25 de agosto de 2016

MP aciona o Exército por morte de onça na passagem da tocha

O órgão pede indenização de 100.000 reais pelo incidente e mais 1 milhão de reais por danos morais coletivos
Da redação
O Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal contra o Exército para responsabilizá-lo pela morte da onça Juma, abatida em 20 de junho após o tradicional desfile do revezamento da tocha olímpica, em Manaus. O órgão pede indenização de 100.000 reais pelo incidente e mais 1 milhão de reais por danos morais coletivos.
“Além de comover milhares de brasileiros, que se sensibilizaram com a morte da onça que havia sido exibida acorrentada para ‘abrilhantar’ a passagem da tocha olímpica por Manaus, o episódio foi amplamente noticiado pela imprensa estrangeira que cobriu as Olimpíadas do Rio de Janeiro, causando um enorme constrangimento internacional para o Brasil”, disse em nota oficial o procurador da República Rafael Rocha, autor do processo judicial.
A ação do MPF-AM também quer determinar na Justiça a proibição de cuidados relativos à animais silvestres por parte dos militares. Segundo a apuração do procurador, o Exército não tem a licença necessária para manter os quinze animais que estão nas dependências do Comando Militar da Amazônia (CMA).

O caso
A onça-pintada é considerada um símbolo dos eventos na capital do Amazonas. Pouco após o desfile da tocha olímpica, Juma se soltou das correntes que a prendiam no Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), onde ocorreu o evento. Seus treinadores aplicaram-lhe tranquilizantes, que não surtiram efeito, e, então, o animal foi abatido com tiros na cabeça por medida de segurança.
Na ocasião, o Comitê Organizador da Rio-2016 admitiu a falha: ““Erramos ao permitir que a tocha olímpica, símbolo da paz e da união entre os povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado. Essa cena contraria nossas crenças e valores. Estamos muito tristes com o desfecho que se deu após a passagem da tocha”.
Veja/montedo.com

7 comentários:

Anônimo disse...

Já estava escrito nas "estrelas" (trocadilho?). Como militar, compreendo a iniciativa, mesmo porque, essa prática remonta o meu ingresso na Força. Todavia, nunca deixou de ser um risco. Vejamos o lado positivo: é melhor que acabe com isso agora, do que esperar pelo pior.

Anônimo disse...

Gostaria que o MP também exigisse isto quando na morte de seres humanos. Aqui no RJ, não haveria quem quisesse governar se cada pessoa morta, por falta de segurança do estado, correspondesse a uma indenização desse tipo. Aí, sim, o RJ iria para as "cucuias" de vez!!!

Anônimo disse...

Tudo bem que o povo não gostou de terem matado a onça que, naturalmente por ser um animal selvagem tentou fugir e atacar um militar, mas o que poderia ter sido feito, já que os tranquilizantes não fizeram efeito, como disseram? Ha quantos anos o exército trata desses animais (a maioria filhotes abandonados que morreriam na selva), desfila em solenidades e o MP e órgãos responsáveis não sabiam disso e nem fiscalizaram? Agora quem vai cuidar dos animais? Algum zoológico abandonado e administrado pelo estado ou prefeitura? Vão pedir ajuda aos militares, certamente.Era melhor que um militar tivesse morrido no ataque do animal? Nunca gostei de levarem um animal como esse para desfilar, amarrado com duas correntes, pois isso estressa demais o bicho e fica mais feroz. Deixem lá no zoológico deles para visitação.Existem coisas mais importantes e urgentes precisando de atenção das autoridades e, principalmente desse dinheiro todo.

Anônimo disse...

Dois comentários: 1) a ação é contra a União e não contra o Exército. A responsabilização sim, cabe ao Exército e a militares diretamente envolvidos. 2) o EB deveria de, imediatamente, entregar ao IBAMA, todos os animais silvestres existentes nas OM e o órgão ambiental (totalmente sucateado e sem estrutura) deveria de passar a cuidar (bem) dos animais.
A atuação do Exército nesta questão ambiental é exemplar e a atuação do MPF Amazonas é para "aparecer".

Anônimo disse...

A história do zoológico do CIGS é antiga, não entendo a manifestação do MP sobre a legalidade do tratamento dos animais naquele local.
Será que decidiram fiscalizar somente agora.

http://montedo.blogspot.com.br/2013/05/zoologico-do-cigs-e-referencia-na.html?m=1

Anônimo disse...

É tudo uma questão de birra contra o Exército. E a Instituição possuem militares especializados em Veterinária; todos oriundos de uma Faculdade a questão de uma formação. Pois então sabem muito bem disso....E com certeza os animais são bem tratados lá. Muito melhor que seres humanos jogados em hospitais públicos sem se quer uma maca pra se deitar/repousar e também médicos mal remunerados/sem salários muitas das vezes..
.......vergonha...

Infelizmente o incidente aconteceu, não se oque fazer. E com certeza não ocorrerá novamente; terão mais cuidado.....A coisa mais importante que ministério publico deveria se preocupar.....Segurança, Saúde e Salário melhor para o povo...desvio de dinheiro arrecadados através de impostos absurdos.......
mais uma vergonha que temos q aturar...........

Anônimo disse...

Eu apoio veementemente essa ação do MP sabem por quê, vou dizer. A morte desse animal é culpa do Comandante do CIGS que com certeza se aproveitou da situação para se autopromover, porque sei que a maioria dos oficiais em função de comando gostam de aparecer para a mídia, para seus superiores, nesse caso generais e para os políticos locais. Alguém sabe por quê? Sim, eles querem acender ao generalato. Nesse caso especifico o tiro saiu pela culatra. No meu entendimento ele assumiu o risco em querer aparecer para mídia, agora que pague com uma severa punição. Ou será que vai sobrar para a praça que matou o pobre animal para se evitar um mal maior. Fica a pergunta.

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