R$ 8.000,00) e acharei o valor do número de parcelas mensais de R$ 8.000,00 que cabem dentro de R$ 1.787.362,50, ou seja, acharei o valor de 223,42. Dividindo esta último valor de parcelas por 12 (nº de meses do ano) chagarei ao nº 18 que representa a quantidade de anos que seriam suficientes para "consumir" os R$ 1.787.362,50 em parcelas mensais de R$ 8.000,00.
Vejam que mesmo usando um cálculo mais benéfico (sem considerar as contribuições de 1,5% menores nos postos inferiores) e usando uma remuneração de 0,8% ao mês (remuneração acima da poupança) foi possível demonstrar que o desconto de 1,5% não daria para bancar 19 anos de pensão para filha.

kelma Costa disse...

Falta de aviso não foi...ou coloquem representantes nas cadeiras decisivas ou continuem sofrendo esses ataques.

Anônimo disse...

Alguns colaboradores precisam dar uma papirada no Estatuto dos Militares e na Lei de Pensões de 1960, quem não renunciou ao previsto na citada Lei, ou seja paga mais 1,5% de pensão militar possui outros beneficiários da Pensão Militar e não só as filhas em QUALQUER CONDIÇÂO, ou seja as filhas podem se casar.

Silva Filho disse...

Quanto aos militares, todos esquecem que o militar contribui para sua previdência dele e da filha até o fim da sua vida e o pessoal do INSS quando se aposenta para de contribuir e isso é um erro. Tem que contribuir mesmo depois de se aposentar para manter o equilíbrio financeiro igual aos militares.

Anônimo disse...

O desconto de 1,5 % é somente para deixar a pensão para as filhas? Será? Observem o que está escrito no Art 31 da Medida Provisória "Fica assegurada ...a manutenção dos benefícios previstos na Lei no 3.765, de 1960, até 29 de dezembro de 2000.". Alguém sabe realmente quais SÃO os benefícios? Observem que está no plural.

Unknown disse...

Os dois cálculos tem erros grosseiros, mas no seu caso específico faltou calcular que o aproximadamente R$ 1,7 milhões continuarão a render após a morte do militar. 1% de 1,7 milhões dá 17 mil reais por mês, que sofrerá um abatimento de R$ 8.000,00 no primeiro mês.

Mediador disse...

Sem querer alongar...vc esqueceu que o R$ 1,7 milhões não ficarão congelados sofrendo abatimentos. Esse valor renderá mais de R$ 10.000,00.

Anônimo disse...

Os militares são diferentes e não se pode comparar com o restante do funcionalismo público. Quer comparar e equiparar ótimo. Paga então hora extra, salário família digno, auxilo transporte para todos, auxilo moradia, gratificação por rendimento de trabalho, etc. Quer um exemplo simples compara o que o soldado vai receber por dia nas olimpíadas com um soldado da força nacional...... É agora quer falar de aposentadoria, que por sinal nem existe, na verdade o militar vai pra reserva podendo ser acionado se precisar. Ah tá...

Anônimo disse...

Para quem está pagando, não precisa ficar para titia para manter o benefício. Vc está desinformado.

Anônimo disse...

Pois é Kelma, quando é que nós militares iremos nos conscientizar disso?

Anônimo disse...

Fechei minha opinião:quero também ser beneficiado por essa Lei; Também quero ficar de quarentena, recebendo sem trabalhar, com motorista e seguranças para poder andar nesse país em guerra; um cartão de crédito pago pelo governo; uma casarão para morar de graça; avião da FAB para passear e ter foro privilegiado. "Cabou", estou satisfeito só com isso.

Anônimo disse...

ESCLARECER E INFORMAR É DEVER DE COMANDO.

Anônimo disse...

http://odia.ig.com.br/economia/2016-07-18/auxilio-doenca-exige-12-meses-de-contribuicao.html

Anônimo disse...

tá certo, acho mesmo que deve ser revisado, se nós aqui fora ficamos até os 65 anos para ir com proventos integrais curtir a aposentadoria, por que não os militares?

Ex-2ºSgt hoje Técnico TRT-RS

Anônimo disse...

Volto a comentar.
Se não é conhecedor da causa ou especialista no assunto, por favor, não misture alhos com bugalhos......
O comentarista dos 600 meses, se liga, 50% da pensão para a esposa/companheira e os outros 50% para os filhos que preencham tal condição/requisitos previstos em lei. Na ausência destes casos o valor acumula para um dos lados e para as filhas somente se houver a contribuição do 1,5% que foi optado. Fiz me entender ou precisa desenhar.
Prosseguindo, num passando não tão distante militar não descontava Imposto de Renda. Como se vê cada vez criam mais novidades para empobrecer os marajás militares. Por gentileza me esqueçam por um tempo........
Caro Montedo, publique e por gentileza censure em seu blog certos comentários que não agregam nada. Por favor a quem tiver notícias sobre a MP 2215/01 quem não concedeu prazo de TRANSIÇÃO, se puder divulgue em matéria amplamente que será motivo justo para todos.
Grato!

Anônimo disse...

Ufa, ainda bem que, quem sempre retira meus direitos, são governos neoliberais e não populistas. Odeio quem pensa diferente da Globo, quer dizer, de quem pensa, perai, vai pra cuba ....

Anônimo disse...

Ao anônimo de 15:16h = Se você atingiu o valor de 1700000 como o montante total da economia para aposentadoria, bastaria conseguir um rendimento de 0,5% ao mês real (a grosso modo um título do tesouro direto que pague o IPCA mais 6% ao ano) que você poderia pagar 8500 às pensionistas por tantos anos quantos permanecesse de posse dos títulos, lembrando que eles têm vencimento no máximo até 2050.
Ou seja quando as filhas morressem o montante total que o pai delas economizou passaria todo para o tesouro.
Em outras palavras, se o nobre companheiro conseguisse amealhar 1700000 durante sua carreira este patrimônio, seria suficiente, mantidas as condições atuais de mercado para pagar a pensão de oito mil e quinhentos para seus descendentes por toda eternidade. Obviamente que neste caso estaremos imaginando o investimento em um título público que pague o IPCA mais 6% como hoje. Obs: conta de padaria, aproximadamente.

Antonio Carlos Mesquita do Amaral disse...


Devem rever essa vergonha de aposentadoria dos políticos, a pensão vitalícia e o escabroso e milionário plano de saúde também vitalício e pago com o dinheiro do trabalhador.

Anônimo disse...

Os 35 anos será uma maravilha para os generais, pois com certeza a aposentadoria compulsória demorará mais 5 anos a pegar aqueles que não foram para reserva por força de lei. Os que não largam o osso até o último momento poderão usufruir por mais 5 aninhos de todas mordomias reservadas a eles. Olha aí que beleza!!

Antonio Carlos Mesquita do Amaral disse...



No antanho alguém JÁ disse que "quem critica Generais não possui qualidade para comandar dois homens". Quanto aos 35 ou 40, 45 pouco influi aos Generais de último posto que sempre alcançam esse tempo.

Anônimo disse...

Aos que perguntam pela MP DO MAL, (2215/01), fiquem tranquilos que provavelmente ela agora seja retirada da gaveta, porque seria por "uma causa justa": retirada de mais direitos dos militares!

Anônimo disse...

Bom dia Srs.
O que sei de previdência me diz que o nosso sistema conforme a CF 88, é tripartite, assim como muitos mundo afora, baseado na contribuição do empresário do trabalhador e do governo, o que ocorre é que o governo não quer colocar a sua parte, a ela chama de deficit, para enganar a população, também há uma campanha de midia muito forte nesse sentido com expressões do tipo "rombo" e outras, ora se o governo não entrar com a parte dele haverá diferença com certeza. outra coisa que o governo interino fez foi extinguir o Min da Prev, concentrando tudo na Fazenda, para esses só interessa o cálculo contábil, colocar dinheiro do Tesouro nem pensar, por incrivel que pareça a previdência é superavitária, com o Tesouro fazendo sua parte claro. Outro "golpe" são as DRU, qais sejam, Desvinculação de Receitas da União, um mecanismo que permite ao governo federal usar livremente parte de todos os tributos federais vinculados por lei(Cf88) a fundos ou despesas. A principal fonte de recursos da DRU são as contribuições sociais, que respondem a cerca de 90% do montante desvinculado. na prática, permite que o governo aplique os recursos destinados a áreas como educação, saúde e previdência social em qualquer
despesa considerada prioritária e na formação de superávit primário. A DrU também possibilita o manejo de recursos para o pagamento de juros da dívida pública. Um golpe na previdência com certeza, há muito mais a se falar disso tudo, mas por ora fico por aqui.

Anônimo disse...

Se minha memória não falha, no Termo de Renúncia assinado na época consta que a opção de descontar 1,5% para ter direito à pensão é em caráter irrevogável. Assinamos uma espécie de contrato com a União, cumpra-se...

Anônimo disse...

Mais sobre previdencia:
A Previdência social beneficia cerca de 90 milhões de pessoas. Em 2015, a
previdência (urbana e rural) beneficiou diretamente quase 30 milhões de
famílias ou cerca de 90 milhões de pessoas (considerando uma família com
três membros). Atualmente, 86% dos idosos têm proteção na velhice. A
imensa maioria tem pelo menos a Previdência social como fonte de renda.
Isso explica o fato de que dificilmente vemos idosos pedindo esmolas nas
ruas. trata-se de um patamar bastante superior ao dos demais países da
América Latina e Caribe (que têm média de 53%) e muito acima de países
como México, Equador e Colômbia, por exemplo. os dados ilustram o
extraordinário papel que cumpre a Previdência social brasileira.
sem a Previdência, mais de 70% dos idosos estariam na pobreza
extrema. Em função dessa ampla cobertura, menos de 10% deles estão
em condição de pobreza.
utros números importantes podem ser encontrados a partir das pesquisas
do Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBgE). Por exemplo,
em 2014, o percentual de pobres no País atingiu 24,2% da população
total – sem os pagamentos dos benefícios previdenciários, esse índice
subiria para 37,6%.

Anônimo disse...

Continuando:
Ao fundir o Ministério da Fazenda com o Ministério da
previdência social, o governo federal deixou claro que
não precisa mais de intermediários. não há mais sequer a
necessidade de um ministro ou ministério da previdência
social. O objetivo é recapturar cerca de 8%
do pIB que foram conquistados pela maioria da população.
para tanto, é preciso ter uma visão exclusivamente econômica,
contábil e fiscal da previdência, que deve perder a sua essência
social. Uma reforma da previdência não poderia centrar-se
nesses objetivos. É necessário considerar e preservar a sua
dimensão social e redistributiva de renda.

Anônimo disse...

KKKKK....
Caiu fora perdeu direitos e agora quer que os outros percam também....

Olha o velho caldeirão aflorando no sangue....

Anônimo disse...

É , estamos na mão dos quatro estrelas para não nos deixar perder nem mais um direito seguer.
Vamos confiar que não vamos mais perder como na MP 2215, a MP da trairagem.
Os quatro estrelas vão nos defender, pois eles já estão no último posto, não estão preocupados com seus cargos e futuras nomeações....

Anônimo disse...

Anônimos 18 de julho de 2016 21:09 e 18 de julho de 2016 18:46 estão de parabéns!

Está difícil explicar para essa gente que o dinheiro descontado por 30 anos, em qualquer investimento decente em um banco, até mesmo numa previdência privada, renderia muito mais do que a pensão que pagam às filhas dos militares. Com a vantagem de que, depois da morte da pensionista, o montante ainda fica para o governo. Além do mais, deve-se pensar no fato de a correção ser feita por juros compostos. Acho que quem está contra pertence ao INSS já não é à toa, pois o cara não consegue entender nem este raciocínio! Tem de ser do INSS mesmo! Ele(a) devia pedir a alguém do ITA ou do IME, que ele(a) conheça, para tentar explicá-lo(a). "É mui difice!" É a "marvada" da Matemática!!!

Rogério da Silva Gomes - 1ª Sgt disse...

A Globo falou dos Militares (quem mais apanhou), dos Políticos, mas não falou do Judiciário, a quem deve ter muito medo. O tio da minha esposa passou para Técnico Judiciário, aos 60 anos de idade e aos 70 se aposentou com proventos integrais. Um Juiz faz M. (besteira) e a condenação dele é ser aposentado recebendo seu gordo salário, como foi o caso do Juiz que roubou o dinheiro acautelado do bilionário Eike Batista e ainda confiscou seus carros. Venho aqui também deixar a minha crítica a enorme quantidade de companheiros que se escondem através do anonimato. A Constituição Federal protege a liberdade de pensamentos, vedando o anonimato, até porque este conceituado blog não deixaria a crítica chegar a um nível considerado baixo.

Anônimo disse...

Anônimo 19 de julho de 2016 09:52, você está com toda a razão, a renúncia à pensão para as filhas foi em caráter irrevogável mesmo. Colegas que só tinham filhos, e não filhas, e até aqueles que não os tinham, optaram por não pagar a mais. Foi assinado um documento para isto, na época.

Rommel disse...

Nesta conta de padaria que chegou a R$ 1.787.362,50 nao foi considerarda a inflacao do periodo de 50 anos, portanto nao seria suficiente pra pagar 2 anos de pensao pras filhas.

Rogerio Almeida Werneck disse...

Rogerio da Silva Gomes, Xara!! Estamos num oceano de anonimos!!!parabens ao seu comentário.

Anônimo disse...

Caraca tá f....mesmo até um técnico do trt está tirando com a gente! É o fim da picada mesmo pra nós milicos!

Anônimo disse...

"Essa pensão para as filhas foi extinta na última reforma do sistema de aposentadoria dos militares, mas só para que ainda não estava no sistema. Isso significa que se um militar, que já estava na ativa, daqui há dez anos por exemplo, tiver uma filha,essa menina já vai nascer com o direito de receber a pensão após a morte do pai, pelo resto da vida dela." Sônia Bridi, repórter da Globo.


como disse a jornalista:"daqui a 10 anos";

será o ano de 2026, o Pai, militar, já terá contribuido com 1,5 % mensalmente, durante 25 anos, para a filha ter direito a pensão.

Ela "esqueceu", de mencionar que mesmo depois de passar para a Reserva Remunerada o militar continua contribuindo para a Pensão Militar 7,5 %, o que não acontece com os aposentados da Previdência Social, que ao se aposentarem deixam de contribuir.

marco antonio thomaz - 2 ten R/1

Anônimo disse...

Rommel 19 de julho de 2016 19:20

Apesar da conta de padaria, está difícil para você entender, imagine a Matemática como ciência. A inflação também tem de corrigir o que foi pago! Acho que você quer que desenhe, mas, se depender de mim, você terá que "quebrar a cabeça" ou continuar do jeito que está. Eu vivo esta situação atualmente, com um valor um pouco menor, mas a minha parcela foi também um pouco menor. Nada melhor que a prática!!! "O pior cego é o que não quer enxergar!"

Anônimo disse...

Sugestão de leitura: Portaria nº 071 -DGP de 07 de agosto de 2001, lem brando que a reestruturação da remuneração foi feita por meio de MP e o documento citado como sugestão de leitura é uma Portaria, o documento de 1960 sobre pensões militares e o E1 sã LEIS. Fiquemos atentos.

Anônimo disse...

Vendo o comentário de um certo Rommel, aqui no blog, achei estranha a sua Matemática, talvez muito infantilizada e de curta visão. Sendo SO da FAB, fui verificar quanto desconto para Pensão Militar e constatei R$ 638,41 (esposa) e R$ 127,68 ( filha).
Fazendo uma simulação de uma aplicação por 30 anos em um investimento num banco, só o montante referente à pensão da esposa chegaria a R$ 2.953.457,46 ( taxa atualizada), isto daria no mês R$ 32.488,03 de rendimento mensal, sem descontar imposto de renda. A pergunta é a seguinte: que SO ou ST ganha por mês um salário desse? Que pensionista de SO ou ST ganhará esse valor de pensão? Lembrando que este cálculo foi só na parte do desconto da esposa, hein! Todos os valores irão continuar sendo corrigidos pela inflação (montante e pensão). Na verdade, quem acaba se dando bem nesta história é o GOVERNO. Aprenda de uma vez: O GOVERNO NÃO DÁ COISA ALGUMA DE GRAÇA!!! Mesmo que você não tenha cérebro para entender!!!

Anônimo disse...

Que precisa mudar realmente precisa. O país não aguenta da forma como está. Aposentar com 30 anos de serviço, para os normais.
O que não dá é assistir às mordomias de políticos ou tantas disparidades salariais dentro do mesmo poder e nos demais. Por exemplo: O que um Técnico Administrativo ou Analista de uma ANCINE faz a mais que os militares para ganhos iniciais e respectivos de 5600 e 12500?? Os políticos que só trabalham de terça a quinta se aposentam nessa mamatinha ganhando aquele salário tão baixo que até fico com pena deles...então precisaria rever o conjunto todo.
No final das contas seja de qual poder for... os vencimentos saem do bolso do contribuinte e não adianta falar em autonomia do legislativo e judiciário.
Fosse tudo equilibrado e sem tantas disparidades não haveria essa ganância desenfreada, e o pior, o cara de nível médio fazendo concursos de nível médio em outros órgãos... Padrão Brasil mesmo.

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