17 de agosto de 2016

Forças Armadas do Brasil investem R$ 43 milhões neste ano em atletas de ponta

BRUNO VILLAS BÔAS
LUIZA FRANCO
MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO
Das 11 medalhas conquistadas pelo Brasil até esta terça (16), nove vieram de atletas patrocinados pelas Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica).
Os nove medalhistas integram o programa de alto rendimento dos ministérios da Defesa e do Esporte, criado em 2008 e que apoia 670 atletas com soldo de R$ 3.200 mensais brutos, além de plano de saúde e odontológico. Somente neste ano, o programa investe R$ 43 milhões.
As exceções entre os medalhistas são o ginasta Diego Hipólito, 30, prata no solo, e o baiano Isaquias Queiroz, 22, prata na canoagem.
O programa foi criado para atrair atletas civis para reforçar os quadros das Forças Armadas durante os Jogos Militares de 2011, no Rio, e continuou neste ciclo olímpico.
Após o início do programa, o Brasil se tornou uma potência nos Jogos Militares. Em 2007, na Índia, havia ganhado três medalhas. Em 2011, liderou o quadro, com 45 medalhas de ouro.
Para receber o apoio, atletas precisam concorrer em editais públicos. Se aprovados, tornam-se militares temporários -terceiro-sargento do Exército, Marinha ou Aeronáutica. Eles passam a receber os benefícios dos militares da ativa.
Além do soldo e dos benefícios, os esportistas têm acesso a instalações militares para treinamentos, o que pode ser vantagem em algumas modalidades, como atletismo e tiro esportivo.
Segundo Felipe Wu, 24, prata na pistola de ar de 10 m nos Jogos do Rio, o apoio foi um "divisor de águas" para ele continuar praticando o tiro esportivo, modalidade que tem dificuldade para atrair patrocinadores.
Dispensado do serviço militar obrigatório, Wu tem contrato temporário como terceiro-sargento técnico desde 2013. O contrato tem prazo de um ano, mas pode ser renovado por oito consecutivos.
"Cada edital é para uma modalidade e não abre todo ano. Quando participei, só eu concorri, já que o tiro tem poucos praticantes. Outras modalidades foram mais concorridas. Eles avaliam currículo e teste prático", disse.
Para se tornar militar temporário, os atletas passam por um treinamento de 45 dias. Estudam a hierarquia militar, passam por teste físico, aprendem a marchar e a prestar continência.
Depois desse período, os atletas não vivem a rotina militar nem frequentam o quartel. São esporadicamente convocados para alguns eventos e obrigados a comparecer. A maioria nem frequenta as instalações militares.
Medalhista de prata na ginástica artística, Arthur Zanetti, 26, diz que seu clube em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, já oferece a estrutura que ele precisa para treinar, como técnico, fisioterapeuta e o restante da equipe.
"Eu simplesmente faço parte da Força Aérea Brasileira. Eles me ajudaram nesses últimos meses. Mas a minha rotina não mudou em nada. Dão apoio de grana, quando precisa de alguma coisa, para ter um bem-estar", disse o ginasta brasileiro.
"A Marinha me deu todo o suporte durante o período que estive afastado da seleção", conta o boxeador Robson Conceição, que é da Marinha e prestou continência no pódio ao receber o ouro nesta terça (18) à noite.
Conceição e Zanetti estiveram entre os seis medalhistas que fizeram o gesto na entrega de medalhas. Os atletas e a cúpula militar, contudo, dizem que não há obrigação de prestar continência.
"Não houve ordem. Foi um gesto espontâneo que foi contaminando a delegação no Pan do Canadá, em 2015. Para mim, cada gesto daquele significa uma medalha", diz o general Fernando Azevedo e Silva, comandante militar do Leste e um dos idealizadores do programa.
O técnico de Zanetti, Marcos Goto, não gostou do gesto, no entanto. Na segunda-feira (15), ele criticou a forma como as Forças Armadas incentivam o esporte.
"Pegar atleta pronto é muito fácil. Quero ver apoiar até a criança chegar lá", disse. Procurado por militares, porém, Goto voltou atrás. Ele disse que tomou conhecimento do trabalho das Forças Armadas com jovens.
Segundo o Ministério da Defesa, 21 mil crianças são atendidas em 89 cidades do Brasil no programa Forças no Esporte, que também é custeado pelas pastas de Esporte e Desenvolvimento Social. 
O programa custa R$ 25 milhões por ano, dinheiro que é usado na compra de alimentação e equipamentos. As aulas acontecem em unidades militares e são ministradas por voluntários ou membros das Forças Armadas.

MODELO
Marcus Vinícius Freire, diretor-executivo de Esportes do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e ex-jogador de vôlei, afirma que o soldo das Forças Armadas é uma das partes do modelo de financiamento dos atletas do país.
"Quando eu jogava vôlei, recebia salário do meu clube e aquilo cobria meus custos. Hoje não é assim. Os atletas recebem do clube, dos militares, e as bolsas Pódio e Olímpica [do governo federal]. E esse combinado paga seus custos", disse ele.
Com 145 atletas, as Forças Armadas têm 31% dos 465 brasileiros na Rio-2016.
É um contingente maior do que o registrado em Londres-12, quando eles representavam 20% dos 259 atletas da delegação brasileira.
O programa, aliás, está perto de atingir sua meta na Olimpíada do Rio: conquistar dez pódios, independentemente da posição.
"Esta meta era um sonho que se torna realidade. Após a Rio-2016, o foco estará nos Jogos Mundiais Militares, na China, em 2019, e na Olimpíada de 2020", disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que afirma que o programa será mantido no próximo ciclo olímpico.

REGRAS DO ATLETA MILITAR
- Atender às convocações feitas pelas Forças Armadas para a disputa de competições classificadas como relevantes para os militares;
- Apresentar relatórios sobre o treinamento esportivo;
- De acordo com as Forças Armadas, o atleta não é orientado a prestar continência quando estiver no pódio;
- O atleta é dispensado de exercer funções administrativas ou militares.
Colaboraram MARIANA LAJOLO e LUCAS VETTORAZZO, do Rio.
FOLHA DE SÃO PAULO/montedo.com

47 comentários:

Edi Mor Gmail disse...

Esse é o dinheiro que falta para construir PNRs para os Praças...Tem unidades com Terrenos cercados que servem de lixão...Mas as prioridades são outras e Sempre será.

SGT 2007 Arrependido e Estudando...

Anônimo disse...

Seria mais fácil tais atletas ganharem cargos comissionados de livre nomeação no próprio Ministério dos Esportes se o problema deles é ter salário, não é? Por que colocá-los como militares sem que cumpram expediente e as obrigações que os outros militares de verdade cumprem? Ah, já sei... Se eles fossem colocados em cargos comissionados no Ministério dos Esportes e não fossem cumprir expediente - como ocorra com eles nos quartéis - a imprensa iria expor que eles ganham salário sem trabalhar, que seriam funcionários fantasmas!!!!! Mas pera aí, ser militar (atleta) fantasma pode, então... Entendi.
Ver paisano ignorante apoiar e achar que estes atletas representam os militares eu entendo... Mas ver militar de carreira que rala, cumpre missão, tira serviço de 24h e cumpre expediente após, que não tem regalia de ficar fora do expediente para praticar esportes, apoiar esse engodo de ATLETAS MILITARES é muita hipocrisia. Iguá-la los a nós de carreira é dizer ao mundo, tá vendo aí, pra ser militar não basta estudar e ter mérito, precisa apenas ser selecionado por edital com entrevistas e mostra de currículos que nem no meio civil!
Os fins (marketing institucional das Forças Armadas) estão justificando os meios (burla à lei e à Constituição para selecionar atletas)!!!!!!!

Anônimo disse...

Muito Boa esta que consta no final da matéria: REGRAS DO ATLETA MILITAR -
- " O atleta é dispensado de exercer funções administrativas ou militares."
No meu entender cavalariano e tropeiro, são simplesmente atletas e não militares. Então estão no lugar errado e o patrão que deveria pagar eles não deveria ser as forças armadas e sim o ministério do esporte.

Anônimo disse...

http://cbn.globoradio.globo.com/default.htm?url=/editorias/policia/2016/08/16/STM-NEGA-HABEAS-CORPUS-A-CINCO-PESSOAS-ACUSADAS-DE-MATAR-SOLDADO-DO-EXERCITO.htm

Anônimo disse...

Noticias diarias da Marinha ...

http://www.globo.com/busca/?q=marinha

Anônimo disse...

Policiais e militares das Forças Armadas somem de avenidas e estações do BRT na Barra

http://extra.globo.com/noticias/rio/policiais-militares-das-forcas-armadas-somem-de-avenidas-estacoes-do-brt-na-barra-19938314.html

Anônimo disse...

Montedo, sei que você não vai publicar, porque a opinião é diferente da sua, mas vamos lá: Essa estorninha de continência no é ridícula. Não é uma competição militar e ali todos estão em igualdade de condições e representando os seus respectivos países. Certamente há atletas militares de outros países nas olimpíadas e que subiram aos pódios, tão ou mais patriotas que os nossos e nem por isso prestaram continência. Além de tudo isso, pega mal porque os gringos ao verem essa ceninha pensam: só milico é atleta de alto rendimento mum país com aquelas dimensões? Reconheço a existência do convênio e sua importância, mas todos sabemos que esses atletas não ingressaram na carreira pelas vias normais. Então, isso não passa de mais uma jabuticaba (só tem no Brasil), enquanto que bastaria um decreto ou uma lei para que as FFAA apoiassem esses atletas sem precisar fazer essa simulação ridícula. Pública aí tche!

Anônimo disse...

Tenho visto muita gente associar o sucesso dos atletas militares, nas olimpíadas do Rio, à disciplina e organização que caracterizam as forças armadas. Além disso, muitos justificam as saudações militares (continência) nos pódios como um gesto de gratidão desses atletas em relação às Forças Armadas.

Bem, eu pensei um pouco e cheguei na seguinte conclusão : quem faz esse tipo de análise está invertendo completamente a relação de causa envolvida no raciocínio. Não são os atletas que estão fazendo sucesso no esporte graças às Forças Armadas. É justamente o oposto! São as Forças Armadas que estão fazendo sucesso nos esportes graças a esses atletas.

Analisando rapidamente o histórico das Forças Armadas Brasileiras nos Esportes de Alto rendimento fica claro o que estou falando. Explico: Em 2008 , o Governo Lula, através da criação do Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento (PAAR) das Forças Armadas Brasileiras, visava incorporar atletas de altíssimo nível e com reconhecidas conquistas a nível mundial nas equipes militares. Dentre os objetivos do programa estava, como questão central, a realização dos Jogos Militares Mundiais no Rio de Janeiro em 2011. O Governo Lula se preocupou em evitar que as nossas Forças Armadas - dado o fraquíssimo retrospecto nos jogos militares anteriores - fossem envergonhadas em solo nacional.

Esse raciocínio pode ser demonstrado com base nos dados de desempenho das Forças Armadas nos jogos militares que se iniciaram em 1995:

I Jogos Mundiais Militares ( Itália -1995) : O Brasil não ganhou NENHUMA medalha de Ouro , levando apenas uma prata e 2 bronzes. Só para termos algum critério comparativo para medir o tamanho do fracasso, a Rússia , a primeira colocada nos jogos , levou 127 medalhas para casa. O Brasil terminou em 36° lugar.

II Jogos Mundiais Militares (1999) : O Brasil ganhou apenas 1 Ouro e somou um total de 8 medalhas.

III Jogos Mundiais Militares (2003) : O Brasil ganhou, novamente, apenas 1 Ouro e somou ainda menos medalhas: 6.

IV Jogos Mundiais Militares (2007) : Novo Fracasso! Nenhum Ouro e apenas 3 medalhas

Diante dos sucessivos fracassos, o Governo Lula decidiu que não era conveniente usar atletas com formação militar de carreira para representar o Brasil nos Jogos Militares de 2011. Decidiu-se incorporar atletas civis, com ótimos antecedentes e conquistas já cristalizadas a nível mundial, nas Forças Armadas. Esses atletas mudaram o retrospecto de fracassos. Nos Jogos de 2011, o desempenho dos Atletas, recém incorporados nas Forças Armadas - "Militares Fakes" - foi o seguinte:

V Jogos Mundiais Militares ( Rio - 2011) Os atletas de alto rendimento incorporados pelo Governo Lula nas Forças Armadas brilharam e reverteram o velho histórico de fracassos do Brasil nos Jogos Militares: foram nada mais nada menos que 45 Ouros, 114 medalhas no toral e um incrível primeiro lugar no quadro geral de medalhas.

Enfim, esses atletas foram incorporados nas Forças Armadas por terem um histórico de rendimento de altíssimo nível e visavam contribuir para evitar novo fracasso nos Jogos Militares do Rio em 2011. As Forças Armadas, se realmente valorizam o esporte, devem enorme gratidão ao projeto do Governo Lula e a esses atletas - militares fakes - que reverteram o histórico de fracassos do Brasil nos jogos militares.

Os atletas não estão fazendo sucesso por conta do apoio das forças armadas , é justamente o contrário: são as forças armadas estão fazendo sucesso graças a esses atletas.

daniel camilo disse...

E quando esses atletas não renderem mais? Serão excluídos? Serão reformados? Irão para a reserva,inchando ainda mais a folha de pagamento? não seria melhor o Min dos esportes financiá-los? Aliás, o Min dos Esportes deveria investir desde a base(crianças) até os atletas de ponta. Nenhum atleta nasce campeão.

Anônimo disse...

Mentiram porque ?????

http://www.bocaonews.com.br/noticias/principal/rio-2016/152113,nadadores-dos-eua-envolvidos-em-assalto-sao-proibidos-de-deixar-o-pais.html

Bruno Castro disse...

Parabéns aos atletas militares!!! Fico feliz em ver vocês representando nosso País. Por ocasião do hasteamento da Bandeira, fico admirado com o momento da continência, mostrando a essência que qualquer militar deve ter: o amor à pátria, sem pensar duas vezes na "opinião pública" que parece não gostar de tal demonstração de respeito. Este mesmo grupo de jornalistas deveriam apoiar e incentivar, haja vista que nossa Bandeira não é das Forças Armadas e sim do Povo Brasileiro. PARABÉNS!!!!!!!

Anônimo disse...

Existe uma incoerência. Segundo o artigo o brasil virou uma potencia nos jogos mundiais militares, que como o nome já diz, formado de militares. Nas regras dos atletas militares consta que não irão exercer funções administrativas ou militares. A quem estamos enganando ou iludindo. Não são militares, são atletas. Estão militares. E as forças armadas pagando a conta e serviços por causa da incompetência e falta de transparência de quem de fato deveria ser o pai da criança.

Anônimo disse...

E eu que me lasquei 2 anos pra sair 3°,tenho que pagar 1000 conto de aluguel pra esses zé's ficarem competindo nesses esportes toscos!Poxa,gasta dinheiro em PNR ou hospital!

SGT 2013 Arrependido,aprovado e indo embora desse barco furado!

Anônimo disse...

Criaram esse projeto para a disputa do Mundial Militar de 2011 sob o argumento que outros países também utilizam esse artifício para se destacarem no resultado final/quadro de medalhas. Ocorre que um erro não justifica outro e, desta forma, fica difícil entender essa situação quando nas próprias REGRAS DO ATLETA MILITAR consta que " O atleta é dispensado de exercer funções administrativas ou militares". O enigma a ser desvendado é: como um militar de VERDADE não pode exercer função militar, não cumpre expediente, não concorre às escalas de serviço etc?

Anônimo disse...

Atualizando os vencimentos: sem o reajuste de agosto agora, 4.150,00 brutos. Com o reajuste, 4.400,00. O valor de 3.200,00 informado é somente o soldo.

Anônimo disse...

Esses jovens fazem parte de um programa do governo para atletas, programa utiliza as Forças Armadas, muito bom o programa, excelente como dissuasão das Forças.
Mas atleta militar mesmo é o Bandeira, Farinazzo e outros militares de formação, que se destacam em algum esporte.

Anônimo disse...

só não tem dinheiro para pagar o auxilio-moradia. A fica mandando de um lado para o outro e o pobre do praça que tem que arcar com as despesas de moradias. Porque não faz uma pesquisa interna para ver o nível de insatisfação. Sabem que esse índice é altíssimo por isso não faz.

Anônimo disse...

Pois é....
Mas aí como justificar viagens de comitivas de cartolas e autoridades para acompanhar estes atletas militares competindo?
Mais PNR? Pra que? Os salários estão ótimos , se for pagar aluguel, vc que peça transferência pra selva depois pra compensar os gastos com aluguel....

Anônimo disse...

Esse nosso EB, sempre com seus pequenos tiranos comandando seus feudos (OM), com suas prioridades esdrúxulas e distorcidas, falando "família militar"... só se for a família do cmt do EB e do seu EM.

Mentor disse...

Parabéns aos atletas militares. Difícil encontrar tanta ignorância em um blog só.

Mentor disse...

Vc não tem vergonha de conseguir falar tanta besteira em 4 linhas de um blog.

Mentor disse...

Vai embora mesmo, mas na tua nova profissão estuda um pouco de orçamento público antes de falar tanta besteira.

Anônimo disse...

Basta ler os comentários nos portais que se vê que a população em geral aprova as vitórias em nome das forças armadas. Concordo com vc, foi um marketing e tanto uma campanha publicitária de um mês em rede nacional gastaria muito mais. O que falta são os iluminados aproveitarem o bom momento e pedirem verbas para as melhorias.

Anônimo disse...

PTZ, ACHEI QUE OS CARAS ERAM MILITARES

Anônimo disse...

Salário família dos militares....... 0,16.......... Centavos. Isto a reportagem não citou.

Anônimo disse...

Exatamente. Estratégia de marketing para as FFAA.

Anônimo disse...

MI MI MI
Buá Buá Buá
Leões de alojamento
Gatinhos e bajuladores perante aos chefes

Anônimo disse...

Só vejo oficial vibrando e defendendo a carona marketeira que as FA estão pegando com esses atletas...isso porque no "fantástico mundo de bob" dos nobres oficiais tudo está onde deveria estar....não faltam PNR, ainda não estão ganhando menos que guarda municipal e Sd PM (of intermediários...subalterno já ganha menos...), os chefes exaltam nas reuniões de comando a iniciativa das FA (kkkkkkkkkkk) em contratar civis por edital burlando a constituição e delapidando os parcos recursos das FA (43 milhões como disse a reportagem...)...tudo certo no reino do "faz-de-conta"...

Anônimo disse...

No EB, são 63 milhões de reais/ano para construção, manutenção e reforma de PNR's custeados integralmente pela taxa de uso, ou seja, por nós, permissionários. De acordo com o EMEB (Port. n° 87-EM, de 10 de abril de 2014) com este nível de investimento seriam necessários 124 anos para suprir somente a demanda atual de unidades. Mais de 50% dos praças movimentados a cada ano não conseguem acesso a PNR's e são obrigados a custear as despesas decorrentes da movimentação, especialmente as de moradia, do seu próprio bolso. Ainda assim, a força terrestre se dá o luxo de despejar 43 milhões num programa que visa a vender a imagem de uma instituição moderna, socialmente comprometida, ou seja, que visa a promover, tão somente, a sua própria imagem. Como dizem por aí: o direito do morto é se "estribuchar" kkkk.

Anônimo disse...

Art. 18, Dec nº 2.243, de 3 de junho de 1997....A continência individual é a forma de saudação que o militar isolado, QUANDO UNIFORMIZADO, com ou sem cobertura, deve aos símbolos, às autoridades e à tropa formada, conforme estabelecido no Art. 15.

Anônimo disse...

2013 arrependido, tá de sacanagem, muito fácil desdenhar depois que está ganhando, quero ver botar a cara e sair em vez de ficar falando tanta besteira!

Paulo Ricardo disse...

O propósito das Foças Armadas foi conquistar medalhas nos jogos militares até ai tudo bem. Os atletas recebem e muito bem por isso. Com certeza os 45 dias de treinamento não serviram de nada diante da postura dos atletas SUSTENTADOS pelas Forças Armadas. Diante da apresentação pessoal ds "pseudos" sargentos isso foi comprovado. Cabelão, Cabelo decorado,Canto do Hino Nacional enquanto prestava continência e muito mais coisas que certamente não vimos. Se esse tipo de conduta se perpetuar a caserna vai virar uma bagunça.

Anônimo disse...

Pôr civil atleta de carreira nas Forças Armadas é GOLPE para as Forças Armadas aparecerem !!!! Os mesmos altetas que outrora foram dispensados do SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO agora estão entrando pelas portas dos fundos sendo considerados militares após um estágio de 30 dias corridos. Aprendem a prestar continência, a vestir o uniforme e... só !

Anônimo disse...

Caro Montedo; Grande jogada de publicidade das FFAA, num mundo de faz de conta, não haveria um marketing melhor, são outdoor ambulantes. Investir na qualidade de voda dos militares verdadeiros, aqueles que fazem continência de graça (0800) sob à luz do RCont e julgo do RDE, não é bom negócio. A situação financeira dos militares das forças armadas são frutos da incontinência de nossos comandantes.

Anônimo disse...

Parabéns camarada! Felicidades na nova carreira (com certeza vc terá)!

Anônimo disse...

O, Mentor, o que o Sgt 2013 FALOU DE ERRADO? Aprenda a interpretar textos, ele se referiu ao fato de pagar aluguel enquanto o EB malgasta dinheiro contratando civis para competir ao invés de construir PNR. Vc, Mentor, só pode ser lord em zona de conforto pra falar isso.

Anônimo disse...

No EB, são 63 milhões de reais/ano para construção, manutenção e reforma de PNR's custeados integralmente pela taxa de uso, ou seja, por nós, permissionários. De acordo com o EMEB (Port. n° 87-EM, de 10 de abril de 2014) com este nível de investimento seriam necessários 124 anos para suprir somente a demanda atual de unidades. Mais de 50% dos praças movimentados a cada ano não conseguem acesso a PNR's e são obrigados a custear as despesas decorrentes da movimentação, especialmente as de moradia, do seu próprio bolso. Ainda assim, a força terrestre se dá o luxo de despejar 43 milhões num programa que visa a vender a imagem de uma instituição moderna, socialmente comprometida, ou seja, que visa a promover, tão somente, a sua própria imagem. Como dizem por aí: o direito do morto é se "estribuchar" kkkk.

Anônimo disse...

Sem querer ofender os defensores desses atletas que foram transformados em militares "biônicos", pergunto: qual a contribuição que será dada para as Forças Armadas? Em outras palavras, qual a importância de se investir tanto dinheiro em atletas "militares" para uma organização que existe para a guerra? E se existe para a guerra, deveria investir em, por exemplo, munição, pois sabemos que em média um soldado executa cerca de apenas cinquenta tiros por ano - em algumas OM não operacionais essa quantidade é ainda menor.

Fica a pergunta.

Anônimo disse...

Na verdade as forças armadas estão cobrindo o apoio que deveria ser do COB, mas como o COB é caído e muito fraco para apoiar uma grande gama de esportes, este apoio estrutural e financeiro oferecido pelas forças armadas, apenas ameniza a grande vergonha do tratamento amador e deficiente no esporte de alto rendimento dispensado aos nossos atletas. Pior que nós, proporcionalmente , só mesmo a Índia, com seu 1,2 bilhões de habitantes e no máximo duas medalhas de bronze nestas olimpíadas.

Anônimo disse...

De acordo com a Constituição, o primeiro lugar é igual ao último, pois todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.

Anônimo disse...

Muito companheiro magoadinho, mas lembro bem, ainda estou na ativa, Ten QAO! Muitos militares mais "atletas" que militares, vi durante minha carreira, ao menos com os atletas olímpicos ninguém conta na escala, pois são profissionais, já os "atletas" que nunca foram militares, todo mundo contava e nunca ninguém os viu em campo, operações, manobra ou escalas de qualquer tipo, então não sejam ciumentos, é bom para nós, forças armadas que tenhamos esses atletas ao nosso lado, assim seremos valorizados por pessoas fora do nosso círculo, e esses passarão a frente o salário mixuruca que recebemos.

Anônimo disse...

Deixem de bobagem. Eles também estão em busca de suas medalhas, por isso que foram para as fileiras das FFAA.

Anônimo disse...

Quanto ódio, heim? Quanto entendimento de administração pública. Quanto pensamento pequeno. Só é bom negócio se pingar dinheiro na minha conta? Dá-lhe caldeirão dos milicos. Essa área de comentários do blog serve para evidenciar o quanto alguns dos integrantes das FFAA não tem a noção do tamanho das instituições militares e do papel das mesmas na sociedade, que vai muito além das previstas na constituição. Mas já que o papo aqui é sobre dinheiro investido nos atletas, saibam que os recursos para os programas de Atletas de Alto Rendimento e Forças no Esporte, tem origem no Ministério do Esporte. Da parcela de recursos oriundos de loterias destinada àquele ministério. Eles chegam no MD e nas Forças com finalidade específica. São verbas além do orçamento. Ou seja, os Cmt Força não podem usar para outro emprego. Não dá pra construir PNR com essa bufunfa. Mas dá pra investir em instalações esportivas, por exemplo. As OM participantes do ProfEsp ja estão sendo contempladas há algum tempo. "Eternos injustiçados", quanto desconhecimento e capacidade minúscula de enxergar as coisas além do alojamento.

Anônimo disse...

O inimigo é interno. E veste a mesma farda. Daqui a pouco vão pedir o fim dos Colégios Militares. Afinal, da pra construir um monte de PNR com o que é investido neles, anualmente. E não é missão do Exército a educação de nível fundamental e médio. Ainda bem que os comentaristas nunca terão a oportunidade de decidir alguma coisa na força. Cada "mente brilhante". "Se não dá dinheiro pra mim, qualquer projeto não presta" e "a culpa é dos oficiais incompetentes". Esses pensamentos pequenos são os azimutes por aqui. Vais longe, militar! Depois vem aqui reclamar das injustiças da carreira.

Anônimo disse...

Investimento e incentivos, palavras chaves para se ter bons resultados em qualquer área. Os americanos são exemplo dos incentivos. Se o cara é bom, entra em universidade. Aqui no Brasil, é o contrário. Depender só de FFAA? Investir nas escolas, é a saída.

Anônimo disse...

Caros Companheiros. A Liberdade de Expressão é Constitucional. Este espaço é muito importante para que os Chefes tenham uma noção da "satisfação" ou "insatisfação" da tropa. Este assunto PNR é complicado. Na minha humilde opinião de pracinha com 8ª série e no final de carreira. Os Comandantes deveriam se preocupar mais com esta parte de PNR. São muitos militares em situações que estão em "favelas". Nos grandes centros, não se consegue residir na Capital. Os militares tem que acordar 4h da madrugada pegar metro para estar no quartel para o expediente. Muitas vezes os militares que estão no interior bem estruturados e de repente são movimentados. Observo casos que alguns PNR são ocupados muitos anos pelo mesmo militar. Muitos são Sgt QE que ocupam. Sgt QE são militares excelentes que não tem opção de movimentação. Sabemos que hoje o Exército Brasileiro, esta "lotado" de Subtenentes e QAO. O que vem acontecendo: estes militares são promovidos a QAO e ficam no PNR, esperando abrir uma vaga no PNR de Oficial, porém, isto não ocorre e muitas Vilas Militares de ST e Sgt estão lotadas de Of QAO. A culpa não é deles, é da Administração. Incorporei em 1984 e lembro que era auxiliar de um Subtenente. No Quartel existiam somente três Subtenentes e bem idosos. Em certa data este experiente militar que hoje é falecido falou: "vai ser criado o CFS emergencial ano que vem (1986), que vai funcionar na tropa, não vou estar vivo para ver, mas, quero ver daqui 30 anos quando estes militares chegarem a Subão a QAO onde vão colocar eles". Hoje eu em final de carreira observo isto que este saudoso militar falou, é realidade. Eu residi em PNR e no sexto ano, consegui terminar minha casinha, muito simples, mas é minha e entreguei o PNR para um colega que estava precisando. O que não pode é o militar ocupar o PNR e já trocar de carro, compra um carrão. O certo (na minha opinião) era investir este valor que sobrou do aluguel na aquisição de um imóvel. Somos seres humanos, somos falhos Companheiros falta planejamento. Opinião de um Sgt.

Anônimo disse...

comentarista de 19 de agosto de 2016 12:09. falou tudo meu camarada. é bem assim mesmo. não precisa ter doutorado para ver isto, basta a oitava série..kkkkk.

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