4 de agosto de 2016

Violência no RS: 'Exército é essencial para a defesa nacional, não como força policial', diz secretário ao descartar pedido de ajuda

Após Rio Grande do Norte pedir apoio das Forças Armadas, RS volta a descartar ajuda federal
"Temos o entendimento de que o Exército é essencial para a defesa nacional, não como força policial", diz a SSP
Marcelo Kervalt
Ainda que facções rivais tenham causado oito mortes no intervalo de 26 horas em Porto Alegre no fim de semana, isso não é considerado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul motivo para chamar as Forças Armadas, como fez o governo do Rio Grande do Norte no domingo. Desde sexta-feira, Natal e outras 21 cidades nordestinas são assoladas por ataques constantes e violentos — até agora, foram mais de 65 atos de vandalismo como incêndios a ônibus, vegetação e veículos particulares, disparos contra prédios públicos e depredações.
Nem mesmo no ano passado, quando pelo menos 11 ônibus sofreram ataques criminosos na capital gaúcha — seis coletivos foram incendiados no mesmo dia —, o Piratini quis auxílio federal para conter a violência. Isso porque, no entendimento da SSP, o que ocorre atualmente no Rio Grande do Norte não encontra paralelo nas outras unidades da federação.
Entre as diferenças, são citados pelo governo gaúcho o comprometimento do sistema prisional potiguar que, em 2015, após série de rebeliões em unidades prisionais, decretou estado de calamidade pública. A SSP alega que a medida surtiu efeitos positivos, porém, nos primeiros seis meses de 2016, 15 detentos foram encontrados mortos em casas prisionais do Estado nordestino.
O Piratini contesta, também, a necessidade de utilização das Forças Armadas em episódios como o do fim de semana no Rubem Berta, "uma vez que essa não é a constante da localidade" e "não caracteriza domínio total de território por facções criminosas ou configura total inépcia das forças policiais".
"Temos o entendimento de que o Exército é essencial para a defesa nacional, não como força policial".
A SSP alega que o treinamento de um soldado não é para o policiamento ostensivo e sim para ações de guerra.
"Esses profissionais não conhecem o terreno, não sabem quais são as características dos criminosos locais e a dinâmica da relação entre o crime e as comunidades. No entanto, nossa parceria com o Exército tem aumentado de forma expressiva. Realizamos, rotineiramente, diversas operações conjuntas, típicas da atuação integrada entre Segurança Pública e Forças Armadas ", diz o comunicado.
O governo acredita que a presença das Forças Armadas seria importante em questões pontuais, em ações isoladas, "como em situações de crise extrema no sistema penitenciário".
"Também poderia ser empregado o uso dos efetivos em casos semelhantes aos da greve dos caminhoneiros, em 2015, quando agentes foram acionados para garantir o fluxo de veículos em rodovias federais do RS".
ZERO HORA/montedo.com

10 comentários:

Anônimo disse...

Exato. Mas os nossos chefetes sabem disso ?

Banalizou o uso das FFAA. Mão de obra barata.

Anônimo disse...

Utilizam as FFAA em ações policiais e o militar não atira em bandidos, pois sabe que vai se lascar só e sem apoio da Instituição. Vai pagar advogado, com a grana do seu bolso, ou seja com os míseros 5,5% de reajuste. Uma vergonha.

Álias, nas formaturas que antecedem a saida para essas missões, deve haver muitas recomendações dos chefetes frouxos, cheios de medinhos, para o militar não atirar em vagabundos. To errado ?

Com a palavra, aqueles que participam dessas missões rolhas.

Anônimo disse...

A maioria do gaúchos são vermelhinhos, pois durante décadas votaram no PT, agora, estão pagando pela má administração dos malditos Petistas ladrões. Bah !

Anônimo disse...

Se for generalizar o uso das Forças Armadas nas cidades brasileiras para resolver problemas de gangues, então acaba logo com as PM's e guardas municipais.Eles que se virem e comecem a trabalhar direito com investimentos, aparelhamento e, principalmente, ensino bem estruturado que atraia e não provoque o êxodo dos adolescentes.

Anônimo disse...

Em um reino muito distante, existem mentirosos sem caráter! Não pensam na população, não pensam em ninguém a não ser Eles e sua sede de poder, contam histórias mirabolantes, relembram feitos nada heroicos hoje transformados em gloriosos, bostejam ideias sobre constitucionalismo, são carreiristas agarrados ao poder como um carrapato,ou melhor, uma sangue-suga nojenta que depois do corpo estar sem sangue o abandonam,vaidade, prepotência e arrogância, sempre visando uma boquinha e sempre dando as costas para sociedade. Se as FFAA são os defensores do povo, não importa se é contra inimigo interno ou externo, não importa se declarada ou não a guerra,importa é que a sociedade sangra e sofre pela incompetência e má gestão. Defender o povo nem que seja dele mesmo, este é o papel das FFAA. São Eles os verdadeiros verdugos do povo. Neste reino distante que me refiro, tudo vai mal...

Anônimo disse...

Ao menos uma autoridade pública que reconhece a verdadeira missão das Forças Armadas. É bom lembrar que o EB, por exemplo, não é POLÍCIA e muito menos GUARDA NACIONAL.

Anônimo disse...

Cadê a GUARDA NACIONAL? Tá passeando no Rio!

Anônimo disse...

Não recite mantras amigo, as FFAA não são polícia nem guarda nacional com certeza, ainda bem, mas, leia com atenção as leis concernentes ao emprego das FFAA em tempo de paz e evolua seu pensamento, reivindicar aumento e vantagens é muito bom e devido, mas, e a contrapartida? sentado em uma seção o dia todo? entrando em forma três vezes ao dia? Você mesmo pode ser vítima deste mal que não quer combater, pense nisto.
Antes do grito, não você meu amigo Comandos e FE, 99% da tropa.











Anônimo disse...

Chamem o batman

Anônimo disse...

Qual a diferença de força policial para defesa nacional?

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